segunda-feira, 18 de setembro de 2017

6 em 6, mas...

Primeiro, o essencial: 6 vitórias em 6 jogos na Liga Portuguesa e 5 pontos de distância para o slb.



Escondido nas entrelinhas: Sérgio Conceição fez duas alterações de monta e o resultado não foi assim tão diferente das sofridas exibições contra Chaves e Besiktas.
É bem verdade que Óliver vinha a decair de rendimento, como é aliás habito nele, com o acumular de partidas nas pernas (se bem que, na primeira-parte do jogo de quarta-feira, estivesse uns furos acima de exibições recentes) e que Corona, tirando o grande golo em Braga, andava muito apagado, porém, não foi com o Herrera de sempre, e com este actual Otávio, que as coisas melhoraram e os 45 minutos iniciais foram uma cópia quase fiel do encontro contra o Chaves: quase nenhumas oportunidades de golo e nem sequer um grande caudal ofensivo (o Rio Ave, estranhamente até, com mais posse de bola ao intervalo).
O mexicano, regressado para a sua enésima oportunidade de provar a sua utilidade, foi o jogador que mais perdas de bola teve ao longo da toda a partida (oito no total, o dobro do segundo pior - Aboubakar). Já Otávio, voltou a não fazer a diferença. O que ele jogava há um ano, quando regressou ao nosso clube, e o pouco que agora mostra...

Pela positiva, tivemos novamente direito a um Danilo absolutamente decisivo. Sim, ainda terá que melhorar muito para se aproximar dos níveis altíssimos que alcançou a meio da época passada mas, sem dúvida alguma, a ninguém devemos mais do que a ele esta importantíssima vitória.

E, depois, temos ainda Marega. Mais uma exibição positiva da sua parte. Quem mais, sem ser ele, conseguiria aquela arrancada para o segundo golo? Certo que, depois, a bola ressaltou, com alguma sorte, para os pés de Brahimi (quem melhor?) e que foi este o responsável maior pelo lance ter tido um final feliz, mas o homem do Mali foi quem acreditou primeiro.

Nota final para o primeiro golo sofrido. Já se adivinhava que estaria perto, pela amostra das duas últimas partidas, e ele aconteceu mesmo, num erro incrível de colocação de Ricardo Pereira.
O português ainda não comprovou, em estádios nacionais, tudo aquilo que durante dois anos se escreveu sobre a sua passagem pelo campeonato francês.

E eis que já não falta quase nada para o jogo-chave de Alvalade...

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

É o que temos: (muita) atitude, garra e falta de qualidade individual

O FC Porto mereceu ter vencido o Bessiktas por mais de um golo de vantagem. Gerou jogo e caudal ofensivo suficiente para isso e raramente esteve ameaçado pelos turcos. O resultado não podia ser mais enganador em relação ao que se viveu no relvado e no entanto é o resultado natural dadas as circunstâncias. Uma equipa que quer atacar um jogo da Champions League com Marega, Hernâni, Soares e André André nos momentos de maior aperto é, claramente, uma equipa fora de lugar. O FC Porto não tem plantel para ombrear com a elite continental e hoje, viu-se, nem sequer para lutar contra equipas do mesmo nível quando o que está em causa é o talento individual. Houve quatro golos no Dragão e nenhum foi de um jogador azul e branco. O talento individual de Quaresma, de Talisca, de Babel ou a liderança de Pepe estão do lado de um Bessiktas que, como qualquer gigante do futebol turco, tem bom dinheiro para gastar e pagar em salários. O FC Porto de há uns anos podia perfeitamente competir com essa realidade e fazia-o. Esta versão não. Sérgio Conceição não tem culpa. Montou um esquema para dominar o esférico e usar os espaços e depois, quando se viu a perder - em duas ocasiões - meteu toda a carne no assador. Atitude e querer nunca faltou à equipa e essa é a melhor nota. Mas só isso não chega. Não a este nível. É a crua e dura realidade.

Também não ajudou que no dia em que bateu o recorde de Xavi e passou a ser o jogador com mais jogos de sempre na história da competição, Iker Casillas estivesse similar ao Iker de há dois anos, o que custou o lugar a Lopetegui. O segundo e o terceiro golo contaram com duas estiradas pouco determinadas, apesar do primeiro ser um disparo tremendo e o segundo ser uma tabela básica que deixou a nu as falhas defensivas que oferecem os laterais do FC Porto, neste caso Alex Telles, que depois de ver como tinha de ser dobrado no seguimento ao seu homem, esqueceu-se de acompanhar Babel e este conseguiu disparar a belo prazer, um remate que Iker Casillas podia ter feito mais para parar. Não o fez e o jogo morreu, matematicamente, ali. Na prática, apesar da sensação de máxima entrega, já tinha morrido quando todos perceberam que a linha ofensiva do Porto era inofensiva frente á baliza. Pouco acerto. Muito pouco para tanto caudal. Se com NES o problema era chegar á frente e criar perigo - e cada lance de André Silva era um oásis - aqui o problema é que a qualidade individual dos interpretes não está à altura da quantidade de opções criadas. Oliver e Brahimi, na primeira parte, e o argelino e Otávio, no segundo tempo, bem se esforçaram e fizeram mexer as peças do puzzle mas nem Ricardo nem Alex estiveram acertados nem apoio nem os dois avançados titulares - a baixa de Aboubakar hoje deu um reflexo do que poderá passar se o camaronês se lesiona - mostraram estar á altura entre manos a manos desperdiçados e remates sem sentido. Nem sequer a meia distância, que ás vezes pode fazer a diferença, resultou efectiva. O Porto fez um jogo à Porto no querer e na atitude mas não foi suficiente para bater um Bessiktas que, na prática, é uma equipa banal e a mais débil do grupo. Na altura do sorteio ficou claro que este grupo, sem nenhum cabeça de cartaz, pode acabar com o Porto em primeiro ou em último. Os sinais de hoje deixam claramente a sensação que com um plantel tão curto - uma vez mais não havia um só ponta-de-lança no banco para lançar - é muito difícil aspirar a algo mais do que ir amealhando pontos e euros e ver o que passa sem tirar a cabeça do que deve ser prioritário, a Liga.



Ao trabalho de Conceição, como tem sido apanágio, não há muito a dizer que não seja positivo. A retirada de um esforçado Oliver, que teve nos pés grandes destelhos e duas excelentes ocasiões, entende-se no conjunto da gestão de esforços e na ausência de opções de ataque, pouco se lhe podia exigir quando a terceira substituição resultou ser Hernâni. Em atitude, capacidade de empurrar a equipa para a frente e mostrar, ao abdicar de Danilo - que continua sem se sentir totalmente cómodo neste modelo - vontade de ganhar contra tudo e todos, foi o mesmo treinador que nos jogos da Liga, um excelente sinal de atitude ganhadora. Mas quando os erros individuais - de Casillas atrás e da linha de ataque frente a Fabricio - condenam o resultado final, pouco mais há a dizer. O enfoque principal é o que é. O plantel é curtíssimo e não podemos exigir pérolas a porcos. Quem é o responsável desta gestão - mais uma vez, por culpa da sanção da UEFA só havia 19 jogadores disponíveis para o técnico trabalhar opções - e da falta de um plantel de garantias que dê a cara no momento oportuno. Técnico e jogadores deram tudo o que tinham. Nalguns casos o melhor que têm é isto e não há como disfarçar. Pode, perfeitamente, ser suficiente para consumo interno como o Benfica tem vindo a demonstrar com planteis tão fracos e jogadores tão ineptos, ainda que eles tenham sempre um joker na manga e a chamada do público em cada jogo para utilizar em momentos de aperto, mas quando falamos de Champions League não há milagres. Venha o próximo duelo a sério!

Com árbitros estrangeiros não há “verdade desportiva”

André Almeida e Luisão no SLB x CSKA Moscovo (foto Lusa)

«O Estádio da Luz já não estava habituado a ver a sua equipa a perder. Mais de nove meses depois – e ao 21º jogo desde a última derrota –, o Benfica voltou a ser batido em casa. Antes do encontro desta terça-feira, a última vez que as águias haviam caído na Luz foi com o Nápoles, também por 1-2 e igualmente na fase de grupos da Liga dos Campeões
in Record, 13-09-2017

«os encarnados não perdiam um jogo desde março, mais precisamente desde o dia 8 desse mês, quando visitaram o Borussia Dortmund, na segunda mão dos oitavos-de-final da Champions, e foram goleados por 4-0»
in Record, 13-09-2017

«As últimas exibições do Benfica não estavam a ser convincentes, mas o certo é que a equipa mantinha-se imbatível, tendo mesmo começado a época com a conquista de um troféu, a Supertaça. Esta foi, pois, a primeira derrota da temporada.»
in Record, 13-09-2017

«Rui Vitória fez questão de manifestar o desagrado com a exibição da equipa de arbitragem e no final do jogo dirigiu-se ao juiz espanhol para contestar algumas decisões. Técnico benfiquista e árbitro trocaram algumas palavras, após o apito final, algo que já havia sucedido durante a partida, mas desta feita com o quarto árbitro, que várias vezes condenou o facto de Vitória deixar a área que lhe está destinada
in Record, 13-09-2017

Rui Vitória e os árbitros no SLB x CSKA Moscovo (foto Record)

«No dia em que o Estádio da Luz acolheu a pior casa em jogos da Champions dos últimos quase dois anos (…).Se, já ao intervalo, Luisão teve de pedir aos adeptos que, em vez de assobiar, puxassem pela equipa, na segunda metade os apupos voltaram a espaços (…) nos minutos finais foi da claque dos encarnados que surgiu o mote: “Joguem à bola!”
in Record, 13-09-2017


Joguem à bola?
JOGUEM À BOLA?!!!
Seus ingratos de m...@.
Não ouviram e leram o que disseram os “cartilheiros”?
Nomeiem mas é o Vasco Santos, ou o Fábio Veríssimo, ou o Bruno Esteves, ou o Manuel Mota, ou o Tiago Martins, ou o Nuno Almeida, ou o Bruno Paixão, ou qualquer outro “padre” ou vídeo-padre”.

Isto, está visto, com árbitros estrangeiros não há “verdade desportiva”…

sábado, 9 de setembro de 2017

Penáltis à benfica

pe·nál·ti (inglês penalty) – No futebol, castigo aplicado contra uma equipa por uma falta cometida por um dos seus atletas dentro da grande área e que corresponde ao direito a um remate, a 11 metros da baliza, onde a bola é colocada para a execução do penálti.
in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013

Penálti à benfica – Penálti assinalado num lance duvidoso (manhoso), após um ligeiro contacto que, frequentemente, proporciona uma pirueta ou “mergulho” artístico. O lance em questão divide a opinião dos especialistas em arbitragem e/ou em situações semelhantes, a favor de equipas que não o SLB, raramente é assinalado.


4ª jornada: Na 2ª parte do Rio Ave x SLB, a equipa de Vila do Conde marcou o 1º golo e ficou em vantagem no marcador (1-0). Apenas 5 minutos depois, o “padre” nomeado para a “missa dos encarnados”, sem necessitar de apoio do “vídeo-padre”, assinalou um penálti à benfica, possibilitando a rápida recuperação no marcador ao clube do regime.

5ª jornada: Na 2ª parte do SLB x Portimonense, a equipa algarvia marcou o 1º golo e ficou em vantagem no marcador (0-1). Apenas 3 minutos depois, o “padre” nomeado para a “missa dos encarnados”, sem necessitar de apoio do “vídeo-padre”, assinalou um penálti à benfica, possibilitando a rápida recuperação no marcador ao clube do regime.

Capa de O JOGO de 09-09-2017

Tribunal de O JOGO (SLB x Portimonense)

Apesar da denúncia do “polvo encarnado”, suportada numa ampla divulgação pública de e-mails, os quais são reveladores da teia de ligações e esquemas subterrâneos existentes, tudo continua na mesma, ou até pior (com a introdução destes "vídeo-padres").

Na realidade, o que estas primeiras cinco jornadas demonstraram de forma inequívoca, é o facto do SLB ser, cada vez mais, o clube do regime – futebolístico, mediático e político. A propósito disto, e relembrando o que se passava na Roménia do ditador Nicolae Ceausescu, sugiro mesmo que a sigla SLB passe a significar Steaua Lisboa e Benfica…

sábado, 2 de setembro de 2017

Zero reforços

Sérgio Conceição é um tipo com coragem. Tem feito um trabalho admirável de coesão, colocou a equipa a jogar bastante mais (sem ser brilhante tem logrado momentos de brilhantês, o que não é o mesmo), assumiu uma abordagem vertical, ofensiva e de riscos e, sobretudo, um projecto que hoje lhe dá menos a ele do que ele pode dar ao projecto. E para isso é preciso ser um tipo de coragem.

O "negócio" de Vaná - a posição que o FC Porto seguramente mais precisava de reforçar - impede que podamos afirmar que o FC Porto não contratou ninguém neste defeso. Também há quem defenda que além dessa "contratação", o FC Porto também recebeu na forma dos emprestados do ano passado "reforços", casos de Ricardo Pereira, Moussa Marega (um jogador que a esmagadora maioria dos adeptos há um ano ofereceria grátis a quem quisesse pegar nele) e Vincent Aboubakar. Recuso-me a chamar "reforços" a jogadores que já pertenciam ao clube e que, pelo menos no caso de Ricardo e Aboubakar, jamais deviam sequer ter saído do plantel principal. Portanto, sendo intelectualmente honestos, o FC Porto não contratou ninguém útil e não se reforçou no mercado. Sérgio Conceição sabia que chegava a um clube com problemas financeiros - motivo por qual a maioria dos treinadores sondados por Pinto da Costa lhe deu as costas - e debaixo do olho atento da UEFA. O que provavelmente não sabia é que não ia sequer ter um pequeno brinde até ao fim do mercado na forma de um ou dois jogadores da sua escolha. Conceição é o primeiro treinador que começa uma época com o FC Porto sem um reforço pedido. Nem um. Se nos lembramos que Co Adriaanse abandonou o barco por algo parecido há pouco mais de uma década, fica claro como as coisas mudaram no Dragão. O Porto vai para a guerra com os mesmos do ano passado, entre os que estavam e os emprestados. Nem mais nem menos.

Tudo o que suceda a partir de agora é, portanto, um milagre.
Para ser segundos o clube já tinha os Lopetegui e NES da vida. Depois de quatro anos o clube tinha de fazer um esforço para ser campeão e quebrar um ciclo nefasto. Não o fez. E o treinador será o menos culpado. Conceição pode cometer erros (vale a pena pensar na formação e no seu tratamento da mesma num futuro) de cariz táctico em determinados jogos (o esquema original já deu para perceber qual é e ninguém vem enganado) ou ter problemas de gestão de balneário. Mas sem ovos nem o melhor cozinheiro faz omeletes. O Benfica e, sobretudo, o Sporting, reforçaram-se bastante melhor e têm planteis com mais soluções para a maioria das posições. Se o Porto já não partia em superioridade face ao que havia em cada onze no ano passado, este ano o abismo aumenta. Uma lesão de Soares/Aboubakar, de Oliver, de Danilo ou de Brahimi abre um problema muito sério. São 41 jogos, o mínimo, por temporada, números que, provavelmente, se aproximem dos 50 com as Taças. E na prática há posições onde há uma solução e meia. Há três avançados centro para dois lugares segundo o esquema actual. Oliver e Otávio nunca demonstraram ter o pulmão para aguentar uma época a somar noventa minutos constantemente e nem André André nem Herrera cumprem o mesmo papel que Danilo, que deixou de ter concorrência directa. Na ala os únicos extremos puros são Brahimi, Hernâni e Corona, admitindo-se que tanto Ricardo como Layun podem dar uma mão, mas sempre obrigando a recorrer a planos B e C´s noutras posições. A manta é curta. Ponto.



Felizmente a ausência de dinheiro real - e não aquele que outros clubes movem alegremente no mercado - e o olho atento da UEFA (ficaram 37 milhões de euros por contabilizar nas vendas, um problema mais para resolver que Luis Gonçalves não soube driblar) obrigaram o clube a actuar com prudência. No caso desta SAD actuar com prudência é um bom sinal, pelo menos, salvo o caso Vaná, não houve comissionistas a beber da teta da vaca e quase metade dos excedentários encontraram colocação. O lado negativo, responsabilidade de Gonçalves - o director de futebol continua sem existir no mercado - e também de uma política que depende excessivamente da gestão de Mendes, D´Onofrio e Teixeira para que os jogadores saiam do clube, foi o facto de vários excedentes não terem sido colocados e os que foram terem aportado muito pouco ao clube, que se livra em alguns casos dos salários mas não recupera nem parte do investimento. Muito triste. Se a isso juntamos que jogadores que não vão ser titulares e podiam ter rendido bom dinheiro como Maxi, Reyes/Indi e Herrera ficaram no plantel e o buraco de 37 milhões continua aí (quando, há um ano, só Herrera, segundo o Presidente, valia mais dos 30 milhões que recusou), não se pode dizer que tenha sido um verão positivo. Só saíram dos jogadores da casa, com um futuro superior às cifras que foram pagas por eles como vão seguramente demonstrar. Muito pouco.

Na prática foi também Conceição - e tendo em conta a sua coragem e a forma como tem trabalhado acho que merece sem dúvida o beneficio da dúvida nestes casos, se teve intervenção directa na decisão - quem decidiu virar as costas à equipa B e à formação. Todos os que podiam reforçar o plantel e abrir passo a algumas saídas úteis foram "despachados". Fonseca (lateral direito), Rafa (lateral esquerdo), Mikel (médio defensivo) e, sobretudo, Rui Pedro (avançado) podiam ter sido opções úteis para complementar o plantel, mais tendo em conta as restrições da lista da UEFA. Um caso para abordar mais à frente, com paciência e perspectiva.

Conceição tem um desenho táctico que funciona claramente em Portugal - na Europa, como Jorge Jesus, o seu primeiro grande defensor, e mais tarde Rui Vitória, têm demonstrado, nem tanto - e esse é e tem de ser o grande objectivo. Até agora, por jogo e por atitude, o seu trabalho tem sido muito superior às expectativas mas o ano é largo e haverá algum momento em que olhar para o banco e ver que não há um só avançado para entrar (como tem sucedido na ausência de Soares) pode ser a morte do artista. Conceição aceitou o desafio e nós aceitamos o desafio com ele. A responsabilidade, um ano mais, mais do que nunca, tem nomes próprios e apelidos. Em Maio, se o FC Porto for campeão, nunca será tanto por culpa de um treinador e tão pouco por mérito de um Presidente. Oxalá assim seja. O espírito do Dragão que Sérgio e os jogadores têm reactivado, muito mais real e sentido que o "Somos Porto", bem o merece!

Sérgio, estamos contigo!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Nada de novo à 4ª Jornada...


Nada de novo. Em Vila do Conde o Benfica empatou um jogo que devia ter perdido. O árbitro Hugo Miguel conseguiu ver uma falta na área vilacondense sobre o 'piscineiro' Jonas, e apressadamente marcou penalty que o mesmo converteu. Um lance que ocorreu nos minutos seguintes ao golo do Rio Ave. Foi este mesmo Hugo Miguel que na época passada não conseguiu ver dois penalties a favor do FC Porto no jogo em Braga por agarrão claro a Felipe e por falta sobre Otávio. Neste jogo em Vila do Conde, Hugo Miguel foi ainda hábil ao ponto de perdoar as expulsões a Pizzi, que pontapeou um adversário aos 74' nas suas barbas (!) e a Eliseu, que continuou a colecionar agressões impunemente num jogo que nem sequer deveria ter disputado (alô, Comissão de Disciplina ?!). Continua a valer tudo quando se trata de jogadores benfiquistas.


Apesar das denúncias públicas recorrentes de Francisco J. Marques sobre o esquema de tráfico de influências, coação e corrupção montado pelo Benfica, os árbitros continuam a atuar como se a população ainda não soubesse do que se passa por trás da cortina. Não ganharam vergonha.

Na ressaca do jogo o Benfica ainda teve a distinta lata de acusar FC Porto e Sporting de criarem "clima de grave coação e intimidação".


Às claques "de adeptos organizados" do Benfica foi permitido que saíssem do Estádio dos Arcos ao mesmo tempo que os adeptos da casa. A responsabilidade foi do esquema de segurança (ou da ausência dele) montado pela PSP. Houve agressões graves a adeptos do Rio Ave, tendo o clube de Vila do Conde reagido oficialmente em Comunicado. Ninguém foi/será responsabilizado. Ao Benfica continua a ser permitido algo que a nenhum outro clube é permitido: ter uma claque não registada, portanto ilegal, e ainda lhe conceder apoios financeiros e logísticos. Os seus membros continuam a espalhar o terror pelos estádios do país. O Ministério Público e a Polícia, designadamente a PJ e a PSP, sabem mas nada fazem para resolver o problema. Serão co-responsáveis morais por acidentes graves que eventualmente venham a ocorrer. O outro responsável moral será o Benfica na pessoa do seu presidente Luis Filipe Vieira, que publicamente negou o óbvio com a maior desfaçatez.

Foto: OJOGO (Fábio Poço/Global Imagens)

Por outro lado, a casa do FC Porto de Famalicão foi vandalizada com o arremesso de tochas e garrafas, tendo provocado ferimentos ligeiros a alguns adeptos que se encontravam na esplanada. Por anónimos ou por membros de "grupos organizados de adeptos", não se sabe. Mas não será difícil adivinhar.

No jogo em Braga o árbitro Carlos Xistra ainda deu um ar da sua graça. Só na primeira parte perduou 3 cartões amarelos a jogadores do SC Braga. Na segunda parte, menos mal, ou melhor, com maior equidade no juízo disciplinar, não significando isto que tenha estado propriamente bem. Duas entradas perigosas, uma para cada equipa, poderiam ter visto o vermelho direto.

Não bastará, assim, a denúncia pública do Diretor de Comunicação do FC Porto e das várias páginas portistas com maior audiência nas redes sociais. É necessário ser o Clube, através de elementos da sua Direção, a fazer a denúncia e a exigir alterações profundas na organização da Liga, da Arbitragem e da FPF. É à Direção do FC Porto que cabe liderar um movimento de mudança nas principais estruturas do futebol português. Caso contrário tudo continuará igual e será outro ano de muita indignação e nenhuma ação.
   

sábado, 26 de agosto de 2017

Sonho de uma Noite de Verão

Faz hoje precisamente 30 anos, no velhinho Estádio de Antas, aconteceu um jogo diferente dos demais. Por alguma razão, aqueles que tiveram a fortuna de o presenciar, naqueles tempos de futebol ao vivo, não mais o esqueceram.
FCP 7 X Belenenses 1, 26 Agosto de 1987.

O FCP ainda estava com a "corda" toda, não só com aquela que vinha desde a final da Taça dos Campeões da época anterior, mas também com a que foi acrescentada por nova vitória sobre o Bayern, com direito a mais um golão de Madjer, num torneio "Joan Gamper" apenas concluído.
O jogo já era aguardado com uma maior expectativa do que a habitual, não apenas por se tratar da partida inaugural do campeonato, mas também pelo facto de ser a primeira vez que o FCP jogava em casa, num jogo a sério, após a monstruosa vitória de Viena.
Saber-se-ia, mais lá para a frente, que esta vitória iria acontecer não contra um Belenenses qualquer mas sim um de casta superior, que Marinho Peres iria encaminhar para um prestigioso terceiro lugar no final da época.
Madjer fez um "hat-trick", todos eles grandes golos, e os restantes quatro também foram de bom nível. Mas foi muito mais do que isso: uma exibição colectiva num patamar tal como raras vezes se repetiu até aos dias de hoje. A vítima foi o Belenenses, como seria qualquer outra equipa que por ali aparecesse naquela noite mágica. No final da partida, um observador do Barcelona, que supostamente estaria ali para avaliar os azuis de Belém, seus próximos adversários na Taça UEFA, só tinha era palavras elogiosas para o argelino do FCP.
Tomislav Ivic, na sua estreia oficial pelo nosso clube, era um homem que irradiava uma imensa felicidade após o apito final.

"Madjer & Cia ilimitada" titulava o "JN" no dia seguinte, acrescido de "Um pacto com Alá" na avaliação individual dos jogadores, naquela que terá sido umas das maiores exibições, de um nosso jogador, em toda a história do clube.
O melhor de tudo, porém, ficou guardado para o final. Um apoteótico golo de Madjer. Mais um. De calcanhar, como não poderia deixar de ser, para coroar tamanha exibição. Um calcanhar que, na opinião de muitos (o próprio jogador incluído), foi até melhor que aquele mais célebre de Viena. Isto porque, para além da estocada propriamente dita, este teve ainda direito a um brilhante toque anterior, de preparação, executado com o mesmo pé.
"Há imagens desse golo?", perguntou Madjer durante uma entrevista ao "Ionline". "Só as tenho na minha mente, pois não mais o revi".
Por isso mesmo estamos aqui nós a contar esta história, Madjer. Como se Agosto de 1987 fosse hoje.

P.S.: Existem, efectivamente, imagens desta partida, no Youtube, cortesia do blog "Basculaçao".

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Duplo alívio

Cláusula de rescisão de Ricardo Pereira (O JOGO, 24-08-2017)

Perdi a conta às inúmeras notícias, que deram a saída de Ricardo Pereira como quase certa.

Após o interesse do Tottenham (que vendeu Kyle Walker ao Manchester City), ontem era a Juventus (que vendeu Daniel Aves ao PSG) a voltar à carga e que se preparava para bater a cláusula de rescisão.

E depois de ouvir um comentador da SIC (Joaquim Rita), dizer que 25 milhões de euros eram trocos para clubes como o Tottenham e a Juventus, hoje de manhã estava à espera de ver a transferência de Ricardo Pereira confirmada.

Afinal, o valor da cláusula era uns “trocos” acima dos anunciados 25 milhões e, embora 37,5 milhões de euros não dê para os adeptos do FC Porto ficarem descansados, sempre dá para ficarem um pouco mais aliviados.

Entretanto, por volta do meio-dia de hoje, tivemos uma outra boa notícia relacionada com o Ricardo Pereira: Fernando Santos voltou a não convocar o melhor lateral direito português para os jogos com as Ilhas Faroé e a Hungria.

Como, ao contrário de outros jogadores, o Ricardo Pereira não precisa da “montra” da Seleção para se valorizar (até seria contraproducente que se valorize mais), foi com alívio que soube que o Ricardo ia continuar por cá, integrado no grupo de trabalho de Sérgio Conceição.

Obrigado Fernando Santos, só foi pena ter convocado o Danilo Pereira.

P.S. Para passarmos de um duplo para um triplo ou tetra alívio, falta a Administração da FCP SAD renovar com o Ricardo Pereira, o Aboubakar e o Ivan Marcano.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Estar alerta não chega

FC Porto x Moreirense, Tribunal de O JOGO

«Atualmente, há seis analistas de arbitragem nos três jornais desportivos: três em O Jogo (Fortunato Azevedo, Jorge Coroado e José Leirós), dois no Record (Jorge Faustino e Marco Ferreira) e um n’A Bola (Duarte Gomes). Todos têm a mesma opinião: aos 36 minutos do jogo de ontem ficou por assinalar uma grande penalidade por falta de Abarhoun sobre Corona. Um lance difícil, mas descortinável através da televisão. O lance ideal, portanto, para o videoárbitro intervir.
Com este caso, completadas que estão três jornadas do campeonato, o FC Porto foi prejudicado em três penáltis, precisamente um em cada um dos jogos (não esquecer as faltas de Moreira sobre Marcano e de Ricardo Costa sobre Marega). É uma média assustadora que nos faz lembrar os piores momentos das últimas quatro épocas.
Que o FC Porto tenha tido capacidade, em três jogos, para contornar três erros graves da arbitragem, só nos pode deixar satisfeitos. Que os árbitros continuem, mesmo com o apoio dos videoárbitros, a errar constantemente contra a nossa equipa, só nos pode deixar em alerta máximo.»
in ‘Baluarte Dragão’, 21-08-2017


Sim, jogo após jogo, os árbitros continuam a errar contra o FC Porto.

Sim, é importante denunciar estes “erros” (quando a coisa é sistemática, eu deixo de acreditar que são meros erros de arbitragem).

Sim, temos de estar em alerta máximo com as arbitragens, com as nomeações de “padres”, com as (in)decisões dos VAR, com as notas dos observadores e as avaliações posteriores.

Contudo, vendo o que está a acontecer esta época, em que as tendências e os “erros” de arbitragem (árbitros principais, árbitros auxiliares e VAR) continuam a ser na mesma linha dos últimos anos, o que devemos fazer?

V. Guimarães x Sporting, Tribunal de O JOGO

SLB x Belenenses, Tribunal de O JOGO

Eu volto a dizer o que já escrevi aqui e aqui.

Vídeo-árbitro? Como é que o vídeo-árbitro haveria de resolver alguma coisa, se os árbitros do vídeo são os mesmos árbitros que, nos últimos anos, andaram nos relvados a “estender tapetes vermelhos”?
Estou cada vez mais convencido, que isto só pode mudar com outros árbitros, porque estes estão viciados no colinho.

Esta é uma batalha tremenda que, institucionalmente, o FC Porto parece não querer assumir.

Veremos o que dirão, Clube/SAD e adeptos, quando o FC Porto perder pontos, porque a capacidade da equipa foi insuficiente para contornar “erros” graves de arbitragem.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A outra cadeira de sonho

Adeptos Portistas no Dragão Caixa (clicar na foto para ampliar)

Porque o FC Porto não é só Futebol.

Porque as modalidades coletivas de pavilhão fazem parte da gloriosa história do FC Porto.

Porque treinadores e atletas de Andebol, Basquetebol e Hóquei em Patins, quando envergam a nossa camisola o fazem, na sua esmagadora maioria, com total dedicação.

Porque no Dragão Caixa se sente a Alma Portista.

Porque o Dragão Caixa é a nossa segunda casa (para alguns Portistas é mesmo a primeira).

E por tantas outras razões, chegou a hora de renovar o Lugar Anual no Dragão Caixa para a época 2017/2018.

O Lugar Anual (exclusivo para sócios), para as três modalidades, tem um custo de 128 euros, abrangendo todos os jogos disputados no Dragão Caixa para o campeonato, Taça de Portugal e competições europeias.

O Lugar Anual para uma das modalidades tem um custo de 48 euros.

Espero que, ao longo da época 2017/2018, os sócios e adeptos do FC Porto regressem em força e encham mais vezes o Dragão Caixa.

Porque alta competição não é só no Futebol.

Porque o FC Porto não é só Futebol.

E porque para nós, Portistas, há outras cadeiras de sonho.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

A força do FCP

A EQUIPA de ciclismo do FC Porto na Volta a Portugal 2017

Cinco dragões nos 10 primeiros da última etapa da Volta a Portugal – 1º, 2º, 4º, 6º e 10º.

6 vitórias em 10 etapas: Raúl Alarcón (1ª etapa), Samuel Caldeira (2ª etapa), Raúl Alarcón (4ª etapa), Gustavo Veloso (5ª etapa), Amaro Antunes (9ª etapa), Gustavo Veloso (10ª etapa).

Três dragões nos 10 primeiros da Geral Individual – 1º (Raúl Alarcón), 2º (Amaro Antunes) e 6º (António Carvalho).

A EQUIPA da FC Porto sempre na liderança da corrida

1º na Geral da Montanha (Amaro Antunes).

1º e 2º na Geral Kombinado (Raúl Alarcón e Amaro Antunes).

A união e espírito de EQUIPA dos melhores de Portugal

2º, 3º e 4º na Geral por Pontos (Raúl Alarcón, Gustavo Veloso e Amaro Antunes).

1º na Geral por Equipas (com 23 minutos e 49 segundos de vantagem sobre a 2ª equipa).

As camisolas e bandeiras azuis-e-brancas nas estradas de Portugal

Assim se vê, a força do FCP!

sábado, 12 de agosto de 2017

Ainda querem me fazer atrasado mental?

Vídeo inclinado no SLB x SC Braga, by BTV e Fábio Veríssimo

Na segunda parte o Benfica fez o 3-1, nós fizemos mais dois golos... Mas se o videoárbitro está aqui pela veracidade do jogo... Um desses golos é limpo. O Seferovic está a colocar o nosso jogador Ricardo Horta em jogo. Não sei se ganharia o jogo, mas pelo menos voltaríamos ao jogo
Abel Ferreira, treinador do SC Braga, no final do jogo com o SLB


Na sequência do primeiro jogo oficial desta época (o jogo da Supertaça entre os encarnados de Lisboa e o Vitória de Guimarães), no qual, em pouco mais de 30 minutos, assistimos ao cardápio (quase) completo dos habituais “erros de arbitragem” a favor do SLB, escrevi o seguinte:

«Vídeo-árbitro?
Como é que vídeo-árbitro haveria de resolver alguma coisa, se os árbitros do vídeo são os mesmos árbitros que, nos últimos anos, andaram nos relvados a “estender tapetes vermelhos”?
Estou cada vez mais convencido, que isto só pode mudar com outros árbitros, porque estes estão viciados no colinho.»

Pois, não foi preciso esperar muito para ver esta convicção/previsão confirmada. Foi logo na 1ª jornada do campeonato, na deslocação do SC Braga ao estádio da Luz (outra vez o SLB!).

“Vídeoquê?”, Francisco J. Marques na sua conta do Twitter

«Começou aquele que ficará conhecido como o campeonato dos vídeo-padres»
‘Baluarte Dragão’, 09-08-2017


Perante “vídeo decisões” cirúrgicas que, não tenho dúvidas, se irão repetir ao longo da época,…
… os diretores de comunicação do FC Porto e do Sporting podem ironizar;
… os adeptos podem “postar” dezenas de fotos, partilhar centenas de textos e escrever milhares de comentários indignados nas redes sociais;
… os comentadores-adeptos, portistas ou sportinguistas, podem aproveitar a onda e “berrar” nos jornais e nas TV’s;
… que, lamentavelmente, o efeito prático será nulo.

No país do nacional-benfiquismo e com este lote de árbitros (escolhidos a dedo durante a última década), é uma ilusão acreditarmos que algo de substancial mudará. E a razão deste meu cepticismo é simples.

Quem, ao longo da última década, classificou e selecionou este lote de árbitros de 1ª categoria?
(“Hoje o SLB manda mesmo e outros já não mexem nada”, e-mail de Adão Mendes, em 28 de janeiro de 2014)

Quem escolheu os atuais árbitros internacionais, particularmente os designados “internacionais proveta”?
(“Quanto às missas temos bons padres para todas, incluindo as da liga e as da Juvente operária”, e-mail de Adão Mendes, em 27 de janeiro de 2014)

Quem “ordenou” os designados “padres” e “vídeo-padres”?
(“Vamos ter os padres que escolhemos e ordenamos, nas missas que celebramos”, e-mail de Adão Mendes, em 28 de janeiro de 2014)

Acham mesmo, que é por fazermos muito barulho nas redes sociais que este estado de coisas vai mudar?

Eles (SLB) controlam de tal forma o sector da arbitragem (nas suas várias vertentes), que gozam com as queixas e, inclusive, até aproveitam as denúncias para promoverem iniciativas de marketing.

#colinho, red pass, camisolas Nhaga

Sejamos realistas.

Enquanto nada acontecer aos “padres”, que foram sendo ordenados nos últimos anos;

Enquanto os “internacionais proveta” continuarem, sorridentes, a ostentar as insígnias da FIFA;

Enquanto indivíduos como Bruno Paixão, Tiago Martins, Fábio Veríssimo, Nuno Almeida, Vasco Santos, Bruno Esteves, Manuel Mota, entre outros e respetivos “padres” assistentes, continuarem a “passear a sua classe” nos relvados portugueses (de “apito encarnado” na boca), ou atrás de uma (B)TV;

Enquanto não houver uma alteração radical no atual lote de árbitros;

Enquanto o medo e a cultura de subserviência ao SLB, que grassa no sector da arbitragem, persistir;
(“Hoje quem nos prejudicar sabe que é punido”, e-mail de Adão Mendes, em 28 de janeiro de 2014)

Nada de substancial irá mudar.

domingo, 6 de agosto de 2017

Árbitros estrangeiros no campeonato português

Análise do ex-árbitro Marco Ferreira (Record, 06-08-2017)

7’: Seferovic (avançado dos encarnados de Lisboa) empurra Marcos Valente, impedindo o jogador do Vitória de disputar a bola.
1º golo do SLB precedido por uma falta clara (opinião unânime de quatro ex-árbitros), que não foi assinalada.

13’: Sálvio (extremo dos encarnados de Lisboa), movimenta o braço esquerdo para uma posição não-natural e toca na bola dentro da área.
Penálti por assinalar contra o SLB.

33’: Jardel (defesa dos encarnados de Lisboa), sem condições para jogar a bola, atinge a pontapé Rafael Martins.
Cartão vermelho por exibir ao jogador do SLB.

SLB x Vitória Guimarães - Tribunal de O JOGO


Nova época e continua tudo na mesma. Isto é, nas competições nacionais os encarnados de Lisboa continuam a jogar com 14 (com árbitros estrangeiros a coisa pia mais fino e, daí, os resultados serem muito piores).

De facto, no primeiro jogo oficial da época, em pouco mais de 30 minutos, assistimos ao cardápio completo. Um golo dos encarnados que deveria ter sido anulado (e não foi); um penálti contra o SLB por assinalar; e um cartão vermelho que, a ter sido mostrado, deixaria o treta campeão a jogar com menos um durante 1 hora.

Bem-vindos ao futebol português! O futebol dos vouchers, o futebol dos “padres ordenados”, o futebol de uma rede tentacular que suportou (e continua a suportar) os títulos ganhos pelos encarnados de Lisboa.

Vídeo-árbitro?
Como é que o vídeo-árbitro haveria de resolver alguma coisa, se os árbitros do vídeo são os mesmos árbitros que, nos últimos anos, andaram nos relvados portugueses a “estender tapetes vermelhos”?

Estou cada vez mais convencido, que isto só pode mudar com outros árbitros, porque estes estão viciados no colinho.

A divulgação pública do conteúdo de vários e-mails, trocados por elementos do "polvo", foi reveladora e muito importante, mas não chega.

Está na hora, mais do que na hora, do FC Porto dar um murro na mesa e, com o objetivo de repor a credibilidade do futebol português, defender que os jogos do campeonato sejam dirigidos por árbitros estrangeiros (durante um período a definir).

"Aceito árbitros estrangeiros na Liga" (Vítor Pereira, 17-05-2012)

E o que fazer aos árbitros portugueses?
Os melhorzinhos, os menos maus, podem ser “promovidos” a árbitros de vídeo ou video assistant referee (VAR), que em inglês a coisa soa mais fino...

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

SLB “confirma” veracidade dos e-mails

Capa do 'Correio da Manhã' de 04-08-2017

De acordo com a capa de hoje do ‘Correio da Manhã’, o SLB confirma, de forma implícita, que os e-mails apresentados pelo FC Porto no programa ‘Universo Porto – da Bancada’ são verdadeiros.

Porque, como é óbvio, se os e-mails foram “roubados” é porque existem (é impossível roubar o que não existe…).
E se o SLB avançou com uma ação por “acesso ilegítimo a correspondência privada” é porque essa correspondência (leia-se, troca de e-mails, entre diversos atores do futebol português e elementos da estrutura benfiquista) existiu mesmo.

Ora, como Portista, só posso agradecer ao SLB o contributo que acaba de dar para o total apuramento dos factos e para haver verdade desportiva no futebol português (algo que não existiu nos últimos anos).

Finalmente, espero que a Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária e o Ministério Público aproveitem esta “deixa” do SLB e aprofundem as inquirições que, suponho, estão em curso.

Porque, quero acreditar, o melhor está para vir...

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Claques ilegais do SLB? Quais claques?...

“Claques? Não sei que palavra é essa. Sei o que são sócios organizados. Nunca soube que o Benfica tinha claques.”
Luís Filipe Vieira, 31-07-2017

Luís Filipe Vieira e os No Name Boys

Hum… recuemos a setembro de 2007…

Durante anos, a legislação obrigava à regulamentação das claques. Até à última época desportiva era apenas, como é conhecido, uma claque que estava regularizada. Hoje, já há mais do que uma claque regularizada perante o Estado e há um conjunto delas que estão em fase de regularização
Laurentino Dias, Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, em declarações feitas no dia 05-09-2007


A regularização torna mais transparente quem são verdadeiramente os líderes dessas claques e responsabiliza-os mais. Responsabiliza também os clubes que os apoiem.”
Paulo Gomes, intendente da PSP e secretário-geral-adjunto do Gabinete Coordenador de Segurança, em declarações feitas no dia 12-09-2007


Tem que haver alguma diferenciação entre as vantagens que as claques legalizadas têm em relação às outras.
Numa reunião com as nossas claques, foi falado que se desejassem constituir-se associações, teriam determinados direitos. Caso contrário, teriam mais dificuldades em entrar com as bandeiras, com as tarjas, todo esse material que os acompanha para onde quer que vão.”
Paulo Silva, director de segurança do Benfica, em declarações feitas no dia 27-09-2007


Os factos falam por si e, como é óbvio, o problema das claques ilegais do SLB não é novo, bem pelo contrário. Aliás, desde que este blogue foi criado (em 2008), que falamos neste assunto e, particularmente, do apoio que o SLB deu e continua a dar a uma das suas claques ilegais (os No Name Boys).








Nos últimos meses, para além de blogues e páginas de facebook nas redes sociais, os departamentos de comunicação do FC Porto e do Sporting também pegaram no tema. E pegaram muito bem.

A VERDADE ALTERNATIVA (comunicado do FC Porto)

Espero que o FC Porto não deixe cair este assunto no esquecimento e, para além de comunicados e denúncias públicas, aja em termos formais, levando o caso até às últimas instâncias, quer a nível nacional, quer internacional. Porque, de uma vez por todas, tem de haver consequências.