terça-feira, 3 de março de 2015

Já se fala em Espanha…

Jornal desportivo AS

«El viento sopla a favor del Benfica en Portugal. También el arbitral. Las constantes decisiones beneficiosas para los benfiquistas tienen a los de Jorge Jesus con siete puntos de ventaja sobre el Oporto y un partido más (ayer goleó al Estoril por 6-0), que asiste impotente al habitual ejercicio de errores arbitrales en Portugal. Lo malo es que siempre tienen una misma dirección, sobre todo este curso.

Hay datos para refutarlo. Hasta en trece partidos de los 27 disputados ha jugado el Benfica en superioridad numérica; ocho de ellos, además, durante un tiempo superior a la media hora. Demasiada ventaja con respecto al Oporto. Los de Lopetegui sólo se han visto cuatro veces en esa situación de ventaja, mientras que en otras dos estuvieron en inferioridad.

(…) la prensa de Lisboa tampoco se hace mucho eco del asunto. Los diarios deportivos con más tirada del país (Record y A Bola) son de la capital y no quieren definirse.»


Extracto de um artigo publicado no jornal espanhol AS, escrito antes do FC Porto x Sporting.

O artigo completo pode ser lido aqui.

segunda-feira, 2 de março de 2015

O medo que tolhe os árbitros


No FC Porto x Sporting houve dois lances duvidosos, de possível penálti, na área dos leões:

47’: Montero controla a bola com o peito ou com um braço, após canto marcado por Tello?

90’+2: Ao cortar, com o braço direito, um remate/cruzamento de Jackson, Cédric tinha o braço em posição natural?

Dou de barato e dou o benefício da dúvida a Artur Soares Dias nestes dois lances, ao não ter assinalado penálti em qualquer um deles, mas sempre queria ver se fosse ao contrário…

Nos últimos 10 anos (leia-se, no pós-Apito Dourado), instituiu-se uma nova regra no futebol português: na dúvida, os árbitros, para se defenderem (não querem aparecer nas primeiras páginas dos jornais do regime…), decidem sempre, ou quase sempre, contra o FC Porto.

Este Artur Soares Dias, talvez por ser portuense, leva isso ao extremo e, por isso, foi vê-lo no jogo de ontem a marcar faltinhas contra os azuis-e-brancos e a deixar passar em claro idênticas faltinhas cometidas pelos verde-e-brancos. E perdi a conta à quantidade de vezes que o Jackson foi agarrado sem ter sido assinalado falta.


O exemplo mais flagrante deste medo que tolhe os árbitros, foi o lance em que Cédric (que já tinha um cartão amarelo), nas imediações da área leonina, entrou em tackle e derrubou Jackson e nem assim o senhor Artur Soares Dias foi capaz de lhe mostrar o 2º cartão amarelo e o consequente vermelho.

Aliás, num espaço de poucos minutos, há uma falta de William Carvalho para cartão amarelo, que Artur Soares Dias também não mostra, e só à terceira é que mostra um cartão amarelo a… Alex Sandro, por uma falta muito menos grave que qualquer das outras duas cometidas pelos jogadores sportinguistas minutos antes.

Enfim, o FC Porto ganhou de forma concludente, ninguém falou da arbitragem mas, mais uma vez, na dúvida e até nas certezas, foi sempre contra o FC Porto.

domingo, 1 de março de 2015

T3LLO!


O “Sporting da Covilhã” veio ao Dragão e, em 90 minutos, o FC Porto não permitiu que os verdes-e-brancos criassem uma única oportunidade de golo.

Pelo contrário, o FC Porto, para além do hat-trick de T3LLO, enviou uma bola à trave (por Marcano) e ainda teve mais 4 oportunidades claras, nos pés de Jackson (3) e Herrera.

Os “leozinhos” erraram muitos passes, ainda no seu meio campo, quando tentavam sair a jogar?
Pois erraram, porque a pressão alta feita pelos jogadores do FC Porto (Jackson, Tello, Herrera, Evandro, Casemiro…) foi bem pensada e melhor ainda efetuada.
Há umas semanas atrás, os jogadores do FC Basel queixaram-se do mesmo (dos dragões não os terem deixado jogar). Mas, claro, o mérito nunca é dos dragões, nem do modelo de jogo de Lopetegui, os outros ou são fraquinhos, ou estão cansados…

Convém recordar que, esta época, em quatro desafios frente ao FC Porto e SL Benfica, este mesmo Sporting ainda não tinha perdido qualquer jogo; que a meio da semana tinha dominado (em jogo jogado e oportunidades) o 2º classificado da Bundesliga; e há apenas três semanas atrás, vulgarizou uma equipa que tá muitaa confiante…

Evidentemente, o homem do jogo foi T3LLO que, desta vez, não tremeu na cara do guarda-redes e foi super eficaz. É este T3LLO que queremos ver mais vezes.

Mas não posso deixar de realçar a exibição de Jackson. Sim, o passe de calcanhar a isolar T3LLO, no lance do 1º golo, é genial, mas Jackson fez muito mais do que isso. Fez também a assistência para o 2º golo, participou, e de que maneira, na pressão alta da equipa e, principalmente, mostrou como deve jogar um ponta-de-lança neste modelo 4-3-3 de Lopetegui. Não é para todos e não vai ser nada fácil substitui-lo na próxima época.


Com a excepção de Fabiano, que praticamente não fez nada, e de Brahimi, que ainda está longe do nível exibicional que já patenteou esta época, acho que todos os outros fizeram exibições globalmente boas, ou mesmo muito boas.

Alex Sandro está a subir de forma e jogou ao nível do que o vimos fazer com Vítor Pereira (na época 2012/2013); Evandro, como eu previa, foi o substituo de Óliver e voltou a aproveitar a oportunidade dada por Lopetegui (este rapaz parece não saber jogar mal); e Herrera, o jogador que mais quilómetros percorreu (quase 12 Km) e que aos 82' ainda fazia sprints a pressionar os adversários, não fosse ter feito um chapéu demasiado alto e teria culminado mais uma grande exibição com uma assistência e um golo de bandeira.

The last but not the least, Julen Lopetegui.
Parabéns Mister!


P.S. Se dúvidas houvessem, que não há, o FC Porto voltou hoje a demonstrar que é, claramente, a melhor equipa portuguesa.

P.S.2 Sobre a actuação do artista Artur Soares Dias, falarei amanhã, num artigo à parte.

SMS do dia

Parabéns ao Sporting da Covilhã: ainda conseguiu dar luta nos primeiros 20mins.

Não há desculpas

Depois de 3 clássicos com resultado amargo - dois deles em pleno Dragão - com um plantel quase em pleno - talvez Danilo não jogue, mas duvido que a sua ausência seja justificação para um mau resultado; o mesmo é válido para o Óliver - a jogar em casa, com uma semana inteira para preparar o jogo (e quando só o adversário pode valer-se da desculpa do cansaço), e na sequência de uma série de resultados positivos, só há um resultado aceitável: a vitória.

Resultados da FCP SAD - 1o semestre

Todas as atenções estão naturalmente viradas para a recepção de logo ao SCP, mas outra notícia do dia é os resultados do 1o semestre (publicados ontem à noite, mesmo em cima da data-limite obrigatória), aqui.

Por isso mesmo voltarei a este tema de forma mais aprofundada daqui a uns dias, mas deixo desde já algumas considerações. Os resultados intermediários em si (no valor global) querem sempre dizer pouco, fruto da sazonalidade de algumas das receitas e despesas principais; mas dá para tirar algumas indicações interesssantes.

A dependência da venda de jogadores (e em menor medida das receitas da UEFA) para equilibrar as contas aumentou consideravelmente esta época em relação à época anterior: estimo que para os resultados do exercício ficarem no «zero», esta época será necessário que entre mais-valias (*) na venda de jogadores e receitas da UEFA precisemos de encaixar entre 85 e 90M€. Na época anterior o valor equivalente tinha sido de 69M€ e há 5 anos era de 47M€.

Isto é fruto do aumento brutal nos «custos com pessoal» (salários e bónus), que aumentaram cerca de 50% em relação ao 1o semestre da época anterior, ou 11,3M€ em 6 meses (de 24,7M€ para 36M€) - fruto em grande parte sem dúvida de terem entrado no plantel muitos jogadores com salários elevadíssimos (emprestados e não só). Em relação aos rivais, estes valores são 20% superiores aos da slb SAD e exactamente 3x superiores aos da SCP SAD.

De resto não há novidades muito significativas nas principais rubricas. Fica por exemplo confirmado que investimos 47M€ em passes, na linha do que investimos nas épocas recentes, tal como que o melhor desempenho na fase de grupos da LC rendeu 5M€ extra. Mais sobre isto nos próximos artigos sobre o tema.

Pelas minhas estimativas, para não fazermos prejuízo em 14/15 não será suficiente vender 'apenas' um Jackson (ja' presumindo que a venda não andará longe de 40M€ brutos), apesar de já estarem contabilizadas nas contas deste ano as vendas de Mangala por 30,5M€ e Defour por 6M€ (valores brutos)... e apesar desta época contabilizarmos - ao contrário do que é habitual - duas vezes o prémio de acesso à LC, que é de 9M€ (como só nos apurámos para a edição 14/15 depois de Julho). Presumo ao dizer isto que esta época nos apuramos directamente já em Maio, i.e. ficando pelo menos em 2o lugar no campeonato (o prémio é contabilizado na época em que o apuramento fica confirmado). A ver mais logo à noite se se confirma que este pressuposto faz sentido.

Finalmente, o facto mais importante do R&C para a SAD (que pensa quase só no curto prazo, i.e. próximos meses) é que o saldo dos activos & passivos correntes (i.e. com vencimento até 31 de Dezembro) era, a 1 de Janeiro, negativo no valor de 115M€. Este e' o 'buraco' que terá que ser fechado seja com novas receitas nesse período, seja com novos empréstimos ou seja com a prolongação de empréstimos existentes (deduzindo eventuais novos custos no mesmo período). Não tenho dúvidas de que isso irá acontecer, mas já tenho algumas dúvidas sobre a competitividade da equipa na próxima época e ainda mais para as seguintes.

E pronto, daqui a uns dias voltarei ao tema. Concentremo-nos então na recepção aos lagartos, esperando que seja desta que a equipa vence um clássico esta época. Boa sorte, rapazes! 

(*) Há ainda muita gente que confunde valores brutos de venda com as «mais valias» geradas. Por exemplo, Mangala foi vendido por 30,5M€ gerando mais valias de 22,8M€.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

SMS do dia

Aqui há uns tempos fizémos uma série de artigos sobre potenciais candidatos a presidente no pós-PdC.

 Bem, parece que podemos riscar com segurança o nome de Vítor Baía dessa lista.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Da Petição ao “campeão forjado”

Em Outubro de 2008, o jornalista Rui Santos lançou um “Movimento Pela Verdade Desportiva” por, segundo o próprio, “não suportar a ideia de que, no final de cada jogo, houvesse ruído sobre a arbitragem”.

A coisa foi ganhando forma, recolhendo apoios e, no dia 5 de Janeiro de 2010, uma vasta comitiva foi à Assembleia da República entregar a petição Pela Verdade Desportiva.

Dessa comitiva de “notáveis”, recebida pelo presidente da Assembleia da República (Jaime Gama), fizeram parte: os presidentes da FPF (Gilberto Madaíl), da Liga (Hermínio Loureiro), do SL Benfica (Luís Filipe Vieira) e do Sporting (José Eduardo Bettencourt), a que se juntaram Eusébio, António Simões, Rosa Mota, Carlos Lopes, Nuno Gomes, Sá Pinto, o árbitro Pedro Henriques, entre outros.

Petição 'Pela Verdade Desportiva' entregue na Assembleia da República

O FC Porto não se fez representar.

Nota: Em Maio de 2010, o SLB festejou a conquista do título de campeão, após uma época “cheia de verdade desportiva” (exemplos: as armadilhas no túnel da Luz; a suspensão de três meses do Hulk; as 17 expulsões favoráveis de que o SLB beneficiou ao longo da época; etc.).

Cinco anos depois, o mesmo Rui Santos, a propósito das sucessivas “ajudas” de que o SL Benfica tem beneficiado no presente campeonato, achou que já era demais e, há uns dias atrás, afirmou na SIC: “Não gosto de ver campeões forjados desta maneira”.

Evidentemente, ao fazer este tipo de afirmações, aquele que era um respeitado defensor da verdade desportiva deixa de o ser. E assim, desta vez, os presidentes da FPF e da Liga não fazem coro com Rui Santos, permanecendo num silêncio ensurdecedor, perante a escandaleira desportiva a que o país assiste semana após semana.

Importa dizer que Rui Santos não se limitou a dizer o óbvio, isto é, que o SL Benfica tem sido muitas vezes (demasiadas vezes!) beneficiado por erros de arbitragem.
Apresentou a contabilidade que ele (Rui Santos) fez dos erros neste campeonato (até à 22ª jornada) e o possível impacto desses erros de arbitragem nos resultados dos jogos.

O quadro seguinte mostra os lances de possíveis penáltis, em que os quatro primeiros classificados terão sido beneficiados e prejudicados.

Liga Real | 22ª Jornada - Penáltis

Por exemplo, de acordo com a análise feita por Rui Santos, o FC Porto foi beneficiado em 4 lances de penáltis (penáltis que foram mal assinalados a favor do FC Porto ou que deveriam ter sido assinalados contra o FC Porto e não foram) e prejudicado em 8 lances de penaltis (penaltis que deveriam ter sido assinalados a favor do FC Porto ou que foram mal assinalados contra o FC Porto).

Considerando os lances de possíveis penaltis e os lances de fora-de-jogo com impacto em golos (não sei se as expulsões foram também consideradas), Rui Santos chegou à seguinte conclusão:

Liga Real | 22ª Jornada - Classificação

Ou seja, se em vez de escandaleira desportiva houvesse verdade desportiva, nesta altura (22ª Jornada) o líder do campeonato seria o FC Porto, com 6 (SEIS!) pontos de avanço do SL Benfica.

Para além do óbvio impacto pontual, já imaginaram a contestação que haveria ao treinador, aos jogadores e, se calhar, também ao presidente da “instituição” se, em vez de levar 4 pontos de avanço, o SL Andor fosse a 6 pontos do 1º classificado?
Após a eliminação na Taça de Portugal e o desastre que foi a participação na fase de grupos da Champions, já imaginaram a pressão e a tremideira com que os jogadores encarnados iriam entrar em cada jogo do campeonato?

Assim, no pasa nada, está tudo bem, o “catedrático” manda bocas nas conferências de imprensa e, dispondo de uma confortável vantagem pontual, até se pode dar ao luxo de ir ao Dragão e a Alvalade jogar para o empate, colocando “um autocarro” à frente da baliza.

Sozinhos em “casa”

Das seis equipas portuguesas que iniciaram as competições europeias 2014/2015, o FC Porto é (desde as 22:00 de ontem) a única que continua em prova.

Mais. Conforme o quadro seguinte mostra, nesta época, o FC Porto já somou mais pontos para o ranking de Portugal do que o SL Benfica e o Sporting juntos. E ainda pode somar mais…

Teams still in competition are indicated with a blue color
The used acronyms for Cup are: CL=Champions League, EL=Europa League
(fonte: UEFA Team Coefficients 2014/2015)

Nesta altura, o FC Porto ocupa a 5ª posição do ranking desta época (2014/2015) e, em termos de pontos conquistados (Total Points), só é superado por duas equipas - Real Madrid e FC Barcelona.

Top 20 do ranking de clubes 2014/2015
(fonte: UEFA Team Coefficients 2014/2015)

Em resumo, num contexto onde nomeadores, árbitros e observadores não estão fortemente condicionados pela pressão do clube do regime (embora haja outros interesses), este FC Porto 2014/2015 está no seu habitat natural e sente-se em casa.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Na senda de Bruno Paixão

«Um FC Porto B reduzido a oito jogadores (por expulsões de Pavlovski, David Bruno e Pité) saiu esta quarta-feira do estádio do Oriental derrotado por 3-0, em encontro da 30.ª jornada da Segunda Liga. Tratou-se de um jogo em que os Dragões foram profundamente infelizes, não só porque sofreram golos fortuitos mas também devido à acção do árbitro Tiago Martins, que mostrou falta de bom senso e um critério disciplinar desequilibrado
in www.fcporto.pt


Tiago Martins em "grande" no Oriental x FC Porto B (fonte: O JOGO, 26-02-2015)

Luís Castro sobre a atuação de Tiago Martins (fonte: O JOGO, 26-02-2015)

Há um ano atrás, chamei à atenção para este jovem valor da arbitragem lisboeta e previ que ele iria longe.


E, recentemente, voltei a destacar uma sua atuação, num jogo em que arbitrou o FC Porto.


Lembram-se como é que Bruno Paixão, subiu meteoricamente no ranking da arbitragem portuguesa e, ainda muito jovem, alcançou o estatuto (e mordomias…) de árbitro internacional?

Árbitros internacionais para 2015

Pois bem, este Tiago Martins está a seguir a mesma estratégia. Sempre que pode, isto é, quando arbitra o FC Porto, revela “falta de bom senso e um critério disciplinar desequilibrado”.

Conforme é público e notório, este campeonato está, desde o início, pré-determinado que seria ganho pelo SL Andor. Eles já nem se esforçam por disfarçar e até indivíduos como o Rui Santos, já vieram a público dizer que não gostam de "ver campeões forjados desta maneira".

Contudo, se os dirigentes do FC Porto nada fizerem, no sentido de reequilibrar o poder e as influências no sector da arbitragem (nunca, como actualmente, as nomeações, os observadores e avaliação dos árbitros estiveram tão controlados por agentes ao serviço de um único clube), podem também esquecer os próximos campeonatos.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Roubalheira à distância

Se há algo de característico no Português da Diáspora (ou vulgo emigrante caso preferirem) é o sentimento contraditório de querer ver o seu país melhorar e, ao mesmo tempo, não querer que mude (pelo menos muito). Nada pior do que voltar à terrinha e sentir-se como um peixe fora de água. As referências culturais mudam, ao zeitgeist político é difícil tomar-lhe o pulso, e claro, os amigos crescem, evoluem e um gajo quer voltar a retomar amizades de há 10 ou 15 anos mas as coisas não são tão fáceis assim.


Serve este pequeno preâmbulo para dizer que pelo menos há uma constante no futebol, e essa constante é a impunidade do clube do regime. Não, não me refiro ao regime pré-25 de Abril. O regime é actual, é este. É o regime que desenvergonhadamente permite ao clube do eufemismo amealhar pontos com as ajudas dos árbitros. Não vou estar a enumerá-las jornada a jornada. Isso seria interessante para os mais desatentos há uns 2 ou 3 meses atrás. Agora é por demais evidente que há que manter o clube do regime com uma vantagem confortável.





Se não conseguem ganhar contra 11, não há crise, arranja-se maneira de jogarem contra 10 ou até 9 se for preciso. Se o adversário marca golo e empata o jogo há que anulá-lo. Penalties a favor do adversário? Qual quê! E o jogo contra o Paços é só a excepção que confirma a regra. Vão defrontar um clube complicado? Amarela-se à grande e à francesa na jornada anterior. Os truques são variados mas o que mais espanta é a regularidade das ajudas ao clube do Andor. Eu vejo futebol há 30 e tal anos e nunca vi nada igual.


Sim, o Porto já foi campeão com erros a favor, mas praí em 2 ou 3 jogos por campeonato. Mas nunca foram os únicos beneficiados. Este campeonato da mentira é algo nunca antes visto. É mais que evidente que o campo inclinado a favor do Benfica é essencial para que sejam campeões. Mesmo com 10, 11 ou 12 jogos (já nem sei) com casos polémicos a beneficiá-los, chegamos à 23ª jornada em que caso o líder tivesse perdido o jogo no Dragão e estaria em segundo lugar.

Posso estar longe mas se cheira mal é porque é merda de certeza.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Arquivos dos últimos 25 anos

O treinador do FC Porto limitou-se a dizer aquilo que o instruíram a afirmar. Mas como só chegou este ano ao futebol português, o melhor conselho que lhe posso dar é pedir à sua entidade patronal para ter acesso aos arquivos dos últimos 25 anos e aí ele talvez ficasse a perceber bem o que é favorecimento no âmbito do futebol português
José Eduardo Moniz, vice-presidente do SL Benfica e administrador da Benfica SAD, em declarações ao programa ‘Bola Branca’, da Rádio Renascença

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Meu caro José Eduardo (posso tratá-lo assim?),

Antes de mais nada, gostaria que satisfizesse a minha curiosidade.

Lembra-se dos ‘broches’ de A BOLA, a propósito da sua abortada candidatura à presidência do SL Benfica? Já fez as pazes com o José Manuel Delgado?

Lembra-se daquilo que você próprio disse, acerca da época 2010/2011 (publicado no Correio da Manhã, de 9 de Abril de 2011)?

José Eduardo Moniz (Correio da Manhã, 09-04-2011)

E lembra-se daquilo que escreveu no final da época 2011/2012 (publicado no Record, de 1 de Maio de 2012)?

José Eduardo Moniz (Record, 01-05-2012)


Mas já que quer desenterrar os arquivos dos últimos 25 anos, vamos a isso.

A propósito de favorecimentos, no âmbito do futebol português, sabe qual é a primeira coisa que me ocorre?

Elefante Branco! Já lá foi? Já ouviu falar? Há cada estória… Tenho a certeza que você ia gostar…

Outra coisa que está no top das minhas lembranças é uma afirmação do seu presidente, feita em 2003, a propósito da contratação de Jankauskas (ex-jogador do seu clube) pelo FC Porto: “são mais importantes os lugares na Liga do que contratar bons jogadores
Lindo, não acha? Cá entre nós, o que será que o Luís queria dizer com isto?…

E, claro, quem é que não se lembra da “extraordinária” atuação do benfiquista Bruno Paixão em Campo Maior (na época 1999/2000)?

E, uns anos depois, quem não se recorda do “gato das botas”, como ficou conhecido o árbitro benfiquista Hélio Santos, após o seu “brilhante” desempenho no estádio do Algarve (época 2004/2005), no âmbito de um processo mais vasto – o ‘Estorilgate’?

Depois vieram tempos mais sombrios, com armadilhas montadas no túnel da Luz, bem como, as célebres imagens captadas umas horas antes de um SL Benfica x FC Porto, onde é possível ver elementos do seu clube a levantarem o ângulo de uma das câmaras. Espectáculo!

E, finalmente, embora os seus telemóveis nunca tenham estado sob escuta (quem é que tem coragem de colocar o presidente da "instituição" sob escuta?), as escutas esquecidas. Sim, no âmbito de escutas feitas para apanhar terceiros, soube-se das preferências de Luís Filipe Vieira por determinados árbitros (em 2004, Paulo Paraty e João Ferreira estavam à cabeça), dos “favorzinhos” solicitados por José Veiga ao presidente dos árbitros e das manobras de bastidores e influências de João Rodrigues. Tudo muito transparente e, evidentemente, em prol da verdade desportiva…

Mas, verdadeiramente, do que eu me lembro é disto…

Museu do FC Porto - Troféus Internacionais

Se o José Eduardo quiser, terei todo o gosto em o convidar e servir de cicerone numa visita ao Museu do FC Porto onde, entre dezenas de troféus conquistados nas últimas três décadas, poderá ver:

- uma Taça dos Clubes Campeões Europeus (época 1986/1987);
- uma Supertaça Europeia (época 1987/1988);
- duas Taças Intercontinentais (épocas 1987/1988 e 2004/2005);
- uma Taça UEFA (época 2002/2003);
- uma Liga dos Campeões (época 2003/2004), competição que, neste formato, nunca foi ganha por nenhum outro clube português;
- uma Liga Europa (época 2010/2011).

Que tal? Acha que estas taças foram roubadas? Como é que, de 1987 a 2011, o FC Porto terá ganho todos estes troféus internacionais?

Caro José Eduardo Moniz, ajude-me. Quantos troféus internacionais (oficiais!) é que o seu clube ganhou nos últimos 25 anos? 30 anos? 35 anos? 40 anos? 50 anos?

Nota: Clique nas imagens para as ampliar.

A “espanholização” do FC Porto

Onze inicial do FC Porto, escolhido por Lopetegui, para o derby no Estádio do Bessa
De pé (da esquerda para a direita): Fabiano, Maicon, José Angel, Marcano, Hernâni, Jackson
Em baixo (da esquerda para a direita): Quaresma, Ricardo, Rúben Neves, Herrera, Quintero

Há quantos jogos (anos?) é que uma equipa do FC Porto não alinhava, de início, com quatro portugueses num jogo do campeonato?

P.S. Por onde andam os jornalistas e comentadores que, no início desta época, estavam muito “preocupados” com o risco de “descaracterização” e “espanholização” do FC Porto?

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Contra tudo e contra (quase) TODOS


Depois de mais uma arbitragem sem vergonha (muito bem descrita por Lopetegui), foi exactamente este o meu sentimento no final do jogo de hoje no Bessa.

P.S. As declarações de Lopetegui, acerca das arbitragens, estão a tornar-se cada vez mais incómodas, principalmente para os "especialistas em branqueamentos". A prova disso é vê-los, quais cães raivosos, a tentarem "morder nas canelas" do treinador do FC Porto. A verdade dói...

ROUBOS e MEDO

No final do Moreirense x SL Andor, João Pedro, autor do golo da equipa de Moreira de Cónegos, em declarações à Sport TV, desabafou e disse aquilo que todos viram (mesmo aqueles que fingem o contrário):

É de realçar o trabalho da equipa de Moreirense. Fizemos um excelente jogo e ficou à vista que não nos deixaram fazer mais.


[está a falar da expulsão do André Simões?] Estou a falar, antes de mais, do primeiro golo. Nem canto é, e depois há falta clara sobre o André Simões. E depois foi o que se viu.
[sobre a expulsão de André Simões] Não sei o que aconteceu, mas se fosse ao contrário se calhar não era nada.
O Moreirense, tanto na primeira volta [no estádio da Luz] como agora, esteve na frente do marcador. Onze contra onze já é difícil e dez contra onze ainda mais. E só assim é que o Benfica ganhou.


Se os jogadores do Moreirense não tiveram pejo em dizer o que lhes ia na alma, o mesmo não fez o seu treinador. De facto, na conferência de imprensa, embora respondendo às perguntas dos jornalistas e comentando, quase a contragosto, algumas das decisões polémicas do árbitro Jorge Ferreira (vamos chamar “decisões polémicas” ao colinho dado ao SL Andor), Miguel Leal foi muito cordato e prudente na forma como falou da arbitragem.

Entrei em campo para segurar os meus jogadores. Não falei nada com o árbitro. Só queria acalmar os meus atletas. Sei que vou ter jogos do meu campeonato e vi alguma tensão e tentei evitar mais alguma expulsão. Já estamos fragilizados.


Não vou falar da arbitragem. É verdade que o jogo foi decidido no primeiro golo [do Benfica] que não era canto e era amarelo para o jogador. Mas não vou entrar por aí. A minha preocupação foi sempre acalmar os meus jogadores. Aqui, o bom senso tem que imperar por parte do árbitro. Devia perceber o momento que estava a acontecer e as intenções das pessoas. (…)
[sobre a expulsão de André Simões] Ele de facto disse qualquer coisa ao árbitro mas o que ele disse quase todos os jogadores dizem. É preciso avaliar as situações. Ele não falou com o árbitro. Teve um desabafo. Tenho a certeza que noutras situações os jogadores do Benfica também o fizeram.


Já não é a primeira vez que, após serem espoliados de pontos por arbitragens “habilidosas”, vemos os treinadores das equipas adversárias do SL Andor a não reagirem, ou então a fazê-lo de uma forma muito contida, quase a pedirem desculpa por o estarem a fazer.

Miguel Leal (Moreirense), Bruno Ribeiro (Vitória Setúbal), José Mota (Gil Vicente), Manuel Machado (Nacional), José Couceiro (Estoril) e Petit (Boavista), são exemplos, que me lembro, de treinadores que reagiram a medo, falando baixinho, de modo a evitar que, quer os árbitros, quer o clube do regime, ficassem zangados por eles usarem o direito à indignação e darem voz a justos protestos.

E MEDO é a palavra certa porque, sendo treinadores de equipas pequenas, precisam de estar nas boas graças do novo “Papa” (é Bruno de Carvalho quem o diz) e, principalmente, porque não querem ficar na lista negra da classe dos associados da APAF.

Aliás, o MEDO de dizer a verdade, denunciar a ROUBALHEIRA e chamar “os bois pelos nomes”, não afecta apenas treinadores de equipas pequenas. Basta ver a forma titubeante como reagem os comentadores da SportTv aos lances polémicos que envolvem o SL Andor, ou mesmo alguns ex-árbitros, que não querem perder o “tacho” de comentadores de arbitragens nas televisões do regime.

Tribunal de O JOGO referente ao Moreirense x SL Benfica

Toda a gente vê, toda a gente sabe mas, no final do campeonato, não faltarão desavergonhados a tecerem loas ao título conquistado pelo SL Andor, mesmo sabendo que é o título mais fraudulento desde que todos os jogos passaram a ser transmitidos pela televisão.