Quarta-feira, 19 de Junho de 2013

Atsu, uma maçã podre?

Desde o início da época 2012/2013, que a comunicação social fez eco da intenção do FC Porto em renovar o contrato com Christian Atsu e, simultaneamente, aumentar o valor da cláusula de rescisão.

Entre Agosto e Dezembro de 2012, Atsu foi uma aposta regular de Vítor Pereira, tendo participado em 22 jogos (incluindo os seis jogos que, neste período, a equipa disputou para a Liga dos Campeões).

(Utilização de Atsu entre Agosto e Dezembro de 2012, fonte: zerozero)

Chegados a finais de Dezembro, os sinais de um possível entendimento entre as duas Partes - jogador e clube - não eram famosos.

«As negociações entre o FC Porto e Christian Atsu para a renovação do contrato do ganês terminaram sem acordo.»
in O JOGO, 29-12-2012

(fonte: O JOGO, 29-12-2012)

Após uma ausência de cerca de um mês e meio, devido à participação do Gana na Taça de África das Nações, Atsu regressou às opções de Vítor Pereira na 19ª jornada do campeonato. Daí até ao final do campeonato ainda iria ter uma lesão (entorse, no jogo do Funchal com o Marítimo) e participou em 10 jogos, terminando, tudo indica, a sua carreira ao serviço dos dragões com uma exibição fraquinha, tendo sido substituído a 5 minutos do intervalo no FC Porto x Vitória Setúbal.

(Utilização de Atsu entre Fevereiro e Maio de 2013, fonte: zerozero)

Para um jogador formado no clube, que no ano anterior tinha estado emprestado ao Rio Ave e que, durante a época, teve uma ausência prolongada na CAN e uma lesão de média gravidade ter, ainda assim, participado em 32 jogos é muito bom.
Se a isto juntarmos a novela da não-renovação, penso que Atsu não terá qualquer razão de queixa do FC Porto e, particularmente, do treinador Vítor Pereira.

Mas tudo indica que a separação entre as duas Partes é inevitável.

(fonte: O JOGO, 17-06-2013)

Falta saber se a FC Porto SAD ainda irá receber uns trocados, ou se Atsu irá sair a custo zero, passando os próximos meses a treinar com a equipa B.

P.S. Como parto do principio que as pessoas não estão de má fé, só por falta de memória, ou desconhecimento, é que alguns mediáticos comentadores portistas, como Miguel Sousa Tavares, podem usar o caso do Atsu para atacar o ex-treinador Vítor Pereira.

Terça-feira, 18 de Junho de 2013

Ideias fortes acerca do “Tal Canal”

No passado sábado, durante o II Encontro da Bluegosfera, houve uma animada discussão em torno de três temas relacionados com o FC Porto.

(II Encontro da Bluegosfera - Painel 1)

No âmbito do Painel 1, cujo tema era o Porto Canal (“O Tal Canal”), três bloggers portistas expuseram as suas opiniões, a partir de perspectivas distintas, mas todas elas muito interessantes.
Para que aquilo que foi dito não fique confinado às quatro paredes do Auditório da Biblioteca Municipal de Espinho, fiz um apanhado de algumas das ideias fortes que foram transmitidas por estes bloggers.

Fernando Costa (Kosta de Alhabaite)

“Portugal ainda não se libertou da asserção queiroziana de que o país é Lisboa e o resto é paisagem”

“Subsiste uma visão centralista afunilada nos media portugueses”

“Um canal de clube não oferece nenhum conteúdo de interesse geral e de nada serve para aumentar o prestígio desse mesmo clube”

“A inclusão de espaços dedicados ao Clube num canal com programação generalista e independente é a opção correta e mais agregadora”

“A regionalização faz-se com boas instituições, não só a nível económico-financeiro, mas a nível da televisão, do jornalismo, dos jornais e das rádios locais”

“O FC Porto tem de ser capaz de se defender publicamente e de afirmar a nossa versão de uma forma mais abrangente e eficaz do que com comunicados no site oficial ou alfinetadas do Labaredas”

“A grelha do Porto Canal poderia conter um programa reunindo bloggers da bluegosfera”

“Não quero um Porto Canal trauliteiro, populista e demagogo, mas também não quero este Porto Canal mansinho, na onda da atual comunicação do Clube”

“O futuro terá de ser feito com agregação de interesses, iniciativas, realizações e objetivos de outras instituições locais e regionais aos mais diversos níveis”


Miguel Souto (Tribuna Portista)

“O Porto Canal é um bastião da região, sendo um canal de intervenção social, politica e económica”

“O Porto Canal é o nosso canal, contendo programação desportiva e relatando o dia-a-dia do clube”

“O Porto Canal deve assumir a defesa do clube, quer do ponto de vista institucional, quer do desportivo (em relação aos “capelas” do nosso futebol)”

“O Porto Canal deve envolver os adeptos e as casas do FC Porto, numa programação de promoção do clube”


Nelson Carvalho (Reflexão Portista)

“A comunicação do FC Porto está fora do centro de decisão nacional”

“As plataformas de comunicação do clube estão obsoletas”

“O Porto Canal deve ser um elemento de distinção do clube e aglutinador do universo portista”

“Não é possível dissociar a comunicação do clube da comunicação do canal”

“A comunicação do FC Porto deveria agregar uma plataforma conjunta online do FC Porto e Porto Canal”

“O Porto Canal deveria ser uma plataforma de contrapoder em relação ao centralismo desportivo e institucional do País”

“Porque não um espaço para os blogs do FC Porto para dar voz e força ao adepto?”

“Ao nível do merchandising, deveria ser aproveitada a agregação da estrutura de comunicação para apresentação/promoção de produtos da Loja Azul”

“Criar passatempos atrativos que promovam a procura dos canais de comunicação do FC Porto”

“O Porto Canal deve reforçar os conteúdos exclusivos e de qualidade relacionados com o FC Porto”

“O Porto Canal deve pautar-se por uma linha editorial credível”


P.S. No caso de ter deturpado (de forma involuntária) a opinião que foi transmitida, pedia ao Fernando Costa, ao Miguel Souto e ao Nelson Carvalho o favor de me corrigirem.

Segunda-feira, 17 de Junho de 2013

Comissões desproporcionadas

No Relatório e Contas Consolidado da FC Porto SAD, referente ao 3º Trimestre 2012/2013, que foi enviado à CMVM em 31/05/2013, surge a seguinte informação:

(Relatório e Contas Consolidado, 3º T 2012/2013, página 18)

Um dos números que chamou à atenção no quadro anterior foi o valor dos encargos adicionais do negócio correspondente à aquisição do defesa central mexicano Diego Reyes.

Duas semanas depois, no dia 15 de Junho, o jornal O JOGO publicou uma explicação:

(fonte: jornal O JOGO)

Penso que a explicação dada a O JOGO, por fonte do FC Porto, é perfeitamente razoável. Inclusivamente, do ponto de vista fiscal, é bem capaz de traduzir-se numa poupança para a FCP SAD (é melhor pagar um prémio de assinatura e cedência de direitos de imagem à cabeça, pagando depois um salário mais baixo).
Contudo, sobra uma dúvida: por que razão não se fez o mesmo no caso do Jackson Martinez, também ele contratado a um clube mexicano cinco meses antes?

Notas curtas sobre o II Encontro

Há cerca de um ano atrás, no dia 21 de Julho de 2012, realizou-se o I Encontro da Bluegosfera. Em resultado dessa primeira experiência e dos comentários que recebemos, a "troika organizadora" (que este ano recebeu um reforço valioso - o Nuno Góis do 'Somos Porto'), decidiu:
 
i) Antecipar a realização do Encontro da Bluegosfera em cerca de um mês, de modo a afastar a data do evento do habitual período de férias e, também, para não coincidir com jogos de preparação da equipa de futebol;
 
ii) Aumentar o período de tempo destinado aos três Painéis. Em vez de 3 horas (1 hora para cada Painel), passamos para 4 horas e meia (1h30 para cada Painel);
 
iii) Em vez de concentrar os Painéis numa tarde, distribuímos os três Painéis por manhã e tarde, introduzindo no Programa um almoço de convívio (para quem quisesse);
 
iv) Tentar proceder à transmissão do evento através da Internet e, em paralelo, receber comentários e perguntas via facebook.
 
(II Encontro da Bluegosfera - Espinho)
 
As melhores pessoas para opinarem acerca da forma como decorreu este II Encontro da Bluegosfera são os portistas que estiveram presentes mas, como membro da organização, gostaria de salientar a qualidade das apresentações efetuadas nos três Painéis. Foram todas muito boas, com algumas a roçar a excelência, e é uma pena que não tenha estado presente ninguém da estrutura do FC Porto para ouvir o que foi dito. Estou convencido que a forma quase profissional como os intervenientes nos Painéis prepararam e fizeram as respetivas apresentações iria surpreender algumas pessoas.
 
(II Encontro da Bluegosfera - Espinho)
 
E que dizer dos períodos de debate de cada um dos Painéis?
Comentários, críticas, sugestões e ideias interessantes não faltaram. O que faltou foi tempo, tantas foram as pessoas a querer intervir, inclusive via facebook.
 
Contudo, houve coisas que não correram tão bem como gostaríamos. A transmissão através da Internet teve falhas, não conseguimos cumprir com o horário que constava do Programa e o tempo previsto para debate em cada um dos Painéis voltou a revelar-se insuficiente.
 
(II Encontro da Bluegosfera - Espinho)
 
Fica prometido, no próximo ano, se houver III Encontro da Bluegosfera, iremos tentar melhorar e corrigir as falhas que existiram neste II Encontro.
 
Finalmente, quero, mais uma vez, agradecer o apoio que tivemos por parte do Senhor António Coutinho, Presidente da Casa do FC Porto de Espinho, e da Câmara Municipal de Espinho, representada no evento pelo seu Vice-Presidente, Dr. Vicente Pinto. Um bem haja a ambos.
 
E VIVA O FUTEBOL CLUBE DO PORTO!
 
P.S. Como habitualmente, o pEdRo bLuE fez uma magnifica cobertura fotográfica. As mais de 100 fotos que tirou podem ser vistas no sítio do costume (WWW.FOTOSDACURVA.COM)
 

Sábado, 15 de Junho de 2013

O II Encontro da Bluegosfera é hoje!

O II Encontro da Bluegosfera é hoje!

Quem está interessado, mas não tem possibilidade de assistir ao vivo, vai poder assistir e participar à distância.
Como?
Dispondo de um computador ou tablet com ligação à rede porque, se não houver problemas técnicos que o impeçam, o evento vai ser transmitido em directo via Internet.

O endereço da emissão será disponibilizado no sítio do costume - a página oficial dos Encontros da Bluegosfera no facebook.

Quem, para além de assistir, quiser participar, também poderá fazê-lo, através da página oficial no facebook.

Cada um dos três painéis tem um espaço de debate e a ideia é nesses períodos serem lidas algumas das observações/perguntas enviadas, como se as mesmas tivessem sido colocadas por uma das pessoas que vai estar no auditório da Biblioteca Municipal de Espinho. Evidentemente, terá de haver moderação dos comentários.

Veremos como vai correr esta experiência.

Sexta-feira, 14 de Junho de 2013

O adeus que o Vitor merecia

Imagino Antero, Vitor Pereira e Pinto da Costa num cenário do PortoCanal. Não há grandes sorrisos mas também não se vêm caras largas. Falam tranquilamente, entram em directo. Depois das perguntas da praxe do jornalista de serviço, Pinto da Costa comunica aos adeptos do clube que, de mútuo acordo, clube e treinador entenderam que o ciclo de três anos tinha chegado ao fim. Que era altura para um novo desafio para ambas as partes. Agradece a VP a dedicação, o ter abdicado de ser treinador principal para ser auxiliar de AVB e, sobretudo, de se ter negado a ir com ele para Londres e ficar a dirigir a nau, com sucesso desportivo inquestionável. Vitor Pereira agradece a confiança da estrutura, o apoio da directiva em todos os momentos. Há um olhar cúmplice, de sensação de dever cumprido para ambas as partes. Antero finalizando deixando a porta aberta no futuro para um treinador que tem tantos títulos como António Oliveira, Bobby Robson, Carlos Alberto Silva, José Mourinho e José Maria Pedroto. Títulos da estrutura, títulos do treinador, títulos de uma parceria que chegou ao fim.

Naturalmente, que isto é só fruto da minha imaginação.
A realidade é sempre mais crua que a fantasia. No mundo real não há espaço para a honestidade intelectual, para o cavalheirismo e para o reconhecimento do mérito. Salvo casos muito excepcionais, tudo é feito com frieza e distanciamento. E é pena que assim seja.
Porque o FC Porto é um clube grande no plano desportivo mas sempre o foi no plano humano. E a este adeus de Vitor Pereira faltou isso mesmo. Humanidade. Não se trata de que o técnico mereça ficar ou não - esse debate acabou, agora é remar em frente com o Paulo Fonseca - mas sim da forma como o clube decidiu dar por terminada uma relação profissional que se pode considerar, a muitos títulos, bem sucedida.
Vitor Pereira é portista. Sentido, do coração, de pequenino. Não precisou do discurso retórico da cadeira de sonho, não precisou de pôr-se de joelhos na Luz para reclamar um "roubo de igreja" ou de inventar que era um ser especial. Vitor Pereira foi ele mesmo, com os seus defeitos e virtudes (que tem muitas, como todos, em ambos campos). No final, mereceu apenas um comentário despectivo do homem que o foi buscar ao Santa Clara, que o manteve no posto quando a coisa esteve tremida em Dezembro de 2011, e que celebrou com ele dois títulos com os quais talvez a estrutura não tivesse a contar. Disse Pinto da Costa que o FCP tem um novo treinador porque o anterior quis ir para as Arábias, deixando entender que se tinha vendido. Não é assim.



Desde Março, quando o agente do VP e  o próprio souberam que o clube não tinha intenções de renovar, que o seu destino estava traçado. Sondaram-se treinadores internacionais e escolheu-se um técnico de perfil baixo, português e ambicioso. Pelo caminho, a vitória surpreendente no minuto Kelvin chegou a fazer alguns elementos do clube ponderar um voltar atrás. Montou-se um circo pouco habitual num clube tão profissional como este, exemplar na gestão da sucessão dos seus treinadores como nenhum outro. Alguém pensou em persuadir o treinador a ficar, para agradar a parte da galeria. Acabou por pesar a vontade de mudar para algo mais atractivo e o próprio despeito de um profissional que se sentiu desprezado quando as coisas não iam tão bem. Tudo isso é legitimo e futebol. O FCP tem todo o direito a não renovar com quem quer que seja e o VP tem todo o direito em não querer renovar e ir fazer o contrato da sua vida nas Arábias. Mas isso implica que não tenha direito a uma despedida à altura?
Quando AVB saiu, muitos - eu não, nunca eu - começaram a transformar o amor que lhe tinham por ódio e passou a ser o Libras-Boas. Mas nunca se viu do clube essa frieza e distanciamento com um treinador que, meses depois, veio recolher o Dragão de Ouro. Está claro que aqui há filhos e enteados. VP ficou, sofreu na pele o desgaste de um balneário destroçado pelas ambições de jogadores e empresários, e corrigiu o rumo. AVB foi-se embora. E no entanto, parece que ao primeiro há que dizer adeus e até logo e ao segundo, vê lá se voltas depressa. Curioso.

Esse pequeno gesto tinha dignificado, sobretudo, o clube.
Não é a primeira vez que PdC não renova com um campeão, homem da casa. Passou com Oliveira e não se perdeu o título seguinte. Um bom exemplo para deixar claro que os homens passam e a estrutura fica, o nosso sinal de sucesso. Não havia essa pergunta a contornar, pura e simplesmente porque isto é futebol. Mas da mesma forma que se utilizou, e bem, o Porto Canal para apresentar o novo mister, teria tido um orgulho imenso nos meus dirigentes se tivessem feito exactamente o mesmo, dias antes, para despedir o homem do bicampeonato que todos pensavam que seria de outra cor. Noutros clubes, noutras ligas, noutras sociedades, homenagens destas existem. É só preciso trazer um pouco mais de humanidade a um desporto-paixão cada vez mais tratado por quem o dirige com a frieza e cinismo de quem gere uma multinacional. O Vitor merecia ter tido outro adeus, os adeptos do FC Porto (principalmente os que lhe estão gratos, que são muitos, independentemente de que queiram que siga ou não) também. Só faltou que as pedras do Dragão tivessem tido um pouco mais de sentimento.

Quinta-feira, 13 de Junho de 2013

Para que serve um Dep. Comunicação?

Será que um departamento de comunicação é útil para isto...


Isto é, para debitar propaganda barata (que só convence os já convencidos), juntamente com uma mensagem de ódio aos adversários e, pelo caminho, transformar o seu Diretor de Comunicação numa estrela mediática (pelos piores motivos)?

Ou um departamento de comunicação deve, por exemplo, servir para isto...




Isto é, para transmitir mensagens pela positiva ("détecteur de talents", "ejemplo de gestión", "el presidente TOP", etc.), que capitalizem os muitos sucessos alcançados pelo clube, com o objectivo de obter maior notoriedade e reconhecimento, particularmente a nível internacional?

Alguém se lembra de uma grande entrevista dada pelo Diretor de Comunicação do FC Porto?
Aliás, não fosse ser um ex-jornalista da RTP e suspeito que a maior parte dos adeptos do futebol desconheceriam o nome do Diretor de Comunicação do FC Porto.
E porquê? Porque, ao contrário do slb, no caso do FC Porto o que interessa é a mensagem (uma mensagem forte, positiva e eficaz) e não um descabido protagonismo do mensageiro.


P.S. No auge da tentativa do slb em chegar à Liga dos Campeões através de manobras de secretaria, muitos benfiquistas disseram que o nome e prestígio do FC Porto estariam irremediavelmente manchados por muitos anos. Será verdade?
Quantos adeptos espanhois, franceses, italianos, ingleses, etc., saberão quem é Carolina Salgado, Leonor Pinhão ou Jacinto Paixão?
Em contraponto, qual é a tiragem de jornais como a MARCA ou o L'Equipe? (dois dos principais diários desportivos europeus onde, nos últimos anos, têm sido publicadas diversas notícias e reportagens altamente elogiosas para o FC Porto)
O problema da esmagadora maioria dos benfiquistas é terem A BOLA como referência e confundirem os seus desejos com a realidade.

Quarta-feira, 12 de Junho de 2013

Arquibancada e Superior...

Na sequência de um artigo recente publicado no ‘Reflexão Portista’, o qual proporcionou uma acesa discussão sobre o preço dos bilhetes, há novidades acerca dos lugares anuais para a próxima época.

«As principais novidades desta temporada são uma descida do preço médio e do preço mais baixo do estádio (130 euros, incluindo fase de grupos da Champions) e uma simplificação e uniformização das bancadas.
Os diferentes espaços destinados ao público passam a ter novas denominações (...) sobressaem descontos especiais para o público jovem, senhoras e sócios da categoria Reformados
in website oficial do FC Porto (11-06-2013)

(Dragon Seats, Tabela de Preços para 2013/14)

No site oficial do clube é dito que o preço médio dos bilhetes baixou, bem como, o preço mais baixo do estádio, mas há várias comparações que podem ser feitas, levando ou não em conta os descontos que existiam (e aparentemente deixaram de existir) para quem fazia a renovação do seu lugar anual.

Deste modo, optei por alargar o período de comparação a uma altura em que ainda não se fazia sentir, de forma tão intensa, a restrição ao consumo interno e em que o IVA sobre o preço dos bilhetes era de 6%.

Assim, e em termos práticos, quem pretender adquirir um lugar anual no Estádio do Dragão, para assistir aos jogos do campeonato e das competições europeias (fase de grupos), se comparar com os preços de há três anos atrás (preços de 2010/11 versus 2013/14, para lugares novos)…

(Dragon Seats, Tabela de Preços de 2010/11)

… constata que:
- Box (1250 euros), o preço diminuiu 250 euros para, Box (1000 euros)
- Tribuna (750 euros), o preço diminuiu 150 euros para, Tribuna (600 euros)
- Bancada A (450 euros), o preço diminuiu 130 euros para, Central (320 euros)
- Bancada B (350 euros), o preço diminuiu 30 euros para, Central (320 euros)
- Bancada C (275 euros), o preço diminuiu 100 euros para, Lateral (175 euros)
- Bancada F (300 euros), o preço diminuiu 30 euros para, Family Box (270 euros)
- Bancada D (225 euros), o preço diminuiu 70 euros para, Arquibancada (155 euros)
- Bancada E (170 euros), o preço diminuiu 15 euros para, Arquibancada (155 euros)
- Bancada G (150 euros), o preço diminuiu 20 euros para, Superior (130 euros)
- Bancada H (150 euros), o preço diminuiu 20 euros para, Mobilidade Reduzida (130 euros)


Evidentemente, o facto mais relevante em termos de política de preços é a descida generalizada do preço dos lugares anuais que se verificou nos últimos três anos, isto apesar do IVA dos bilhetes dos jogos de futebol ter aumentado de 6% para 23%. Veremos se é suficiente para levar mais gente às bancadas do Dragão.
Contudo, não deixo de apreciar o simbolismo que é renomear as Bancadas D e E como “Arquibancada” e a Bancada G como “Superior”.
Quem não se lembra do “Tribunal”, na curva da Superior Sul do Estádio das Antas, bem como, do tempo em que não havia pipocas e a chuva entrava pelas costas abaixo (“já não chove, podem sentar...”).

O fanatismo cego e doentio da benfica TV

«Estive a ver no YouTube o que se disse na Benfica TV sobre, por exemplo, o lance do Benfica-Estoril em que há um claro penálti de Artur sobre Luís Leal. Para quem não sabe, o que faz a Benfica TV durante os jogos do seu clube é filmar dois comentadores/relatadores, vendo-se ao lado um pequeno monitor de televisão que está a passar o jogo. Neste caso, a primeira exclamação é: “O árbitro tem que mostrar cartão amarelo a Luís Leal”; a segunda é: “O árbitro Paulo Baptista aproxima-se e fica-se pela reprimenda”; a terceira é, vendo-se o lance através do monitor e o pé do guarda-redes em cima do pé do avançado: “Não há absolutamente nada, nem sequer há protestos”.
O mesmo foi defendido por Rui Gomes da Silva, no programa da SIC ‘O dia seguinte’. Mas, neste caso eu desculpo, porque Rui Gomes da Silva não é jornalista, nem tem que responder perante um código deontológico que pede verdade. Está lá como comentador do Benfica, para defender o Benfica. Que o faça de forma a que se torne ridículo, porque desonesto, só diz respeito a ele e, eventualmente, a quem o lá pôs.
Mas na Benfica TV é diferente. É um órgão de comunicação social e quem está a relatar, creio, tem carteira de jornalista. E, nesse caso, não pode fazer isto de forma sistemática. O Sindicato, a comissão da carteira, não têm nada a dizer sobre esta deontologia?
Não acho que se possa proibir uma televisão de ter os direitos de jogos, mas acho que aquilo que é agressão ao espectador, aquilo que é lavagem ao cérebro, aquilo que é desonestidade pura deve ser denunciado e a Entidade Reguladora da Comunicação deve ser chamada a pronunciar-se.
A democracia também se faz da sanidade mental do nosso sistema audiovisual. A Benfica TV não contribui para isso. Pelo contrário. Já lá ouvi dizer: “Este árbitro devia ter um acidente quando sair daqui”.
Há coisas inadmissiveis!
Felizmente o Porto Canal tem outra génese. E outra prática! Espero que continue assim.»
Manuel Queiroz
semanário 'Grande Porto', 10-05-2013


A benfica TV é um canal de televisão dominado por um fanatismo cego, associado a um tal ódio ao Porto, que chegam ao ponto de convidar para comentadores dos seus programas indivíduos com o “perfil” de António Pragal Colaço e Sérgio Luís Bordalo.

Aliás, a propósito de umas tristemente célebres declarações de Sérgio Luís Bordalo feitas na benfica TV, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), emitiu uma Deliberação em que chamou à atenção que “a natureza do serviço de programas não o isenta, ao contrário do que a Benfica TV parece indicar na defesa, do cumprimento das normas aplicáveis à actividade de comunicação social” e que “a Benfica TV não está desonerada de zelar pela conformidade dos conteúdos transmitidos”.

Só que, tal como na história do escorpião e do sapo, a natureza da benfica TV é o que é e as recomendações e deliberações da ERC caíram sempre em saco roto.

É neste contexto e sabendo-se que, a partir da época 2013/14, a benfica TV vai passar a transmitir os jogos que o slb vai disputar em casa, não é difícil prever o que vai acontecer.

A propósito, em 29 de Outubro de 2012, num artigo de opinião publicado no site Maisfutebol, Luís Sobral escrevia o seguinte:

«A hipótese de passar jogos na Benfica TV, a concretizar-se, obrigará também a rever a utilização que é feita das imagens televisivas em diferentes instâncias do futebol, da disciplina à arbitragem. Digo eu.
O Maisfutebol levantou o tema na última sexta-feira. Do meu ponto de vista, a Liga e a Federação estão obrigadas a olhar com lupa para os regulamentos de competições e disciplinar. Deixará de ser legítimo utilizar as imagens de jogos para tomar decisões, pelo simples facto de que o olhar deixará de ser neutro, distante, frio, igual para todos.
Eu sei que a minha opinião não será partilhada por muitos leitores. Mas também sei que já fiz mais transmissões de futebol do que a esmagadora maioria de quem me lê. E sei como se faz e conheço quem faz. Também sei que nada na prática atual dos clubes portugueses me leva a acreditar que algum dia poderão ser fontes justas e isentas. É contra a sua natureza, viciados em colocar o emblema antes do futebol. Valia a pena começar a pensar sobre isto. É impensável que uma televisão de clube transmita jogos de uma liga profissional e os regulamentos e práticas não se alterem


Aparentemente, a Liga de Clubes não está minimamente preocupada, mas gostava de saber o que tem a dizer o seu presidente (Mário Figueiredo), ele que, ainda por cima, faz da centralização dos direitos televisivos uma espécie de cruzada (contra Joaquim Oliveira).

E também gostava de ouvir a opinião do responsável do sector de arbitragem (Vítor Pereira) porque, segundo julgo saber, uma das componentes da avaliação dos árbitros e dos observadores é baseada nas imagens televisivas.

Já quanto à ERC, não tenho qualquer tipo de expectativa. Todas as recomendações e deliberações dirigidas à "Ódio TV" continuarão a ser ignoradas e a irem direitinhas para o caixote do lixo.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.


P.S. Conforme referiu o jornalista Manuel Queiroz, o Porto Canal tem outra génese e outra prática. Ora, o Porto Canal vai ser o tema do Painel 1 do II Encontro da Bluegosfera e, após três interessantes apresentações, questões como “qual a utilidade para o FC Porto e para os seus adeptos do clube ser dono do Porto Canal?” ou “por que razão é que a programação desportiva do Porto Canal não é mais agressiva?”, poderão ser debatidas durante 45 minutos à Porto, na presença do Diretor-Geral do Porto Canal, Júlio Magalhães.

Terça-feira, 11 de Junho de 2013

A Náusea

Não há sítio onde se refira a contratação do Paulo Fonseca...
(12-05-2008, a 5 dias do Braga x SLB)

...em que não apareça um comentário ...

(13-05-2008, a 4 dias do Braga x SLB)

...de um pateta benfiquista - peço desculpa pelo pleonasmo - a insinuar ...

(14-05-2008, a 3 dias do Braga x SLB)

...que o Paços de Ferreira ...

(15-05-2008, a 2 dias do Braga x SLB)

...perdeu o último jogo desta última época, de propósito ...

(18-05-2008, 1 dia depois do Braga x SLB)

...por obra e graça do actual treinador do Porto.


Confesso que estou a ficar cansado. Cansado de tanta nojice, de tanta má-fé, de tanta hipocrisia - não há como descrever a repugnância que os benfiquistas me causam, e quanto mais velho fico, maior é o asco.

A lista de Pinto da Costa

Português, com idade inferior a 45 anos e sem curriculum relevante anterior como treinador principal (títulos ganhos, experiência nas competições europeias e/ou liderança de selecções).

A este perfil obedecem oito treinadores contratados pelo FC Porto na era Pinto da Costa:

Artur Jorge, contratado em 1984/85, com 38 anos.
Quinito, contratado em 1988/89, com 40 anos.
Fernando Santos, contratado em 1998/99, com 44 anos.
José Mourinho, contratado em 2001/02, com 39 anos.
José Couceiro, contratado em 2004/05, com 43 anos.
André Villas-Boas, contratado em 2010/11, com 32 anos.
Vítor Pereira, contratado em 2011/12, com 42 anos.
Paulo Fonseca, contratado em 2013/14, com 40 anos.

Desta lista, todos os que tiveram sucesso, maior ou menor, ao serviço do FC Porto – Artur Jorge, Fernando Santos, José Mourinho e André Villas-Boas – também tiveram, ou estão a ter, sucesso numa carreira internacional após saírem do FC Porto. Já os que se revelaram erros de casting – Quinito e José Couceiro – não foram longe. Não deve ser coincidência, porque quem falha no FC Porto...

Um outro padrão que podemos traçar é o dos treinadores estrangeiros, com mais de 50 anos e curriculum com algum relevo aquando da contratação. Neste perfil encaixam quatro treinadores da era Pinto da Costa:

Tomislav Ivic, contratado em 1987/88, com 54 anos.
Carlos Alberto Silva, contratado em 1991/92, com 52 anos.
Bobby Robson, contratado em 1993/94, com 60 anos.
Co Adriaanse, contratado em 2005/06, com 58 anos.

Será que é por não obedecer a nenhum destes dois perfis maioritários, que o anunciado interesse de Pinto da Costa em Jorge Jesus não se concretizou?...


P.S. Olhando para a lista de títulos conquistados pelos treinadores da era Pinto da Costa, o tão contestado Vítor Pereira não fica mal na fotografia e compara bem com Carlos Alberto Silva, Bobby Robson e António Oliveira.

Imagem: O JOGO

Segunda-feira, 10 de Junho de 2013

Agora é contigo Paulo!

Depois de muita (desnecessária) especulação, é oficial. O novo treinador do FCP é Paulo Fonseca.
Era escusado esse jogo de cadeiras com o Vitor Pereira, um treinador que cumpriu o seu dever e que merecia ter saído de outra forma. Era escusada essa especulação sobre quem seria o homem elegido quando todos tinham sensivelmente a mesma ideia, especialmente desde aquele aperto de mão no final do jogo que confirmou o Tricampeonato. Era desnecessário, mas já está. Não vale a pena dar-lhe mais voltas. Durante umas semanas o FC Porto pareceu-se a outros clubes, não sabemos bem porquê. Está na hora de voltar a ser o que é.

Paulo Fonseca é outra aposta de risco de PdC.
Como o Zé Rodrigues explicou há alguns posts, nem sempre as apostas de risco são acertadas mas quando se está trinta anos no poleiro, alguma tinha que falhar. Felizmente para o clube, foram poucos os erros crassos. Dentro dos portugueses, Quinito e Octávio (Couceiro veio fechar a época), foram os que saíram sem títulos. Se a história valesse de algo, Paulo Fonseca podia ir começando a preparar o discurso. Mas não vale. Atrás de si, o jovem técnico que há pouco andava pelo Odivelas e Pinhalnovense, tem a melhor estrutura competitiva do futebol português. Gente que sabe do ofício, que se sabe mexer na sombra e que tem a virtude de não queimar treinadores ao primeiro sinal de problemas. Essa segurança laboral, tão rara no futebol, deve servir de motivação ao novo técnico. Uma escolha de risco? Seguramente.

Quem seguiu a época sabe que o Paços fez um ano superlativo mas que nem sempre foi uma equipa sedutora. Muitos apontam, com alguma razão, semelhanças entre o percurso de Rui Vitória e Paulo Fonseca, treinadores que souberam maximizar os seus recursos, nem sempre jogando bem, mas ganhando quando era preciso. Para os mais românticos o Estoril de Marco Silva era a alternativa sedutora. Venceu o pragmatismo. Venceu o apetite de vitória. PF chega ao FCP com um ano de primeira divisão. Vitor Pereira não tinha tido nenhum (falhara o apuramento com o Santa Clara por duas vezes), mas pertencia ao staff técnico de AVB e isso deu-lhe prestigio e poder suficiente para aguentar-se de pé num vestuário turbulento. Fernando Santos levava alguns anos entre o Estoril e o Estrela. Quinito tinha ido à final da Taça com o Braga, Octávio ganho uma Supertaça ao FCP com o Sporting e Oliveira, graças ao irmão, tinha sido seleccionador. É talvez, por isso, o nome de menor perfil da história do FCP na era PdC. E chega numa situação complexa.


O Benfica mostrou saber emendar os erros do passado e segurou JJ. Não gosto dele, não o considero um bom treinador, mas esse sinal de estabilidade institucional - uma vantagem sobre os rivais de Lisboa de que o FCP sempre se soube aproveitar bem - mostra que há um plano coerente na Luz e que os últimos anos não foram coincidência. Orçamento alto, contratações inteligentes, vendas por valores próximos aos nossos, treinador que aguenta ventos e marés. PF vai encontrar o rival mais preparado da era PdC desde que se arrancou para o Penta. Não é coisa pouca.
Para além disso, o técnico chega a uma equipa já sem James e Moutinho (e sem que nenhum jogador do mesmo perfil tenha chegado ao plantel) e que pode perder Fernando, Mangala e Jackson, uma verdadeira sangria. As incorporações de jovens portugueses são uma boa notícia mas sem o timoneiro, o criativo e eventual o polvo do meio-campo, exige-se futebolistas de outro perfil. Caso contrário o trabalho do novo técnico será ainda mais dificultado do que foi o de VP, que durante dois anos teve sempre pouco por onde escolher.

O antigo técnico do Paços terá os adeptos do seu lado, os que queriam correr com o treinador que em três anos perdeu 1 jogo e venceu duas ligas. Esse apoio durará até à segunda derrota, que esperemos que tarde. E, sobretudo, até aos jogos europeus, o que foi a assinatura pendente de VP no seu mandato. Pessoalmente não me importa ser campeão invicto ou com cinco derrotas, mas numa liga cada vez mais fraca, onde o principal rival perde cada vez menos pontos, a margem de erro é pequena e esse é o mundo onde chega Paulo Fonseca. A partir de hoje ele é o homem do leme.
Terá direito à sua lua de mel e às suas criticas. Terá apoiantes e detractores até ao mês de Setembro. Quem questione o seu valor e a lógica da sua escolha pela SAD. Terá por detrás os que acreditam que a SAD sempre acerta e contra os que acham que VP era homem de ir mais longe. Sofrerá como poucos treinadores sofreram à sua chegada com uma mudança de guarda em toda a estrutura do plantel. Fica por saber se a SAD lhe dará o que lhe deu a AVB, Oliveira, Adriaanse mas não a Jesualdo e VP, os eternos mal amados. Sobretudo, fica um nome que passará a ser parte fundamental do nosso vocabulário no próximo ano. Um nome que é agora o nosso treinador.

Boa sorte Paulo. Agora é contigo mister!

Dragão, palco de espectáculos e emoção

Não faz parte das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, mas é hoje à noite que, num concerto único em Portugal, os Muse vão actuar no Estádio do Dragão.

Sinceramente, não conheço os Muse (eu sou mais Rolling Stones, Pink Floyd, U2, ...) mas, dizem os especialistas, são a maior banda do rock britânico da actualidade. Com seis discos editados, os Muse já venderam mais de 15 milhões de unidades (!) e entre os prémios que arrecadaram destacam-se cinco MTV Europe Music, oito NME Awards, quatro Kerrang! Awards e dois Brit Awards. É obra!
Um banda coleccionadora de prémios, vem actuar ao estádio de um dos clubes europeus que coleccionou mais títulos nos últimos 30 anos.

Há, entre os adeptos portistas, quem conteste a realização deste tipo de eventos no Estádio do Dragão, usando como argumentação o mau estado em que fica o relvado.

De facto, na sequência do concerto dos Coldplay, realizado no ano passado (em 18 de Maio de 2012), o relvado do Estádio do Dragão, que tinha sido colocado três anos antes, após outro grande evento - a Corrida dos Campeões (Race of Champions) -, teve de ser substituído e a coisa correu mal.

Contudo, não me parece que esta má experiência seja motivo para acabar com os concertos ou outro tipo de “eventos pesados” no Estádio do Dragão. A colocação de um novo relvado é, hoje em dia, um processo perfeitamente dominado por várias empresas especializadas e, estou certo, aquelas que trabalham com o FC Porto aprenderam com os erros cometidos. Por exemplo, relva semeada em Benfica do Ribatejo não pega no Estádio do Dragão…

Eu sempre fui favorável a que este tipo de eventos (concertos, corridas de veículos motorizados, Festival Panda, etc.) se realizassem no Estádio do Dragão e mais convencido fiquei após ler uma entrevista de Gil Santos à ‘Dinheiro Vivo’ (publicada em 18/05/2013), em que o diretor da Porto Comercial, responsável por esta área de negócio, forneceu diversos dados relevantes sobre esta atividade:

O estádio do Dragão – no seu miolo e também na parte exterior, quer na parte envolvente quer no relvado – foi pensado para que tivesse uma utilização quotidiana e fosse considerado um centro de congressos. Um espaço multifuncional, onde pudessem ocorrer reuniões empresariais, colóquios, eventos médicos”.

Não existe estatística concertada, mas somos [Estádio do Dragão] um dos espaços onde se realizam mais eventos em Portugal” (só em 2012 foram realizados 210 eventos extra futebol, mais 9% face ao ano anterior).

Os números são muito interessantes, porque passam um milhão de euros, [mais 30%, face a 2011]. Completam e ajudam nos custos da gestão da infraestrutura e dá-nos a notoriedade que queremos”.


Os próprios promotores de espetáculos não poupam nos elogios às características do Estádio do Dragão:
É [estádio do Dragão] o mais bem preparado do país para receber concertos, porque foi construído também para essa finalidade, tal como o de Coimbra ou Alvalade, ao contrário de outros que nem foram pensados para espectáculos deste género, como o da Luz. O Dragão, pela facilidade e adaptabilidade das infraestruturas e pelas acessibilidades, satisfaz a 100% as nossas necessidades
Álvaro Covões, diretor da ‘Everything is New’, em declarações ao semanário Grande Porto de 07-06-2013



Estádio do Dragão, um espaço multifuncional, o melhor palco de espectáculos de Portugal.

Fontes: Dinheiro Vivo, Everything is New

Domingo, 9 de Junho de 2013

FC Monaco

O AS Monaco confirmou a contratação de Radamel Falcao. São números recordes, maiores ainda do que aqueles que o Atlético pagou ao FCP, sinal de que o colombiano se valorizou nestes dois anos em Espanha (uma Taça UEFA, Supertaça Europeia, Copa del Rey). É pena que na venda (da qual ainda falta receber 13 milhões) não tenham posto uma cláusula de valorização porque era dinheiro vivo no Banco.

O homem responsável por esta compra é o mesmo que está por detrás das contratações de Ricardo Carvalho (ele mesmo), de James Rodrigues e João Moutinho. 120 milhões gastos numa semana não é para qualquer um. Mas o senhor Dimitri Rybolovlev não é qualquer um. Um dos maiores milionários do mundo, um apaixonado do futebol e, suspeito, um fã do FC Porto desde pequenino.

Estou mesmo a ver o senhor Dimitri de camisola azul-e-branca a sofrer no lado de lá da cortina-de-ferro com Viena e Tóquio e a reservar um palco VIP em Sevilha, Gelsenkirchen e Dublin, bebendo vodka enquanto celebra cada golos dos dragões. Há quem o tenha visto no Dragão de bifana na mão a saltar a cada golo nos 5-0 contra o Benfica e não se surpreendam de que tatue o nome de Kelvin nas costas, junta do habitual cruz ortodoxa que todos os mafiosos de leste gostam de ter. O problema do senhor Dimitri chama-se Pinto da Costa. O seu sonho sempre foi ser presidente do FCP mas como o "Papa" é imortal, assumiu que tinha de comprar outro clube qualquer para fazer o seu sonho realidade. Como no Monaco tinha casa e sitio para estacionar o iate, foi aí.



A este leque de jogadores é bem possível que se junte Lisandro Lopez e já se fala, inclusive, no próprio Hulk. Seriam seis jogadores com passado azul-e-branco recente. Com o trio James-Falcao-Moutinho já recriou a conexão FCP Dublin (só falta mesmo Hulk) e com Ricardo Carvalho e, eventualmente, "Licha", junta outras duas gerações de grandes dragões no mesmo plantel.

Para os dragões vai ser aliciante ver como se comporta a nossa filial milionária este ano. Pena que o senhor Dimitri seja daltónico e tenha escolhido uma equipa com aquelas cores. Com tanto dinheiro não creio que demore muito a mudar o equipamento e a meter um dragão naquele emblema. E quem sabe, mudar o nome para FC Monaco!

PS: A razão verdadeiras dessas compras não é outra que Jorge Mendes, o homem que lhe auxiliou, com Peter Kenyon, na compra do clube no ano passado e dono do cartel de jogadores mais interessante do futebol europeu (é bem possível que o Coentrão acabe lá se o Mourinho não o levar para o Chelsea). 

Sábado, 8 de Junho de 2013

O II Encontro é já no próximo Sábado

Há um ano, o I Encontro da Bluegosfera foi assim...

(I Encontro da Bluegosfera)

Daqui a uma semana, o II Encontro da Bluegosfera vai ser em Espinho, aqui...


(Auditório da Biblioteca Municipal de Espinho)

Novidades e algumas surpresas podem ser acompanhadas diariamente na página do facebook Encontros da Bluegosfera.

As inscrições estão abertas e, nesta altura (08-06-2013, 12:00), ainda há vagas.