quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

Quem nomeia os Brunos…

Bernardo Ribeiro (Record)

«… quem nomeia Bruno Paixão e Bruno Esteves para os jogos mais importantes da ronda, de facto, ou está a brincar ou procura algo.»


Muito bem. Ao diretor adjunto do Record só faltou dizer/lembrar um "pequeno pormenor": quem exigiu (junto de Fernando Gomes) manter Vítor Pereira como presidente do Conselho de Arbitragem da FPF?

Isto de mandar bocas para o ar, tendo como alvo o nomeador-mor dos árbitros, é fácil. Mas, para um jornalista desportivo e, particularmente, para um diretor adjunto do Record, é preciso coragem para apontar o dedo ao "rosto do atual Sistema" (ou deverei dizer Dono Disto Tudo?) – Luís Filipe Vieira.


10 jogos, 10 vitórias

Sporting x FC Porto (fonte: O JOGO)

Ainda “bem” que a Federação Portuguesa de Andebol se lembrou de, esta época, alterar o modo de disputa do campeonato, introduzindo um Play-off final.

De outro modo, com a superioridade que os hexacampeões nacionais têm demonstrado, o país “corria o risco” dos dragões conquistarem o hepta lá para Fevereiro ou Março e isso seria “muito mau”, não acham?

Classificação do campeonato de Andebol (fonte: O JOGO)

Assim, com um Play-off, é muito mais fácil haver surpresas, até porque, mesmo a melhor equipa de andebol portuguesa, sente dificuldades quando, em vez de sete adversários, tem de jogar contra nove

segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

O “9 base” de Lopetegui

Ao fim de quatro meses e após 17 jogos oficiais, penso que já se podem tirar algumas conclusões.

Uma delas é que Lopetegui privilegia um sistema em 4-3-3 e já tem (definiu) um “9 base”, composto por:

Guarda-redes: Fabiano
Quarteto defensivo: Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro
Trio do meio-campo: Casemiro, Herrera, (médio ofensivo)
Trio de ataque: Brahimi, Jackson, (extremo/avançado)

Conforme se pode ver no quadro seguinte, os elementos do “9 base” foram titulares em, pelo menos, 13 dos 17 jogos oficiais e têm todos mais de 1000 minutos de tempo de jogo.

Quadro com a utilização dos jogadores do FC Porto na época 2014/2015 (clicar para ampliar)

Nesta altura, salvo lesões ou castigos, os dois lugares em aberto no onze titular, são o de médio ofensivo e o de extremo/avançado do lado direito do ataque.

Apesar de uma lesão (luxação no ombro), que o afastou durante três jogos, o médio ofensivo mais utilizado tem sido Óliver (tem mais tempo de jogo e foi mais vezes titular do que Quintero e Evandro juntos).

Quanto a Rúben Neves, um outro médio muito utilizado no início da época, perdeu claramente espaço na equipa e, desde o dia 26 de Setembro, não voltou a ser titular (nos últimos oito jogos, apenas foi utilizado em 124 minutos).

Relativamente ao trio de ataque, surpreendentemente (pelo menos para mim) Cristian Tello tarda em afirmar-se como titular indiscutível do FC Porto. Sei que teve duas pequenas lesões mas, mesmo assim, estava à espera de bastante mais deste jogador emprestado pelo Barça (a sua exibição em Bilbao foi mesmo decepcionante e destoou da dos seus companheiros de equipa).

A tendência, parece-me, será Óliver e Tello juntarem-se a este “9 base”, fazendo-o evoluir para um “11 base”, mas é provável que jogadores como Quintero e Adrián López (até agora, a grande desilusão desta época) continuem perto da titularidade.

Numa coisa estou certo. Quando este “11 base” estiver a carburar em pleno, não vai ser fácil parar a equipa do FC Porto, nomeadamente no campeonato português.

domingo, 16 de Novembro de 2014

A Liga Real e a Liga Mentirosa

Após as primeiras 10 jornadas, a classificação do campeonato nacional, de acordo com Rui Santos (ex-jornalista de A BOLA e actual comentador da SIC, insuspeito de ter qualquer tipo de simpatia pelo FC Porto), deveria ser a seguinte:

Liga Real (fonte: "Tempo Extra", SIC)

Contudo, devido a isto…


… a classificação oficial, a classificação mentirosa é esta…

Campeonato, classificação à 10ª jornada (fonte: Maisfutebol)

Agora fechem os olhos e imaginem que tudo aquilo que se passou nestas 10 jornadas, esta autêntica escandaleira, tinha sido ao contrário, isto é, imaginem que estávamos a assistir a um campeonato em que, simultaneamente, o FC Porto estivesse a ser levado ao colo e o Sport Lisboa e APAF… perdão, o SL Benfica a ser sucessivamente prejudicado.

Conseguem imaginar?
Bem, eu sei que é difícil imaginar um cenário desses mas, seguramente, iríamos assistir a “semanas de luto”, a dezenas de programas sobre a “verdade desportiva”, a ameaças de queixa à UEFA, FIFA e ONU, a pedidos de audiência ao Ministro da tutela e o nível de cacofonia seria insuportável.

Contudo, como o prejudicado é o “clube lá do Norte” e quem tem sido levado ao colo é o clube do regime (o clube de todos os regimes!), não há qualquer problema. É futebol…



sábado, 15 de Novembro de 2014

A “arma secreta”

Dinamarca x Portugal, resultado em 0-0.
Quaresma entrou em campo aos 84 minutos e, 8 minutos depois, fez um centro perfeito para a cabeça de Cristiano Ronaldo: Golo!

FC Porto x Athletic, resultado em 1-1.
Quaresma entrou em campo aos 70 minutos e, 5 minutos depois, rematou e a bola só parou no fundo da baliza: Golo!

Portugal x Arménia, resultado em 0-0.
Quaresma entrou em campo aos 70 minutos e, 2 minutos depois, conduziu uma jogada pelo lado direito, a bola ainda passou por Nani e Cristiano Ronaldo empurrou-a para lá da linha de baliza: Golo!

Quaresma, A Figura do Portugal x Arménia (fonte: O JOGO, 15-11-2014)

3 jogos complicados.
3 jogos que estavam empatados.
3 jogos com Quaresma a entrar nos últimos minutos.
3 jogos em que as acções de Quaresma foram determinantes para a sua equipa marcar e ganhar.

Ele diz que não é uma “arma secreta” e eu estou de acordo, porque isto já são coincidências a mais para ser um segredo.

Aos 31 anos, mais maduro e menos explosivo, saltar do banco para abrir a frente de ataque, enfrentando, em duelos de 1x1, defesas já desgastados é, na minha opinião, o modelo em que Ricardo Quaresma, nesta fase da sua carreira, poderá ser mais útil, quer no FC Porto, quer na Seleção.

Desde que, claro, Quaresma não desanime por ser o “novo Juary” do FC Porto.

quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

Na Amoreira, a história repetiu-se

Ganhámos onde um dos rivais [FC Porto] empatou
Jorge Jesus, em 06-10-2013, no final do Estoril x SL Benfica da época 2012/2013


E esta época a história repetiu-se.
De facto, nas deslocações que fizeram ao Estádio António Coimbra da Mota, FC Porto e SL Benfica repetiram os mesmos resultados da época passada.

Tal como em 2013/2014, o SL Benfica voltou a ganhar pela diferença mínima (2-1 e 3-2), enquanto que o FC Porto repetiu exactamente o mesmo resultado (2-2).

Mas não foram só os resultados que se repetiram.
Os designados “erros normais” de arbitragem, nestes quatro jogos disputados na Amoreira, também se repetiram e sempre com a mesma “tendência de erro”, isto é, duas vezes em prejuízo do FC Porto e duas vezes em beneficio do SL Benfica.

Coincidência? Pois… há quem finja acreditar nisso.


Época 2013/2014

No Estoril x FC Porto, Otamendi, Mangala, Alex Sandro e Fernando (todos jogadores com missões defensivas) foram “cirurgicamente” amarelados, alguns em lances que nem sequer eram falta, ficando condicionados para o resto do desafio;
No Estoril x SL Benfica, a partir dos 55 minutos, os encarnados passaram a jogar contra uma equipa reduzida a 10 elementos, devido à expulsão de um jogador canarinho.

A ganhar por 1-0, o FC Porto sofreu o golo do empate através de um dos penaltis mais escandalosos dos últimos anos (não havia um único jogador azul-e-branco dentro da área!);

Estoril x FC Porto, penalty contra o FCP por mão de Otamendi

A ganhar por 1-0, o SL Benfica beneficiou de um penalty mentiroso para poder fazer o 2-0, mas Lima foi incompetente e falhou.

E, cereja em cima do bolo, a ganhar por 2-1, o FC Porto viu o Estoril empatar perto do final do desafio, com um golo marcado por um jogador em posição de fora-de-jogo.

Tribunal de O JOGO do Estoril x FC Porto (época 2013/2014)


Época 2014/2015

Em vez de ser eu a dissertar sobre os erros de arbitragem desta época, convido-vos a analisar as situações de jogo que, de acordo com o Tribunal de O JOGO (por unanimidade ou maioria dos seus membros), foram mal ajuizadas pelos árbitros do Estoril x SL Benfica e do Estoril x FC Porto.

Tribunal de O JOGO do Estoril x SL Benfica (época 2014/2015)

Tribunal de O JOGO do Estoril x FC Porto (época 2014/2015)

“Relvado inclinado”?
Pois claro, num dos jogos em beneficio dos encarnados e noutro em prejuízo dos dragões. Assim, o Estoril não tem razões para se queixar…
E quem o diz não são fanáticos adeptos portistas. São os ex-árbitros que constituem o Tribunal de O JOGO.

É, também, com a ajuda desta “tendência de erros” (o já famoso “colinho”), que se tem escrito a história dos últimos campeonatos.


terça-feira, 11 de Novembro de 2014

Os condicionalismos de Óliver e Quintero…

Capa de O JOGO de 11-11-2014
«O espanhol [Óliver] até foi um dos dois que saíram da equipa por comparação com a vitória na Champions três dias antes.
Lopetegui explicou que Quintero não jogou por culpa de uma gastroenterite, mas Óliver também estava com problemas, mas no tornozelo esquerdo. O emprestado pelo Atlético de Madrid levou uma pancada no jogo europeu e teve queixas nos dias que antecederam o jogo. Estava em condições de alinhar, mas com dor e as limitações inerentes a isso.»
André Morais, André Viana, O JOGO de 11-11-2014


Afinal, Quintero e Óliver estavam, ou não, em condições de jogar na Amoreira?

Se estavam com problemas e não estavam em condições de jogar, então não deviam, sequer, ter ido para o banco de suplentes e deveria(m) ter sido chamado(s) outro(s) jogador(es), até porque, esta época, o plantel à disposição de Lopetegui tem muitos médios de qualidade (e não só).

Contudo, os problemas não deviam ser graves porque, durante a 2ª parte do Estoril x FC Porto, ambos (primeiro Quintero e depois Óliver) foram chamados a dar o seu contributo à equipa.

E mais. Ontem, O JOGO escreveu o seguinte:

«Uma pancada sobre Brahimi lançou o pânico no banco do FC Porto logo ao segundo minuto de jogo. O argelino ficou muito tempo a queixar-se e Óliver saltou imediatamente para o aquecimento

Ou seja, com dores ou sem dores, não sei se Óliver estava em condições de jogar de início mas, pelos vistos, estava em condições de jogar a partir do 2º minuto…


segunda-feira, 10 de Novembro de 2014

Eusébio e Tozé, descubra as diferenças

«Tozé, médio cedido pelo FC Porto ao Estoril [o empréstimo é válido por duas temporadas e o Estoril garantiu 35% do passe do jogador], esteve em destaque neste domingo. O jovem internacional português foi titular frente aos dragões, sofreu uma grande penalidade na reta final do encontro e converteu-a com eficácia. A equipa de Julen Lopetegui perdeu dois pontos na Amoreira (2-2).
O jogador não festejou o golo e pediu desculpa aos adeptos do FC Porto, clube que representa desde 2005
in Maisfutebol, 10-11-2014


O Porto é o clube do meu coração e foi difícil para mim, mas tentei ser profissional e ajudar o Estoril
Tozé, no final do Estoril x FC Porto, em declarações à SportTv


O jogador [Tozé] estava sereno, embora toda a situação tenha mexido com ele, pela história que tem com o FC Porto e que possivelmente ainda não acabou. Se o FC Porto o quiser de volta vai contar com um profissional de alto gabarito.
Ele é profissional e demonstrou isso, acima das paixões clubísticas ou do histórico da formação.”
Tiago Ribeiro, presidente do Estoril, em declarações ao Maisfutebol



«Eterno adepto do Benfica, o “Pantera Negra” revelou, numa entrevista a ser transmitida esta quarta-feira pela RTP, que na sua carreira chegou a fazer “birra” para não marcar um golo contra o clube do coração.
Eusébio interrompeu um período de 14 anos de ligação ao Benfica, dois meses depois da “Revolução dos Cravos”, para passagens curtas pelos Estados Unidos da América, México e Canadá. Um ano depois de ter abandonado Lisboa, Eusébio regressou a Portugal, em 1976, para jogar no Beira-Mar. Mas avisou o seu treinador que jamais marcaria um golo ao Benfica.
Não me peçam para marcar um penálti, nem um livre. Se for para marcar um penálti eu mando um pontapé para fora”, revelou o ex-futebolista, que acabou por não ter feito um único remate quando defrontou o Benfica, que viria a sagrar-se campeão na mesma temporada.
Eusébio contou ainda que, a 15 minutos do início da partida, foi ao balneário do Benfica “tranquilizar” os ex-companheiros. “Malta, eu vou jogar mas estejam tranquilos porque não vai haver golos”, disse o então avançado do Beira-Mar.»


Que história exemplar!

É caso para dizer, principalmente aos benfiquistas, descubra as diferenças entre estes dois casos…

Mais. Enquanto o Tozé está emprestado, tem contrato com o FC Porto e a maior parte do seu passe pertence à SAD portista, no caso do Eusébio, quando, em 5 de Janeiro de 1977, defrontou o “seu clube do coração” ao serviço do Beira Mar, já há mais de dois anos que não tinha qualquer tipo de vínculo ao SL Benfica.

Mas o pior de tudo é saber que a generalidade dos benfiquistas – adeptos, comentadores, jornalistas, ex-jogadores, etc. – em vez de vergonha, têm orgulho nesta história.
Isto é que é (foi) amor ao “glorioso”, dizem eles.

SIC volta a “derrotar” o FC Porto

O desejo deles é tão grande que, tal como já tinha acontecido no jogo com o Shakhtar Donetsk…



… ontem à noite a SIC voltou a “derrotar” o FC Porto… por antecipação.



Só vos digo uma coisa: não fossem as invenções de Lopetegui e o facto de, semana após semana, o SLB estar a ser levado ao colo por arbitragens escandalosas e a comunicação social lisboeta ia ter muito para “chorar” ao longo desta época.

domingo, 9 de Novembro de 2014

Lopetegui voltou a inventar

Onze inicial do FC Porto em San Mamés

Na passada quarta-feira, o FC Porto foi a Bilbao disputar um importante jogo da Liga dos Campeões e apresentou-se no habitual 4-3-3, com o seguinte onze:
Fabiano
Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro
Casemiro, Herrera, Óliver
Brahimi, Jackson, Tello

Ou seja, em San Mamés, Lopetegui optou pelo habitual modelo de jogo, com um onze inicial constituído pelos jogadores que mais vezes foram chamados a interpretar este modelo.

A muito boa exibição do FC Porto em Bilbao (uma das melhores, senão a melhor exibição da época) foi alicerçada em vários aspectos mas, indiscutivelmente, um dos pontos mais fortes esteve no trio do meio-campo, constituído por Casemiro (na posição 6), Herrera (como médio de transição) e Óliver (como médio mais ofensivo, a jogar entre linhas).
Este trio, para além de três boas exibições individuais, jogou muitíssimo bem em conjunto, ao ponto do Athletic ter parecido uma equipa menor (nota: hoje, o "fraquinho" Athletic Bilbao foi ao Mestalla impor um empate a zero ao Valência).

Ora, depois do jogo da passada quarta-feira, quando se pensava que, finalmente, mais até do que estabilizar um onze, havia um modelo de jogo consolidado, Lopetegui decidiu voltar a inventar.

De facto, com a excepção do Tello (que foi o pior jogador do FC Porto contra o Athletic e, além disso, devido a problemas físicos, ficou fora dos 18 convocados), contra o Estoril, Lopetegui poderia ter repetido o onze de Bilbao (eventualmente com Quaresma em vez de Tello).

Mas não, Lopetegui decidiu mudar o que estava bem e apostar num meio-campo com apenas dois jogadores - Casemiro e Herrera - pedindo ao médio mexicano para fazer parte do papel que foi de Óliver em Bilbao.

Obviamente, não sei o que pensou a generalidade dos adeptos portistas, mas eu, quando olhei para o onze inicial que o FC Porto apresentou na Amoreira (com apenas dois médios), fiquei perplexo ao ver três médios ofensivos - Óliver, Quintero e Evandro - como suplentes (e já nem falo no Rúben Neves, um 4º médio que também foi suplente).

Por que razão Óliver (que fez um enorme jogo em Bilbao) não repetiu hoje a presença no onze inicial?
Estava em condições para estar no banco de suplentes, mas não para jogar de início?

E Quintero, também não estava em condições de jogar mais de 30 minutos contra o Estoril?

Na eventualidade de quer Óliver, quer Quintero não estarem em condições de jogar de início, poderia, perfeitamente, ter jogado Evandro (no lugar que foi de Óliver em Bilbao), mantendo-se um meio-campo a três, com Casemiro e Herrera nas suas posições habituais, mantendo-se as rotinas (dentro do possível) e mantendo-se o modelo de jogo habitual (que já deu provas).

Ao colocar Adrian Lopez de início e ao alterar o habitual modelo de jogo, Lopetegui deu um enorme tiro (de canhão!) nos pés porque, para além de ter mexido no modelo e rotinas da equipa, voltou a apostar num jogador - Adrian Lopez - que está numa forma péssima e, nos looooooongos minutos que esteve em campo (pareceram-me uma eternidade), foi uma absoluta nulidade.

Lopetegui no Estoril x FC Porto
Mais. Se as coisas não estavam a correr bem (e não estavam), por que razão Lopetegui não aproveitou o intervalo para substituir Adrian Lopez por Quintero ou Óliver, pondo, na 2ª parte, a equipa a jogar no modelo habitual?

Contudo, Lopetegui deve ter gostado do que viu na 1ª parte (devemos ter visto um jogo diferente...) e apenas mexeu aos 60 minutos, não para reconstruir o modelo habitual, mas para inventar ainda mais, passando o meio-campo a ser constituído por Herrera e... Quintero!
O coitado do Herrera passou a ter de correr por três e, ainda por cima, sem poder fazer faltas, porque já tinha um cartão amarelo.

Como seria de esperar, a "equipa" azul-e-branca ficou completamente partida e, por exemplo, Jackson passou a jogar não sei muito bem aonde (cheguei a vê-lo junto à linha... lateral).
Aliás, mais do que uma EQUIPA, o FC Porto transformou-se numa anarquia colectiva e, tendo o Estoril vários jogadores rápidos, correu o enorme risco de ser derrotado, algo que esteve quase para acontecer, não fosse um golo marcado por um dos jogadores (Óliver) que "não estavam em condições" de jogar de início...

As invenções de Lopetegui custaram ao FC Porto mais dois pontos e eu estou farto.
Farto das invenções de Lopetegui.
Farto de um treinador que parece ser incapaz de apreender com os erros.
Farto de um treinador que, depois de fazer o mais difícil (ver jogo de Bilbao), consegue estragar tudo no jogo seguinte.
Farto de perder pontos de forma estúpida.


P.S. Sobre a arbitragem de Artur Soares Dias, direi o que penso noutro artigo.

Ele (Bruno Paixão) continua por aí…


Quem viu, nunca irá esquecer este jogo.

Resumo do Campomaiorense x FC Porto, 22ª jornada da época 1999/2000, disponibilizado pelo Paulo Bizarro (Os Filhos do Dragão).

Entrada em campo e dois penalties por assinalar...

Mais dois penalties por assinalar (e respectivos cartões por mostrar)...

Estalada de José Soares (faltou a expulsão e o respectivo penalty) e golo anulado a Jardel


José Soares em acção
No mínimo dos mínimos, ficaram três penalties claros por assinalar sobre Jardel (puxado e agarrado por José Soares) e um sobre Domingos (Rogério Matias derruba-o por trás).
Foi, ainda, anulado um golo limpíssimo a Mário Jardel e, entre faltas grosseiras e agressões, José Soares (um defesa-central brutal, formado no SL Benfica e que estava emprestado ao Campomaiorense) deveria ter visto 2 cartões vermelhos e uns 10 cartões amarelos.

Aliás, uma das coisas mais irónicas deste Campomaiorense x FC Porto, foi o facto do primeiro cartão amarelo do jogo ter sido mostrado a Mário Jardel, logo ao minuto 13, enquanto que o "carniceiro" José Soares apenas viu um cartão amarelo ao minuto... 90!

Para quem não sabe, ou já se esqueceu, foi muito à custa desta arbitragem e de outras protagonizadas por Bruno Paixão na mesma época, que os calimeros foram campeões nacionais na época 1999/2000, pondo fim a um longo jejum de 18 anos.

Desde o dia 19 de Fevereiro de 2000 até hoje, já passaram mais de 14 anos, mas ele (Bruno Paixão) e outros parecidos com ele (Duarte Gomes, Bruno Esteves, João Capela, Manuel Mota, etc.) continuam por aí...

Após o SLB ter sido derrotado em Braga (apesar dos dois penalties que ficaram por assinalar a favor da equipa treinada por Sérgio Conceição e de, mais uma vez, a equipa adversária dos encarnados ter terminado o jogo com menos um jogador), acendeu-se uma luz vermelha e o Conselho de Arbitragem "entrou em campo".
Assim, para o SL Benfica x Rio Ave nomeou o senhor Manuel Mota e, para o Nacional x SL Benfica de hoje à tarde, nomeou o… senhor Bruno Paixão!
Se for preciso "inclinar o campo", a coisa está garantida...

No pós-Apito Dourado, é assim que o Sistema, o verdadeiro Sistema, o Sistema de sempre, actua.


P.S. (actualização) As incidências do Nacional x SL Benfica, particularmente o 2º golo dos encarnados e o golo limpo anulado ao Nacional, provam que a nomeação deste trio de arbitragem, liderado por Bruno Paixão, foi uma decisão "acertadíssima"...

sábado, 8 de Novembro de 2014

O jogo com o “2º classificado”

Na passada quinta-feira, ao fim da tarde, quando ia a caminho de casa, sintonizei a Antena 1 e ouvi a parte final do relato do Dinamo Moscovo x Estoril (jogo para a fase de grupos da Liga Europa).

O Estoril perdeu por 0-1 mas, de acordo com o jornalista e o comentador da Antena 1, o resultado mais justo seria o empate, ou mesmo a vitória do Estoril, que terá feito uma exibição personalizada e teve mais oportunidades de golo que o próprio Dinamo.

Contudo, mais do que destacar a (boa) exibição do Estoril, na casa de uma equipa russa cujo orçamento ronda os 150 milhões de euros, no final do jogo, o que mais preocupava o comentador da Antena 1 – José Nunes –, era o desgaste dos jogadores do Estoril e a longa viagem de regresso que teriam de fazer porque, domingo (amanhã) à noite, teriam de voltar a jogar contra o… 2º classificado do campeonato português.

Discorrendo vários minutos sobre o assunto, o comentador da Antena 1 questionou, de forma implícita, a opção de José Couceiro em ter feito alinhar em Moscovo aquele que, teoricamente, seria o melhor onze do Estoril (fiquei sem perceber se, para José Nunes, o treinador do Estoril deveria ter poupado alguns jogadores para o embate contra o FC Porto… perdão, contra o 2º classificado do campeonato português).

E também questionou o facto do Estoril ter, apenas, um intervalo de três dias entre o final do jogo da Liga Europa e o jogo do campeonato contra o FC Porto, como se isso fosse inédito (por acaso, é algo que ocorre com todas as equipas europeias que disputam a Liga Europa… ) e esquecendo-se de dizer, que três dias de intervalo entre dois jogos é, precisamente, o prazo regulamentar.

Vendo (ouvindo) este tipo de “preocupações”, eu imagino o que José Nunes (que também participa em programas de debate na RTP Informação) diria, se o Estoril fosse um clube que tivesse uns 10-12 jogadores internacionais, os quais, após serem convocados pelas respectivas seleções, regressassem ao clube na véspera de jogos importantes.

Mas eu percebo, ó se percebo, que os “Josés Nunes” deste país estejam mais preocupados com o Estoril x FC Porto do que com a campanha europeia do Estoril.

sexta-feira, 7 de Novembro de 2014

Benfica TV: sucesso ou fracasso?

Desde 2008, pelo menos, que os atuais dirigentes do SL Benfica vinham pressionando a Olivedesportos, em relação ao valor que a empresa de Joaquim Oliveira pagava pelos direitos televisivos.

Um exemplo dessa pressão foi uma entrevista que Domingos Soares Oliveira deu ao jornal PÚBLICO, publicada em 17 de outubro de 2008, na qual o Administrador da Benfica SAD afirmou que o valor justo pelos direitos televisivos do SLB seria 40 milhões de euros.

Um ano e meio depois, no dia 30 de março de 2010, numa entrevista à SIC conduzida por Miguel Sousa Tavares, Luís Filipe Vieira, em resposta a uma pergunta acerca da (re)negociação dos direitos televisivos, afirmou que “o dobro [16 milhões de euros] de hoje [8 milhões de euros] é muito pouco”.

De acordo com uma estratégia negocial e comunicacional muito clara, Domingos Soares Oliveira desdobrou-se em entrevistas, onde repetiu, vezes sem conta, que o SL Benfica pretendia encaixar 40 milhões de euros por época com os direitos televisivos. Era este o valor base de negociação.
E mais, em jeito de aviso, informou que havia vários operadores interessados e que a Olivedesportos (na realidade, a PPTV – Publicidade de Portugal e Televisão, SA), se quisesse manter os direitos televisivos dos encarnados (a empresa de Joaquim Oliveira detinha o direito de preferência até à época 2015/2016), a renovação contratual teria de passar por um valor não inferior a 40 milhões de euros/ano.

No dia 3 de Maio de 2011, para aumentar a pressão sobre Joaquim Oliveira, a Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD informou o mercado que “o empresário Miguel Pais do Amaral e esta Sociedade têm mantido conversas preliminares sobre os direitos televisivos dos jogos de futebol da equipa sénior do Benfica relativos às épocas 2013/2014 e seguintes”.

No dia 17 de agosto de 2011, a comunicação social anunciou, com pompa e circunstância, que o SL Benfica tinha alcançado o seu objetivo e que iria vender (o acordo estava iminente), por 40 milhões de euros por ano, os direitos televisivos à Balloonsphere, uma empresa detida maioritariamente por Miguel Pais do Amaral.
O EXPRESSO contou, detalhadamente, todos os passos deste (quase) acordo.

Contudo, os 40 milhões/ano de Miguel Pais do Amaral eram milhões da treta e, sete meses depois, em 6 de Março de 2012, a Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD emitiu um novo comunicado, a informar o mercado que tinha rejeitado uma proposta da Olivedesportos, SA, para “aquisição dos direitos de comunicação audiovisual” para “o período de 1 de Julho de 2013 a 30 de Junho de 2018 (5 épocas)” por um “valor global de 111 milhões de euros”. Ou seja, feitas as continhas, a Olivedesportos ofereceu um valor médio 22,2 milhões por época (valor líquido e garantido).

Como, afinal, entre os “inúmeros” interessados em adquirir os “valiosíssimos” direitos televisivos do SLB, ninguém ofereceu mais do que a Olivedesportos, em 25 de Outubro de 2012, a Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD emitiu mais um comunicado, informando o mercado que iria “assegurar a transmissão dos referidos direitos pelos seus próprios meios, ou seja, através da Benfica TV”.


Após o entusiasmo inicial, com a curva de crescimento dos subscritores a ter uma progressão logarítmica (até estabilizar um pouco acima dos 300 mil), e tendo sido conhecido há alguns dias os valores das receitas e custos, já se pode fazer uma primeira avaliação desta “experiência inovadora”.
Ora, de acordo com os insuspeitos Maisfutebol, Record, Correio da Manhã e PÚBLICO (nenhum deles pertence a Joaquim Oliveira), a receita líquida da Benfica TV, entre 1 de Julho de 2013 e 30 de Junho de 2014, foi de… 17,1 milhões de euros!
Sim, porque aos 28,1 milhões de euros da receita bruta da Benfica TV é preciso subtrair os custos (cerca de 11 milhões de euros).

Mais. Em principio, a receita bruta da Benfica TV não advém, apenas, das mensalidades dos atuais subscritores deste canal premium. Embora não tenha visto isso referido nos artigos dos jornais, os 28,1 milhões de receita bruta da Benfica TV (no exercício 2013/2014) deverão, também, contabilizar o valor angariado em publicidade e os valores recebidos da PT, NOS, ZAP, Cabovisão e Vodafone para o canal ser emitido nestas plataformas.

Em resumo: No seu primeiro ano completo (traduzido no Relatório e Contas do Exercício 2013/2014), a receita líquida da Benfica TV é 5 milhões de euros inferior à proposta que a Olivedesportos fez em 2012 e corresponde a menos de metade dos 40 milhões de euros que os dirigentes do SL Benfica diziam ser o valor justo de mercado e definiram como fasquia mínima.

Vendo as coisas por este prisma - financeiro - a opção do SL Benfica em transmitir, na Benfica TV, os seus jogos, não é (ainda) uma “aposta ganha” e muito menos o apregoado enorme “sucesso”!


Quanto ao “facto” (há quem chame factos à propaganda…) da SportTv não se aguentar sem os jogos do SL Benfica é algo que está por comprovar.
Na realidade, já passaram 16 meses (desde Julho de 2013) e a pré-anunciada “morte” da SportTv que, segundo alguns, iria acontecer após deixar de ter os direitos de transmissão dos jogos do SL Benfica em casa (para o campeonato), parece ter sido uma noticia manifestamente exagerada…


P.S. Para quem não sabe, em 8 de Abril de 2011, a Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD comunicou ao mercado ter fechado um novo contrato de cedência de direitos televisivos com a PPTV, até ao termo da época desportiva 2017/2018, no valor global de 82,8 milhões de euros. Ou seja, um valor médio de 20,5 milhões de euros/ano, pelos direitos televisivos de cada uma das quatro épocas (de 2014/15 a 2017/18) abrangidas pelo prolongamento do contrato embora, na realidade, o valor irá ser menor, porque parte foi pago antecipadamente nos últimos dois anos (em 2012/2013 e 2013/2014).

quinta-feira, 6 de Novembro de 2014

66% de penáltis falhados!

O Maisfutebol publicou, hoje, um artigo acerca dos penáltis falhados por jogadores do FC Porto, que vale a pena ler e do qual reproduzo os seguintes extractos:

«A eficácia do FC Porto neste capítulo [marcação de penáltis] é muito má. Foi o quarto penálti falhado pelo FC Porto [esta época] em seis tentativas: 25 33 por cento de sucesso. Feitas as contas, a equipa de Lopetegui já falhou mais grandes penalidades este ano do que em toda a temporada passada. Somando todas as competições, os dragões desperdiçaram três [penáltis] em 2013/14. (…)
Este [em San Mamés] foi o quinto penalti que Jackson falhou de Dragão ao peito, mas, curiosamente, até veio de uma época com pontaria afinada neste quesito: marcou três em três na época passada, todos para a Liga e na reta final do campeonato.
O registo da primeira época era, contudo, um sinal de que Jackson não é especialista nesta arte. Em 2012/13 marcou apenas três das seis tentativas que dispôs.»


O JOGO, 06-11-2014
Não vale a pena ignorar ou fazer de conta. É indiscutível que existe um problema, que precisa de ser resolvido e, parece-me óbvio, que a solução deste problema não passa por Jackson Martinez.

Mais. Continuar a insistir em Jackson, como 1ª opção para marcar os penalties, parece-me contraproducente.
Porquê?
Porque, além do risco elevado dele falhar (são as estatísticas que o dizem) é inevitável que estas situações acabem por o afectar em termos psicológicos e/ou emocionais.
E nós precisamos de um Jackson em pleno, de cabeça limpa, sem qualquer tipo de ansiedades.

Quem devia, então, marcar os penalties?

Quintero parecia-me ter excelentes características, mas já falhou um penalty esta época (contra o Moreirense) e, além disso, não é sempre titular.

Brahimi seria outra alternativa. Consegue (quase sempre) colocar a bola onde quer e é um bom marcador de livres diretos, mas também já falhou um penalty esta época (contra o Shakhtar Donetsk).

Não estou a ver uma opção óbvia, mas espero que Lopetegui consiga, rapidamente, encontrar uma solução.

quarta-feira, 5 de Novembro de 2014

Missão cumprida com distinção

Brahimi, um "ilusionista" no batatal de San Mamés

Vi, hoje, muita coisa boa na exibição do FC Porto, mas há dois aspectos que me impressionaram:

i) A personalidade revelada por uma equipa ainda em formação, a qual, apesar de ter alinhado com vários jovens, não se deixou intimidar pelo ambiente e, em pleno inferno de San Mamés, impôs o seu jogo e a categoria extra de alguns dos seus jogadores;

ii) A atitude de um conjunto de jogadores que, mesmo num relvado em péssimo estado (em algumas zonas mais parecia um batatal), foram solidários, nunca viraram a cara à luta e evidenciaram um espírito à dragão!

De resto, se fosse atribuir notas, todos os jogadores do FC Porto tinham uma avaliação positiva (com a excepção de Tello), mas os meus destaques seriam:

Danilo - Está numa forma extraordinária e, claramente, a fazer a sua melhor época desde que chegou ao FC Porto (é bem provável que a FC Porto SAD recupere os 18 milhões de euros que gastou na sua contratação). Imagino o que seria o lado direito do FC Porto, se Danilo tivesse à sua frente um ala/extremo completamente integrado nas dinâmicas da equipa, que jogasse menos para si e mais para o coletivo e com quem o atual lateral-direito da canarinha estivesse perfeitamente rotinado.

Casemiro - Intenso, duro (mas menos faltoso que o habitual), nota-se que começa a adquirir princípios de jogo importantes para a posição 6. Fez, em Bilbao, o seu melhor jogo com a camisola do FC Porto.

Óliver - Pressiona, corta linhas de passe aos adversários, passa quase sempre com critério, movimenta-se por todo o lado, é uma linha de passe permanente para os seus companheiros de equipa, enfim, como diz um amigo portista, faz lembrar o Frasco (o que, para mim, é um grande elogio). Em cerca de 80 minutos, correu mais de 11 Km.

E Brahimi, não merece um destaque?
Não. Estes destaques foram para jogadores de futebol e o Brahimi é um extraterrestre...


P.S. Julen Lopetegui, além de estar a construir uma equipa, já alcançou dois objectivos importantíssimos para esta época: 1) em finais de Agosto, o FC Porto superou o Play-Off de acesso à Fase de Grupos da Champions; 2) no início de Novembro, o FC Porto já está apurado para os Oitavos-de-final da principal competição de clubes a nível mundial.
Merece PARABÉNS!

P.S.2 Ainda bem que Jackson falhou este penalty. Por um lado, porque a falta sobre Danilo foi mal assinalada (viu-se na 3ª repetição), mas também para que Lopetegui reflicta e pondere outra(s) alternativa(s) para a marcação de penalties (Brahimi? Quintero? Casemiro?).

P.S.3 Não sei quantos adeptos portistas estiveram em San Mamés (li que seriam cerca de 1500) mas, durante a transmissão televisiva, particularmente na 2ª parte, fizeram-se ouvir e de que maneira!