Quinta-feira, 23 de Maio de 2013

A táctica do costume…

«Vítor Pereira apostou na táctica do costume, com muita posse de bola, mas criando pouco perigo.»
Rui Moreira, in A BOLA, 17-05-2013


Nas vésperas do último jogo do campeonato, Rui Moreira, um dos mais mediáticos adeptos do FC Porto, comentando em A BOLA a vitória dos dragões sobre o grande rival no jogo do título, voltou a falar, com um indisfarçável enfado, na “táctica do costume”.

Convém dizer que Rui Moreira não está sozinho nas críticas à “táctica do costume”. Como ele, há muitos mais adeptos portistas que partilham o mesmo desagrado deste Dragão de Ouro (Sócio do ano em 2010) em relação ao modelo de jogo adoptado pelo FC Porto de Vítor Pereira, dizendo que este modelo é inconsequente, ineficaz e, em alguns casos, até o acusam de ser defensivo.

Independentemente de discutirmos se, com o plantel existente, o modelo de jogo do FC Porto poderia/deveria ser muito diferente (isso é assunto para outros artigos), será que este tipo de críticas são justas?
Olhemos para os números oficiais do campeonato.

Usando a “táctica do costume”, o FC Porto, após 30 jogos, concluiu o campeonato como vencedor (não é coisa pouca…) e:
- única equipa invicta;
- equipa com mais vitórias (juntamente com o slb);
- com 70 golos marcados (média de 2,33 por jogo);
- com 14 golos sofridos (média de 0,46 por jogo).

Penso que estes factos, por si só, já são elucidativos. Mas, se não quisermos limitar a análise às vitórias, derrotas, golos marcados e sofridos, podemos olhar para outros rankings de aspetos do jogo, que traduzem, ou são consequência, de acções ofensivas e defensivas da equipa.

Equipa com mais remates:
1º) FC Porto, 495
2º) benfica, 475
3º) sporting, 406

Equipa com menos remates consentidos: FC Porto (189)

Equipa com mais cantos a favor:
1º) FC Porto, 231
2º) benfica, 227
3º) sporting, 213

Equipa com menos cantos consentidos: FC Porto (110)

Será por acaso, ou por obra e graça divina, que a equipa do FC Porto chegou ao fim do campeonato na liderança destes rankings?

O gostar ou não gostar de um determinado modelo de jogo, tem sempre algo de subjectivo e eu até compreendo que haja portistas que prefiram a vertigem do modelo do "catedrático". Contudo, analisando todos estes números de uma forma racional, não-emotiva e sem preconceitos, não me parece que os adjectivos mais adequados para classificar o modelo de jogo adoptado pelo FC Porto sejam “defensivo”, “inconsequente” e muito menos “ineficaz”.

P.S. Acerca da “táctica do costume”, vale a pena ler o que disse o treinador do Estoril, Marco Silva, numa entrevista publicada no Record de 22-05-2013:

«Trata-se de uma equipa [FC Porto] muito coesa. Se formos a ver que, em três anos, apenas perdeu um jogo… isso define muito do que é aquela equipa. Acima de tudo, com Vítor Pereira, é uma equipa organizada e forte. (…)
Exerce [a equipa do FC Porto] uma pressão muito forte sobre o adversário, circula muito bem a bola e tem uma reação à perda de bola a todos os níveis fantástica. Só assim se explica como conseguiu ter níveis de posse de bola excecionais esta temporada.»

Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

O negócio do FC Porto são as vitórias

(Vítor Pereira, Paços Ferreira x FC Porto)

«E o vencedor é...Vítor Pereira. Ganhou por ter a equipa mais consistente e por nunca ter desistido, antes resistido até ao limite e quando tudo prenunciava fracasso. E mais ainda por ter apostado na identidade da equipa como resposta à saída de Hulk, o jogador mais determinante dos campeonatos anteriores. Com os pseudorreforços que lhe deram em janeiro não dava para muito mais na Europa, pelo que ganhou o mais importante que tinha ao alcance. E pela segunda vez, e sem derrotas. Outros - Mourinho, Villas Boas - fizeram melhor, mas ele fez bem e provou que é competente. Quantos o negaram e hoje mordem a língua?

Jorge Jesus é o maior derrotado, mesmo se a época esteve longe de ser má. Num primeiro ano no clube até seria honroso e promissor o que conseguiu: lutar pelo título até ao fim e chegar às finais da Liga Europa (mesmo desprezando a prova) e da Taça de Portugal. Ao quarto ano é curto, e a derrota no campeonato, com a meta à vista e repetindo os erros anteriores (má gestão do grupo e deficientes definição e comunicação de objetivos), é pouco menos que inaceitável. Passado este tempo, Jesus mantém todas as qualidades, e são muitas. O problema é que mantém também os defeitos todos.

Curioso é o facto de o treinador que ganhou poder partir, sem que ninguém exiba um só cartaz na bancada do Dragão a pedir "Vítor fica!", e o que perdeu surja como o redentor indispensável aos olhos de um estádio que na hora da derrota continua a gritar "Glorioso SLB", como se da orquestra do Titanic se tratasse. Em grande parte, os clubes são os seus adeptos, e é a cultura de cada um que aqui se espelha: habituados a grandes vitórias, os do FC Porto são exigentes ao máximo e não se satisfazem em reinar internamente; os do Benfica vivem os traumas de quando os campeonatos acabavam em dezembro e têm o grau de exigência ao nível da indigência. Os do FC Porto consideram que ganham com qualquer um como ganharam com Vítor Pereira. Os do Benfica consideram que só Jorge Jesus lhes permite perder com tanta honra.

Não é só um problema de adeptos, que são diferentes construções de identidade dos próprios clubes: o FC Porto quer sempre ser o melhor, acabar em primeiro, a qualquer custo; o Benfica satisfaz-se em ser o "maior", em número de sócios, nas audiências, nas receitas. Em Janeiro, o FC Porto contrata jogadores, e se não melhora a equipa pelo menos demonstra ambição; já o Benfica dispensa jogadores e não preenche as lacunas evidentes no plantel. Nos últimos anos, e sem tirar mérito à boa gestão de Luís Filipe Vieira (que tem dado ao treinador um plantel que permite lutar com o rival), há uma diferença que resume tudo e explica muito: o negócio do FC Porto são as vitórias e as vitórias do Benfica são os negócios
Carlos Daniel
Diário de Notícias, 22-05-2013


As simpatias clubisticas do jornalista Carlos Daniel são bem conhecidas e, por diversas razões, eu já várias vezes o critiquei ao longo dos últimos anos. Contudo, em relação a este seu artigo de opinião, publicado no Diário de Notícias de hoje, identifico-me totalmente com a apreciação que faz ao trabalho de Vítor Pereira e Jorge Jesus. E, vinda de um benfiquista, a análise fria efectuada à cultura e aos adeptos dos dois clubes é a cereja em cima do bolo. Chapeau!

Nota: A escolha das fotos e os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

Terça-feira, 21 de Maio de 2013

Campeões com um plantel curto


Toda a gente sabe qual foi o onze base do FC Porto na época 2012/2013:
Helton (2684 minutos)
Danilo (2469), Otamendi (2610), Mangala (2016), Alex Sandro (2137)
Fernando (1926), Moutinho (2384), Lucho (2306)
James (1740), Jackson (2684), Varela (1623)

Destes onze jogadores, apenas três têm menos de 2000 minutos de utilização no campeonato e, no caso do Fernando e do James, não é especulação dizer que os minutos a menos se devem, essencialmente, às lesões que tiveram.

De notar que, para além do onze titular, há apenas mais dois jogadores com uma utilização significativa, na casa dos 1000 minutos: Defour, o 12º jogador, com 1308 minutos distribuídos por 25 jogos; Maicon, com 986 minutos em 15 jogos.

(Utilização no campeonato, jornal O JOGO)

Evidentemente, houve outros jogadores que deram o seu contributo em diversos jogos (por exemplo, Atsu e Castro participaram em 17 jogos) e alguns foram mesmo “heróis” (Kelvin marcou 3 golos decisivos em apenas 162 minutos de utilização), mas penso que não será um grande exagero dizer que o FC Porto foi campeão com um “plantel de 13 dragões”.

Penso que isto reflecte uma tendência para os próximos anos: um plantel qualitativamente mais curto (jogadores como Lucho, Moutinho, James ou Jackson terão sempre ordenados muito elevados para a realidade do futebol português), com jogadores polivalentes (ex: Mangala e Defour), o qual será completado com a “prata da casa” (ex: Castro, Abdoulaye, Atsu) e da equipa B (ex: Kelvin, Quinones, Sebá, Tozé).

Veja-se o que aconteceu esta época. Se é verdade que para o meio-campo havia várias soluções de qualidade - Fernando, Moutinho, Lucho, Defour, Izmaylov (a partir de Janeiro) -, na defesa não havia alternativas directas para os dois laterais titulares (Danilo e Alex Sandro) e, pior ainda, o plantel tinha apenas três soluções óbvias para constituir o trio de ataque.

De facto, Atsu, entre lesões e um mês e meio na CAN, destacou-se mais pelas muitas noticias de que irá sair para Inglaterra e por não ter aceite a proposta de renovação que a SAD lhe fez, do que pelas exibições dentro do campo.
Kelvin e Sebá são extremos que poderão ter futuro no futebol de alta competição mas, obviamente, ainda não reúnem o binómio qualidade + maturidade suficiente para serem titulares num clube com as exigências do FC Porto.
E dos pontas-de-lança alternativos a Jackson (Kléber e Liedson) é melhor nem falar.

Mas isto não é uma equação fácil. De um lado iremos ter as restrições financeiras da SAD e do outro a vontade de dirigentes e adeptos em manter uma equipa competitiva, a nível nacional e europeu (há adeptos portistas que já não se contentam em ser campeões nacionais sem derrotas e chegar aos oitavos final da Liga dos Campeões!), o que exige um plantel de qualidade e sem as lacunas óbvias que tinha o desta época.

Tenho poucas dúvidas que, na melhor das hipóteses, o orçamento das próximas épocas irá manter-se no valor actual (penso que a tendência será diminuir) mas, para elevar a qualidade global do plantel, será necessário ser mais criterioso na escolha dos titulares (por exemplo, em vez de gastar 18 milhões de euros numa estrela como Danilo, faz mais sentido investir esse dinheiro na contratação de dois ou três bons jogadores) e das alternativas aos habitualmente titulares (pelo mesmo dinheiro é bem mais segura a aposta num Lima do que num Kléber).

A festa do “clube regional”

Um “FC Porto em fim de ciclo”, com uma “estrutura dirigente caduca” e um “treinador incompetente”, selou a conquista do sétimo campeonato dos últimos oito anos. Nada mau…

Mas, o que me deixou mais surpreendido, foi ver e ler as notícias da festa portista de norte a sul do país, passando pelas ilhas e pelos países da diáspora portuguesa.

Então não é verdade que só há meia-dúzia de portistas, concentrados no Porto e arredores?

«Em Cabo Verde, a vitória foi festejada um pouco por todo o arquipélago, mas a festa rija decorreu na Terra Branca, “feudo” dos “dragões” da capital do país. Ao som da “Pronúncia do Norte”, “We Are The Champions”, dos Queen, e do hino oficial dos portistas, saídos de potentes altifalantes, a rotunda da Terra Branca, que liga a estrada para a Cidade Velha e a Achada de Santo António, entupiu com dezenas de automóveis, que buzinavam, e de adeptos, que apitavam, cantavam e dançavam.»

(Festa em Lisboa, 19-05-2013)

«A Casa do Futebol Clube do Porto, em Luanda, foi domingo pequena para receber as dezenas de sócios e adeptos dos “dragões” (…) Criada oficialmente em 1999, a Casa dos Dragões em Angola começou a encher-se muito antes da hora do jogo com o Paços de Ferreira e ninguém escondia a confiança na revalidação do título. (…)
Vamos ser campeões, de certeza”, disse o presidente da direção da Casa, Agostinho Rocha, sócio desde 1976, empresário luso-angolano nascido em Luanda, popularmente conhecido por Rochinha. Entre os assistentes, o provedor de Justiça de Angola, Paulo Tjipilica, vice-presidente da Assembleia Geral da Casa do FC Porto, sócio dos dragões desde o tempo em que viveu em Lisboa. (…)
Dos três “grandes” do futebol português, o FC Porto é o único com representação em Angola, com a Casa do FC Porto, e os títulos ganhos nos últimos anos começam a ter correspondência nas preferências clubísticas, ameaçando numericamente o Benfica, ainda o mais popular no país, enquanto o Sporting é também em Angola o terceiro na lista das preferências.»

(Festa em Viseu, 19-05-2013)

«Centenas de adeptos do FC Porto festejaram no domingo, brevemente, a conquista do campeonato português de futebol, nas ruas de Maputo, onde, antes, a maior circulação de símbolos vermelhos do Benfica parecia justificar a sua toponímia revolucionária.»

(Festa em Braga, 19-05-2013)

«No Canadá, os festejos do 27.º título de campeão nacional do F. C. Porto foram sentidos em Toronto, a cidade canadiana onde existe maior número de portugueses e de luso-descendentes, principalmente em zonas comerciais. Antes do início dos encontros do Porto com o Paços de Ferreira e do Benfica com o Moreirense, era possível encontrar-se adeptos de ambos os clubes, equipados a rigor, nas ruas da cidade, como a Dundas, a College e a Rogerse St. Clair, onde os bares começavam a ficar lotados. (…) Num estabelecimento, que se encontrava praticamente cheio de adeptos tanto do FC Porto como do Benfica (…). Os portistas, que estavam em maior número, cantaram efusivamente “O Porto é campeão”, assim que terminou o jogo.»

(Festa no Funchal, 19-05-2013)

«Em Londres, a conquista da Liga pelo Porto foi celebrada com gritos e aplausos no café Estrela, em Stockwell, um dos locais mais populares para o acompanhamento de jogos de futebol, e com buzinadelas na South Lambeth Road.
Este foi um dos melhores campeonatos de sempre”, exclamou, num português irrepreensível, Jaz Izzouguene, um argelino portista, com uma camisola do clube azul e branco vestida, adepto do Futebol Clube do Porto “desde os anos 80, do tempo do Madjer”»

(Festa em Coimbra, 19-05-2013)

«Em Bruxelas, os adeptos do F. C. Porto fizeram-se ouvir, durante alguns minutos, no bairro de Flagey, onde residem muitos emigrantes portugueses, celebrando a conquista do campeonato com buzinadelas, junto a cafés de origem nacional.»

(Festa em Bruxelas, 19-05-2013)

Fonte: Agência Lusa

Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

Campeão voltou. Obrigado FCP !


Depois de uma entusiasmante vitória na penúltima jornada, carimbamos o título de campeão nacional. Foi a cereja em cima do bolo. Quem havia de dizer que, depois de alguns falhanços, de um futebol que foi desinteressante em algumas jornadas, das dúvidas sobre o valor do plantel e da equipa técnica e, batendo-nos contra um adversário que jogou como nunca, ganhava como sempre e foi o principal candidato a ganhar tudo, conseguíssemos chegar à frente, apesar de um futebol soporífero e deprimente, como gostam de dizer os comentadores. O SLB morreu na praia, perdendo como habitualmente, apesar dos óscares prometidos, até quase ao fecho da competição. Aí, no palco da verdade, quedaram-se pelos prémios muito secundários como dos efeitos especiais e do guarda roupa. E perderam no confronto directo, como sempre.

O FCP no jogo com o Paços foi a equipa segura do costume e com as dificuldades habituais na última fase de construção. A defesa esteve bem, Danilo nem tanto; no miolo: Lucho, Moutinho e Defour estiveram diligentes, James mais posicionado na posição 10 esteve longe do que pode, apesar de alguns bons lampejos e Varela foi o mais activo dos jogadores do FCP e o melhor em campo. Martinez acabou em perda, apesar de mostrar que a excelência mora lá e é o jogador mais valioso do FCP. Ontem, como em jogos anteriores, faltou ao FCP intensidade atacante que faz os sonhos de todos. A posse foi o modelo seguido e defendeu-nos melhor do que nos lançou para o golo e para a criação de um sufoco ofensivo que raramente fomos capazes de construir.

 Com um primeiro golo saído de uma grande penalidade por falta cometida fora da área e que só pôde ser confirmada depois de muitas repetições e nem sempre com a tomada de imagens totalmente clarificadoras, abriu-se o caminho para a vitória e para o título. Escreveu-se direito, por linhas tortas. Considero que depois do golo e até ao final do primeiro tempo jogámos a um ritmo demasiado baixo, tendo em conta que o adversário estava com um elemento a menos. O segundo golo matou o jogo que se manteve "vivo" em função de uma outra jogada interessante e pelo nervoso miudinho que acompanha fatalmente este tipo de jogos decisivos que tende em muitas situações a ser aborrecido porque ganhar e perder acontece frequentemente, da forma mais surpreendente e fatal. Que o diga o SLB que jogou como nunca e perdeu como sempre, no Dragão e em Amesterdão.

Acabou o jogo e o campeonato, seguiram-se os festejos. Soube bem a vitória, mas a euforia foi vivida na jornada anterior. Foi aí, no confronto directo que demonstramos que o SLB entra borrado quando se bate com o FCP. E essa desvantagem é que os põe em fúria, o que me dá muito prazer. Ontem, foi o epílogo de uma vitória anunciada, apesar de algum frisson e mil boatos.

Depois do título maior, vai seguir-se o choradinho habitual do adversário directo e sus muchachos. Estamos habituados e vacinados. A próxima época é já a seguir e não sabemos com o que vamos contar. Espero que o nosso presidente decida bem, o que que costuma fazer com critério. Obrigado FCP.

 

A festa do TRI











fotos: +FC Porto

Domingo, 19 de Maio de 2013

SMS do dia

O VP agradeceu à família, aos colegas, aos jogadores, à administração, às claques, aos adeptos ... e esqueceu-se do Carlos Martins! Não se faz! Assim sendo: obrigado, Carlos Martins! Não fosse aquele desempenho memorável frente ao Estoril, e hoje outros galos(!) cantariam.

Cadê do Cadú?

Estou a viver este jogo [Paços Ferreira x FC Porto] de forma intensa. Espero que o Paços consiga ganhar, por ser o meu clube e por poder ajudar o Benfica a ser campeão, seria como colocar a cereja no topo do bolo. Aliás, vou ver o jogo no domingo com um cachecol do Paços e uma camisola do Benfica.
Cadú, ex-jogador do Paços Ferreira


Quem é este Cadú?
É um defesa-central, de 31 anos, sendo atualmente jogador do CFR Cluj, onde está há sete anos (desde a época 2006/07).

Cadú diz que o Paços Ferreira é o seu clube mas, nos 13 anos que já leva de carreira, jogou apenas dois anos no clube da capital do móvel, nas longínquas épocas 2002/03 e 2003/04.
Quanto ao clube do regime, pelos vistos a grande paixão futebolística de Cadú, ele nunca teve o “privilégio” de envergar a camisola encarnada, que agora diz ir vestir durante o Paços Ferreira x FC Porto.

Ora, nunca tendo jogado no slb, o que leva um jogador profissional, no ativo, a manifestar-se publicamente desta maneira?
É estranho e faz com que aquilo que se passou no dia 22 de Maio de 2005 possa, à luz destas declarações, ser revisto com outros olhos.

Domingo, 22 de Maio de 2005, 34ª e última jornada da época 2004/05.
No Estádio do Bessa XXI disputou-se um Boavista x slb, decisivo para a atribuição do título.
Os encarnados estavam a revelar grande dificuldade em marcar mas, aos 37 minutos, um tal de Cadú cometeu um penalty disparatado, que o especialista Simão Sabrosa não teve dificuldade em concretizar, colocando o slb em vantagem por 1-0.

(Boavista x slb, época 2004/05)

Se no Paços Ferreira x FC Porto de hoje houver algum penalty, ou autogolo, a favor dos dragões, imagino o que se diria se essa “infelicidade” fosse protagonizada por um jogador que, passado algum tempo, revelasse ter uma enorme paixão pelos azuis-e-brancos…


P.S.1 «O jogador português do Cluj, Cadú, é suspeito de estar implicado no caso de viciação do resultado no jogo com o Galatasaray, segundo o jornal romeno Prosport avança esta sexta-feira [08-02-2013]. Segundo aquela publicação, o capitão da equipa romena terá recebido alegadamente 100 mil euros para que a sua equipa perdesse no encontro com a formação russa, em jogo da fase de grupos da edição deste ano da Liga dos Campeões. O Galatasaray precisava de vencer para ultrapassar o Sporting de Braga e o Cluj e garantir um lugar nos 'oitavos'. A Europol suspeita que o resultado a 7 de novembro, em que os turcos venceram os romenos por 3-1 tinha sido viciado. Com este resultado, o Galatasaray juntou-se ao Cluj na passagem à fase seguinte da Liga dos Campeões.»

P.S.2 Este caso do Cadú fez-me relembrar o célebre caso Manaca.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

Sábado, 18 de Maio de 2013

Presidente do Paços, o homem do cheque

«Segundo apurou o GRANDE PORTO junto de um jogador que representa actualmente os "castores", no final do treino da passada terça-feira, no balneário, o presidente do clube, Carlos Barbosa, prometeu aos 14 jogadores que venham a ser utilizados pelo treinador Paulo Fonseca durante aquele que será o jogo do título, um prémio de 30 mil euros caso obtenham um resultado que não permita que os dragões revalidem o título. A notícia não foi bem recebida e gerou mesmo mal-estar junto dos jogadores pacenses e da própria estrutura do clube.
Carlos Barbosa, que o GP tentou contactar sem sucesso até ao fecho da edição, não revelou quem está por detrás dessa promessa, mas o GP sabe que além do prémio acenado aos jogadores, o próprio clube receberá também um cheque de cerca de 500 mil euros, caso a equipa obtenha um resultado positivo.

A verdade é que o grande beneficiado com uma vitória ou um empate do Paços de Ferreira será o Benfica, um clube com o qual os pacenses mantêm boas relações e realizado alguns negócios, como foi o caso das transferências de Luisinho e Mitchel para a Luz no último Verão, a troco de um milhão de euros e do empréstimo de Melgarejo aos "castores" na época passada.
Ainda na quarta-feira, Carlos Barbosa foi um dos convidados do Benfica para a final da Liga Europa, onde foi muito saudado pelos adeptos encarnados.»
in semanário GRANDE PORTO, 17-05-2013


Nada tenho contra o Futebol Clube Paços de Ferreira e muito menos contra os seus genuínos adeptos, bem pelo contrário. Mas espero que os dirigentes do FC Porto não esqueçam aquilo que a actual direcção do FC Paços Ferreira, e particularmente o seu presidente, têm feito esta semana, tendo em vista a "preparação eficaz" do jogo de amanhã.

Desde a saga dos bilhetes ao "doping financeiro", nada está a ser descurado. E não ficaria admirado que amanhã, quando chegasse ao estádio da Mata Real, a equipa do FC Porto fosse confrontada com uma relva alta e mal tratada.

Em condições normais, amanhã o único adversário seria uma valorosa equipa pacense, cujos objetivos já estão alcançados. Mas a realidade é outra e, para além da aliança entre Luís Filipe Vieira e Carlos Barbosa, a equipa do FC Porto vai enfrentar uma coligação de interesses fortíssima, que inclui um árbitro lisboeta e uma comunicação social fanatizada (conforme se viu na recente cobertura da final da Liga Europa). E até o reforço policial vem de Lisboa...

Nota: A foto e os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Habemus arbitrum

Hugo Miguel é o árbitro escolhido para o jogo em Paços de Ferreira.

Não deixa de ser interessante que para um jogo entre duas equipas do distrito do Porto se tenha ido buscar um árbitro de Lisboa. Provavelmente vai-se argumentar que será, na sabedoria de quem manda, para estar menos suspeito a pressões antes e depois do jogo - esquecendo-se do pormenor que estará mais sujeito a pressões de outro clube com um interesse muito directo neste jogo...

Quem é este senhor? Bem, entre outras coisas conseguiu esta época poupar de forma incompreensível um cartão vermelho a Rui Patrício antes da deslocação do FCP a Alvalade, e não ver um penalti claríssimo a favor do FCP no FCP - Guimarães (ver mais aqui)...

De qualquer forma espero que faça uma arbitragem imaculada. Mas por muito que isto vá chocar algumas mentes mais sensíveis, estou-me a borrifar para «politicamente correctos» e pelo sim pelo não peço desde já às claques do FCP que levem uma grande tarja para o estádio que diga:

«Hugo Miguel, se nos gamares hoje não sais daqui vivo!»

Não peço que o FCP seja beneficiado, mas parece-me mais do que razoável que neste domingo - mais do que nunca - se peça que o FCP não seja prejudicado de forma grosseira. Acho que não é pedir muito...

PS - antes que venham as virgens ofendidas cair-me em cima, assinalo que não me podem acusar ou ao Reflexão Portista de estar a apelar à violência já que peço apenas que levem uma determinada tarja para o estádio de forma a colocar pressão sobre ele, não que façam algo ao homem caso nos roube descaradamente (sobre isso não me pronuncio).

Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

E se o jogo fosse em Braga?

«(...) a primeira enchente azul na Mata Real ficou marcada pela frustação: os cerca de 800 bilhetes colocados à venda em Paços de Ferreira, ontem de manhã, foram escassos para tantos portistas. (...) Os 5250 lugares do recinto estão maioritariamente reservados aos sócios da casa (...) um dispositivo policial tardio, incapaz de garantir que a transação decorresse segundo a ordem de chegada estabelecida, ao longo da madrugada, entre aqueles que pernoitaram junto ao estádio. A lista que é costume elaborar nestas ocasiões foi, segundo relatos, reordenada de acordo com a lei do mais forte, quando, por volta das sete da manhã, elementos ligados à claque portista se apresentaram na Mata Real e assumiram o controlo da multidão. (...) Vendidos a 12, 24 e 30 euros, especulava-se que já valeriam 150, na candonga. Às 11 horas, estava esgotada a lotação para os visitantes.»
in O JOGO, 16-05-2013


Desde o escasso número de bilhetes cedidos ao FC Porto (cerca de 300, sensivelmente o mínimo obrigatório correspondente a 5% da lotação da Mata Real), até ao modo como foi (des)organizada a venda de bilhetes em Paços de Ferreira, estamos perante um processo lamentável e que suscita alguma perplexidade.

E contudo, tudo poderia ter sido diferente, se a Direção do Paços de Ferreira se tivesse lembrado (será que não lembrou?) da hipótese de transferir este jogo para um estádio de maiores dimensões. Por exemplo, o que tinha o Paços Ferreira a perder se o jogo fosse disputado em Braga, no estádio Axa, o qual tem capacidade para 30 mil espectadores?
Aparentemente nada, porque a classificação final do Paços Ferreira está definida e é independente do resultado deste último jogo.
Ora, não tendo nada a perder, o Paços Ferreira poderia, num cenário destes, fazer um encaixe muito significativo. Por exemplo, reservando 4000 bilhetes para distribuir gratuitamente pelos seus associados, se vendesse os restantes 26 mil bilhetes ao público a um preço unitário de 40 euros, o Paços Ferreira faria um encaixe superior a um milhão de euros!

Claro que a transferência do Paços Ferreira x FC Porto para o estádio Axa não agradaria a Luís Filipe Vieira, nem ao atual presidente da Liga, os quais já se devem ter esquecido do local onde foi disputado o Estoril x slb da época 2004/2005.
Claro que se o jogo tivesse sido transferido para um estádio maior e com melhores condições, o presidente do Paços de Ferreira, Carlos Barbosa, não teria sido saudado, nem recebido uma ovação na passada quarta-feira dos adeptos benfiquistas presentes no Arena de Amesterdão.
Pois, mas a prioridade dos dirigentes do Paços Ferreira deveria ser defender os interesses do Paços Ferreira e não, como parece ser o caso esta semana, estarem preocupados com as "dores" de outros clubes.
A não ser que haja negócios relevantes a serem tratados (há quem trate das coisas por outro lado...) e, por exemplo, a transferência de algum dos jogadores do Paços de Ferreira esteja dependente do resultado deste jogo...

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

O PIB e as vitórias morais

Há duas semanas atrás, quem lesse os jornais da capital, visse os programas desportivos das televisões do regime e ouvisse a vox populi de adeptos e comentadores (incluindo alguns portistas!), ficava convencido que este fabulástico slb de Jorge Jesus estava na iminência de igualar o FC Porto de André Villas-Boas. Isto é, de chegar ao final do campeonato sem derrotas, de vencer e carimbar o título de campeão na casa do rival e de enterrar a maldição de Béla Guttmann, regressando à glória europeia, em Amesterdão, 51 anos depois!

Há uns dias atrás, um “inteligente” que faz parte da elite dirigente do eixo Lisboa-Cascais, a qual, nos últimos 30 anos, enquanto mexia influências e enchia os bolsos, conduziu o país à desgraça atual, afirmou publicamente que as vitórias do seu amado slb eram boas para o país, porque contribuíam para subida do PIB português.

Ontem, depois de ver a forma como um Chelsea desfalcado (sem John Terry, Eden Hazard e Demba Ba) e estourado (fez o 68º jogo da época!) marcou dois golos (o 1º golo começou num lançamento à mão do guarda-redes Petr Čech…) e que o slb só foi capaz de marcar o seu golito através de um penalty oferecido por Azpilicueta;
depois de ver a defesa impossível de Artur a um remate com sêlo de golo de Lampard;
depois de ver a oitava vez em que, nesta competição (Liga Europa), a bola bateu estrondosamente nos postes da baliza benfiquista;
ao ouvir as declarações do treinador do slb (“o benfica foi a melhor equipa”, “o benfica teve as melhores oportunidades”, “os adeptos do benfica foram melhores do que os do Chelsea”), do presidente do slb (“foi notório que o benfica foi a melhor equipa em campo”, “o benfica é glorioso e eterno”) e dos comentadores presentes nas televisões do regime, fiquei convencido que este superlativo slb não só vai igualar, como irá superar o FC Porto da época 2010/2011.

De facto, haverá algo mais grandioso do que estas sucessivas vitórias morais, vendidas como se fossem feitos gloriosos ao povão benfiquista?

(benfiquistas no aeroporto de Lisboa)

«A comitiva “encarnada” aterrou na capital portuguesa perto das três da manhã, em Figo Maduro (…). “Força Benfica”, “Jesus renova” e “Ninguém para o Benfica” foram as frases de apoio preferidas dos mais de duzentos adeptos, proferidas na altura que o autocarro do clube lisboeta abandonou o aeroporto e começou o seu trajeto até à Luz.»
in Lusa

Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

SMS do dia

Adoro os descontos.

Por nenhum dinheiro do mundo

(Apesar de tudo, vão representar as nossas cores, boa sorte na final dia 26, força Mónaco!!!)

Este "norte-coreano", não segue o seu "Kim Jong-qualquer-coisa". Obviamente, não vou "torcer" por outros - o meu clube é o FC Porto - mas nunca digo "não" a uma derrota do SLB (e da Metrópole, do Mexia, do Rui Goebbels da Silva, do Monteiro de Lemos (RTP), da Leonor Pinhão, do Octávio Ribeiro, do Serpa e demais escória; dos adeptos da "verdade desportiva", que festejam golos marcados com a mão; que falam do Casagrande, mas não conhecem o Hernâni; que sabem quem frequenta o Pérola Negra, mas não querem saber quem pára no Elefante Branco; que ouvem escutas, mas não vêem futebol). Eu não quero que o Chelsea vença; eu quero que o SLB perca.

P.S.: O Rui Goebbels da Silva "adivinhou" que o Pedro Proença, seria nomeado para o Porto x SLB; eu adivinho que o João Ferreira será nomeado para a final da Taça.

Terça-feira, 14 de Maio de 2013

Momentos de glória

I. 2 de Maio de 2010

Penúltima jornada da época 2009/2010. Tal como esta época, os encarnados vieram ao Porto defrontar os azuis-e-brancos podendo, em caso de vitória, comemorar o título antecipadamente em pleno estádio do Dragão (previamente reservado para a festa). E tudo parecia estar a favor dessa hipótese.
Jorge Jesus, o "exterminador", comandava uma “máquina trituradora” e tinha à sua disposição aquele que foi, seguramente, o melhor plantel do slb dos últimos 20 anos, uma verdadeira constelação de “estrelas” (vários deles estão, atualmente, em grandes clubes europeus) no auge da sua carreira desportiva: Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi Garcia, Ramires, Aimar, Di Maria, Saviola e Cardozo.
Do outro lado estava um FC Porto em fim de ciclo, com um treinador – Jesualdo Ferreira – contestadíssimo (apesar dos três campeonatos ganhos nas três épocas anteriores), que já não tinha hipóteses de chegar ao Tetra e que jogava “apenas” pela honra e prestigio.

Contrariando a maior parte das apostas, o FC Porto ganhou por 3-1 (vale a pena rever, com as colunas ligadas, o golo fabuloso de Belluschi) e eu publiquei um artigo onde escrevi o seguinte:

«Ganhar ao slb é sempre saboroso, seja em que circunstâncias for, mas é ainda mais quando essa vitória é obtida no meio de imensas adversidades, como foi o caso do jogo do passado domingo. De facto, para além dos lesionados – Mariano, Varela, Rúben Micael e Helton –, de Meireles andar a jogar limitado (fruto de uma tendinite) e de Cristián Rodriguez não calçar há um mês e meio, Jesualdo Ferreira também não pôde contar com o melhor avançado do campeonato – Radamel Falcao –, devido ao escandaloso 5º cartão amarelo que lhe foi cirurgicamente mostrado em Setúbal. Como se tudo isto não bastasse, os dragões tiveram ainda de jogar 39 minutos [expulsão de Fucile ao minuto 51] com menos um jogador, em consequência de mais uma habilidade de arbitragem, desta vez protagonizada pelo senhor Olegário. Há quem diga que é nos momentos difíceis que se veem os verdadeiros campeões e foi isso que os jogadores do FC Porto mostraram: um misto de raça, determinação, coragem e raiva levou-os a uma vitória sobre o principal rival, a qual tem tanto de justa como de surpreendente (atendendo às circunstâncias e à forma como foi obtida).»


II. 3 de Abril de 2011

O slb x FC Porto do campeonato 2010-2011 foi disputado na 25ª jornada. Nas 24 jornadas anteriores, o FC Porto tinha cedido apenas dois empates (em Guimarães e Alvalade, jogos que terminou reduzido a 10 jogadores) e na memória de todos ainda estava bem presente a lição de futebol que o FC Porto do “inexperiente” Villas-Boas tinha imposto ao slb do “catedrático” Jorge Jesus.
Os benfiquistas já não tinham ilusões relativamente à hipótese de revalidarem o título, mas prometiam vingar-se dos humilhantes 5-0 do jogo da 1ª volta e, mais do que isso, acabar com a invencibilidade dos dragões, de modo a impedir o FC Porto de, pela primeira vez na sua história, terminar o campeonato sem derrotas.
E, claro, nem pensar em permitir que os azuis-e-brancos festejassem o título em pleno estádio da Luz.
Toda a gente estava alerta e tudo bem preparado, incluindo a nomeação cirúrgica do árbitro Duarte Gomes, cuja atuação vergonhosa neste clássico pode ser relembrada aqui.

Os dragões, liderados por André Villas-Boas, não se intimidaram. Contra tudo e contra todos, impuseram o seu futebol e venceram por 2-1 e, quando ainda faltavam disputar cinco jornadas (15 pontos), o FC Porto saiu do estádio do apagão matematicamente campeão.

O resto, bem, o resto faz parte dos momentos imorredouros do futebol português.

(slb x FC Porto, 25ª jornada, época 2010/11)

«A vitória de hoje do FC Porto no capoeiro e o consequente rematar do título, repõe a ordem das coisas na memória colectiva e desportiva lusitana. (…) Nem com penalties de trazer por casa, expulsões perdoadas ou entradas a matar, fizeram demover o espírito temerário azul e branco. O domínio do jogo foi nosso enquanto aquele contorcionista do apito não reverteu tudo o que podia em favor da causa galinácea. (…) Sorrisos, abraços, lágrimas e euforia… Apaguem-se as luzes que a festa só agora está a começar!»


III. 11 de Maio de 2013

Pela 2ª vez num espaço de três anos, o destino ofereceu uma oportunidade de ouro a Jorge Jesus. O slb deslocou-se ao estádio do Dragão na 29ª jornada, com a possibilidade de, em caso de vitória, se sagrar campeão e fazer a festa no estádio do Dragão.
Tal como em Maio de 2010, seria apenas preciso confirmar, durante 90 minutos, o suposto melhor futebol e a suposta superioridade da equipa comandada por Jorge Jesus.
Mas, podendo devolver a desfeita da época 2010-2011, tendo a glória ao alcance de uma vitória, o que fez Jorge Jesus?
Jogou como costumam jogar os treinadores de equipas com orçamentos de 3 milhões de euros e dois meses de salários em atraso.
Pôs o ponta-de-lança Cardozo no banco e deixou Lima sozinho na frente.
Trocou um lateral de características ofensivas (Melgarejo) por outro de características defensivas (André Almeida).
Colocou Ola John a marcar Danilo, jogando como se fosse um defesa esquerdo.
E, para além de uma tática de equipa pequena, também instruiu os seus jogadores para queimarem todo o tempo possível.
Como se tudo isto não bastasse, a primeira substituição que fez (a meio da 2ª parte), foi tirar Gaitan e meter Roderick, um 3º defesa central para blindar ainda mais o meio campo encarnado.

O golo que o slb sofreu ao minuto 90+2’, marcado por um puto irreverente de 19 anos, foi um justo castigo para quem se limitou a meter um autocarro à frente da baliza e fez do antijogo a tática principal para este desafio.

Os deuses do futebol não gostam dos cobardes e os momentos de glória estão reservados para quem trabalha, arrisca e luta por eles.


P.S. Que a comunicação social do regime ande com o slb ao colo e endeuse os seus jogadores e treinador, eu compreendo. Agora, que após tantas evidências, haja portistas a suspirarem por ver Jorge Jesus como treinador do FC Porto e, inclusivamente, que o considerem melhor treinador que Vítor Pereira, é algo verdadeiramente inexplicável.