terça-feira, 26 de maio de 2015

A mentalidade benfiquista-salazarenta

António Simões

Este senhor [árbitro auxiliar do SLB x Marítimo] tem de ser responsabilizado por uma coisa destas [golo anulado ao SLB por fora-de-jogo erradamente assinalado a Jonas]. Todos erram, mas uns erram menos que outros. Temos de premiar quem é mais competente e punir quem não é.
Não estou a questionar o mérito do jogador do FC Porto [Jackson Martínez]. Mas imagine que havia um prémio chorudo por ser o melhor marcador, que existe e está contemplado em contratos, e que este senhor, de bandeirinha na mão, tirou este dinheirinho ao Jonas. Mas isto faz-se?
António Simões , ex-jogador do SLB (entre 1959 e 1975), em declarações feitas ontem à Antena 1


Mas os benfiquistas não têm vergonha na cara?

Num campeonato que ficou manchado por inúmeros erros dos Auxiliares do Andor encarnado, muitos dos quais com influência decisiva nos resultados de jogos e que se traduziram em 8 pontos a mais para o SLB;


Como é que esta gente tem a lata, a enorme lata, de vir a público queixar-se de um fora-de-jogo mal assinalado?

Isto só tem uma explicação: a velha mentalidade benfiquista-salazarenta está de volta e em força.

A velha mentalidade do "quem não é do Benfica, não é bom chefe de família" e que, aplicada aos árbitros, pode ser adaptada da seguinte forma: árbitro que erra a favor do SLB é bom rapaz e pode ser promovido, mas se erra contra o clube do regime, além de incompetente, é má rês e tem de ser responsabilizado.

Errar contra o Benfica? Mas isso faz-se?…

segunda-feira, 25 de maio de 2015

(nem) Sempre Presentes

O Ballspiel-Verein Borussia 1909 e.V. Dortmund, mais conhecido por Borussia Dortmund, ou pelo acrónimo BVB, foi fundado em 1909 e é um dos grandes clubes da Alemanha.

Juntamente com o Bayern Munique, o Borussia Dortmund é o único clube alemão que já conquistou a UEFA Champions League (em 1996/97), tendo também sido finalista desta mesma competição em 2012/2013. E, para além da presença em várias finais de provas internacionais, o BVB conta ainda com uma Taça das Taças (em 1965/66) e uma Taça Intercontinental (em 1996/97).

A nível interno, o Borussia Dortmund tem no seu palmarés 8 campeonatos, 3 taças da Alemanha e 5 supertaças.

Sendo certo que, em termos financeiros, o Borussia Dortmund não está ao nível do colosso da Baviera (quantos clubes europeus estão ao nível do Bayern Munique?), também não se pode dizer que seja um clube remediado, bem pelo contrário.
Ocupa a 11ª posição da última edição da Deloitte Football Money League, correspondente à época 2013/2014, época em que o Borussia Dortmund teve receitas (sem contar com transferências) de 261,5 milhões de euros! (é o 2º clube alemão com mais receitas, a seguir ao Bayern)

Nas últimas quatro épocas, o BVB foi duas vezes campeão da Alemanha (2010/2011 e 2011/2012) e duas vezes vice-campeão (2012/2013 e 2013/2014), mas esta época foi uma quase calamidade. Depois de andar várias jornadas pelos últimos lugares do campeonato alemão, o Borussia ganhou o derradeiro jogo em casa e terminou a Bundesliga no… 7º lugar!!
Em consequência das 13 vitórias, 7 empates e 14 derrotas (!!!), o Borussia Dortmund ficou a 33 pontos do Bayern (e que facilmente teriam sido mais de 40, se a equipa de Munique não tivesse entrado em modo férias, após se ter sagrado campeã a cinco jornadas do fim).

E na Liga dos Campeões a coisa também não foi brilhante. Nos Oitavos-de-final, o Borussia foi a Turim perder por 1-2 e, na 2ª mão, quando lhe bastava ganhar por 1-0 para seguir em frente, foi goleado em casa pela Juventus por 0-3. Duas derrotas e 1-5 em golos!

Pois bem, apesar da época ter sido muito má, os adeptos nunca abandonaram a equipa e, nos jogos em casa, nunca deixaram as bancadas do imponente Westfalenstadion (mais de 80 mil lugares) vazias ou semi-vazias, bem pelo contrário.

No último jogo, foi assim que os ADEPTOS do Borussia Dortmund se despediram dos jogadores e, particularmente, se despediram do treinador Jürgen Klopp.

Adeptos do Borussia Dortmund no último jogo da Bundesliga 2014/2015

E foi assim (ver vídeo), que os ADEPTOS do emblemático “muro amarelo” do Westfalenstadion resolveram homenagear o treinador Jürgen Klopp, antes do início do encontro com o Werder Bremen.

Em contraponto, na última jornada do campeonato português, ao intervalo do FC Porto x Penafiel, foi anunciado que estavam 16009 espectadores no Estádio do Dragão. Uma assistência digna de um jogo da… Taça da Liga!

E, protestos à parte dos adeptos durante o jogo, cuja legitimidade eu não contesto (embora não concorde com o tom e conteúdo de algumas das mensagens), foram muito poucos aqueles que fizeram questão de ficar até ao final do derradeiro jogo em casa dos dragões para, pelo menos, se despedirem de jogadores como Danilo e (provavelmente) Jackson.

Despedida triste de Danilo e, provavelmente, também de Jackson

São dois jogadores de top internacional, dois campeões, dois atletas que honraram a camisola do FC Porto e, penso, mereciam uma despedida diferente por parte dos adeptos portistas, que não terão outra oportunidade para se despedirem deles.

É, também, nestes momentos e nestes “pormenores”, que se vê a grandeza de um clube e a força dos seus adeptos.

domingo, 24 de maio de 2015

TRI Jackson

TRI de Jackson

Jackson Martínez não foi feliz nos últimos 91 minutos deste campeonato. No último minuto do jogo do Restelo falhou um golo (aparentemente) fácil, que teria dado a vitória (por 2-1) ao FC Porto em casa do 6º classificado, e nos 90 minutos do derradeiro encontro desperdiçou 4 oportunidades de golo (três delas flagrantes) que, a serem concretizadas (bastava uma ou duas), teriam dado outro "colorido" ao resultado do FC Porto x Penafiel.

Mesmo assim, terminou o campeonato como melhor marcador, completando um TRI nas três épocas que passou em Portugal.

Eu fui um dos (poucos) milhares de portistas, que ficaram no Estádio do Dragão até ao apito final do FC Porto x Penafiel, porque não quis sair sem prestar o meu tributo a alguns jogadores.

Jackson Martínez foi um deles.

A sair do Porto, como tudo indica, Cha Cha Cha vai deixar saudades.

sábado, 23 de maio de 2015

HEP7A

Dragão Caixa, 23 de Maio de 2015, 5º jogo da final do play-off...

Final do tempo regulamentar: 25-25
Final do primeiro prolongamento: 30-30
Final do segundo prolongamento: 34-32

... e, finalmente, pela primeira na história do andebol português, há um heptacampeão nacional!

A festa dos heptacampeões de Andebol

Ljubomir Obradovic ganhou o sexto campeonato seguido, como treinador do FC Porto.

E há três jogadores que são HEP7A campeões: o capitão Ricardo Moreira (marcou 10 golos neste 5º jogo da final do play-off), o guarda-redes Hugo Laurentino (de fora do jogo decisivo devido a lesão) e Gilberto Duarte (o MVP do campeonato português).

A falta de respeito do FC Porto pelos adeptos da Diáspora

Acordei ontem de manhã com a bela notícia de que o Porto decidiu retirar-se do maior e mais prestigioso Torneio de Verão neste defeso de 2015. Num ano sem Campeonato do Mundo ou Campeonato da Europa, de certeza que as atenções dos adeptos Portistas sedentos por bom futebol de Verão seriam saciados com a participação do nosso clube neste torneio.

Mas não, aparentemente o clube achou que uma deslocação à Cidade do México iria interromper o plano para a época. (Quem vai a Toronto e o Nordeste dos EUA sinceramente pode muito bem ir ao México). Não percebo esta decisão, de forma alguma. De certeza que muitos dos meus colegas neste blog, principalmente os mais prolíferos, irão falar mais sobre este assunto. Eu pessoalmente vou dar conta da desilusão que é para um adepto fora do país.

Comprei o bilhete para o FC Porto - Paris Saint Germain, jogo agendado para o dia 18 de Julho de 2015 aqui na cidade de Toronto. Ainda na Quinta tive que trocá-lo para um lugar com acesso para cadeira de rodas (parti a perna, mas isso não iria me impedir de ver o meu clube!) Estava cheio de pica para ver o jogo, já não via o Porto ao vivo há mais de …. nem quero confessar. Certamente que o meu caso não é único, mas além do azar de ter partido a perna parece que agora tenho o azar de ter comprado um bilhete para um jogo do meu maior rival.

Bilhete para o FC Porto x PSG


Isto, para mim, é vergonhoso. Como é que o clube faz uma asneira destas? Além da falta de respeito pelos adeptos que vivem nos EUA e Canadá correm o risco de não serem convidados para futuros torneios de prestígio. Como um dos nossos co-autores disse num email: “O Circo chegou ao Porto!”

Agora nem sei como reaver o meu dinheiro (e não foi pouco!). O site do Porto diz que não vamos participar mas tanto o ticketmaster (onde comprei o bilhete) ainda não mudou o calendário nem o site oficial dos organizadores do torneio fala sobre a nossa desistência.

Que bela porcaria. Obrigado Porto!

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Os 10 Mandamentos do FC Porto 2015/16 (Parte II)

No seguimento da primeira parte, publicada ontem, aqui estão os outros cinco mandamentos a seguir no próximo ano!

6) Aprender a ter um plano B
Somos uma das melhores equipas da Europa em futebol de posse. Somos uma das melhores equipas da Europa em recuperação da bola após a perda. Somos uma das melhores equipas da Europa em jogo colectivo. Não vale a pena insistir, somos muito bons quando temos a bola e quando a recuperamos. Até chegar ao último terço do campo, o “futebol sem balizas” de que se falava nos anos 70 reencarnou no Dragão. O próximo ano exige um plano B (e C) urgente. Contra equipas que se fecham (e são tantas) temos de aprender a meter velocidade nos últimos metros, meter mais homens na área, abrir linhas. Acabar mais vezes a jogada, rematar, procurar a meia distância. Faltou-nos isso todo o ano. E não pode repetir-se o erro porque é fácil adivinhar que para a próxima época se repitam as mesmas posturas defensivas na esmagadora maioria dos jogos (Luz incluída).

7) Bolas paradas decidem títulos
Quem seguiu o Atlético de Simeone nos últimos três anos sabe que mais de 1/3 dos pontos e vitórias foram conseguidos em lances ensaiados. Idem para o Barcelona de Luis Enrique ou o Chelsea de Mourinho. Futebol de elite hoje é, mais do que nunca, futebol de estratégia. Cantos, livres, lançamentos laterais até. Jogadas repetidas, ensaiadas e eficazes. Não se viu nada disso este ano durante todo o ano no Dragão. Deu pena. Não se pode repetir e alguém tem de estabelecer uma meta de golos de bolas paradas já e trabalhar nisso. Prioritário.

8) Queremos a equipa B para quê?
O ano da equipa B foi lamentável. Luís Castro é um desastre e não faz sentido nenhum ter no cargo um incompetente crónico. Pouco se aproveita daquela equipa para a equipa principal e a forma como Ivo ou Otávio se portaram em Guimarães diz muito do que devemos esperar a curto prazo, pouca coisa. Gudiño e Leonardo devem ser protagonistas, são o futuro, e o modelo de jogo tem de ser variado. Exige-se sobretudo outra atitude a staff e jogadores. Para andar a sujar o nome do FCP por esse Portugal fora com exibições penosas sem produzir jogadores para a primeira equipa, não faz falta ter B.



9) Objectivos
A Champions dá prestigio e dá dinheiro. Prefiro ser quarto-finalista da Champions a ganhar a Taça de Portugal ou a Supertaça (a Taça da Liga só me interessa menos que o bilhar e a natação). Mas não há condições institucionais para ser objectivo prioritário como foi este ano. O titulo tem de ser a 1, 2 e 3 prioridade. Não para evitar um Tri do Benfica - isso é pensar pequeno - mas sim porque não travar um período de derrotas pode ter consequências sérias, a começar por perder jogadores de futuro. Dependendo do grupo – estaremos no pote 2 – falaremos em Setembro da Champions mas no campeonato não há desculpas. Tem de ser nosso.

10) Adeptos, calma, paciência e confiança

Somos o maior clube português dos últimos 30 anos. Um dos maiores da Europa. Isso cria uma cultura de vitória, de orgulho mas também de falta de perspectiva. Perdemos dois anos seguidos e há quem se queira atirar da ponte ou queimar o estádio com todos lá dentro. Não, não e não. 
Perder é parte do jogo. Saber perder é o primeiro passo para aprender a ganhar. Os portistas de vitórias devem estar preparados para ser portistas de derrotas com a ambição de ganhar. Ninguém pede que se baixe a ilusão e o sonhar, apenas para entender que estar outros 10, 20 ou 30 anos como estivemos até agora é impossível. Nunca passou em lado nenhum, não vamos ser excepção. Isso não significa falar em oásis de 19 anos. O cenário mais lógico é voltar aos anos 70 e 80, ao equilíbrio de forças. Há que aceitar isso, apoiar a equipa em todos os cenários e empurrar o clube para cima da mesma forma que ele empurrou os nossos sonhos nas ultimas décadas.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Mágico

12 anos hoje.

Os 10 Mandamentos do FC Porto 2015/16 (Parte I)

Dois anos sem um titulo de liga, algo inédito desde 2001. Um ano sem títulos, uma raridade que os mais novos não sabem sequer o que é. Uma SAD/Direcção calada perante os repetidos insultos e provocações, algo que não se via desde o “tempo da outra senhora”. 2014/15 foi um ano de contrastes para o clube e para os adeptos. Vendeu-se por um lado a falsa ideia do “ano zero” quando por outro se reforçava o clube como nunca em investimentos, aliados a empréstimos de jogadores provenientes de equipas de elite, para recuperar o titulo. Cedo se percebeu que o objectivo principal virou para a Champions League onde se superaram as expectativas apesar da despedida indigna. Não sendo um “ano zero”, esta foi uma época muito pouco “à Porto” por mil e um motivos e antes do desnorte tomar conta de todos, antes de que a “benfiquização” assalte o Dragão, convém ter em consideração 10 pontos chave para o próximo ano ser radicalmente diferente.

1) O Mister fica
Não sou nem sequer o fã 12.312 do Julen Lopetegui. Considero-o, já o disse, um treinador mediano. Trabalha bem a equipa durante a semana mas é espesso durante os jogos. Evoluiu bem os jogadores que tem mas no mercado não parece ser habilidoso. Tem um discurso “à Porto” como há muito não se via mas carece de auto-critica e de auto-exigência suficiente para ser um grande. Mas é o nosso treinador. E está na hora do clube deixar-se de brincar ao jogo do “macaco pode ser campeão com o FC Porto", e apoiar o homem que começou este projecto. O Benfica está onde está porque nos piores anos – e foram três seguidos sem títulos antes deste Bi – apoiou  o seu treinador. Rijkaard esteve a ponto de ser despedido, não havia dinheiro e um ano e meio depois era campeão europeu. O futebol é caprichoso e depois de ter dado o pontapé de saída, Lopetegui mereceu – sobretudo com as exibições europeias – o direito a cumprir o seu segundo ano. Isso sim, exige-se melhor abordagem ao mercado (não existe só a liga espanhola agora como antes não havia só o mercado dos “contentores”), maior concentração com rivais mais débeis (o jogo com o Boavista foi imperdoável) e maior auto-critica. Eu estou com ele!

2) Referências de balneario
Helton ainda não renovou e ninguém entende bem porquê. O clube dispensou (vendeu) jogadores da casa, vai perder dois lideres naturais – Jackson e Danilo – e carece de referências. O Benfica aguentou em todos estes anos a jogadores porcos, feios, maus e lideres como Luisão ou Maxi. E isso nota-se em campo e nota-se no balneário. Era o que fazia o Porto sobreviver à saìda dos Futre, Madjer, Kostadinov, Jardel ou Deco. A estrutura não estava só nos escritorios, estava também no balneario. E agora, puff, não há.
Ninguém vai sacar da cartola gente da casa que cumpra esse papel. É algo que vai demorar. O que sim é urgente fazer é trazer para o plantel jogadores de fora mas com essas características, jogadores como foram Lucho Gonzalez ou Pedro Emanuel. Sobretudo urge ter um líder na defesa com carácter, atitude e experiência. Emanuel chegou para ser actor secundário mas ganhou-nos a todos (e aos colegas) por quem era. Há mais como ele por aí, basta apenas procurar esse perfil e não o próximo negócio milionário. Sem espírito de união, não há vitórias.

3) Plantel com um plano bem definido
Oliver é um regalo aos olhos, Casemiro cresceu muito e Tello ídem mas esta política de empréstimos tem de acabar. Estamos a valorizar jogadores alheios, jogadores a curtissimo prazo e não ganhamos nada com isso se a época correr mal (como passou). Compensa o risco? Acho que não. O próximo plantel vai ter menos 5 (ou 6) titulares mas em troca tem já um fundo de armario importante. É preciso limpar os negócios desastrados da SAD – Quintero, Reyes, Adrian, nenhum mostrou estar á altura – fazer espaço para uma segunda linha mais barata e de consumo caseiro (onde poderá encaixar Sergio Oliveira ,André André ou os regressados Josué e Carlos Eduardo, jogadores que assumam o seu papel) e sobretudo ir ao mercado atrás de titulares e não oportunidades de negócio. Ninguém contratou Jackson a pensar que seria o próximo Falcao mas o colombiano ganhou a pulso o estatuto. Esse é o caminho, procurar jogadores acessíveis e de impacto imediato sem ter na cabeça a venda a curto prazo.



4) Uma posição, dois jogadores
Em Munique não havia laterais suplentes. Um não estava inscrito pelas limitações de jogadores locais e outro não parecia ser da confiança do treinador. O plantel deste ano esteve sempre descompensado, urge não repetir o erro. Sem Casemiro faltam DOIS médios recuperadores, sem Danilo (e talvez sem Alex), dois laterais que compitam com Jose Angel e Ricardo e continuamos coxos na defesa (quem confia em Reyes?) de uma figura que nos lembre o melhor Otamendi ou Pedro Emanuel. Se já temos extremos em condições (caso Brahimi fique), falta-nos un organizador de jogo que seja a alternativa a Oliver. E claro, Aboubakar não é nem nunca será Jackson. São pequenos mas importantes ajustes e, sobretudo, ajustes que apontem à titularidade mas que deixem claro que todos vão ter minutos nas pernas, vai ser necessário.

5) Não se calem, carago!
O FC Porto não precisa de um Pinto da Costa presidente para inaugurar casas e museus. Muitos temiam o pos-pintocostismo mas os últimos anos pareceram indicar que já está aquí. E não faz sentido ter ainda um activo histórico como PdC e tê-lo calado. Nem nos seus melhores anos o Presidente falava muito. Mas quando falava dizia o que tinha a dizer e o mundo tremia, o clube crescia e os adeptos entendiam a mensagem. Uma newsletter assinada por um jornalista vale zero por muito habilidosa que seja. Não é a palavra do clube porque ninguém o elegeu para nos representar. Antero fala apenas quando o clube ganha, para colar-se ao peito as medalhas. Por isso há mais de dois anos que ninguém o ouve falar e o resto da SAD também prima pelo silêncio. Lopetegui esteve só e exposto ao gozo alheio de uma maioria que se sentía intocável. Com um Porto que não se cala pode ser que pensem duas vezes mas para isso Pinto da Costa tem de sair da sua reforma antecipada e actuar como só ele sabe. Para ter um Fidel Castro em retiro espiritual, que venha a próxima geração.

Amanhã, os últimos 5 mandamentos
6) Aprender a ter um Plan B
7) Bolas paradas decidem titulos
8) Queremos a equipa B para quê?
9) Objectivos
10) Adeptos, calma, paciência, confiança

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Renovar com Helton? Obviamente!

O JOGO, 18-05-2015
«A cumprir a décima época de Dragão ao peito, Helton é uma figura incontornável da última década do futebol portista. O guarda-redes brasileiro, que chegou ao FC Porto no início da época 2005/2006 proveniente da União de Leiria, celebra esta segunda-feira 37 anos, um dia depois de ter cumprido o 321.º jogo oficial com a camisola azul e branca, registo que faz de Helton o terceiro jogador estrangeiro com mais jogos em toda a história do FC Porto. (…) No ranking geral, Helton é o 15.º jogador mais utilizado de sempre no FC Porto.
Nos 321 jogos que realizou pelos Dragões, Helton soma 220 vitórias, apresentando assim uma admirável taxa de sucesso de 69 por cento. Porque muitas dessas vitórias resultaram na conquista de títulos, importa recordar tudo o que o guarda-redes brasileiro acrescentou ao currículo desde há dez anos: uma Liga Europa, sete Ligas portuguesas, quatro Taças de Portugal e seis Supertaças
in www.fcporto.pt, 18-05-2015


No final do jogo em Belém, Helton, que está em final de contrato, desmentiu que já tivesse renovado com o FC Porto, assumiu a vontade de continuar, mas disse que ainda não tinham falado com ele.

É caso para perguntar: estamos (FC Porto) à espera de quê?

Helton - Cultura de vitórias

Helton - Enorme experiência nas competições europeias

Helton - Cultura do clube

Helton - "Ponte" entre os novos e os "velhos"

Helton - Bom balneário e apoio aos companheiros de equipa

Perante tudo isto e vendo a boa forma desportiva que evidenciou após a grave lesão que teve em Março de 2014, nem me passa pela cabeça que a SAD não renove com o capitão Helton.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Mudanças no balneário

                Enquanto o treinador descarrega a fúria no banco, o CEO finge de nada se aperceber consultando o telemóvel...

O FC Porto tinha de ganhar este jogo no Restelo para salvar a honra. Tinha de o ganhar. Por muitos motivos, incluindo evitar a festa vermelha e derrotar um dos grandes aliados do inimigo, o Belenenses.

E convém não esquecer que o presidente da SAD do Belém, Rui Pedro Soares, que tem sido muito criticado pelos próprios adeptos, já foi agraciado com um Dragão de Ouro como "Sócio do Ano". Ele que esta época andou em negociatas de jogadores com o Benfica e permitiu a farsa que foram os dois jogos entre esses dois clubes lisboetas, desde a exclusão de atletas titulares nos azuis a atrasos mal feitos para o guarda-redes que permitiram um golo ao SLB. Enfim, uma javardice que recomendaria muito mais cuidado na atribuição do galardão, i.e., este deveria ser atribuído apenas a sócios e figuras do FC Porto que tenham uma vida dedicada ao clube, evitando o aparecimento de para-quedistas que hoje estão cá e amanhã estão do outro lado da barricada.

Conforme disse no início, o jogo em Belém era para vencer. Acabou por repetir-se algo que já tínhamos visto esta época, em especial na Madeira, no jogo contra o Nacional. O FC Porto entrou em campo sabendo que o SLB tinha perdido em Vila do Conde, e até esteve a vencer por 1-0 ao intervalo, fruto de um golo de Tello, mas fez uma segunda parte horrível, cheia de erros individuais que acabaram por custar 2 pontos. Também esta segunda parte em Belém foi uma vergonha. A equipa deixou de jogar futebol. Parece que os jogadores desligaram, passando 45 minutos a fazer disparates.

Por isso defendo uma limpeza de balneário com efeitos imediatos. Oliver, Herrera, Brahimi e Alex Sandro, fizeram péssimas exibições, com especial destaque para este último. Eles foram a face de uma segunda parte absolutamente vergonhosa. Como compreendo a reacção de desespero do treinador a dar murros no tecto de plástico do banco de suplentes – não havia fibra nem carácter em campo. São precisos jogadores que mordam a camisola nestes momentos, que liderem a equipa para que ela não fique perdida dentro do campo. Actualmente não há. Ou há mas estão em final de carreira, como Hélton e Quaresma.

O trabalho a fazer é imenso. “A messe é grande e os trabalhadores são poucos”.

Acredito que Lopetegui deve continuar. Mas também acho que não lhe devem ser dados mais jogadores espanhóis ou outros que não estejam 100% identificados com um projecto de longo prazo. Chega. Hoje temos um balneário descaracterizado pelas ambições de jogadores que estão cá de passagem. Hoje estão cá mas com um olho “noutras ligas mais importantes”. Isso não nos interessa porque esses são os primeiros a pouparem-se, a não “meter o pé”, a não honrar a camisola que vestem. Esses devem ser vendidos.

Há muito trabalho a fazer. Cabe a Pinto da Costa, como líder máximo, ajustar a estratégia.
   

segunda-feira, 18 de maio de 2015

À espera dos deuses...

FCP SAD na Euronext Lisboa

Ontem, passei-me. Hoje, estou pior porque nem o palavrão que serviu de tubo de escape me chega, por agora.

Poderá haver culpas do treinador, mas a equipa está de rastos e não temos segundas linhas, tão boas quanto proclamam. O FCP (e o presidente) está numa situação particularmente complicada: se fica com Lopetegui vai ser um calvário, porque o homem anda perdido, como Paulo Fonseca, o mau da fita da época passada; todos pareceram ficar convencidos que, extirpado o eixo do mal (sempre o treinador), a coisa entrava nos eixos, mas não entrou; e há quem pense que basta mudar de novo e contratar um Bielsa qualquer e que lá vamos nós de vento em pompa, a coberto de algumas promessas e do encantamento que as novas épocas provocam pelo fluxo de muitas entradas e saídas de activos, como agora se gosta de dizer, a caminho dos amanhãs que cantam; pode ser, mas não creio.

Depois de Belém, não sei bem qual a melhor decisão. Em suma: não vejo que mudar de treinador vá produzir qualquer milagre, mas temo que a continuidade de Lopetegui tenha acirrado os detratores e esmorecido os apoiantes, porque uns e outros estarão pouco disponíveis para lhe conceder o benefício da dúvida. A coisa está pior que na época passada, porque naquela altura se acreditou “que este ano é que ia ser” sobre o comando do PdC e da lavagem levada a cabo, mas neste final de época a nossa moral chegou perto do zero. E caiu com estrondo.

Salvo o campeonato que AVB ganhou, o FCP passou a gastar muito dinheiro e a ter más decisões na construção do plantel, que foram esquecidas porque o SLB derrapou na sua tendência autofágica. Quando JJ foi capaz de perceber o caminho, encostou-nos à parede. E não é só pelos campeonatos que ganhou. O SLB melhorou a sua estrutura e superou a nossa, abanada por facções que se digladiam. Por isso, vi com bons olhos a vinda de Lopetegui, que não conseguiu resultados satisfatórios e dividiu toda a gente. Gostaria que ficasse porque é inteligente e não tem medo. Sem ele vai ser muito pior.

Mas, como não sei o que se passa no balneário e nos bastidores, na SAD, na Doyen e com Alexandre o Grande, pouco mais me resta que ficar preocupado à espera que os deuses decidam a nossa sorte.

domingo, 17 de maio de 2015

Titulo oferecido pelo síndrome da ponte 2.0

Hoje o SL Benfica não foi campeão nacional. Hoje, o FC Porto de Julen Lopetegui fez do Benfica campeão nacional.

O dever do FCP era lutar até ao fim. Num campeonato com equipas com orçamentos ridiculos em comparação ao que gasta esta SAD, o FC Porto tem de ser em campo tão superior como o é nos relatórios de contas. Afinal, é para isso que se manejam estes orçamentos e se gastam estas fortunas. No entanto, durante todo este ano, o FC Porto de Lopetegui falhou nos momentos decisivos contra equipas de tostões. E quase sempre por culpa própria. Porque este foi o ano do #Colinho, e nada nem ninguém poderá nunca calar isso. Mas foi o ano que, se não fossem pelos sucessivos, repetitivos e inexplicáveis erros próprios de Lopetegui, nem o #Colinho dava o titulo ao Benfica. E isso deve deixar muita gente a pensar.

O FC Porto no Restelo foi o FC Porto da Madeira, de Estoril, uma equipa a anos-luz do seu potencial real, capaz de cometer erros infantis e sem um timoneiro. Lopetegui tem um discurso potente, que agrada á esmagadora maioria dos adeptos. E está certo em quase tudo aquilo que diz. E está só nessa batalha também. Mas Lopetegui é treinador de futebol, não director de comunicação. E em campo, onde desenvolve o seu trabalho, tem momentos como os de hoje e desses jogos já citados (para não falar dos duelos com o Benfica, onde podia ter calado o "bocas" JJ mas acabou engolido) em que se empequenece. Porque hoje este FC Porto comportou-se como um clube pequeno. Ainda para mais, fê-lo num estádio onde era fundamental dar um golpe moral. Porque o Belenenses foi o principal parceiro da vergonha que foi o #Colinho e que o RP tem vindo a denunciar durante o ano nas crónicas do José Correia. Foi o clube dos jogadores com cláusulas de preferências, dos atrasos para o guarda-redes, dos adeptos que se envergonham de como o seu presidente se vende fácil ao Benfica. Presidente que é Dragão de Ouro, porque para ser Dragão de Ouro não é preciso ser-se portista. Basta ser-se compadre. 
Ora com esse Belém o FC Porto de Lopetegui que tropeçou sempre quando se exigia um golpe de força, tinha de vencer. Não para evitar o titulo lógico do Benfica. Nem sequer para adiar o titulo até ao ultimo dia porque em Guimarães poucos pensavam que o Benfica não ia ganhar (e o facto de não o ter feito diz muito do seu nivel de "medo", tal como no ano em que o "super-Benfica" precisou do último jogo para ganhar o titulo ao...Braga). Não, o FC Porto tinha de ganhar no Restelo porque era infinitamente superior e melhor que o Belenenses. Só que não foi. E não ganhou. E olha-se para o terreno de jogo e percebe-se porquê. 



A absoluta falta de empenho, atitude e capacidade competitiva da esmagadora maioria desta equipa continua a ser assustadora. Foi-o na Madeira, nos jogos decisivos da época. E foi de novo hoje onde parece evidente que Jackson Martinez - obrigado por tudo "Cha Cha Cha" - não merece os colegas que tem. O colombiano marcou, lutou e chamou os colegas á luta mas quem o ouviu? Os seus companheiros seguramente que não, apáticos, desconectados, incapazes de serem sequer alentados pelo empate do Benfica em Guimarães (convém falar mais á frente daqueles cinco minutos á Calabote já preparados, por se era necessário algum truque sujo) e sem vontade de lutar. E o seu treinador? Também não. Em momentos de máxima tensão, Lopetegui quebra. Desfaz-se como manteiga. Não tem um golpe de asa, não tem um grito de ordem. Deixa-se levar. Foi assim na Luz, no Dragão com o Benfica (convém dizer a Lopetegui que antes dos mantos, bastava ter feito o seu trabalho e pontuar nos dois jogos contra o rival para ser campeão). Foi assim em Munique quando começou o diluvio e foi assim na Madeira e com o Estoril. Sempre que a equipa se desconectou do jogo o treinador foi incapaz de compor as peças, de mudar o esquema de jogo, de meter algo diferente para dar a volta. Lopetegui é um bom treinador quando se encontra a ganhar e um treinador incapaz de orquestrar reviravoltas no marcador desde o banco. E isso diz claramente que nunca será um grande treinador. Capaz, competente, util, seguramente. Grande? Esqueçam isso.

O empate no Restelo diz também muito do que é este FC Porto.
Quando Jorge Nuno Pinto da Costa chegou ao departamento de futebol, primeiro como director e depois como presidente, todos os portistas sabiam que cruzar a ponte da Arrábida e rumar ao sul era pesadelo certo. Muitos temiam o pós-pintocostismo, muitos temiam voltar a esses anos onde o Porto deixava de competir longe de casa, em Lisboa. Onde o Porto deixava de controlar os bastidores - não para beneficiar-se mas para que não o prejudicassem, que é bem diferente. Onde o Porto deixava de ser uma voz silenciosa, a levar porrada a torto e a direito sem gritar "basta". Não se preocupem portistas. O pós-pintocostismo já está aí. O Porto este ano - e o passado - não ganhou um só jogo a sul do Mondego (ilhas incluidas). O Porto este ano - e o passado - foi totalmente superado nos bastidores pelo Benfica. O Porto este ano - e o passado - esteve calado sempre que atentaram contra a honra e dignidade do clube (dois tweets e uma mailing list é para Associações de Estudantes caros amigos do Dragões Diário ou lá o que aquilo seja).



Lopetegui não é, nem de longe nem de perto, o maior problema para o próximo ano. Eu, desde logo, acho que o clube necessita mais do que nunca de estabilidade. Longe vão os dias - ou deviam ir - em que os dirigentes do clube, entre boite e boite, pensavam que até um macaco fazia do Porto campeão. O problema não é, sequer, o facto de que - pelo enésimo ano (e olhem para o Benfica por uma vez), vão sair cinco ou seis titulares (Fabiano, Danilo, Sandro, Casemiro, Oliver, Jackson, talvez Brahimi) e vai-se falar de novo de "revolução". O problema é que aquele FC Porto que temiamos que chegasse, já está aqui. O Benfica, sem merecer por futebol, acabou por fazer o trabalho de casa e aproveitar-se dos tiros nos pés que pensavamos que nunca dariamos até daqui a alguns anos. Hoje no Restelo houve pouco futebol como tem havido na esmagadora maioria dos jogos do Porto de Lopetegui longe do Dragão. Hoje no Restelo houve apenas e só o reflexo de uma temporada de liga que nos fala mais de um futuro cinzento do que dá boas perspectivas para o ano que vem. E isso sim é o grande problema a resolver!  

Distracções Diário

O campeão é outro; ninguém deve estar mais feliz que aquela malta que entrou hoje em campo com a camisola do Porto.

25 anos de dragão ao peito

Reinaldo Ventura (clicar na imagem para ampliar)

Após 25 anos de dragão ao peito, ontem, no derradeiro jogo do campeonato 2014/2015, REInaldo Ventura fez o seu último jogo com a camisola do FC Porto.


Nas 20 épocas em que representou o FC Porto a nível sénior, REInaldo Ventura conquistou 13 Campeonatos Nacionais, oito Taças de Portugal, dez Supertaças e uma Taça CERS.

No dia em que completou 37 anos de idade, REInaldo Ventura despediu-se dos adeptos portistas. Alguns dos adeptos que o acompanharam nas últimas duas décadas não puderam estar presentes (à mesma hora estavam a caminho de Odivelas, para apoiar a equipa de Andebol), mas muitos outros quiseram despedir-se do “careca”.

Entre eles esteve Cristiano Pereira, também ele um símbolo do hóquei portista, também ele capitão da equipa azul e branca, que fez questão de ir ao Dragão Caixa para dar um abraço ao “Rei”.

Cristiano Pereira no Pavilhão Américo de Sá

Numa altura em que faltam referências e as modalidades do FC Porto não estão a viver o seu melhor momento, faço votos que o REInaldo Ventura não seja o último dos moicanos e que, nos próximos anos, possamos ter outros Reinaldos, quer no hóquei, quer nas restantes modalidades do FC Porto.

Campeão nacional de Sub-19

Campeões nacionais de Sub-19 / Juniores A (foto: FC Porto)