terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Sim, mas cuidado...


Passámos com distinção e louvor esta fase de grupos da presente edição da Liga dos Campeões mas, para sermos justos, vivemos, esta noite em Istambul, um verdadeiro pesadelo defensivo e o resultado foi melhor que a exibição sofrível.

Sim, Conceição fez 6 mexidas no "11" mas isso só explica metade do nosso problema. A verdade é que habituais titulares como Telles (irreconhecível) e, até mesmo, Felipe, estiveram abaixo do habitual.
Maxi e Diogo Leite também se afundaram quase por completo, numa equipa que anda a oferecer penalties a mais aos adversários.
E por falar em grandes penalidades, também aqueles que são a nosso favor merecem reflexão: Marega marcou mas voltou a deixar a sensação que não é grande especialista da marca dos 11 metros. Telles, apesar de também já ter falhado, parece ser, ainda assim, o menos mau.

E quanto tardou Conceição hoje a mexer na equipa. E, atipicamente, esta noite fez três alterações que não empurraram a equipa para a frente. Este jogo pedia um Brahimi nos minutos finais. Certo que o nosso treinador não queria correr o mínimo risco de eventuais lesões e, no fim, a história terminou bem e deu-lhe razão aparente, mas é experiência a não repetir.

Houve pouca de positivo nesta partida. Talvez mesmo só os golos. Marcámos 3 golos em 4 oportunidades e isso é de realçar. No primeiro, salto de Felipe é muito bom e Hernâni esteve excelente na assistência para Sérgio Oliveira e no cavar do penalty convertido por Marega que, deste modo, bateu o record de golos que pertencia a Jardel.

De qualquer das formas, um balanço amplamente positivo na Europa, até ao momento, mas Conceição leva trabalho de casa para Portugal.

sábado, 8 de dezembro de 2018

Há sempre solução...


...mesmo quando o adversário apresenta um ataque com Jackson Martinez (ainda teve um remate, daqueles dos tempos antigos, que Casillas defendeu) e um verdadeiro mini-Brahimi que dá pelo nome de Nakajima. O japonês estará de saída para a Liga Inglesa mas, antes disso, ainda teve tempo para mais uma performance de qualidade acima da média.

Juntou-se a isso um Óliver, a passar tão completamente ao lado da partida, que teve que receber ordem de saida ainda dentro dos primeiros 45 minutos (a tal falta de um rendimento constante, ao longo de uma série mais longa de partidas, que muitos portistas temem no médio espanhol).

Com Telles e Otávio também em noite apagada, valeu-nos, ontem mais uma vez, os suspeitos do costume: Brahimi a jogar e Marega a marcar.
O argelino esteve imparável no criar de situações de golo. E até marcou dois, também, um deles bem anulado pelo árbitro e VAR. Aproveitemos ao máximo o facto de ainda podermos contar com um fabuloso futebolista como Brahimi. Então aquele seu controlo do esférico, só encontra mesmo paralelo num Rabah Madjer.
E, claro, Marega. O homem do Mali foi ele mesmo: a falhar lances e lances, de forma a deixar qualquer um de cabelos em pé, até chegar aquele tradicional momento de ser ele a decidir o jogo. Dois golos e ainda uma assistência. Pedir mais, seria um abuso.

Nota também alta para a grande jogada de Danilo, no terceiro golo, que matou o encontro. Além de ter passado de forma brilhante por um defesa contrário, tudo a alta velocidade, só descansou quando a bola chegou a quem ele queria mesmo que chegasse: a Brahimi, claro está.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

O Euroexit do basquetebol portista

A equipa de basquetebol do FC Porto recebeu ontem o Varese de Itália, para a 5ª jornada da fase de grupos da Taça da Europa da FIBA (FIBA Europe Cup).

FC Porto x Varese (fonte: O JOGO de 15/11/2018)

O jogo foi disputado num Dragão Caixa com poucos adeptos e o FC Porto perdeu (71-89). Foi a 4ª derrota em cinco jogos para a FIBA Europe Cup 2018/19 e, a uma jornada do fim da fase de grupos, os dragões estão já sem qualquer hipótese de apuramento para a fase seguinte, daquela que é a competição mais fraca do basquetebol europeu de clubes.

Desde 2015/16, após um rearranjo feito pela FIBA, passaram a disputar-se as seguintes quatro competições europeias de clubes (por ordem de importância):






Olhando para a trajetória completa do FC Porto nas competições europeias de basquetebol desta época (2018/19), constata-se que o balanço é muito negativo:

Nizhny Novgorod x FC Porto (fonte: O JOGO de 23/09/2018)

FIBA Basketball Champions League, pré-eliminatória: 2 jogos, 2 derrotas

FIBA Europe Cup, fase de grupos: 5 jogos, 1 vitória, 4 derrotas

Ora, se nos últimos anos tem sido sempre assim (ou parecido), vale a pena questionar:

Perante o nível atual do basquetebol português e, particularmente, da equipa do FC Porto, para que serve ir às competições europeias?

Supostamente seria para os jogadores “crescerem” e a equipa, como um todo, evoluir. Contudo, não é isso que se tem verificado nos últimos anos.

Mais. A participação nas competições europeias de basquetebol provoca um enorme desgaste, consequência das viagens (algumas longas) e jogos a meio da semana.

Antes do jogo contra o Rilski (na Bulgária), o treinador do FC Porto, Moncho Lopez, fez as seguintes declarações:

Na Europa, somos obrigados a esforços extraordinários. (…) Tentámos alterar algumas coisas, até no planeamento da pré-época, mas a verdade é que chegaram as duas competições [campeonato e competição europeia] e é muito difícil, está a custar-nos muito. (…) É uma luta desigual para todas as equipas portuguesas. (…) O jogo com o Rilski [na quarta-feira] é exigente, depois na quinta-feira acordaremos muito cedo para viajar todo o dia e regressar ao Porto. Depois na sexta-feira já estaremos a viajar para Lisboa para defrontar o Benfica. Gostaríamos de ter, como as outras equipas têm, cinco ou seis dias para preparar um jogo. Mas a realidade é esta: queremos estar nas competições europeias e somos a única equipa portuguesa presente nas competições europeias. Uma [UD Oliveirense] não está porque desistiu, a outra [SL Benfica] porque não conseguiu estar. Não nos vamos queixar disso, mas é evidente que é um esforço muito grande para nós.


Em resumo, a participação do basquetebol portista nas competições europeias tem servido para:

- Gastar parte do orçamento da secção (que podia ser utilizado para reforço do plantel) na logística das viagens (bilhetes de avião, transfers, hotéis, refeições, etc.);

- Provocar um grande desgaste nos jogadores, principalmente nos melhores (que são os mais utilizados), com consequências para os jogos seguintes (do campeonato);

- Aumentar o risco de lesões num plantel que, qualitativamente, é curto;

- Deixar, todos os anos, uma má imagem do FC Porto por essa Europa fora.


Por tudo isto, a participação da nossa equipa de basquetebol nas competições europeias tem de ser repensada.

Mas não chega. Todo o basquetebol do FC Porto precisa de ser repensado pela administração do Clube, que para isso foi eleita pelos sócios.

E a reflexão tem de incidir em diversos aspetos - dirigentes da secção, treinador, equipa técnica, jogadores, scouting, equipa B e formação.

O basquetebol portista precisa de decisões, algumas de efeito imediato (época atual) e outras para a(s) próxima(s) época(s). Doa a quem doer porque, a manter-se a inação de quem manda, pode estar em causa a continuidade do basquetebol no FC Porto.


P.S. Nem sempre o basquetebol portista andou pelas ruas da amargura a nível internacional. Lembro-me da época 1999/2000, em que a equipa do FC Porto fez uma caminhada notável até aos ¼ de final da Taça Saporta (à época a 2ª competição europeia de clubes), enchendo várias vezes o pavilhão Rosa Mota. Essa equipa, comandada por Alberto Babo e que que tinha jogadores como Jared Miller, Rui Santos, Paulo Pinto, Nuno Marçal, Fernando Sá, etc., ficou para a história do basquetebol português.

P.S.2 Época 1996/97, pavilhão Rosa Mota, FC Porto x Nobiles (Polónia), 2ª mão dos 1/8 final da Taça da Europa. Um video (do meu amigo Sérgio Gomes) do tempo em que o basquetebol portista enchia pavilhões.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Pássaros, passarinhos, passarões, aves de rapina e cucos

Tiago Martins rodeado de jogadores do Chaves (foto: Filipe Amorim / Global Imagens)

Pássaros do Sul,
Bando de asas soltas,
Trazem melodias,
Pra cantar às moças,
Em noites de romaria,
Em noites de romaria

Este refrão, de uma conhecida música de Mafalda Veiga, aplica-se bem à “romaria” de ontem à noite em Alvalade.

O “passarão” foi o conhecido Tiago Martins, protagonista de uma arbitragem à maneira.

E assim, pela 2ª jornada consecutiva, os “viscondes” chegaram à vitória após um penalti e uma expulsão de um jogador da equipa adversária. Algo que, no meio do ruído provocado pela detenção de Bruno de Carvalho, passou quase despercebido.

Capa de A BOLA de 12/11/2018

Capa do Record de 12/11/2018

Capa de O JOGO de 12/11/2018

Com arbitragens destas, o marketing do Sporting ainda vai ter de meter na gaveta a habitual calimerice e copiar o célebre hashtag dos encarnados-- #colinho

E por falar nos vizinhos da 2ª circular, que grande resultado!

Após o “penta ciao” da época passada, desta vez lá conseguiram ganhar ao Tondela, que viu dois dos seus jogadores serem expulsos pelo senhor João Pinheiro.

João Pinheiro a expulsar um jogador do Tondela (foto: Bruno Teixeira Pires / Record)

…com as duas expulsões fica muito complicado. Foi uma luta tremenda, mas o minuto 53 marcou esta partida (…) É muito difícil com 11, com menos um é ainda pior
Pepa, treinador do Tondela


Foi, de facto, um domingo em cheio para os dois clubes da 2ª circular.

E o fim-de-semana só não foi melhor, porque o golo de Soares, ao minuto 88, estragou os planos…

FC Porto x SC Braga, Tribunal de O JOGO

FC Porto x SC Braga, Record

Na semana em que a comunicação social deu conta de um encontro entre Luís Filipe Vieira e Paulo Gonçalves, no fim-de-semana não faltaram "pássaros", "passarinhos", "passarões" e "aves de rapina", com os "cucos" a assobiar para o lado…

sábado, 10 de novembro de 2018

Ticão!


E que grande vitória a desta noite.
Importantíssima nas contas do título, não só tendo em conta que o adversário era o segundo classificado (sem qualquer derrota) mas também pelo timing da mesma, numa altura que os rivais lisboetas estão ambos a atravessar uma fase de transição.

O Braga é, de facto, uma equipa forte. Apesar de contar, apenas, com 2 ou 3 nomes sonantes, há trabalho muito competente a ser ali executado e tal acontece desde já há alguns anos.
Uma grande aptidão competitiva, de calibre bem acima da média.

O FCP voltou, hoje também, a contar com a estrelinha (de campeão?) que nos tem acompanhado amiúde esta época.
E bem que a merecemos pois, durante vários anos, esta nada quis connosco.

Mas a estrela mais alta (esta cá da Terra) voltou a ser o nosso treinador que, uma vez mais, arriscou tudo para vencer a partida. Novamente Maxi a dar lugar a Otávio, colocando a equipa ainda mais ofensiva, para lá ainda do muito que ela já o é na sua génese e identidade.
Quão raro é vermos um técnico português assim.

Destaque também para Soares, que hoje foi absolutamente decisivo. O cruzamento do talismã Otávio era bem colocado mas, daí até o lance terminar em golo, faltava ainda algum trabalho. Foi obra de Ticão. Não era para qualquer tiquinho colocar aquela bola bem no cantinho e, para mais, ao minuto 87. O brasileiro, recorde-se, já tinha tido papel determinante na reviravolta contra o Varzim e, antes, contra o Tondela.

Estão de parabéns os jogadores e segue-se agora mais uma longa pausa que, esperemos, não estrague esta nossa grande dinâmica de vitória actual.

sábado, 3 de novembro de 2018

Siga!


67 foi o minuto-chave desta partida. Sérgio Conceição foi, hoje, ainda mais valente que o seu habitual e não hesitou em trocar um lateral-direito por mais um elemento ofensivo (Otávio) que, apenas três minutos depois, marcaria o golo que desbloquearia uma partida onde pairava um intenso odor a empate.
E, dadas as circunstâncias (derrota escandalosa do slb, em sua casa, na noite anterior), talvez um qualquer outro treinador não se incomodasse assim tanto com uma eventual igualdade, num campo historicamente complicado para as nossas cores. Sérgio Conceição, no entanto, tinha outros planos e, como na última quarta-feira para a Taça da Liga, virou tudo ao contrário com alterações vindas do banco.

E tudo tinha começado mal para o FCP. Um primeiro tempo completamente desinspirado da nossa parte. Quando Brahimi não está nos seus dias, a máquina emperra sempre. Aqui e ali, Corona lá continuou na sua actual onda de sentar primeiro os adversários e, depois, centrar com precisão. Contudo, a frequência com que o faz não se aproxima sequer do habitual caudal atacante do argelino e, por isso, o FCP não criou qualquer lance de perigo nos primeiros 45 minutos.

Foi assim recebido como uma dádiva dos céus o penalty assinalado por Xistra, já na segunda metade. Lance duvidoso, mesmo após inúmeras repetições. Mas Marega falhou. Ainda não parece que seja ele quem deva ser o habitual marcador. Há que treinar mais este tipo de lances. São já muitos os falhanços da marca dos 11 metros.
Após este lance, parecia mesmo que a maldição dos Barreiros estava de volta, até Otávio ter dado a melhor sequência a dois toques de calcanhar consecutivos (de Soares e Marega), num golo fabuloso para mais tarde recordar.
Três minutos depois, Óliver, de novo titular (e bem) no lugar de Herrera, rouba uma bola à defesa do Marítimo e segue completamente isolado para a baliza contrária. Como sabe que a finalização não é o seu ponto forte, olhou para todos os lados até encontrar um companheiro solto. Otávio e Marega completaram a obra.
O brasileiro ainda conseguiria fazer expulsar Danny e o FCP acabaria, assim, um jogo teoricamente difícil de uma forma inesperadamente tranquila.


quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Esquerdinha




Foi, durante anos, o nosso melhor lateral-esquerdo da era pós-Branco
(o maior deles todos).
Praticamente até Álvaro Pereira surgir em 2009, Esquerdinha foi o
homem que melhor fez aquele lugar que andava órfão desde a saída do
internacional brasileiro. Claro que, recentemente, apareceram
Layun e Alex Telles, laterais que relegaram Esquerdinha para uns lugares mais
abaixo na tabela dos melhores de sempre, mas nem por isso o homem dos
cabelos compridos deixou de ter um lugar especial entre a família
azul-e-branca.

Foi em 1999 que Esquerdinha surgiu nas Antas pelas mãos do também
antigo jogador Lula. Veio do modesto Vitória da Baía mas esteve em
alta no Brasileirão do ano anterior. Levou algum tempo até convencer a
exigente massa associativa mas, quando alcançou a titularidade, não a
largou praticamente até à sua saída.
Num tempo em que Jardel brilhava a grande altura, Esquerdinha foi
autor de inúmeras assistências para este. Venceu apenas um campeonato
mas o seu ponto mais alto terá sido o confronto com o Bayern, nos
quartos-de-final da Liga dos Campeões.
No período de alguma decadência do FCP, quando em dois anos Fernando
Santos apenas venceu a Taça de Portugal, Esquerdinha foi por vezes
preterido (imagine-se) por um insurrecto de nome Rúbens Júnior.
Saiu, depois, para o Saragoça aquando do (malfadado) regresso de
Octávio ao nosso clube.

Um bom profissional e um bom lateral-esquerdo que só pode mesmo deixar
saudades. Como me dizia um amigo, naqueles dia de glória de
Esquerdinha: "Agora só precisamos de um Direitinha".

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Venham mais como este


Bom jogo este de ontem no Dragão. As duas equipas estiveram bem, na
globalidade, e a arbitragem também.
O Feirense a juntar-se a equipas como um Chaves, Rio Ave ou Tondela
que, hoje em dia, são um osso duro de roer sempre que jogam na nossa
casa. Os bons velhos tempos, de vitória garantida neste tipo de partidas, já
deixaram de existir.

O VAR foi novamente protagonista mas desta vez pelas melhores razões:
três decisões difíceis, três decisões acertadas.
Num primeiro olhar, o lance (magnífico) do primeiro golo parecia,
de facto, fora-de-jogo, contudo o pormenor do pé do último defensor
contrário foi muito bem observado pelo VAR. É milimétrico? É, sim
senhor, mas é exactamente para isso que serve o VAR. Para além
do mais, em caso de dúvida, favorece-se o ataque. Recomendação muitas
vezes esquecida.
É o nosso melhor golo da temporada, até ao momento. Muito trabalho de
laboratório por ali andou. Estão de parabéns os executantes e, claro,
Sérgio Conceição.

O “onze” inicial apresentou a surpresa de Herrera ter ficado de fora,
pela primeira vez desde há cerca de um ano.
Compreende-se. Apesar do bom golo em Moscovo, o mexicano não tem
justificado a titularidade. E Óliver voltou a estar bem. Porém, tal
como sucede com Otávio, o problema é sempre o mesmo: quantos jogos
aguentará a este nível? O historial de ambos, neste aspecto, não
autoriza que se deitem, para já, muitos foguetes.

E temos, ainda, três jogadores em grande forma: Casillas (três
boas defesas, todas elas naqueles tipos de lance que muitos golos
originaram num passado não muito longínquo), Militão (de regresso
ao que de muito bom nos tinha habituado, após algum engasganço contra
o Lokomotiv) e Brahimi que está bem fisicamente e, assim sendo, passa
pelos adversários ainda com mais facilidade do que antes.
Aproveitemos enquanto ele ainda cá está e deliciemo-nos a vê-lo controlar aquele
esférico como mais ninguém.

Por fim, os dois casos mais complexos da nossa equipa: Corona e
Marega, claro está.
O mexicano tem, ultimamente, estado nos golos e nas assistências.
Quando ele consegue chegar à linha, é do melhor que existe: senta o
adversário e cruza, normalmente, com qualidade. O único senão é a
(baixa) frequência com que o faz. Tem que ser mais interventivo.
Contudo, após uma época de 2017-18 em que ele esteve pouco menos do
que péssimo, não nos podemos queixar muito do seu rendimento na
actual.
E o homem do Mali? Pois bem, foi mais uma exibição à Marega: perdeu
quase todos os lances (mesmo aqueles corpo-a-corpo em que é
especialista) até surgir aquele momento-chave em que decidiu a partida
por completo. E quem, senão ele?
Alguém teria coragem de o tirar da equipa? Nunca. Para a coisa
funcionar em pleno, o FCP necessita de ter sempre Marega em campo.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Líderes, mas cuidado com os erros defensivos


Estamos contentes, mas podíamos e devíamos em certos momentos ter feito mais, especialmente a nível defensivo. Há situações que temos de evitar, especialmente de deixar os nossos laterais expostos.

Não gostei tanto de um ou outro erro defensivo, de um ou outro erro individual. Tentámos controlar o jogo, mas de cada vez que o adversário recuperava a bola e partia para o ataque criava perigo.

Tivemos um ou outro erro evitável, nomeadamente a situação que dá o golo do Lokomotiv. É uma falha individual, mas isso pode acontecer. Eu admito todos os tipos de erro, mas quando são erros de concentração já fico um bocadinho mais aborrecido. De qualquer maneira, o erro faz parte do jogo.


Estas declarações do Sérgio Conceição, feitas após a vitória em casa do Lokomotiv (5 vitórias em 5 jogos do FC Porto em Moscovo!), são um alerta para os jogadores e, eventualmente, farão com que o próprio treinador possa, nos próximos jogos da Liga dos Campeões, repensar algumas escolhas ou posicionamentos.

No entanto, a meio da fase de grupos da Liga dos Campeões 2018/19, o balanço é muito positivo.

O FC Porto já somou 7 pontos (e muitos milhões de euros!) e é líder isolado do seu grupo.

Um eventual empate no próximo jogo garante, desde logo, que o FC Porto continuará nas competições europeias em Fevereiro/Março do próximo ano.

Mas se ganhar os próximos dois jogos (ambos no Estádio do Dragão), o FC Porto não só assegura o apuramento para os oitavos de final, como poderá ir a Istambul, no último jogo da fase de grupos, apenas para cumprir calendário.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

No pasa nada II

Não sei alguma das claques do Porto está interessada em actualizar o seu repertório, mas aqui fica a minha humilde contribuição.

Quando a cabeça não tem juízo
Quando tu gastas
Mais do que é preciso
O Porto é que paga
O Porto é que paga
Deix'o pagar, deix'o pagar
Se tu estás a gostar

Quando a cabeça não se liberta
Das comissões, transações
Toda essa força, que te aperta
O Porto é que sofre
As privações, imposições

Quando a cabeça está convencida
De que ela é a oitava maravilha
O Porto é que sofre
O Porto é que sofre
Deix'o sofrer, deix'o sofrer
Se isso te dá prazer

Quando a cabeça está nessa confusão
Estás sem saber que hás-de fazer
E gastas tudo o que te vem à mão
O Porto é que fica
Fica a cair sem resistir

Quando a cabeça rola pró abismo
Tu não controlas esse despesismo
O passivo é que paga
O passivo é que paga
Não pára de aumentar
Ao invés de baixar

Quando a cabeça não tem juízo
E tu gastas mais do que é preciso
O Porto é que paga
O Porto é que paga
Deixa pagar, deixa pagar
Se tu estás a gostar
Deixa sofrer, deixa sofrer
Se isso te dá prazer

sábado, 13 de outubro de 2018

Clássico do basquetebol na RTP 2

Ovarense x FC Porto (fonte: FPB)

Jogar em Ovar nunca é fácil. A Ovarense é uma equipa aguerrida, que faz muitas faltas e, debaixo do cesto, dá “porrada” a sério. Além disso, jogadores, treinador e público fazem uma pressão tremenda sobre a arbitragem.

Falando da arbitragem, houve partes do jogo em que pareceu querer equilibra-lo, adoptando um critério para as faltas pouco coerente. E os passos assinalados ao base croata do FCP foram de bradar aos céus.

No seu todo foi um jogo disputado, com uma vitória difícil (76-79), mas inteiramente justa do FC Porto neste clássico do basquetebol português.
Contudo, com uma percentagem normal nos lances livres (22 convertidos em 37 tentados é bastante fraco), os dragões teriam ganho de forma folgada.

Para além da vitória do FCP, a melhor notícia foi o regresso do Will Sheehey (após mais uma paragem por lesão), o qual, apesar de ter jogado apenas 16:33s, teve números muito interessantes (13 pontos, 6 ressaltos, 4 assistências).

A segunda melhor notícia foi a transmissão deste clássico na RTP2. O basquetebol português bem precisa de transmissões televisivas em canal aberto, que proporcionem maior visibilidade a esta modalidade.


sexta-feira, 12 de outubro de 2018

No pasa nada

De um Relatório e Contas que descreve um inescapável cambalear a caminho do abismo, a única conclusão digna de registo por parte dos responsáveis, é que a culpa é do Herrera.

Alienam-se passes de jogadores no valor de 50 milhões de euros, e consegue-se,mesmo assim, apresentar um prejuízo superior a 25 milhões de euros - devem andar a adubar o relvado com notas de €500. Mas o grande drama é que há um jogador que quer um aumento - sacana!


Intransigente na defesa dos interesses do FCP, o presidente deixou claro que o mexicano não verá o seu contrato renovado. Não tenho dúvidas de que o FCP sobreviverá à saída do Herrera (e do Brahimi, e de todos esses "mercenários"); já a sobreviver a esta gestão...


quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Vencer é o nosso destino


No último domingo fomos a Lisboa defrontar uma equipa que joga poucochinho e que, contra o FC Porto, joga quase sempre como equipa pequena.

Desta vez, os dragões estiveram ao nível da equipa da casa e também jogaram pouco. Criamos poucas oportunidades de golo e só nos últimos minutos tivemos um vislumbre do Fê-Cê-Pê entusiasmante da época passada.

E sim, é verdade que, esta época, as exibições dos campeões nacionais têm sido… desconsoladoras. Tipo comida sem tempero, aquecida no micro-ondas.
Razões para isso?
Bem, sendo o “cozinheiro” o mesmo e os “ingredientes” praticamente os mesmos (talvez um pouco menos frescos), não vejo qualquer razão para que não voltemos, brevemente, a saborear umas fantásticas “tripas à moda do Porto”.

E fazer das tripas coração é sempre o primeiro passo para jogar à Porto e para voltarmos a ter uma Equipa (com “E” grande).

O resto virá por acréscimo, de forma natural, com mais treinos, mais jogos, mais minutos nas pernas e mais vitórias. E o resto é…

A recuperação dos níveis físicos, ritmo competitivo e confiança (neles próprios) dos jogadores que estiveram lesionados – Danilo, Soares, Mbemba;

A integração plena de todos os reforços – João Pedro, Mbemba, Jorge, Bazoer, … - os quais, espero, não se venham a revelar apenas meras contratações para encher o… plantel;

Uma melhor mecanização entre os dois jogadores que constituem a dupla de centrais – Felipe e Militão ou, quem sabe, Felipe e Mbemba (com Militão a ser desviado para lateral direito);

Um entrosamento adequado entre o triângulo constituído pela dupla de centrais e o médio mais defensivo (Danilo);

E, claro, a recuperação da forma desportiva dos “três mosqueteiros” – Alex Teles, Herrera, Brahimi e Marega –, que foram os principais pilares da maior parte da época passada.

O capitão Herrera a mostrar a camisola e emblema, no SLB x FCP da época passada

É verdade que os sinais da pré-temporada, dentro e fora do campo, não foram os melhores.

É verdade que a maior parte das contratações efetuadas foram feitas tardiamente e, até agora, apenas o Éder Militão revelou ser um reforço.

É verdade que as exibições têm sido desconsoladoras e que, no “salão de festas”, jogamos pouco.

Tudo isto é verdade, mas eu estou optimista.

Estou optimista, porque apesar de tudo o que referi anteriormente, os nossos rivais também não impressionam e estamos a apenas dois pontos (um empate!) da liderança do campeonato.

Estou optimista, porque o nosso mister não é o Rui Vitória, nem o José Peseiro, é o Sérgio Conceição! Alguém que já mostrou o que vale – como treinador, como aglutinador, como líder – e que continua com fome de ganhar. Por isso, estou certo, não vai deixar os jogadores acomodarem-se ao título da época passada e espero que consiga renovar-lhes a ambição, metendo-lhes na cabeça que, até agora, ganharam quase nada e que há muito mais para ganhar.

Sérgio Conceição a mostrar o emblema, no final do último SLB x FCP

Estou optimista, porque faltam oito meses (outubro, novembro, dezembro, janeiro, ..., maio) e 27 jogos para terminar o campeonato, tempo mais do que suficiente para este Porto colheita 2018/19 amadurecer e melhorar o seu “sabor” (é inevitável).

Estou optimista, porque apesar de já termos perdido dois jogos (tantos como em todo o campeonato passado), tal como o nosso treinador, estou confiante que não iremos perder muitos mais (se é que iremos perder mais algum).

Estou optimista, porque já fizemos três das seis deslocações ao sul do país (Belém/Jamor, Setúbal, Luz) e, na 2ª volta, vamos receber o slb no Dragão (e haverá melhor motivação, do que o Sérgio Conceição fazer a palestra desse jogo ao som da música com que o slb terminou o jogo de domingo?).

Estou optimista, porque os Portistas não abandonaram a equipa e o mar azul continua a encher estádios.

E finalmente, estou optimista, porque temos a melhor equipa do campeonato português e vencer é mesmo o nosso destino.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Luz - Portas abertas a um mau jogo

Não é que não seja normal o nosso maior adversário vencer-nos, na sua própria casa, de quando em vez. Afinal de contas, já íamos em quatro partidas consecutivas sem perder na Luz.
Aliás, parece que a tendência é fazermos bons resultados na casa do nosso maior rival quando a partida se disputa na segunda volta. Quando ela acontece na primeira, sentimos habitualmente mais dificuldades. Talvez se deva mesmo ao facto de não ser tão decisivo quando ainda há muito campeonato pela frente.

O que é anormal, é o facto de, num jogo globalmente aquém das expectativas, ao slb, uma vez mais, bastar-lhe uma meia-dúzia de minutos de boa qualidade para marcar imediatamente. Já no nosso caso, quando defrontamos o nosso maior rival no Dragão, jogar praticamente 90 minutos em grande nível só tem resultado em empates.

O clássico foi fraco e não teve mais de umas quatro ou cinco oportunidades para ambos os lados. Das três do slb, duas foram em fora-de-jogo não assinalados (sê-lo-iam pelo VAR, caso estas resultassem em golo?).
O FCP com Soares ainda com falta de ritmo e com Marega bem marcado, não conseguiu esticar o jogo como gosta. Otávio, por outro lado, esteve sempre mais interessado nas faltas do que a produzir jogo e com Danilo a léguas do que pode e sabe e Herrera a ser outra vez Herrera, sobrava apenas Brahimi. Pouco, portanto.

Mas vejamos também o lado positivo: Militão, apesar de (talvez) poder ter esticado mais a perna no único golo da partida, foi o nosso melhor jogador. E andavam uns quantos preocupados com a saída de Marcano (suplente da Roma)...
Não há comparação possível. Ficamos claramente a ganhar e, com esta nossa actual dupla de "centrais", mais a indiscutível categoria de Telles e ainda toda a experiencia de Maxi, tudo leva a crer que sofreremos poucos golos esta época, para a Liga Portuguesa.
E isso pode ser decisivo nas contas finais.
Temos, porém, que solucionar o problema da falta de golo da maioria dos jogadores do nosso plantel.
Não basta Marega, Brahimi e Soares, de quando em vez. Têm que aparecer outros e rapidamente.

domingo, 7 de outubro de 2018

Um capitão "sem cabeça"


Um dos grandes protagonistas da época passada está a poucos meses de terminar o contrato que o liga ao FC Porto. Hector Herrera. Aparentemente não terá chegado a acordo para a renovação.

Até aqui tudo bem. Está no seu direito. O problema é que Sérgio Conceição continua a a confiar-lhe a braçadeira de capitão e a titularidade. Um jogador de qualidade que não sabe qual o clube em que jogará na época seguinte fica tendencialmente inseguro, não se quer lesionar até porque isso poderá condicionar a assinatura de um contrato milionário. É uma situação que não convém a ninguém, mas na qual o clube é invariavelmente o mais prejudicado.

Herrera tem sido um jogador bipolar ao serviço do FC Porto. Ora faz grandes jogos ora se perde em campo faltando presença e protagonismo. A última época foi a grande exceção aos últimos anos. E talvez por isso se esperasse mais de Herrera esta época.

Nas primeiras jornadas da presente temporada Herrera esteve irreconhecível, uma sombra do que foi no passado recente. E não faz sentido mantê-lo na equipa principal enquanto ele não se encontrar e decidir o que quer para o seu futuro. É preferível ter no seu lugar um jogador que esteja 100% focado no clube e que meta o pé em todas as jogadas. É uma situação que urge resolver. Que o espaço seja dado a quem o quiser agarrar, mas o FC Porto precisa de um meio campo mais dinâmico, mais corajoso e mais disponível. O Porto precisa de jogadores à Porto.