segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

SMS do Dia

Gostava de vencer o campeonato não por 5, 10 ou 20 pontos; gostava de vencer por um ponto e apenas um ponto - só para poder dizer que um golo do Herrera vale por dez.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Tiros no pé e não para a baliza


"Pediu informação extra ao Loum, que chegou do Moreirense no mercado de inverno?"Só situações de bola parada. Temos informação de tudo, quem pisa a área do penálti, o segundo poste, quem coça a cabeça. Temos acesso a tudo. Só confirmei uma situação com o Loum e ele disse que era verdade."
Sérgio Conceição, sem se perceber bem porquê, sentiu necessidade de partilhar esta história na antevisão a este jogo. Já na semana passada disse que ficava a torcer pela vitória do scp no derby de Lisboa. Duas afirmações que fizeram ricochete. Havia mesmo necessidade? Serão estes "mind games" que jogam a nosso favor ou contra?

Moreira de Cónegos é uma freguesia com menos de 5 mil habitantes e, como dizia Manuel Machado, é praticamente composta por uma única rua. Não obstante, tem uma equipa de futebol que o FCP não consegue vencer há quatro épocas.

Campo de reduzidas dimensões? Sim, mas também uma equipa que hoje correu mais, teve mais garra e que foi mais inteligente do que a nossa.

Sérgio Conceição afirmou, no final, que não estava preocupado pois a equipa teria produzido, mais uma vez, imensas oportunidades de golo, tal como no Domingo em Guimarães.
Ora, do jogo no D.Afonso Henriques a este vai um abismo exibicional e chances reais de golo foram apenas quatro. Praticamente as mesmas que teve o Moreirense, aliás, num empate que se aceita em termos do (pouco) futebol praticado.

O nosso treinador surpreendeu ao voltar ao 4-3-3, talvez porque, com alguma razão, não confia assim tanto em Fernando. Marega é impossível de substituir mas regressar a um meio-campo a três vai contra o ADN deste grupo de jogadores. Foi um 4-3-3 de futebol previsível e mastigado. E, claro, com imensas dificuldades em criar desequilíbrios. Por largos momentos parecia que os tempos de Lopetegui e NES estavam de volta. 
Pior ainda, o actual Danilo não traz algo de novo e não justifica, por enquanto, a titularidade. Certo que, sem Marega, nada nunca seria igual mas este regresso a tempos antigos pode deitar tudo a perder. 
Hernâni, e não Fernando, é quem mais se assemelha ao tipo de futebol do homem do Mali. Ambos gostam de jogar no espaço. Mas o português, desde que apontou dois ou três golos decisivos, como que desapareceu das opções. Isto sim, deveria ser tema de conversa do nosso treinador durante as conferências de imprensa.

Ah, e aquele penalty já depois do 1-1? Falta claríssima. Fica a dúvida se dentro ou se fora da área. Sérgio Conceição saiu-se, depois, com aquele "Não falarei mais de arbitragens até ao fim da época.". Mais um tiro no pé. Sem qualquer necessidade ou proveito. Semana negra, mesmo.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Ineficácia?

Eficácia, tão somente. É o que aparentemente nos falta, apesar de, entre todas as oportunidades ontem esbanjadas, o único lance em que os nossos jogadores poderiam ter feito melhor seja, talvez, naquele chapéu demasiado alto de Marega. Em todos os outros casos, existiu mais mérito da defesa do que, propriamente, demérito nosso.

Supostamente o que nos falta em eficácia, tem o slb de sobra. Será mesmo assim? Basta recordar o golo deles em Guimarães há duas semanas. Aquilo não foi eficácia mas sim, e no mínimo, facilitismo dos defesas adversários. Idem para o jogo deles em Alvalade. Mas aquele scp de ontem tem alguma coisa a ver com o scp de há uma semana na Taça da Liga?

E em relação ao Braga? As equipas adversárias jogam com igual empenho como contra o FCP? Fica, também, a dúvida. O Braga não parece ter a qualidade individual para resolver, semana sim, semana sim, o tipo de dificuldades que todas as equipas sempre colocam ao FCP.

O FCP fez ontem a sua melhor exibição, no Afonso Henriques, desde pelo menos aqueles 5-0 do tempo do Mangala. Isto em termos de produção futebolística pura.
Em 2010/11, por exemplo, aquando da nossa última super-equipa, o FCP nem metade das oportunidades criou em relação às de ontem.
Desengane-se quem achar que se pode fazer muito mais e melhor do que aquilo que ontem produzimos. Dentro das nossas actuais possibilidades, temos vindo a apresentar uma louvável qualidade. Acima de qualquer adversário nacional. Sem factores estranhos, chegaria e sobraria.
Aliás, a pior coisa que agora nos poderia acontecer seria a equipa técnica e os jogadores começarem a desconfiar de si mesmos e acharem que há algo de errado. Não, o caminho é este mesmo. Tirando um ou outro pormenor possível de ser melhorado, as coisas estão certas, em termos gerais, na nossa forma de abordar os jogos.

Infelizmente, porém, este actual campeonato pode muito bem ser decidido por aspectos sobre as quais não temos qualquer controlo.
O que podemos nós fazer se um Boavista passa do 80 (contra o FCP) para o 8 (contra o slb)?
Certo que ninguém pode estar a 100% em todos os jogos e que existem muitas variáveis que ditam um resultado de uma partida de futebol, mas digam-me lá se aquele Renan, que defendia tudo na Taça da Liga (e em Alvalade para o campeonato), é o mesmo que, ontem, até no penalty conseguiu dar um frango?

Resta-nos, pois, esperar (sentados, certamente) que as outras equipas quando defrontam os nossos rivais mais directos, tenham um comportamento minimamente aproximado, em termos profissionais, daquele que em toda e qualquer semana exibem contra o FCP.

P.S.: E qual tal aquele fora-de-jogo “por centímetros” do Pepe no nosso golo anulado? Então a "jurisprudência" não tinha deliberado ser, desde as meias-finais de Taça da Liga, um escândalo nacional anular tais lances, independentemente das linhas desenhadas no ecrã pela SporTV? O que mudou em apenas semana e meia? Dois lances semelhantes. Um deles deu discussão para 5 dias, o outro (o de ontem) morreu ao fim de 5 segundos. Fora de jogo ao Pepe e não se fala mais no assunto.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Vai passar


O nosso maior problema é que o scp não sendo uma equipa pequena joga como tal contra o FCP.
Ou seja, estes encontros são semelhantes àqueles em que ganhámos pela margem mínima a um Rio Ave, Aves ou Santa Clara, com a diferença que, sendo o scp uma equipa com melhores valores individuais, essas vitórias mínimas transformam-se em empates.
O scp, ao contrário de um slb ou Braga, não nos defronta de uma forma aberta e dá-se por satisfeito por criar o mesmo número de jogadas de perigo quantas as de um clube inferior.
Ora, se esta sua táctica tinha resultado aquando do jogo de Alvalade para o campeonato, hoje voltou a acontecer exactamente o mesmo.
Sendo o scp o maior especialista de penáltis em todo o futebol português (e o FCP um dos piores), numa final de Taça da Liga esta atitude de "esperar para ver" ainda mais jeito lhes daria. E deu mesmo.

Não há muito a criticar na exibição do FCP de hoje (que, desta vez, até jogou com o seu equipamento principal). Não nos deixámos, desta feita, adormecer por completo na sonolência crónica do adversário e fizemos um segundo tempo de bom nível que, normalmente, seria recompensado com a conquista do troféu. Só que, bem o sabemos, ao FCP nem sempre basta ser (muito) melhor que o adversário e um penalty (bem assinalado pelos VARes), caído do céu, resultou no empate imerecido do scp.

Depois, no desempate da marca dos 11 metros, aconteceu o fado do costume: um concurso, entre os nossos jogadores, para ver quem marca pior. Com a única excepção de Telles. E, daqui em diante, tem que ser mesmo ele a marcá-los todos.

E que grande importância vão ter as nossas duas próximas partidas, para a Liga Portuguesa, na quarta-feira e, principalmente, em Guimarães no próximo Domingo. Neste último, não contem com aquela mesma equipa que, tendo dominado o slb, se revelou incapaz de traduzir em golos esse mesmo domínio. Esperem mais depressa pelo inverso, aliás.
E, quanto aos jogos do nosso mais directo adversário na luta pelo título, não esquecer que, desde terça-feira passada, entrou em vigor a "lei", não escrita, que diz que é expressamente proibido, em lances de dúvida, apitar algo que os prejudique.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Ainda há quem não conheça o nosso equipamento principal

...e, talvez por isso mesmo, e reeditando tempos já julgados ultrapassados e erradicados para todo o sempre, estranhamente o nosso clube apresentou-se hoje em Alvalade com o equipamento alternativo. Por que razão? Ninguém saberá ao certo. Para vender camisolas? Mas afinal é o departamento de marketing quem mais manda dentro do FCP?
Um desrespeito completo pelo adversário e principalmente pela nossa própria história.



Da última vez que tínhamos feito esta mesma gracinha saímos derrotados deste mesmo estádio, hoje demos "apenas" por terminado a maior série de vitórias consecutivas de sempre em Portugal.

Em comparação com estes dois aspectos, o jogo em si mesmo quase que é secundário.
Os jogos recentes, em Lisboa, contra este adversário são praticamente cópias uns dos outros: um FCP que se deixa adormecer por um scp sempre abaixo do que se espera e a quem o empate parece não desagradar. Mesmo quando, como acontecia hoje, a desvantagem pontual tornava obrigatória uma vitória ou, pelo menos um futebol mais virado para a frente.
O nosso clube, e já lá vão 11 épocas, deixa-se levar neste enredo sonolento, e os jogos são quase sempre desinteressantes e muito raramente ficam na memória.

A equipa não esteve mal defensivamente mas, tal como na Luz, pouco fez em termos atacantes.
Soares poderia ter decidido mas também Bas Dost não marcou num daqueles lances que raramente falha. Na verdade, tal como Keizer, Sérgio Conceição parecia, no fundo, contente com um empate. Por que outra razão optaria, em primeiro lugar, por um desadaptado Fernando em vez do um Hernâni em muito melhor forma?

Olhando para o conjunto da primeira volta que agora termina, o balanço é, porém, bem positivo.
A nossa actual diferença pontual para os rivais representa uma almofada já com algum significado. Temos é que nos manter em alerta para o futuro e deixarmo-nos destes azuis-"cinzentos" da camisola desta tarde.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

SportTv, um canal cada vez mais hostil

Joaquim Oliveira

Acho que o grande poder de decisão é da operadora [SportTv]. Não há nada a fazer. Vou dar um exemplo: pedimos o jogo na sexta-feira [dia 11 de janeiro] com o Sporting, porque jogamos terça [dia 15 de janeiro] com o Leixões e sexta [dia 18 de janeiro] com o Chaves. Não foi aceite. Jogamos sábado com o Sporting [dia 12 de janeiro] e o Sporting joga quarta-feira com o Feirense. Até o Sporting tinha a ganhar.”

Estas declarações de Sérgio Conceição, feitas na conferência de imprensa após o FC Porto x Nacional, são claras quanto ao poder da SportTv e à forma como esta operadora televisiva usa esse poder.

Mas o poder da SportTv vai para além da imposição das datas e horas dos jogos, muitas das vezes contra o interesse dos próprios clubes envolvidos (o caso do próximo Sporting x FC Porto, referido por Sérgio Conceição, é paradigmático).

Através da intervenção do ex-árbitro Pedro Henriques (que Francisco J. Marques baptizou de forma feliz como “VAR de contrafacção”) e de uma seleção cirúrgica dos “lances polémicos”, a SportTv consegue, jornada após jornada, condicionar a percepção dos casos de arbitragem existentes em cada jogo.

O ex-árbitro Pedro Henriques

Mais. A SportTv também é “criteriosa” no número de vezes e destaque das repetições dos lances polémicos e até, como se verificou no final do Portimonense x SLB, na decisão de não mostrar incidentes nas bancadas, quando os mesmos são protagonizados por um determinado “grupo organizado de adeptos”… 

Fogo e fumo nas bancadas provocado por tochas de adeptos benfiquistas (foto: CM)

«Pouco depois do apito final no Portimonense-Benfica (2-0), adeptos encarnados atearam fogo a uma das bancadas do Municipal de Portimão, gerando-se algum pânico entre os presentes naquela zona, avança o Record. A situação foi resolvida rapidamente com a intervenção dos bombeiros, que apagaram aquele foco de incêndio durante a flash interview dos futebolistas, junto ao relvado.»

Comentadores SportTv: Dois ex-jogadores do SLB e o ex-árbitro Pedro Henriques

Em resumo, na atual SportTv temos:
- Imposição das datas e horas dos jogos.
- Comentadores escolhidos a dedo.
- Seleção “criteriosa” dos lances a repetir.
- Imagens censuradas (não emitidas).
- “VAR de contrafacção”.

SportTv, um canal cada vez mais hostil para o FC Porto e mais simpático para o SLB.

P.S. Há quanto tempo é que Joaquim Oliveira não é visto no camarote presidencial do Estádio do Dragão?

domingo, 30 de dezembro de 2018

Sporting de Braga - clube amigo

É sempre difícil jogar contra o Sp. Braga, não é? Geralmente é o caso, a não ser que se seja um clube amigo, que depois de os derrotar por 6-2 ainda ficam com um sorriso palerma escarrapachado nas trombas. Vide:


O Sp. Braga tem uma excelente defesa, mas parece-me que os jogadores todos ou são daltónicos ou confundem os adversários por colegas de equipa (quando os adversários equipam de encarnado).

Reparem só no número de golos sofridos pelo Sp. Braga nos últimos 6 jogos:

0 - 0 - 0 - 0 - 6 - 0

Agora reparem no número de golos marcados pelo SLB nos últimos 6 jogos:

1 - 1 - 1 - 1 - 6 - 1

Veio bem a calhar. Por mim este clube bem que pode descer que não faz cá falta nenhuma!

sábado, 29 de dezembro de 2018

Que a Final Four não seja um presente envenenado


«O jogo com o Belenenses, no Jamor, é o primeiro de uma série terrível para os dragões, com seis desafios nos próximos 20 dias, que podem vir a ser nove nos próximos 30, se a Taça da Liga, entretanto, correr bem.»


Correr bem? Na Taça da Liga (este ano designada Allianz Cup) o que é correr bem?

Na minha opinião, correr bem é não haver lesões, nem acentuar o desgaste dos jogadores com mais minutos nas pernas, de modo a não comprometer o seu desempenho nas competições que realmente interessam.

A Taça da Liga deve ser o palco, por excelência, dos jogadores menos utilizados, que têm nesta competição oportunidade para mostrarem não ser por acaso que integram o plantel da equipa principal do FC Porto.

Por exemplo, os laterais João Pedro e Jorge ou os centrais Mbemba e Diogo Leite, se não jogarem na Taça da Liga, vão jogar quando?

Já agora, o que dizem os regulamentos?

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«Artigo 15.º do REGULAMENTO DA ALLIANZ CUP
Obrigatoriedade de participação de jogadores

1. A partir da segunda fase, inclusive, os clubes são obrigados a fazer participar nas suas equipas em cada jogo pelo menos cinco jogadores que tenham sido incluídos na ficha técnica (efetivos ou suplentes) em um dos dois jogos oficiais imediatamente anteriores da época em curso, salvo caso de força maior, comunicado à Liga Portugal com a antecedência mínima de cinco dias antes da realização do respetivo jogo e, desde que, os motivos invocados sejam considerados pela Liga
Portugal como justificados.

2. Os clubes são também obrigados a incluir na ficha técnica como efetivos, em cada jogo disputado, pelo menos dois jogadores formados localmente, tal como definidos no Regulamento das Competições (atual n.º 11 do artigo 77.º).

3. Os jogadores incluídos na ficha técnica nos termos do número anterior têm que ser utilizados em pelo menos 45 minutos do jogo, salvo em caso de força maior.»


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Os dois jogos oficiais imediatamente anteriores ao Belenenses SAD x FC Porto de amanhã, foram:

18-12-2018, FC Porto x Moreirense, para a Taça de Portugal
23-12-2018, FC Porto x Rio Ave, para o Campeonato

Nestes dois jogos, foram incluídos na ficha técnica (efetivos ou suplentes), os seguintes jogadores:

Casillas, Fabiano, Vaná, Maxi, Felipe, Militão, Mbemba, Alex Telles, Danilo, Herrera, Óliver, Sérgio Oliveira, Otávio, Brahimi, Hernâni, Corona, Marega, Soares, Adrián López. André Pereira

Destes 20 jogadores, dois deles contam como formados localmente: Sérgio Oliveira e André Pereira.

Dito isto, ganhar é o nosso destino.

Eu também quero ganhar sempre e uma 16ª vitória seguida seria um feito bonito, mas se isso implicar chegar à Vila das Aves, no dia 3 de janeiro, com um onze menos capaz para um jogo que será uma batalha, não, obrigado.

Sérgio Conceição tem feito “milagres” com o plantel à sua disposição, mas a equipa denota cansaço e isso foi bem visível na 2ª parte do último jogo (FC Porto x Rio Ave).

Ponderando tudo isto, e já com dois jogadores indisponíveis por lesão (Aboubakar e Otávio), Felipe, Militão, Alex Telles, Danilo, Brahimi e Marega nem deviam ser convocados.

E, nas vésperas do mercado reabrir, o jogo de amanhã é uma boa oportunidade para um conjunto de jogadores – Vaná, Fabiano, João Pedro, Mbemba, Diogo Leite, Jorge, Chidozie, Sérgio Oliveira, Bruno Costa, Hernâni, Adrián López, André Pereira – se mostrarem ao treinador (e convencerem-no!) e/ou para ganharem ritmo de competição, que batalhas duras se avizinham.

Se este lote de jogadores, “reforçados” com Maxi, Herrera, Óliver, Corona e Soares, não chegar para ganhar a uma equipa do Belenenses SAD já sem qualquer hipótese de apuramento, paciência.

A consequência é que, provavelmente, não teríamos de ir a Braga jogar a Final Four da Taça Lucílio Baptista…

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Sim, mas cuidado...


Passámos com distinção e louvor esta fase de grupos da presente edição da Liga dos Campeões mas, para sermos justos, vivemos, esta noite em Istambul, um verdadeiro pesadelo defensivo e o resultado foi melhor que a exibição sofrível.

Sim, Conceição fez 6 mexidas no "11" mas isso só explica metade do nosso problema. A verdade é que habituais titulares como Telles (irreconhecível) e, até mesmo, Felipe, estiveram abaixo do habitual.
Maxi e Diogo Leite também se afundaram quase por completo, numa equipa que anda a oferecer penalties a mais aos adversários.
E por falar em grandes penalidades, também aqueles que são a nosso favor merecem reflexão: Marega marcou mas voltou a deixar a sensação que não é grande especialista da marca dos 11 metros. Telles, apesar de também já ter falhado, parece ser, ainda assim, o menos mau.

E quanto tardou Conceição hoje a mexer na equipa. E, atipicamente, esta noite fez três alterações que não empurraram a equipa para a frente. Este jogo pedia um Brahimi nos minutos finais. Certo que o nosso treinador não queria correr o mínimo risco de eventuais lesões e, no fim, a história terminou bem e deu-lhe razão aparente, mas é experiência a não repetir.

Houve pouca de positivo nesta partida. Talvez mesmo só os golos. Marcámos 3 golos em 4 oportunidades e isso é de realçar. No primeiro, salto de Felipe é muito bom e Hernâni esteve excelente na assistência para Sérgio Oliveira e no cavar do penalty convertido por Marega que, deste modo, bateu o record de golos que pertencia a Jardel.

De qualquer das formas, um balanço amplamente positivo na Europa, até ao momento, mas Conceição leva trabalho de casa para Portugal.

sábado, 8 de dezembro de 2018

Há sempre solução...


...mesmo quando o adversário apresenta um ataque com Jackson Martinez (ainda teve um remate, daqueles dos tempos antigos, que Casillas defendeu) e um verdadeiro mini-Brahimi que dá pelo nome de Nakajima. O japonês estará de saída para a Liga Inglesa mas, antes disso, ainda teve tempo para mais uma performance de qualidade acima da média.

Juntou-se a isso um Óliver, a passar tão completamente ao lado da partida, que teve que receber ordem de saida ainda dentro dos primeiros 45 minutos (a tal falta de um rendimento constante, ao longo de uma série mais longa de partidas, que muitos portistas temem no médio espanhol).

Com Telles e Otávio também em noite apagada, valeu-nos, ontem mais uma vez, os suspeitos do costume: Brahimi a jogar e Marega a marcar.
O argelino esteve imparável no criar de situações de golo. E até marcou dois, também, um deles bem anulado pelo árbitro e VAR. Aproveitemos ao máximo o facto de ainda podermos contar com um fabuloso futebolista como Brahimi. Então aquele seu controlo do esférico, só encontra mesmo paralelo num Rabah Madjer.
E, claro, Marega. O homem do Mali foi ele mesmo: a falhar lances e lances, de forma a deixar qualquer um de cabelos em pé, até chegar aquele tradicional momento de ser ele a decidir o jogo. Dois golos e ainda uma assistência. Pedir mais, seria um abuso.

Nota também alta para a grande jogada de Danilo, no terceiro golo, que matou o encontro. Além de ter passado de forma brilhante por um defesa contrário, tudo a alta velocidade, só descansou quando a bola chegou a quem ele queria mesmo que chegasse: a Brahimi, claro está.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

O Euroexit do basquetebol portista

A equipa de basquetebol do FC Porto recebeu ontem o Varese de Itália, para a 5ª jornada da fase de grupos da Taça da Europa da FIBA (FIBA Europe Cup).

FC Porto x Varese (fonte: O JOGO de 15/11/2018)

O jogo foi disputado num Dragão Caixa com poucos adeptos e o FC Porto perdeu (71-89). Foi a 4ª derrota em cinco jogos para a FIBA Europe Cup 2018/19 e, a uma jornada do fim da fase de grupos, os dragões estão já sem qualquer hipótese de apuramento para a fase seguinte, daquela que é a competição mais fraca do basquetebol europeu de clubes.

Desde 2015/16, após um rearranjo feito pela FIBA, passaram a disputar-se as seguintes quatro competições europeias de clubes (por ordem de importância):






Olhando para a trajetória completa do FC Porto nas competições europeias de basquetebol desta época (2018/19), constata-se que o balanço é muito negativo:

Nizhny Novgorod x FC Porto (fonte: O JOGO de 23/09/2018)

FIBA Basketball Champions League, pré-eliminatória: 2 jogos, 2 derrotas

FIBA Europe Cup, fase de grupos: 5 jogos, 1 vitória, 4 derrotas

Ora, se nos últimos anos tem sido sempre assim (ou parecido), vale a pena questionar:

Perante o nível atual do basquetebol português e, particularmente, da equipa do FC Porto, para que serve ir às competições europeias?

Supostamente seria para os jogadores “crescerem” e a equipa, como um todo, evoluir. Contudo, não é isso que se tem verificado nos últimos anos.

Mais. A participação nas competições europeias de basquetebol provoca um enorme desgaste, consequência das viagens (algumas longas) e jogos a meio da semana.

Antes do jogo contra o Rilski (na Bulgária), o treinador do FC Porto, Moncho Lopez, fez as seguintes declarações:

Na Europa, somos obrigados a esforços extraordinários. (…) Tentámos alterar algumas coisas, até no planeamento da pré-época, mas a verdade é que chegaram as duas competições [campeonato e competição europeia] e é muito difícil, está a custar-nos muito. (…) É uma luta desigual para todas as equipas portuguesas. (…) O jogo com o Rilski [na quarta-feira] é exigente, depois na quinta-feira acordaremos muito cedo para viajar todo o dia e regressar ao Porto. Depois na sexta-feira já estaremos a viajar para Lisboa para defrontar o Benfica. Gostaríamos de ter, como as outras equipas têm, cinco ou seis dias para preparar um jogo. Mas a realidade é esta: queremos estar nas competições europeias e somos a única equipa portuguesa presente nas competições europeias. Uma [UD Oliveirense] não está porque desistiu, a outra [SL Benfica] porque não conseguiu estar. Não nos vamos queixar disso, mas é evidente que é um esforço muito grande para nós.


Em resumo, a participação do basquetebol portista nas competições europeias tem servido para:

- Gastar parte do orçamento da secção (que podia ser utilizado para reforço do plantel) na logística das viagens (bilhetes de avião, transfers, hotéis, refeições, etc.);

- Provocar um grande desgaste nos jogadores, principalmente nos melhores (que são os mais utilizados), com consequências para os jogos seguintes (do campeonato);

- Aumentar o risco de lesões num plantel que, qualitativamente, é curto;

- Deixar, todos os anos, uma má imagem do FC Porto por essa Europa fora.


Por tudo isto, a participação da nossa equipa de basquetebol nas competições europeias tem de ser repensada.

Mas não chega. Todo o basquetebol do FC Porto precisa de ser repensado pela administração do Clube, que para isso foi eleita pelos sócios.

E a reflexão tem de incidir em diversos aspetos - dirigentes da secção, treinador, equipa técnica, jogadores, scouting, equipa B e formação.

O basquetebol portista precisa de decisões, algumas de efeito imediato (época atual) e outras para a(s) próxima(s) época(s). Doa a quem doer porque, a manter-se a inação de quem manda, pode estar em causa a continuidade do basquetebol no FC Porto.


P.S. Nem sempre o basquetebol portista andou pelas ruas da amargura a nível internacional. Lembro-me da época 1999/2000, em que a equipa do FC Porto fez uma caminhada notável até aos ¼ de final da Taça Saporta (à época a 2ª competição europeia de clubes), enchendo várias vezes o pavilhão Rosa Mota. Essa equipa, comandada por Alberto Babo e que que tinha jogadores como Jared Miller, Rui Santos, Paulo Pinto, Nuno Marçal, Fernando Sá, etc., ficou para a história do basquetebol português.

P.S.2 Época 1996/97, pavilhão Rosa Mota, FC Porto x Nobiles (Polónia), 2ª mão dos 1/8 final da Taça da Europa. Um video (do meu amigo Sérgio Gomes) do tempo em que o basquetebol portista enchia pavilhões.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Pássaros, passarinhos, passarões, aves de rapina e cucos

Tiago Martins rodeado de jogadores do Chaves (foto: Filipe Amorim / Global Imagens)

Pássaros do Sul,
Bando de asas soltas,
Trazem melodias,
Pra cantar às moças,
Em noites de romaria,
Em noites de romaria

Este refrão, de uma conhecida música de Mafalda Veiga, aplica-se bem à “romaria” de ontem à noite em Alvalade.

O “passarão” foi o conhecido Tiago Martins, protagonista de uma arbitragem à maneira.

E assim, pela 2ª jornada consecutiva, os “viscondes” chegaram à vitória após um penalti e uma expulsão de um jogador da equipa adversária. Algo que, no meio do ruído provocado pela detenção de Bruno de Carvalho, passou quase despercebido.

Capa de A BOLA de 12/11/2018

Capa do Record de 12/11/2018

Capa de O JOGO de 12/11/2018

Com arbitragens destas, o marketing do Sporting ainda vai ter de meter na gaveta a habitual calimerice e copiar o célebre hashtag dos encarnados-- #colinho

E por falar nos vizinhos da 2ª circular, que grande resultado!

Após o “penta ciao” da época passada, desta vez lá conseguiram ganhar ao Tondela, que viu dois dos seus jogadores serem expulsos pelo senhor João Pinheiro.

João Pinheiro a expulsar um jogador do Tondela (foto: Bruno Teixeira Pires / Record)

…com as duas expulsões fica muito complicado. Foi uma luta tremenda, mas o minuto 53 marcou esta partida (…) É muito difícil com 11, com menos um é ainda pior
Pepa, treinador do Tondela


Foi, de facto, um domingo em cheio para os dois clubes da 2ª circular.

E o fim-de-semana só não foi melhor, porque o golo de Soares, ao minuto 88, estragou os planos…

FC Porto x SC Braga, Tribunal de O JOGO

FC Porto x SC Braga, Record

Na semana em que a comunicação social deu conta de um encontro entre Luís Filipe Vieira e Paulo Gonçalves, no fim-de-semana não faltaram "pássaros", "passarinhos", "passarões" e "aves de rapina", com os "cucos" a assobiar para o lado…

sábado, 10 de novembro de 2018

Ticão!


E que grande vitória a desta noite.
Importantíssima nas contas do título, não só tendo em conta que o adversário era o segundo classificado (sem qualquer derrota) mas também pelo timing da mesma, numa altura que os rivais lisboetas estão ambos a atravessar uma fase de transição.

O Braga é, de facto, uma equipa forte. Apesar de contar, apenas, com 2 ou 3 nomes sonantes, há trabalho muito competente a ser ali executado e tal acontece desde já há alguns anos.
Uma grande aptidão competitiva, de calibre bem acima da média.

O FCP voltou, hoje também, a contar com a estrelinha (de campeão?) que nos tem acompanhado amiúde esta época.
E bem que a merecemos pois, durante vários anos, esta nada quis connosco.

Mas a estrela mais alta (esta cá da Terra) voltou a ser o nosso treinador que, uma vez mais, arriscou tudo para vencer a partida. Novamente Maxi a dar lugar a Otávio, colocando a equipa ainda mais ofensiva, para lá ainda do muito que ela já o é na sua génese e identidade.
Quão raro é vermos um técnico português assim.

Destaque também para Soares, que hoje foi absolutamente decisivo. O cruzamento do talismã Otávio era bem colocado mas, daí até o lance terminar em golo, faltava ainda algum trabalho. Foi obra de Ticão. Não era para qualquer tiquinho colocar aquela bola bem no cantinho e, para mais, ao minuto 87. O brasileiro, recorde-se, já tinha tido papel determinante na reviravolta contra o Varzim e, antes, contra o Tondela.

Estão de parabéns os jogadores e segue-se agora mais uma longa pausa que, esperemos, não estrague esta nossa grande dinâmica de vitória actual.

sábado, 3 de novembro de 2018

Siga!


67 foi o minuto-chave desta partida. Sérgio Conceição foi, hoje, ainda mais valente que o seu habitual e não hesitou em trocar um lateral-direito por mais um elemento ofensivo (Otávio) que, apenas três minutos depois, marcaria o golo que desbloquearia uma partida onde pairava um intenso odor a empate.
E, dadas as circunstâncias (derrota escandalosa do slb, em sua casa, na noite anterior), talvez um qualquer outro treinador não se incomodasse assim tanto com uma eventual igualdade, num campo historicamente complicado para as nossas cores. Sérgio Conceição, no entanto, tinha outros planos e, como na última quarta-feira para a Taça da Liga, virou tudo ao contrário com alterações vindas do banco.

E tudo tinha começado mal para o FCP. Um primeiro tempo completamente desinspirado da nossa parte. Quando Brahimi não está nos seus dias, a máquina emperra sempre. Aqui e ali, Corona lá continuou na sua actual onda de sentar primeiro os adversários e, depois, centrar com precisão. Contudo, a frequência com que o faz não se aproxima sequer do habitual caudal atacante do argelino e, por isso, o FCP não criou qualquer lance de perigo nos primeiros 45 minutos.

Foi assim recebido como uma dádiva dos céus o penalty assinalado por Xistra, já na segunda metade. Lance duvidoso, mesmo após inúmeras repetições. Mas Marega falhou. Ainda não parece que seja ele quem deva ser o habitual marcador. Há que treinar mais este tipo de lances. São já muitos os falhanços da marca dos 11 metros.
Após este lance, parecia mesmo que a maldição dos Barreiros estava de volta, até Otávio ter dado a melhor sequência a dois toques de calcanhar consecutivos (de Soares e Marega), num golo fabuloso para mais tarde recordar.
Três minutos depois, Óliver, de novo titular (e bem) no lugar de Herrera, rouba uma bola à defesa do Marítimo e segue completamente isolado para a baliza contrária. Como sabe que a finalização não é o seu ponto forte, olhou para todos os lados até encontrar um companheiro solto. Otávio e Marega completaram a obra.
O brasileiro ainda conseguiria fazer expulsar Danny e o FCP acabaria, assim, um jogo teoricamente difícil de uma forma inesperadamente tranquila.


quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Esquerdinha




Foi, durante anos, o nosso melhor lateral-esquerdo da era pós-Branco
(o maior deles todos).
Praticamente até Álvaro Pereira surgir em 2009, Esquerdinha foi o
homem que melhor fez aquele lugar que andava órfão desde a saída do
internacional brasileiro. Claro que, recentemente, apareceram
Layun e Alex Telles, laterais que relegaram Esquerdinha para uns lugares mais
abaixo na tabela dos melhores de sempre, mas nem por isso o homem dos
cabelos compridos deixou de ter um lugar especial entre a família
azul-e-branca.

Foi em 1999 que Esquerdinha surgiu nas Antas pelas mãos do também
antigo jogador Lula. Veio do modesto Vitória da Baía mas esteve em
alta no Brasileirão do ano anterior. Levou algum tempo até convencer a
exigente massa associativa mas, quando alcançou a titularidade, não a
largou praticamente até à sua saída.
Num tempo em que Jardel brilhava a grande altura, Esquerdinha foi
autor de inúmeras assistências para este. Venceu apenas um campeonato
mas o seu ponto mais alto terá sido o confronto com o Bayern, nos
quartos-de-final da Liga dos Campeões.
No período de alguma decadência do FCP, quando em dois anos Fernando
Santos apenas venceu a Taça de Portugal, Esquerdinha foi por vezes
preterido (imagine-se) por um insurrecto de nome Rúbens Júnior.
Saiu, depois, para o Saragoça aquando do (malfadado) regresso de
Octávio ao nosso clube.

Um bom profissional e um bom lateral-esquerdo que só pode mesmo deixar
saudades. Como me dizia um amigo, naqueles dia de glória de
Esquerdinha: "Agora só precisamos de um Direitinha".