quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

À espera do Pai Natal - ainda

Falta um tempo considerável para o fecho da janela de transferências de Janeiro, mas tal como aconteceu na anterior, a perspectiva de o plantel ser reforçado com novos jogadores, afigura-se improvável. Por um lado, há uma expectável inflação nos passes de jogadores em geral, com clubes de menor dimensão a entrar (e porque não?) no jogo das grandes transferências - como é o caso do Braga, Rio Ave...; o caso mais notório é o de Nakajima, que vem sendo associado ao Porto com alguma insistência, mas cujo clube, o Portimonense, não aceita negociar o passe do jogador por menos de €10M! O outro entrave ao tal reforço do plantel, quiçá o maior, é a actual situação financeira do Porto - um quadro tão negro, que se fosse um filme, seria o "Branca de Neve" do João César Monteiro.

Branca de Neve, da ficção para a realidade
Depois de terem tentado todas as outras "receitas" no livro, com treinadores jovens, treinadores menos jovens, treinadores com pouca experiência, treinadores sem experiência nenhuma, e todo o tipo de jogadores "debaixo do Sol" - caros, baratos, pechinchas e "murros na própria cara" - os senhores da SAD, decidiram - ou alguém decidiu por eles, o que diz muito da sua capacidade de decisão - que faltava tentar "sem contratações". Não se pode dizer que os resultados sejam maus; pelo contrário, são incomensuravelmente melhores do que alguma vez sonharam, só que pode não chegar. Ora, o estado a que chegaram as finanças do Porto é da sua exclusiva responsabilidade - não há desculpas nem atenuantes. Assim sendo, e neste momento de aperto, só lhes ficava bem juntarem entre si "uns trocos" - um membro da SAD não enriquece só com o salário que recebe, é certo - e fazerem um pequeno sacrifício por quem já lhes deu tanto, pagando do seu próprio bolso a contratação de um (unzinho chega) reforço (com a condição de que não seja mais um guarda-redes). O Clube agradecia e certamente saberia encarar com mais simpatia erros passados que tanto dano têm causado.
No poupar é que está o reforço
Este bonito gesto, para além do seu simbolismo, teria também o condão de mitigar algumas dúvidas no coração dos adeptos, no caso de esta época acabar como as últimas. Já se trocou várias vezes de treinador (e nem que tenha sido por pura sorte, parecem ter feito por fim a aposta certa); a estes jogadores, não se lhes pode pedir mais. Quem é então que falta mudar? Quem é que segundo os mais variados critérios, "não manda uma para a caixa"? Quem é vai arcar com as culpas, se as coisas correrem mal?

Espero que tenham um bom pé-de-meia.

domingo, 14 de janeiro de 2018

O “Benfica do Minho”

Abel Ferreira e os "erros não forçados"

O primeiro golo, infelizmente, é um erro nosso, um lançamento a nosso favor (…) Questionei os jogadores ao intervalo pela estratégia do jogo. (…) o que define o jogo é o passe, a qualidade do passe. Sobretudo são os erros não forçados que temos de melhorar. (…) Hoje o que fez a diferença foi a quantidade de vezes que saímos para o ataque e perdemos a bola com erros não forçados.

Estas declarações foram feitas por Abel Ferreira, treinador do clube que muitos apelidam de “Benfica do Minho”, no final do SC Braga x SLB de ontem.

De facto, foi muito estranho, chegou a ser quase ridículo, a forma como alguns jogadores do SC Braga falhavam passes ou perdiam a bola no um para um. E alguns desses passes mais pareciam um “tapete vermelho”, estendido por jogadores do “Benfica do Minho” ao “Benfica de Lisboa” (como aquele passe que isolou o Raul Jimenez ao minuto 87).

Após o que se viu dentro das quatro linhas e depois das declarações do treinador da equipa bracarense, é inevitável recordar o encontro recente entre o presidente do SC Braga e o presidente do SLB, encontro esse após o presidente do Sporting ter acusado António Salvador de ser um testa de ferro de Luís Filipe Vieira no denominado G-15.

Salvador e Vieira, dois conhecidos de longa de data, amigos (dependentes?) de Jorge Mendes para a compra/venda/empréstimo de jogadores e com diversos interesses comuns (da construção civil ao futebol).

Por exemplo, Danilo, um “jogador de Jorge Mendes”, esteve emprestado pelo SC Braga ao SLB, mas como não vingou em Lisboa regressou ao Minho.

«Danilo foi a ilustração do desatino braguista. Falhou passes atrás de passes (…) e foi dele a asneira para o primeiro golo do Benfica. Vukcevic, Fábio Martins, Ricardo Horta e Xadas também tiraram o dia para uma desgarrada de asneiras sem fim.»
JN, 14.01.2018

Danilo, ontem, foi um dos piores em campo? Coincidências…

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

SMS do Dia

"Pai, Já cá canta!!!!!! Sem o teu empurrão não íamos lá. Beijo grande"

Não há coisas muito mais bonitas que o amor entre pai e filho. E ainda por cima quando se materializa numa finta ao IMI... Até fico emocionado!

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

"Nós Vamos Ganhar"

Não vale a pena dizer muito do jogo de Santa Maria da Feira, um guião repetido e por repetir.

- O FC Porto foi melhor, num campo dificil, com condições dificeis e contra dois rivais complicados de superar, cada qual com as suas armas.

- O caudal ofensivo da equipa continua vivo, a eficácia no jogo aéreo também. Trademarks chave para chegar a Maio no topo e com os objectivos cumpridos.

- O core do plantel está mais unido do que nunca e os pequenos ajustes tácticos de Conceição nunca comprometem o jogo colectivo. A equipa soube jogar bem em distintos momentos do jogo e Conceição continua a acreditar que o seu plano A e o seu plano B são para cenários muito diferentes.

- Soares continua muito distante, física e mentalmente, do ritmo dos titulares, é um verso solto num bloco quase de proporções militares.

- O apoio dos adeptos foi tremendo e se no ano passado já se viveu um fim de ano com um seguimento inesperado e determinante que NES, com a sua inépcia, tratou de destroçar em campo, esperamos uma segunda volta com a chama do Dragão bem acendida. Que jogar fora seja jogar em casa sempre e que quem está de negro no meio do campo sinta que a impunidade tem um preço.

- Os últimos vinte minutos foram testemunha do pânico que vai por outros lados, sabedores de que já tudo se sabe (tudo?) e que não vai haver consequências reais porque isto é Portugal, estão determinados a fazer o possível e o impossível para chegar ao seu objectivo antes de que a casa arda mais. Verissimo voltou a ser ele próprio, um esbirro com a licção bem aprendida, enquanto seguramente os jornalistas que receberam o pagamento mensal habitual já estão com as facas afiadas para atacar esse "animal do Felipe" e o espirito "arruaceiro" dos jogadores do Porto a lembrar os videos de João Pinto e companhia há umas décadas atrás. Para isso cobram 400 euros ao mês a mais, vendendo-se barato porque ao regime todos se vendem abaixo do preço de tabela. Tudo conforme.

Preparem-se para cinco meses iguais a estes vinte minutos onde as leis se dão a volta do avesso, tudo é permitido, alguém acabará expulso (nem que seja por palavras, sempre a expuslão mais fácil para esta gentinha justificar nos relatórios) e todos com o credo na boca a sofrer o insofrível para seguir com vida. Bem vindos aos anos oitenta. Os anos oitenta deles, do desespero. Os anos oitenta nossos, da garra à Porto.

A todos eles, a todos nós, o Brahimi tem algo que dizer:





quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Reforços sim, contratações não

É preciso recuar muito no tempo para descubrir um FC Porto activo em todas as quatro frentes chegado esta altura do mês de Janeiro, precisamente 2008-09, em que se chegou ao inicio do novo ano nos Oitavos de Final da Champions League (cairiamos em Quartos frente ao Manchester United), a camino das finais da Taça de Portugal (que ganhariamos) e da Taça da Liga (caindo nas meias-finais) e liderando o campeonato que encerraría o ano do Tetra de Jesualdo Ferreira. 
Nem sequer no mágico ano de 2011 a equipa de André Vilas-Boas aguentou o ritmo e soçobrou frente ao Nacional na fase de grupos da Taça da Liga precisamente no inicio do mês de Janeiro. Isso sem ter de jogar a exigente Champions League. Algo que permite colocar – ainda mais – em perspectiva, o feito dos homens de Sérgio Conceição. E sabendo que aí vêm cinco meses de máxima exigência, a expectativa não podía ser maior. Olhando para a forma desastrada como o plantel foi construido – victima do descontrolo dos últimos anos – desde cedo a maioria dos adeptos e analistas foi rápida a indicar que o plantel era curto e tarde ou cedo iria necessitar de ajustes. Não deixa de ser correcto o raciocínio mas o certo é que, com metade da época cumprida, esse inevitavel desgaste não se tem notado – nem nos resultados nem em campo – graças à excelente gestão de grupo de Conceição o que permite reabrir a discussão sobre a necessidade real de interferir activamente na reabertura do mercado.

O mercado de Inverno é um mundo complexo. 
Poucas vezes serviu, realmente, de algo para equipas com objectivos importantes. Os poucos casos são simbólicos e parecem reforçar a sua importância (e ninguém esquecerá Carlos Alberto em 2004 ou a série de avançados que foi chegando nos anos posteriores que, com golos importantes, ajudou a alcançar metas e títulos) mas na prática vale muito mais ter um plantel bem estruturado desde o início do que aventurar-se no desconhecido do defeso invernal. Num ano sem competição africana de selecções – fundamental quando os MVP´s da época têm sido Brahimi, Aboubakar ou Marega – e sem lesões largas e graves, salvo os problemas físicos repetidos de um Soares que ainda não apanhou a dinâmica e de um irregular Otávio, os problemas têm sido contornados com tranquilidade. Sobretudo o que estes meses nos têm ensinado é que o éxito do FC Porto começa e acaba no espirito de grupo que o treinador forjou nos meses de pre-temporada e que todos têm abraçado, jogando mais ou menos. 
Num modelo de jogo muito exigente físicamente – por vertical e ofensivo – mas onde a posse de bola ajuda, em momentos de descanso, gerir esforços, Conceição tem sabido trocar peça por peça em momentos pontuais sem perder o ritmo colectivo. Tem acontecido na metamorfose de Oliver a Herrera (onze mais físico, com menos posse, e com maior entrega e presença em troca de maior controlo), nas inclusões pontuais de Sergio Oliveira, Layun ou Maxi Pereira num onze quase sempre recitado de memoria. Até mesmo a recuperação de Diego Reyes e o regresso de Soares abriram outras opções em posições chave. Conceição tem claro na sua cabeça que há um onze titular base mas sujeito a alterações pontuais face a rivais ou forma física e uma poule de seis/sete jogadores (Maxi, Reyes, Sergio, Oliver, Otávio, Soares e André André) que permite cobrir essas necesidades. É certo que, de base, o plantel apresenta descompensações tais como o excesso de laterais (o que tem feito Ricardo actuar de extremo algumas vezes) e a falta de jogadores abertos nas alas quando, sobretudo, Corona, não está ao seu nível ou peca por ausente, sendo que a adaptação de Ricardo, por um lado, e o uso de Hernani, por outro, abrem outras questões paralelas na gestão de grupo. A forma como Conceição abdicou de jogar com um 10 tem retirado importancia e influencia a Oliver, e também a Otávio, e tendo em conta que Danilo é indiscutivel, aberto a Herrera, André André e Oliveira a possibilidade de rodar por um lugar. No fundo o técnico conta já com seis médios para duas posições (oferecendo às vezes uma modificação do 4-2-4 para 4-3-3 para acomodar Herrera-Danilo-André André/Oliveira em momentos de maior posse) e não tem necessidade de mais tendo em conta que todos cumprem os distintos perfis utilizados. Layun, vitima de um claro over-booking e de um grande ano de Telles, e Maxi e Casillas – por questões salariais – são os claros candidatos a sair das contas sem que, em principio, a equipa mostre sinais de ressentir-se das suas baixas mas e quanto a incorporações, que decisão tomar?


O importante, uma vez mais, é referir o espirito de grupo como base de tudo. 
A ideia de jogo do técnico não é complexa – digamos que é uma versão à Porto, com esse extra de garra, do que lograva o Benfica de Jesus com êxito a nível doméstico no inicio da década – mas a idiossincrasia da equipa é muito especial. Qualquer novo reforço entra num grupo já formado, trabalhado e emocionalmente muito unido e tem de ser capaz de adaptar-se a essa realidade em tempo recorde. Não há, no mercado e face à nossa realidade, um talento absoluto disponível capaz de ser titular de caras apenas pelo genial que possa ser, pelo que quem vir tem de ser parte da engrenagem colectiva ou o próprio técnico será o primeiro a excluí-lo das opções. Oliver, sem dúvida um jogador com um talento incomparável, não joga precisamente porque apesar das suas virtudes, não é o homem certo para o modelo de jogo. 
Ou seja, salvo que seja uma posição cirúrgica (estou a pensar em extremo esquerdo/direito) ou um avançado de natureza muito diferencial do jogo que oferece Aboubakar (e para isso já existe Soares, inclusive), as necesidades reais deste plantel são escassas. E mais ainda quando o grupo parece de tal forma unido que a capacidade de multiplicação de posições reduz ainda mais essa ideia de necessidade extrema individual. Chegar e sentir o que o técnico fazem os jogadores sentirem, dentro dessa dinámica de “irmãos de armas”, é algo extremamente complexo de lograr e difícil de exigir a uma cara nova. Para quatro meses de competição, mais ainda. 

Seguramente haverá jogadores melhores que Marega no mercado mas será que algum dará a Sérgio o que ele quer dessa posição? Ou será tão capaz como Marega é de representar a unidade do grupo e o espirito deste projecto? O mesmo pode ser dito, realmente, de todos. Ninguém pode saber o que nos espera o amanhã e talvez uma lesão grave de um central, um problema sério de Danilo ou de Brahimi – os únicos jogadores sem réplicas reais daquilo que são e dão à equipa – podem sempre oferecer novos problemas e novas equações. No entanto, no momento presente, cada incorporação corre o risco de ser mais vista como uma contratação do que, propriamente, um reforço. E sabendo como está a SAD e como estão as finanças do clube  - com jogadores por renovar e buracos abertos para a próxima época, sobretudo na posição de defesa central – o mais lógico seria confiar em Conceição e nos seus homens e ir preparando o futuro com consciencia, sabendo que a força, a união e o talento do grupo e do seu líder que trouxe o FC Porto à sua melhor posição numa década a inicio de ano é uma arvore com raizes mais profundas na terra do que podemos imaginar para abanar ao primeiro sinal de tempestade.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Da série “Largos dias têm 100 anos”

PJ investiga jogo do Benfica, CMTV

Capa do 'Correio da Manhã' de 30-12-2017

«A Polícia Judiciária está a investigar suspeitas de pagamentos a jogadores do Rio Ave para perderem um jogo com o Benfica para a época 2015/2016, a 23 de Abril de 2016. Esta investigação insere-se no âmbito dos alegados esquemas de viciação de resultados que a PJ tem investigado, e que já fez quatro jogados do Rio Ave arguidos.
Segundo o Correio da Manhã, que avança a notícia, a Judiciária terá encontrado indícios de que um encontro envolvendo o Benfica poderá ter sido falseado. Testemunhas inquiridas pela PJ do Porto indicaram que, em Abril de 2016, empresários ligados ao Benfica terão abordado os jogadores agora constituídos arguidos no processo do Feirense - Rio Ave.
Além disso, a decisão da investigação ser transitada para Lisboa, apura o CM e a CMTV, foi tomada pelo magistrado do Ministério Público, que entendeu que este crime tem relação com outras investigações - como o caso dos e-mails que a SÁBADO tem abordado - que têm o Benfica como alvo e que estão entregues à Unidade de Combate ao Crime Económico e Financeiro da PJ


Capa de O JOGO de 30-12-2017

«O jornal "Correio da Manhã" avançou, na noite de sexta-feira, a notícia de que os jogadores do Rio Ave arguidos por viciação de uma partida com o Feirense são também suspeitos de terem recebido dinheiro para perder com o Benfica. Ao que O JOGO apurou, a investigação tem, no entanto, um âmbito maior e inclui, pelo menos, dois jogos com outras duas equipas da I Liga e pagamentos e tentativas de aliciamento a vários outros jogadores.
De acordo com o "Correio da Manhã", os intermediários seriam empresários ligados ao Benfica. No caso do jogo com o Rio Ave, a abordagem foi feita em abril do ano passado, antes de uma partida que os lisboetas viriam a ganhar por 1-0. Ao contrário do que adianta o CM, os futebolistas vila-condenses envolvidos não são os mesmos quatro que o Ministério Público constituiu arguidos no processo do jogo com o Feirense. Só Cássio e Marcelo constam de ambos; Roderick não jogou essa partida e Nadjack estava emprestado. Foi, aliás, nos telemóveis confiscados aos dois primeiros jogadores que a Polícia Judiciária descobriu os sinais de uma outra partida viciada. O JOGO sabe que foi a partir dessa investigação que a PJ chegou aos indícios de, pelo menos, mais dois jogos desvirtuados em favor do Benfica


´Título do Benfica investigado', RTP 1, 30-12-2017

«Os polvos são moluscos marinhos da classe Cephalopoda, da ordem Octopoda (…). Como o resto dos cefalópodes, o polvo tem um corpo mole, sem esqueleto interno (…). Como meios de defesa, o polvo possui a capacidade de largar tinta, de mudar a sua cor (camuflagem, através dos cromatóforos) e autotomia dos seus braços
in Wikipédia


2017 termina em grande e 2018 é um ano que promete. Até porque, com tantos e-mails, com tanta gente (ligada ao SLB) envolvida, com tantos indícios, com tantas evidências, parece-me que o melhor ainda estará para vir…

Votos de um bom ano 2018 e não se esqueçam: largos dias têm 100 anos!

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Marega e o mercado

JN de 19-12-2017

«Às costas de Marega».
Foi este o título escolhido pelo JN, para a notícia de capa referente à vitória (3-1) do FC Porto sobre o Marítimo.

É um título feliz, ilustrado por uma foto de Brahimi (duas assistências) às costas de Marega (dois golos e MVP deste FC Porto x Marítimo).

Com os dois golos que marcou no jogo de ontem à noite, Marega já leva 12 golos em 1150 minutos no campeonato português (1 golo a cada 96 minutos). E nenhum destes golos foi de penálti.

Marega é o melhor exemplo de como o Sérgio Conceição foi capaz de “esticar” um plantel curto (de cuja qualidade muitos desconfiavam), tirando o máximo partido dos jogadores à sua disposição.

Mas há mais. Do onze inicial de ontem, fizeram parte quatro jogadores – Diego Reyes, Ricardo Pereira, Aboubakar e Marega – que não serviram para outros treinadores do FC Porto e, por isso, foram dispensados (emprestados).

Pois bem, foi com estes que o FC Porto ganhou e é com estes que a EQUIPA liderada por Sérgio Conceição chegou à “paragem” do Natal 2017 na frente do campeonato, com o melhor ataque e a melhor defesa.

E depois, a gente olha para os jogadores que ontem estavam no banco de suplentes – Casillas, Felipe, André André, Óliver Torres, Hernâni, Corona, Soares – a que se juntaram, num treino após o jogo, mais alguns que ficaram de fora (Layun, Sérgio Oliveira, etc.) e começa a ser difícil acreditar que o plantel 2017/18 é curto.

Treino noturno com os jogadores menos utilizados

Reforços em Janeiro?
Não me parece que, nesta altura, haja muitos jogadores disponíveis melhores do que aqueles que ontem ficaram fora do onze titular (e, já agora, que estejam ao alcance da bolsa da FCP SAD).

Veremos o que o mercado de janeiro irá trazer. Da minha parte, os reforços que considero prioritários, são as renovações com a atual dupla de defesas centrais - Iván Marcano e Diego Reyes.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Surreal

Na época passada, após o cd tondela ser goleado por 4-0 no Estádio do Dragão, Pepa chegou à sala de imprensa com cara de caso e centrou as suas declarações numa crítica feroz, verdadeiramente surreal, à arbitragem desse jogo.

O jogo ficou estragado. Vi agora as imagens e nem quis acreditar no que vi. Foi surreal a expulsão e foi surreal o penálti

Ontem, seguindo uma tradição de vários anos, o cd tondela foi novamente goleado em casa pelo slb (1-5).

Contudo, ainda na 1ª parte, antes do slb chegar à goleada, aconteceu isto…

Fejsa atinge Murilo na cara

Cartão vermelho por mostrar a Fejsa (Tribunal de O JOGO)

E logo a seguir isto…

Penálti por assinalar contra o slb (Tribunal de O JOGO)

Pois bem, no final deste cd tondela x slb, o que disse Pepa sobre o trabalho da equipa de arbitragem (liderada por Tiago Martins) e sobre o VAR (Hélder Malheiro)?

Rigorosamente nada.
Surreal?
Não. Verdadeiramente surreal é haver um clube como o cd tondela na I Liga, que se comporta como clube-satélite do slb, cujo presidente assume descaradamente ser benfiquista e cuja característica comum à escolha dos treinadores (Vítor Paneira, Rui Bento, Petit, Pepa) é terem de ser ex-jogadores do slb.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

A irregularidade que precedeu o 1º golo

A maré azul invadiu Setúbal e foi avassaladora, no relvado e nas bancadas.

Contudo, apesar da goleada (0-5), apesar de ter sido uma vitória sem espinhas, houve muito boa gente que ficou com uma “espinha” entalada na garganta e queira manchar a vitória do FC Porto, apontando o dedo ao primeiro golo dos “dragões”.

Houve alguma irregularidade no primeiro golo de Aboubakar?
Sem dúvida, há imagens que são muito claras. Basta olhar para a camisola do Aboubakar…

Edinho puxa a camisola de Aboubakar (Tribunal O JOGO)

P.S. O comentador de arbitragem da BTV2... perdão, da SportTv, só vê o que lhe apetece e no lance do 1º golo não viu a camisola do Aboubakar a ser puxada pelo jogador do Vitória Setúbal. Por outro lado, vê coisas que não acontecem. Ao contrário do que diz o senhor Pedro Henriques, é falso que o contacto do Aboubakar, com as mãos, nas costas do Edinho tenha sido feito quando o jogador do Vitória Setúbal está com os pés no ar. É só rever as imagens com os olhos abertos...

P.S.2 Antes do primeiro golo, já o Vitória Setúbal deveria estar a jogar com menos um jogador. Mas isso, claro, não é assunto para os “cartilheiros” ou para os comentadores da BTV2... perdão, da SportTv.

Entrada de sola ao tornozelo de Marega (Tribunal O JOGO)

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Sem "os padres que escolhemos e ordenamos"…

Seis jogos, seis derrotas (capa de O JOGO de 06-12-2017)

Nos seis jogos da fase de grupos da Liga dos Campeões 2017/18…

- o SLB marcou um golo; o FC Porto marcou 15!

- o SLB esteve cinco jogos seguidos sem marcar; o FC Porto marcou em todos os jogos.

- o SLB teve um diferencial de -13 entre golos marcados e sofridos; o FC Porto teve um diferencial de +5 golos.

- o SLB obteve 0 (zero!) vitórias nos seis jogos disputados; o FC Porto obteve 3 vitórias no mesmo número de jogos.

- o SLB terminou a fase de grupos com 0 pontos (pior registo de sempre de uma equipa cabeça de série); o FC Porto terminou a fase de grupos com 10 pontos (e apurou-se pela 14ª vez para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões).

- o SLB foi a única das 32 equipas desta fase de grupos a terminar com 0 (zero) pontos; o FC Porto é a única das três equipas portuguesas a continuar em prova.

- o SLB encaixou apenas o valor do prémio de participação na fase de grupos (12,7 milhões de euros); o FC Porto já encaixou 23,7 milhões (e poderá encaixar mais).

Os factos são muito claros. Sem a colaboração da arbitragem (como disse António Rola), ou sem poder ter os “padres” que escolhemos e ordenamos (como diria Adão Mendes), este SLB fica reduzido à sua verdadeira dimensão.

"os padres que escolhemos e ordenamos"

Quanto ao FC Porto, tendo disputado a fase de grupos contra o melhor Besiktas de sempre e os atuais 2ºs classificados dos campeonatos alemão e francês, demonstrou na Europa a diferença real que existe entre as duas equipas.

Cartoon em A BOLA

Fica a dúvida: Qual seria a diferença pontual entre o FC Porto e o SLB, se os jogos do campeonato português fossem arbitrados por árbitros estrangeiros?

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Que mais?

Não sei se a gravidade de tudo isto que tem acontecido ao FCP terá sido já avaliado na sua verdadeira dimensão.
Se após duas mudanças radicais, da época passada para a actual, como foram a introdução do VAR e também depois do FCP ter exposto, com provas factuais, parte do esquema de favorecimento ao slb, a situação, em termos de arbitragem, permanece praticamente inalterada, a pergunta lógica a fazer é quão mais teremos que jogar para, um dia, nos colocarmos a salvo destes factores externos e vencermos o campeonato?

Se, como nesta presente época, somos claramente superiores a slb e scp e, mesmo assim, deles não conseguimos descolar, o que mais teremos que fazer para o conseguir?

Se, como até ao momento, ganhámos todos os jogos contra as equipas fora dos "três grandes" (com excepção de um único, em que realmente não fomos superiores ao nosso adversário, naquele jogo na Vila das Aves) e merecemos claramente vencer em Alvalade o scp e também agora no Dragão o slb, começa a ser cada vez mais difícil melhorarmos para uma dimensão - tamanha - em que os erros arbitrais não nos façam mossa.

Se nesta nova "Era" que agora vivemos, com VAR e o "Polvo" vermelho exposto, continuamos a ser prejudicados como há um ano, a questão passa a ser como, ou se, iremos alguma vez re-conquistar o título de campeões nacionais. E não nos referimos sequer apenas a esta presente época.
Há um limite a partir do qual não poderemos fazer muito mais contra slb e scp. É de temer que esse limite esteja próximo. Basta ver o quanto jogámos nos dois últimos encontros, em casa, contra o nosso grande rival. Tanto futebol para apenas dois empates.

Os jogos do slb continuam a ser arbitrados sem que se cumpram sempre as regras do futebol.
Assim sendo, poderá perfeitamente acontecer que nem um futebol com a qualidade daquele que apresentámos aquando das nossas conquistas europeias, seja suficiente para quebrarmos de vez o estado actual das coisas no desporto em Portugal.

sábado, 2 de dezembro de 2017

"Roubo de Igreja" e "Roubo de Carteira"

O FC Porto vai ser campeão.
Depois de um dos mais inacreditáveis "roubos de Igreja" que a Invicta já viu a convição não podia ser mais forte. Pedroto estaria pouco surpreendido ao descobrir que mais de quatro décadas depois da sua mítica expressão ter dado à luz, tudo continua igual e a impunidade grassa sobre o futebol português. As pistas estavam lá, nos jogos do Benfica e, sobretudo, nos jogos do Porto. Um ano mais uma equipa sem ideias, sem futebol, sem talento e sem treinador, em condições normais, chegaria a Dezembro fora da corrida do título como lhe aconteceu dezenas de vezes (e aos vizinhos do lado) durante os anos noventa e dois mil. Mas estamos na era do Vieirismo, da amizade com os poderes do governo, da justiça e da polícia, dos relatórios secretos sobre os árbitros, dos sms com mensagens comprometedoras, da espionagem sobre o presidente da Federação e afins, a era dos Guerra, dos Marinho e da impunidade absoluta. E por isso mesmo, um ano mais, uma equipa vulgar, colocada no seu devido sítio na Europa, onde tudo isso vale zero, está a três três pontos da liderança e bem dentro da corrida. E vai continuar a estar, por muito mal que joguem. Porque é imperioso que estejam. Porque este Portugal, "pos-democrático", é mais salazarista e centralista que o Portugal contra o qual Pedroto lutou e denunciou. E essa realidade, por muito que se denuncie em prime-time, não se apaga com um sopro de vento. Será preciso outro terramoto para varrer a escumalha que nos meandros do futebol português adultera, ano atrás ano, a competição. Até lá estes "roubos de Igreja" vão continuar a ser frequentes e a sobranceria dos Vitória, jactando-se da sua própria incompetência, agradecendo aos VAR que ficam calados quando devem falar. Dos golos limpos anulados. Das mãos que são peito ou dos peito que são mãos. Dos empurrões, cuspidelas e socos aleivosos. A isso pode agradecer Vitória, que de futebol entende tanto como de matraquilhos, ter saído vivo de uma caldeira que estava preparada para cozer o Polvo mas que se encontrou com tentáculos que ainda são mais fortes do que podemos imaginar. Tentáculos que, ainda assim, serão insuficientes em Maio.



Porque o FC Porto vai ser campeão.
Contra os "roubos de Igreja" e também contra os "roubos de carteira". Ler entrevistas ou declarações inoportunas e oportunistas de Pinto da Costa tornou-se num dos melhores exercícios de stand-up comedy de Portugal. Há uns tempos queixou-se de que Lopetegui, o treinador que tanto elogiou na imprensa internacional e que lhe convenceu até a comprar Ferraris que hoje, vê-se, são Corsas noutras paragens, não era treinador para ganhar, ao contrário de Conceição. Também disse, algures no tempo, porque ao ouvir Pinto da Costa o tempo perde dimensão e lógica, como se fosse uma Matrix, que qualquer treinador seria campeão com os "Falcão, Hulks, James" e companhia, numa bicada seguramente aos Villas-Boas e Vitor Pereiras - os últimos treinadores campeões nacionais, é preciso lembrar - e que ser campeão com um plantel actual é que era. Pois era. Vitor Pereira saiu em 2013 do FC Porto. Há quase cinco épocas. Nesse espaço de tempo essa sumidade elegeu como treinadores nomes distintos, perfis distintos e com mentalidades distintas. Deu-lhes jogadores pedidos, deu-lhes jogadores que não queriam mas que tinham de ter e foi vendendo os anéis. Dos dedos, dos colares, da alma. Foi estripando o FC Porto, abrindo-o por dentro e sacando, gota atrás de gota, o sangue. O FC Porto, o mesmo clube que durante uma década foi considerado um exemplo de gestão, sobretudo como comprava muito barato, vendia muito caro e mantinha uma boa prestação desportiva, hoje está sob a alzada da UEFA. Não pode gastar nem um cêntimo sem avisar, não pode cometer nenhuma loucura, não pode investir sem somar, subtrair e contar com muitos dedos os números. Durante estes quatro anos e meio sem títulos o Porto vendeu tudo e não ficou com nada, salvo Brahimi, que ninguém parece querer, felizmente, e Herrera, que ninguém parece querer, infelizmente. Já vendeu jogadores com um ano de casa, da formação, sem sequer garantir o 100% da sua mais valia e já vendeu apostas falhadas e logradas. O que não conseguiu foi investir bem porque o supra-sumo das declarações inoportunas, seguramente com a cabeça e o corpo metido noutro lado, perdeu tudo aquilo que o ligava á sanidade da gestão futebolistica. E a carteira do FC Porto foi sendo "roubada", desde dentro, e o dinheiro ganho, as transferências milionárias, foram desaparecendo num buraco onde já cabe o Dragão e, daqui a nada, o azul e branco se for preciso. Ontem, num jogo decisivo, Sérgio Conceição, um homem que faz milagres mas a quem não se pode pedir sempre o impossível, realmente não podia deixar de olhar com inveja para os que o precederam. Os que tinham na área a jogadores como Derlei, McCarthy, Lisandro, Falcão, Hulk, Jackson ou André Silva e não Moussa Marega. Há uns tempos atrás escrevi que Marega era o exemplo desta equipa e nada pode ser mais certo. Todo o querer do mundo e toda a dificuldade do mundo incluídas num jogador que dá 200% mas que há coisas que não pode dar. A culpa nunca será sua. A culpa é de quem foi sangrando o clube a ponto de que tenha de lutar contra o maior rival de sempre, o Polvo, com Marega, com Otávio, com Aboubakar e com Herrera quando durante uma década teve jogadores de um nível muito superior, cujo dinheiro das vendas foi mal gasto, negócio atrás negócio, para não falar naquele que, misteriosamente, desapareceu e foi parar a outras mãos. Ontem o FC Porto mediu-se nu contra o Polvo. Despido por quem devia ter procurado dar-lhe o melhor traje de batalha e o despojou das armas. Conceição, os seus e os adeptos no Dragão foram à luta na mesma, porque esse é o nosso ADN, e lutou com os punhos e com a alma. E ganharão, ganharemos, esta batalha. Contra tudo e contra todos, inclusive contra aqueles que nos despiram e nos deixaram nus para, mais á frente, virem reclamar os despojos e o traje do imperador.



O FC Porto vai ser campeão.
Contra tudo e contra todos. Dentro e fora. Salvo o plantel - um exemplo de atitude mesmo quando o talento e a capacidade individual não dá para mais - e o treinador, o motor desta recuperação espiritual de uma ideia de Porto perdida desde a época das vacas gordas, contra tudo e contra todos. Contra os interesses da capital, os negócios ocultos da trama e os tentáculos nas esferas do poder. Contra as manobras rasteiras de Alexandre, contra a ressaca do "Anterismo", contra os interesses dos Teixeiras. Contra o vitimismo dos Vieira e dos Carvalho, contra a violência dos Fejsa e os braços de Luisão. Contra os fundos que andam a apropriar-se, pouco a pouco, do futuro do clube, os que hipotecaram o estádio e o negócio com a Altice e os que fizeram com que a UEFA tivesse direito para apresentar-se à porta a pedir contas. Contra o VAR calado do Polvo. Contra o silêncio oportunista de Pinto da Costa. Contra tudo e contra todos. Campeões.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Vitória moral que não nos serve de nada



O FCP merecia ter ganho em Alvalade e hoje no Dragão. Não o fez e, com todas as ajudas arbitrais e do VAR das passadas jornadas, eis que, subitamente, voltamos ao ponto zero e o campeonato, até aqui dominado pelo nosso clube, está agora relançado e com prognóstico difícil para as nossas cores.

Marega escolheu a pior altura para mostrar as insuficiências técnicas e o slb lá saiu, uma vez mais, sorridente do nosso estádio. Há um ano, foram dominados em praticamente toda a partida. Hoje, em parte e meia. Que outro clube, que não o slb, para sair deste sufoco, em duas épocas consecutivas, com dois empates? É um mistério que a ciência, um dia, terá que responder.

Não é que o nosso adversário tenha começado mal o jogo. Entrou até melhor e, durante mais de 20 minutos, dominou a partida. Porém, o FCP foi subindo de rendimento com o passar dos minutos, quando o meio-campo, finalmente, conseguiu construir jogo. Antes disso, vivemos apenas e só dos lançamentos longos paras as corridas de Marega pela direita.

Com a entrada de Otávio, o desequilíbrio atingiu o seu auge. Pelo meio, árbitro e juíz de linha não viram um jogador do slb, junto à linha lateral, a colocar toda a gente em jogo e, assim, anularam - mal - um lance que terminou com a bola no fundo das redes benfiquistas. Já na primeira-parte tinha existido um toque, junto à linha de fundo sobre Marega, que deixou muitas dúvidas.

Com o passar do tempo, o domínio era de tal ordem que parecia que o FCP iria mesmo acabar por marcar. Especialmente quando o slb ficou reduzido a 10 elementos, a partir do minuto 82.
Marega, jogando agora como verdadeiro ponta-de-lança após troca de Aboubakar por Soares, assim não o quis.

Nota ainda para uma monstruosa defesa de José Sá, já perto do final da partida, que, a entrar, seria o cúmulo dos cúmulos do azar para o FCP
E vão duas grandes defesas, do nosso jovem guarda-redes, em duas partidas consecutivas. Conseguiria Casillas evitar tais golos?

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Farsa em tons de encarnado

No dia seguinte ao CD Aves x FC Porto, o SLB, através da sua conta de Twitter oficial para a imprensa, divulgou um vídeo com imagens do lance do penálti (não assinalado) sobre Danilo, acompanhado do seguinte texto:

A farsa do penálti que na verdade nunca existiu. E as imagens do VAR devem ser muito mais concludentes

Análise ao vídeo manipulado feita na CMTV (clicar na imagem para ampliar)

Ontem, após uma análise frame a frame, feita por um técnico de imagem da CMTV, o qual comprovou que o vídeo difundido na conta do Twitter ‘SL Benfica Press’ tinha sido manipulado, o SLB tentou escapulir-se:

O SL Benfica reafirma que não efectuou nenhuma manipulação da gravação difundida. Feita uma perícia interna a única ocorrência que pode explicar alguma discrepância tem a ver com a fonte de onde foi obtida a gravação.

Pois, no vídeo difundido pelo SLB “só faltava um frame” que, por mero acaso, é aquele onde se vê o pontapé do jogador do CD Aves na perna do Danilo. Uma “pequena” discrepância…

O Francisco J. Marques‏ já comentou esta tentativa de “sacudir a água do capote”…


Mas eu acho que estamos a ser injustos e devíamos agradecer ao departamento de comunicação do SLB por, ao propagar um vídeo manipulado, ter contribuído para três coisas:

Capa do CM de 28-11-2017
1º) A colocação de um lance polémico do CD Aves x FC Porto na agenda mediática de programas de televisão e jornais (veja-se a capa do Correio da Manhã de hoje).

2º) A demonstração que, tal como já era notório com a divulgação dos e-mails, a atual estrutura do SLB é composta por indivíduos sem escrúpulos, que não olham a meios para atingir fins.

3º) Sublinhar a farsa que existiu no CD Aves x FC Porto, em que, no minuto 90, ficou por assinalar um penálti indiscutível a favor do FC Porto.


De facto, o penálti (não assinalado) sobre Danilo é de tal forma indiscutível, por ser tão escandalosamente evidente, que “obrigou” os fazedores de farsas a argumentarem com base num vídeo manipulado.

E se a farsa do vídeo difundido pelo SLB é hilariante, a farsa da arbitragem do CD Aves x FC Porto foi muito grave e tem de ter consequências.

Ora, tendo em vista o apuramento de todos os factos, será que o FC Porto já solicitou o áudio das palavras trocadas entre o árbitro (Rui Costa) e o VAR (Bruno Esteves)?

O FC Porto já solicitou as imagens (todas as imagens) a que o VAR teve acesso, antes de emitir a sua opinião?

Com base nesta informação, podemos chegar à conclusão que o árbitro Rui Costa, o vídeo-árbitro Bruno Esteves, ou ambos, não reúnem condições (técnicas, psicológicas ou morais) para continuarem a ser nomeados para jogos da I Liga.
E, se assim for, o FC Porto não pode ficar calado, tem de exigir o afastamento imediato destes árbitros.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

“As gentes do Porto são ordeiras”

O penálti sobre Danilo visto de vários ângulos (clicar na imagem para ampliar)

Uns minutos após o final do CD Aves x FC Porto, Pedro Henriques (ex-árbitro da AF Lisboa), o comentador de arbitragem da SportTv, afirmou o seguinte:

Há penalti! Não deixa dúvidas. O jogador tentou pontapear a bola mas pontapeou o Danilo. Não interessa se é sem querer.

No dia seguinte, nas páginas dos três jornais desportivos, a opinião dos comentadores de arbitragem era unânime.

No jornal O JOGO, Jorge Coroado (ex-árbitro internacional da AF Lisboa), José Leirós (ex-árbitro da AF Porto) e Fortunato Azevedo (ex-árbitro internacional da AF Braga), que constituem o painel do ‘Tribunal de O JOGO’, são perentórios: ao minuto 90, ficou por assinalar um penálti a favor do FC Porto.

Duarte Gomes (ex-árbitro internacional da AF Lisboa), na análise à arbitragem nas páginas do jornal A BOLA, confirma e diz que existiu um penálti (por assinalar) sobre Danilo.

Nas páginas do jornal Record, Marco Ferreira (ex-árbitro internacional da AF Funchal) e Jorge Faustino (ex-árbitro) também não têm dúvidas e escreveram o seguinte:

Amilton foi surpreendido pela antecipação de Danilo e, quando pretendia jogar a bola, acabou por apenas acertar na perna esquerda do jogador do FC Porto. Pontapé de penálti que ficou por assinalar

O jogador [Amilton] tenta pontapear a bola, acabando por acertar na perna de Danilo de forma imprudente dentro da sua área. Penálti por assinalar, não tendo a devida ajuda do VAR

Sete ex-árbitros, colaboradores de diferentes jornais ou televisões.
Sete ex-árbitros, de diferentes gerações.
Sete ex-árbitros, de diferentes associações do país (maioritariamente da AF Lisboa).
Sete ex-árbitros, a maior parte dos quais ex-internacionais, são unânimes:
Ao minuto 90 do CD Aves x FC Porto, ficou um penálti por assinalar a favor do FC Porto!

Mais. O penálti é de tal forma descarado que, vendo a unanimidade dos ex-árbitros e não tendo outros argumentos, a máquina de propaganda do SLB até se deu ao trabalho de pôr a circular um vídeo com imagens manipuladas.

O vídeo manipulado foi publicado no Twitter 'SL Benfica Press'

A razão desta rara unanimidade em relação ao penálti sobre o Danilo que ficou por assinalar é simples: trata-se de uma falta demasiado evidente para se poder usar a desculpa do “em caso de dúvida…”. Ou, dito por outras palavras, não é um “penálti de televisão” (outra desculpa que era habitual). É um lance claríssimo, que não deixa qualquer tipo de dúvida (a pessoas minimamente honestas), sendo perfeitamente visível mesmo sem se ter acesso a imagens televisivas e repetições (como é o caso do VAR).

E contudo, no ‘Dragões Diário’ do dia seguinte ao jogo (26-11-2017), a referência ao lance foi esta:

«… um penálti por assinalar de Amilton sobre Danilo, que nem árbitro nem vídeo-árbitro conseguiram analisar corretamente…»

É só isto que a estrutura do FC Porto tem para dizer, sobre o erro de arbitragem mais grave deste campeonato?

Com tantos paninhos quentes, com tanto cuidado na escolha das palavras para não ofender a APAF, só faltou pedirmos desculpa aos “padres”…, perdão, aos excelentíssimos senhores árbitros, que estiveram de serviço (e que servicinho fizeram…) na Vila das Aves.

E não me venham com a conversa de que temos que relativizar e que este é "só" mais um penálti (o sexto desta época) que ficou por assinalar a favor do FC Porto.
Eu não aceito esse tipo de conversa.
Este é O penálti que ficou por assinalar ao minuto 90, de um jogo que estava empatado (1-1) e, por isso, as consequências do "erro" são muito mais gravosas do que noutros casos.

Em resumo, perante um lance destes, com toda esta envolvência, o FC Porto não pode reagir de forma encolhida, timida, quase envergonhada, como o fez no ‘Dragões Diário’.

E pior ainda, dois dias após a equipa liderada por Sérgio Conceição ter sido espoliada de 2 pontos na Vila das Aves, o presidente e a administração da FCP SAD continuam em silêncio.


O mestre Pedroto a apontar o caminho

As gentes do Porto são ordeiras porque, se não fossem, há muitos anos teriam recorrido à violência perante os enganos dos árbitros que têm decidido da perda de muitos campeonatos e Taças de Portugal.
― José Maria Pedroto

Que saudades do mestre Pedroto e do seu companheiro de então, Jorge Nuno Pinto da Costa. A dupla que, há 40 anos atrás, se insurgiu contra os poderes instalados na capital do ex-Império e iniciou a transformação dos “andrades” em “dragões”.


P.S. O "polvo encarnado" estende-se para todas as áreas, do futebol à comunicação social, passando pelo poder político e judicial. Por isso, não tenhamos ilusões. Este "polvo" gigante não será derrotado se continuarmos com falinhas mansas e boas maneiras.