segunda-feira, 7 de abril de 2008

Campeões, Campeões, Nós Somos Campeões...


Um campeonato ganho pelo FCP é sempre um momento de euforia, mas este ano teve um significado muito especial. As permanentes apitadelas, reclamavam uma vitória convincente, gorda e humilhante para os nossos detractores. Um campeão sem mácula e acima de qualquer dúvida, foi o que conseguimos. Fomos capazes de provar que o anti-sistema parido no ventre do regime, deu à luz um campeão sem precedentes, que é exactamente o mesmo que é acusado de traficar vitórias a favor de empates, num momento em que tinha uma super equipa que (apenas) chegou a campeã europeia.

Com uma equipa coesa, um treinador sério e competente, um grupo de jogadores equilibrado e uma meia dúzia de qualidade extra, construímos o que parecia impossível, num ambiente permanentemente adverso. Uma vitória esmagadora e que enche de inveja os invejosos do costume. Nem os mais empedernidos adversários se arriscam a pôr em causa a justeza desta vitória.

Se nos anos anteriores o sentimento primeiro foi de alívio : o FCP tinha conseguido retomar, de forma sustentada, o trilho que parecia perdido a partir da fuga de José Mourinho, este ano foi de desforra: contra os dossiers, os oportunistas, as “sevícias” da CS e os favores do regime, sempre a favor dos mesmos.

Campeões, nós somos campeões, façam o que fizerem os tribunais e as justiças federativas. Nada me pode tirar o prazer desta vitória. Não há roubo de pontos, nem acusações, nem escutas, nem apelos à judiciária que nos tirem o mérito - e o direito - a sermos campeões. Tudo o resto é histeria e a fúria dos predadores/perdedores do costume.

É comum escrever-se que a força do FCP é potenciada na construção de um inimigo imaginário que religiosamente combatemos, se situa na capital e é representado por uma ave de rapina. Acho que se passa exactamente o inverso. E não só com o FCP. Qualquer adepto suspeito de ser do nosso clube, ou de outro qualquer clube, desde que se apresente sem sinais exteriores de hostilidade, ser-lhe-á mais difícil entrar no aparelho do estado do que um camelo numa agulha de coser . É do FCP ou parece, logo é culpado.

Esta vitória é uma saborosa vingança. Os detractores continuam e continuarão com as suas tristes ladainhas: a reza é sempre a mesma, o pedido também. Têm legítima saudade do sucesso do passado. Ganhavam sempre e o árbitro sabia respeitar os raspanetes e as ordens do capitão Coluna. O regime ajoelhava-se perante tanto poder e notoriedade. Só que apesar disso, é justo reconhecer que tinham a melhor equipa de Portugal.

Só que hoje não a têm e por isso têm de criar um sistema que lhes conceda benefícios pontuais. A judiciária procura, as escutas bufam e o ministério produz culpados. A tomada da Liga não chegou, talvez assim possam chegar lá, já que não pode ser de outra maneira. Se não for a bem vai com tribunais.

Já não basta a CS – nomeadamente a TV - para fazer chegar a campeão o seu clube alvo, porque fazer um campeão não é tão fácil como vender um sabonete ou eleger um presidente. Pelo menos para já. Bem tentam, com propaganda travestida de informação e com profissionais unicolores que se esquecem de comentar com um mínimo de equidistância. Vítor Paneira – no jogo BFC/SLB - foi um triste exemplo do que acabo de dizer. Não chega. Falta equipa e o Rui Costa não tem o poder de Coluna. Os tempos mudaram.


O FCP é campeão de 2007/8, com justiça. Os sócios mereceram. São homens, não são santos. São excessivos. É difícil combater a intolerância e todos os insultos, oferecendo a outra face. Jesualdo Ferreira não é o melhor treinador do mundo – nem sou seu fã incondicional - mas, acho que é justo acabar este comentário, referindo que considero que foi o elo mais forte desta equipa que construiu o campeão. Esteve quase sempre bem e nos momentos mais difíceis foi a voz que se ouviu, com comentários sempre a propósito. Um equilíbrio notável.

VIVA O FC PORTO!

6 comentários:

Nelson Carvalho disse...

Sem tirar, nem pôr, fomos campeões num clima hostil e amplamente adverso. Veio ao de cima a estrutura forte do Clube, potenciada pela coesão do plantel, onde o Jesualdo teve um papel determinante, na sua estruturação e defesa do mesmo.

Viva o NOSSO Porto!!!

Nuno Nunes disse...

Na ressaca da festa, só faltava mesmo a crónica do Mário Faria. Está excelente. Dá gosto ler e reler porque é isto o que vai na alma de todos os portistas na hora de festejar.

Paulino disse...

ahhhhh ahhhhhhh Triiiiiiiiiiiii!!!

Santinho... snif

João Saraiva disse...

Eu por acaso vou um bocadinho contra a corrente, não é que não esteja contente (que estou), mas é um contente díluido ao longo do tempo. O facto de ser um campeonato anunciado há muito, retirou-me algum do prazer e da euforia.

É como ganhar a final da LC, mas ter vibrado muito mais no ano anterior com a UEFA.

É como ganhar a final da LC, mas os jogos que realmente me fizeram chorar foi o de Manchester e o da Corunha.

José Correia disse...

«Campeões, nós somos campeões, façam o que fizerem os tribunais e as justiças federativas. Nada me pode tirar o prazer desta vitória. Não há roubo de pontos, nem acusações, nem escutas, nem apelos à judiciária que nos tirem o mérito - e o direito - a sermos campeões. Tudo o resto é histeria e a fúria dos predadores/perdedores do costume.»

Falta, apenas, a cereja em cima do bolo, que será termos um estádio do Dragão a abarrotar no próximo FC Porto - SLB e fechar o campeonato com chave de ouro, vencendo, mais uma vez, os encarnados.

Para mim, isso será mais importante que vencer a Taça de Portugal.

Nicolau d'Almeida disse...

Nem é preciso acrescentar mais nada! Efectivamente, este texto espelha fielmente tudo o que vai na alma de todos aqueles que amam o Porto.

Tricampeões de Portugal somos NÓS!

Cumprimentos.