quarta-feira, 16 de abril de 2008

Missão no Sado - Parte II

Provavelmente desde que se tomou conhecimento das duas partidas das meias-finais da Taça de Portugal, foram-se criando grandes expectativas para ambos os encontros; Um por opor os rivais da 2ª circular, outro por colocar frente a frente o Tricampeão Nacional, com o vencedor da Taça da Liga, conotado igualmente como uma das equipas com maior qualidade de jogo do campeonato.

Quem assistiu aqueles primeiros 15 minutos da partida do Bonfim, estava bem longe de imaginar como esta se resolveria tão facilmente. Um Vitória afoito, em procura do erro do adversário, sempre comandado pela batuta de Pitbull e acarinhado pelo seu publico, fez exponenciar as ilusões que os homens do Sado vinham alimentando. Nada mais falso. Desde o quarto hora em diante, o FC Porto tratou de pôr a ordem das coisas, fazer o enquadramento correcto das luas e seus astros, sem precisar de impôr uma alta rotação, apenas dispôr há flor da relva a sua serena competência, com que tambem conseguiu fazer-se campeão a cinco jornadas do fim.

Não deixa de ser irónica a forma como o FC Porto acaba por conseguir os dois primeiros golos, fruto de outros tantos erros do adversário, (Jorginho no auto-golo, frango de Eduardo) quando os Dragões foram capazes de criar uma mão cheia de situações em flagrante delito, mas sem consumação do acto, mostrando uma diversidade de combições de belo efeito, com o Vitória mostrando-se impotente para contrariar tal dominío e superioridade.

Não foi por isso surpresa que a meia hora do fim do encontro, o FC Porto já vencia por um robusto TRI, precisamente arrematado por quem mais fez por ele, Lucho Gonzalez e, com a elegância que se lhe reconhece. O Argentino atravessa de facto um grande momento, debita futebol como poucos, respira energia a rodos, emana uma ambição contagiante e, está para este Porto, como o Sol para a Terra. É a razão de todas as coisas.

No dia em que o aparelho cardiaco do Presidente Portista foi “posto causa” por alguma imprensa, a equipa que por si é dirigida, tratou de lhe demonstrar em campo que, do que dela depende, pode estar descansado e, acima de tudo esperançado em conseguir mais algumas coisas bonitas esta temporada. Que seja já no proximo Domingo, no estádio do Dragão...

5 comentários:

José Correia disse...

O Carvalhal começou a “preparar” o jogo de ontem nas declarações que fez no final do jogo para o campeonato, continuou na conferência de imprensa de antevisão ao jogo e logo nos minutos iniciais já estava a esbracejar por tudo e por nada.

Infelizmente, para ele e para muitos “cabeçudos” como ele, a superioridade do FC Porto é tão grande, que dá pouco espaço para discursos alicerçados nas arbitragens.

Mário Faria disse...

Vitória à campeão. A equipa esteve bem, o Lucho melhor, o Quaresma, nem por isso.
O árbitro não se intimidou e tiro-lhe o chapéu, por isso. O Carvalhal mostrou que não tem estofo.
Os comentários da SIC foram péssimos. Tanta imbecilidade, como é possível ?
Agora falta o SLB. Já entrei em estágio. Não perder é o mínimo que "exijo".
Não escrevo mais vezes nestes espaços, porque me irrita ter que repetir aquelas letras para verificação de palavras Que coisa chata. E não se pode exterminar esta rotina . Engano-me sempre e demoro tanto tempo a mandar a mensagem que temo que possa perder a oportunidade.

Anónimo disse...

O inefável comentador da SIC, Jorge Baptista, manifestou ao longo do jogo a sua incapacidade para perceber por que motivo aquela "grande equipa" do V. Setúbal (que tão boa conta dera de si nos jogos com Benfica e Sporting) soçobrava tão irremedaivelmente nesta partida. Nem por um momento lhe ocorreu que, simplesmente, estava a jogar contra o FC Porto. Ou, se lhe ocorreu, não ousou pronunciar semelhante blasfémia!

João Saraiva disse...

Mário,

se iniciar a sessão no blogger (no canto superior direito), já não é necessário escrever o código de verificação, é só comentar à fartazana.

José Correia disse...

Tribunal d'O JOGO
Setúbal 0 | FC Porto 3

Pedro Proença passou no teste do Bonfim

«Nos dois lances que suscitariam algumas dúvidas, até porque poderiam ter estado directamente relacionados com o resultado final, os juízes do tribunal d'O JOGO apoiam as decisões de Pedro Proença. Na opinião deles, o toque de Fucile em Leandro, na grande-área do FC Porto, não teve a intensidade necessária para derrubar o avançado sadino e no lance do segundo golo do FC Porto, Tarik está em posição legal quando recebe a bola de Bosingwa.»