domingo, 14 de setembro de 2008

Os Sub-21 do FC Porto

Ao perder com a Inglaterra em Wembley, por 0-2, a Selecção Nacional de Sub-21 hipotecou desde logo as possibilidades de se apurar para o play-off de qualificação do Europeu de Sub-21 que se vai disputar no próximo ano.
Na passada terça-feira veio a confirmação dessa ausência, na sequência de mais uma má exibição e do empate em casa (2-2, depois de estar a ganhar por 2-0) contra a Irlanda.

Apesar destes dois jogos, em que desiludiu e ficou muito abaixo das expectativas, a Selecção de Sub-21 reúne um conjunto de jogadores promissores (alguns são quase certezas), entre os quais se destaca um lote alargado com vinculo contratual à FCP SAD.
Quem são?

Nuno André Coelho
Nome completo: Nuno André da Silva Coelho
Data de nascimento: 07/01/1986 (22 anos)
Altura: 1,90m
Posição: Defesa-central
Formação: Penafiel (concluída no FC Porto)
Clubes: FC Porto B, Maia, Standard de Liége, Portimonense, Estrela da Amadora

Castro
Nome completo: André Castro Pereira
Data de nascimento: 02/04/1988 (20 anos)
Posição: Médio Centro (médio defensivo)
Formação: no FC Porto desde os Infantis
Curiosidades: Sócio do FC Porto desde os 3 anos de idade
Clubes: FC Porto, Sporting Clube Olhanense


Pelé
Nome Completo: Vítor Hugo Gomes Passos
Data de Nascimento: 14-09-1987 (21 anos)
Altura: 1,87m
Posição: Médio defensivo
Formação: Salgueiros, Benfica, V. Guimarães
Clubes: V. Guimarães, Inter Milão, FC Porto
Contrato: 2011/12

Paulo Machado
Nome completo: Paulo Ricardo Ribeiro Jesus Machado
Data de nascimento: 31/03/1986 (22 anos)
Posição: Médio Centro
Clubes: FC Porto B, FC Porto, Estrela da Amadora, União de Leiria, Leixões, Saint-Etienne
Contrato: 2009/10


Vieirinha
Nome completo: Adelino André Vieira Freitas
Data de Nascimento: 24/01/1986 (22 anos)
Altura: 1,71m
Posição: Extremo direito/esquerdo
Formação: Vitória de Guimarães, FC Porto (foi contratado pelo FC Porto ainda com idade de júnior)
Clubes: FC Porto B, FC Marco, FC Porto, Leixões, PAOK Salónica
Contrato: 2009/10

Bruno Gama
Nome completo: Bruno Alexandre Vilela Gama
Data de nascimento: 15/11/1986 (22 anos)
Posição: Extremo (mas na formação jogava como ponta-de-lança ou como "número dez")
Formação: Sporting de Braga (a FCP SAD contratou-o por 750 mil euros mais o passe do Cândido Costa)
Curiosidades: No dia 10 de Abril de 2004, com apenas 16 anos, estreou-se no campeonato português, substituindo Castanheira a 26 minutos do final da partida. O treinador do Braga era Jesualdo Ferreira.
Clubes: Braga, FC Porto B, Braga, Setúbal


Hélder Barbosa
Nome completo: Hélder Jorge Leal Rodrigues Barbosa
Data de nascimento: 25/05/1987 (21 anos)
Posição: Extremo Esquerdo
Formação: FC Porto
Clubes: FC Porto B, FC Porto, Académica, FC Porto, Trofense

Candeias
Nome completo: Daniel João Santos Candeias
Data de Nascimento: 25/02/1988 (20 anos)
Altura: 1,77m
Posição: Extremo
Clubes: Varzim, FC Porto
Contrato: 2012/13


Nuno Coelho
Nome completo: Nuno Miguel Prata Coelho
Data de nascimento: 23/11/1987 (20 anos)
Altura: 1,83m
Posição: Médio-centro (médio-defensivo)
Formação: Sporting da Covilhã (contratado pela FCP SAD em Janeiro de 2005
Curiosidades: Com idade de juvenil (16 anos) era titular do Sporting da Covilhã, que disputava então a Segunda Divisão B
Clubes: Sporting da Covilhã, FC Porto B, União de Leiria, Portimonense

Ventura
Nome completo: Hugo Ventura Ferreira Moura Guedes
Data de nascimento: 14/01/1988 (20 Anos)
Altura: 1,88m
Posição: Guarda-Redes
Clubes: FC Porto
Curiosidades: No FC Porto desde os 10 anos, Ventura acumulou vários prémios em torneios, entre os quais se destaca o de melhor guarda-redes da Nike Cup 2003, em Sub-15. O guardião viu também ser-lhe atribuído o Dragão de Ouro para Atleta Revelação do Ano de 2006.



Todos estes jogadores são (foram) presença assídua nas selecções nacionais ao longo dos escalões jovens (Sub-16, Sub-17, ..., Sub-21), o que significa que foram considerados os melhores jogadores portugueses em diferentes ocasiões e por diversos seleccionadores nacionais.
Contudo, com a previsivel excepção de Pelé, que chegou ao FC Porto no âmbito do negócio Quaresma (veio do Inter, carago!) avaliado em 6 milhões de euros e, por isso, tem outro estatuto, quantos destes jovens promissores terão uma verdadeira oportunidade para se imporem no FC Porto?

Ao contrário do que acontecia nos anos 80 e início dos anos 90 (relembro os casos de João Pinto, Jaime Magalhães, Bandeirinha, Quinito, Semedo, Fernando Couto, Baía, Domingos, Jorge Couto, Folha, Secretário, Jorge Costa, Rui Filipe), parece que no século XXI ser da "prata da casa" é um ónus que prejudica a afirmação de jovens jogadores na equipa principal. Alguns até já fizeram parte do plantel - Paulo Machado, Bruno Gama, Vieirinha, Castro e Hélder Barbosa - mas não se pode dizer que jogar meia-dúzia de minutos em dois ou três jogos seja uma verdadeira oportunidade.
Parece-me óbvio que não há para estes jogadores a mesma paciência e benevolência de avaliação que existe para jogadores vindos do outro lado do Atlântico, para quem os responsáveis não se cansam de dizer que é preciso dar-lhes tempo para eles se adaptarem...

Naturalmente, nem todos terão espaço e a qualidade necessária para se imporem num clube com as exigências do FC Porto, mas a ideia que fica do que se viu nos últimos anos é que estes jovens jogadores da formação portista, apesar de serem dos melhores de Portugal, estão "condenados" a não convencerem o(s) treinador(es) do FC Porto e, ano após ano, a continuarem a ser emprestados. Para além de ser uma pena, é um enorme desperdício.

17 comentários:

urtigao disse...

O nosso clube após a criação da Sad alterou completamente a sua politica desportiva.
Se anteriormente saibamos que vivíamos em dificuldades, e que tínhamos orçamentos muito mais baixos que os nossos rivais, diferenciávamos e muito bem dos outros, com equipas de raça, aonde pontificava o colectivo ao invés do individual, sendo este formado na sua grande maioria com atletas lusos e da formação.
Os exemplos são inúmeros, conforme relatados no post, e sempre me deu um gozo especial em ser campeão, com menos recursos, contra tudo e contra todos, e principalmente em que os 11 que entram em campo personificavam a mística do nosso clube…

Se ano após ano, saem da formação para as nossas selecções inúmeros atletas, alguma coisa esta mal no nosso clube, porque não os aproveita...
Não entendo o porque da mudança da politica desportiva.
Podem dizer que continuamos a ser campeões, mas falta saber a que custo?
Neste particular, temos forçosamente que gastar o dobro dos nossos rivais, coisa impensável na década de 90.

Agora a formação é deixada de lado, porque não se consegue espaço para eles, dás se prioridade aos estrangeiros, note-se que a própria direcção que cultiva esta politica, com gastos extraordinários elevadíssimos, que deixa o clube anos após ano em situação difícil.

O passivo aumenta, é necessário a realização de MV de 20€M para ter lucro, a massa salarial não decresce mesmo com a saída dos melhores jogadores do clube que supostamente mais ganham, mas em contra ponto os inúmeros atletas com vinculo ao nosso clube aumenta, e faz com que a % do orçamento para pagamento de salários, continue elevadíssima.

Os comentários de nossos atletas internacionais A, HA e HP em afirmam que o clube não apoia os seus jovens, são exemplos sintomáticos da forma de hoje se encara o futebol no reino do dragão…
Nem seria necessário serem 2 internacionais A, a afirmarem tal, basta ver o numero de portugueses no plantel, chegando ao ridículo de 7.

Se ao longo dos últimos 3 exercícios o Presidente vem repetindo que iríamos baixar o orçamento para o futebol, e apostar inequivocamente nos nossos jovens, demonstra que das palavras aos actos, vai um longo percurso, nem com os projectos 611 e Park Vitalis, atenuam a realidade dos factos…

A realidade nua e crua é que o que PC diz, já não é lei…
E que cada vez mais é evidente que os interesses do clube não tem sido salvaguardados, porque isto de contratar 15 jogadores época, grande maioria estrangeiros, aonde 25% dos mesmos não ficam no clube, ano após ano, por inúmeros motivos, faz com que tenha duas opções:

- Ou o clube está a negligenciar os seus activos, porque estes são bons jogadores, mas o clube não consegue criar condições para singrarem…

- Ou quem os escolhe, não percebe patavina daquilo…

E assim sendo a quem deveram ser pedidas responsabilidades, por esta politica desastrosa tanto a nível financeiro, mas principalmente na preservação da nossa identidade (mística )?

p.s desculpem a extensão do post

José Correia disse...

Caro urtigão, não tem que pedir desculpa. Este assunto é muito importante (entre outras coisas está em causa o futuro e a identidade da equipa do FC Porto) e, por isso, vale a pena discuti-lo.

No 'Reflexão Portista' iremos continuar a reflectir sobre este assunto...

José Correia disse...

Na época passada - 2007/08 - alguns dos jogadores referenciados neste artigo tiveram a oportunidade de jogar na I Liga, nomeadamente:
- Bruno Gama (V. Setúbal), 24J, 2G
- Paulo Machado (Leixões), 25J, 2G
- Vieirinha (Leixões), 22J, 1G
- H. Barbosa (Acad./FCP), 20J, 2G
- Castro (FC Porto), 2J, 0G
- Ventura (FC Porto), 1J, 0G

José Correia disse...

Um caso paradigmático: Tonel foi formado no FC Porto e, como tantos outros nos últimos anos, percorreu a "via sacra" dos empréstimos até se desvincular da FCP SAD.

Nunca teve uma oportunidade para jogar na sua equipa do coração. Nos últimos 2-3 anos forma, juntamente com Polga, uma das melhores duplas de centrais do futebol português.

Na época passada, a FCP SAD gastou 4 milhões de euros na contratação do Stepanov o qual, depois de ter "enterrado" a equipa em vários jogos é, actualmente, a 4ª opção do treinador (normalmente, nem sequer é convocado).

O Stepanov é melhor do que o Tonel?

Tiago disse...

Excelente post Zé Correia. É urgente que a nossa formação seja aproveitada de forma eficaz (sobretudo porque seria uma forma de aliviar a nossa tesouraria e evitar contratações sem nexo) e que os jogadores tenham chances de mostrarem aquilo que valem, e não jogarem 5 minutos.

Vejam o caso do Hélder Barbosa: estava muito bem na Académica e veio para cá fazer o quê? Aquecer o banco?

O caso do Paulo Machado: emprestado ao Saint-Ettiene através do negócio Guarín, quando claramente é superior ao médio colombiano.

Temos uma excelente escola de centrais, que em breve vão surgir em força, como o Nuno A. Coelho, o Tengarrinha, o André Pinto, etc. mas será que vão ter hipóteses?

Espero que o Candeias seja bem aproveitado porque tem duas coisas fundamentais para um extremos moderno: não tem medo de partir no 1 para 1 e sabe posicionar-se tacticamente, e o mais estranho...o Mariano sabe posicionar-se mas falha no 1 para 1, o Tarik é brutal no 1 para 1 mas falha no posicionamento...que ironia.

Mário Faria disse...

Lembro-me bem de alguns comentários de portitsas sobre os jovens vindos das camadas mais jovens , até mesmo de outros atletas que “cresceram” no FCP.
Ricardo Costa e Postiga, tinham um ambiente hostil à sua volta ; Bruno Alves era apelidado do pior ; Zbo era criticado por tudo e por nada ; Meireles não valia nada ; Hugo Almeida um poste.
Das camadas jovens que me recorde apenas “perdemos”, que me lembre, o Tonel (foi contra-partida de Pepe, que tinha estado à experiência no SCP) e Pedro Barbosa. Rui Jorge e Bino foram “trocas”.
Os miúdos que saíram precocemente do FCP para emblemas estrangeiros, ou outros, fugidos, vendidos ou emprestados, não tiveram qualquer sucesso.
As últimas saídas (vendas) que recordo : Paredes, Jorge Andrade, Postiga, Deco, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Pedro Mendes, Derlei, Nuno, Costinha, Maniche, Carlos Alberto, Diego, Fabiano, Andersson, Hugo Almeida, Benny, Ricardo Costa, Pepe, Cech, Zbo e Quaresma, comprovam que os santos por nós criados não fizeram muitos milagres
Concluo que a matéria prima não é boa, provavelmente o acompanhamento também não. Os dirigentes deverão ser fraquinhos e os treinadores pararam no tempo. Os jogadores cada vez mais têm de ser bons atletas e bons profissionais e temos falta disso. A competição tem-no provado, ultimamente . Portugal que foi liderante, deixou-se ultrapassar por muitos países. Acho redutor considerar que este défice de aproveitamento das camadas jovens decorre apenas da má política da SAD.

João Saraiva disse...

Há uns tempos neste tipo de discussão fizeram-me o seguinte repto:

- Verifica quantos jogadores das camadas jovens são filhos de construtores civis e depois tens a resposta para o não aproveitamento.

Nunca me dei a esse trabalho.

José Correia disse...

Mário Faria disse: «Concluo que a matéria prima não é boa, provavelmente o acompanhamento também não. Os dirigentes deverão ser fraquinhos e os treinadores pararam no tempo. Os jogadores cada vez mais têm de ser bons atletas e bons profissionais e temos falta disso. A competição tem-no provado, ultimamente . Portugal que foi liderante, deixou-se ultrapassar por muitos países. Acho redutor considerar que este défice de aproveitamento das camadas jovens decorre apenas da má política da SAD.»

Admito que o Mário pode ter razão em muito do que diz e, nomeadamente, que a nossa formação perdeu qualidade. Contudo, temos casos de jogadores cuja formação foi feita noutros clubes - por exemplo, Vieirinha e Bruno Gama - e que também não tiveram oportunidades para se afirmarem no FC Porto.

Depois há outra questão: se a nossa formação não é boa e os jogadores jovens não prestam, porque razão temos tantos convocados (mais do que o Sporting) para as selecções jovens?

Nuno Nunes disse...

Se o clube acaba por preferir contratar na América do Sul por preços mais elevados do que o total gasto com a formação de um atleta, não entendo por que razão o clube deixa estes jovens tantos anos sob contrato para depois andarem de empréstimo em empréstimo até à desvinculação final.

Mais Porto disse...

Portista brincalhão "engana" Benfica! De morrer a rir

www.maisfcporto.blogspot.com

un disse...

Bom artigo :) concordo também que deviam ser concedidas mais oportunidades a estes jovens jogadores na equipa principal.. As oportunidades para jogadores que tardam em afirmar-se mas que não são da casa, é em alguns casos bastante exagerado... Já era tempo de rentabilizar quem é nosso, pois temos jogadores com valor suficiente para integrar a equipa principal de uma maneira mais activa. Só teriamos a ganhar, desportivamente e financeiramente. :)

Só uma pequena correcção.. o Bruno Gama é de 1987 :p Fui confirmar porque na altura daquela selecção de sub17 que venceu o Campeonato da Europa aqui em Viseu, lembro-me que o B.Gama era do ano anterior aos restantes (P. Machado, Vieirinha, etc) :D

Continuação de bom trabalho.

Mefistófeles disse...

A formação é hoje melhor ou pior do que há 30 ou 40 anos atrás ?

As condições de treino, métodos, etc, são piores ?

Julgo que a verdade andará pelo meio. Por um lado, o Mário Faria diz que a matéria prima não é boa, os treinadores e dirigentes também não. Afinal, o algodão não engana.

Por outro lado, a falta evidente de oportunidades para os jovens jogadores se mostrarem.

Concordo com as duas opiniões.

Há uma coisa, no entanto, que para mim faz uma enorme diferença.

Há 30 ou 40 anos, o ser jogador de um clube grande era o sonho de todos os pobres. Era gente que estava habituada a comer uma sardinha com pão ou o pão que o Diabo amassou, se quiserem, e que fazia das tripas coração para vingarem. Não havia Káká's nem Dani's. Era a necessidade que os movia e creio, mesmo dizendo algum disparate, que era gente desta que Pedroto procurava. Por exemplo. O sport lisboa e o Sporting devem muito da sua existência a esses miúdos miseráveis que podiam resgatar a vida da família toda.

O único exemplo ( a jogar ) que conheço em Portugal já não está no país: chama-se Cristiano Ronaldo.

No passado houve tantos, a começar por Eusébio que andava aos pontapés numa bola de trapos. Já para não falar de outros antes e outros depois.

Os putos, hoje, não sabem o que é fazer sacrifícios. Esse, para mim, é o principal problema.

HULK ONZE MILHAS disse...

Mefistófeles disse.."Os putos, hoje, não sabem o que é fazer sacrifícios. Esse, para mim, é o principal problema."
Perfeitamente de acordo!
Por isso defendo que as escolas do FCP se deviam abrir a "putos" das classes mais desfavorecidas cujos pais, quando os teem, não dispoem de meios para suportar as mensalidades, aquisição de materiais, transportes, etc...
Acredito que estes "putos", que infelizmente ainda existem, e que estão habituados a "comer o pão que o diabo amassou" poderiam vir a trocar o seu negro futuro de prováveis deliquentes, por um futuro risonho através do desporto,e, neste caso, do futebol!
Mas as escolas do desporto, nos tempos que correm, apenas estão acessiveis a quem tenha dinheiro para as frequentar.
Os clubes já não cumprem o papel que cumpriram em tempos idos... E os resultados estão à vista, quer para a sociedade quer para o desporto. O Estado também tem a sua culpa...

Mário Faria disse...

Vi o ano passado muitos jogos da Liga Intercalar, em que fizemos aquela triste figura, que o Porto Canal mostrou.
Do que vi, apenas relevo a excelente atitude do Castro e as qualidades que o Ventura parece ter para o lugar.
De resto, uma desilusão.
Tal como no Porto ou nos clubes a quem tinham sido emprestados, as exibições de Vieirinha, Machado, Ivanildo, Bruno Gama e Hélder Barbosa, ficaram-se por muita irregularidade e foram quase sempre modestas. Na selecção não foram melhores.
Houve emprestados estrangeiros que se notabilizaram bastante mais : Pitbull, Fernando, Luís Aguiar, Ibson , Leandro, Renteria e só um ficou no plantel.
Obviamente que temos um quadro de jogadores excessivo, desmesurado mesmo, muito caro e que nos vai delapidando as receitas e os capitais próprios. Não penso porém que o menor recurso à prata da casa seja o mal maior.

Mefistófeles disse...

É isso mesmo, Hulk. O meu amigo conseguiu exprimir-se melhor do que eu por palavras. O Estado é culpado, sim senhor. E os clubes também. Perderam a noção do seu papel social e só vão acordar quando estiverem falidos. Se acordarem.

HULK Onze milhas disse...

Mário Faria disse..."Obviamente que temos um quadro de jogadores excessivo, desmesurado mesmo, muito caro e que nos vai delapidando as receitas e os capitais próprios."

Este é o problema que mais me vem preocupando enquanto portista.
Gostaria de ver aqui uma "reflexão" sobre este tema. Conhecer as opiniões a favor desta opção política da nossa SAD.
Aqui fica o meu desafio aos responsáveis deste blogue.

Mefistófeles disse...

Subscrevo o desafio. Concordo inteiramente com a observação do Mário Faria.