segunda-feira, 9 de março de 2009

"Pequenas" discrepâncias nas versões de Carolina

«A ex-companheira de Pinto da Costa chegou já com a sessão a decorrer e foi sujeita a um longo interrogatório por parte de Gil Moreira dos Santos, advogado do presidente dos dragões, durante o qual entrou várias vezes em contradição em relação a pormenores que revelou no livro e também na fase de instrução do processo.

Gil Moreira dos Santos quis saber onde se encontrava no momento em que o encontro entre Pinto da Costa e Augusto Duarte se deu e Carolina teve muita dificuldade em apresentar uma versão coerente. A própria juíza não pareceu satisfeita com as respostas dadas. Carolina justificou algumas incoerências, dizendo tratar-se de "forças de expressão".

Gil Moreira dos Santos disse que o que está a acontecer com Carolina é aquilo em que em criminologia se designa telescoping, ou seja a testemunha revela uma maior precisão dos factos à medida que estes se distanciam do tempo.

Carolina chegou a dizer que o corredor da casa onde vivia com Pinto da Costa "fazia parte da sala" para justificar que esteve sempre presente durante o encontro com Augusto Duarte.»
in Record, 09/03/2009



«Na sessão de hoje, a defesa dos arguidos utilizou como estratégia, bem sucedida, a procura de declarações discrepantes prestadas por Carolina Salgado, em momentos distintos, à Polícia Judiciária (PJ), durante a fase de instrução e na primeira audiência deste julgamento.

O enfoque da acusação foi a localização da casa onde se encontrava a cómoda, na qual, alegadamente, estava o dinheiro para os subornos às equipas de arbitragem.
Carolina Salgado tinha afirmado, inicialmente, a existência de duas cómodas com dinheiro: uma na casa da Madalena (como refere o livro "Eu, Carolina") e outra na habitação da Rua do Clube de Caçadores, em Gaia.
Hoje, na audiência, Carolina Salgado apenas referiu a existência da cómoda da casa da Rua dos Caçadores.

Gil Moreira dos Santos questionou ainda a testemunha sobre o valor alegadamente entregue ao árbitro Augusto Duarte: Carolina Salgado tinha dito em Novembro de 2006 à PJ que o envelope continha entre 2.500 a 3.000 euros, embora relate no livro - que considerou hoje credível, embora com algumas gralhas - apenas o valor de 2.500, tal como lhe tinha dito na altura Pinto da Costa. (...)

O advogado Marcelino Pires, representante de Augusto Duarte - hoje pela primeira vez presente no julgamento -, encontrou igualmente algumas discrepâncias nos testemunhos de Carolina Salgado, entre elas, uma primeira alusão ao encontro para o suborno como sendo na véspera de um Benfica-FC Porto de 2005/06 e não de um Beira-Mar-FC Porto de 2003/04.
Carolina considerou tratar-se de um lapso, que veio a rectificar depois.

O advogado João Machado Vaz, que defende o arguido António Araújo, questionou Carolina Salgado sobre se tinha visto Pinto da Costa a entregar o envelope a Augusto Duarte logo no início do referido encontro ou se durante o mesmo. Mais uma vez, as declarações de Carolina foram contraditórias, embora a testemunha tenha sempre refutado a estratégia da acusação.»
in JN, 09/03/2009


Só pessoas maldosas podem questionar a credibilidade e coerência das declarações da Carolina d'Arc.
Ela já apresentou várias versões para os mesmos factos?
Qual é o problema?
A confusão acerca dos factos deriva, concerteza, dos medicamentos que anda a tomar por causa da selvática agressão de que foi vítima na semana passada. Coitada, ela até foi ao Instituto de Medicina Legal, é porque estava muito doentinha...

7 comentários:

Pedro Mota disse...

Só numa republica das Bananas,uma testemunha como esta poderia ser considerada credivel...Vale tudo para destruir o ultimo bastião do Norte...

Nightwish disse...

Já só me interessa quando acaba a palhaçada.

José Correia disse...

«Na 4.ª sessão do processo do denominado "caso do envelope", relativo ao Beira-Mar-FC Porto, disputado a 18 de Abril de 2004, na 31.ª jornada da então SuperLiga, Pinto da Costa riu-se algumas vezes, enquanto a ex-companheira ia tentando justificar algumas incoerências que, aparentemente, nem a juíza convenciam. "Força de expressão" foi o termo mais utilizado por Carolina Salgado, que, por exemplo, não explicou muito bem por que razão diz, no livro, que Augusto Duarte e Martins dos Santos, entre outros árbitros, "eram visita frequente de nossa casa" e agora referiu que Augusto Duarte foi apenas uma vez à residência da Madalena.

As contradições de Carolina

2500 ou 3 mil euros | Na fase de inquérito e de instrução, disse que, no envelope, estavam entre 2500 a 3 mil euros e depois disse que eram 2500 euros

Cómoda I | Na primeira sessão, disse que o dinheiro que estava na cómoda era para pagar aos árbitros e ontem é que se recordou que também era para despesas domésticas (pagar à empregada e ao motorista).

Cómoda II | No livro, "a cómoda da casa da Madalena abarrotava de dinheiro"; em tribunal, disse que só havia dinheiro na da casa da Rua dos Caçadores.

Envelope | No livro não menciona a entrega do envelope; ontem justificou que achou por bem não o fazer no "Eu, Carolina".»

in O JOGO, 10/03/2009

José Correia disse...

Carolina dá várias versões sobre envelope

Da dúvida passou à certeza num prazo de poucos meses. É assim o testemunho de Carolina Salgado quanto ao valor (2500 euros) de dinheiro em notas alegadamente entregue por Pinto da Costa ao árbitro Augusto Duarte.

Em Novembro de 2006, a testemunha do Apito Dourado dizia à PJ, em Lisboa, que o seu ex-namorado oferecera entre "2500 a 3000 euros". Em Janeiro de 2007, aludia a "cerca de 2500 euros". Poucos meses depois, já dizia ter a certeza de que num envelope entregue na sua casa, na Madalena, em Gaia, estavam exactamente "2500 euros". E como soube?: "Foi o Jorge Nuno que me disse...".

"Por que não revelou isso logo no primeiro depoimento?", quis saber ontem a juíza Catarina Ribeiro de Almeida, na quarta sessão do julgamento no Tribunal de Gaia. "Vendo as notas, foi o que me pareceu... O problema foi o inspector não ter escrito que o Jorge Nuno me falou desse valor...", justificou Carolina.

Este foi apenas um dos aspectos do testemunho da ex-namorada do presidente do F. C. Porto explorados por Gil Moreira dos Santos, advogado de Pinto da Costa. Outro foi o facto de Carolina referir, tanto no seu livro como em depoimentos às autoridades, que as "visitas" de árbitros à casa do dirigente eram frequentes, quando, afinal, relata apenas encontros com Augusto Duarte e com Martins dos Santos - este último sem pormenores. "São forças de expressão...", justificou.

Num depoimento repleto de correcções face a declarações anteriormente prestadas e de vários momentos de silêncio, Carolina foi ainda confrontada com as diversas versões que apresentou sobre uma suposta entrega de envelope com 2500 euros e um alegado pedido de "favorecimento" do F. C. Porto. No julgamento, disse ter assistido a tudo, à excepção de "quatro, cinco minutos" para fazer cafés na cozinha. Mas, anteriormente, dissera ter saído do local e ouvido a conversa no "corredor". "O corredor faz parte da sala...", justificou ontem.

Por Marcelino Pires, advogado de Augusto Duarte, foi ainda confrontada com o facto de, inicialmente, ter-se referido a uma suposta entrega de dinheiro antes de um "Benfica-FC Porto, na época 2005/06". Respondeu que emendou o seu depoimento logo que detectou o "erro". Negou, ainda, ter tido acesso a peças existentes no processo aquando da redacção do seu livro e prestação de depoimentos.

Quando foi confrontada com referências a outros árbitros na casa de Pinto da Costa, Carolina disse não se recordar de nomes nem do respectivo contexto. Em especial o caso de um outro árbitro, que também terá recebido um envelope com dinheiro.

Ao ouvir o depoimento de Carolina, Pinto da Costa sorriu várias vezes, sem se manifestar.

in JN, 10/03/2009

Nuno Nunes disse...

Todo o trabalho desenvolvido pela super-equipa da super-procuradora Maria José Morgado está agora a ruir como um castelo de cartas.

Se isto fosse num país a sério já a procuradora não era "super" nem trabalhava no mesmo ramo. Mas como isto é uma republica das bananas a procuradora foi agora premiada com mais uma investigação de vulto (para não dizer de culto), o caso freepór.

Este é um país com um ministério público 100% instrumentalizado e por isso estará ao nível de outro qualquer país do 3º mundo.

bLuE bOy disse...

Uma deficiente mental é o que esta badalhoca é... ponto final!!!

Ainda pior do que ela, todos aqueles que ainda confiam/acreditam nela.

Com um bocado de sorte, até com a data de nascimento é capaz de fazer confusão se a isso for pressionada.

Repito... uma deficiente!!!

PMF disse...

Sobre este Apito rouco:

http://blasfemias.net/2009/03/10/perto-do-fim/