quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Um plantel excelente?


Na passada terça-feira, Pinto da Costa afirmou o seguinte:
"Posso garantir que o treinador não me pediu nenhum jogador a mais daqueles que tem e eu considero que ele está correcto porque temos um excelente plantel"

Eu discordo de Pinto da Costa. O plantel do FC Porto não é excelente. Na minha opinião há mesmo três posições para as quais não vejo alternativas à altura, isto é, que deiam garantias de não haver uma quebra grande de rendimento: defesa direito, defesa esquerdo e médio ofensivo. Com a agravante, no caso do Belluschi, de ser um jogador fisicamente frágil e intermitente (aparece e desaparece durante um jogo). E o cenário piora se Sapunaru e Hulk vierem a ser punidos com castigos prolongados.

Compreendo que o presidente da FC Porto SAD diga que o plantel é excelente mas, infelizmente, o que me parece notório é que apesar dos orçamentos da SAD serem cada vez mais elevados, a qualidade do plantel do FC Porto tem vindo a decrescer nas últimas épocas.
E nem precisamos de recuar ao tempo dos heróis de Gelsenkirchen para chegarmos a essa conclusão. Se olharmos apenas para o período do Tetra, verificamos que em 2005/06 Co Adriaanse tinha à sua disposição um leque alargado de jogadores de elevado nível, com destaque para: Baía, Helton, Bosingwa, Pepe, Bruno Alves, Pedro Emanuel, Paulo Assunção, Raul Meireles, Ibson, Lucho, Diego, Lisandro, Quaresma, Anderson (a partir de Dezembro de 2005) e Benny McCarthy.
E o plantel incluía ainda jogadores “medianos” como Jorge Costa (em final de carreira), Ricardo Costa, Jorginho, Adriano e Hugo Almeida.

Dir-me-ão que em 2005/06 nem todos estes jogadores já tinham atingido a plenitude das suas capacidades. Evidentemente, mas isso acontece com todos os planteis, onde há sempre jogadores que estão na fase ascensional da sua carreira e outros a aproximarem-se do fim. Mas o que é indiscutível, é que para além de elementos consagrados, o plantel de há quatro anos atrás tinha um conjunto de jogadores de enorme qualidade, alguns dos quais com valor para serem do top internacional (não é por acaso que vários deles estão actualmente em clubes como o Chelsea, Manchester United, Inter, Real Madrid e Juventus).
O plantel de 2009/10 também tem jogadores destes? Sim, mas em muito menos quantidade e para chegar a essa conclusão basta aos portistas fazer um pequeno exercício: analisar de forma optimista o plantel actual e contar o número de jogadores que têm valor para daqui a um ou dois anos serem de top internacional (a exemplo do que se verificava, ou verificou no espaço de dois anos, com jogadores como Bosingwa, Pepe, Diego, Anderson, Quaresma, McCarthy, Lucho e Lisandro).

Não digo que o plantel actual que está à disposição de Jesualdo é mau (não é), mas na comparação com o plantel de 2005/06 fica claro o quanto regredimos em quatro anos.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Boxing Day

Os especialistas dividem-se quanto à necessidade e oportunidade de parar as competições durante o período natalício, com interrupções mais ou menos longas conforme o calendário competitivo de cada época. Nem sempre foi assim: esta regra é relativamente recente e veio para ficar.

Em Inglaterra é sempre a andar, e ainda bem para consolo dos menos ocupados neste período natalício, de mau tempo e muita chuva, a convidar a permanência no doce lar. Estádios cheios, animação, entusiasmo, muito público e jogos interessantes. Se fosse em Portugal, o mau tempo, as férias natalícias, o comodismo, os terrenos em péssimo estado e a promessa de jogos entediantes, muito provavelmente deixariam os estádios ainda mais vazios que o habitual. Valha-nos a TV para português ver o futebol da velha Albion, intenso, ainda que a neve caia em grande quantidade, branca e fria para aquecer os animados espectadores.

Talvez seja impressão minha, mas a forma como o público interage com os jogadores é algo que notei nos jogos que vi e que muito raramente se testemunha em Portugal. Talvez a época ajude, talvez seja o reconhecimento do público aos artistas, talvez seja o ambiente, talvez seja a nossa eterna tendência para valorizar o que vem de fora. Talvez.

Enquanto aguardamos pela competição cá da terra, os jornais substituem o jogo e temos a competição mais animada junto dos tablóides desportivos. É um fartote de compras, de promessas, de retrospectivas do ano, de estatísticas, com o clube do regime e o seu vizinho da 2ª. circular a dominar as atenções pela alegre competição aquisitiva que têm travado, sem recurso aos saldos , em época de profunda crise económica e financeira. São as engenharias financeiras, meus caros que os do (e da) capital tão bem conhecem.

Do nosso FCP fala-se pouco o que é bom sinal. O nosso Presidente completou 72 anos, e o Jogo lá vai anunciando que o JF vai redesenhar a equipa, o Miguel Lopes não sai, que o miúdo dos juniores, Abdoulaye Ba vai saltar para os seniores, que os responsáveis do FC Porto estão a ponderar apresentar uma proposta de renovação a Nuno André Coelho e emprestá-lo ao Olhanense, que o Bruno só sai por 30 milhões, que o Ukra talvez regresse e à falta de notícias suculentas, enche-se o jornal com uma espécie de paralítico, com uma entrevista cheia de boas palavras sobre o clube subscritas pelo Cissokho que já não mora cá.

O José Mourinho, em entrevista ao Público, fez uma inflexão no seu discurso oficial sobre o FCP, talvez hipocritamente, talvez porque o tempo se encarregou de desanuviar um conflito artificial, enquanto o amigo presidente do Nacional faz questão em privilegiar, publicamente, o interesse de vender uma das suas jóias ao SCP, um rival directo na disputa aos lugares na Europa. Como mudou desde o tempo do Paulo Assunção. Remorsos em homens de negócios é estranho: afinal o que os faz correr?

No Sábado temos a taça de Portugal de volta e um jogo difícil com a Oliveirense. Sabemos que o JF vai dedicar-se a (re)desenhar a equipa e calculamos que nos diferentes projectos não caberá nem Hulk nem Sapu. A moral está em baixo e o clube calado. Seguindo o léxico (do futebol) cá do burgo, aproveito para aconselhar os jogadores a levantar a cabeça, e jogo a jogo terem como única preocupação ganhar, que o resto vem por acréscimo. Fácil, não é?

Não temos boxing day, perdemos Hulk e Sapu por tempo indeterminado, estamos mais longe do SLB e, por isso, estamos um pouco carentes. A gestão de uma empresa ou de um clube não pode ser feita por impulso, mas uma prenda no sapatinho de um produto de primeira necessidade vinha que nem canja. Uma equipa constrói-se no princípio da época, mas as coisas nem sempre correm conforme planeado. Ir às compras por ser Natal é uma estupidez. Perder uma oportunidade para reforçar o plantel que apresenta duas baixas certas e fragilidades em quase todos os sectores, seria imperdoável. Não basta redesenhar. É preciso melhor matéria prima. Ficamos porém a saber, hoje, que o treinador está satisfeito com o plantel ao seu dispor e que não há petróleo no Dragão.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

JN, Futebolista do ano 2009

O JN está a promover no seu site uma votação para a escolha do futebolista do ano 2009 e os cinco candidatos são: Bruno Alves, Cardozo, Raul Meireles, Liedson e Hulk.

Em 2008, o vencedor foi Lisandro Lopez com 2644 votos (51%), com os restantes quatro elementos a ficarem com votações muito aproximadas - Lucho González, 799 (15%), Liedson, 610 (12%), Wesley, 572 (11%) e João Moutinho, 562 (11%).

É provável que o facto de haver três jogadores do FC Porto envolvidos na votação dificulte a eleição de um deles, apesar de em 2009 os dragões terem ganho tudo o que havia para ganhar a nível interno, terem chegado aos quartos-de-final da Liga dos Campeões e de, quer Bruno Alves, quer Raul Meireles, terem sido dos jogadores em maior destaque na Selecção Nacional.

A votação irá decorrer até às 18 horas da próxima segunda-feira, dia 4 de Janeiro.

P.S. Eu votei em Bruno Alves que, nesta altura, discute a liderança com Cardozo.

O Exemplo Barça

O FC Barcelona foi, em 2009, o melhor clube do Mundo vencendo todas as competições que jogou tendo-se sagrado Campeão Europeu em Maio e Campeão Mundial de Clubes em Dezembro. A temporada de 2008-2009 foi a melhor de toda a sua história e inclui pontos altos como a vitória na final da Liga dos Campeões por 2-0 frente ao Manchester United e a vitória no Santiago Barnabéu (Estádio do seu grande rival de Madrid) por 2-6, tendo três jogadores formados nas suas escolas como base fundamental, Messi, Xavi e Iniesta. O Barça é, por isso e pela sua história, um exemplo do que deve ser um grande clube de futebol.


Depois de 5 anos (2003-2008) tendo como treinador o holandês Frank Rijkaard, que levou o clube à conquista do segundo título de Campeão Europeu da sua história, o FC Barcelona não teve medo de apostar num dos seus grandes símbolos da década de 90 como jogador, Josep Guardiola, para o cargo de treinador da equipa principal de futebol. Guardiola terminou em 2006 o curso de treinador de futebol e em 2007-2008 treinou o Barcelona B tendo-se sagrado Campeão da Terceira Divisão conseguindo subir a equipa à Segunda Divisão B. Foi uma escolha arriscada mas que resultou em pleno e mostrou que o FC Barcelona é mesmo um clube especial.


Do actual plantel o FC Barcelona tem nada menos que 10 (dez!) jogadores provenientes dos seus escalões de formação (Valdés, Piqué, Puyol, Xavi, Iniesta, Messi, Bojan, Busquets, Pedro e Bermúdez) sendo que 6 (seis!) nasceram na Catalunha (Valdés, Piqué, Puyol, Xavi, Bojan e Busquets). Um destes jovens, Pedro, tem sido utilizado com frequência por Josep Guardiola na equipa principal já na época 2009-2010 e pelas suas prestações pode dizer-se que a aposta está ganha: na Liga Espanhola jogou 13 partidas com 3 golos e 1 assistência, na Liga dos Campeões esteve presente em 4 jogos tendo marcado 2 golos e na Taça do Rei conta com 1 jogo e 2 golos marcados.


Este exemplo do FC Barcelona também serve para provar aos senhores da SAD do FC Porto que nos media nos impuseram a máxima “ou isto ou o modelo da SAD do Sporting” que estão errados e que se poderia fazer muito melhor com os jovens que têm passado pelo nosso clube e cujo destino tem sido, invariavelmente, o empréstimo seguido de novo empréstimo até à dispensa final. E serve também para mostrar ao Prof. Jesualdo que a aposta em jovens jogadores da formação pode dar muitos e bons frutos. É que em quase 4 anos no clube o Prof. não se pode orgulhar de ter lançado um único jovem com sucesso na equipa principal. Lamentável.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

SMS do dia - XCII

Rezam as crónicas que nesta noite / madrugada passam 8 anos sobre a contratação de José Mourinho.

Qualquer semelhança com desejos actuais não passa de mero desvario.

ps: Parabéns a Pinto da Costa pelo 72º aniversário.

Pinhão desmascara Morgado?

«A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou hoje que está "a ler e a analisar" o livro de Carolina Salgado, ex-companheira do presidente do Futebol Clube do Porto, e que tomará as medidas que entender necessárias, disse à Lusa.»
in IOL Diário, 11/12/2006


«O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, disse hoje que a equipa de magistrados que irá acompanhar Maria José Morgado na condução do processo “Apito Dourado” ainda não está completa.»
in PÚBLICO, 16/12/2006


«Com pouco (ou nada) mais para investigar no processo "Apito Dourado", o grande desafio de Maria José Morgado consiste na descoberta de novos factos relacionados com a corrupção no futebol e com outros sectores de actividade. (…)
De acordo com o Código do Processo Penal (CPP), após o período em que os despachos de arquivamento podem ser alterados pelo superior hierárquico do procurador que os arquivou ou passado o prazo para a abertura da instrução, os processos só podem ser reabertos mediante "factos novos" que "invalidem os fundamentos invocados no despacho de arquivamento", de acordo com o art.º 279 do CPP. Ora, esta disposição acaba por condicionar a magistrada, que não poderá reabrir inquéritos apenas por não concordar com a decisão. Porém, enquanto procuradora do Ministério Público, Maria José Morgado dispõe de alguma liberdade de acção para considerar que determinada informação que chegou ao seu conhecimento constitui um "novo elemento de prova" e daí partir para a reabertura de um determinado processo.
As expectativas estão muito altas: tendo em conta as várias intervenções públicas que fez e o seu currículo como directora adjunta da Polícia Judiciária para a área do crime económico, a Maria José Morgado exigem-se resultados concretos. Aliás, o facto de ter sido nomeada para coordenar 81 processos que foram espalhados por 27 comarcas torna-a uma "superprocuradora", algo inédito na história da Ministério Público. Por outro lado, Morgado terá uma liberdade pouco habitual no Ministério Público: fazer todas as escolhas para a sua equipa, desde procuradores a inspectores da Polícia Judiciária e até funcionários judiciais.
in DN, 16/12/2009


«Leonor Pinhão foi a "estrela" de mais uma sessão do julgamento que senta Pinto da Costa e Carolina Salgado no mesmo banco dos réus. A ex-jornalista assumiu que ajudou Carolina Salgado e Fernanda Freitas a concluir o polémico livro "Eu, Carolina" durante três dias, numa suite de um hotel de Lisboa, quando o livro já tinha mais de 90 páginas. (…)
A ex-jornalista disse que apenas "dactilografou" e editou o que lhe foi ditado por Carolina e por Fernanda Freitas (versão negada pela mesma, que prestou depoimento antes) "a partir do momento em que é referida a visita ao Papa". Disse também que os advogados da D. Quixote cortaram algumas partes e que em relação ao processo Apito Dourado nada foi escrito que não tivesse, até essa época, saído nos jornais
Eugénio Queirós
in Record, 18/12/2009


Três anos depois da nomeação da “super-procuradora” e da sua equipa especial, Leonor Pinhão foi a Tribunal confirmar aquilo que já se sabia, isto é, o livro ‘Eu, Carolina’ não continha qualquer facto novo e tudo aquilo que foi escrito a propósito do ‘Apito Dourado’ já era do domínio público.
Ora, não havendo qualquer facto novo, ao abrigo de que lei é que a “super-procuradora” reabriu processos que já tinham sido arquivados?
Ou será que Maria José Morgado usou de alguma prerrogativa super-especial para considerar como "novo elemento de prova" factos que já tinham saído nos jornais?

Gostava de ver estas dúvidas esclarecidas, mas é sintomático que nenhum jornalista tenha reparado nas declarações que Leonor Pinhão fez em Tribunal e nas implicações que as mesmas têm nos desarquivamentos ordenados pela “super-procuradora”. Será medo ou incompetência?

domingo, 27 de dezembro de 2009

Os Patrões do centralismo

«Tentei ontem conhecer o nome do vencedor do Campeonato do Mundo dos Jovens Pasteleiros, mas não o consegui. O site da Associação de Hotelaria e Similares de Portugal (AHRESP) disse-me que eu não tinha permissão para aceder a essa extraordinária informação sobre a prova que decorreu de 31 de Março a 2 de Abril do ano passado em Lisboa.
Apesar de esse magnífico certame ter tido o apoio do Turismo de Portugal no valor de 50 mil euros - tanto como o Fantasporto, e mais do que todo o distrito de Aveiro durante todo o ano de 2008 - não consigo assim dizer aos meus eventuais leitores quem foi esse magnífico vencedor, como não sei se se distinguiu a cozinhar o “Melhor do Mundo” ou rabandas.

Os números que a Câmara do Porto divulgou sobre os apoios dados pela Turismo de Portugal em 2008 são, de facto fantásticos: 61% (43 milhões de euros) foi para o concelho de Lisboa. Concelho, repito, nem sequer é o distrito.
Dizem-me que é por causa das contrapartidas pagas pelo Casino de Lisboa e que isso explica tudo.
Para mim isso não explica nada. Ou então deixem-me fazer um casino no Porto. Melhor ainda: apliquem a essas contrapartidas, o princípio do “spill over” que permite gastar dinheiros europeus em regiões já com nível acima da média europeia, tal como tem acontecido com inúmeros benefícios para Lisboa, e assim as coisas já ficam mais justas.

Agora, quererem convencer-me de que o projecto “Ao domingo o Terreiro do Paço é das pessoas”, que teve direito a nada menos de 600 mil euros, ou esse piramidal projecto de animação dos coretos de Lisboa que mereceu 300 mil euros, são boas aplicações dos dinheiros do Turismo de Portugal, isso não conseguem. Se é a lei que está mal, ela já se devia ter mudado.
Curiosamente Luís Patrão, patrão da Turismo de Portugal, em declarações ao GP, justificou há dias o corte no apoio ao Concurso de Saltos Internacional de Matosinhos com o facto de o dinheiro não estar a servir para a internacionalização da prova, como era suposto. As “Redes pedonais e percursos cicláveis de Lisboa” tiveram direito a 1.1 milhões de euros e já agora, gostava de saber em que é que internacionalizam a nossa querida capital.

Mas por aqui percebe-se bem porque não há Regionalização. Como é que isto iria ser possível num quadro regionalizado? As Regiões teriam muito maior capacidade na barganha por estas verbas e não iria ser fácil ao Estado colocar o dinheiro todo no mesmo cesto. Esta gente, como a que manda no Turismo dito de Portugal, é precisamente a que tem poder e que não é escrutinada. Com a Regionalização seria, fatalmente.

Mas também, no meio disto tudo, gostaria de ter visto uma reunião da Junta Metropolitana do Porto que congregasse os seus municípios numa crítica clara ao que tem sido este regabofe do Turismo de Portugal, ao que foi a história da Red Bull e da sua viagem para Lisboa porque “havia limitações no Porto em Gaia”, como disse o responsável da Red Bull em frente aos autarcas António Costa e Isaltino Morais, sentados lado a lado.»
Manuel Queiroz
in 'Grande Porto', 24/12/2009


Ainda no Semanário Grande Porto, e a propósito das declarações que Bernd Loidl, CEO da Red Bull, fez em Lisboa sobre as "limitações naturais" do rio Douro, Luís Filipe Menezes afirmou: "São uns aldrabões e uns mentirosos. Sempre elogiaram, sempre disseram que no Douro tinham as melhores imagens dos aviões, os pilotos sempre disseram que gostavam imenso de voar aqui".
E sobre as explicações piedosas do presidente da CM Lisboa, Menezes reagiu da seguinte maneira: "Já o que diz o dr. António Costa é conversa fiada. Ainda tinha que lhe agradecer e fazer uma festa de homenagem".

"Limitações naturais"? Não tinha reparado que do dia 4 de Dezembro para agora as margens do Douro tinham ficado mais estreitas. De outro modo, como é que a corja que se juntou para levar a Red Bull Air Race do Porto para Lisboa, justifica que nesse dia (4 de Dezembro), numa reunião realizada com os presidentes das câmaras do Porto e de Lisboa, os responsáveis austríacos e portugueses da organização da prova tenham proposto aos autarcas do Norte a realização do evento alternadamente entre Lisboa e Porto?

Nota: A gravura que ilustra este artigo é da autoria de Diogo Oliveira.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Dois treinadores campeões europeus

Extractos de duas entrevistas recentes com os dois únicos treinadores portugueses - Artur Jorge e José Mourinho - que se sagraram campeões europeus, ambos ao serviço do FC Porto.

“Repare, eu sou portuense e portista. Como a minha família. Nasci no Porto e cheguei a ver, veja lá bem, jogos na Constituição [campo do FC Porto, de 1912 a 1952]. Lembro-me nitidamente de um FC Porto-Oriental e eu lá todo espremido entre os adeptos, que, não sendo muitos, entre 4 a 5 mil, enchiam aquele campo e conferiam uma atmosfera especial. Também vi jogos no Estádio do Lima [só utilizado para jogos grandes por ter mais lugares que o da Constituição]. Nessa altura, o FC Porto nem sempre era a terceira potência do futebol português. Agora, com o passar dos anos, com o Estádio das Antas, com o Dragão, com o centro de estágio no Olival, percebemos a real dimensão do clube. No meu tempo de criança, ninguém sonhava sequer que o FC Porto pudesse ser campeão europeu. Quando muito, campeão nacional e e...

“Para mim, uma equipa precisa de tempo e organização. O FC Porto deu-me isso. Havia jogos em 1984 ou 1985 em que pressentia que aquela equipa ia ser imbatível a todos os níveis, como aconteceu em 1987. O Benfica pediu-me isso, para ontem. Quis fazer uma equipa e comecei pela baliza. Trouxe o Preud'homme, mas a engrenagem não funcionou. Há pessoas boas e más. Há dirigentes competentes, outros nem tanto. Há os que remam para a mesma direcção e os da contracorrente. Enfim...”
Jornal i, 19/12/2009




[PUBLICO]: Tal como no Chelsea, é sempre você a dar o peito às balas. Preferia ter a rodeá-lo dirigentes com uma cultura desportiva mais belicista?

[José Mourinho]: Dou o peito às balas e sempre o darei. Nasci assim no futebol e vou morrer assim. Mas também lhe confesso que sabe bem, de vez em quando, ver aparecer alguém com um colete à prova de balas! Dois anos no FC Porto habituaram-me mal...

[PUBLICO]: Como estão as suas relações com Pinto da Costa? Ainda hoje, os adeptos do FC Porto parecem manter consigo uma relação de amor e ódio...

[José Mourinho]: Diz-me que os adeptos do FC Porto têm amor por mim. Parece-me lógico, pois fui o treinador que chegou com a equipa em crise e que, em dois anos e meio, ganhou a Taça Uefa, a Champions, dois campeonatos, uma Taça de Portugal e uma Supertaça. Parece-me, portanto, normal que gostem de mim. Quanto ao ódio... Só se queriam que eu ganhasse também a Taça Intercontinental. Mas isso era fácil, bastava ganhar a uns colombianos e o FC Porto fê-lo sem mim. Por isso, não vejo razão para me odiarem. Quanto ao presidente... um grande presidente!
PÚBLICO, 25/12/2009

Nota: Os destaques a negrito são da minha responsabilidade.
Fotos: Jornais i, PÚBLICO

Os Irmãos Dalton



Eu sempre gostei de banda desenhada e um dos meus heróis preferidos era Lucky Luke, o cowboy criado pelo belga Morris (Maurice de Bévère) em 1946.

Nas suas aventuras, o homem que dispara mais rápido do que a própria sombra enfrenta indios, ladrões ou vilões de diversa espécie e entre os que mais aparecem nas histórias de Lucky Luke estão os irmãos Dalton - Joe, Jack, William e Averell - completamente broncos em ordem crescente de altura e estupidez.

Não sei porquê, mas quando vejo Bruno Paixão, Carlos Xistra, João Ferreira ou Lucílio Baptista em jogos do FC Porto lembro-me sempre dos irmãos Dalton...
Seguramente que não é por estes árbitros serem estúpidos, bem pelo contrário, porque todos eles demonstraram uma enorme esperteza na forma como alicerçaram a sua carreira até chegarem a internacionais.
Deve ser porque para ganhar desafios arbitrados por um qualquer deste quarteto, os dragões têm de se superar, ser inteligentes, astutos e rematar mais rápido do que a própria sombra...

É isso que a equipa do FC Porto vai ter de fazer a partir de Janeiro, superar-se a si própria para enfrentar com sucesso os "irmãos Dalton" e outros "bandidos" que lhe vão surgir pela frente.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Meu caro Coelhinho da Páscoa

Meu caro Coelhinho da Páscoa,

Como bem sabes não podemos confiar nos outros dois, um anda de vermelho e o outro tem afinidade de nome com o vintém. E aqui entre nós, acho que o nosso mestre desta vez não vai lá sem a tua ajuda.

Eu sei que não fazes milagres por isso já nem te peço que joguemos futebol, nem quero saber de 433, 442, se joga o Hulk (bem! este é capaz de não jogar mesmo) ou se joga o Varela, se o Belushi é melhor que o Ricardo Sousa, se o Pedriger é nome de jogador de futebol ou turista, e por aí fora.

Nesta altura só te peço que passes pelo Olival e ensines ao nosso mestre esta táctica, para que a 9 de Maio haja muitas galinhas doridas.


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal Azul!


O Reflexão Portista deseja a todos os que por cá passam um Feliz Natal Azul, com muitas vitórias pessoais, profissionais e desportivas no sapatinho!

A faca e o queijo na mão


«A falta de balizas temporais a condicionar uma decisão da Liga é uma inovação do regulamento disciplinar (RD) desta temporada e, curiosamente, por proposta do FC Porto. Até à época desportiva anterior, em casos idênticos de expulsão de jogadores que fossem mencionados no boletim do jogo pelo árbitro, por factos ocorridos antes, durante ou depois dos encontros, ocorria uma suspensão preventiva automática por um prazo máximo de 12 dias (a contar da data da expulsão e caso não fosse proferida nenhuma decisão definitiva). Segundo o PÚBLICO apurou, os portistas apresentaram na assembleia geral de 29 de Junho deste ano uma alteração a este regime de suspensão preventiva, eliminando o prazo anterior estabelecido e decorrendo a mesma até à deliberação final da CD da Liga (sumária ou em procedimento disciplinar), que acabou por ser aprovada pela maioria dos clubes e com a abstenção do Benfica.»
in PÚBLICO, 23/12/2009


Em Agosto de 2006, o FC Porto apoiou a eleição de Herminio Loureiro e dos restantes órgãos da Liga de Clubes e, desde essa altura, a presidência da Comissão Disciplinar da Liga passou a ser ocupada pelo Dr. Ricardo Costa. O tempo encarregou-se de demonstrar que os dirigentes do FC Porto cometeram um erro crasso, cujas consequências ainda hoje se fazem sentir.

Mas, se em Agosto de 2006 os dirigentes do FC Porto ainda podiam alegar que desconheciam o vermelhusco Ricardo Costa, actualmente já não existem quaisquer dúvidas acerca do modo como ele tem exercido a presidência do CD da Liga.
Por isso, depois de tudo o que se passou no 'Apito Final', no processo ao "diabo de Gaia", no castigo ao Lisandro, etc., etc., etc., eu não quero, eu não posso acreditar que os dirigentes do FC Porto contribuíram, seja de que modo for, para que o justiceiro da Liga passe a ter o poder de gerir os timings dos processos disciplinares a seu belo prazer.
Muito menos posso acreditar que tenha sido precisamente o FC Porto a propôr uma alteração ao regulamento disciplinar da Liga que, em termos práticos, faz com que o nosso "amigo" Ricardo Costa fique com a faca e o queijo na mão. Isto deve haver aqui algum mal entendido porque, a ser verdade, seria demasiada incompetência e teria de ter consequências.
Nesse sentido, aguardo um esclarecimento cabal por parte da Administração da FC Porto SAD.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Olho por olho, dente por dente

Os stewards não podem ser expulsos pelo árbitro e podem ser usados em manobras de diversão e de provocação, pois estão sempre a coberto de uma autoridade conferida por uma qualquer instituição, que no caso do SLB, na sua condição de clube do regime, lhes garante um estatuto de “autoridade” superior.

Em caso de dúvida a razão é sua. Se apresentarem sinais de agressão, aí até o MP intervém como se fora uma agressão a um magistrado.

Disto isto, é incompreensível e indesculpável a agressão de Hulk e Sapu, que entraram e saíram do balneário, para praticar uma agressão num qualquer pau mandado do SLB que provovavelmente os provocou, e estava lá para desempenhar essa missão. E os responsáveis do FCP o que fizeram ? Tanta gente : administrador, director geral, assessores, quatro treinadores e não há quem ajude a manter a calma, imponha e garanta a disciplina, em defesa do bom nome e dos interesses do clube ?

Não é só zurzir no SLB. Aquela encenação durante todo o jogo prometia novos desenvolvimentos e pedia-se que os responsáveis fossem capazes de ter mão nos ânimos e nos nossos atletas mais nervosos. Mais vale prevenir que remediar.

Afinal, aquele túnel cheio de histórias recentes havia, como não podia deixar de ser, de provocar danos no FCP.

Estes processos deviam estar há muito descodificados por quem de direito e uma intervenção preventiva impunha-se. O jogo sujo e a provocação não vão ilibar os jogadores, cujo comportamento entendo deplorável, e quem sai prejudicado é o clube e os jogadores. É um prejuízo enorme : pessoal e institucional.

Noto uma certa indisciplina na equipa que retiro do comportamento dos jogadores em campo. Pouco concentrados, alheios ao jogo e com pouca atitude. Fala-se, ainda, com alguma insistência em comportamentos pouco profissionais fora das horas de trabalho.

Espera-se uma atitude justa para com os prevaricadores (Hulk e Sapu). O resto é olho por olho, dente por dente. Com inteligência, pois estamos sozinhos nesta luta. Unir as tropas, ganhar força e preparar a equipa. Os aviões já foram, mas o clube tem uma história de resistência que nos honra e nos faz temíveis. E essa luta deve ser tratada no sítio certo : no campo. Sem dó nem piedade, mas insisto : com muita inteligência.

Força Porto.

Será Só Fumaça?


Segundo tem sido aventado nos últimos dias pela imprensa, o F.C. Porto estaria à beira de contratar o médio/extremo argentino Eduardo Salvio, de 19 anos de idade, a quem até já chamarão "o novo Messi". Segundo o Diário de Notícias de hoje o seu clube, o nosso conhecido Lanus, terá mesmo rejeitado uma proposta de € 8 M do Atlético de Madrid porque, "diz-se na Argentina, o FC Porto se intrometeu no caminho e está disposto a subir a parada." Será só fumaça?


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Pânico no Túnel


É o título de um filme mas é também um filme visto e revisto nos locais onde têm jogado os lampiões esta época. Depois dos confrontos no túnel da Luz no jogo contra o Nacional e dos confrontos no túnel de Braga quando o slb se deslocou ao Minho, temos uma agressão de um jogador do FC Porto a um steward no túnel da Luz depois de este o ter provocado. A comunicação social histérica lisboeta fala já de uma moldura penal prolongada para o avançado do FC Porto. É um pouco como no caso Deco/Paraty (para quem se lembra). O melhor é irradiar de vez o jogador portista e não se fala mais nisso.

Pergunta: até quando vai a Liga permitir que os meninos e os seguranças do clube de histéricos da capital agridam, insultem e cuspam nos seus adversários com total impunidade?

É uma pergunta retórica, como já devem ter reparado, ou não fosse Ricardina Costa o Presidente da Comissão de Disciplina da Liga.

Erro grave favorece Benfica


No lance que precede o golo dos lampiões há um fora-de-jogo mais que evidente, como é perfeitamente visível nesta imagem, de Urreta que não foi sancionado pelo árbitro assistente de seu nome Venâncio Tomé. Saviola toca para Urreta que está adiantado e que acaba por tirar partido do lance fazendo de seguida um passe de calcanhar. Foi um erro muito grave e que tem influência decisiva no resultado (foi no decorrer da jogada que o slb chegou ao golo).

Nota: na generalidade da Comunicação Social o assunto não mereceu referências. O costume.

domingo, 20 de dezembro de 2009

A ver o Milhafre a voar...

No “colete de forças” entrou o FC Porto em campo e nunca mais dele saiu. Com um trio de meio campo que privilegiou o músculo e a tentativa de contenção de espaços, Jesualdo tentou dar agressividade à equipa e adapta-la à dureza do terreno. A verdade, porém, é que o Dragão foi completamente manietado por um adversário que soube quase sempre gerir a vantagem cedo atingida, e foi capaz de adaptar-se às alterações introduzidas pelo treinador azul e branco no 2º tempo.

Certamente o que vai marcar o rescaldo deste Clássico serão as opções do Professor por Guarín e Hulk, para o onze inicial, em detrimento de Belluschi e Varela. A prestação dos 2 que foram titulares, tal como a generalidade da equipa no 1º tempo, foi muito fraca, pelo que foi natural a vantagem conseguida pela equipa da localidade que vai receber aquela célebre corrida de avionetas. Na 2ª parte o FC Porto abeirou-se mais da baliza adversária. Cresceu ligeiramente com as alterações efectuadas, mas ficou quase sempre a sensação de se tratar de um domínio consentido por parte do clube do Milhafre, já que o resultado corria a seu favor.



Mais do que nomes, a forma como a equipa portista se dispôs em campo - sempre demasiado afastada entre si – não formando um bloco capaz de sair a jogar, daí não ser estranha a razão de haver perdas consecutivas de bolas ao fim de 2 passes seguidos, foi sendo asfixiada pela pressão coerente da equipa da terra onde tudo se passa. Por incrível que pareça, este erro, não foi corrigido no decorrer dos 90 minutos do encontro. E qualquer equipa que se preze, se quer chegar a bom porto, tem de ser compacta em todos os momentos do jogo. O FC Porto nunca o foi.



A verdade é que o Dragão perdeu o jogo para um rival directo. Está a 4 pontos da liderança do campeonato (que na pratica são 5, já que perdeu com os 2 conjuntos que seguem na frente), e levou uma grande machadada no plano emocional, na hipotética regeneração que a equipa parecia fazer crer. Jesualdo perdeu o duelo para o auto-intitulado Mestre da táctica e, acima de tudo, voltou a mergulhar num manto de desconfiança que a generalidade dos adeptos azuis e brancos tem sobre si, e a sobre sua postura de marcha à ré. Adivinham-se tempos difíceis no Dragão.

Fotos: Agência Lusa

Joga ou não joga?

Estávamos em Outubro de 1989, na altura o Rui Águas estava em grande forma, era o abono de família do FCP, mas num jogo da selecção, salvo erro contra a Suiça, lesionou-se, mas vinha aí um clássico e tudo se fez para o recuperar.

Sexta-feira dia da convocatória e o Rui Águas está fora da mesma. Não foi possível recuperá-lo.

Nessa 6ª feira, após sair a convocatória passei pelas Antas e ali junto ao departamento de futebol juntavam-se sempre uns grupos de adeptos, algumas dessas pessoas passavam lá os dias, conheciam a vida do clube de ponta a ponta, sabiam quem se andava a baldar nos treinos, apertavam os calos aos jornalistas, ou aos jogadores a quem "guardavam" os carros, ...  nesse dia juravam a pés juntos que o Artur Jorge lhes tinha dado a "indicação" que o Rui Águas ia jogar no domingo.

Por ali também andavam jornalistas, mas nos dias seguintes nenhum orgão de comunicação social fez eco disso, o Rui Águas estava mesmo fora.

No dia de jogo é dada a constituição da equipa com o Domingos no onze, faz o aquecimento e eis que as equipas sobem ao relvado, e quem é que entra com o n.º9? Rui Águas, ele mesmo.




É verdade que aos 15 minutos já estava a ser substituído, foi um bluff que acabou por não correr bem, mas de uma coisa fiquei ciente: aqueles grupos de adeptos sabiam muita coisa.

Com o início da utilização do centro de estágio, estes grupos desapareceram, já não se sabem os novidades como antigamente. Para o bem e para o mal são os novos tempos.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Qual o onze para a Luz?

Deixando um pouco de lado os Lucílios (de quem se espera um pingo de dignidade humana) e o facto, lamentável, de Pinto da Costa deixar que os seus ódios de estimação atropelem tudo o que sempre defendeu na vida, olhemos um pouco para aquilo que Jesualdo vai fazer neste Domingo.

Não havendo qualquer dúvida, quer na baliza (agora está um bocado caladinho, Miguel Sousa Tavares...), quer no quarteto defensivo (Rolando, e o seu futebol feito de silêncios, continua a errar, aqui e ali, mas não teria lógica uma hipotética aposta em Maicon nos próximos tempos), restam porém muitas dúvidas no meio-campo e na linha da frente.

Estou tentado a acreditar que Jesualdo apostará em Guarín, para acompanhar Fernando e Meireles.
Fora-de-casa, os mais atentos repararão que Jesualdo tenta evitar a simultaneidade, no terreno de jogo, entre o Belluschi e...Hulk.
Conhecendo nós bem o nosso técnico, um raciocínio básico será que Jesualdo teme colocar em campo dois jogadores que ele julga não defenderem (curiosamente, o nosso adversário de Domingo apresenta, no seu "11" base, um rol de jogadores nestas condições).




Guarín tem entrado bem nas últimas partidas, e será muito provavelmente o titular escolhido, mas também é certo que, jogar desde o início, e logo num jogo com estas características, não é necessariamente a mesma coisa que entrar a meio.
Contudo, o que pesará mais será mesmo o facto de Hulk jogar (com esta defesa actual do slb, não podemos sequer colocar outra hipótese...).
Jesualdo surpreender-se-ia, até a si mesmo, se apostasse em Belluschi em detrimento do médio colombiano.
A outra hipótese, será a entrada de Mariano. Aquela preocupação de lhe "oferecer" uns minutinhos no último FCP-Setúbal, pode não augurar nada de bom...
Ainda resta Valeri, mas parece que muitos terão tirado conclusões rápidas de apenas uma única partida a titular...

Na frente, muito falam que Falcao poderá ser sacrificado para dar lugar a um tridente Rodriguez-Hulk-Varela. Dizem que é um trio que se adaptará melhor a um adversário destes...



Creio, porém, que tal apresentaria dois aspectos menos positivos: em primeiro lugar, o uruguaio está muito longe daquilo que produziu algures na época passada e, para além disso, a experiência já antes tentada, de colocar o internacional brasileiro sozinho na frente, além de parecer contranatura, não produziu resultados brilhantes.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

SMS do dia - XCI

Ainda faltam umas horas, mas pela sondagem aqui do lado o pessoal parece que prefere a Fiorentina, seguido do Bordéus.
Os menos desejados são o Arsenal e o Real.

Sendo que a Fiorentina e o Bordéus têm 3 (Inter, Milan e Lyon) e 2 (Lyon e Bayern)  impedimentos respectivamente, ao contrário dos restantes clubes que só têm o 2º do grupo como impedimento, as probabilidades batem certo com os desejos de quem votou aqui na sondagem.

Lamentável!


"É uma situação normal [a transferência da Red Bull Air Race para Lisboa] e só vem sublinhar que o tão falado prestígio nacional do Presidente da C.M. do Porto é falso!"
Pinto da Costa, em declaração enviada à Lusa


É triste que o presidente do FC Porto coloque as suas guerrinhas pessoais acima dos interesses do Porto, do Norte e do país, um país que deveria ser menos centralista e com menores assimetrias regionais. Esta lamentável declaração está ao nível e vem na mesma linha das que foram feitas pelo líder do PS-Porto, Renato Sampaio, mas esse percebe-se porquê.

Não reconheço este Pinto da Costa, mesquinho, pequenino e sem visão estratégica.

Adivinhem quem vem jantar!



Com o sábio critério que se lhes reconhece, os responsáveis da Liga pela arbitragem nomearam para o Benfica-Porto de domingo próximo o Senhor Lucílio Baptista, a quem alguns maldosamente chamam "SLB". Está, pelo lado do juiz, salvaguardada a dignidade e qualidade do espectáculo.

A corda está esticada


«Quando colocados na balança as perdas e os ganhos, a realização da Red Bull Air Race era um ponto a favor na capacidade de iniciativa e de realização nortenha. E um mecanismo de captação de turistas nacionais e de todo o Mundo. Agora, mesmo isso perdeu-se. Nada perdura e tudo se deslocaliza, quando não fecha as portas, tal como acontece na indústria têxtil e com algumas importantes sedes de associações ou de institutos.
A própria Associação Empresarial de Portugal (AEP), com centenas de membros, que sempre teve a sua sede no Porto, fez as suas malas. Em Outubro, concretizou-se a fusão da AEP com a Associação Industrial Portuguesa.
A nova associação passou a chamar-se Confederação Empresarial de Portugal e a ter sede em Lisboa. Outro exemplo de fusão deu-se no mercado bolsista. Em 2000, a Bolsa de Valores de Lisboa e a Bolsa de Derivados do Porto fundiram-se e deram lugar a uma nova sociedade anónima.
No caso da Banca, após sucessivas aquisições e fusões, ficaram dois grandes grupos na região, o Millenium BCP e o BPI. Mas, se as sedes continuam no Porto, os centros de poder e de decisão deslocam-se para a capital.»
in JN, 17/12/2009


Depois do Ministro da Economia ter dito no Parlamento que nada sabia sobre este assunto; depois do presidente do Turismo de Portugal ter afirmado que também nada sabia, confirmou-se aquilo que toda a gente já sabia: a Red Bull Air Race levantou voo do Porto e aterrou em Lisboa.
A negociata e as manobras de bastidores eram notórias e, conforme se comprova, a reunião do passado dia 4 de Dezembro com os presidentes das câmaras do Porto e Gaia não passou de uma fantochada.

Percorrendo os jornais online (PUBLICO, Jornal Notícias, etc.) e dando uma vista de olhos aos comentários que a confirmação deste "roubo" provocou, verifico que não estava a exagerar quando publiquei o artigo “Nós só queremos Lisboa a arder”. É, por isso, lamentável que pessoas responsáveis continuem a assobiar para o lado e não percebam, ou não queiram perceber, que esta golpada é mais uma acha numa enorme fogueira e que serviu para agravar o clima de ódio e divisão que o centralismo sufocante vem provocando em Portugal.

A corda está cada vez mais esticada e um dia vai rebentar. Quando isso acontecer, escusam de vir com discursos moralistas.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Lacunas e Virtudes, a Hora da verdade

Por Gustavo Filipe Almeida (*)


No próximo dia 20 de Dezembro, ocorre em Portugal o chamado de clássico do futebol, um SL Benfica vs FC Porto, que parece ir pôr à prova muitas das suposições que pairam nas nossas cabeças. O seu carácter é especial, efusivo, moralistíco e, de alguma forma, decisivo. Ambas as cores querem saber o que são, efectivamente, as suas equipas. Por um lado, se há uma máquina de golos, por outro, se há um TETRA-campeão vistoso.

Apesar do meu coração ser azul e branco, dirijo-vos este artigo para falar precisamente do oposto, o Benfica.

Os adeptos do FC Porto têm de estar cientes do que vamos enfrentar. A tarefa é difícil, a vontade é muita, e a qualidade, quanto a mim, é suficiente para conseguirmos conquistar a vitória (para os mais esquecidos relembro que nos últimos 11 jogos entre ambos, o FC Porto venceu 5, perdeu 2 e empatou 4). Dado isto, passo para dentro das quatro linhas onde o nosso Porto joga tão bem e onde as coisas são resolvidas.

As saliências do SL Benfica são:

- fixação de Cardozo na área e mobilidade de Saviola, criando espaços e aproveitando as nítidas superioridades do jogo aéreo de Cardozo. Se repararem, Saviola posiciona-se sempre no 2º poste usufruindo das "penteadelas" de Cardozo ou das segundas bolas (golo em Olhão, por exemplo).

- Lances de bola parada. Quer queiramos quer não, o SLB melhorou muito nas bolas paradas com Jorge Jesus, ele próprio já admitiu que é "especialista" nisso. O FC Porto defende à zona, portanto é necessário ter atenção aos cantos à "maneira curta", pois permite mais tempo para os atacantes se deslocarem entre os defesas, e é necessário atacar a bola de forma imediata e impetuosa, à margem das leis.

- Condução de jogo por parte de Aimar, um modelo em losango cujo vértice é um jogador com visão de jogo e técnica fantástica para segurar a bola é um autêntico perigo, principalmente com a envolvência dos laterais e médios rápidos. Se repararem a maioria das equipas que joga contra o SLB tenta obstruir Aimar, a "peça" neste modelo de Jorge Jesus. O FC Porto pode optar por este meio, com Fernando ou Meireles/Guarín, consoante conjunturas do jogo.

- As "tabelinhas", o jogo com o Bate Borisov é exemplo disto mesmo. O Benfica explora muito bem as tabelinhas (está provado que o 1º toque é a melhor maneira de desorganizar uma equipa defensivamente), vê-se claramente que este tipo de jogadas está muito bem estudado, analisado e mais importante, assimilado. É preciso Jesualdo dizer aos seus jogadores para não irem à "queima" e seguirem sempre o adversário entre este e a baliza. Parece-me um aspecto táctico importante.

As fraquezas do SLB são:

- Dependência de um só modelo de jogo. A flexibilidade do SLB é limitada, débil e estática, o que pode ser explorado pelo FC Porto agora que Di Maria e Ramires estão de fora do clássico. Ás vezes penso que o SLB é só aquela equipa, o banco é prescindível.

- As laterais. Este tem sido apontado como o principal problema do "onze" do SLB. De facto, os seus laterais não são excepcionais, no jogo aéreo, na transição defensiva e no "um para um". Hulk, Varela e Rodriguez podem aproveitar.

- Dificuldade em dar a volta ao marcador. A equipa quando se vê a perder fica nervosa, muito denunciada, constrangida e incapaz de concretizar. Não sou eu que o digo são as estatísticas.

- O sistema de Jorge Jesus exige a condição física e psicológica dos jogadores muito apurada.

Para além disto, acho que seria importante o FC Porto neste jogo tentar ter dois homens relativamente perto da zona da bola. A superioridade numérica faz a diferença.

Para concluir, vou aludir a uma célebre frase dos Super-Dragões aquando do FC Porto - SL Benfica (2007/08, bis de Lisandro, Estádio do Dragão): "Aposta e vence Dragão, tens os trunfos na Mão." Força Porto!

P.S. De forma a completar este artigo, sugeria o seguinte artigo de Luís Freitas Lobo.


(*) Gustavo Filipe Almeida, 19 anos, estudante de Economia (2ºano), Coimbra.

Nota final: O 'Reflexão Portista' agradece ao Gustavo Almeida a elaboração deste artigo.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Porto B e as teorias da conspiração


Antes e depois do último Olhanense x SLB, os benfiquistas catalogaram a equipa de Olhão como sendo um Porto B e, inclusivamente, montaram em torno disso uma teoria de conspiração a que os “ingénuos” e “puros” jogadores encarnados não souberam responder.
Contudo, (re)vendo o jogo, verifica-se que dois dos jogadores do Olhanense emprestados pelo FC Porto estiveram particularmente infelizes.
Que diriam os benfiquistas, e a comunicação social que está ao seu serviço, se contra o FC Porto o Ventura tivesse sofrido dois golos daqueles (o primeiro foi um verdadeiro peru)?
E pior ainda, imagine-se que tinha sido contra os dragões que o Tengarinha tinha falhado o golo da vitória de forma anedótica, precisamente no último minuto do tempo de descontos. Ia ser bonito, caía o Carmo e a Trindade...

A paranóia tem destas coisas mas até para a cegueira há limites.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

De novo Pedro Henriques


No passado dia 4 de Outubro, jogou-se o Olhanense x FC Porto arbitrado por Pedro Henriques. Nesse jogo, houve três situações em que jogadores do Olhanense deveriam ter sido expulsos:

1a) Após uma falta de Fernando, entrada por trás de Miguel Garcia a varrer completamente Guarín;

2a) Entrada violentíssima de Rui Duarte sobre Guarín, atingindo-o com os pitons nas pernas;

3a) Agressão de Guga a Tomás Costa provocando-lhe a fractura dos ossos do nariz e ruptura (afundamento) do septo nasal. O mais incrível é que o jogo só foi interrompido a pedido, ao ponto do sempre calmo Jesualdo Ferreira ter-se enervado e protestado com o quarto árbitro.

Chamo à atenção que nas jogadas em que Rui Duarte e Guga deveriam ter sido expulsos com um vermelho directo, em ambos os casos bastaria um amarelo (porque seria o segundo) para irem tomar banho mais cedo. O incompetente árbitro de Lisboa nem falta marcou.

Mais de dois meses depois, Vítor Pereira voltou a nomear Pedro Henriques para um jogo do FC Porto e ontem voltamos a assistir ao triste espectáculo do "deixa jogar", que no caso foi mais "deixa malhar" nos jogadores azuis-e-brancos. Assim, em apenas 10 minutos, o setubalense Djikiné já tinha feito duas faltas que justificavam a mostragem do cartão amarelo e, não satisfeito, atingido Belluschi violentamente no nariz, deixando-o estendido no chão a sangrar.

E perante isto, o que fez Pedro Henriques? Nada!
Aliás, aos 59 minutos também assobiou para o lado, quando o mesmo Djikiné fez falta na área sobre Hulk (opinião unânime do painel de juízes do Tribunal de O JOGO).

O mais inacreditável de tudo isto, e que define o nível que tem este árbitro, é que Djikiné chegou ao fim do jogo sem qualquer punição. É obra!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Uma boa semana

Aos êxitos desportivos em Guimarães e Madrid, associou-se mais uma vitória na barra onde se dirimem os conflitos numa sociedade de direito, quando o tribunal do recurso do Porto não deu provimentos aos despachos do MP, sobre o processo do envelope.

Platini não pediu desculpas, mas de alguma forma deu a mão à palmatória sobre a leviandade das suas acusações. A gravidade das suas palavras pediriam mais, mas um gesto é um gesto e de alguma maneira veio confirmar que a UEFA acatou definitivamente o que a justiça portuguesa sentenciou, dando o seu infeliz dito como nulo e sem efeito.

O SLB (em nome da verdade desportiva), o MP (em nome da luta anti-corrupção) e Ricardo Costa (em nome da disciplina desportiva) o que têm para nos dizer? Se entendo o SLB e o Presidente do CD da LPFP que “egoisticamente” trataram de servir os seus próprios interesses, preocupa-me o modus faciendi do MP e do dream team criado para instruir a acusação, agindo à luz dos holofotes mediáticos e segundo uma agenda que se confundia com a do próprio SLB.

Demasiado dependente de gargantas fundas, de escutas e da promiscuidade entre os agentes da justiça e a comunicação social mais trauliteira, à frente da qual se posiciona galhardamente o CM, o MP tentou ganhar os processos na praça pública. O julgamento popular haveria de funcionar como uma forma de pressão sobre os tribunais que já tinham mandado arquivar os processos por falta de provas. A arrogância dos procuradores e a boa imprensa, não mascararam a ausência de provas e o contraditório apresentado em defesa dos acusados. As loas cantadas depressa se deixaram de ouvir. Aos funcionários públicos ao serviço da justiça não basta olhar para o umbigo e trabalhar para a Televisão. Exige-se exactamente o contrário. O PGR serviu-se do futebol, deixou-se apanhar na teia política e foi traído pela CS que o tinha posto num pedestal. Bem feito!

Mas a bola continua a rolar e o FCP fez os dois melhores jogos desta época. Não foram perfeitos, mas foram muito bons. Com o plantel praticamente todo disponível, JF tem boas opções para constituir a equipa e solistas para dar o tom rápido e alegre que Fucile tão bem personalizou.

A equipa base está composta. A defesa está constituída e não sofrerá alterações, a não ser que o JF opte por alguma poupança. No meio campo Fernando e Meireles têm lugar cativo e serão certos nos próximos jogos antes do Natal, a menos que JF entenda resguardar algum deles no próximo jogo. Com o Setúbal vamos ter Belluschi e Falcão, com Rodrigues e Hulk, e Varela à espreita. Com o SLB vamos ter Guarin, com Varela, Hulk e Rodriguez, jogadores com capacidade para esticar o jogo e para o contra-golpe. Músculo e rapidez, nas transições ofensivas e defensivas e mais equilíbrio na ocupação dos espaços, aquando das subidas de Fucile e Álvaro Pereira.

Valeri não me convenceu e não entra nas minhas contas, para já. Causa-me alguma perplexidade a incapacidade de Tomás Costa em se adaptar, uma vez que me parece o jogador mais europeu dos argentinos que contratamos ultimamente.

Mariano está a marinar: com Varela a corresponder é bem possível que não entre nas contas de JF, a não ser que o professor faça alterações radicais neste jogo com o Setúbal que não prevejo. A equipa precisa de jogar e poupança a mais é um sinal de fraqueza.

Aliás, estou muito curioso relativamente ao próximo jogo porque não vai ter o perfil dos anteriores, em que os adversários jogaram olhos nos olhos com o FCP. O Setúbal vai estacionar o autocarro e vai servir-se de todos os ardis para se jogar sem grande intensidade, com as linhas muito baixas, a enervar o adversário e a jogar com o tempo. Vamos lá ver como é que o FCP resolve o problema, sem pensar demasiado no SLB. Não temos sido muito felizes e eficazes neste tipo de confrontos com equipas super defensivas. A maré está a encher e espero um bom Porto, reforçado e moralizado a caminho da Luz.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Os yes-men


É óbvio que esta não é uma situação boa para a Área Metropolitana do Porto, mas isto só demonstra a incapacidade de Rui Rio e Luís Filipe Menezes de negociarem com a Red Bull. O doutor Rui Rio tem deixado sair tudo do Porto, à excepção da corrida de calhambeques.
Renato Sampaio, presidente da federação distrital do PS-Porto
in ‘Grande Porto’, 11/12/2009


Quer seja nos partidos políticos, quer seja nos clubes de futebol não faltam yes-men. Contudo, mesmo entre os yes-men, há os que fazem questão de se destacarem pelo seu lambe botismo e por serem mais papistas que o papa. É o caso deste Renato Sampaio, transmontano nascido em Alijó, e que a partir da distrital do PS-Porto tem trilhado uma carreira política fulgurante.

Ao contrário do também socialista Guilherme Pinto, presidente da câmara de Matosinhos, que lamentou o provável desvio da Red Bull Air Race para Lisboa e, inclusivamente, disponibilizou-se para articular esforços com as câmaras de Porto e Gaia, Renato Sampaio sentiu necessidade de vir a público atacar o poder político local para, dessa maneira, encontrar argumentos que suportem a lógica centralista subjacente a este “roubo”.

Mas apesar da areia, misturada com calhambeques, que nos quer atirar para os olhos, todos sabemos que esta questão tem pouco a ver com os partidos que têm alternado no governo. Quer o PS, quer o PSD, quando chegam ao poder alinham pela mesma cartilha: metem a regionalização na gaveta e aprofundam o centralismo. Aliás, sabendo isso mesmo, Rui Rio nunca partidarizou. Pediu “bom senso ao poder central” e teve o cuidado de dizer “não estou a falar deste Governo, isto é transversal aos partidos”.

Ora, se em vez de querer mostrar serviço ao “chefe”, Renato Sampaio tivesse mobilizado os deputados do PS eleitos pelo distrito do Porto para uma luta activa em prol da manutenção da prova no rio Douro, tinha prestado um melhor serviço à região por onde foi eleito deputado. Mas, conforme afirmou Pedro Baptista (lembram-se das crónicas acutilantes que ele escrevia em O JOGO?) na conferência de imprensa de apresentação da sua candidatura à Federação Distrital do Porto, “o PS-Porto está completamente passivo. O líder distrital não tem passado de uma caixa de ressonância do poder central”.

De facto, se estes “provincianos” que se passeiam pelos corredores do poder não se esquecessem das suas origens e de quem os elegeu, talvez a realidade do Porto, do Norte e do País fosse diferente, mas é esta a triste realidade.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ponto Final no Apito Dourado


Lisboa, 11 Dez (Lusa) - O Tribunal da Relação do Porto rejeitou os três recursos do Ministério Público e confirmou a absolvição de Pinto da Costa, e restantes arguidos, no caso do envelope, um dos processos conexos com o Apito Dourado.

JN online

Mariano de fora


Mariano Gonzalez é um dos jogadores menos apreciado, para não dizer mal amado, por grande parte dos adeptos portistas. Há mesmo quem critique fortemente Jesualdo Ferreira sempre que o coloca em campo, chegando a dizer que o treinador do FC Porto tem um qualquer fetiche em relação a este jogador. Terá?
As últimas semanas contrariam esta ideia. Desde o dia 8 de Novembro, data do jogo com o Marítimo, que Mariano não é opção para Jesualdo.
Com o apuramento para os oitavos-de-final da LC garantido, e depois de Mariano ter cumprido os dois jogos de castigo devidos à expulsão contra o APOEL, cheguei a admitir que iria jogar uns minutos em Madrid, mas a realidade é que Mariano continua a ver os jogos do lado de fora das quatro linhas. Até quando?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009