terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Uma análise SWOT - Fraquezas

Por Ana Martins

Uma análise SWOT - Mais-valias

2. Fraquezas

a) Até ao meio dos anos 90, o discurso regionalista foi leit motif para cerrar os dentes perante a estrutura do país, foi ingrediente de sucesso. No entanto, a política seguida, com uma ou outra variação para uma maior globalidade depois da instituição da SAD, revela inconsistência estratégica para com a necessidade de implantação nacional e internacional. E as Casas do FC Porto por esse mundo fora ajudam, mas não chega. Há que desenvolver estratégias mais eficazes neste domínio. Pensar-se que ganhar títulos chega é, basicamente, amador. É preciso ser presença assídua nas escolas/colégios não só no Porto como fora do Norte/Porto.


b) Todos reconhecemos o legado que o Presidente Pinto de Costa nos deixou. Instituiu a cultura desportiva do clube, ao nível da excelência e do profissionalismo. Com a era da SAD, profissionalizou a estrutura da equipa com divisão clara de responsabilidades na pessoa, mais tarde, de Antero Henrique, criando, por outro lado, a figura do team manager (se Acácio Valentim é ou não competente nas suas funções já será outra história). A contratação de Rui Cerqueira cumpre a função estratégica de reconhecer que, comunicacionalmente, o clube tem sérias dificuldades em estabelecer pontos de equilíbrio entre a abertura e a clausura necessárias ao bom funcionamento. Balanço: Rui Cerqueira, com a excepção das flash interviews antes dos treinos (uma inovação), conseguiu muito pouco (junte-se-lhe, vá, o Labaredas). Resta saber se porque não tem poder que chegue para implementar mudanças. Chega, portanto, o momento de voltar a tentar contratar uma agência de comunicação e das grandes, o que nos leva ao ponto c).

c) Depois de décadas a ter a imagem do clube nebulosamente ameaçada por argumentação espúria (ele era o doping primeiro, depois eram os árbitros, o Calheiros e a Cosmos, o Guarda Abel, etc.), em 2004 chega o Apito Dourado. Cinco anos depois, ainda nos debatemos com as consequências da coisa. Não me vou debruçar sobre o caso em si mesmo, mas parece-me claro que existem consequências na imagem e credibilidade do clube quando é condenado na estância desportiva e absolvido na estância civil. Há que fazer alguém pagar por isto, assumindo as responsabilidades de terem utilizado meios de prova que o Direito não admite em processos desportivos. Tentámos contratar os serviços da Luís Paixão Martins, que terminou com ameaça de bomba. Está na altura de reformular a ligação com a comunicação e os media, não abdicando dos princípios de uma certa opacidade que tem sido proporcional aos êxitos do clube, transmitindo segurança à estrutura.

d) As ligações tendencialmente incompreensíveis com os intermediários para compra de passes de jogadores vindos da América do Sul. Não falo de empresários de jogadores, em que não há um que se destaque no plantel (colocando fim ao consulado de Jorge Mendes no FCP, com prejuízos e mais-valias). Falo dos comissionistas e, neste caso, continuo sem perceber a ligação com António Araújo. Por todas as razões, o bom senso diria que é imprudente continuar a fazer negócios com este cavalheiro. E nem o digo com base em discursos da fruta. Digo-o com base na falta de qualidade da maior parte dos jogadores que este empresário trouxe para o clube. A ligação deste à Administração é, para mim, uma clara debilidade até na execução da política desportiva.

e) A constituição do Conselho de Administração da SAD. Com a saída do Dr. Fernando Gomes, perde-se o nosso “Ministro das Finanças” que, como se sabe, deve ser o mau da fita. A sua saída – o facto e o modo como ocorreu – é talvez, sinal de algo cuja magnitude nem todos possamos, neste momento, perspectivar. Os próximos tempos trarão novidades. Até lá, Angelino Ferreira é uma escolha acertada e óbvia, restando saber se terá a capacidade de pressionar custos perante PC, Antero Henrique e Adelino Caldeira. Temo que não. Quanto a este último, a dívida de gratidão de PC para com ele (Gil Moreira dos Santos & Associados em que um dos sócios é… Adelino Caldeira foi a sociedade que representou PC nos Tribunais) e a sensação interna de que o FCP não foi excluído da Champions graças a ele, leva-o a assumir mais poder formal e informal. Em relação a isto, só posso dizer, neste espaço, que tenho pena que assim seja.


f) Plantel: fruto da política desportiva seguida, o plantel carece de identidade nacional. Peço desculpa de usar este tipo de vocabulário potencialmente nacionalista, mas acho natural que – na globalidade - um estrangeiro não viva o clube como um português. Na génese de grandes planteis do FCP, estava sempre uma maioria de titulares portugueses. E julgo que terá de ser esse o caminho. E não me custa admitir que, em caso de igual valia em termos de qualidade, deverá ser titular um português. Acho que o plantel do FCP, nos últimos anos, se tem transformado numa Torre de Babel cujos resultados não têm sido catastróficos do ponto de vista da coesão da equipa porque há uma boa estrutura à volta e há Alves & Meireles, Barros & Pinto. Dir-me-ão: o valor dos jogadores portugueses é, hoje em dia, claramente inflacionado. Um Sub-20 custa logo 2 ou 3 M€. E eu pergunto: e quanto custou Guarín? E quanto custou Tomás Costa? E Valeri? E Prediguer?

34 comentários:

Mefistófeles disse...

Excelente análise ! Parabéns, Ana.
Em 6 alíneas expôs tudo.
Particularmente de acordo com a alínea d).

Fico expectante para o resto.

HULK 11M disse...

Mais uma óptima análise retrospectiva da Ana Martins com um excelente lançamento de pistas para o que deve ser o caminho a seguir pelo FCP! Parabéns.
Poderei não estar de acordo com um ou outro ponto menos importante mas votaria nesta "candidata" se este fosse o seu programa! O nosso FCP pela mão de PdC tem trazido importantes inovações e poderíamos ter mais uma: a primeira presidente dum clube de grande dimensão em Portugal!

HULK 11M disse...

"... um estrangeiro não viva o clube como um português... "

Não concordo!
Acho que é uma grande injustiça para muitos estrangeiros que passaram por cá e que ficaram a amar o nosso clube como qualquer um dos seu sócios e adeptos. E que, regressados às suas pátrias, contribuíram e contribuem para o engrandecimento do FCP, espalhando o seu nome pelo mundo fora! Nem vou falar em nomes porque eles são muitos e não quero ser injusto para aqueles que não iria mencionar!
Mas concordo que o FCP, deve preferir jogadores nacionais, aliás como defendia Pedroto que, indo mais longe, preferia jogadores com costela azul e branca!

Ana Martins disse...

Em relação ao ponto e), resta-me acrescentar algo que notei no último jogo no Dragão, frente ao Braga. Na bancada VIP, 2 cadeiras por trás de PC, estava o ex-CFO Dr. Fernando Gomes.

H1: A saída não se deveu a conflitos com o resto da Administração

H2: É tão bem formado, que não deixa de acompanhar o clube no mesmo local dos outros administradores, apesar da saída da SAD (até porque continua, salvo erro, Director do Clube).

Um momento singelo que pode ajudar a esclarecer a núvem que foi a sua demissão.

cumps

AFC disse...

Que o discurso regionalista foi leit motif para cerrar os dentes perante a estrutura do país é evidente. Se se deve alterar esta estratégia, tenho as minhas dúvidas. Seria o mesmo que pedir ao Barcelona para mudar toda a sua estratégia e decidir apostar numa implantação nacional diferente. Compreendo que para países de dimensões diferentes deverão ser adoptadas diferentes estratégias mas não vejo qual o problema do FCP se assumir como um clube que representa uma região, sendo essa região tão vasta como todo o norte de Portugal. Não estou a advocar a estratégia pacóvia de que tudo o que está abaixo do Mondego é mouraria mas Porto é Porto, e Norte e norte. Qual o problema de ter orgulho nisso?

Realmente não percebo esta obsessão com estratégias de comunicação. Eu diria que num mundo sócratico o que me deixa contente é que o FCP não tenha estratégias de comunicação. Melhor dizendo, a existirem estratégias de comunicação, que as mesmas não sejam ditadas por uma qualquer agência ou jornalista contratado ao serviço de algo que não sei muito bem o que é. A estratégia de comunicação passa pela figura do Presidente. Não que vender o clube utilizando essas artimanhas. Há que “jogar à bola”. Exemplo recente são os dois anos de Mourinho no clube. Aquela capacidade de jogar à bola era a nossa estratégia de comunicação. Construir boas equipas é a nossa melhor estratégia.

Relativamente a ligações a empresários, elas sempre existiram num futuro recente e não estou a ver como poderemos sobreviver sem elas. Recordo que o “mercado futebolístico” português não está regulamentado como o inglês. E mesmo no inglês se fala em fraudes e comissões. Perante estas condições temos que jogar com as cartas que temos. E se o empresário António Araújo é o nome da voga, tempos houve onde outros nomes pontificavam. Amanhã será um outro António qualquer. Não tenho nenhuma dúvida que se Pinto da Costa achar que António Araujo se aproveita do FCP e não serve os interesses do cluve, Araújo será afastado de todos os negócios com o clube.

Por último devo dizer que afirmação ou a sugestão de que com jogadores portugueses a probablidade de sucesso será maior do que com jogadores estrangeiros, é algo perigosa. O que se seguirá. Que apenas jogadores que sejam portistas servem? Afinal fizemos bem em vender Cissocko, Lucho, Lisandro, e teremos que vender Hulk, Falcao, Alvaro Pereira, etc.

Contratações falhadas sempre tivemos. Por cada Guarin contratado dou como exemplo um Neves ou um João Manuel Pinto.

P.S.: Obviamente que o afastamento de Fernando Gomes parece uma má noticia. Mas não entremos no endeusamento de uma figura que apesar dos seus méritos, não teve nem nunca teria um terço do mérito de Pinto da Costa.

Luís Carvalho disse...

O que, até aqui, parece realmente provado é que a taxa de sucesso (nomeadamente fora de portas) é realmente superior quando o "11" base é formado maioritariamente por jogadores nacionais. Tem sido assim nos últimos largos anos.

Seguramente que haverá (muitas) excepções, mas a regra será que um jogador nacional entenderá melhor a cultura e identidade do FCP.
E isto, não é crítica alguma aos jogadores estrangeiros. É apenas fruto da natureza das coisas.

Também ficou provado que, mesmo em minoria, nesse tal "11" base ideal constituido maioritariamente por lusos, acabam por ser os jogadores estrangeiros a ter o papel decisivo nos êxitos.

Ana Martins disse...

@Hulk11M

Acho que o Luís Carvalho acabou por descrever a minha opinião. Eu não sou contra estrangeiros - por 1 questão de valores e por 1 questão de estratégia. Sofri tanto pela saída do Vítor Baía, como pela de Lucho Gonzalez. O que entendo é q uma base nacional é 1 princípio vencedor, juntando apenas estrangeiros quando são melhores que. Pensando na última grande equipa, Deco, Derlei e Alenitchev eram efectivas mais-valias. Mais tarde, o mesmo com McCarthy.

@AFC

Não se trata de se demarcar de uma vertente regional. Está no ADN, é 1 risco perdê-lo. O que entendo é que, na conquista de adeptos (ver o Post 1), a meritocracia não chega. Os processos de influência e indentificação valem tanto como as conquistas. Então, para obter maior implementação nacional há que interagir mais, sobretudo em faixas etárias mais novas, fora do Grande Porto. E, naturalmente, não há problema nenhum em ter orgulho nisso. O equívoco que se comete é achar q a resposta é binária, quando ao q apelo é justamente maior equilíbrio numa premissa e outra.


"Realmente não percebo esta obsessão com estratégias de comunicação".
Se não percebe, talvez perceba que, daqui para a frente, todas as nossas conquistas serão sempre manchadas. As estratégias de comunição são essenciais e, no caso de 1 clube como o fcp (tão em défice nessa matéria), mais cruciais se tornam. Tem dúvida que do outro lado há 1 máquina comunicacional? Acha que as escutas foram parar ao YouTube por alma de quem? Porque acha que o CM/ABola/TVI publicam sempre escutas/despachos/notícias favoráveis ao SLB? Nós temos de ter 1 máquina comunicacional, não só para combater o que nos fazem, mas para conseguirmos limpar a imagem de 1 clube condenado numa instância e punido noutra. Contra Goebbels, outro Goebbels. É absolutamente essencial, na minha opinião. E claramente 1 debilidade. "Construir boas equipas é a nossa melhor estratégia" - sim, mas não chega. É a diferença entre estruturas amadoras e profissionais.

"Não tenho nenhuma dúvida que se Pinto da Costa achar que António Araujo se aproveita do FCP e não serve os interesses do cluve, Araújo será afastado de todos os negócios com o clube."
Ainda bem que não tem. Pois eu tenho. E tenho cada vez mais dúvidas sobre as escolhas de quem ignorou o ditado popular : "quem se deita com cães, acorda com pulgas" (e eu adoro cães!). Deixo-lhe 1 repto: faça 1 listagem de todos os jogadores contratados por intermédio de AA. Junte-se 1 coluna com o quanto custaram. E vemos o rendimento desportivo de cada um deles. Os empresários são 1 realidade do futebol, naturalmente. Mas dar previlégios a quem sistematicamente entrega má mercadoria, parece-me, no mínimo, inusitado numa estrutura que se quer/afirma como sendo tão profissional.

Quanto aos jogadores nacionais, p.f. veja a minha resposta ao Hulk11M.

cumps

Metz disse...

Ana

"Plantel: fruto da política desportiva seguida, o plantel carece de identidade nacional. Peço desculpa de usar este tipo de vocabulário potencialmente nacionalista, mas acho natural que – na globalidade - um estrangeiro não viva o clube como um português. Na génese de grandes planteis do FCP, estava sempre uma maioria de titulares portugueses. E julgo que terá de ser esse o caminho."

Excelente! Ainda esta semana debatia este mesmo ponto com 2 amigos portistas e estavamos todos de acordo palavra por palavra!!!

Parabéns por TODA a análise!

Cumpz

AFC disse...

Em primeiro lugar devo dizer que apesar de não ter concordado, apreciei a forma como o post foi escrito. Das deiferenças se chegará a soluções mais bem informadas.

Eu de facto considero a meritocracia o factor fundamental para atingir a tão importante implantação nacional que deseja. Aliás não me preocupa nada a implantação nacional. Antes pelo contrário. Só me enche de orgulho. A interacção com os mais jovens num mundo tão volátil como é o mundo futebolístico é algo subjectivo. Se não vejamos. Eu prefiro que o clube se feche em termos de comunicação e depois no fim de semana dê “um banho de bola” ao Braga, do que coloque os seus jogadores em escolas, acções de solidariedade, etc. O impacto de uma vitória por 5-1 será muito maior do que uma visita a uma escola. Eu sei: estratégias diferentes e ambas legítimas.

“Todas as nossas conquistas serão manchadas”. Lol. Claro que serão. Assim como todas as conquistas dos nossos adversários também. Claro que quem colocou as escutas foi alguém ligado ao Benfica. Claro que a intenção era prejudicar o FCP. Mas eu creio que a montanha pariu um rato. Das escutas nada saiu de relevante. Ou acha que aquelas conversas entre Pinto da Costa e António Araújo provam alguma coisa. Provam que Pinto da Costa não sabia onde era a junta de Freguesia de Valadares, e outras coisas inúteis. Todos sabemos que também Luis Filipe Vieira tem chamadas. E algumas incómodas.

Se o CM/A Bola/TVI fazem campanha contra nós, bem aventurados sejam. Cada um dá credibilidade ao que quiser. Cada um segue quem quiser. Contra Goebbels responde-se com Goebbels? Não. Contra Goebbels responde-se com Ruben Micael.

Se começar a fazer colunas de jogadores ligados a empresários acho que nunca haverá nenhum com saldo positivo. Por cada Anderson trazem-nos um Leo Lima e um Leandro Bonfim. Por cada Cissocko trazem-nos um Benitez e um Lucas Mareque. Por cada Fernando, levamos com um Prediguer ou um Bolatti. Enfim, no dia em que o futebol for uma ciência exacta deixa de ser interessante.

SecretHell disse...

Uma analise Swot é muito bonita mas é para empresas e nao para um clube de futebol...sejamos realistas :o que interessa num clube ? sao os resultados da equipa de futebol e mais nada!
Este ano nao vamos ser campeoes por varias razoes e ha responsabilidades internas ( más contrataçoes , ingeniudade em tuneis, etc) e externas ( arbitragens , Cd da Liga),etc;o essencial neste momento é aperfeiçoar o plantel para a proxima epoca (saidas: Valeri , Guarin , Rodriguez, Farias e Orlando Sá ;entradas: Castro, Ukra, Sergio Oliveira, Joao Ribeiro e um avançado;é imperativo nao vender nenhuma das joais da coroa). Para alem da questao do plantel é preciso perceber se deveremos ou nao continuar com Jesualdo ?!! Penso que a resposta a esta questao deverá depender dos resultados ( 2º lugar no canpeonato, quartos de final da CL e Taça de POrtual)

pedro disse...

Quanto aos Jogadores portugueses, 100% de acordo, e acho que é algo que a SAD se apercebeu tb. Nos ultimos tempos todos notamos uma inflexao nas contrataçoes, com uma maior aposta em Jogadores Portugueses. E este ano parece-me que levamos 5 ao Mundial.

paulop disse...

A análise tem alguns pontos que concordo, outros não. Em relação ao discurso regionalista dos primeiros tempos do PRESIDENTE, mais que ele invocar a região, fomos já na altura impelidos e apelidados de regionalistas jocosamente pelos mesmos de agora que nos fazem ataques desde que o PORTO É PORTO. Acompanho o clube desde há 54 anos, tendo começado ao colo do meu Pai,sou sócio há 43 anos e tenho a certeza que fomos o clube que mais crescemos nos últimos 30 anos, duma maneira notória e grandiosa, concordo que mais podia ter sido feito, mas muito foi feito. "Todos reconhecemos o legado que o Presidente Pinto de Costa nos deixou" acho que a Ana Martins se equivocou ele ainda não deixou nada, ainda se ocupa a ganhar titulos para a glória do clube. Se a b ou c não são competentes, só o tempo dirá, por aquilo que os jogadores dizem quando são vendidos não será verdade, pois costumam dizer maravilhas da estrutura do clube.Quanto ao ser nacional ou não, necessário é ser bom.Em relação ao Dr.F. Gomes, não gosto de pessoas que abandonam o navio quando se avizinham tempestades.
Desculpe ter sido contraditório, mas acho que está na altura de cerrarmos fileiras contra os inimigos externos,que são muitos e asquerosos com poder para nos prejudicar,de que andar a procurar "inimigos" dentro do clube.
VIVA O FUTEBOL CLUBE DO PORTO

Ana Martins disse...

@PauloP

"Desculpe ter sido contraditório"

Não tem nada que pedir desculpa, ora essa. Contradizer não é ofender ninguém. Não gosto,por defeito, de unanimidades, mesmo no reino da bola onde isso é tão valorizado.

"Mas acho que está na altura de cerrarmos fileiras contra os inimigos externos,que são muitos e asquerosos com poder para nos prejudicar,de que andar a procurar "inimigos" dentro do clube."

Aí sim, divergimos. Eu recuso-me a dizer q está tudo bem no meu clube quando claramente não está. Já não estava antes, não o digo por esta época desportiva. E quando se efectua uma análise tendencialmente interna, eu prefiro olhar para dentro, porque é aquilo que mais depressa se pode mudar - justamente porque só depende de nós. Nos posts seguintes (Oportunidades e Ameaças, terminando a análise SWOT), verá o que se diz sobre a dimensão externa do clube.

E sim, SOMOS PORTO. Mas não me peçam para ser cega e achar que tudo está bem.

cumps & obgda a todos pelos vossos comentários

André Pinto disse...

O Miguel Sousa Tavares simplesmente,no que pelo menos ao futebol diz respeito, tem a coluna vertebral aos "s", que vai opinando como lhe dá mais jeito, chamo eu a isso falta de carácter.

-Ainda ontem o ouvi dizer isto a Sócrates "Aceito que é ilegal a publicação das escutas,mas Sr.1º ministro,se elas existem,nós ouvimos,e não podemos fingir que não ouvimos,temos de ficar preocupados e escandalizados...e as pessoas não podem confiar..."

Diz isto sobre escutas na política...alguém se lembra do que ele disse sobre as escutas envolvendo o clube dele? Falta de carácter.

Ah pois disse...

Precisamente. Não se ligou absolutamente nada às escutas em que aparece o pacóvio das Orelhas. É que elas existem e ninguém se preocupou. Né ó papoila saltitante?

Ana Martins disse...

@AFC
"O impacto de uma vitória por 5-1 será muito maior do que uma visita a uma escola. Eu sei: estratégias diferentes e ambas legítimas." E não antagónicas. Porque não se pode apostar nas 2 valências? E sim, a implementação nacional é importante. Mais adeptos, mais anunciantes, mais $.

"Todos sabemos que também Luis Filipe Vieira tem chamadas. E algumas incómodas."

E acha que as que saíram tiveram o mesmo impacto que as de PC? POrquê? Não são condenáveis? O dossier com 1 manipulado símbolo do MP foi 1 tentativa amadora de inverter 1 estratégia de comunicação. Pretenda-se, então, que seja de maior envergadura ou, pelo menos, mais eficaz. (a esse título, se calhar fez mais a rúbrica "O Pato" - secretamente, ao q tudo indica, António Tavares Teles - do que 10 "Labaredas".

Coloco então a questão ao contrário: se nós temos provas de q LFV é corrupto, porque é q ainda não foram disseminadas?

"Se o CM/A Bola/TVI fazem campanha contra nós, bem aventurados sejam. Cada um dá credibilidade ao que quiser. Cada um segue quem quiser."

Naturalmente. Ambos o fazemos...porque somos portistas. E os que estão a formar a sua opinião? Dirá que as crianças não lêm jornais...mas ouvem as bocas das outras, cujos pais lêm jornais.


"Contra Goebbels responde-se com Goebbels? Não. Contra Goebbels responde-se com Ruben Micael."

Sim, ajuda. Mas não chega, como se vê.

"Se começar a fazer colunas de jogadores ligados a empresários acho que nunca haverá nenhum com saldo positivo."

De acordo. Mais se uns há que ainda propicionam um "+" algures na equação, outros é só sinal "-".

Por fim: os exemplos que deu da conta "ela-por-ela". Todos eles misturam intermediários. Quem trouxe o Cissohko não trouxe nem Benitez nem Mareque. Pensei que me ia responder: "não se consegue fazer essa lista". Pois não. Consegue dizer-me porquê?

E o facto de o futebol - e ainda bem - não ser 1 ciência, não faz com que possamos andar assim a esbanjar dinheiro.

cumps

AFC disse...

“Mais adeptos, mais anunciantes, mais $.” É verdade. Depois de 1981, data em que Pinto da Costa assumiu a Presidência do clube, o FCP foi o clube mais ganhador. Se alguém conseguir fazer esse estudo de mercado e comparar o número de portistas existentes antes de 1975 e pós 2000, já com uma Taça dos Campeões Europeus conquistada, e uma presença assídua na grande montra do futebol europeu (Liga dos Campeões) provavelmente chegará à conclusão que esse número é incomparavelmente diferente. Somos mais agora. Disso não tenho a menor dúvida. É a minha convicção que obviamente não tenho como provar. Mas esta convicção leva-me a acreditar que a estratégia até aqui seguida tem sido a mais acertada.

Falar sobre o MP seria falar provavelmente de uma instituição com motivações políticas e não só. As teorias da conspiração mais elaboradas poderão ser feitas. Eu até chegaria a dizer que Benfica campeão interessa a muito gente. Para que o povo, ou melhor, o povinho, viva inebriado. Mas há outras pessoas atentas. Nós estamos atentos. Mais uma vez a importância que se dá ao Pato e ao Labaredas é algo a que eu dou uma relevância mínima. Num país com um nível muito baixo de leitura de jornais, uma coluna diária ou uma entrevista de um jogador não vão fazer milagres.

Talvez um Ruben Micael não chegue, ou talvez tenha sido contratado demasiado tarde. Nunca se saberá.

Relativamente à lista, realmente não a consigo fazer. Mas eu também não sei quem é o empresário do Ruben Micael. Não pesquisei nem o vou fazer. Vivo na plean convicção que por cada craque que contratamos levamos com dois ou três jogadores de treta. Porquê? Provavelmente porque há interesse em manter boas relações com esses empresários que nos poderão proporcionar negócios valiosos no futuro. Embora eu esteja de acordo que em alguns casos nos saia o tiro pela culatra. Mas à priori, como eu não tenho os poderes de um Mestre Alves, será muito dificil avaliar se um Varela, Fernando ou Rolando vão dar certo no FCP. Por isso não é uma ciência.

Carrela disse...

A Ana Martins, tem toda a razão quando fala na necessidade de uma máquina de comunicação social, é evidente que sim. Se não vejamos, qd começou o apito dourado, ainda o FCP não era chamado em parte nenhuma do processo, mas já nas TV's e afins passavam imagens de fundo do futebol e claro está essencialmente imagens azuis e brancas... Coincidência???(Claro que não) vejamos agora um caso bem recente, esta palhaçada do castigo a Hulk e Sapunaru, vem aquele FDP vestido de anjolas dar a ideia q o castigo foi atenuado, mas não só este FDP com montes de outros paineleiros por tudo o que é programa a dizerem q é a moldura penal que está na lei, mas esquecem-se do essencial que é o facto de essa moldura ser para agentes desportivos e não ratos dos túneis, isto passa inconscientemente para a maioria das pessoas, pq como sabemos a maioria ou é ignorante ou simplesmente não usa a cabeça para pensar e segue o que os media ditam!
É preciso uma máquina não diria para criar imagem como outros precisam, mas essencialmente para desmantelar o que a máquina do regime cria!

SecretHell disse...

Discordo disto tudo...alguem dizia em tempos : "falem mal de mim mas falem" ...todas as campanhas contra o nosso clube é sinal que tudo esta a ser bem feito...nao queiram ser como o Sporting...ninguem ouve falar deles e nao demora muito ate o Braga os ultrapassar...o que precisamos é de inteligencia e visao no negocio que é o futebol...é preciso voltar á anterior politica de contrataçoes em que iamos buscar as estrelas dos clubes mais pequenos ( Joao Ribeiro , por exemplo entre outros);e se Jesualdo nao conseguir pelo menos o 2º lugar e a taça de Portugal que venha o Domingos...

Pedro disse...

"E não me custa admitir que, em caso de igual valia em termos de qualidade, deverá ser titular um português. "

- Em primeiro lugar tal suposição é utópica. Não existem 2 jogadores iguais com qualidades iguais. Existem jogadores avaliados pelo treinador, e o melhor joga. Quem deve ser titular é quem estiver melhor no momento, o resto são tretas.

Não concordo também com a avaliação feita ao Fernando Gomes. Tendo como leitura assidua os relatórios de contas acredito que ele falhou em áreas estratégicas, e falhou sempre que se dedicou pessoalmente a um projecto em particular. Não basta dizer que não tinha poder... se não tinha teria se demitido muito antes, e a ser verdade isso não diz grande coisa sobre ele.

É demasiado fácil criticar a SAD, demasiado fácil desvalorizar o Adelino Caldeira. Eu não gosto de clichés nem de coisas fáceis. Ou temos factos e argumentos ou a especulação torna-se estéril.

Pedro disse...

@André Pinto,

Será o FCP tão importante na tua vida que tenhas de vir aqui sempre? Que moral tens tu de falar dos cânticos contra o SLB quando tu fazes um papel ainda mais patético?

Eu creio que tudo isto é uma forma de escape, a tua relação pessoal é com uma adepta do FCP e tens de vingar as fustrações.

Mas já que queres fazer de papoila saltitante, que tal comentares o post e escreveres algo construtivo em vez das asneiras insignificantes de sempre? O teu trabalho não te chega?

Ana Martins disse...

@Pedro

1) "É demasiado fácil criticar a SAD, demasiado fácil desvalorizar o Adelino Caldeira. Eu não gosto de clichés nem de coisas fáceis. Ou temos factos e argumentos ou a especulação torna-se estéril."

No caso do FCP, é demasiado fácil criticar a SAD? Essa só pode ser para rir...até MST, até Rui Moreira já levaram bocas de PC por pensarem pela ppa cabeça. Aquilo q aponto não são clichés. Veja, então, muitas das respostas a comentários meus. Até já me acusaram de não ser portista....
Escusei-me, propositadamente, a não usar o que se diz nos "mentideros", justamente porque não gosto de discussões inócuas e estéreis.

2) Naturalmente, não há 1 medidor de jogadores da bola. Admito que seja a mais-valia percebida q o treinador atribui a cada jogador que faz a diferença e ainda bem q assim é (ele é q é pago para isso!). Mas coloco o caso concreto do Paulo Machado e do Guarín. Há assim tantas diferenças?

cumps

Mário Faria disse...

A relação próxima com a comunidade e saber estar próximo dos adeptos e sócios é muito importante. Na NBA fazem isso muito bem. Alguns dos nossos atletas não sabem conviver com a fama e estão mais preocupados no passaporte para o jet set que se aproximarem dos sócios e da gente simples. Como criticá-los numa sociedade que vive demasiado dependente desse reconhecimento. De qualquer forma, alguma coisa se faz, e o basquetebol tem sido quase exemplar nesse tipo de iniciativas.
O SLB nunca foi às escolas de Braga, Tavira ou do Porto, para se implantar no país. A propaganda à volta do SLB é asfixiante e dura há muitos anos. Acharam piada ao FCP quando foi à primeira final da Taça das Taças que perdemos. Deixaram de achar piada quando não só ousamos ganhar no país como ultrapassar o SLB em títulos europeus. Não nos perdoam esses êxitos de que julgavam ter a exclusividade. A imprensa, em nome da sagrada liberdade de expressão, fez tudo para minimizar esses êxitos. Cometemos erros, provavelmente. Mas, a verdade é que o FCP foi sempre acossado e, nessas circunstâncias, resistir durante tanto tempo no topo da pirâmide é, só por si, notável. Os Donos da Bola, o Record, a Bola, o CM, a TV pública e as privadas são a prova que o FCP foi capaz de se manter e crescer contra a força dos media que têm provado, ultimamente, que não são só capazes de eleger um presidente como demitir um primeiro ministro.
Passamos momentos turbulentos com o AD/AF e critico quem não foi capaz de separar os interesses do clube com as relações privadas que estabeleceu, quer sejam familiares quer sejam negociais. E continuo à espera que a SAD e o nosso Presidente abram o livro. Não sei se teremos poder para fazer alguém pagar pela responsabilidades da utilização de meios de prova que o Direito não admite em processos desportivos. Já me contentava com uma forte posição de denúncia da nossa direcção, bem fundamentada que provasse a conspiração a que fomos sujeitos e os seus diferentes interpretes. Para já, apenas fizemos umas cócegas aos nossos detractores e, entretanto, tivemos as escutas na net provenientes, muito provavelmente do MP ou da PJ. E aos costumes temos dito nada. Este silêncio desagrada-me pelo peso do seu significado.
Quanto ao plantel e à política da SAD, acho que em termos financeiros temos de reduzir as despesas e tornar-nos menos dependentes das receitas extraordinárias. O plantel, neste momento, está demasiado curto. Para além de alguns equívocos nas contratações, estranho que se “permitisse” que o Rodriguez tenha regressado de férias lesionado (não sabiam da sua lesão ao serviço da selecção ?) e que tem condicionado a sua prestação de forma evidente na presente época, a indisciplina, a novela Klebert e o desaproveitamento de Renteria que continuamos a pagar para jogar num rival directo.
O projecto Visão 611 está muito bem delineado e escrito. Mas, o futebol é cruel e não bastam programas com boas ideias e bem escritos. A nossa formação não mostra melhorias e são estrangeiros os miúdos com mais qualidade. Não vejo a curto prazo grandes possibilidades de conseguir segundas linhas fiáveis pela via do recrutamento das nossas camadas jovens. E, sendo assim, a política desportiva não vai mudar. Apenas podemos esperar ser menos perdulários. Porém, reconheça-se que é mais fácil dizer que fazer. Força Porto.

José Rodrigues disse...

Dos jogadores q foram um claro sucesso no FCP na ultima meia duzia de anos, nao ha' um unico contratado do estrangeiro q tenha custado um milhao de contos ou menos (5 MMEur). E nao foi por falta de tentativas (devem ter sido uns 20 a 30).

Ja' jogadores saidos do camp portugues, foram varios. De Pepe a Bosingwa, a (espera-se, logo se vera') um Ruben Micael.

Coincidencia? Nao me parece.

Porto1969 disse...

Ola ,sou emigra,tenho 1 filhota que eduquei Portista,no verao vamos ao Dragao,museu nepia,espreitar para o revaldo nepia,+ tarde fizemos visita guiada,camisolas quando existem,nao tem as letras,quando as tem,falta o Nr.,compras 1 polo nao tem emblema (nao e a 1 nem 2 vez)
Por isso ja nem digo ir as escolas.

(b) So vi o homem este fim de semana a dizer que o Porto ia fazer 1 jogo para ajudar a Madeira.
e foi Ele que deu uns bofetes num parolo qualquer?

(C), O Portuga sempre foi invejoso,se tens + que o vizinho,ou andas a roubar ou a vender droga.

(d)Nao percebo nada de proxenetas, ate ja ouvi dizer que havia gente interna a ganhar guita a custa das transferencias. (mas deve ser inveja "c" )

(e) Voltamos a alinea "b",aqui devia ser o tal Rui Cerqueira a informar-nos , como Ele nao fez o seu trabalho da espaco a especulacao.

(f)A identidae Nacional nao me diz muito, por mim pode vir 1 albanes,mas que represente a Mistica Portista,suar a camisola e esmurrar os joelhos.

PS. como eu sou emigra e na Alemanha.Hoje, mas so mesmo hoje

Ich Bin ein Berliner
(John F. Kennedy)

José Rodrigues disse...

Há gente (leia-se jogadores) para todos os gostos. e as excepções não fazem a regra. Mas parece-me inegável q quem cresceu na "casa" ou pelo menos no país sente muito mais a camisola, EM MÉDIA, do q quem caiu de para-quedas do estrangeiro e q sabe q o mais provável é q não complete sequer 3 temporadas de azul-e-branco antes de ser vendido (se for bom) ou dispensado (se não o for)...

Repito: em média.

Jorge Mota disse...

Creio q esta analise seja tecnicamente superior,mas,sendo eu 1 mero adepto Portista,e sem qq conhecimento do swap e do activo toxico e do downgrade e pata q o pos e afins,a unica coisa q quero e q o MEU CLUBE ganhe.
(creio,alias,q esta explanaçao exaustiva se torna fastidiosa.mto bonito no cenario economicista,micro economico,supra prime whatever,mas sem qq interesse para o q se vive aqui-PAIXAO/VITORIA/CONQUISTA)
Antes de sermos 1a empresa, somos 1 CLUBE de futebol e modalidades.

ABAIXO A TECNOCRACIA

Objectivo-EXITO DESPORTIVO.

Sou 1 adepto do FUTEBOL CLUBE DO PORTO,nao 1 adepto da FCP Sad.

Logo,com ou sem balancete:

FORÇA PORTO CARAGO

AFC disse...

“ EM MÉDIA, do q quem caiu de para-quedas do estrangeiro e q sabe q o mais provável é q não complete sequer 3 temporadas de azul-e-branco antes de ser vendido (se for bom) ou dispensado (se não o for)...”

Ok. Em média. Hummm Não sei não. Em primeiro lugar comparar o período pré-Bosman com o período pós-Bosman é extremamente complicado. No ano de 1987, o FCP apenas tinha alguns estrangeiros na equipa, porque não podia jogar com todos. Mas mesmo assim tinha Mlynarczyk, Madjer, Juary e Casagrande. Ninguém pode acusá-los de não terem suado a camisola. Em 2004, da equipa titular na final em Gelsenkirchen tinhamos Deco, Alenitchev, Carlos Alberto, Derlei e MacCarthy. Em ambas as finas os golos foram marcados por estrangeiros. Madjer e Juary num caso e Carlos Alberto, Alenitchev e Deco no outro. Em média os jogadores decisivos nas finais têm nacionalidade estrangeira. Repito: em média.

José Rodrigues disse...

Caro AFC, como deixei claro estava a falar dos últimos anos, não sei a q propósito veio jogadores de há 25 anos.

Além disso nos últimos anos é um facto q a rotação no plantel dos jogadores estrangeiros é elevada (como disse, em média não ficam sequer 3 anos), e quem chega sabe isso à partida; o q é uma diferença considerável para a situação há 25 anos (em q a perspectiva de continuidade era muito mais elevada).

Separadamente, convém não confundir duas coisas: qualidade com a dedicação (ou "amor à camisola"). Como é óbvio um jogador de excelente qualidade mas dedicação moderada tem vantagem clara sobre um jogador muito dedicado mas de baixa qualidade.

Estamos a falar de "ceteris paribus", e não me parece q alguém vá argumentar q a qualidade média dos jogadores chegados directamente do estrangeiro na última meia dúzia de anos (ou até mesmo 10 anos) é em média mais elevada do q jogadores contratados em Portugal.

Como já ilustrei, dos jogadores chegados directamente do estrangeiro só os q foram caros (mais de 5 milhões) é q tiveram claro sucesso até agora, enquanto dos saídos do país há vários exemplos de enorme sucesso a baixo custo - e mais, a % de verdadeiros fracassos é tb claramente mais alta nos jogadores contratados no estrangeiro (mesmo q naturalmente tb haja exemplos "locais", como os Areias - mas menos percentualmente).

AFC disse...

Estimado José Rodrigues,

Estava apenas a querer frisar que, o facto de vivermos sobre a Lei Bosman implica alterações de estratégia de contratações que antigamente não tinhamos. Daí a tal rotação que refere. Isso acontece na cidade do Porto como acontece na cidade de Madrid, Milão ou Londres.

“Como já ilustrei, dos jogadores chegados directamente do estrangeiro só os q foram caros (mais de 5 milhões) é q tiveram claro sucesso até agora, enquanto dos saídos do país há vários exemplos de enorme sucesso a baixo custo - e mais”

Obviamente que jogadores onde o investimento é caro, a percentagem de sucesso será sempre maior do que nos outros casos. O valor do jogador está sempre associado à sua qualidade. Mais caro, melhor, maior possibilidade de sucesso. Contudo, em muitos casos o investimento inicial foi sempre baixo, e só depois de confirmada a qualidade se fez o investimento final adquirindo o resto do passe. Ou em alguns casos vendendo o passe. Recordo o caso de Luis Fabiano. Apenas compramos 25% do passe e após o fracasso dele vendemos 25% do passe. Nem mais nem menos. E ainda que não recorde os números creio que Lucho e Lisandro foram adquiridos nas mesmas condições ainda que com percentagens diferentes. Ou seja, a estratégia foi a mesma.

Relativamente ao investimento de baixo-custo em Portugal. Ora, em Portugal é quase impossível e são raros os casos de contratações de valores elevados. São raros, porque há uma sobrevalorização dos preços dos jogadores e porque simplesmente ninguém, seja FCP, Benfica ou Sporting, irá contratar um jogadore por mais 5/6M. Simplesmente porque o risco é enorme. Analisando o risco de se adquirir um jogador por esse montante e ser um flop, ou adquirir um jogador sul-americano internacional e com capacidade para despachá-lo de volta, creio que a Direcção claramente opta pela última. Exemplo: façamos a análise do valor dispendido para adquirir Orlando Sá e o valor dispendido para adquirir Farias. Orlando Sá, jovem e apenas internacional sub-21 foi contratado por um valor exagerado se compararmos com Farias, internacional argentino, vindo de um grande sul-americano e com mercado na Argentina e no Brasil.

Por isso não tenho qualquer problema em compreender as contratações de Guarin ou Valeri, em vez de ficarmos com Paulo Machado ou Castro. Para além de questões de ordem técnico-táctica nas quais não vou entrar.

José Rodrigues disse...

Podemos discutir o impacto do Acórdão Bosman na rotatividade do plantel, mas isso é irrelevante para a discussão. Seja porque razão fôr, o facto é que um gajo caído de paráquedas da América do Sul (e q quase nada sabe sobre o FCP ou o contexto interno) quando chega sabe q quase certamente a curto prazo ou dá o "salto" (como eles próprios dizem descaindo-se, às vezes), ou então é dispensado. O q naturalmente é contraprodutivo para o "comer a relva".

De resto olhando para os factos parece-me totalmente FALSO q os jogadores em Portugal estejam sobrevalorizados e q sejam de maior risco. Derlei, Meireles, P Ferreira, Bosingwa, Pepe, Maicón, Rolando, Varela, R Micael e vários outros são jogadores q custaram tanto ou menos (e estou certo q o salário é mais baixo) do q os Guarins, Predigers, T Costas, Mareques e tantos outros de menor valia. Até um M Lopes é mais barato do q os Benitezes e Sonkayas deste mundo.

Não nos faltam exemplos de flops vindos do estrangeiro q custaram aos 2, 3 ou 4 milhões. Onde estão os exemplos de flops saídos do campeonato português q tenham custado tanto? Os flops de "cá" têm sido invariavelmente jogadores q custaram menos (os Ezequias, Areias, Kaz,..), havendo talvez apenas um ou dois exemplos de flops mais caros.

AFC disse...

Em primeiro lugar deixem-me dizer que adoro futebol e adoro discutir sobre estas questões. E podia estar aqui o dia todo. Portanto aqui vai mais uma posta de pescada.

Ok. Se discutir o Acordão Bosman é irrelevante, irrelevante seja. Passamos ao comer a relva. De todos os exemplos que deu não reconheço em nenhum amor à camisola. Reconheço profissionalismo. Assim como reconheço profissionalismo no Tomás Costa. Derlei, bosingwa e Pepe são exemplos de jogadores que sempre quiseram dar o salto. Podiamos dar o exemplo do Bruno Alves. Alguem tem dúvidas que ele quer sair?

Cabe à direcção e à equipa técnica fazer com que eles comam a relva.

Utilizemos como exemplo a última contratação do Sporting. João Pereira custou ao Sporting 3,5M . Eu estando nos comandos da Administração da SAD pensaria o seguinte. Chiça, contratar um manco destes por 3,5M, mais vale ir buscar um Lucas Mareque por 2M que faz a mesma coisa. E quem fala em João Pereira falaria em Evaldo, que está actualmente no Braga. Quanto não pedirá o Braga para que possamos adquirir o jogador. Novamente repito. Será o mesmo contratar o Prediguer por 4.3M, jogador que poderá ser de selecçaõ argentina, com mercado na América do Sul como se confirma pelo empréstimo ao Boca Juniors, do que contratar um Vandinho qualquer? Creio que não.

É claramente uma opção de risco da Administração mas com a qual eu estou em parte de acordo. Não deduza das minhas palavras que acho que o Prediguer é um craque. Apenas digo que comprar no estrangeiro sai muito mais barato a longo prazo. Por duas razões: o continente sul-americano trata-se de um mercado vasto cheio de potencial, enquanto o mercado português é um mercado pequeno, sobrevalorizado e povoado de jogadores medianos e de fraca qualidade. E uma andorinha (Ruben Micael ou Varela) não faz a primavera.

José Rodrigues disse...

"Utilizemos como exemplo a última contratação do Sporting. João Pereira custou ao Sporting 3,5M."

Ó meu amigo, eu não preciso de ir para exemplos de outros clubes (se fosse por aí e falando de laterais, podia dar o exemplo do Álvaro q custou o dobro do JP), basta-me olhar para os FACTOS no FCP.

E os factos são o q mencionei no post anterior: basicamente, o rácio valor/custo para jogadores contratados em Portugal tem sido CLARAMENTE mais elevado do q para os jogadores contratados no estrangeiro. Stepanov vs Maicón ou Rolando; M Lopes vs Benitez ou Mareque; Meireles ou Rúben vs Tommy ou Guarin.

Podia estar aqui o dia todo a discutir as 60 ou 70 contratações da última meia-dúzia de anos uma a uma (e eu já fiz isso aqui há uns meses), mas se fizerem o balanço geral não há qq dúvida q "mercado" é q tem saído mais caro.

Além disso, a elevada % de contratações falhadas vindas do estrangeiro são prova mais do q suficiente de q esse mercado NÃO É menos arriscado do q o nacional.

AFC disse...

“basta-me olhar para os FACTOS no FCP”. Contra semelhantes factos “I rest my case”.

Acho interessante incluir nas suas comparações os nomes de Maicon e Miguel Lopes.

Mas é uma questão de gostos. Enquanto uns sonham com planteis com Paulo Machado, Bruno Gama, Helder Barbosa, Castro, Ukra, Ventura, Orlando Sá, Tengarrinha, eu e “by the way” a administração tetra-campeã prefere ir buscar Guarin, Tomás Costa e outros. Mas o que percebem eles disso. Um bando de amadores que teve sorte em todos os campeonatos em que ganhou.

Confesso que começo a mudar de opinião. Eu também sou adepto de uma mudança. E urgente. Varrer com todos. Guarin, Tomás Costa, Pinto da Costa e afins. Contratar só jogadores que actuam em Portugal. Uma administração de contenção. Uma espécie de Sporting com sotaque do Norte.

Numa coisa estamos todos de acordo: Força Porto.