sexta-feira, 25 de junho de 2010

Ainda têm saudades?

Pois é, o campeão europeu de 2004 já voltou para casa, bem como, o actual campeão e vice-campeão do Mundo em título. Quanto a Portugal, com um treinador que é "burro", terminou a fase de grupos sem derrotas e sem sofrer golos.

Por falar em golos, há quantos minutos é que Portugal não sofre golos em jogos oficiais?
Por onde andam os que diziam que o Eduardo não valia nada e que o titular da Selecção devia ser o Quim?

E, já agora, por onde andam os que tinham saudades do Scolari e faziam capas a chamar burro a Carlos Queiroz?

19 comentários:

José Correia disse...

«Ao empatar esta tarde com o Brasil, a selecção portuguesa igualou a melhor série de sempre de jogos sem derrota. Foi o 19º jogo consecutivo sem perder, na era Queiroz, desde que, no dia 19 de Novembro de 2008, a equipa foi goleada em Gama, Brasília, precisamente pelo Brasil (6-2).
Daí para cá, Portugal venceu 13 jogos e empatou seis, com a particularidade de ter sofrido apenas três golos, contra 34 marcados.»
in Maisfutebol

Pacheco disse...

Lá está, o facto do Scolari ser anão não faz do Queiroz um gigante.

O Scolari teve a sorte de ter apanhado a melhor selecção de sempre, e acabou por perder o europeu devido à única teimosia que insistiu em manter.

O Queiroz tem a sorte de ainda apanhar com os restos dessa grande selecção, e o azar de esta já não estar no seu auge.

Não dou mérito a nenhum dos dois! Tudo o que foi conseguido, foi conseguido por um grupo de grandes jogadores.

Na realidade, às vezes parece que os seleccionadores só atrapalham...

José Correia disse...

Penso que há duas coisas que são consensuais:
- o Queiroz não teve um Mourinho que lhe fizesse a "papa";
- o leque de jogadores à disposição de Carlos Queiroz é de nível qualitativo inferior ao que Scolari dispôs em 2004 e 2006.

E, se mais não fosse, Queiroz teve o mérito de construir uma equipa (de trás para a frente, como mandam os livros) e de arrumar com uma fraude chamada Ricardo (que nos custou a vitória no Euro 2004).

Steve Bracotelli disse...

Não sou fã nem deixo de ser, de Portugal(selecção). E de igual forma não aprecio nem deixo de apreciar as capacidades técnicas de Queiroz, mas sei o que é bom futebol e sei o que é jogar com vontade de vencer e com alegria e o que é jogar com medo e sem querer sofrer golos.
Portugal joga um futebol muito sofrido (esta frase parece-se com muitas frases aplicadas a Jesualdo e ao FC Porto treinado por ele) com pouca alegria e muito atrás.
No contexto actual e até comparando com o nosso oponente de hoje diria que é o mesmo formato para todos, um género de "one size fits all", em que todos jogam o tal futebol "inteligente".
Felizmente há equipas como Espanha e como o Japão e a Holanda e o Uruguai e até mesmo a Eslováquia que sabem que o objectivo é o golo e que no fim ganha quem marcar mais.
Estas sim, deu-me muito gosto ver os jogos em que participaram.
Podem dizer o que quiserem sobre essa estratégia e do recente resultado dela a desfavor da Espanha mas a realidade é que estas equipas jogam um futebol de ataque que dá gosto ver e os resultados são claramente favoráveis a elas.

Daqui para a frente já não se pode jogar para empatar e o próprio CQ já o disse mas o problema é que muitos jogadores jogam e jogaram neste tipo de sistema e têm tão enraizado estes processos que não acredito que daqui para a frente se conseguirão transformar em jogadores diferentes.
A ver vamos mas auguro uns jogos mais "divertidos" daqui para a frente mas com resultados pouco interessantes para equipas como Portugal, Brasil, EUA, Inglaterra ou até mesmo para a Argentina que joga (para mim) num misto de futebol entre um Portugal e um Uruguai, nem é mau e cauteloso nem é bom e de ataque constante.
O que havia de haver mais era o futebol puro e não patrocinadores a garantirem verbas por determinados resultados. Em vez de pagarem aos jogadores e às equipas quando atingem certos patamares deviam lhes pagar pela quantidade de golos. Isso é que melhoraria o espectáculo.

Por falar em verbas e num off topic curtinho;onde é a mina? e o que é que de lá sai?

José Correia disse...

Agora, é evidente que só por milagre poderemos ser campeões do Mundo.
Por exemplo, a Argentina deixou de fora dos 23 convocados, jogadores como Lisandro, Lucho, Zanetti ou Cambiasso, só para citar quatro exemplos que eram titulares de caras na Selecção portuguesa.

Pedro disse...

Falta-nos Bosingwa, Varela, e Nani. Com estes 3 eramos candidatos a qualquer coisa. O Nani e o Bosingwa fazem uma falta do carago!

Assim temos de jogar na retranca todos os jogos.

José Correia disse...

Sim, com Bosingwa e Nani, mais o trio Pepe, Deco e Liedson em boa forma (algo que não se verifica), concordo que éramos candidatos a mais qualquer coisa.
Assim, e atendendo aos meios existentes, penso que ninguém poderá exigir mais do que aquilo que já foi alcançado, isto é, atingir os oitavos-de-final.

Daniel disse...

Muita gente ridicularizou o empate com a Âlbania no tempo de Queiroz, mas esqueceram-se que no tempo de Scolari fomos empatar com o Luxemburgo 2-2 depois de termos estado a ganhar por 2-0, e o Luxemburgo está mais abaixo no raking da FIFA do que a Âlbania... pormenores.
José Correia deixe-me acrescentar que Ricardo não nos custou só a final do EURO 2004, a eliminação nos quartos com a Alemanha no EURO 2008 também foi responsabilidade do Ricardo (2 saídas em falso que resultaram em 2 golos).

Anónimo disse...

A verdade é esta: até hoje fizemos dois jogos oficiais com o Brasil e não perdemos nenhum. E prevejo que os brasileiros arrumem as botas nos 1/4 de final. Seguir-se-á a habitual choraminguice à qual - como de costume - faltará qualquer pontinha de reconhecimento do valor do adversário.

navegante disse...

Com o adiantado de época em que estamos, com as limitações técnicas e físicas de muitos, e com um futebol muito físico, a equipa portuguesa muito leve e baixa, fez até agora uma campanha superior ao nível do nosso futebol. O seleccionador tem sido cuidadoso, e não medroso. Afinal o tal de "número um" como ganhou?
A Espanha, que é eficaz, assenta o futebol de primeiro toque em muita velocidade, e grande qualidade do passe. Nada de complexo, apenas jogadores tecnicamente superiores à maioria.
Nós, enquanto andarmos a brincar aos campeonatos de formação, e desistirmos desta, limitámos muito as nossas possibilidades de país de pouca gente.

Steve Bracotelli disse...

Depois do "país irmão" vêm os "nuestros hermanos".

Isto é que é um país simpático e de família alargada.

Vamos a ver como a coisa corre mas acho que não vai voltar a haver uma surpresa como com a Suíça.

PS: E o que dizer de ouvir dezenas de vezes a palavra benfica em cada transmissão de jogos de Portugal?
Mete-me mais asco que as vuvuzelas.
Ouvi hoje uma vez a palavra Porto, quando R Meireles passou a bola a Bruno Alves. Mas não estou a dizer que deviam dizer mais, deviam era os jornalistas refrearem o seu benfiquismo e lembrarem-se que isto é uma competição de países e não de clubes.
É isso e quando o Cuentão faz uma boa jogada é jogador do benfica e quando faz uma jogada com menos êxito é o caxineiro.

reine margot disse...

Acho o post muito acertado! Vi hoje uma equipe portuguesa bem orientada; os jogadores não são os que queremos, o Duda foi um zero (ou é perto de zero) e o Ricardo Costa não trouxe nada ao jogo. Mas, a nossa melhor equipe é mais equipe que a equipe do Brasil...e, já agora que a equipe de Espanha.
Não vi ainda os espanhóis a jogarem aquele futebol por aí além, e concordo com o Alexandre, não prevendo grande futuro ao Brasil...mas, os suspeitos do costume, são-no porque têm mais qualquer coisa que os restantes, nas horas complicadas.
Veremos. Depois dos jogos de hoje, acredito em Portugal.
E, já agora, se portugal tiver que voltar logo para casa, que a outra equipe mais portista - o Uruguai - siga enfrente, e depois disso que seja a Argentina... - quando não sobrarem mais portistas seja qualquer uma...

Joaquim Varela disse...

Estou aqui.

Scolari era uma nulidade táctica, mas era um líder (goste-se ou não da liderança).

O professor Pardal líder não é e nunca o será e mais uma vez mostrou que é um borrado, que esmagou o Brasil 0-0. Apurou-se claro, mas às custas da cabazada dada aos Norte Coreanos (possivelmente a selecção mais fraca de todo o mundial).

O "burro" em 2006 fez esta fase com 3 vitórias e foi às meias finais. Não creio que os comandados do Professor Pardal vão muito mais longe do que os oitavos, pois vai entrar outra vez com as calças na mão, para ver se esmaga a Espanha 0-0 outra vez. Oxalá esteja enganado.

Dispensava este tipo de futebol e de abordagem de jogos deste tipo no me clube.

Acho que as avaliações devem ser feitas no fim e não após uma qualificação que seriam os mínimos que tinhamos que fazer e que para mim deixou muito a desejar, especialmente no jogo de hoje em que revelámos uma ambição nula de alcançar o 1º lugar do grupo.

miguel_canada disse...

Já fui mais crítico da nossa selecção.
Depois de ver a Inglaterra, a Itália e a França a jogarem como jogaram, agora até acho que temos uma equipa bem razoável e que pode, com um pouquinho de sorte, eliminar a Espanha.
Se o conseguirmos, acho que podemos disputar, pelo menos o terceiro e quarto lugares, mas...
...Eu também não gosto nada da "Jesualdite" de que sofre o Queiroz. O mesmo estilo de "demasiado respeito" pelo adversário que nos lixou dois pontos no primeiro jogo. Gostava de ver mais daquele espírito com que entramos contra a Coreia. Para ganhar, apesar de ser com o Brasil.

A partir de agora seja o que Deus quiser.

José Correia disse...

Joaquim Varela disse...
«O "burro" em 2006 fez esta fase com 3 vitórias e foi às meias finais»

Em 2006, o Scolari tinha ainda à sua disposição a base construída por Mourinho em 2004, nomeadamente: Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Costinha, Maniche e Deco.
Quatro anos depois, o que resta desta estrutura base da selecção?
Ricardo Carvalho (com 32 anos) e um Deco em má forma física e a arrastar-se pelos relvados.

Em 2006, Scolari já tinha Cristiano Ronaldo e ainda tinha Figo e Pauleta.

Em 2006, nesta fase, Portugal jogou com o México, Angola e Irão.

rui disse...

Com a ressalva de que o jogo como mexico foi o ultimo com as duas selecoes ja apuradas...


ruibonga

Anónimo disse...

Deixemo-nos da obsessão com o Scolari: era espalhafatoso mas isso não disfarçava o facto que era um incompetente - como demonstrou no Chelsea. Aliás, estava perfeitamente na linha dos treinadores brasileiros (já sei que há por aqui leitores que discordam da minha opinião acerca da pouca qualidade dos treinadores de Vera Cruz, mas paciência, é tudo "opiniães";-).

O Queiroz sabe muito mais de bola mas é um tipo mortiço. E a outra grande diferença entre os dois é que o Scolari tem uma vaca desgraçada.

José Correia disse...

Alexandre Burmester disse...
«O Queiroz sabe muito mais de bola mas é um tipo mortiço»

Também tinha essa impressão, mas o seu comportamento nos jogos do Mundial (há uma câmara apontada para cada um dos treinadores durante os jogos) fez com que mudasse de opinião.

navegante disse...

O Scolari era um lider? Nunca dei conta! Um populista provocador, orientado por certas franjas da m... da FPF, sim.
Sabia, e a psicóloga orientou-o, que para se impor, era pedra de toque hostilizar o FCP.