segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Agora só se tiver algum problema nos dentes...



A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD vem comunicar, nos termos e para os efeitos do art. 248º nº1 do Código dos Valores Mobiliários, ter chegado a um princípio de acordo com o Club Atlético Vélez Sársfield, para a cedência definitiva dos direitos de inscrição desportiva do jogador Otamendi.

Este acordo prevê o pagamento de um montante de 4.000.000 € (quatro milhões de
euros) sendo que a FC Porto SAD garante 50% dos direitos económicos do jogador. Mais se informa que a FC Porto SAD atribui ao C. A. Vélez Sársfield uma opção de venda dos restantes 50% dos direitos económicos, por 4.000.000 €, que pode ser exercida até 5 de Setembro de 2011.

A formalização final deste acordo está dependente da realização dos exames clínicos
a que o atleta se irá submeter, com o consentimento do C. A. Vélez Sársfield, e da posterior assinatura de um contrato de trabalho do atleta com esta Sociedade.

O Conselho de Administração


Porto, 23 de Agosto de 2010


27 comentários:

Nelson Carvalho disse...

Atenção ao pormenor que já tenho visto muita gente a interpretar ao contrario;

Não é o FC Porto que fica com a opção de compra dos restantes 50% do passe de Otamendi. O Vélez fica, isso sim, com o direito de "obrigar" o Porto a comprar o remanescente do passe até 3/09/2011, caso assim o entenda.

O mais certo é termos de pagar mais 4 milhões daqui por 1 ano pelo Otamendi.

Nightwish disse...

Offtopic, mas descobri que o Roberto anda a fazer vídeos musicais...
http://www.youtube.com/watch?v=OvZrhdy2UdY

meirelesportuense disse...

O que leio é que o Porto apenas pôde adquirir 50% do passe e deu ao Clube vendedor a possibilidade de lhe vender a restante parte até à data indicada, por um valor equivalente ao adquirido...Garante assim a possibilidade de até a um ano poder adquirir o restante valor do passe, sem haver aumento de preço.Mas nem é mau, 50% até fica mais barato e o jogador está aqui, inteiro.

Daniel Gonçalves disse...

Na minha opinião, quando, durante o Mundial, se soube que o Ricardo Carvalho ia sair do Chelsea o Porto deveria ter tentado uma aproximação ao jogador e ao clube inglês, semanas mais tarde quando apareceu o Real Madrid interessado no Ricardo Carvalho, o negócio já era difícil porque tinhamos concorrentes de peso.
Em alternativa poderíamos ter abordado o Rodriguéz ou o Móises do Braga, ambos têem experiência no futebol português e serviam para a Liga Europa, e saíam mais baratos, agora com o Braga à porta da Champions o Presidente do Braga não ia querer vender os jogadores.
Vamos a ver o que vai dar Otamendi, porque precisamos de ter mais segurança e estabilidade na defesa.

Alexandre Burmester disse...

A minha leitura é a do Nelson Carvalho: O Velez Sarsfield pode obrigar-nos a comprar os restantes 50% até 5/9/2011. O que me parece normal. Muito provavelmente não quisemos comprar agora a totalidade do passe e eles puseram essa condição.

Pedro disse...

Financeiramente era melhor acordar logo a compra dos 100% por 8 milhões, até porque um contrato de opção é um contrato leonino que obriga uma parte mas não dá nenhuma obrigação à outra. Para o porto teria sido mais interessante acordar a comprar integral com um pagamento faseado.

Imaginem quatro cenários, para daqui a um ano:
1- O jogador não vinga e o passe até desvaloriza;
2- O jogador vinga mas não o suficiente para criar mercado para que passe a valer mais de 8 milhões;
3- O jogador valoriza até 15 milhões;
4- O jogador valoriza até 25 milhões.

Supondo que a cada cenário corresponde 25% de probabilidade, então o Velez acciona a cláusula nos dois primeiros cenários e continua detentor de 50% do passe nos dois outros.

Ou seja os 50% do passe que continuam no velez valem:
25%x4 + 25%x4 + 25%x7,5 + 25%x12,5= 7 milhões.
Ou seja esta cláusula valerá neste cenário de probabilidades é igual à diferença de 7 para 4. Esta cláusula vale 3 milhões, ou seja na prática o jogador foi comprado por 11 milhões apesar de se dar a entender que apenas se gastaram 4.

Provavelmente foi uma cláusula assim que obrigou à compra de 25% do T.Costa.

Alexandre Burmester disse...

Não está mal analisado, não senhor, caro Pedro. Mas aqui cessa a obrigação de compra após 5/9/2011, enquanto no caso do Tomás Costa ela teria de existir para termos sido obrigados a comprar os 25% pelo tal valor de que aqui se falou recentemente, factor que desconhecemos.

Pedro disse...

Sim, efectivamente o caso do Tomás Costa era diferente, mas lembro-me que quando se discutia a compra dos 25% por um valor que se considerava absurdo, provavelmente já havia quem pensasse que seria por conta de uma cláusula assim - uma opção de venda por parte do clube de origem na Argentina.

No caso do Otamendi, eu não questiono se o negócio é bom ou não. Só o tempo o dirá. O que quis dizer é que uma cláusula de opção de venda (uma put option) tem um valor financeiro que é tanto maior quanto maior for a variabilidade do preço do passe no futuro.

Efectivamente existe um certo conforto com o termo da opção em 2011, mas se nessa altura uma equipa grande na Europa propôr uma compra por 25 milhões, o Porto provavelmente terá de cobrir 12,5 para pagar a parte do Velez, ou então acorda na venda mas também apenas realiza 12,5.

Pode também acontecer uma prorrogação do prazo de execução da cláusula como parte de uma negociação para não revender o jogador em 2011 caso haja propostas mas não haja ainda interesse vendedor do Porto.

Pedro Carriço

littbarski disse...

"ou seja na prática o jogador foi comprado por 11 milhões apesar de se dar a entender que apenas se gastaram 4"

Na prática, apenas um desses cenários se poderá tornar realidade. Vamos imaginar que se verifica o primeiro. O Porto paga 4 + 4 = 8 milhões de euros. Como é que o Porto paga 8 milhões e jogador é comprado por 11?

hmocc disse...

Penso que o jogador deve ter mesmo valor senão não se dava tanto dinheiro por um rapaz de 22 anos que ainda se terá de adaptar ao país, à cidade, ao clube e à equipa antes de "pegar de estaca".

Assim, pagar 4 M Euros agora mais 4 M daqui a um ano parece lógico, tanto que o Rolando deverá ser vendido para o ano que vem.

Agora espero que a integração do Nico seja traqnquila e sem pressões desnecessárias. O Maicon para já está a dar conta do recado, com soluços é verdade, mas a qualidade está toda lá e todos os centrais do FC Porto dos últimos 10 anos tiveram oportunidades para errar e aprender com os erros.

Que o digam o Pepe e o Bruno Alves.

Agora parece-me que a defesa está completa e só falta o avançado alto e, de preferência não-tosco, para aqueles jogos em que precisamos de um "abre-latas".

João Inocêncio de Vale e Azevedo Calabote disse...

Isto de profs de matemática metidos nos negócios nunca deu bom resultado.
Será por isso que nunca ninguém se lembrou de pôr um a ministro das finanças!
Realmente chegar ao numero 11 quando o que está em causa é o numero 8 só mesmo de quem domina a matemática de uma forma que até faz castelos com ela.

Obviamente que o Velez vai, no máximo, daqui a um ano pedir o pagamento dos restantes 4 milhões.
Vão agora eles arriscarem-se a perder dinheiro que é certo, para poderem ganhar mais uns "cobres" e arriscarem que por exemplo o jogador se lesione gravemente e nunca mais viriam tostão?

O que será mais possível mas não muito credível, é que eles possam vender os restantes 50% por 5 ou 6 milhões (por exemplo) a um empresário ou outro clube se o FC Porto não se mostrar interessado em pagar essa importância.

Pedro disse...

Caro Littbarski,
O seu raciocínio até parece fazer sentido, mas financeiramente está incorrecto. Efectivamente serão apenas 8 milhões num cenário de não valorização do passe, mas se esse passe se valorizar o valor a pagar será maior.

Se o Porto tb tivesse uma cláusula de opção de compra seria como um contrato futuro simétrico. No caso não é.

Financeiramente é o que se chama uma put option que tem um valor que decorre da segurança que dá ao vendedor e à submissão que o comprador tem à vontade do vendedor.

O Velez na pior das hipóteses vende por 8 milhões (4 agora e 4 depois), na melhor vende por 4 agora e metade do valor futuro. Se o jogador estourar e valer 20 milhões no próximo ano, então o Velez realiza 14 milhões.

Nada contra o Velez ganhar com uma venda futura. A questão é que assim estão no melhor de dois mundos - beneficiam-se com a melhora do valor do passe e já garantiram o valor de 8 milhões.

Ter estas duas opções é melhor do que vender já por 8 milhões. E a diferença é o valor da opção. ATé porque se o vendessem por 8 agora, provavelmente o Porto iria pagá-lo faseadamente.

Pedro disse...

Já agora uma adenda ao meu raciocínio:

Quanto dizia que a put option poderia valer 3 milhões, disse apenas para explicar o raciocínio. Na verdade precisaria de conhecer o jogador para perceber com rigor que probabilidade ele terá de se valorizar nesta época e dessa valorização potencial atribuir um valor a essa opção.

Se Porto e Velez entenderem muito pouco provável que o jogador se valorize muito, então a opção deverá ter pouco valor.

O que é importante que se perceba é que financeiramente seria bem melhor comprar logo por 8 diferindo o pagamento de metade para 2011.

Mas a questão é que o Porto comprou um internacional numa posição de que estaria necessitado. E se fosse sem esta cláusula provavelmente teria que pagar mais do que os 8 milhões.

De qualquer forma, o negócio é apresentado de forma clara, e com contornos definidos à partida, o que me parece não ter acontecido no caso do T.Costa.

Pedro disse...

Caro João Inocêncio,

A matemática não mente. Se efectivamente você tivesse razão, então seria natural o Porto também ter uma opção de compra pelo mesmo valor. Pelos vistos não tem.

O Velez vai pedir 4 milhões se nenhuma equipa apresentar uma proposta futura pelo jogador. Se houver, o Velez vai pedir metade dessa proposta. E o Porto para ficar com o jogador tem que cobrir a proposta para pagar os 50% que o Velez ainda terá.

Preto no Branco disse...

http://www.youtube.com/watch?v=DhuWExlVlS4

Eu gosto mais desta... o pior é que vamos de ter de pagar metade do passe do rapaz, o que não é mau, já que ele dá tudo pelo Porto. Este Orelhas nunca me enganou...
Mais a sério,este Porto de Villas Boas promete. Temos treinador, foi penoso as últimas épocas com Jesualdo (para mim foram), mesmo a ganhar campeonatos.

Gil

meirelesportuense disse...

"O seu raciocínio até parece fazer sentido, mas financeiramente está incorrecto. Efectivamente serão apenas 8 milhões num cenário de não valorização do passe, mas se esse passe se valorizar o valor a pagar será maior."

O valor será maior se o Porto o quiser adquirir.Se não o quiser continua com 50%!
O que me parece certo é que se o jogador se desvalorizar, o Porto terá de adquirir o restantes 4Milhões até daqui a uma ano, isto é, terá de desembolsar na altura o mesmo que querem que ele faça agora, sem se saber agora mais nada do que já se sabe...Portanto, o Porto na vossa opinião, deveria pagar agora o que eventualmente poderá pagar apenas daqui a um ano!
É mesmo um raciocínio de gente rica.Ou gananciosa.
O que esta cláusula parece mostrar é que o Clube vendedor queria mais dinheiro que os 8 Milhões, e o Porto não aceitou mais do que estes valores.É um pau de dois bicos, pois é, mas é sempre assim.Se o jogador vier a desvalorizar e o Porto tivesse adquirido já o total do passe, tê-lo-ia feito às escuras, com um ano de antecedência...Para uns a Taça está meio cheia, para outros meio vazia...É esta a diferença entre acreditar ou não na Direcção do Porto!

meirelesportuense disse...

Mas o que eu acho estranho é que estejamos já a dissecar uma aquisição, quando o jogador ainda não assinou...

meirelesportuense disse...

Agora um outro pequeno exercício de algum rigor financeiro:
-Se o Porto tiver apenas oito(8) milhões disponíveis para gastar em aquisições, compra um defesa central por 4 milhões e fica com mais 4 milhões para adquirir um ou outro jogador...Porque eu já vi aqui, pedirem mais um avançado e um defesa direito...

Nuno Nunes disse...

Pedro disse...
"O que é importante que se perceba é que financeiramente seria bem melhor comprar logo por 8 diferindo o pagamento de metade para 2011."

Este raciocínio parece-me falacioso. Pelo mesmo ponto de visto diria que o pagamento de 4 milhões a fazer ao Vélez em Setembro de 2011 também pode ser diferido para 2012.

1- É melhor pagar agora 4 e daqui a um ano outros 4 do que pagar agora 8. Porque no momento actual 8 são 8 e, 4 milhões daqui a um ano descontados para o presente a uma taxa de por exemplo 5% são 3,8. Ou seja, se o Vélez accionar a opção o jogador custará apenas 7,8 milhões e não 8 milhões.

2- As opções são positivas para introduzir elementos de flexibilização aos contratos.

3- Os valores comunicados à CMVM são exactamente os mesmos que o jornal OJOGO publicou nos últimos dias.

4- A opção de venda concedida ao Vélez parece ser uma boa opção para o FC Porto porque (i) o FC Porto acredita que o jogador vale mesmo 8 milhões hoje, (ii) os defesas centrais não costumam "explodir" no prazo de uma época sendo que o mais provável é que o Otamendi faça o seu percurso normal de habituação ao futebol europeu e, nessa circunstância, (iii) o Veléz vai achar que é melhor ter 1 pássaro na mão do que 2 a voar e vai accionar a opção de venda dos restantes 50% daqui a um ano por 4 milhões de euros.

5- Se por acaso o Vélez daqui a um ano continuar a acreditar no jogador ou este fizer uma época em grande e por isso os argentinos não accionarem a opção, o FC Porto poderá obter exactamente a mesma rentabilidade caso detivesse já os 100% do passe. Numa altura de recaída numa crise económica global é bastante prudente a partilha de riscos nos investimentos por isso a decisão da SAD parece-me muito acertada.

David disse...

meirelesportuense disse:

"Para uns a Taça está meio cheia, para outros meio vazia...É esta a diferença entre acreditar ou não na Direcção do Porto!"

Caríssimo,

Desculpe lá mas isso não é argumento válido. E não é a maior ou menor "crença" na Administração que está aqui em jogo.

Parece-me óbio que neste momento não disporemos com facilidade de € 8 M (se dispusessemos é que seria de espantar) e esta foi a melhor maneira que se arranjou de viabilizar o negócio. E também é verdade, como diz o Nuno Nunes, que é melhor pagar 4 M daqui a um ano do que agora. Mesmo para quem possa achar que a Taça está meio vazia;-).

Tudo medido e pesado, acho que foi um bom negócio e com as cartas todas na mesa, o que é sempre agradável de ver.

Pedro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pedro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pedro disse...

Caro Nuno,

Este raciocínio parece-me falacioso. Pelo mesmo ponto de visto diria que o pagamento de 4 milhões a fazer ao Vélez em Setembro de 2011 também pode ser diferido para 2012.


Talvez tenha razão, talvez não. Segundo percebi o Velez queria pagamento a pronto porque estaria com dificuldades de tesouraria, e esta forma foi a forma de convencer a diferir o pagamento. Repare que não disse que foi uma má negociação. Disse é que fiquei com pena de não acordarmos logo a compra, ou então teria sido melhor não envolvermos a clásula. Estou convencido que os dirigentes do Porto teriam preferido não "dar" a cláusula ao Velez ... mas de um negócio tira-se o que se pode não o que se quer.

1- É melhor pagar agora 4 e daqui a um ano outros 4 do que pagar agora 8. Porque no momento actual 8 são 8 e, 4 milhões daqui a um ano descontados para o presente a uma taxa de por exemplo 5% são 3,8. Ou seja, se o Vélez accionar a opção o jogador custará apenas 7,8 milhões e não 8 milhões.


Eu concordo com as contas, mas acho que uma opção destas vale mais que 200 mil euros. O problema é que talvez o Porto não tivesse sequer margem para negociar uma solução com pagamento à vista. Se a taxa de desconto for 5%, teria preferido um pagamento acordado a um ano de 4,2 milhões. mas num contrato simétrico, em que ambos estivessem em igualdade.

Pedro disse...


2- As opções são positivas para introduzir elementos de flexibilização aos contratos.


Claro, mas isso não esvazia o valor das opções. Pelo contrário, torna-se uma forma de pagamento mais complexa mas que exige menor liquidez embora financeiramente tenha um custo. Um bom exemplo deste custo foi o que se passou com o Ramires. Estou convencido que no acordo com o Kia Joorabichian e Cruzeiro, o benfica terá cedido uma opção de compra de metade de passe por valor estipulado. Imagino que os tais 6 milhões por 50%. Semanas depois o benfica vende o jogador por mais de 20 milhões. O Kia Joorabichian encaixa em semanas tanto quanto tinha investido!! Para alguns terá sido um negociador nato... para mim tinha uma cláusula de opção de compra que lhe valeu 5/6 milhões. Essa opção valeria muito menos no ano passado porque poderia valer zero (caso ela não fosse exercida) ou poderia valer bem mais (como acabou por acontecer).


3- Os valores comunicados à CMVM são exactamente os mesmos que o jornal OJOGO publicou nos últimos dias.

Nisso eu estou inteiramente de acordo. Aliás fico contente em dizer que o acordo me parece absolutamente claro.

Pedro disse...


4- A opção de venda concedida ao Vélez parece ser uma boa opção para o FC Porto porque (i) o FC Porto acredita que o jogador vale mesmo 8 milhões hoje, (ii) os defesas centrais não costumam "explodir" no prazo de uma época sendo que o mais provável é que o Otamendi faça o seu percurso normal de habituação ao futebol europeu e, nessa circunstância, (iii) o Veléz vai achar que é melhor ter 1 pássaro na mão do que 2 a voar e vai accionar a opção de venda dos restantes 50% daqui a um ano por 4 milhões de euros.

o futuro nunca se adivinha, mas de uma coisa podemos ter a certeza - O velez pode fazer o que quiser com a opção - pode rasgar, pode accionar, ..., etc... O Porto pode apenas esperar que o jogador não seja cobiçado este ano. Em 2012 tudo bem!


5- Se por acaso o Vélez daqui a um ano continuar a acreditar no jogador ou este fizer uma época em grande e por isso os argentinos não accionarem a opção, o FC Porto poderá obter exactamente a mesma rentabilidade caso detivesse já os 100% do passe. Numa altura de recaída numa crise económica global é bastante prudente a partilha de riscos nos investimentos por isso a decisão da SAD parece-me muito acertada.

Aqui há uma questão .. os Argentinos podem não accionar a opção mas podem obrigar o Porto a pagar metade do passe ao valor de uma proposta que venha. Aliás esse é um dos contras dos contratos de propriedade partilhada dos passes. Se houver uma proposta, e se os outros donos (que não o clube) do passe quiserem vender, então o clube, ou compra a parte deles ou alinha na venda do jogador.

Abraço!

Pedro Carriço

Offshore disse...

A minha interpretação é a seguinte.

Até 5-09-11, o Velez poderá 'obrigar' o Porto a adquirir os restantes 50% por 4M ou pode manter posse de 50% do passe e realizar a sua venda por um valor superior.

Segundo li, caso Velez faça uso dessa opção terá ainda 10% da mais valia de uma futura venda ao que há a acrescer 5% referente aos direitos de formação.

Offshore disse...

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