sábado, 4 de setembro de 2010

O dilema das inscrições

Ainda não vi uma notícia oficial sobre isto, mas parece que as inscrições para a Liga Europa deixaram de fora Pawel, Mariano e E. Rafael.

A ser verdade isto vem de encontro ao que eu tinha previsto, o que não me surpreende nada, pelas seguintes razões:

- Tínhamos obrigatoriamente que deixar 3 jogadores de fora (mais sobre isto mais à frente)
- Mariano, estando lesionado, era um caso óbvio (mesmo q já possa jogar lá para Novembro)
- Pawel, sendo o 3º GR, é um óbvio “sacrificado” (como já aqui escrevi, não percebi sequer direito porque foi contratado)
- Ukra e Castro não entram nestas contas porque ocupam vagas nas inscrições que mais ninguém pode ocupar (para prata da casa com mais de 21 anos)
- Sobrava (pelo menos para mim) as opções de E. Rafael e Guarin, parecendo-me que E. Rafael será o que fará um bocadinho menos jeito dos dois.

Caso A. Pereira esteja indisponível Fucile pode passar para a esquerda, com Sapu do lado direito (se estiverem dois destes três impedidos ao mesmo tempo por lesão ou castigo é que é mais chato, mas isso é pouco provável). Guarin também será provavelmente muito pouco utilizado, mas é de longe o elemento fisicamente mais forte do meio-campo logo nunca se sabe, pode ser que dê jeito.

Ficar de fora é um bocado chato para Pawel e ainda mais para o E. Rafael, mas é a vida, tinha que calhar a alguém.

No entanto isto só acontece porque só temos 2 jogadores “prata da casa” no plantel, apesar do plantel até ser dos mais curtos da última década (26 jogadores, incluindo o lesionado Mariano); é que ficaram 2 vagas nas inscrições por preencher, já que tínhamos 4 vagas para prata da casa com 21 anos ou mais (para “prata da casa” sub21 podemos inscrever jogadores à vontade), 4 para jogadores formados em Portugal, e 17 inscrições sem restrições.

Não é um grande problema, longe disso, mas é uma pequena chatice evitável se tivéssemos 4 jogadores da casa que fosse no plantel (um objectivo pouco ambicioso já de si; aliás, o objectivo do projecto 611 era de 6 jogadores).

Note-se que o (pequeno) problema não é só a não-utilização em si dos jogadores na Liga Europa, mas também o impacto psicológico nos jogadores afectados (com o treinador a ser obrigado a fazer distinções entre “filhos” e “enteados” ainda mal a época começou) e também o impacto na utilização desses jogadores no campeonato (na hora da dúvida, certamente que o treinador prefere dar minutos a um jogador que possa jogar na Europa de forma a ganhar rotina).

Nas últimas duas épocas, a exclusão nas inscrições na Europa foi um mau presságio com Bolatti e Prediguer, que se viram a seguir emprestados em Dezembro. Espero (e tenho alguma confiança) que desta feita não vai ser o caso, pelo menos no caso de Pawel e E. Rafael.

6 comentários:

José Correia disse...

Por aquilo que li, inscrevemos apenas dois guarda-redes - Helton e Beto - com o júnior Maia, de 18 anos, como opção de recurso, incluído na lista B. Mas, se para a Liga Europa, o Maia serve como terceiro guarda-redes, porque razão também não serve para o campeonato? Nesta lógica, para quê a contratação do Pawel Kieszek?

reine margot disse...

Quem sabe José Correia seja o Pawel melhor guarda-redes que o Maia?

Rogério Paulo Almeida disse...

É expectável que a partir da próxima época, com a provável inclusão no plantel de André Pinto/Bura e Sérgio Oliveira, que esse problema deixe de existir.

David disse...

A contratação do Kieszek insere-se na proverbial, completa e distorcida aversão ao risco que impera nos clubes portugueses e no efeito da inércia nestas coisas. Como é habitual ter-se três guarda-redes no plantel, nunca passaria pela cabeça dos responsáveis terem apenas dois, recorrendo ao dos juniores em caso extremo.

Curiosamente, esse raciocínio nem sempre parece aplicar-se noutras zonas do campo, como é esta época paradigmático no nosso clube no lugar de ponta-de-lança, onde temos um titular de caras e apenas um suplente, e este, ao que consta, com muitas banhas para abater. Claro que haverá quem diga que o Hulk pode fazer de pdl de recurso, e di-lo-ão na mesma penada em que acham natural termos três guarda-redes "maduros".

A falta de jogadores com mais de 21 anos formados na casa não representa principalmente o falhanço do Projecto Visão 611, mas antes a tendência de muitos anos de, entre jogadores da casa de qualidade média e estrangeiros do mesmo nível, se optar pelos últimos.

Além disso, nos últimos anos tem chegado ao clube o equivalente a praticamente uma equipa de futebol por ano (com grande sucesso, dirão alguns demagogos ou especialistas em agit-prop, hábeis em confundir, ou fingir que confundem, o antecedente com a causa). Ora se muitos chegam, outros têm de sair ou não chegam a ter oportunidades, e no FCP está visto que santos da casa não fazem milagres (com a excepção do presidente, que é da casa e faz milagres.:-)).

rbn disse...

Como já escrevi aqui, Pinto da Costa não quis arriscar este ano e contratou jogadores de barba rija(exceto Sereno, que não sei o porque deste estar lá) em detrimento da "cantera", comentando num post sobre a dupla de zaga do FCP não ter em muitos anos um jogador formado no clube.

Pinto da Costa tá certíssimo.Perder pro benfas em ano atípico é até aceitável, mas 2 anos seguidos é dose pra mamute, os 60's e 70's já eram(só Jorge Jesus não percebeu e usa aquele penteado de apresentador de programa pimba de televisão, só lhe falta um tuxedo vermelho daqueles bem brilhantes).

Quanto à lista de AVB, estou completamente de acordo, a não ser que Rafael fosse um novo Cissokho, o que não é o caso, e fico na dúvida se mandar Addy para Coimbra foi bom negócio.

Resta-me apenas saber se este Otamendi é mesmo o patrão da defesa que o FCP tanto necessita.

Já agora, quando será que Sérgio Oliveira vai mostrar serviço?E quem será que mandou embora aquele Caetano de 17 anos, do Paços de Ferreira?

Caro David, não percebi bem "liberdade profissional", mas a respeito da invasão de estrangeiros em detrimento da cantera, isto já vem de há muito tempo, e se a Uefa ou Fifa não delimitarem o nº de estrangeiros, qualquer dia, os clubes estarão como o Arsenal ou o benfas: com apenas 1 ou na maioria das vezes, nenhum jogador nascido no país.

Saudações

José Rodrigues disse...

"É expectável que a partir da próxima época, com a provável inclusão no plantel de André Pinto/Bura e Sérgio Oliveira, que esse problema deixe de existir."

Dizia-se o mesmo de Rabiola, Vierinha, P Machado, NA Coelho, etc...

Eu nisto sou como S. Tomé, ver para crer. Parece-me claramente q há muito pouca vontade de dar oportunidades à prata da casa (ainda q modestas, como é o caso quando um jogador da casa tem concorrência de peso no plantel para a mesma posição; como é hoje o caso de Ukra e Castro).

Não acho q a UEFA ou FIFA devam mandatar quotas para equipas titulares, mas acho q era benéfico (para o futebol em geral e até mesmo para o FCP) q se aumentasse as quotas actuais para o plantel: hoje são de 4+4 (formados no país + formados no clube), por mim aumentava para 6+6 sem pestanejar ou até mesmo 8+8 (sobrava mesmo assim uma dezena a uma quinzena de inscrições livres).