quinta-feira, 7 de outubro de 2010

"O Velinhas", o homem da iluminação das Antas


A recente polémica com o corte da luz no estádio de Aveiro trouxe-me à memória o nome de Nascimento Cordeiro, presidente do F.C. Porto no início dos anos 60. O Estádio das Antas não tinha ainda iluminação e o tema tornou-se alvo de debate e projecto. Nascimento Cordeiro, numa Assembleia Geral, saiu-se com uma frase que se tornaria famosa: "Nem que cada sócio leve uma vela consigo, o estádio vai ter iluminação!" Rapidamente, claro, adquiriu a alcunha de "o Velinhas".

A verdade é que as velas não foram precisas, pois o indómito Nascimento Cordeiro levou a sua avante. Não quis foi, mais tarde, ficar sem "o dele", e acabou por levar o clube a tribunal para se ressarcir.

José Maria Nascimento Cordeiro tem também o seu nome ligado a outra valorosa instituição da nossa cidade, a Sociedade Protectora dos Animais, a quem doou a Quinta das Tílias, e a cujos destinos viria a presidir até à sua morte em 1984.

Para nós ficará para sempre na História como "o Velinhas".

6 comentários:

meirelesportuense disse...

"José Maria Nascimento Cordeiro tem também o seu nome ligado a outra valorosa instituição da nossa cidade, a Sociedade Protectora dos Animais, a quem doou a Quinta das Tílias, e a cujos destinos viria a presidir até à sua morte em 1984."

Não sabia desta relação, mas talvez ela explique uma pouco cordial ligação, entre o Clube e a Sociedade Protectora dos Animais que ainda hoje prevalece e que nunca entendi muito bem.Vizinhos de longos anos...
Mas também saliento a tendência para emprestar alcunhas às pessoas por questões tão triviais, que a generalidade do nosso Povo tem.Há nisto qualquer coisa de aprofundável...

FernandoB disse...

Nascimento Cordeiro, foi um pouco mal tratado pelo sucessor... Foi isso que o levou a não perdoar a divida, como sempre acreditei ser sua intenção... Não tinha herdeiros directos, mais ganhou a Protectora dos Animais. Que fique a lição...devemos reconhecer os mais antigos, lutar para melhorar, mas respeitando o que outros fizeram.

Nelson Machado disse...

Peço desculpa desde já por o assunto que aqui trago não ser sobre o post pois também não conheço o caso em causa, sou demasiado novo para estas histórias.
O que eu gostava de falar era sobre este pequeno pormenor que não é mais que um reforço daquilo que já toda a gente(tirando aqueles que não querem ver o óbvio) sabe. O jornal O Jogo fala hoje sobre VB e os seus antecessores no cargo e as suas expulsões. Reparem nos nomes dos extremosos árbitros que expulsaram treinadores do FC Porto:
Logo a abrir temos João Ferreira e os outros foram Pedro Proença, Bruno Paixão, Pedro Henriques, Olegário Benquerença e Carlos Xistra. Alguém ficou surpreendido depois de ler esta listinha?
Eu não fiquei e acredito que ninguém tenha ficado, nem mesmo os dos outros clubes que costumam passar por este blogue.

Dean disse...

NASCIMENTO CORDEIRO,electrificou o Estádio das Antas, mais tarde quando Afonso Pinto Magalhães foi eleito Presidente, aquele exigiu o dinheiro então gasto.
Daí a oferta da quinta à SPAnimais.

Com aquela verba recolhida, Pinto de Magalhães contratou o CUBILLAS, depois da morte do PAVÃO, pagando do seu bolso a electrificação.

Outros tempos, que bastava atravessar a ponte e já estávamos derrotados.

Abençoados Pedroto e Jorge Nuno.

victor sousa disse...

Nascimento Cordeiro doou a Quinta à SPA, e se viesse hoje a este mundo, voltava a morrer, tão bem conservaram o legado!
Que aconteceu à quinta? E aos animais?

Alexandre Burmester disse...

Dean disse: "Com aquela verba recolhida, Pinto de Magalhães contratou o CUBILLAS, depois da morte do PAVÃO, pagando do seu bolso a electrificação."

Não sei quem acabou por pagar a electrificação, mas sei que quando Cubillas foi contratado o presidente era Américo Sá e já não Pinto de Magalhães.

E sei também que após o consulado de Pinto de Magalhães o clube ficou a dever ao banco daquele ex-presidente a brutal quantia (para a época) de 40.000 contos, transformada em dívida a um banco público após a nacionalização dos bancos. Essa dívida viria a ser paga ao longo de vários anos através de um contrato de publicidade com a União de Bancos Portugueses, entidade em que o Banco Pinto de Magalhães fora fundido juntamente com outros bancos.