segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Os transparentes processos da FIFA


Uma investigação do jornal britânico Sunday Times está a lançar o caos e a suspeição sobre o processo de selecção dos anfitriões dos Mundiais de 2018 e 2022. Como o referido jornal tem acesso online pago, deixo aqui o que diz o site do Daily Telegraph.

Para além das revelações do primeiro daqueles jornais, na sua edição da semana passada, de que alguns membros do Comité Executivo da FIFA se mostraram receptivos a subornos para definirem o seu sentido de voto, há a acrescentar esta semana a declaração do antigo secretário-geral daquela organização, Michel Zen-Ruffinen (sem saber que era filmado e que falava com repórteres jornalísticos) de haver concluio ilícito entre as candidaturas Portugal/Espanha ao Mundial de 2018 e do Qatar ao Mundial de 2022.

O comité de ética da FIFA, organismo de cuja eficácia me permito duvidar, está já a investigar o assunto. Por cá reina o silêncio. Vamos a ver no que isto dá.

5 comentários:

Ah pois disse...

Tal e qual o COI e a escolha de Salt Lake City para os Jogos Olímpicos de Inverno.

CARTUNES disse...

Se estamos a pagar votos na candidatura conjunta, como é que é?
30% pagamos nós e 70% a Espanha? :P

Se puderem dêem uma olhadela no blog dos meus cartoons
http://cartunesblog.blogspot.com
http://www.zazzle.com/cartune

Obrigado e um abraço.

reine margot disse...

Acho é estranho os jornalistas ficarem escandalizados com essas histórias...- para só agora falarem é porque o rio já não está a correr para eles, ou para aqueles que abriram a boca, não reparando que estavam a ser gravados...
acho que está mais do que visto que todas as candidaturas a jogos olímpicos e outros grandes eventos desportivos ou têm empurrões políticos ou têm subornos (ou se se quiser: comissões, ou contrapartidas ou financiamentos) por trás*.
Se assim não fosse quais teriam sido então os critérios para o mundial ter ido parar à África do Sul ou os JO a Pequim? As infra-estruturas? A segurança ? A facilidade de acesso? A língua?
Ora...

*(Ressalvo os JO em Atenas cujas razões para a escolha são óbvias...)

Alexandre Burmester disse...

Então que sugere Vª Majestade?;-) Que passe a fazer-se um leilão de Sªs Exªs os membros do comité executivo da FIFA, a ver quem dá mais pelos votos deles?;-)

Os jornalistas (ou o jornal) em causa só agora falaram, porque só agora resolveram investigar o assunto dos Mundiais 2018 e 2022, mas este tema da corrupção da FIFA não é novo. Pode ver aqui, por exemplo:

http://www.sempretricolor.com.br/st2009/index.php?option=com_content&view=article&id=15823:andrew-jennings-fala-sobre-corrupcao-da-fifa&catid=43:junho

reine margot disse...

Doutíssimo Alexandre sua majestade só se lembra daquelas pontuações na ginástica olímpica: atletas de outros países bem podiam fazer flick flacks até doer, as atletas da URSS é que alcançavam os 10.0, 9.9... na patinagem idem idem... deixei de ver essas competições ou pelo menos a atribuição de pontos! Quando so critérios não são claros há hipóteses de tudo; até de desconfiar destes jornalistas ingleses!
Não sabe o Alexandre, nem sei eu HM, o que existe por trás desta investigação (ou "investigação")...quanto ao Estadão, considero-o um ótimo jornal, apenas lhe refiro - e, olhe eu estou por cá - que toda a gente fala que o Havelange comprou candidaturas com charutos e relógios de ouro, mas esse ninguém investiga!... Depois, se a candidatura do Brasil ganha, "no passa nada" , se for uma inglesa, americana ou alemã...tome atenção porque tem aí corrupção!...
O processo tem de ser mais transparente; mais valia uma comissão escolher uma candidatura e os seus patrocinadores! A candidatura de Portugal, Espanha, a Nike,os burros dos portugueses pagantes de impostos, o BES e a Gestifute, a Coca-Cola, o TGV, a comissária espanhola para o TGV, a empresa espanhola que vai construir o TGV, os franceses que vão vender o TGV, a Galp, a EDP renováveis, a Prisa, o Santander, Jésus de Polanco Gutierrez e Mari-Carmen de Martinez Bordió...