segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O Dilúvio de Coimbra

Por Ricardo Goucha

Jogo entre o 3º e 1º classificado da Liga. Duas das equipas que têm praticado melhor futebol esta época, um futebol de ataque (eram à partida para esta jornada os dois melhores ataques). Dentro de campo iam estar os 5 melhores marcadores da Liga (Hulk, Varela e Falcao de um lado, Miguel Fidalgo e Sougou do outro). Com estes ingredientes as perspectivas para o serão de Sábado eram a de um grande jogo de futebol.

Durante o dia de Sábado o tempo esteve agradável em Coimbra, o Sol ia espreitando algo envergonhado por entre as nuvens carregadas, mas durante todo o dia não choveu. Tudo perfeito para o espectáculo. Entro no estádio cerca de uma hora antes do início da partida e passado poucos minutos começa a chover, uma chuva não muito intensa. As equipas entram para o aquecimento e testam o relvado pela primeira vez… o relvado (estreado na semana passada) encontrava-se em excelentes condições, um tapete verde. Não havia poças e a bola rolava na perfeição.


Quando as equipas voltam às cabines para se prepararem para o início de jogo aconteceu algo que não era esperado… uma carga de água monumental, durante cerca de 20 minutos que inundou o terreno de jogo, transformando o relvado numa piscina.


Os primeiros 10 minutos foram confrangedores… os jogadores tentavam colocar as estratégias ensaiadas em campo, mas tudo se revelava infrutífero. A bola simplesmente não rolava.

Nas bancadas despidas (apenas 8000 adeptos) já se perspectivava que o jogo ia ser interrompido, mas o árbitro não entendeu assim e achou que era possível jogar naquelas condições. Desta forma só num lance fortuito ou de bola parada o resultado podia ser alterado.

À passagem dos 40 minutos nova carga de água se abateu em Coimbra e o relvado (que ia apresentando algumas melhorias) voltou a piorar… não havia nada a fazer, este jogo era para ser disputado na raça.


Com o final do jogo notou-se claramente no semblante dos jogadores e treinador do FC Porto que não se tinham ganho apenas 3 pontos.

Nota final: O 'Reflexão Portista' agradece ao Ricardo Goucha a elaboração deste artigo.

5 comentários:

José Correia disse...

«O relvado do Estádio Cidade de Coimbra tornou-se um dos inesperados protagonistas do duelo de ontem à noite. É que com apenas uma dezena de dias de vida e estreado na semana passada na recepção ao Nacional, o novo tapete do palco conimbricense não resistiu a uma forte bátega de água que caiu momentos antes de o desafio começar. Um imponderável que apanhou de surpresa as duas equipas que, durante o aquecimento, não tiveram quaisquer problemas. Mas o caso mudou de figura e durante 90 minutos o futebol foi mais aquático que outra coisa. Ao intervalo, os responsáveis portistas fizeram saber a Duarte Gomes que, depois de o jogo ter começado, o melhor seria terminá-lo, e isso apesar da lesão sofrida por Fernando.»
in O JOGO, 31/10/2010

r.m.silva da costa disse...

Não tenho nenhuma pretensão em querer ser diferente mas não encontro razões de vulto para que o jogo de Coimbra se não cumprisse, apesar das condições que o relvado evidenciava.

É uma contingência previsível com que as equipas devem contar e, se foi entendido que estavam reunidas as condições mínimas aplicáveis cumpriu-se a lei.

Também discordo que se diga que estes jogos o resultado só pode decidir-se por lances fortuitos. O FCP, como muitas vezes aconteceu no Dragão ou noutros campos, perdeu oportunidades que poderiam levar a uma goleada, inclusive um grande penalidade.

Foi um jogo admirável de resistência física por parte dos jogadores, de excelente adaptação às condições do relvado e bem jogado tacticamente.

E ganhou a melhor equipa, com grandes desempenhos individuais, sem favores arbitrais, antes pelo contrário.
Era de esperar mais para ser considerado um grande jogo?

Tiago Araújo disse...

Boa Tarde,

Visto que foi impossível jogar um futebol espectacular, com muitas exitações durante o jogo, com um futebol quase nada ofensivo no Estádio Cidade de Coimbra.

Este jogo realizou-se entre o 1º classificado o F.C.Porto e o 4º classificado o Académica.

Pelo que ouvi dizer no Sábado e dia esteve agradável, o sol ia espreitando às vezes, mas que durante o dia todo não choveu. Tudo perfeiro para um futebol espectáculo entre as duas equipas. O meu amigo João Manuel Couto entra no estádio 1 hora e 15 minutos antes da partida, as duas equipas entram para o relvado para efectuarem o devido aquecimento, relvado verdinho, sem poças.

Os jogadores depois de terem efectuado o aquecimento voltam às cabines para se preparam ambas para o jogo, passado algum tempo uma carga de chuva monumental abate-se sobre o terreno do jogo e em vez de ser um terreno perfeito, tinha transformado numa "piscina".

Os primeiro 10 minutos foram contragedores para as duas equipas que quase todo o jogo não se conseguiram habituar do terreno de jogo.
Também nos primeiros 10 minutos a TVI teve falhas devido ao temporal que se pôs na cidade de Coimbra.

Depois nos 40 minutos a mesma situação se voltou a repetir, uma chuvada forte inundou ainda mais o relvado.

Grande dedicação e muito esforço de ambas as equipas, o que nos interessa realmente é os 3 pontos alcançados.

Um abraço

http://campeoesfcporto.blogspot.com/

Armando da Rocha disse...

Boa Tarde,
Por acaso repararam no flash da TVI ? Não há niguem que chegue a roupa ao pelo aquele Cabrão de Jornaleiro.

P.S.- Excelente post!

meirelesportuense disse...

Sem querer insistir muito nesta tecla, jogar nestas condições é um autêntico Totoloto...Já estive presente num jogo em que a chuva e o vento eram tremendos obstáculos, se jogávamos a bola rente ao terreno prendia na lama e na água, se jogávamos por alto, a bola regressava trazida pelo vento ciclónico...Foram duas horas de sofrimento constante, ainda estou para saber como marcamos dois golos nesse jogo, deve ter sido numa paragem do tempo...Creio que vencemos porque éramos a equipa mais unida...Mas que foi um teste terrível é verdade...E em Tóquio?...