quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sempre se poupam uma coroas

Daquilo que a minha memória alcança, acho que é a 1ª vez que um treinador, no Porto, dispensa os estágios de véspera em hotel e todos juntinhos, antes dos jogos em casa.

Obviamente que o aspecto económico não é para aqui chamado, mas há um hotel que vai ter quebra de receitas, é a crise! Mas lembro-me facilmente de um conjunto de treinadores com quem esta decisão era  completamente impossível, e um conjunto de jogadores para quem esta decisão era o antecipar do fim de uma carreira (ou nem sequer começavam a carreira).

Como é que o Co Adriaanse ia apanhar as cabeleireiras do McCarthy?


Obviamente que uma medida destas responsabiliza e muito os jogadores, muito mais que ao treinador, e se algum é apanhado a mijar fora do penico, pode começar a fazer as malas.

Como adepto, quero ver empenho, bom futebol e vitórias, quero lá saber saber com quem os jogadores partilham o quarto ou tomam o pequeno-almoço, mas agrada-me a responsabilização individual. Agrada-me que não haja capatazes, mas que exista uma equipa, em que cada um tem responsabilidades individuais e colectivas, e que todos tenham em mente a ideia de que estão a trabalhar para o bem comum.

Isto não se consegue fazer com um grupo qualquer, por isso os jogadores que aproveitem e saibam estar à altura da responsabilidade que lhes está a ser dada, para que não tenhamos que levar com outro Octávio ou outro Adriaanse.

E por falar em hotel, o que é feito do hotel no Olival? Ainda não conseguiram pôr o serralheiro a andar?

8 comentários:

HULK 11M disse...

Medida muito corajosa do nosso treinador que também muito aplaudo e que seria desejável que nunca mais fosse alterada!
Talvez esteja aqui a explicação para o facto de alguns jogadores desaparecerem das convocatórias... Mas penso que vale a pena porque assim sabe~se com quem se pode contar!

José Correia disse...

HULK 11M disse...
"Talvez esteja aqui a explicação para o facto de alguns jogadores desaparecerem das convocatórias"

Não sei se estava a pensar no Walter mas, nesse caso, o jogo foi fora de casa e houve viagem e estágio.

Alexandre Burmester disse...

Isto em Inglaterra é comum. As equipas não fazem estágio antes dos jogos em casa. Vi algumas vezes jogadores a chegarem aos estádios ingleses no seu automóvel.

amorim disse...

O problema é q a tentação é grande e a rapaziada acaba por facilitar um pouco. Depois um faz os outros sabem e tambem vão querer fazer. Nunca esquecer que a comparação com ingleses nunca deve ser feita. Aqui é mais latinos e sul-americanos o sangue corre de maneira diferente se é que me faço entender...

André disse...

@Amorim

Tenho ideia que é uma situação normal no Barcelona

Mário Faria disse...

Máxima liberdade e máxima responsabilidade. Quem pode discordar, do princípio. Quem pode estar contra os valores da ética e do fair play ? E praticam-se ?
E porque não a total liberdade de escolha do trabalhador (jogador de futebol incluído) de mudar de entidade patronal, sem ter que se sujeitar aos ditames contratuais e às clausulas de rescisão ? Respondo : porque provavelmente traz mais benefícios ao futebol e aos jogadores (por arrasto).
Os jogadores do FCP há muitos anos que faziam estágios na véspera de jogos. Não penso que fosse por uma mera questão de maldade. Não será que o clube e os jogadores beneficiavam mais do que perdiam ?
Entendo, até, que instituído o princípio deveria ser estendido a todos os jogadores, salvo situações particulares (doença, assistência, etc.) . Na NBA os jogadores lesionados e os que não jogam acompanham sempre a equipa, incluindo nas deslocações.
Digo mais : o dia de jogo é um dia de trabalho, e deveria ser extensivo aos que não são escalados para jogar. Apenas cumpririam, obviamente, tarefas de preparação, para ajudar a manter o ritmo e os bons hábitos de trabalho.

r.m.silva da costa disse...

Claro que há riscos, mas a medida também apresenta virtualidades apreciáveis. Cada vez há mais atletas que cuidam a sua profissão e, caso um ou outro venha a desviar-se do cumprimento dos deveres a que está sujeito, a entidade patronal não deixará de exercer os seus direitos pelo incumprimento do abusador.

O atleta não deixará de reconhecer a diferença entre um estágio isolado dos seus a poucos metros da residência de sua família e a vantagem de ficar em casa junto dos seus.
E o treinador, não deixará de conhecer os que pisam o risco pelo desempenho que tiveram no relvado.

joao abel calais disse...

Pelo meu lado,e sou dado a liberdade(s),com sentido de responsablidade(s),estou,neste campo específico, mais p'ra cá(estágio) do que p'ra lá(casa do jogador)..."malta" jovem/sangue na(s)guelra(s)/dinheiro (muito) no bolso ,solicitações diversas...Não sei,não!
João Carreira