sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

De regresso à casa de partida


Nunca deixei de treinar. Se não joguei nos clubes por onde passei [FC Porto, Boca Juniors e Cruzeiro], foi porque os treinadores consideraram que havia outros onze que estavam melhor para jogar. Nesta altura, as partes estão a aproximar-se e a minha chegada ao Colón pode ser uma realidade. Só não gosto de o dizer abertamente porque ainda não está confirmado. Mas a sensação é muito boa, sou adepto do Colón e isso é especial. Preciso da autorização do FC Porto e faltam outros detalhes que são importantes para finalizar a operação.
Prediger, em declarações ao site Sin Mordaza, 29/12/2010


«O Almería anunciou esta sexta-feira no seu site oficial a rescisão de contrato com Diego Valeri, médio argentino emprestado pelo FC Porto. (...) O jogador irá regressar à Argentina para jogar no Lanús.»
in record.pt, 07/01/2011


Pelos vistos, Sebastien Prediger e Diego Valeri estão de regresso à casa de partida, isto é, aos seus clubes de origem. Infelizmente, tal como no célebre jogo Monopólio, não parece que o FC Porto vá receber seja o que for e ainda deve ter que pagar parte do ordenado destes dois "craques" argentinos.

7 comentários:

r.m.silva da costa disse...

E assim se fazem os déficites que hão-de levar os clubes à ruína...

miguel_canada disse...

As vezes mais vale largar 11 milhões por valores seguros como o João Moutinho do que vários 4 milhões por azelhas que ainda hoje ninguém percebe como é que vieram parar ao FCPorto.

Esta serie de Argentinos com a excepção do Lucho e do Lisandro, foi um autentico barrete.

E por outro lado não demos a mínima hipótese ao Paulo Machado ou ao Castro.

Mundo Azul disse...

Fizemos compras muito más na Argentina, que saíram bem caras, até dói só de pensar.

Tivemos Lucho e Lisandro, agora Otamendi que não engana a meu ver, o resto foi tudo dinheiro deitado ao lixo. E são muitos milhões.

Amphy disse...

Caros,

defendo que para ter suplentes desta categoria e com o preço que custam, mais valia (vale sempre) ter jogadores oriundos da formação. Não considero o adepto do FCP o tipo de adepto que suspira ao ler nos jornais do verão N novas contratações vindas da América do Sul (ou de outro lado qualquer). O jogador estrangeiro no plantel do FCP devia ser a excepção e não a regra.

Prefiro uma equipa recheada de Castros, Ukras, Paulos Machados, Vieirinhas ou Venturas, a ter Predigers, Valeris, Kieszeks, Bolattis, Linos, Andrés Madrids, ou Benitez.

Bem sei que parte do negócio e da forma de subsistir do FCP é jogar no risco e comprar "barato" na esperança de formar para render, mas que diabo, não se pode fazer o mesmo com os jogadores das escolas? Jovens portugueses? Apenas os estrangeiros têm potencial de crescimento?

Esta visão não é exclusiva do FCP, nem tão pouco das ligas profissionais em Portugal, julgo até que é uma visão transversal na sociedade portuguesa. Parece que desde que o anuncio televisivo deixou de passar, o que é Nacional já não é bom...

Ainda assim, tenho de deixar a opinião que a maioria dos jogadores estrangeiros do FCP aparentam "sentir" a camisola e que para isso também deverá contribuir a presença do Pedro Emanuel e de outros na estrutura.

Li há dias que o Castro teria a possibilidade de ser emprestado com opção de venda. Não concordo. Depois lá se vai buscar outro Tomás Costa mais caro (já lá vem se calhar).

Para finalizar, refiro ainda que algumas das grandes referências do FCP dos anos mais recentes não nasceram em Portugal, mas com a estratégia implementada quase não há a hipótese contrária. Não é por nada que os capitães do plantel são todos estrangeiros. É curioso.


P.s. - satisfaz-me que os suplentes sejam Portugueses. Por norma têm ordenados menos inflacionados e com menor investimento na aquisição. Se porventura a aposta sair furada, é mais fácil arranjar outra colocação, devido à relação custo/qualidade. Temos ainda visto melhores seguimentos de carreiras desses jogadores (P. Machado, Vieirinha, ...) que propriamente dos outros (Prediger, Valeri,...).

p.s.2 - Não acho que tenhamos muitos médios, o Sérgio Oliveira não entrava bem na política de rotatividade? Até para o ataque. Não me parece que jogue muito em Aveiro...


Longo testamento... bem hajam.

Escárnio disse...

O Valeri tinha vindo emprestado por 2 anos. O Porto não fica com qlqr obrigação perante o jogador ou o Lanús.

José Correia disse...

@Escárnio
A FCP SAD comprou 27% do passe de Valeri e o contrato só terminava em 30/06/2011
(http://reflexaoportista.blogspot.com/2010/10/passes-de-jogadores.html).

José Correia disse...

@Mundo Azul
Apesar de serem colombianos, quer o Radamel Falcao, quer o James Rodriguez, foram contratados a clubes argentinos. O Falcao ao Rivel Plate e o James ao Club Atlético Banfield.
Mas sim, é verdade, que temos contratado muitos jogadores argentinos, que não têm demonstrado valor para integrar o plantel do FC Porto.