sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A culpa não era do Jesualdo


A SAD do FC Porto chegou a acordo com o Braga e emprestou Ukra aos “arsenalistas” do Minho até ao final da época 2011/12. Sendo um dos jogadores menos utilizados por André Villas-Boas, não se pode dizer que tenha sido uma grande surpresa, a não ser a duração do empréstimo (um ano e meio). De facto, independentemente do que Ukra fizer até ao final desta época, e mesmo que a SAD venda algum dos seus avançados/extremos (por exemplo, Cristian Rodriguez ou Hulk), já se sabe que Ukra não entra nas contas de AVB para a próxima época.

Mas, afinal, Ukra tem ou não valor para integrar o plantel do FC Porto?
É algo para o qual a estrutura do FC Porto já deveria ter uma resposta, porque Ukra não é propriamente um jovem desconhecido de 17-18 anos, que esteja em período de adaptação ao futebol profissional. Formou-se nas camadas jovens do FC Porto, é internacional sub-21 e já fez a “rodagem” habitual (nas últimas duas temporadas no Olhanense e na anterior no Varzim). Quando terminar o empréstimo ao Braga terá 24 anos (nasceu em 16 de Março de 1988) e a dúvida que se coloca é se nessa altura regressará ao FC Porto para ficar, ou se servirá para “moeda de troca”.

Já aqui falamos várias vezes da dificuldade de jogadores que passaram pelas camadas de formação se afirmarem no plantel do FC Porto, algo que esta dispensa do Ukra vem de algum modo confirmar. Aliás, sem contar com o caso do Nuno André Coelho, só esta época tivemos mais três situações:
- Após a saída do Nuno Espírito Santo (pôs fim à sua carreira), poderia ter regressado o Ventura (depois de uma época como titular do Olhanense), mas a SAD optou por contratar o Kieszek para 3º guarda-redes;
- Rabiola foi emprestado ao Aves e Orlando Sá ao Nacional, tendo o plantel ficado com apenas dois pontas-de-lança, devido ao falhanço da contratação do Kléber;
- Castro que, supostamente, esta época ia ser uma “grande aposta”, foi emprestado ao Gijon.

Presumo que todas estas decisões tenham sido tomadas pelos dirigentes da SAD, com a concordância do André Villas-Boas. Ora, para quem dizia que a culpa de não haver uma aposta na “prata da casa” era do Jesualdo (acusado de preferir marianos e guarins), não podia haver melhor resposta, os factos falam por si.

De resto, em Janeiro de 2011, que balanço pode ser feito do projecto Visão 611?

P.S.1 Castro e Ukra estavam inscritos na Liga Europa e, com as suas saídas, passamos a não ter ninguém para ocupar as vagas que existem na UEFA para inscrição de jogadores formados no clube.

P.S.2 No plantel actual, há quatro jogadores formados no Sporting - Beto, Rafa, Moutinho e Varela - e nenhum que tenha passado pelas camadas jovens do FC Porto.

P.S.3 Se o Walter fosse português e tivesse passado pelos escalões de formação do FC Porto, ainda estaria no plantel ou em Janeiro teria tido um destino semelhante ao de Castro e Ukra?

57 comentários:

Miguel Pereira disse...

Zé,

A resposta ao teu segundo PS define a politica desportiva do FCP. Obviamente que Walter nunca estaria no plantel. É preciso ir gastar dinheiro ao Brasil, com comissoes à mistura, para ocupar um posto que o Orlando Sá podia fazer mas como nem para o banco serve, nem como alternativa é credivel, fica claro que está no plantel a fazer de ponte aérea como tantos outros.

Iturbe, Kelvin, Walter, James são os sucessores do Anderson, jogadores contratados ou por contratar que dão comissoes a agentes ou fundos internacionais, alguns bons momentos à equipa e depois um previsivel encaixe à SAD já que sao todos jogadores referenciados na Europa mas por clubes que não têm pachorra para a sua adaptação (basta ver o que se perdeu com o Pastore, hoje um dos melhores médios do Mundo, e que o Palermo já pos à venda por 50 milhoes).

O jogador portugues deixou de ser uma estrela imediata e particularmente a escola mais dura do FCP. Se os extremos do Sporting ainda conseguem valorizar-se, os nossos jogadores nao interessam para nada para o mercado internacional porque sao formados para um clube concreto com uma mistica muito propria. Castro, Ukra, Gama, Vieirinha, Machado e companhias nunca valerão tanto no mercado como os sul-americanos que importamos, logo a SAD prefere descartá-los, mesmo correndo assim o risco de descartar também a nossa identidade.

Um problema antigo e para o qual nao ha VISAO que resista.

um abraço

Orlando disse...

E o Diogo Valente por onde anda?

José Rodrigues disse...

Parece q o projecto 611 afinal era o projecto 011...

Não deixa de ser irónico q quando se lançou um projecto com fanfarra para incorporar mais gente da casa no plantel, tínhamos... 6 jogadores da casa no plantel:

Baía, B Alves, Ricardo Costa, Postiga, Vieirinha e Castro.

Ou seja, o objectivo de 6 jogadores em 2011 até nem era lá muito ambicioso, convenhamos. Mas falhámos completamente, tendo hoje zero no plantel (no Verão presumo q entre um par de jogadores, mas não deixa de ser um enorme fracasso).

Não acho q isto seja minimamente dramático, mas não deixa de ser um bocado chato. É q à custa disto gastamos muitos mais milhões por ano em passes e salários, nomeadamente na contratação de jogadores q ocupam as vagas q estes jogadores da casa iriam ocupar. E dinheiro gasto num lado é dinheiro a menos para outras coisas.

Além disso há a questão (menor, mas relevante) das inscrições na Europa. Não me parece q alguém ache q o plantel actual seja muito extenso, mas mesmo assim somos obrigados a deixar uns 3 ou 4 jogadores de fora nas inscrições - precisamente porque só se pode inscrever 21 jogadores q não sejam prata da casa.

José Rodrigues disse...

Além disso, o José Correia toca num ponto q me parece relevante: a comparação q faz com Walter.

Tenho visto muitas vezes uma dualidade de critérios da parte dos adeptos na questão da prata da casa. Muita gente diz q é bom q sejam emprestados porque "precisam de jogar regularmente", mas já não diz o mesmo para as contratações da mesma idade (ou até mais jovens). Isso é inconsistente.

Da mesma forma é inconsistente q se diga q para entrarem no plantel (nem q seja como 2a ou 3a opção) têm q ter imensas provas dadas, mas já não pedem o mesmo das contratações (e temos tido um nr bem razoável de contratações sem grandes provas dadas: Guarin, Renteria, Sereno, etc).

Eu acho perfeitamente possível q se tenha uns quantos (pelo menos 4 ou 5, digamos) jogadores da casa no plantel, mais não seja como 2a ou 3a opção. Acho q a nossa prata da casa tem valor para isso. Mas para tal temos q passar a contratar menos, porque quando se coloca a prata da casa a lutar por um lugar contra várias contratações de muitos milhões (como foi o caso do Ukra e Castro este ano) estamos a encaminhá-los para a porta de saída.

José Rodrigues disse...

Finalmente, discordo em parte do José Correia na responsabilidade da falta de aposta nos jogadores. Essa responsabilidade é a dividir entre direcção e treinador, não apenas da direcção. Foi assim com Jesualdo e é assim com AVB. Não me acredito por exemplo q foi por indicação da direcção q o AVB não deu mais oportunidades de jogar ao Castro...

hulk mocc disse...

Concordo por inteiro com o "tom" do post e com os comentarios do José Rodrigues.

Pergunto-me o que anda o FCP a fazer quando o Barcelona é o que é graças à prata da casa "La Masia" (centro de treinos do FCB).

Onde estão os nóssos símbolos? Onde está o nósso Puyol/Jorge Costa/João Pinto? Onde está o nosso Xavi ou o nosso Iniesta?

Já se fala em Moutinho e Otamendi para capitães, mas tirando o potencial carisma destes 2 jogadores, que cultura de FC Porto têm eles?

Jorge disse...

Os casos do Walter e do Castro e Ukra sao diferentes.
Os jogadores formados no Porto precisam de jogar enquanto o Walter precisa antes de tudo de se adaptar ao futebol europeu e principalmente ao Porto. E visto como um jogador com grande potencial mas com alguns problemas e por isso precisa de ter um outro tipo de acompanhamento. Acho que tivemos pouca paciencia com o Luis Fabiano entre outros e desaproveitamos um grande jogador.
Quanto ao numero de jogadores das camadas jovens no plantel principal nao vejo grandes problemas deste que a mistica do clube seja internalizada pelos jogadores de uma forma ou de outra.
A formacao pode dar rendimento de outras formas, como tem vindo a dar, e estatisticamente, se quisermos ter os melhores 23 jogadores que o nosso orcamento pode comprar e melhor ir busca-los a um universo de milhoes de jogadores formados por esse mundo fora do que nos restringirmos aos jogadores formados no clube.

José Rodrigues disse...

Jorge, desculpa lá mas com a tua argumentação ainda reforças mais a lógica para emprestar o Walter: é q muito mais depressa se adapta ao futebol português jogando regularmente num clube médio português do q ficando na bancada ou banco do FCP, carago!

De resto o Walter é um ano mais novo do q Ukra ou Castro, e tem tantas épocas de senior a jogar como esses jogadores (ou seja, tem tanta rotação acumulada como estes dois). E o problema dele certamente não pode ser apenas de adaptação: a realidade é q não é nenhum talento puro precoce, ao contrário de outros jovens q vieram do Brasil (por ex Anderson ou Diego), apesar de até ter custado mais ou menos o mesmo. Algum talento e potencial terá certamente, mas nada q se compare com esses jogadores.

Aliás, se fosse (ainda q algo inadaptado) certamente q era utilizado mais frequentemente pelo AVB, não tendo este último nas últimas semanas mais nenhum avançado disponível.

Leceiro disse...

E de quem é a culpa das dispensas de jogadores como Paulo Machado ou Vieirinha ou avalizar prodígios como Benítez, Mareque, Mariano, entre outros? Deve ser do AVB...

Pedro disse...

Caro José Rodrigues,

Mas julgas que seria possível contratar um Diego ou um Anderson nos dias de hoje?

O Brasil não é mais o País que exporta tudo e todos. Os melhores estão muito mais caros e possivelmente só acessíveis a emblemas de outro porte.

Não por acaso o Ronaldinho Gaúcho retornou com um salário de 1milhão de dólares/mês. Ou não por acaso não se equaciona uma venda de um Ganso ou de um Neymar por menos de 30/40/50 milhões de euros .. e olhe lá.

A única chance de scouting é com talentos por limar que sendo mais baratos, podem se valorizar num clube como o Porto.

David disse...

Mas, desculpe-me a "insolência", para que é para aqui chamado o Jesualdo? Isto que se passa com a prata da casa já vem de muito antes dele e continuará depois do Vilas Boas.

A nossa formação há muito que não produz um Jaime Magalhães, um João Pinto ou um Fernando Couto (e já nem vou recuar mais), mas, caramba, Guarins, Benitez, Marianos, Predigers, Mareques e Renterias produ-los todos os anos, pelo que de facto o mal está na política de contratações do clube. Devemos, aliás, ser o clube do mundo que mais suplentes contrata - e entre os que mais jogadores contrata.

Quanto ao Walter, é evidente que se fosse da formação andava para aí emprestado. Como não é, vai para a bancada ou joga contra o Limianos.

O sucesso do FCP desde que esta política assentou arraiais (essencialmente depois de 2004) não se deve a ela, antes tendo sido conseguido apesar de tão absurda política.

Pedro Malaquias disse...

Enquanto Benfiquista, penso que o que afirma poderá ser passado para o meu clube. De facto, a realidade é a mesma e, infelizmente, ambos os clubes preferem apostar lá fora, muitas vezes em jogadores sem provas dadas, quando têm jovens que, tendo oportunidades, poderiam ser óptimos.

A ideia de por jogadores a rodar ano após ano não serve para nada. Para mim, eram emprestados até aos 21 anos no máximo. A partir desse momento, já se sabe se o jogador é bom ou mau.

Só não concordo com um ponto na sua análise. Acho que o empréstimo do Ventura faz todo o sentido(penso que a posição de gr é especial). Considero-o um guarda redes bastante promissor e acho que será melhor ser titular num clube onde estará constantemente a ser chamado a intervir e, logo, testado, do que fazer meia dúzia de jogos numa época.

Por outro lado, também acho o modelo do SCP completamente errado, na medida em que parece que basta serem das escolas para jogar, mesmo quando não têm qualquer qualidade... De qualquer forma, se não existe dinheiro, essa solução é imposta...

José Rodrigues disse...

"se quisermos ter os melhores 23 jogadores que o nosso orcamento pode comprar e melhor ir busca-los a um universo de milhoes de jogadores formados por esse mundo fora do que nos restringirmos aos jogadores formados no clube."

A questão não é essa, mas sim mais específica: supondo q a quantia a gastar com o plantel no total em salários e passes é fixa (não é, mas suponhamos q sim), o q será preferível?

1) ter apenas jogadores contratados, obrigando assim a fazer menos contratações de vulto (ou por outras palavras, muito menos seguras), espalhando o dinheiro "pelas aldeias"

2) ter uns quantos jogadores da casa, podendo assim encaminhar um valor considerável extra (digamos uns 10 a 20M€/ano, entre passes e salários) para a meia-dúzia de contratações q, neste cenário, se faz na mesma por ano (em vez de uma dezena)

Eu sinceramente prefiro a 2a opção.

José Rodrigues disse...

"Mas julgas que seria possível contratar um Diego ou um Anderson nos dias de hoje? Os melhores estão muito mais caros"

Curioso q digas isso, já q toda a gente fala em crise e no apertar do cinto dos clubes (em geral, na Europa) nas contratações...

Eu não vejo tanta crise como isso, mas tb não vejo uma inflação generalizada dos valores de passe (a não ser no FCP). Basicamente, pelo q tenho visto na Europa a inflação nos valores de passe tem sido, em média nos últimos 3 ou 4 anos, basicamente zero. Nem tem subido, nem tem descido.

De qq forma claro q o FCP continua a ter capacidade para comprar jogadores "de nome feito", se quisermos colocar as coisas nesses termos. Não os jogadores q são mesmo de top a nível mundial, claro q não (isso nem no tempo q comprámos Diego ou Anderson), mas jogadores com um CV muito respeitável, ainda q jovens. Foi, aliás, o caso com Moutinho, por exemplo, ou Falcão.

Pedro disse...

Durante toda a época tive vontade de ver o Ukra e o Castro a terem mais sorte. A verdade é que não tiveram muitas hipóteses sendo que as que tiveram não foram aproveitadas para exibições de encher o olho. Agora parece-me justo lembrar que o AVB terá dito que os preferia ver no plantel, mas que respeitaria a sua vontade caso essa fosse de quererem rodar noutro clube.

Parece-me a mim que este ano, a equipa procurou fazer render o plantel que tinha. Jogadores como o Guarin ou o Belluschi já eram entendidos como versões actualizadas do Prediguer ou Renteria, ou seja imprestáveis. O facto é que foram valorizados e hoje até aparece quem diga que o Guarin merecia o lugar de Fernando. Parecia impensável há apenas uns meses atrás.

No resto foram contratados cinco jogadores, o Otamendi e o Moutinho, que têm jogado, e que substituiram duas vendas importantes no ano passado, e três jogadores que sendo muito jovens poderiam ser entendidos como um misto de reforço de plantel e potencial para o futuro - o Walter, o James e o Souza. Pelo investimento e pelo risco não me parece tão censurável que tenhamos contratado esses três. Mas confesso que conheço pouco a equipa de juniores e teria dificuldade em dizer se o nível desses três jogadores estaria ou não acima do que foi produzido na casa.

José Rodrigues disse...

@ Pedro Malaquias

Ora aqui temos um exemplo em q concordo com um lampião, LOL

Sim, tb acho q não devíamos ter repescado Ventura para 3o GR no FCP. Tendo nós 2 bons GRs, acho q para 3o GR devíamos ter utilizado um GR ex-junior na sua 1a época de sénior.

O Ventura fará sentido repescar mas sendo *pelo menos* 2o GR, i.e. alguém para lutar pela titularidade. Ou seja: quando o Helton ou Beto saírem...

E sim, tb concordo (já o disse antes) q a "aposta" do SCP em jovens é acima de tudo imposta por não terem dinheiro. O problema deles está em errar mais nas contratações q fazem, e em muitas outras coisas (como uma estrutura q mais parece um circo, falando aqui da situação em geral nos últimos anos com direcção e treinadores).

Pedro disse...

"Curioso q digas isso, já q toda a gente fala em crise e no apertar do cinto dos clubes (em geral, na Europa) nas contratações..."

Caro José,

Eu vivo desde 2005 no Brasil e posso garantir-te que as coisas estão muito diferentes.

A crise é primeiro que tudo Europeia e Americana. Aqui o PIB cresceu no ano passado 7% e o nível de vida acompanha.

É evidente que há possibilidade de comprar jogadores com nome feito. 50% do Otamendi veio por 4 milhões com uma put option que obriga a um dispêndio de outros tantos. O que valoriza um central num patamar só razoável porque pouco tempo antes havíamos vendido o B.Alves.

O Falcão foi uma aposta que deu certo, ainda bem, mas se fossem favas contadas, o Porto teria comprado logo à cabeça 100% do passe. O Moutinho foi um negócio de circunstância e que não foi propriamente barato para o CV.

O Diego era o nº10 do Santos de Robinho. talvez o equiparado a um Ganso nos dias de hoje, que por acaso está lesionado, mas que se cogitou seria transferido por 50 milhões de euros para o real Madrid. Curioso que quando perguntaram ao LFV se estaria interessado no Wesley, ele respondeu, quanto a mim sinceramente, que o benfica não teria capacidade para contratar um jogador ao Santos.

Curioso que tenham contratado o Ramires ao Cruzeiro, mas provavelmente só com uma preciosa ajuda do Iraniano Kia Joorabichian que logo tratou de direccionar o jogador para o Chelsea não deixando grande lucro ao benfica.

Sejamos claros e vejamos as coisas como elas são. Jogador feito só chega a um clube Português por empréstimo ou por favor de empresários. O próprio Hulk chegou quase como desconhecido.

José Rodrigues disse...

"Durante toda a época tive vontade de ver o Ukra e o Castro a terem mais sorte. A verdade é que não tiveram muitas hipóteses sendo que as que tiveram não foram aproveitadas para exibições de encher o olho."

Eu não vi exibições de "encher o olho" a Walter, James ou Souza nos jogos q fizeram... nem a tantos outros contratados no passado quando cá chegaram (Guarin, por exemplo). Para mais, nas raras oportunidades q tiveram praticamente nunca foram oportunidades a sério, i.e. sendo incorporados ao lado de habituais titulares.

"Parece-me a mim que este ano, a equipa procurou fazer render o plantel que tinha."

Acho q claramente não foi o caso em geral, caso contrário não tínhamos feito 8 contratações para o plantel (8 não é exactamente coisa pouca).

"Jogadores como o Guarin ou o Belluschi já eram entendidos como versões actualizadas do Prediguer ou Renteria, ou seja imprestáveis. O facto é que foram valorizados e hoje até aparece quem diga que o Guarin merecia o lugar de Fernando."

Pergunto-me portanto onde poderiam chegar P. Machado ou Castro se tivessem metade das oportunidades q o Guarin teve em 3 anos... quanto ao Belluschi, pareceu-me 100% claro q o problema foi q o JF quis fazer dele o q não era (digamos, querer fazer de um piano um martelo).

"Pelo investimento e pelo risco não me parece tão censurável que tenhamos contratado esses três. Mas confesso que conheço pouco a equipa de juniores e teria dificuldade em dizer se o nível desses três jogadores estaria ou não acima do que foi produzido na casa."

Equipa de juniores?? Mas q comparação mais disparatada. A concorrência de algumas contratações não é os juniores de hoje, mas sim os juniores de há 2, 3 ou 4 anos atrás. Enfim, os Ukras, Castros, Vieirinhas, etc.

Eu sinceramente não achei piada nenhuma à contratação do Walter, pq acho q não fazia falta nenhuma (tendo nós já Moutinho, Ruben, Castro e Guarin para a mesma zona), e não veio exactamente em saldos. Ainda se fosse trinco, ok, mas não era nem é.

A do James tb me pareceu desnecessária. Estávamos bem servidos com Hulk, Varela, Cebola, Ukra (e ainda havia Mariano e outros emprestados caso fosse necessário, como Vieirinha), e mais uma vez não veio em saldos nem nada q se pareça (foi aliás um bocado caro para o CV q tem, ao ser avaliado em mais de 7 milhões de euros - 5.1M€ por 70% do passe).

reine margot disse...

Eu vejo a questão poir outro lado: -todos os Ukras e Castros da vida querem sempre jogar e não têm paciência para ficar no banco ou no estádio a ver os outros jogar, e aprender com eles...
E, depois não há que comparar, p.ex., a qualidade do Jámes com a do Ukra!...(desnecessária a contratação do Jámes?...)
Queremos uma equipe que ganhe tudo? ou queremos uma equipe de jogadores portugueses feitos na formação do clube?
Só depois de dar resposta a estas perguntas é que se pode criticar!
Eu, por mim, prefiro ganhar...

José Rodrigues disse...

"Eu vivo desde 2005 no Brasil e posso garantir-te que as coisas estão muito diferentes. A crise é primeiro que tudo Europeia e Americana. Aqui o PIB cresceu no ano passado 7% e o nível de vida acompanha."

Pensei q tinha ficado bem claro q eu estava a falar do mundo do futebol e do mercado de transferências em particular, e não da economia em geral (a correlação entre as duas coisas é muito fraca em geral). Volto a repetir, vejo o mercado de transferências (valores) relativamente estável em geral nos últimos anos, sem inflação nem deflação.

Pedro disse...

"Acho q claramente não foi o caso em geral, caso contrário não tínhamos feito 8 contratações para o plantel (8 não é exactamente coisa pouca)."

De facto não estava a contar com três que me havia esquecido - o Rafa, o Sereno e o Kieszek. Mas sinceramente parece-me que se trata de gestão de expectativas. Na verdade substituiram jogadores que estariam provavelmente a quererem outro clube para poder jogar com mais regularidade. Vendemos/emprestamos um lateral, um central e um GR que seriam importantes para um plantel mas não jogando com a regularidade que queriam, possivelmente queriam outra experiência.

"Pergunto-me portanto onde poderiam chegar P. Machado ou Castro se tivessem metade das oportunidades q o Guarin teve em 3 anos... "

Não sei. Mas se existiu erro na contratação do Guarin, esse erro tem três anos. Agora que está no plantel tem que se fazer o melhor que se possa para ou valorizá-lo para vender ou para render.

"Equipa de juniores?? Mas q comparação mais disparatada. A concorrência de algumas contratações não é os juniores de hoje, mas sim os juniores de há 2, 3 ou 4 anos atrás. Enfim, os Ukras, Castros, Vieirinhas, etc."

Com o devido respeito, disparatada parece a tua resposta. Acho que dá perfeitamente para entender o sentido do que eu disse. Eu não falei em equipa de juniores de 2009 ou 2010. Falei como sentido de comparação entre a massa jovem criada no clube e a que vem de fora.

Quanto ao Souza (penso que era essa que te referias) e ao James, penso que talvez fossem contratações a ser evitadas. Mas é sempre mais fácil ter essa opinião uns meses depois de terem vindo. São de qualquer forma jovens com potencial de mercado, pelo que o risco de contratação é relativamente baixo

Jorge disse...

Jose Rodrigues"

Eu disse que o Walter e visto como um jogador com grande potencial mas com alguns problemas e por isso precisa de ter um outro tipo de acompanhamento.
Ou seja rodar fora do clube nao e a melhor opcao por causa das caracteristicas especificas do jogador.

Quanto as contratacoes nao concordo com o que dizes.

E mais provavel encontrar jogadores de alta qualidade numa pool de alguns milhoes de jogadores do que nos 100 que sairam das escolas de formacao nos ultimos anos. Por isso e normal que um plantel que de prioridade a alta qualidade haja muitos mais jogadores de fora. E verdade que os jogadores da casa teem outras caracteristicas importantes mas essas caracteristicas precisam de ser acompanhadas por qualidade.

Quanto a questao de poupar dinheiro nao e claro que poupemos tanto quanto isso, quando muito poupamos os custos de transaccao.
Se o valor do mercado do jogador da casa for X, isso quer dizer que podemos ficar com o jogador ou vencer o jogador por X. Por isso teremos um custo de oportunidade de X menos os custos de transaccao ao nao vender o jogador.
O que e preciso ter em conta e que os jogadores formados no Porto parecem ter um valor do mercado em media inferior ao valor medio daqueles que temos contratado, o que devera dizer qualquer coisa.

Pedro disse...

"Pensei q tinha ficado bem claro q eu estava a falar do mundo do futebol e do mercado de transferências em particular, e não da economia em geral (a correlação entre as duas coisas é muito fraca em geral). Volto a repetir, vejo o mercado de transferências (valores) relativamente estável em geral nos últimos anos, sem inflação nem deflação."

São opiniões, aliás como dizia Luciano d'Onofrio, o futebol são opiniões.

A minha opinião é a de que o mercado de transferências não tem crescido pela Europa ocidental exactamente por conta da estagnação económica. Não por acaso, certos Países expostos a realidade diferente (como a Rússia ou em menor escala a Ucrânia) têm contratado mais do que antes.

Eu achei curioso que o Corinthians pagasse 2 milhões por um avançado de 34 anos (Liedson), bem como achei extraordinário que o salário do Ronaldinho Gaúcho no Flamengo fosse 1,7 milhões de reais/mês. Parece que a crise nas transferências e contratações não passou por aqui, e o valores foram bem inflacionados.

Mas tudo bem .. não vou argumentar mais.

José Rodrigues disse...

"E, depois não há que comparar, p.ex., a qualidade do Jámes com a do Ukra!...(desnecessária a contratação do Jámes?...)"

Tendo custado mais de 5M€ por 70% do passe, MAU ERA se o James não era melhor do q o Ukra, digo eu!

A questão não é essa (se bem q não vi uma diferença enorme entre os dois até agora), mas sim:

1) o James fazia falta para ganharmos títulos? Tendo já nós Hulk, Varela, C Rodriguez (um jogador q é para "espremer", sendo muito caro), Ukra e Mariano, muito difícil vinha fazer grande diferença

2) Os 5.1M€ não dariam mais jeito noutro lado?

3) Os 5.1M€ (por apenas 70% do passe) correspondem a uma oportunidade única de "negócio", i.e. a um preço de saldo para o CV q tinha? Terá ele muito mais probabilidade de vir a valer 10M€ do q um Ukra vir a valer 3M€ (10 - 7 = 3)?

José Rodrigues disse...

"Queremos uma equipe que ganhe tudo? ou queremos uma equipe de jogadores portugueses feitos na formação do clube?"

Vamos então a ver se o James ou o Souza (e falo destes dois pq vieram tapar mais Castro e Ukra) vão fazer a diferença entre ganharmos títulos, ou não. Para já não fizeram diferença nenhuma em nenhuma das competições, mas quem sabe até ao fim da época...

Além disso volto a relembrar q não se trata de poupar dinheiro para meter no banco, mas sim desviar dinheiro para reforçar ainda mais as verdadeiras carências do plantel (e não tínhamos carências para médio de transição nem para alas). É q poupando-se nestas contratações sobra muito mais dinheiro para por ex comprar defesas laterais de qualidade ou centrais, por exemplo...

Pedro disse...

"Tendo custado mais de 5M€ por 70% do passe, MAU ERA se o James não era melhor do q o Ukra, digo eu! "

Eu acho que o James foi contratado para evitar que caisse no Benfica. Curiosamente o Porto já vendeu mais outros 30% do passe, ou seja praticamente anulou o custo de aquisição mas também uma potencial mais-valia. Não por acaso, o empresário reclamou mais espaço na equipa depois desse negócio, temendo que o Porto não fizesse mais para valorizar o jogador, porque já nem tinha muito do passe.

Nesse sentido e lembrando que só agora com salvio, o benfica está melhorzito com extremos, terá sido interessante contratar um jogador que poderia ter fortalecido o rival directo. É evidente que não se pode dizer isto nestes termos mas parece-me que foi o que aconteceu.

José Rodrigues disse...

"Quanto ao Souza (penso que era essa que te referias) e ao James, penso que talvez fossem contratações a ser evitadas. Mas é sempre mais fácil ter essa opinião uns meses depois de terem vindo."

No q me diz respeito, não estabeleço opiniões retrospectivamente. A 11 de Agosto escrevi o seguinte em artigo aqui no RP, a propósito do James:

"Pessoalmente é a contratação que à partida menos compreendo devido à qualidade e quantidade de que já dispunhamos para a posição. Não fariam os muitos milhões mais falta em outras posições que estão menos bem servidas e/ou em ajudar a segurar alguns titulares mais tempo no FCP, tendo em conta que temos uma situação financeira bastante apertada?

Aliás, até mesmo financeiramente não me esqueço de que Hulk e Cebola também custaram bastantes milhões e deviam ser para valorizar ou ao menos retirar forte rendimento em campo (para além de estarmos a cortar drasticamente as oportunidades de Ukra poder evoluir e afirmar-se, ele que já hoje é um jogador com qualidade q.b. para estar no FCP, o que não é para todos)."

Do Souza não escrevi em artigo, mas escrevi em caixa de comentários na altura (não sei em q artigos ao certo) exactamente o q acabei de escrever hoje.

miguel87 disse...

Pegando pelo titulo deste post, vejo-o como mais um grande elogio ao Mestre André!
Se as coisas continuam tão mal como antes, se o treinador continua a dispor de jogadores tão "fracos" como Guarin, Belluschi, Mariano, etc. mais a "prata da casa" e a qualidade duvidosa dos reforços, que conclusão tirar senão que tem feito muito melhores resultados e exibições então nem se fala!

Agora já se sabe que temos que aguardar pelo fim da época para tirar as conclusões devidas - parafraseando o mister "não é preciso lições de mestre para saber que é como acaba que interessa".

Para já, para não fazer igual ou pior que o seu antecessor, AVB tem que acabar o campeonato em 1º lugar e com 2 pontos de vantagem sobre o 2º classificado!

José Rodrigues disse...

"Por isso e normal que um plantel que de prioridade a alta qualidade haja muitos mais jogadores de fora."

Como no Barça, Man United (8 jogadores da casa no plantel), Lyon, Real Madrid, etc? ;-)

Tudo clubes q até têm condições financeiras q nós não temos para ir comprar os melhores por esse mundo fora...

De qq forma, adiante: há um aspecto q ainda não foi discutido a sério. Penso q é claro q:

1) o projecto 611 foi um fracasso total

2) isso aconteceu seja porque não se aproveita direito o q sai da casa, seja porque o q sai da casa não presta. Ou uma mistura das duas coisas. Não pode haver outras opções.

Eu acho q foi um misto das duas coisas, mas presumindo q o problema fundamental é q a prata da casa não presta, e tendo em conta q se deu grande ênfase (pelo menos em paleio, mas tb estamos melhor de infraestruturas) à formação desde há 5 anos com o "611", qdo até tínhamos muito mais gente da formação do q agora... coloca-se a questão: porque falhou tão redondamente?

José Rodrigues disse...

"Curiosamente o Porto já vendeu mais outros 30% do passe, ou seja praticamente anulou o custo de aquisição mas também uma potencial mais-valia"

Vendeu metade (35%) do q tinha exactamente ao preço de custo. Sobra portanto 35% na nossa posse q nos custaram 2,55M€ (mais comissões).

Esta venda foi um bocadinho esquisita, por acaso. Gostava imenso de saber quem é q está por trás desta "Gol Football Luxembourg" q nos comprou essa tranche...

David disse...

Pedro,

Os seus comentários acerca do crescimento económico do Brasil face à estagnação europeia, mesmo que isso tivesse reflexo paralelo no futebol (e acho que não tem: os turcos fartam-se gastar dinheiro em jogadores e a Turquia está longe de ser um caso de sucesso económico), pecam num pormenor: é que, mesmo com o seu fantástico crescimento, o PIB/capita brasileiro é apenas metade do português, pelo que não vejo que relação isso possa ter com o preço dos jogadores brasileiros. Mas admito que eles estejam mais caros por alguns clubes brasileiros terem mais dinheiro do que era costume.

Jorge disse...

Tirando o Barca que tem um modelo de jogo que e desenvolvido nas escolas o que aumenta o valor do jogador de casa relativamente aos de fora, tanto o Real Madrid como o Manchester United nao teem uma elevada percentagem de jogadores da casa no plantel principal.
Outro aspecto desses clubes que e preciso tomar em conta e que tendo as melhores escolas de formacao de paises de uma dimensao muito maior teem a possibilidade de seleccionar jogadores para as suas escolas de uma pool maior.
O Porto tem uma pool menor que e partilhada com outros clubes.
Talvez a melhor comparacao deva ser feita com o Ajax que tem uma das melhores formacoes mundiais e que, se nao me engano, tem uma larga percentagem de jogadores formados no clube na equipa principal... Mas o que que o Ajax tem feito a nivel desportivo e mesmo financeiro. Tiveram agora um encaixe significativo com um jogador formado fora do clube.
Nao digo que nao se deva apostar em jogadores do clube, ou que nao se deva definir objectivos mais ambiciosos em termos de formacao, mas as coisas nao sao assim tao simples, e dado a dimensao (fisica e economica) do nosso pais acho que o Porto e mesmo o Benfica estao a fazer grandes omoletes com poucos ovos.

José Rodrigues disse...

"tanto o Real Madrid como o Manchester United nao teem uma elevada percentagem de jogadores da casa no plantel principal"

O Man Utd, como disse, tem 8. O Real tem 5. Nós temos zero.

"Outro aspecto desses clubes que e preciso tomar em conta e que tendo as melhores escolas de formacao de paises de uma dimensao muito maior teem a possibilidade de seleccionar jogadores para as suas escolas de uma pool maior."

O q interessa não é o tamanho da pool, mas sim a sua qualidade e a concorrência. A Inglaterra tem tido na última década melhor matéria prima q Portugal?? Além disso, ao contrário do q foi dito a concorrência em Inglaterra é muitíssimo maior do q em Portugal. Em Portugal os 3 grandes se quiserem açambarcam tudo, tal a disparidade de meios; em Inglaterra, há muito maior equilíbrio entre uns 10 a 20 clubes.

De qq forma e falando ainda da matéria prima portuguesa... Rolando, Bebé, Ruben, Coentrão, os 4 jogadores q temos do SCP, etc etc, foram formados onde? Na China?

E não me venham com coisas: se Sereno e E Rafael têm qualidade suficiente para fazer do plantel do FCP, então há alguns da casa q tb têm.

Se estes últimos acabam por não ficar/afirmar porque se fazem imensas contratações para as suas posições, então já não é uma questão de não terem qualidade suficiente para o plantel mas sim de se lhes criar enorme concorrência devido a contratações "de futuro", o q já é outra história.

José Correia disse...

José Rodrigues disse...
discordo em parte do José Correia na responsabilidade da falta de aposta nos jogadores. Essa responsabilidade é a dividir entre direcção e treinador, não apenas da direcção. Foi assim com Jesualdo e é assim com AVB

Penso que neste aspecto não estamos em grande desacordo. Eu também penso que a responsabilidade é a dividir entre a Direcção (política do clube para estes jogadores) e o treinador.

O que eu quis salientar com este artigo, e daí o título do mesmo - "A culpa não era do Jesualdo" -, foi desmistificar uma ideia propalada por muitos portistas nos últimos anos, de que a culpa de haver uma menor aposta em jogadores dos escalões de formação era quase em exclusivo do Jesualdo. Ora isso não é verdade, conforme se comprova esta época.

Pedro disse...

Caro David,

Convem recordar que o PIB per capita Brasileiro é bastante heterogéneo e como tal o valor médio é influenciado negativamente por regiões do Norte/Nordeste e positivamente pelas do Sul/Sudeste.

Ainda assim convem recordar que é um País com cidades cheias de contrastes e como tal, existe muita riqueza em São Paulo, Campinas ou BH, mas isso não significa que não haja muito miséria nessas cidades. A parcela da população de classe média/média alta/alta, que é muito mais volumosa que há um tempo atrás, permite que haja muito mais pagantes por canais de deporto ou por ingressos mais caros nos estádios.

Como exemplo posso dizer-lhe que PIB per capita da Itália é mais baixo que o da Suíça, mas o da Lombardia não, e por isso clubes como o Milan ou o Inter são clubes fortes. Naturalmente que existem outros factores que contribuem para a dimensão económica do futebol como o sejam o próprio interesse que é despertado nas pessoas. Nesse particular o Brasil não fica atrás de nenhum outro País.

Entende o meu ponto de vista?

José Correia disse...

Pedro disse...
Durante toda a época tive vontade de ver o Ukra e o Castro a terem mais sorte. A verdade é que não tiveram muitas hipóteses sendo que as que tiveram não foram aproveitadas para exibições de encher o olho.

As exibições do Walter e do Souza (dois jogadores contratados esta época e da mesma faixa etária) também não foram de encher o olho.

Tendo até agora provado menos, por que razão não foi emprestado o Souza em vez do Castro? Pois...

Pedro disse...

"Tendo até agora provado menos, por que razão não foi emprestado o Souza em vez do Castro? Pois..."

Caro José Correia,

Passou-lhe pela cabeça que talvez o Castro tenha sido emprestado porque queria. E talvez o Souza tenha entendido que poderia ser melhor ficar como 2ª opção no Porto.

Se foi isso, o que aliás é o que AVB diz, não seria justo deixar o jogador noutro clube pelo tempo do empréstimo?

É ou não verdade que AVB disse que preferia que Castro e Ukra ficassem mas que não negaria a vontade de sairem para empréstimo.

Ou acreditamos que falou a verdade ou que ele é cínico. Eu acredito que ele falou a verdade porque se não preferia vê-lo fora do clube.

José Correia disse...

miguel87 disse...
para não fazer igual ou pior que o seu antecessor, AVB tem que acabar o campeonato em 1º lugar e com 2 pontos de vantagem sobre o 2º classificado!

Para já, para não fazer pior que o seu antecessor, o AVB tem de, pelo menos, chegar aos oitavos da Liga Europa (a Liga Europa não é a mesma coisa que a Liga dos Campeões mas eu dou isso de barato).

Mas tendo uma perspectiva mais abrangente e completa, eu diria que para não fazer pior que o seu antecessor, o AVB tem de ganhar este e os próximos dois campeonatos (ou seja, fazer um TRI nos três primeiros anos ao serviço do FC Porto). Além disso, e a partir da próxima época, chegar todos os anos pelo menos aos oitavos da LC.

(Re)lendo o que os críticos do Jesualdo escreveram nos últimos anos, penso que vai ser muito fácil atingir estas metas...

José Correia disse...

@Pedro
O que o AVB diz vale o que vale. Ele também se farta de elogiar o Walter e depois não o coloca a jogar (e às vezes nem no banco), mesmo sem poder contar com o Falcao.

O Souza até pode vir a ser um grande craque mas, até agora, não demonstrou ser melhor que o Castro (bem pelo contrário).
Contudo, quando chegou a altura de diminuir o plantel porque, supostamente, existem médios a mais, quem é que foi emprestado? O Castro.

Foi o Castro que quis sair? Se lhe tiverem dado a entender que ia continuar a nem sequer ser convocado, é natural que tenha querido sair.

Pedro disse...

"Para já, para não fazer pior que o seu antecessor, o AVB tem de, pelo menos, chegar aos oitavos da Liga Europa (a Liga Europa não é a mesma coisa que a Liga dos Campeões mas eu dou isso de barato)."

Eu sou da opinião que devemos defender o técnico, porque acredito que procurará fazer o melhor que pode e que sabe.

Mas esta rejeição de ano passado ao JF foi das coisas que mais entristeceu como portista - a incapacidade de olharmos um pouco atrás e sermos minimamente gratos a quem trabalhou honestamente como pode e como sabe em prol do clube.

Eu defendi que JF saísse porque era difícil ficar no meio de tanta contestação, e não pela sua competência. Mas sinceramente não lhe reconhecer o mérito de ter contribuido para o sucesso do Porto é no mínimo ingratidão dos adeptos.

Mas futebol é assim ... adepto tem memória demasiado curta.

David disse...

Pedro,

Também o PIB per capita de Trás-os-Montes ou do Alentejo é muito mais baixo que o de Lisboa ou Porto. Mas entendo o seu ponto de vista.

miguel87 disse...

José Correia, o que eu queria referir e ficou por escrever na comparação com o antecessor era referente á primeira época no clube, onde se bem me lembro dobramos o campeonato com uma larga vantagem pontual - tal como agora, ou mesmo maior, já não me recordo ao certo - e acabamos aflitos no último jogo com o Aves, quase a perder o campeonato em casa. A diferença é que não tinhamos nenhum adversário tão forte como este benfica dos últimos 2 anos...

ruben disse...

A meu ver o porto devia utilizar o modelo do bayern:

Os jogadores com mais potencial da "cantera" são emprestados a equipas "seguras" da bundesliga em que os contratos de emprestimo são feitos com a duração de 3 anos com a hipótese de o clube o resgatar no final de cada época.
Exemplo? Philipp Lahm!
Ele foi emprestado por 3 anos ao Estugarda, sendo que ao fim de 2 com a proximidade do final da carreira do Lizarazu, o clube resolveu chama-lo para se integrar melhor na equipa!

Para mim essa é a solução! emprestar os jogadores a equipas seguras do nosso campeonato, ( Braga, Guimarães, Académica, Nacional, Marítimo) ou equipas de campeonatos que sejam igualmente ou ainda mais competitivos que o nosso.

digam-me sinceramente o que é que , por exemplo, anda o diogo viana a fazer a jogar no venlo durante 6meses e agora jogar o resto da época no Aves... Nós jogamos SEMPRE para ganhar, e apesar de nunca ter jogado futebol profissional na vida joguei ténis durante 9anos e sei que o nosso jogo é fruto dos hábitos que criamos. Como tal se os nosso miúdos estiverem habituados a jogar em equipinhas que lutam para se agarrarem ao pontinho, como é que serão capazes de chegarem à equipa principal e assumirem a responsabilidade de jogar para ganhar, de saberem que quando tocam na bola têm mais de 10 pessoas no estádio a escrutinarem o que fazem?

Podem-me dizer que quanto maior for a equipa mais dificil é ganhar ritmo e evoluirem, é um facto, mas meus amigos, se eles não agarrarem a titularidade nessas equipas como é que poderão agarrar no Porto?

E andarem a emprestar todos anos a equipas diferentes é o mesmo que nada...vejam o caso do vieirinha: todos os anos ia para um clube diferente, todos os anos começava tudo de novo e acabava a época como um jogador com bastante potencial,para na seguinte começar tudo de novo...quando é que ele explodiu?Na SEGUNDA época no Paok!

José Correia disse...

@miguel87
Podemos fazer vários tipos de comparações. Por exemplo, eu podia usar como referência o campeonato ganho pelo Jesualdo em que o FC Porto chegou ao fim com 20 (!) pontos de avanço em relação ao 2º classificado.

Na minha opinião, é prematuro fazer comparações entre o desempenho do Jesualdo e do AVB. Essas comparações far-se-ão daqui a dois ou três anos se, como espero, o AVB continuar como treinador do FC Porto nos próximos anos (se não continuar será muito mau sinal).

Mas o tema e objectivo deste artigo não é fazer comparações entre o desempenho do Jesualdo e do AVB.

Pedro disse...

"Também o PIB per capita de Trás-os-Montes ou do Alentejo é muito mais baixo que o de Lisboa ou Porto. Mas entendo o seu ponto de vista."

Veja então a coisa em termos absolutos. O PIB do Brasil é 8/9 x o de Portugal e está essencialmente concentrado no eixo Rio-São Paulo. Ou seja dá para entender que essas cidades tem muito mais riqueza do que por exemplo Lisboa.

Agora valores per capita vêm naturalmente alterados porque é um país muito mais heterogéneo que o nosso, mas pelo critério de PIB per capita, a China está abaixo do Brasil, e no entanto todos concordarão que é uma potência económica que só não tem futebol mais desenvolvido porque não é desporto que atraia tanta atenção.

David disse...

Pedro,

Basicamente, tanto a China como o Brasil apenas são "potências económicas" por motivos demográficos. A China é o país mais populoso do mundo (e tendo 4 vezes mais população que os EUA tem um PIB inferior), e o Brasil o quinto mais populoso (e tendo mais do triplo da população de França, Reino Unido ou Itália tem um PIB inferior a qualquer deles).

bostonguy1111 disse...

Não percebo a confusão.

Para o treinador principal do Porto, seja ele o Jesualdo, o AVB, ou outro qualquer, os jogadores são todos iguais. Terem sido formados no Porto, no sporting ou no Coritiba é irrelevante. Jogam os melhores. Tão simples quanto isso e é assim que tem de ser. A questão decorrente dos lugares uefeiros é importante - mas para formar o plantel, não para decidir quem joga. Ainda assim, é importante mas não essencial. Se não houver jogadore
Para jogadores como o Castro ou o Ukra seria uma estupidez ficarem um ano a jogar pouco ou nada.

Parece-me que há um hábito de sobrevalorizar os jogadores da formação em relação aos que vêm de fora. O único jogador da formação do Porto que não está no Porto, nunca jogou no Porto (excluem-se Brunos Alves, Hugo Almeidas e Ricardos Carvalhos) e teria nível para estar no plantel seria o Paulo Machado. Mas esse até foi bem vendido e, francamente, não seria titular nesta equipa, nem sequer a primeira alternativa aos titulares, provavelmente (eu prefiro o Guarin e o Micael ao Machado, são jogadores com um nível actual similar mas com mais potencial para o futuro).

Por exemplo, o Walter: mas há algum jogador oriundo da formação com o talento e potencial do Walter? Nem de longe; eu não trocava o Walter pelo Rabiola e Orlando juntos. Mais: é ÓBVIO que o Orlando Sá (que não é da formação do Porto) precisava de sair para jogar! Jogadores nestas idades não podem ficar 2 épocas consecutivas encostados; já 1 ano é mau. Se o Walter para o ano não agarrar mais minutos, de certeza que é emprestado também. Para já, não percebo o pânico com a situação.

A questão nada tem a ver com a equipa principal ou com a gestão desta (pela SAD e pelo treinador).

Tem, isso sim, a ver com a formação do Porto e igualmente com a formação em Portugal - nomeadamente os quadros competitivos e a falta de um sistema de transição de júnior para sénior mais robusto. A falta de resultados das selecções nacionais jovens nas últimas décadas não é por acaso.

bostonguy1111 disse...

Mais umas notas:

- O Miguel Pereira ainda não conseguiu perceber que o modelo de negócio que ele critica é o que tem permitido a sobrevivência do Porto como um clube capaz de competir na Europa e hegemónico em Portugal. Com portistas destes... E isto nada tem a ver com comissões - o Pereira não passa de um sem carácter que nem sequer lê os relatórios e contas - mas com o talento. Os jogadores da formação não valem tanto como os Andersons, Hulks ou Pepes quando não têm tanto talento como estes. Quando têm - Carvalho ou Alves - valem.

-"Mas, afinal, Ukra tem ou não valor para integrar o plantel do FC Porto? É algo para o qual a estrutura o FC Porto já deveria ter uma resposta, porque Ukra não é propriamente um jovem desconhecido de 17-18 anos, que esteja em período de adaptação ao futebol profissional"

Discordo. Os jogadores têm tempos de maturação diferente. O que não falta são jogadores que só explodem aos 23/24 anos. Basta olhar para o actual plantel: o Sporting não está arrependido de não ter esperado mais um par de anos pelo Varela e Emídio Rafael? Se calhar, está.

"
Da mesma forma é inconsistente q se diga q para entrarem no plantel (nem q seja como 2a ou 3a opção) têm q ter imensas provas dadas, mas já não pedem o mesmo das contratações (e temos tido um nr bem razoável de contratações sem grandes provas dadas: Guarin, Renteria, Sereno, etc)."

Isto é de quem não conhece os percursos dos jogadores em causa. Ou dos que vieram de fora ou dos da formação.

"
Sim, tb acho q não devíamos ter repescado Ventura para 3o GR no FCP. Tendo nós 2 bons GRs, acho q para 3o GR devíamos ter utilizado um GR ex-junior na sua 1a época de sénior."

Quem? È que não estou a ver ninguém nessas condições. Isto de falar em abstracto, sem conhecer a realidade, é mesmo muito fácil. Era óbvio que era necessário encontrar um 3º guarda-redes. A alternativa seria o Ventura ou um júnior com quem dificilmente o clube assinará um contrato profissional. Ou então um ex-juvenil, um puto de 16/17 anos. E se um dos outros dois tivesse uma lesão grave? Como seria depois? E o outro fosse expulso antes de um jogo importante na Europa? Pelo amor de Deus, é preciso ter a noção das coisas.

bostonguy1111 disse...

Este José Rodrigues ou tem pouca cabeça ou não acompanha o clube de perto.

- O Anderson nos primeiros meses de Porto jogou... na equipa B.

- Clubes como o Porto não se podem dar ao luxo de fazer plantéis e comprar a pensar apenas na época seguinte. Não tem dinheiro para isso; e precisa de comprar James(es), de adquirir jogadores com elevado potencial, com possibilidades de rapidamente se tornarem valiosos demais para o clube. Mas também precisa de os adquirir antes de serem Neymares e Gansos (ou mesmo Salvios ou Pastores). E precisa de continuar a vencer, e para isso de ter jogadores prontos a contribuir e uma competitividade interna forte. É por isso que faz sentido adquirir jogadores como o James nesta altura, antes de serem mesmo necessários. Se conseguirem agarrar um lugar de imediato, óptimo; se não, também não há grande drama. Isto para lá de ninguém poder garantir que para o ano haveria outro James para ir buscar (porque este certamente que já não estaria lá).

O José Rodrigues escreve como um dirigente do Sporting nos últimos anos. Viu-se no que deram estas belas teorias.

Manuel disse...

"Gostava imenso de saber quem é q está por trás desta "Gol Football Luxembourg" q nos comprou essa tranche..."

Não é difícil de imaginar, pois não? E também não é difícil de imaginar que o jogador já tem destino e preços certos.

João Saraiva disse...

Vinha há uns tempos em O Jogo:

A firma Gol Football Luxembourg S.à.r.l. tem um capital social de 12 500 euros e foi constituída no passado dia 2 de Setembro. Está inscrita com o número 13 881 na Conservatória do Registo Comercial e de Sociedades do Luxemburgo. O seu objecto social é a "aquisição de participações, tanto no Luxemburgo como no estrangeiro, em sociedades ou empresas sob qualquer forma, e a gestão dessas participações". O domicílio legal da Gol é no número 64 da Rue Principale, Schuttrange, no Luxemburgo (a mesma morada da SHRM, uma firma de "serviços financeiros" especializada em offshores). A Gol tem três gerentes: Alex van Zeeland e Michelle Carvill (ambos da SHRM) e James David Hassan, natural e residente em Gibraltar (director da Finsbury Trust, outra empresa de consultoria fiscal). A Gol Football Luxembourg S.à.r.l. é por sua vez detida pela Gol Football (Gibraltar) Limited, empresa matriculada com o número 104 095 no Registo Comercial de Gibraltar. Não foi possível obter informação actualizada sobre esta empresa junto da conservatória local. No Verão de 2007, no entanto, a sociedade Gol, de Gibraltar, foi identificada nas páginas do Relatório Stevens [ver texto à parte] como uma empresa pertencente ao empresário israelita Pinhas Zahavi.

José Rodrigues disse...

Bostonguy1111 disse:

"o Pereira não passa de um sem carácter"

"Este José Rodrigues ou tem pouca cabeça"

Olá, Rui. De regresso? Vejo q continuas na mesma, com a táctica dos ataques (ou insultos, como no primeiro exemplo acima transcrito) ad hominem.

Aqui não toleramos isso. Quem quiser contra-argumentar o q foi escrito, está à vontade, mas insultos e ataques pessoais: não. Desta vez passou, mas não te habitues muito a isso.

José Rodrigues disse...

bostonguy1111 disse:

"Por exemplo, o Walter: mas há algum jogador oriundo da formação com o talento e potencial do Walter?"

Bem, ao constatar q se o Walter estando apto (e por muito inadaptado q esteja) não é sequer opção para o banco para a recepção a um Rio Ave quando não temos mais nenhum avançado de área disponível... então se calhar não terá tanto talento como isso.

A alternativa a essa explicação é q o AVB está errado; mas como o bostonguy já mencionou, parece q o treinador não se engana na escolha dos jogadores, ele é q sabe (a propósito do q o bostonguy disse sobre as dispensas de Ukra e Castro).

José Rodrigues disse...

J Rodrigues disse: "Da mesma forma é inconsistente q se diga q para entrarem no plantel (nem q seja como 2a ou 3a opção) têm q ter imensas provas dadas, mas já não pedem o mesmo das contratações (e temos tido um nr bem razoável de contratações sem grandes provas dadas: Guarin, Renteria, Sereno, etc)."
"

bostonguy respondeu: "Isto é de quem não conhece os percursos dos jogadores em causa. Ou dos que vieram de fora ou dos da formação."

Não me digas...

Diz-me então específicamente que CV é que (para dar só alguns exemplos) Benitez, Sonkaya, Miguel Lopes, E Rafael, Guarin ou Ezequias tinham quando foram contratados que Castro ou Ukra não tinham no início desta época. É concerteza uma diferença enorme.

bostonguy1111 disse...

"Olá, Rui. De regresso? Vejo q continuas na mesma, com a táctica dos ataques (ou insultos, como no primeiro exemplo acima transcrito) ad hominem."

O meu nome não é Rui, de regresso a quê?

Utilizar o tom acintoso que o caracteriza para acusar outros de ataques ad hominem é hilariante.

Você convive bem com o facto de sugerirem comportamentos pouco claros e criminais no seu blog mas não com o facto de apontarem que quem o faz sem provas não tem caracter? Isso é revelatório de como você pensa. E dá pena, mas cada um é como cada qual.

"Bem, ao constatar q se o Walter estando apto (e por muito inadaptado q esteja) não é sequer opção para o banco para a recepção a um Rio Ave quando não temos mais nenhum avançado de área disponível... então se calhar não terá tanto talento como isso."


Non sequitur.

Haverá razões para o Walter não ser convocado que não passam pelo talento que tem.

O Porto já provou que é dos melhores clubes do mundo a transformar talento em produção. A minha confiança já ganharam.

"A alternativa a essa explicação é q o AVB está errado; mas como o bostonguy já mencionou, parece q o treinador não se engana na escolha dos jogadores, ele é q sabe (a propósito do q o bostonguy disse sobre as dispensas de Ukra e Castro)."

Ahn? Onde é que eu disse que o AVB nunca se engana? Não ponha palavras na minha boca, isso é desonesto. Você é desonesto? È que com comportamentos desses, explica-se a fama. Se me acusa de dizer alguma coisa, coloque imediamente a citação que prova o que diz. Entendido?

O Ukra e o Castro deveriam ter saído porque eram últimas opções para o treinador nos seus lugares, as hipóteses de jogar com regularidade eram basicamente nulas, quando jogaram nunca justificaram maior aposta e eu não os quero ver um ano parados. Estou confiante que o Castro jogará para o ano.

"Diz-me então específicamente que CV é que (para dar só alguns exemplos)"

Mas não foram esses os exemplos citados, pois não?

Só o Guarin. E a principal diferença do Guarin para os outros, além de ser internacional A do seu país, é que produziu o suficiente para convencer os sucessivos treinadores a ficar no plantel e a ser usado com alguma regularidade.

Quanto aos outros, fizeram tanto como o Castro ou o Ukra para entrarem no plantel. Não fizeram para ficar, saíram. Qual é a dúvida.

[Espero que desta vez não censurem os comentários. Discordâncias são saudáveis e só enriquecem o vosso espaço]

Pedro disse...

"Basicamente, tanto a China como o Brasil apenas são "potências económicas" por motivos demográficos. A China é o país mais populoso do mundo (e tendo 4 vezes mais população que os EUA tem um PIB inferior), e o Brasil o quinto mais populoso (e tendo mais do triplo da população de França, Reino Unido ou Itália tem um PIB inferior a qualquer deles)."

De acordo com dados do FMI de 2010, o PIB do Brasil é superior ao do Reino Unido, França ou Itália. Em 2009 não era, o que prova que em tempos recentes as coisas têm mudado. Não "apenas" por motivos demográficos, mas também por motivos demográficos.

Mas sobre essa questão ... eu diria o seguinte - onde lhe parece que um desporto pode ter maior potencial de mercado - num País como os EUA onde o PIB absoluto é 14 bilhões de USD e PIB/capita é 47mil dólares ou em Singapura onde o PIB/capita é 57mil mas o PIB absoluto é 291 mil milhões?

José Rodrigues disse...

"E a principal diferença do Guarin para os outros, além de ser internacional A do seu país, é que produziu o suficiente para convencer os sucessivos treinadores a ficar no plantel e a ser usado com alguma regularidade."

Isso é totalmente irrelevante para o ponto q mecionei. Até podia ser considerado hoje como o melhor jogador do mundo, q era irrelevante na mesma.

O q é relevante é q QUANDO FOI CONTRATADO aquecia o banco no St. Etiènne e tinha um CV bastante modesto. Se um jogador da casa do FCP tivesse o CV q ele tinha, não faltariam adeptos a dizer q não tinha demonstrado merecer ser integrado no plantel do FCP (adeptos a quem nem um pio se ouviu quando o Guarin foi contratado).

Volto a repetir o meu ponto:

"Da mesma forma é inconsistente q se diga q para entrarem no plantel (nem q seja como 2a ou 3a opção) têm q ter imensas provas dadas, mas já não pedem o mesmo das contratações".

E quem diz o Guarin diz muitos outros (e dei vários exemplos, mas mais haveria), alguns q até tinham um CV ainda mais modesto do q o Guarin quando foram contratados.

Para alguns adeptos está tudo bem quando esses são contratados mas ao mesmo tempo acham que q para um jovem da casa poder merecer regressar à casa praticamente pedem tenha sido o melhor jogador do campeonato português durante 2 ou 3 épocas seguidas. É contra essa inconsistência (para não dizer desonestidade) que me insurjo, é tudo.