sexta-feira, 1 de julho de 2011

400 milhões em “exportações”



Entre 19/07/2002 e 21/06/2011, a FC Porto SAD efectuou um conjunto de transacções com clubes estrangeiros, de venda de direitos desportivos, num volume total de negócios de cerca de 400 milhões de euros.

Numa altura em que se fala tanto em globalização e internacionalização, gostava de saber quantas empresas portuguesas tiveram, neste mesmo período, um volume de exportações desta ordem de grandeza.

Nota: Agradeço a ajuda dos leitores do ‘Reflexão Portista’ na correcção de eventuais erros ou lacunas que possam existir no quadro apresentado.

11 comentários:

FernandoSá disse...

Caro José Correia.

Porque não contabilizou as transferências a partir de 2000, aquando da venda do Super-Mário?
Se quiser posso ajudá-lo nesse exercício.

Com estima,

João disse...

E em quanto ajudou isso às contas do clube? Foi tudo lucro?

A título comparativo, já que números isolados são apenas isso, a Jerónimo Martins, de acordo com o relatório e contas de 2010 vendeu 4800 milhoes na sua operacao na Polónia para um EBITDA de 391.6 milhoes. Isto apenas num ano.

José Correia disse...

FernandoSá disse...
Porque não contabilizou as transferências a partir de 2000, aquando da venda do Super-Mário? Se quiser posso ajudá-lo nesse exercício.

Sim, agradeço se me puder ajudar a validar e completar o quadro, enviando a informação para o nosso e-mail (reflexao.portista@gmail.com).

Cumprimentos,
José Correia

José Correia disse...

João disse...
E em quanto ajudou isso às contas do clube? Foi tudo lucro?

Obviamente que não.
O objectivo deste quadro não é analisar as mais-valias associadas a cada uma das vendas que a FC Porto SAD efectuou nos últimos anos.

José Correia disse...

João disse...
a Jerónimo Martins, de acordo com o relatório e contas de 2010 vendeu 4800 milhoes na sua operacao na Polónia para um EBITDA de 391.6 milhoes

Evidentemente, não pretendia comparar a FC Porto SAD com empresas tipo Jerónimo Martins, SONAE ou EFACEC.
Mas, por exemplo, gostava de saber se a FC Porto SAD está entre as 500 empresas portuguesas mais “exportadoras”.

Pedro disse...

Diria que é talvez mais interessante verificar o saldo líquido nas transacções correntes, o que é consideravelmente mais difícil mas é concerteza mais útil.

Dou um exemplo - a TAP é a maior exportadora Portuguesa, no entanto, e como consome combustível importado e como alimenta uma estrutura de custos que têm uma componente internacional, acaba a ser bem menos importante do que empresas exportadoras com toda a cadeia de valor situada em Portugal como por um exemplo uma empresa de celulose.

No caso do Porto será irrelevante para as contas correntes Portuguesas, se tiver exportado 400 mas tiver importado 200 e para além disso tiver pago mais 200 a salários de jogadores internacionais que repatriam o salário para os seus respectivos Países.

Naturalmente que exportando um jogador Português é uma forma de beneficiar as contas correntes pois este no futuro poderá reenviar o seu rendimento para Portugal.

De qualquer forma o exercício é bem mais complexo e parece-me que colocar as coisas nos termos do post e fundamentar isso como de grande relevância para a economia Portuguesa me parece sinceramente forçado.

Mas como dizia d'Onofrio - "o futebol são opiniões".

Pedro Carriço

Nuno Ribeiro disse...

O negócio do Cissokho o FCP ainda ganha 20% do valor acima dos 15M de uma futura venda... fala-se no interesse de clubes ingleses nele.

Se não estou em erro o Anderson foram 31,5 porque como não exercemos direito sobre nenhum dos jogadores deles fomos "recompensados"...

É de facto brilhante este trajecto ainda para mais se verificarmos o sucesso desportivo... Gosta e lanço o desafio de comparar estas vendas com as compras durante o mesmo período...

PS: considero o negócio de recompra o Postiga o mais ruinoso desde que tenho memória da história do FCP... recomprar pelo mesmo valor de venda um jogador que teve um ano desastroso já é muito mau, mas avaliar o pedro mendes em 3M e incluir no negócio é péssimo....

Jorge disse...

Jose:

Seria util olhar para Exportacoes menos Importacoes.
Exportar um jogador "produzido internamente" por 20 milhoes nao representa uma contrubuicao semelhante aquela que se verifica se o jogador tiver sido "importado" por 10 milhoes.

José Rodrigues disse...

O Pedro levanta um ponto muito interessante e relevante.

Assim de cabeca eu penso que a contribuicao do FCP SAD para a economia portuguesa deve ter sido muito ligeiramente positivo nos ultimos 10 anos, se tivermos em conta toda a cadeia de producão.

Devemos ter gasto mais em compras de jogadores estrangeiros mais respectivos salarios (a maior parte dos quais sai do pais) do q encaixamos nas vendas.

Por outro lado temos dinheiro gasto em salarios e passes de portugueses, mais dinheiro gasto em FSE (fornecimentos e servicos providenciados por empresas portuguesas), a q se tera q descontar as receitas de bilheteira e quotas (ja' q e' dinheiro de portugueses), e em certa medida de TV - o resto desses salarios e passes foi financiado por dinheiro injectado de fora (i.e. premios de LC, ...).

Conhecendo relativamente bem o valor de cada uma destas rubricas nas contas da SAD concluo, fazendo contas muito por alto, q o valor acrescentado do FCP para a economia portuguesa, em Euros, não deve andar longe do zero.

O q não invalida, claro, q o FCP SAD seja das empresas portuguesas com mais sucesso internacional, e de longe. (o q ja' e' outra conversa).

Daniel Gonçalves disse...

Como ainda estamos a falar de 2001/2002, o Maric? O Pavlin? O Frederik Soderstrom? E outros nomes "menores" ao longo destes anos: o Leandro Bonfim? E um jogador brasileiro, do qual não me recordo do nome, que compramos ao Marítimo ou ao Nacional no tempo de Victor Fernandez/Couceiro e que depois vendemos para o Brasil?

José Correia disse...

@Daniel Gonçalves
Tal como já referi, agradeço o envio para o nosso e-mail (reflexao.portista@gmail.com) de informação acerca de vendas de jogadores (nome, data, valor) que ajude a corrigir/completar o quadro publicado.