quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Bad boys, bad boys…


Após o FC Porto x SC Braga, li em vários fóruns e blogues portistas, comentários de adeptos que tinham estado no estádio e que testemunharam a forma desabrida como Cristian Rodriguez tinha saído do relvado, barafustando com tudo e todos. E isto depois de já ter reagido aos gritos para o banco de suplentes, na sequência de uma reprimenda de Vítor Pereira, após o 2º golo dos bracarenses.

Uns dias depois, A Bola deu conta de um incidente no treino, envolvendo novamente Cristian Rodriguez e o treinador Vítor Pereira:

«Cristian Rodriguez foi afastado do grupo de trabalho do FC Porto após uma azeda troca de palavras com o técnico Vítor Pereira, no decorrer do treino realizado na quinta-feira passada.»
in abola.pt, 08/12/2011

A coisa foi abafada pela estrutura portista e, inexplicavelmente, quando o incidente estava quase esquecido, foi o próprio jogador a confirmar e a trazê-lo novamente para a praça pública:

Discuti com o treinador, mas como qualquer outro companheiro faz sobre algo pontual, não foi uma discussão grave, ou uma luta. Depois disso, ressenti-me de um problema no ombro e trabalhei dois dias no ginásio, por isso os jornalistas não me viram nos treinos. Mas também é verdade que não fui convocado para o último jogo.
Cristian Rodriguez, em declarações prestadas ao jornal uruguaio El País


Nos últimos dois anos, publiquei vários artigos sobre o caso problemático em que se transformou Cristian Rodriguez, ao ponto de, em Outubro de 2009, ter expressado o desejo de ver esta “cebola amarga” despachada para outra “horta”, ao melhor preço possível.

Infelizmente ele continua por cá, tendo-se destacado ao longo deste tempo, não por um bom desempenho dentro dos relvados (bem pelo contrário), mas pelas inúmeras vezes em que esteve lesionado e por situações lamentáveis de confronto com elementos da estrutura portista (primeiro foi Antero Henriques, no final do FC Porto x Besiktas, e agora Vítor Pereira).

E o sonho do último Verão, de ver o Cebola sair e ainda recuperar algum do muito dinheiro investido, não passou disso mesmo, de um sonho.

Três épocas e meia após ter sido contratado, que balanço pode ser feito?

i) Passe caro (7 milhões de euros por 70%);
ii) Salário muito elevado (o que chegou a causar problemas no balneário);
iii) Custo global (Passe + quatro anos de salários) elevadíssimo;
iv) Lesões atrás de lesões, as quais impediram a sua utilização no FC Porto por longos períodos;
v) Rendimento desportivo medíocre e muito abaixo do esperado;
vi) Repetição de comportamentos reprováveis;
vii) Previsível saída a custo zero.

Ponderando tudo isto, há cerca de um mês escrevi que, possivelmente, esta foi a pior contratação de sempre da FC Porto SAD. Cada vez estou mais certo disso.


10 comentários:

Daniel Gonçalves disse...

Há um pormenor do qual discordo, o ponto V) Rendimento desportivo medíocre e muito abaixo do esperado.

Na primeira época, 2008/09, a do tetra, ele fez excelentes exibições e golos decisivos, lembro um para a Champions, frente ao Manchester United. A partir da segunda época aí sim, foi sempre a decair.

Felisberto Costa disse...

Por muito que me custe admitir, todos os jogadores vindos do clube do regime, foram sempre um fiasco. Mesmo os russos que vieram de lá passaram pelo FC Porto com discrição futebolistica e terramoto social (caso do Iuran e o atropelamento mortal).

Tribuna Portista disse...

Quem não está bem que se mude e dê lugar a sangue novo e carregado de ambição.

http://tribunaportista.blogspot.com/2011/12/rumores-do-mercado-eder.html

Saci Pererê disse...

Assino por baixo

Miguel Pereira disse...

José,

Essa ânsia constante da direcção (primeiro do clube e depois da SAD) de pescar na Luz já nos custou demasiados dissabores para continuar a ser uma politica que os sócios e adeptos aceitem com ligeireza.

Talvez com a excepção de Maniche (e mais pelo dedo de Mourinho como se viu) e sem contar com o caso Deco, quantos, dos muitos jogadores, que fomos pescar à Luz se revelaram uteis. Esse provincianismo de Pinto da Costa fica tapado pelos óptimos resultados desportivos que vamos logrando, mas Rodriguez é o espelho perfeito de quem se sente especial porque foi usado como arma de campanha no passado e não está disposto a perder as suas (imensas) regalias.

um abraço

nobigdeal disse...

a bem da verdade, não foi atropelamento (nem se tratava de uma "velhinha" como às vezes se lê e ouve por aí).

se bem me recordo o Yuran subia (descia?) a Av. da Boavista e junto ao Dallas (?) um taxi efectuava manobra de inversão de marcha. do embate resultou a morte do passageiro do taxi (indivíduo do sexo masculino, contabilista de profissão).

desculpe a correcção Felisberto, faço isto apenas porque passado tanto tempo sobre esses acontecimentos de vez em quando são postas por aí a circular versões sobre atropelamento de velhinhas.

Mefistófeles disse...

Da Luz nunca veio nem virá nada de bom. É a minha opinião.

Saci Pererê disse...

Agora que abre o mercado de Janeiro, mais do que comprar (falta um ponta-de-lança) eu tentaria vender.

O Cristian Rodriguez.
O Jorge Fucile.
Só não vendia o Varela porque é português.
Belushi ou Guarin.

Se comprassem um ponta de lança (a escolha para mim seria o Rudnevs) também colocaria o Walter numa equipa de segunda linha para que jogasse com regularidade, faz-lhe muita falta e para a próxima época de certeza que teríamos um jogador à altura do que se perspetivou na sua compra.

Zero disse...

Apenas para corrigir a correcção do nobigdeal (porque me lembro bem da história). A propósito, eu também acho a obsessão por roubar jogadores aos mouros uma das piores manias de Pinto da Costa, responsável por inúmeros barretes, e Yuran foi um deles. Mas Kulkov era um grande jogador.

O acidente aconteceu porque Yuran descia a avenida da Boavista a uma velocidade inaudita; a vítima (que a propósito era um sócio de sempre do FCP), dentro do seu carro estacionado em frente ao Dallas, entrou na faixa de rodagem sem esperar apanhar com um carro a 200 km/h...

O táxi só entrou na história porque Yuran, fortemente alcoolizado, meteu-se nele ao ver o acidente e desapareceu para casa... só aparecendo no dia seguinte já a cheirar menos a vodka. Truque clássico.

nobigdeal disse...

"O táxi ... entrou na história"

Zero, obrigado pela correcção quanto ao segundo veículo interveniente no acidente, pensava ter sido o taxi.