sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Perto da vista, perto do coração

«Adeus, Avenida Conde de Valbom, olá, Segunda Circular
Record deixou ontem [13/12/2011] as instalações no centro de Lisboa, onde a sua redação funcionava desde março de 2001. Foram quase 11 anos de trabalho, mais de duas centenas de milhares de páginas editadas, perto de um milhão de fotos publicadas, cerca de quatro mil edições – entre jornais, revistas e guias – produzidas com empenho e ambição.»
Alexandre Pais, Diretor do Record
Passe curto, Record, 14/12/2011

«O tradicional almoço de Natal da Cofina Media, a que pertence Record, teve este ano uma particularidade curiosa: realizou-se nas instalações do próprio grupo, no amplo espaço que no início de 2012 será ocupado pela redação do “Correio da Manhã”. O novo edifício, situado à Rua José Maria Nicolau – antigo vencedor da Volta a Portugal em bicicleta e nome relevante do desporto português –, perto da Segunda Circular, em Lisboa, registou assim a sua primeira grande afluência ao receber largas centenas de colaboradores do nosso grupo de empresas.»
in Record, 16/12/2011


O Record, jornal fundado em 26/11/1949, e que nos últimos 25 anos teve como diretores Rui Cartaxana (1986-1998), João Marcelino (1999-2001), José Manuel Delgado (2001-2003) e Alexandre Pais (desde 2003);

o Record, jornal que tem uma contabilidade própria dos títulos oficiais conquistados pelos clubes portugueses (favorável ao slb), e cujo diretor justifica a inclusão da Taça Latina com o argumento de que elabora o ranking de acordo com os seus próprios critérios (“A FIFA tem outra decisão oficial? Ótimo, quando fizermos o ranking de títulos segundo a FIFA não deixaremos de respeitar essa decisão”);

o Record, jornal para quem o slb, e não o FC Porto, está em 1º lugar no campeonato porque discorda da metodologia oficial da Liga, segundo a qual deve-se aplicar a regra da diferença de golos e modos de desempate que se lhe seguem;

o Record mudou de instalações. A nova morada da Redação de Lisboa é no arruamento D à Rua José Maria Nicolau n.º 3.

Mas não se pense que a mudança foi fácil. Desde 2008 (pelo menos), que moradores das ruas Mateus Vicente e José Maria Nicolau se queixam da volumetria do novo edifício da Cofina e que o mesmo, por ficar colado aos edifícios que já existiam, lhes tira privacidade (devido à proximidade dos terraços) e tapa as vistas. E apesar da CM Lisboa ter chegado a embargar a obra em 2010, por ter sido desrespeitado o acordo que determinava a criação de uma espécie de jardim com vegetação na cobertura (quase toda essa área foi ocupada com tubagens e sistemas de climatização e ar condicionado), a coisa lá se resolveu a contento dos interesses… da Cofina.

E bem podem os moradores da zona continuar a queixar-se do barulho dos sistemas de sucção do novo edifício e de terem ficado sem vistas porque, em termos de vistas, os jornalistas do Record passaram a ter umas vistas verdadeiramente inspiradoras (e alinhadas com os critérios do diretor do jornal…).


Mais. Nos dias em que o clube do regime jogar em casa, até vão poder ir fazer a cobertura do evento a pé. A isto chama-se qualidade de vida, carago!


P.S. Seria interessante sabermos a quem é que a Cofina comprou o terreno/lote para este seu novo edifício e, dentro da CM Lisboa, quem foram as pessoas que trataram e aprovaram o projeto.

Fotos: Record

9 comentários:

Luís Negroni disse...

Mais um bocadinho e ficavam instalados em pleno estádio da luz apagada. Aí é que eles ficavam completamente satisfeitos.

Pedro disse...

Um jornal que deu guarida a um tal de Cartaxana e que nem reconhece competência à FIFA para determinar os critérios de competições oficiais bem que podia mudar-se até para o camarota presidencial da ETAR da 2ª circular.

Estão muito bem um para o outro. Saudosistas até à morte.

Fernando B. disse...

De fonte segura, este jornal, o record, está em panico com a queda nas tiragens..."em queda livre" segunda gente da cofina!!! está em grande discussão, a questão do apoio oficioso e descarado ao scp(como era tradição) ou aos benfas(anda tudo ao cheiro dos 6 milhões). A coisa não está facil...

JOSE LIMA disse...

Caro José Correia
Muito oportuno o seu artigo.
Este jornal, que foi criado no "nosso tempo" para combater o monopólio da BOLHA, o verdadeiro jornal do regime, e "apoiar" o grande clube que era o Sporting, tem-se constituído nos últimos tempos, uma desilusão para os adeptos daquele clube.
Daí até à queda abrupta nas tiragens vai um passo. Se reparar na composição da redacção verifica-se que é tudo "vermelho". Quem gostar de continuar a ser enganado com "lavagens ao cérebro" compra a BOLHA, não são precisos 2 pasquins.
O Correio Manhoso e a Cofina, graças às patranhas que inventam, vão aguentando o barco. Quando a "instituição" for ao charco, o que não deve faltar muito, vai tudo embrulhado no mesmo saco e eu gostava de ainda estar cá para ver.
Quanto às benesses da CML, basta recordar o que a dupla Santana Lopes/Carmona Rodrigues deu à "instituição" para construírem a Cesta do Pão.
Um abraço para si e votos de um Bom Ano.

João Carlos disse...

amigos hoje o record ainda foi mais longe:
http://omundoazulebranco.blogspot.com/2011/12/o-improvavel-dragao-o-melhor-presidente.html

Felisberto Costa disse...

Este pasquim que mete pena, não é que teve a imbecilidade de mencionar o clube dos emplastros avermelhados como campeões nacionais 2010/2011...
Por aqui se vê a qualidade jornalistica mais a sua ética...
Faço um apelo; PORTISTA não comprem esta merda!!!!

Zé Luís disse...

Há muita gente que julga saber, e entender, de jornais. Pior ainda, conhecê-los por dentro.

Depois, como hoje, para acabar o ano temos uma entrevista exclusiva a Hulk!

Como é que o FC Porto autorizou é o mistério do ano. Considerando tudo o elencado pelo José Correia, esta última edição é uma pedrada no charco. Mas recuso-me tentar entender a razão disto.

UM Bom Ano, apesar de tudo.

Ângelo disse...

- Não compro o Record.

- Sempre considerei tal pasquim, como um jornal,
- mal elaborado tecnicamente,
- cinzento e opaco,
- dirigido por gente incapaz e frustrada ( tiveram que correr com o Delgado, tal o monte de asneiras e mentiras divulgadas e que agora está na Bola).
- E, para se ver a qualidade desta gente, até apoiaram o Vale Azevedo ( se estava mais um ano no Benfica, este clube desapareceria do mapa desportivo).
Nota:
Entre amigos portistas, começou-se a referir as calinadas desse pasquim contra o FCP por “cartaxanices” ou “cartaxanadas”.

BOM ANO PARA TODOS!

José Rodrigues disse...

Faz-me imensa impressao q ha' um numero de portistas q ainda mandam para la' dinheiro (seja inscrevendo-se em "Ligas Rascord", ou comprando o jornal).

Peco desculpa mas quem faz isso ou e' muito burro, ou e' masoquista, ou se calhar nao e' mesmo portista. Nao vejo qq outra alternativa.