domingo, 18 de março de 2012

Três números 8

Lucho saiu, deixou um vazio por preencher e, um ano depois, Moutinho veio para vestir a camisola 8 e desempenhar o papel de Lucho.


No início desta época, Defour foi contratado para salvaguardar uma eventual saída de Moutinho, que não se concretizou.


E, dois anos e meio depois, Lucho regressou a "casa" para fazer de... Lucho.


Ora, no Nacional x FC Porto, o meio-campo portista foi formado precisamente por estes três jogadores, todos com características para Nº 8, embora podendo ser adaptados a outras posições.

Com Fernando lesionado, faltou um Nº 6 (Castro está no Sporting de Gijón e Souza foi dispensado), falta um Nº 10 (Belluschi foi emprestado ao Génova e James joga como extremo) e sobraram três jogadores habituados a pisar os mesmos terrenos e a ter dentro de campo o mesmo tipo de missão.
Era previsível que as coisas não corressem lá muito bem e, ainda por cima, Lucho estourou por volta dos 60 minutos e as pilhas de Defour não duraram muito mais.

Veremos como este meio campo de números 8 se irá comportar na próxima terça-feira, visto que, com a lesão de Fernando e a "limpeza" feita em Janeiro, não há mais médios disponíveis para o jogo contra o slb.

6 comentários:

Amphy disse...

Meta-se o James a 10. Sempre sobra um 8 no banco para entrar aos 60 ou 70 quando outro estourar...

Amphy disse...

Já agora, também considero o Castro como sendo um 8 e não um 6, logo não seria o substituto directo do Fernando. Assim como o Souza. Todos "adaptações".

José Correia disse...

@Amphy
O Castro e o Souza não são um "Nº 6 puro", como é o Fernando, mas concordará que são mais Nº 6 do que o Defour, Moutinho ou Lucho.

Amphy disse...

Há uma série de casos de jogadores que começam a jogar numa determinada posição, são medianos e são colocados noutra posição onde se fixam e acabam por ser de alto nível. Para isto ser considerado sucesso creio que é necessário que rendam mais na posição final que na inicial e assim se torna algo mais ou menos definitivo. Não creio que esse seja o caso de Souza, Castro ou Maicon. Insistir em colocá-los nessas posições acaba por ser algo injusto pelo que é negar-lhes a possibilidade de serem excepcionais na sua melhor posição.

Mas sim, considero que era melhor ter cá o Castro do que não ter ninguém, até para manter a coerência sobre a minha opinião sobre o aproveitamento dos atletas das camadas jovens.

Obviamente que injusto é uma palavra demasiado forte para o que referi, pois realmente injusto é trabalhar um mês todo para ganhar 500 euros, como muitos dos que estão do lado de fora dos painéis da publicidade, mas percebem o que quero dizer.


p.s. - Já agora, não tenho visto o Defour a fazer nada que o Castro não fosse capaz de fazer. Poupavam-se 6 milhões e um salário muito maior que o do português. Teríamos o problema das comissões para resolver, certo?

Hugo disse...

O fantástico disto tudo é que sendo os 3 jogadores com características de 8 o nosso treinador consiga ter todos fora do lugar, o Lucho a 10 e os outros a 6! Este treinador é mágico!

Hugo Silva

Pedro Reis disse...

Eu acredito que a capacidade do VP é tão ilimitada que qq dia ainda consegue pôr o FCP a jogar com 11 jogadores fora da sua posição... É de verdadeiro mestre! :-)