segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

De Braga a Paris


Não dá para entender a abordagem de Vítor Pereira ao jogo da Pedreira. Afinal a Taça de Portugal é ou não uma competição para vencer? Gerir o plantel é mudar 80% da equipa de uma competição para outra? A responsabilidade da derrota foi, ainda que repartida, das segundas linhas?

Ao longo dos anos habituei-me a ver as jovens promessas a entrarem na equipa titular de forma gradual, um a um, e nos jogos em casa com a contenda bem encaminhada. Com este treinador tudo mudou. Joga-se para o campeonato ou para a Liga dos Campeões com os melhores elementos do plantel e depois, para uma competição menos exigente, mudam-se de uma vez 7 ou 8 jogadores na equipa titular. Não são oportunidades destas que os “reservistas” precisam. São, aliás, presentes envenenados porque farão cair sobre eles a responsabilidade de um eventual desaire. Alterando toda a estrutura da equipa esta perde identidade e surgem muitos desequilíbrios em todos os sectores. Não há articulação entre defesa e meio campo e entre a zona intermediária e a linha avançada.


A integração de Atsu, Kelvin, Iturbe, Castro, Miguel Lopes, Kleber ou Abdoulaye na equipa principal deveria ser feita em jogos como um FC Porto x Marítimo, aos 60’ (ou 80’) quando o marcador estivesse em 2-0 (ou 3-0). Pelo menos foi assim que me habituei a ver a renovação dos sucessivos plantéis do FC Porto, a não ser em casos especiais como lesões graves e prolongadas dos habituais titulares.

Não se vê qualquer evolução de jogadores como Iturbe (fruto de um investimento financeiro considerável) e Kelvin, que são jovens muito promissores e isso é preocupante. E fomos eliminados numa fase prematura da Taça pela segunda época consecutiva.

Com uma gestão do plantel tão criteriosa espera-se, no mínimo, um empate em Paris para segurar o primeiro lugar no Grupo A. O problema está no facto de quem não jogar para ganhar numa competição como a Liga dos Campeões, normalmente perde.

42 comentários:

José Rodrigues disse...

Concordo no ponto fundamental do artigo, ie na integracao gradual. No entanto:

"[...]Com este treinador tudo mudou"

Isso nao e' verdade. Lembro-me por exemplo perfeitamente de Jesualdo Ferreira fazer exactamente o mesmo em jogos da Taca de Portugal e Taca da Liga, i.e. substituindo a equipa toda de uma assentada. E nem era o unico (salvo erro AVB tb o chegou a fazer, por exemplo).

O q tb e' verdade e' q VP tem menos uma desculpa para o fazer em relacao aos predecessores: e' q se antes ainda havia o argumento de dar ritmo 'as 2as escolhas, agora temos (tambem) a equipa B para isso.

DC disse...

Por falar em incendiários...

A verdade é que se não fosse um titularíssimo fazer um auto-golo completamente ridículo provavelmente tínhamos ganho e agora não estava aqui ninguém, como habitualmente, a bater no VP.

Nuno Nunes disse...

Não, o Jesualdo fazia isto somente na Taça da Liga, de tal forma que se levantava a discussão dessa ser uma competição que o FC Porto não queria vencer. Que me lembre, a única vez que o Jesualdo inventou na Taça deu-se mal, num jogo de má memória em que fomos eliminados no Dragão pelo Atlético. Desse jogo lembro-me de um avançado, que foi muito perdulário, de seu nome Bruno Moraes.

José Correia disse...

A integração de Atsu, Kelvin, Iturbe, Castro, Miguel Lopes, Kleber ou Abdoulaye na equipa principal deveria ser feita em jogos como um FC Porto x Marítimo...

Nuno,
Miguel Lopes a defesa direito,
Abdoulaye Ba a defesa central fazendo dupla com Otamendi,
Mangala a defesa esquerdo,
Defour a médio (em vez de Lucho),
e Atsu a ala/extremo esquerdo (em vez de Varela),
são situações que nada têm a ver com invenções do treinador ou com experimentalismo.
Pelo contrário, devido a lesões (de Fernando, Danilo, Maicon e Alex Sandro) ou opções técnicas, são tudo situações que já tinham sido mais do que experimentadas em "jogos a sério" com os habituais titulares (jogos para o Campeonato e/ou Liga dos Campeões) e, em cada um destes casos, estamos a falar de centenas de minutos de jogo na posição em que jogaram em Braga.

José Correia disse...

Ao longo dos anos habituei-me a ver as jovens promessas a entrarem na equipa titular de forma gradual, um a um, e nos jogos em casa com a contenda bem encaminhada. Com este treinador tudo mudou. (...) Não se vê qualquer evolução de jogadores como Iturbe (fruto de um investimento financeiro considerável) e Kelvin, que são jovens muito promissores e isso é preocupante.

Nuno, os casos de Iturbe e Kelvin são precisamente dois exemplos cuja integração na equipa principal tem sido gerida de forma cautelosa por Vítor Pereira e do modo como sugeres.
Mais. Nenhum destes dois jovens promessas foi "atirado às feras" em Braga.
Pelo contrário, ambos jogaram este fim-de-semana pela equipa B (FCP B x Leixões), de modo a ganharem mais algum traquejo e terem ritmo de jogo.
Para quê?
Para estarem em condições de ter um melhor rendimento quando voltarem a ter oportunidade de jogar alguns minutos (como tu sugeres) na equipa principal.

José Rodrigues disse...

"são situações que nada têm a ver com invenções do treinador ou com experimentalismo"

???

Bem, eu nao li em parte nenhuma do artigo a acusacao ou insinuacao de q o treinador inventou/experimentou jogadores fora de posicao... parece-me claro q o ponto do artigo e' q se usou demasiadas 2as escolhas SIMULTANEAMENTE, apenas e so'.

Carlos Santos disse...

Quem lê estas crónicas onde é afirmado veemente que o VP mudou "demais", até pode ficar com a ideia que o Porto foi completamente dominado pelo Braga e não teve hipóteses nenhumas de sair vitorioso.
Ora, a verdade dos factos, é que o Porto teve SEMPRE o jogo controlado, mesmo com as segundas linhas, e só um auto-golo daqueles - que acontece 1 em cada 100 jogos - e uma expulsão inventada nos fizeram perder o jogo! Estas segundas linhas do Porto chegam e sobram para os titulares do Braga, mesmo sendo verdade que Kléber e Miguel Lopes nunca na vida podem ser jogadores do Porto.

José Correia disse...

o ponto do artigo e' q se usou demasiadas 2as escolhas SIMULTANEAMENTE, apenas e so'

Não é verdade que o ponto do artigo do Nuno seja APENAS e SÓ esse.

Por exemplo, no artigo é dito...
"A integração de Atsu, Kelvin, Iturbe, Castro, Miguel Lopes, Kleber ou Abdoulaye na equipa principal deveria ser feita em jogos como um FC Porto x Marítimo..."
... o que é algo que não tem a ver APENAS e SÓ com a utilização de demasiadas segundas escolhas simultaneamente (Kelvin e Iturbe nem sequer foram convocados para o jogo de Braga).

Mais. Repetindo o que escrevi no meu comentário anterior e que é factual (quem quiser só tem de ir rever as fichas dos jogos), jogadores como Miguel Lopes, Abdoulaye ou Atsu têm minutos suficientes a jogar entre os habituais titulares para estarem mais do que integrados na dinâmica da equipa.

José Rodrigues disse...

"jogadores como Miguel Lopes, Abdoulaye ou Atsu têm minutos suficientes a jogar entre os habituais titulares para estarem mais do que integrados na dinâmica da equipa."

Dinamica de QUAL equipa?

Uma equipa ondem jogam eles todos ao mesmo tempo (tal como Castro, Defour, Mangala, Kleber)?

E' obvio que nao!

Alias, ha' precisamente uma grande diferenca entre "ritmo de jogo" e "integracao na dinamica de equipa". O problema esteve na ultima parte, nao tanto na primeira.

Bem, isso e o "pormenor" de individualmente valerem menos do q os habituais titulares...um pequenissimo pormenor.

José Rodrigues disse...

E' 100% verdade que o FCP teve o jogo controlado.

A menor valia deste conjunto de 11 jogadores por acaso ate' foi em certa medida "disfarcada" pela forma como o jogo correu. Passo a explicar...

Tivemos a sorte relativa de marcarmos muito cedo num canto. Sendo assim o q mais interessava de longe era defender bem a partir dai', e nisso eles cumpriram e bem.

A sorte vem do facto q o 11 q tinhamos em campo era de "traccao atras", com 2 laterais q nao sabem subir bem ou apoiar o ataque, mais 2 meio-campistas defensivos por excelencia.

Ja' a atacar, estivemos pouco mais do q ZERO, ja' nao me lembrava de um FCP tao pobre nesse aspecto. Essa lacuna seria ainda mais evidente se nao tivessemos marcado tao cedo, ja' q o fraco desempenho ofensivo nao foi mero fruto de "vontade" mas muito mais de incapacidade e ausencia de rotinas.

Nuno Nunes disse...

O Iturbe não tem tido as mesmas oportunidades do Atsu, só para dar um exemplo. A integração do Atsu é aquela a que me habituei a ver no FC Porto (a render o habitual titular no Dragão à meia hora de jogo).

A "forma cautelosa" da integração do Iturbe e do Kelvin que sugeres é irem jogar para a equipa B, a levar "pau" de um Leixões ou de um Freamunde? OK, estamos entendidos.

Que traquejo é que eles vão ganhar na segunda liga???
O Kelvin esteve um ano a jogar no Rio Ave (que joga na primeira liga!) e o Iturbe tem mais do que futebol para suplente utilizado do FC Porto.

Anónimo disse...

Como concordo plenamente com o que Nuno escreveu e compreendendo o que J. Rodrigues quis dizer; só tenho a acrescentar que uma coisa é mudar substancialmente uma equipa contra um adversário de muito menor valia, outra é mudar frente a uma equipa como o SCB, que já no jogo para a liga tinha demonstrado a sua mais valia... e se no primeiro jogo o VP diz que se procurou pela sorte, neste para a TP na minha opinião procurou o azar que acabamos por ter.

Anónimo disse...

As vitorias servem muitas vezes para isso mesmo. Para passar um atestado de competência aos incompetentes.

José Correia disse...

O Iturbe não tem tido as mesmas oportunidades do Atsu, só para dar um exemplo

Naturalmente.
E porquê?
Porque quer nos jogos da pré-temporada, quer nos jogos oficiais, quando tiveram oportunidades o Atsu aproveitou-as muito melhor do que o Iturbe.

Anónimo disse...

Já a falta de capacidade atacante tinha ficado evidente a partir dos 15 minutos iniciais do jogo para liga. E aí a equipa era a habitual.

Mais uma vez chego á conclusão que o VP como treinador do FCP só consegue por mérito próprio dividir os adeptos quanto ás suas capacidades como treinador.

Se ele realmente tivesse categoria, raramente seria posta em causa o seu desempenho e as suas escolhas e isto depois como alguém já escreveu e bem que ele ganhou isto e aquilo; o que sò confirma que nem as vitórias lhe servem para esconder tanta falta de jeito para esta profissão que é a de treinador

José Correia disse...

A "forma cautelosa" da integração do Iturbe e do Kelvin que sugeres é irem jogar para a equipa B, a levar "pau" de um Leixões ou de um Freamunde?

Sim, jogar contra equipas da II Liga é algo que faz parte do processo de amadurecimento e crescimento futebolístico destes dois jogadores.
Aliás, uma parte significativa das equipas da II Liga têm um nível semelhante às equipas da I Liga que estão do meio da tabela para baixo.
Por exemplo, jogar contra o Leixões, Belenenses ou Portimonense, não me parece que seja muito diferente de jogar contra Beira Mar, Moreirense ou Olhanense.

José Correia disse...

Que traquejo é que eles vão ganhar na segunda liga???

O mesmo que, quando tinha 19-20 anos, Rui Barros ganhou no Sp. Covilhã, Sérgio Conceição no Penafiel e Leça ou Rui Costa no Fafe (e podia dar muitos mais exemplos).

José Rodrigues disse...

So' digo isto: vamos a ver ate' quando e' q esses jogadores vao ter paciencia com o "processo de amadurecimento"... esperemos q o suficiente para q o "processo" termine antes q eles forcem a saida do FCP.

Principalmente o Iturbe, q chegou da Argentina com algum estatuto e enormes esperancas e ve-se a fazer jogos na II liga portuguesa como "parte do processo". Tenha poucas/nenhumas oportunidades seja por culpa propria ou seja de outrem, e' perfeitamente compreensivel q ande imensamente frustrado com a situacao.

José Rodrigues disse...

So' mais um comentario: e' verdade q andamos aqui a dissecar as vicissitudes do jogo de Braga, mas pelo menos no q me diz respeito nao e' por ter uma outra critica a fazer a VP nisto q vai haver um grande impacto na avaliacao global q faco do seu trabalho ou da sua capacidade. Isso nao se mede pelo nr de mensagens/comentarios sobre o tema.

Para mim e' inegavel q ele esteve mal neste jogo, mas tb nao estamos a falar de um pecado "capital". O facto e' q ele tem subido um bocado na minha consideracao nas ultimas semanas (partindo de um ponto baixo, e' certo) e isto foi um resves relativamente pequeno. O q me interessa e' ver se ao longo das px semanas ele consegue sustentar a subida de consideracao q granjeou, ou se voltamos 'a estaca zero. A ver vamos.

José Rodrigues disse...

"Já a falta de capacidade atacante tinha ficado evidente a partir dos 15 minutos iniciais do jogo para liga. E aí a equipa era a habitual."

Sinceramente nao me parece comparavel.

Ai' foi mesmo mais por vontade, e o fio de jogo (e criacao de oportunidades de golo) claramente nao foi tao pobre como na 6a feira.

Pedro disse...

Esta suposta "gestao", nada traz de positivo, e já o tinha dito no jogo contra o Santa Eulália, que apenas serve para "queimar" jogadores e dividir de forma pública o plantel entre titulares e os outros. Quem tiver dúvidas, sobre o quao prejudicial foi esta "gestao" basta ler o disparate que PdC disse:"Nao é a equipa da taça que vai jogar" amanha.
Cumps

José Rodrigues disse...

De facto ha' uma ENORME diferenca nos riscos calculados entre jogador com 2as escolhas contra um Atletico, um Torreense ou ate' mesmo um Nacional, e faze-lo contra um Braga praticamente na maxima forca... e em Braga.

José Correia disse...

vamos a ver ate' quando e' q esses jogadores vao ter paciencia com o "processo de amadurecimento"... esperemos q o suficiente para q o "processo" termine antes q eles forcem a saida do FCP

Nem sei o que responder a isto.
Os mininos querem ter mais oportunidades para jogar na equipa principal?
E que tal começarem por ter um desempenho melhor (muito melhor!) do que aquele que têm tido quando lhes são dadas oportunidades?

Vítor Pereira já demonstrou que não tem medo de apostar em jovens jogadores, inclusivamente dos que vêm da formação do FC Porto.
As oportunidades que deu ao Atsu e ao Abdoulaye são exemplos claros disso mesmo e que eles souberam aproveitar.

José Eduardo Costa disse...

As vitorias tipo liga do ano passado e qualificação para a próxima fase da CL????

José Rodrigues disse...

"O mesmo que, quando tinha 19-20 anos, Rui Barros ganhou no Sp. Covilhã, Sérgio Conceição no Penafiel e Leça ou Rui Costa no Fafe (e podia dar muitos mais exemplos)."

Como ja' assinalei noutro comentario ha' uma questao de gestao psicologica, e os casos apontados sao muito diferentes em contexto do do Iturbe (menos no caso do Kelvin).

R Barros ou S Conceicao foram diretamente dos juniores para a II Liga, e teriam certamente expectativas muito comedidas. Pouca gente os conhecia, nao tinham custado a pipa de massa q o Iturbe custou, nao tinham o salario q o Iturbe tem, nao foram para esses clubes com o estatuto de pequena estrela jogando ja' como titulares numa Copa Libertadores como o Iturbe jogava (e onde marcou 2 golos).

Bem podem dizer-me q isso nao e' culpa do FCP ou de VP, mas o facto e' q isso cria expectativas e o problema e' tambem do FCP, nao so' do jogador, pq como disse nao e' no nosso interesse q a paciencia do jogador chegue ao fim antes q o "processo de amadurecimento" termine.

Alem de q um jogador com esse custo, CV e experiencia (ainda q limitada) estara' certamente muito melhor preparado para ser utilizado no plantel A do q estavam um R. Barros ou S. Conceicao saidos diretamente dos juniores.

José Rodrigues disse...

"E que tal começarem por ter um desempenho melhor (muito melhor!) do que aquele que têm tido quando lhes são dadas oportunidades?"

Antes de mais, nao me parece q Iturbe tenha "fracassado" aquando das (rarissimas) oportunidades q teve.

Nao haja duvidas q eu nao desculpabilizo os jogadores (e alias o J. Correia sabe muito bem q eu costumo ter uma linha dura quando um jogador titular quer sair e o FCP nao o vende). Claro q tem q haver "pedagogia" e um sinal claro de q o jogador esta' perante uma "meritocracia".

Mas tb e' inegavel q um jogador como Iturbe e' um activo caro e portanto valioso do FCP e q ja' demonstrou anteriormente o seu enorme potencial, e a q motivacao se faz 'a base de "sticks & carrots", gerindo a situacao com pincas. Nao pode ser so' sticks durante meses e meses a fio...

Iturbe vai na 2a epoca no Dragao. O Jose' Correia concerteza vai concordar comigo q nao e' no interesse do FCP q se chegue ao fim da epoca num contexto em q o Iturbe acabe por ser emprestado a um clube sul-americano qualquer, ou pior ainda vendido por tuta-e-meia.

Bem, de qq forma desviamo-nos do tema... no q diz respeito ao Iturbe e voltando ao tema, so' digo isto: ainda bem para ele q nao jogou de inicio em Braga, pq seria meio-caminho-andado para o "queimar" (ainda mais), q e' quase sempre o q acontece quando se da' "oportunidades" rodeado de 2as escolhas na equipa.

Silva Pereira disse...

Boa tarde,
Como dizia o JP prognósticos só no fim do jogo, é fácil criticar à posterior. Vamos a factos:
1º O FCP era a única equipa da Europa (com algum futebol) que não tinha qualquer derrota e algum mérito o VP deve ter.
2º É um facto que todos os jogadores que jogaram em Braga já tinham alguma rodagem na equipa.
3º A derrota acontece a qualquer equipa (O Barcelona perdeu com o Celtic) e para mim esta foi até injusta, não foi do género da do ano passado com a Académica.
4º Obviamente que para a SAD do FCP interessa mais o jogo de Paris, o prémio do empate é meio milhão de euros e a vitória dá o dobro por isso vale o risco.
5º O contra factual nunca é possível, mas ninguém nos garante que um FCP na máxima força passasse o Braga, é preciso relembrar que no ano passado os insucessos da equipa antes dos jogos da LC. VP sabe que o PSG joga em casa (é favorito) mas com a estratégia seguida tem mais possibilidades e para quem viu o jogo do Nice-PSG confirma que os jogos antes da LC o empenho dos jogadores não é o mesmo. O PSG jogou tão macio e sem garra que poderia pensar que será fácil, coisa que será desmentida amanhã.

Dito isto acho que a estratégia do VP e FCP foi correta mesmo que se perca em Paris.
Para quem diz que o FCP está apurado e tanto faz ficar em 1º ou 2º pois o sorteio pode ser madrasto ficando em 1º está a esquecer uma coisa se ficarmos em 2º é garantido que apanhamos uma equipa poderosa se ficarmos em 1º as hipóteses aumentam para o FCP.
Por isso tudo é que não entendo tanta crítica.
Cumprimentos

DC disse...

É por isso que se deve analisar muito mais do que as simples vitórias ou derrotas. E eu tenho a certeza que 99% dos habituais críticos do VP nunca sequer pensou porque é que a equipa defende tão bem, porque é que o meio-campo tem cada vez mais domínio sobre os adversários, etc, etc...

Carlos Santos disse...

LOL, oh caro "Anónimo" das 12.50, esse comentário é tão vazio de conteúdo, que nem sei por onde de lhe pegar...

"...o que só confirma que nem as vitórias lhe servem para esconder tanta falta de jeito para esta profissão..." No mínimo lendário...Então as vitórias não servem para confirmam a competência dele, o que é que serve então? Perder? Isto aparece cada um por aqui...

Caro José Rodrigues,

essa sorte de que você fala, faz-me lembrar a sorte que referia o outro dia o "Mestre"...Então os adeptos fartam-se de se queixar que o FCP não sabe aproveitar as bolas paradas, mas quando as aproveita é sorte? Não estou de acordo, sinceramente...

Joaquim Lima disse...

Acho que em relação ao jogo do Braga já foi tudo muito bem dissecado. Agora o que me preocupa é o último parágrafo do artigo:
"Com uma gestão do plantel tão criteriosa espera-se, no mínimo, um empate em Paris para segurar o primeiro lugar no Grupo A. O problema está no facto de quem não jogar para ganhar numa competição como a Liga dos Campeões, normalmente perde."

É que neste tipo de situações o Porto não é virgem! O facto de não ser um jogo do "tudo ou nada" pode fazer com que os jogadores não se esforcem o suficiente para trazerem de Paris o desejado ponto que nos mantém no primeiro lugar...

Estou curioso para observar as seguintes situações neste jogo:
a resposta de Danilo após o auto-golo de sexta, a exibição de Mangala contra o seu clube de coração.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Concordo com a análise do Zé Rodrigues relativamente à importância financeira que tem Iturbe para o FC Porto. Foi não só um negócio significativo (ao contrário de Kelvin e Atsu) como também ganho a outras equipas que o queriam pescar no momento, o que não só gerou expectativas ao jogador como, sobretudo, ao empresário, talvez entusiasmado com os números futuros que uma curta passagem pelo FC Porto pudesse ter deixado nos seus bolsos.

Iturbe era uma promessa conhecida antes de o FCP o ter contratado, como o era James, por exemplo, mas o Zé Correia tem razão quando cita motivos futebolisticos para justificar a sua ausência do plantel. Iturbe, pura e simplesmente, não demonstrou em nenhum momento ser um jogador especial. O que James, Anderson, Atsu foram capazes de demonstrar em poucos jogos, o argentino desiludiu. Não tanto a ponto de o considerar um mau jogador (acho que o Kelvin tem muito mais do que polir)mas não o suficiente para ser uma figura de primeira equipa.

Aqui o problema está no jogador. Sente-se uma estrela antes de tempo e desprezado pelo clube, talvez isso condicione a sua prestação em campo quando é chamado (nervos, despeito??) mas até que não dê razões em contrário (e a equipa B deveria ser um motivador, como foi com Ba, o que não parece estar a ser o caso), talvez não seja má opção o FCP começar a ver formas de perder o menos possível com ele no mercado!

Pedro M. disse...

Não estou totalmente em desacordo com a rodagem do VP mas acho que exagerou um bocado.

Só acho que errou com 2 jogadores:
1- Kleber/Jackson: não ganhamos o jogo sem marcar golos. Com Kleber, contra uma equipa do nivel do braga, acho que a unica forma de marcarmos é mesmo de bola parada.

2- Porquê Mangala a DE? Afinal a posição dele não é central? Não seria melhor aproveitar para ganhar algumas rotinas com o Otamendi para as alturas em que o Maicon n possa jogar (como é agora o caso)? Não sou grande fa do Abdoulaye (acho que a agressividade que ele coloca em todos os lances é exagerada) mas mesmo que fosse acredito que este é um jogo onde era preferível colocar a DE Alex S. / M. Lopes / Danilo (ou até mesmo o Quiñones - que nunca vi jogar) e dar rotinas aos centrais para Paris.

Em relação aos outros, acho que a gestão foi aceitável. Neste caso ficaríamos com Moutinho e Lucho no banco para se as coisas corressem mal e ainda deixaria outra substituição para alguma alteração necessária).
Até para o Castro, Defour, Atsu, Fabiano e Mangala (que seriam os "suplentes" a jogar de inicio) seria mais motivante em função de estarem a jogar verdadeiramente na 1ª equipa.

Joaquim Lima disse...

"2- Porquê Mangala a DE? Afinal a posição dele não é central? Não seria melhor aproveitar para ganhar algumas rotinas com o Otamendi para as alturas em que o Maicon n possa jogar (como é agora o caso)? Não sou grande fa do Abdoulaye (acho que a agressividade que ele coloca em todos os lances é exagerada) mas mesmo que fosse acredito que este é um jogo onde era preferível colocar a DE Alex S. / M. Lopes / Danilo (ou até mesmo o Quiñones - que nunca vi jogar) e dar rotinas aos centrais para Paris."

A questão do Mangala a defesa esquerdo é simples: foi uma experiência do VP que resultou miminamente bem! Mangala tem defendido bastante bem, tem velocidade para subir pelo corredor esquerdo e tem altura para ser aproveitada em lances de bola parada. (Se resultou porque não continuar quando a ideia seria poupar os titulares?)
Isto também dá oportunidade de jogo ao Abdoulaye, que é claramente o terceiro central esta época e tem sido chamado a jogar bastantes vezes, com prestações muito razoáveis tendo em conta a sua experiência. Tendo em conta a quantidade de lesões que temos tido na defesa esta época, temos que ter estes defesas (Mangala e Abdoulaye) a jogar o máximo de minutos possível...

DC disse...

Pois eu depois de ver o Porto B - Leixões digo: aposte-se tudo no Kelvin, esse sim é o prodígio!


Já agora Miguel o Iturbe na altura falou-se que teria vindo por 1,5 milhões de euros. Onde viu que foi um negócio significativo?
http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/iturbe-fc-porto-porto-chilavert-porto-online-porto-reforco/1227727-1304.html

Joaquim Lima disse...

DC, está-se a referir a um só jogo em que, de facto, o Kelvin esteve muito mais influente. São ambos ainda muito inconstantes!

DC disse...

É verdade Joaquim, mas já não é a 1ª vez que o Kelvin me impressiona. Recordo por exemplo a entrada dele no jogo contra o Peñarol ou o jogo contra o 5LB no ano passado. E contra o Leixões, apesar de não ser muito objectivo, ninguém lhe tirava a bola sem falta!
Acho que se fala muito do Iturbe e pouco do Kelvin.
Mas concordo em absoluto consigo quando diz que são inconstantes.

José Rodrigues disse...

Tive o cuidado de acrescentar "relativa" a sorte.

Sim, naturalmente q há mérito, dai o relativa. Mas tendo em conta q é rarissimo marcarmos de canto na fase inicial do conjunto e q isso deu imenso jeito ao 11 especifico q tínhamos em campo, não deixa de ser sorte em certa medida.

Miguel Lourenço Pereira disse...

DC,

Creio que os valores rondam essa casa, o que para um jogador do seu perfil e do clube de onde vem, são valores significativos. Não o comparo em absoluto com o que se gastou com o Alex ou o Danilo, mas também gostaria de saber se ganha o mesmo que o Atsu ou o Kelvin que, à partida, estavam na mesma situação.

José Rodrigues disse...

"Já agora Miguel o Iturbe na altura falou-se que teria vindo por 1,5 milhões de euros. Onde viu que foi um negócio significativo?"

Era bom, era... gastamos na altura 4,2M em 60% do passe dele (equivalente a dizer q ele valia cerca de 6,5M).

Entretanto vendemos 15% do passe por valores desconhecidos.

A fonte dos meus dados nao e' o MaisFutebol, mas sim mais obscura: uma coisa chamada R&C da FCP SAD ;-)

José Rodrigues disse...

"Já agora Miguel o Iturbe na altura falou-se que teria vindo por 1,5 milhões de euros. Onde viu que foi um negócio significativo?"

Era bom, era... gastamos na altura 4,2M em 60% do passe dele (equivalente a dizer q ele valia cerca de 6,5M).

Entretanto vendemos 15% do passe por valores desconhecidos.

A fonte dos meus dados nao e' o MaisFutebol, mas sim mais obscura: uma coisa chamada R&C da FCP SAD ;-)

DC disse...

Pois, assim já fico mais preocupado porque não vejo o Iturbe a evoluir e a fazer valer esse dinheiro...

Pedro M. disse...

o 3º central é o Mangala. o problema é que não temos DE suplente e o Mangala faz a posição razoavelmente.

No entanto, com o Maicon de fora e o Alex S. disponivel, parece-me mais importante dar rotinas ao mangala como central do que minutos ao abdoulaye.