terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Que se lixem as taças

"Se algum dia tiver de perder umas eleições em Portugal para salvar o país, como se diz, que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal"
Pedro Passos Coelho, 23 de Julho 2012, durante um jantar do grupo parlamentar do PSD na Assembleia da República


Foi muito polémica a poupança de diversos dos habituais titulares (Helton, Danilo, Alex Sandro, Lucho, Moutinho, Varela e Jackson Martinez) decidida por Vítor Pereira no último SC Braga x FC Porto (2-1), para os oitavos-de-final da Taça de Portugal.
Contudo, apenas 13 dias antes, para os 1/16 avos da mesma competição, o FC Porto tinha ido à Madeira jogar contra o Nacional com praticamente o mesmo onze inicial. A propósito, relembro os onze jogadores que alinharam de início no Nacional x FC Porto (0-3), disputado no dia 17 Novembro de 2012: Fabiano, Miguel Lopes, Abdoulaye, Otamendi, Mangala, Defour, Castro, Lucho, Iturbe, Kléber e Atsu.
Ou seja, comparando os onzes do FC Porto nestes dois jogos para a Taça de Portugal (ambos deslocações que, à partida, se anteviam difíceis), só houve duas diferenças: Fernando e James entraram no onze inicial de Braga, saindo Lucho e Iturbe.
E, claro, houve também diferenças substanciais no resultado final dos dois jogos e, consequentemente, nas críticas à decisão do treinador.

Mas, faz algum sentido o FC Porto poupar 5, 6, 7 ou mais jogadores habitualmente titulares em jogos da Taça de Portugal, contra adversários como o Nacional ou o SC Braga?
Claro que é discutível, mas Vítor Pereira não é o primeiro (e suspeito que não será o último) treinador do FC Porto a fazer este tipo de gestão do plantel.

Recordo precisamente uma outra deslocação a Braga, para a meia-final da Taça de Portugal, realizado no dia 16 Março de 2004, em que o FC Porto de Mourinho foi disputar com a equipa orientada por Jesualdo Ferreira, uma vaga na Final da Taça de Portugal 2003/04.
Relativamente aquele que podia ser considerado o onze titular da altura, José Mourinho fez cinco alterações:
- Nuno em vez de Vítor Baía (que foi para o banco);
- Ricardo Costa fez dupla com Ricardo Carvalho em vez de Jorge Costa (que nem sequer foi para o banco, onde quem se sentou foi Pedro Emanuel);
- Alenitchev em vez de Pedro Mendes ou Carlos Alberto (ambos haveriam de ser titulares na Final de Gelsenkirchen, mas neste jogo em Braga nem entraram em campo);
- Maciel em vez do Ninja ou de Carlos Alberto (dependendo do modelo de jogo adoptado por Mourinho);
- Jankauskas em vez de McCarthy.

Apesar de ter jogado com várias segundas e até terceiras escolhas, como eram os casos de Ricardo Costa e Maciel (um dos grandes flops das contratações feitas na era-Mourinho), o FC Porto ganhou por 3-1 e o herói do jogo foi o “rapaz alto e loiro” – Jankauskas –, o qual fez uma belíssima exibição e marcou os 3 golos dos dragões.

Admito perfeitamente ter uma perspectiva muito minoritária entre os adeptos portistas mas, na minha opinião, a Taça de Portugal é uma competição simbólica do centralismo (a final é obrigatoriamente disputada no decrépito e “helénico” Estádio Nacional) e da parolice que existe em Portugal (é tão giro ver a malta que se desloca à capital, de garrafão na mão, a fazer piqueniques na mata do Jamor…) e, também por isso, interessa-me essencialmente quando enfrentamos o clube do regime - o slb.
Se gosto que o FC Porto ganhe a Taça de Portugal?
Claro que gosto, principalmente quando não ganhamos o campeonato porque, nesse caso, serve de (pequena) consolação.

Ora, se em relação à Taça de Portugal compreendo (e na maioria das situações estou de acordo) que os treinadores do FC Porto poupem vários dos habituais titulares, na Taça da Liga ainda mais.
Na realidade, para um clube com o historial do FC Porto, cujas prioridades fundamentais (a nível desportivo e financeiro) são vencer o campeonato e atingir os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, para que serve esta aberração…, perdão, competição?

Para aumentar a notoriedade do clube a nível interno?
Não.

Para a SAD efetuar um encaixe financeiro relevante?
Não, e esta época ainda menos, visto a Taça da Liga ter ficado sem patrocinador e a Olivedesportos ter rompido o contrato que existia com a Liga.

Para enriquecer o currículo?
Compreendo que, por razões várias, o slb e a comunicação social que lhe é afeta procurem valorizar esta competição; compreendo que ganhar esta prova seja relevante para os clubes pequenos ou médios do nosso campeonato; mas algum portista, que tenha vivido as vitórias alcançadas nos últimos 30 anos, acha que é uma Taça da Liga que enriquece o currículo do FC Porto?

Então, para um clube como o FC Porto (que, lamentavelmente, é obrigado a participar), para que serve a “Taça Lucílio Baptista”?
Na minha opinião, para rodar os jogadores menos utilizados e, eventualmente, dar oportunidades a alguns jogadores da equipa B.
É isso que espero que Vítor Pereira faça no Nacional x FC Porto de amanhã (que, de tão "importante" que é, nem sequer vai ter transmissão televisiva...).


"Se algum dia o FC Porto tiver de perder umas taças em Portugal para salvaguardar a integridade física dos jogadores com mais minutos nas pernas e aumentar as hipóteses de sucesso noutras competições, como se diz, que se lixem as Taças, o que interessa é Campeonato e a Liga dos Campeões"
José Correia, 18 de Dezembro 2012

27 comentários:

Zé Luís disse...

José, por acaso vai sair hoje ainda um post que escrevi ontem à noite mas defendendo uma posição contrária a esta. Em resumo: as poupanças só se justificam em altura de aperto de calendário, caso contrário os profissionais têm de jogar e o clube cumprir a sua obrigação da melhor forma possível.

O caso de Braga não se justificava, porque não havia sobrecarga de jogos nem estava em causa alguma coisa transcendente. Era melhor sair qualificado de Braga do que arriscar a perder, por isto ou aquilo, o 1º lugar do grupo na Champions.

Ficámos sem pau e bola e no fim com cara de idiotas. E não acho justificação alguma para o sucedido em Braga, mesmo não tendo visto o jogo. Nem vejo estes das taças, mas não há razão para poupar profissionais pagos a peso de ouro nem menosprezar as provas por supostas folgas e descansos.

Em 2004, o FC Porto ia cumprir uma época de 55 jogos, estava a perseguir a Champions, tinha o campeonato e justificava-se a rotatividade. Nesses casos, sim, encontrar prioridades. Hoje não. Seria inadmissível.

Pedro M. disse...

concordo que não devemos dar demasiado valor a esta taça (contrariamente à taça de Portugal) mas com uma paragem prolongada não pôr os titulares a jogar vai retirar-lhes ritmo competitivo.

além disso, os suplentes (ou jogadores da B) darão mt mais valor a uma oportunidade de jogar na equipa principal se virem ao lado alguns dos consagrados. Caso contrário será apenas mais um jogo da equipa B.

Zefansa disse...

Antes de mais e sobre o jogo de braga, acho que o FCP não perdeu pelas alterações no 11 que fez, mas sim devido a circunstancias do jogo, alias acaba por ser caricato que perdemos quando entraram habituais titulares sendo que danilo hipotecou a nossa vitoria num jogo que estávamos a controlar.

Posto isto, compreendo que se possa poupar na taça se com isso se retirar objectivamente partido no campeonato ou na champions, quando isso não acontecer acho que se deve jogar para ganhar sempre, e neste jogo em particular não iriamos tirar esse partido objectivo porque ja estava assegurada a passagem e o calendario era relativamente folgado.


Temo que daqui a uns anos se diga que se lixe o campeonato, o que interessa é a champions e para isso o 2 lugar chega. O nosso destino é ganhar e devemos encarar as competições dessa maneira, até a taça da cerveja se o calendario o permitir.



José Correia disse...

O caso de Braga não se justificava, porque não havia sobrecarga de jogos nem estava em causa alguma coisa transcendente

O jogo de Braga para a Taça de Portugal surgiu no meio de uma série de 3 jogos em 9 dias - Braga (campeonato), Braga (Taça), Paris (LC) - todos fora de casa.

E, parece-me normalíssimo, que alguns dos jogadores poupados o tenham sido por razões físicas.
O caso do Moutinho, sobrecarregado com jogos ao serviço do FC Porto e da seleção portuguesa.
O caso do Lucho, o qual tem dificuldades em fazer dois jogos completos na mesma semana, e mais difícil ainda fazer 3 em 9 dias.
O caso do Alex Sandro, que vinha de uma paragem de cinco semanas.
O caso do Fernando (jogou de início mas foi substituído aos 60 minutos), que esta época já teve duas lesões musculares.

José Correia disse...

Era melhor sair qualificado de Braga do que arriscar a perder, por isto ou aquilo, o 1º lugar do grupo na Champions

Na minha opinião, era muito importante o FC Porto estar nas melhores condições possíveis para enfrentar o jogo de Paris e porquê?

1º) Estava em jogo o 1º lugar do grupo (basta verificar quais seriam os possíveis adversários do FC Porto se tivesse ficado em 1º e comparar com os que nos podem calhar por termos ficado em 2º).

2º) Estava em jogo um prémio de 1 milhão de euros (aproximadamente o mesmo que o FC Porto receberia se ganhasse a Taça de Portugal).

3º) Estava em jogo o aumento/diminuição do prestigio do FC Porto. Uma vitória em Paris teria um grande impacto mediático; uma derrota pesada (tipo os 0-4 que chegamos a sofrer em Inglaterra na era Jesualdo) seriam "dramáticos".

4º) Estavam em jogo 2 pontos para o ranking da UEFA.

5º) Last but not least, a Liga dos Campeões é a principal montra do futebol mundial e, no jogo de Paris, estavam N "olheiros" dos principais clubes europeus. Ora, para um clube vendedor como o FC Porto, este aspeto é fundamental.

José Correia disse...

Ficámos sem pau e bola e no fim com cara de idiotas

Pois, mas isso é após sabermos quais foram os resultados dos jogos.

Tal como aconteceu em Março de 2004 e tal como aconteceu 13 dias antes contra o Nacional, o misto de titulares e segundas escolhas que jogou em Braga para a Taça de Portugal, poderiam perfeitamente ter ganho o jogo. E, vendo como o desafio estava a decorrer, se não fosse a (forçada) expulsão do Castro e o inacreditável autogolo do Danilo (um dos titulares que a meio do jogo substitui uma das segundas escolhas), estou absolutamente convencido que seria exatamente isso que teria acontecido.

José Correia disse...

com uma paragem prolongada não pôr os titulares a jogar vai retirar-lhes ritmo competitivo

Devido ao adiamento do Vitória Setúbal x FC Porto, admito que esse aspecto deva ser ponderado pela equipa técnica do FC Porto, relativamente ao Nacional x FC Porto de amanhã.

Miguel Lourenço Pereira disse...

O texto do Zé Correia é absolutamente pertinente até porque ficou claro que, sem fazer um bom jogo, o FC Porto podia ter perfeitamente vencido em Braga se não fosse pela azelhice do Danilo e do Castro, em dois lances que mudaram completamente a dinâmica do jogo.

O Braga tinha de procurar dar a volta e até ao golo e à expulsão não o estava a fazer com critério, cresceu com a circunstância. Podemos discutir se Moutinho devia ter entrado antes, se Kleber serve para isto, mas a rotação, por si só, não me pareceu errada.

Eu também penso que um clube envolvido em quatro competições tem de ter muito claro os seus objectivos e para o FCP o título nacional e os Quartos da Champions - sim, os Quartos - deviam ser sempre os objectivos do ano. A Taça de Portugal é uma competição tradicional, bonita, mas depende muito do sorteio e do momento em que surgem os jogos. Se temos sorte e apanhamos clube de segundo e terceiro nível a situação o permite, chegando à última ou penúltima ronda, aí creio que devemos dar o tudo por tudo, como demos em 2011 contra o Benfica. Mas não me escandaliza cair antes, especialmente nas condições em questão, não foi propriamente um Atlético ou Torreense em casa e na primeira ronda.

Já a Taça da Liga é uma competição tão ridícula que não tenho a menor dúvida que o FCP oficialmente devia desmarcar-se dela, mandando sempre as segundas e terceiras figuras. Como fazem tantos clubes ingleses com uma prova que nasceu nos anos 60 e tem muito mais pedigree que esta.

José Correia disse...

os suplentes (ou jogadores da B) darão mt mais valor a uma oportunidade de jogar na equipa principal se virem ao lado alguns dos consagrados

Certo. Em Braga, no jogo para a Taça de Portugal, jogaram de início, Otamendi, Mangala, Fernando, Defour e James.

Pedro M. disse...

em relação ao jogo de Braga eu defendo a gestão que o treinador fez com duas excepções: jackson em vez do kleber e mangala a central com outro jogador qualquer (alex s., danilo ou até quiñones) a DE.

isto porque sem golos não ganhamos e o mangala além de ser alternativa para DE, é o nosso 3º central. Com o maicon de foram preferia dar-lhe rotinas com o otamendi.

Cristofer disse...

Hoje um amigo meu, que é benfiquista, mandou-me uma SMS com o seguinte :"Hoje é o sorteio da taça. Com quem é que o Porto joga? :)". Respondi-lhe da seguinte forma: "Com o vencedor. Se for em Aveiro outra vez convido-te para vires comigo". Campeonato e Champions primeiro, consolações não me interessas. Bom artigo

José Rodrigues disse...

A ultima frase do artigo (em jeito de citacao) e' uma autentica lapalissada, uma afirmacao q poderia ser repetida por 99% dos adeptos do FCP (comecando por mim proprio): claro q se for para colocar em causa de forma clara o sucesso na LC ou campeonato, "que se lixem as tacas".

Sobre o "exemplo" comparativo dado no artigo, nao percebo a sua relevancia: praticamente tudo mudou (incluindo o contexto do jogo: o Ze' esqueceu-se de mencionar que nessa altura andavamos a disputar uma fase avancada da LC - que viriamos a ganhar - e com muito maior sobrecarga de jogos do q agora nas semanas anteriores e seguintes), com a excepcao do adversario.

Se o objectivo era apenas assinalar q e' possivel ganhar a um Braga jogando com bastantes suplentes, nao era necessario tanto trabalho, nao era preciso exemplos para nada: sim, o 11 de Braga (este ano) tinha possibilidades teoricas de ganhar a este Braga (e nao faltou muito), ainda q mais forte do q o de 03/04... mas certamente MENOS do q se tivessem jogado mais titulares, o q e' indiscutivel e pacifico.

De resto a minha opiniao ja' foi dada em artigo ha' poucos dias. Basicamente: o 11 a utilizar e' para ser avaliado jogo-a-jogo em funcao do calendario e do contexto, sem fundamentalismos. Ora tendo as duas coisas em conta, acho claramente q se exagerou em Braga (podia-se perfeitamente ter utilizado mais 2 ou 3 titulares...de inicio), e acho mesmo totalmente IDIOTA se o V Pereira amanha~ colocar um 11 recheado de 2as e 3as escolhas, tendo em conta o calendario (i.e. jogos precedentes e jogos q se seguem).

O mesmo ja' nao direi (de todo) do jogo em Setubal (para a taca da Liga) dias antes de irmos ao galinheiro, onde nao me importo q se jogue sem um unico titular. La' esta': e' uma questao de contexto.

Para concluir, gostava q me explicassem direitinho o q quer dizer ao certo "dar oportunidades" a alguns da equipa B se forem colocados numa manta de retalhos num 11 titular com outras 2as escolhas sem quaisquer rotinas de todo.

"Oportunidade" de que^? De se queimarem ao jogar numa equipa sem quaisquer rotinas e rodeados de colegas de baixa (menor...) qualidade q o 11 titular normal? E' q esse e' um filme ja' muitas vezes visto.

Zé Luís disse...

Zé, estás a pensar em função dos resultados. Seria normal perder em Paris, seria normal ganhar em Braga (vi o do campeonato, não pude ver o da Taça) e não vejo problemas de em Novembro jogar-se 3 jogos em 9 dias, tendo o grau de dificuldade que tinham os adversários e a importância das competições. Se vemos por esse prisma, como seria se chegassemos ao ponto de 2004?
Não, em Braga não foi tirar um ou outro, foi mudar demasiado a equipa. Não vi o jogo, apanhei as incidências em resumos, não sabemos como acabaria sem expulsão, mas não era admissível mudar tanto a equipa em função do adversário. Essa não aceito. E por alguma coisa se antecipou o jogo. Afinal, temos pedalada de equipa grande ou apenas uma equipa suficiente? Assim, nunca o provaremos. E definhamos. Este é o primeiro passo para perder competitividade. O Moutinho e a selecção não entram, afinal descansaram na Choupana e o argumento esvaziou-se para os jogos seguintes.
Acharia inadmissível, de novo, jogar amanhã com meia equipa titular. Porque o apuramento começa agora e não deve ser deixado para o fim, a dias de irmos à Luz.
Prioridades são estas, com o calendário na mão e não consoante a ocasião só porque sim e a taça não vale nada (também desvalorizo, mas não a competição dos jogadores).

Zé Luís disse...

Os clubes ingleses de topo, esses, fazem 60 jogos por época. Justifica-se jogarem os menos utilizados. O campeonato é muito competitivo e as ambições na Europa são grandes. Em Portugal, nesta altura, não se justifica. Contra um Arouca ou até Rio Ave, tudo bem, não com Nacional e Braga.

Em 2010 "responsabilizei" AVB pela derrota com o Nacional. Foi a 1ª derrota, na taça da treta, em casa, porque o polaco deu um frango monumental mas isto é passível de suceder e há alturas em que não se deve arriscar. Acabámos a empatar em Barcelos (2-2) e fora de uma taça que podíamos ter ganhado. Porquê? Porque a aposta inicial não foi para assegurar logo que o apuramento estava garantido.

É nestas circunstâncias que as coisas acontecem com mais naturalidade. E ao ser eliminado assim não sei o que se ganha com isso e quem ganha com isso, decerto não os B e reservas que poderiam jogar em prova já resolvida numa fase de grupos.

João Silva disse...

Penso que neste caso o VP agiu correctamente ao poupar alguns dos habituais titulares, e não se deveu a isso que o Porto caiu em Braga... Penso que se deveu essencialmente à falta de concentração de alguns jogadores, alguns titulares, que não encararam o jogo da forma como qualquer jogador do Porto deve encarar (PARA GANHAR). A displicência do Danilo no auto-golo é prova disso.
Em relação à Taça Lucílio, peno que é uma boa oportunidade para integrar os jovens da equipa B com alguns jogadores da equipa principal, mas sem pôr em causa a integridade física dos nossos titulares. Iturbe, Kelvin, Castro, Quino precisam de minutos para crescer no nosso plantel, e é junto dos "grandes" que poderão dar o salto...

KOSTA DE ALHABAITE disse...

'mai nada'
Mais um bom e objectivo post.
Assim vale a pena falar do Porto e entender coisas que por vezes nos escapam e por isso nos levam a ser , hum, algo entre o incrédulo e o irado...

Miguel Lourenço Pereira disse...

Zé,

Os ingleses de topo fazem isso há décadas, não é só com o calendário actual. É uma competição a que não dão importância, pura e simplesmente, e que muitas vezes acabam por ganhar porque chegam ás últimas duas rondas graças ao trabalho das reservas e mais novos e nessas circunstâncias, disputam o título.

Para mim uma competição inventada do nada para manter satisfeita a Olivedesportos e alguns clubes da Liga, que não tem nem sentido, nem prémio financeiro, nem prestigio dá-me exactamente igual.

Carlos Santos disse...

Caro José Correia, estou 100000000000000% de acordo consigo.

A Taça de Portugal, faz-me lembrar os gladiadores do antigo império Romano: iam lutando em palcos menores até conseguirem chegar ao Coliseu de Roma e terem a "honra" de morrer aos olhos de César. Na prática o que se passa na Taça é a mesma coisa: os clubes pequenos tentam chegar à final para terem a honra de a disputar na capital com a presença dos mais altos chefes de Estado, é o retrato deste país de merda, o mais centralizado a Europa Ocidental.

Duarte disse...

Ah pois, já me esquecia dessa. Quando ganhamos o mérito é de Vítor Pereira, quando perdemos é dos jogadores e/ou da SAD.

Hugo disse...

Eu costumo ouvir/ler precisamente o contrário.

Carlos disse...

Sou da opinião que não haveria necessidade de fazer uma poupança tão pronunciada no jogo de Braga. Podíamos ter apresentado mais 1 ou 2 titulares sem prejudicar o jogo de Paris, nomeadamente se esses 1 ou 2 titulares fossem atletas capazes de uma rápida recuperação. Acredito que o Lucho não faça parte desse lote mas outros farão.
Porque em Braga com uma voz de comando e experiencia em campo teríamos seguramente seguido em frente.

Carlos disse...

Não coloco a Taça de Portugal e a Taça da Liga desportivamente ao mesmo nível.
A Taça de Portugal é claramente mais relevante.
Para a taça da liga jogaria apenas com 2º escolhas, uma equipa semelhante à que foi utilizada em Braga.

DC disse...

Vai ser mais um jogo para o Kléber andar para lá a meter nojo...

José Rodrigues disse...

Acho imperativo meter o Jackson de inicio! Mais do q qualquer outro jogador...e nao vejo nenhuma razao para o poupar, sobrecarregado nao esta' certamente nem vai estar: olhem so' para o calendario (das ultimas semanas e das proximas).

Depois se estivermos a ganhar, porque nao meter o Kleber aos 60mins, por exemplo. Antes disso nao.

Ja' para o jogo em Setubal para a taca da Liga, deve certamente ser poupado (para o jogo no galinheiro poucos dias depois); ele e muitos mais. Dai' fazer ainda mais sentido q se usem muitos (quase todos) os titulares hoje.

DC disse...

Concordo, ou melhor nem sei se concordo.

Se for para ganhar sem dúvida e sem dúvida que uns minutos de competição fariam bem aos titulares.

Por outro lado a valorização que dou a esta taça até me faz equacionar jogar com Kléber ou até Vion a titulares e Iturbe e Kelvin nas alas.


VP saberá se quer ganhar esta taça ou não. Acho pelo menos que o Iturbe devia jogar de início para ir ganhando confiança.

José Rodrigues disse...

Gostava q me dissessem o q e' os proprios jogadores escolhidos ganhariam se apresentarmos uma mescla de 2as e 3as escolhas sem quaisquer rotinas... como ja' disse, acho q ia servir mais para os queimar do q outra coisa qualquer, ate' pq um Nacional na maxima forca (e rotinado) nao e' exactamente um Santa Eulalia.

Gostava tambem de saber o q e' os habituais titulares iam beneficiar ficando de fora neste jogo (e se ficam de fora neste jogo, ainda mais nos px 2 jogos da taca da liga), chegando ao jogo do "galinheiro" no inicio de Janeiro sem ritmo competitivo depois de praticamente um mes inteiro sem jogos.

Concluindo: mesmo q a taca nao fosse para ganhar, ate' vejo mais prejuizo q beneficios para os jogadores TODOS se jogarmos com uma especie de equipa B.

Pessoalmente nao vejo porque nao manter as hipoteses em aberto nesta fase (no q diz respeito a tentar ganhar a taca). Fazendo um esforco serio nos 2 primeiros jogos podemos cagar no 3o (antes do jogo no galinheiro) garantindo ao menos a passagem 'as eliminatorias, e depois logo se ve^ q jogadores meter nessa fase em funcao do calendario.

Q nao haja duvidas: se for preciso cagar para as 1/2 finais (e final) da Taca da Liga por causa de conflitos de calendario/esforco com o campeonato e LC, eu serei o primeiro a defende-lo. Mas para ja', porque^ nao manter essa porta aberta?

Duarte disse...

Também há leituras nesse sentido, há. São tão erradas como as outras. Agora, o que é politicamente correcto é dizer-se justamente isso que tu dizes: que ninguém se lembra VP nas vitórias e a ele todos se atiram nas derrotas. Ora, em termos quantitativos existe o mesmo número de extremismos contra o treinador, como a favor dele. Isto por muito que se queira fazer passar a ideia de que os críticos de VP são irracionais (que os há, mas nem todos) e os seus defensores são equilibrados (que também os há, claro, mas o que não falta são também aqueles que o desresponsabilizam de tudo o que é negativo e o louvam a ele e só a ele nas vitórias).

Moral da história: pela minha parte, mesmo não sendo um fã deste treinador, não me identifico com nenhuma destas duas correntes radicais, mas que elas existem e vão nos dois sentidos (não é só num, ao contrário do que se gosta de fazer parecer), existem.