sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

As entradas e saídas de Janeiro

A janela de transferências de Janeiro fechou às 23:59 de ontem e, em termos de entradas e saídas, o cenário é o seguinte:

Saídas do plantel:
- Miguel Lopes ( FC Porto -- SCP; a FCP SAD fica com 50% dos direitos económicos )
- Emídio Rafael ( FC Porto -- SC Braga )
- Iturbe (FC Porto -- River Plate; empréstimo por 6 meses )
- Rolando ( FC Porto -- SSC Nápoles; empréstimo por 6 meses )

A estas saídas, acresce a resolução de mais dois casos:
- Souza ( Grémio (emprestado) -- Grémio; venda por 3 milhões euros )
- Ventura ( Olhanense (emprestado) -- SCP; empréstimo )



Entradas no plantel:
- Izmaylov ( SCP -- FC Porto )
- Liedson ( Flamengo -- FC Porto, empréstimo por 6 meses )
- Fucile ( Santos (empréstimo) -- FC Porto ) --- a confirmar

Analisando estas entradas e saídas, constata-se que:

i) Ao contrário do receio manifestado por alguns portistas (talvez devido a notícias especulativas que saíram na comunicação social), nenhum dos 13 jogadores que fazem parte do lote restrito que tem sido mais utilizado por Vítor Pereira, saiu a meio da época. Boa notícia para o treinador e para os adeptos.

ii) As entradas no plantel não implicaram custos com a aquisição de passes de jogadores (ao contrário de idêntico período da época passada, em que foram investidos 3,5 milhões de euros no passe de Janko). É um sinal dos tempos.

iii) O aumento de encargos com os elevados salários de Izmaylov e Liedson é, pelo menos parcialmente, compensado com o facto da FC Porto SAD deixar de pagar os salários de cinco jogadores: Miguel Lopes, Ventura, Emídio Rafael, Iturbe e Rolando.

iv) A confirmar-se as notícias que vieram a público, a FC Porto SAD terá feito um encaixe global de cerca de 4 milhões de euros, com os empréstimos de Iturbe e Rolando e a venda do passe de Souza. Nada mau.

v) As entradas no plantel apenas envolvem jogadores conhecedores e perfeitamente adaptados ao futebol português e foram para posições onde as carências eram evidentes.


Ponderando todos estes aspetos, penso que o balanço é francamente positivo, mas conclusões definitivas só no final da época e estarão condicionadas ao desempenho que Izmaylov e Liedson evidenciarem dentro das quatro linhas.


P.S. Foi uma pena que o Quaresma (ou terá sido o Jorge Mendes?) tenha preferido os milhões do Dubai, em vez da possibilidade de voltar a ser campeão português, do prestigio de voltar a jogar na Liga dos Campeões e, conjugando estes aspetos, tentar recuperar um lugar na Seleção Nacional.

10 comentários:

.:GM:. disse...

O Quaresma chegou a treinar durante o mês de Janeiro no HP de Cascais, o qual também frequento. O próprio dizia que para além da diferença salarial em termos brutos, no Dubai não terá de pagar impostos sobre o que auferir. Disse desde o início que não ficaria em Portugal, o regresso à Turquia ou outro destino com uma boa compensação financeira foram sempre as possibilidades em cima da mesa. Só mesmo a imprensa e os adeptos é que alimentaram essa (im)possibilidade de volta a Portugal. Ele foi ganhar 4 ou 5x mais do que ganharia cá em Portugal depois de descontados os impostos. Acho que a decisão é perfeitamente compreensível e natural, e não há razão para meter o Jorge Mendes ao barulho. Julgo que qualquer um de nós, confrontado com a mesma situação, tomaria a mesma decisão.

Pyrokokus disse...

Relativamente às entradas, penso que foram acertadas dado o momento financeiro e desportivo.
Relativamente ao Quaresma, na minha opinião, não faz cá falta, tanto que foi ele (ou o Jorge Mendes) que forçou a saida para o Inter, e penso que não traria nada de novo á equipa (talvez umas assobiadelas durante os jogos...) Já passou o tempo dele de dragão ao peito.

Anónimo disse...

Será sinal de que novos tempos estão a chegar? Eu pessoalmente estou completamente de acordo. Há muito que não se via por parte do FC Porto uma politica de contratações tão responsável e realista tendo em conta o quadro de quase falência técnica em que vive a FCP Sad. Já são muitos anos a viver acima das possibilidades. Os primeiros sinais foram dados no início da época com o peso do investimento realizado a ser quase em exclusivo para a contratação do imprescindível Jackson Rodrigues.
Espero bem que tenha acabado por fim o tempo das milionárias contratações sem justificação plausível e ao arrepio das verdadeiras possibilidades económicas do clube; casos das aquisições de Danilo ou mesmo Alex Sandro. Mas sinceramente tenho dúvidas que seja esta política realista que vai continuar a ser seguida no futuro pela direcção; não nos esqueçamos que entretanto já foram contratadas mais duas “vedetas” Mexicanas e que uma delas joga a central e fala-se só na contratação com esse jogador em valores na ordem dos 11M, incluídas as já habituais e também obscenas comissões. Relembro que sem comissões o FCP contratou o Otamendi, Mangala e Maicon, por 8M, 7,5M e 5M (salvo erro) respectivamente. Vamos ver o que acontece no futuro; a esperança é a última a morrer.
Quanto ao presente como escrevi anteriormente, concordo plenamente com a política agora seguida; mas convém não minimizar os riscos evidentes que corremos tendo em conta o quadro de imprevisibilidade que enquadra o futuro rendimento desportivo de Ismaylov e Liedson. Se correr tipo Lucho (e este não era um risco previsível, mas sim uma solução); ganhamos a lotaria; se não, ficamos com dois monos pagos a peso de ouro.

Deixo aqui para todos nós reflectirmos, um parágrafo de um artigo de opinião publicado hoje no jornal “Record” da autoria do maior accionista em nome individual da FCP SAD: António Oliveira

“A FIFA está interessada em regular a actividade dos empresários de jogadores e o cerco promete ser apertado para uma profissão que lucra milhões com o negócio do futebol, nem sempre com a maior transparência. Urgem mecanismos que possam limitar os abusos em algumas comissões praticadas.”

E que eu acrescentaria que muito tem ajudado a levar alguns clubes para a beira da falência.

Silva Pereira disse...

Boa tarde,

Falta saber quanto custou o serviço dos empresários/prémio de assinatura.
Segundo o basófias (na Bolha TV) Oliveira (aquele que pretende ser pres do FCP) só a Troca de jogadores entre os lagartos e o FCP custou 1,5 Milhões, como se costuma dizer não há almoços grátis

Miguel Lourenço Pereira disse...

Eu acrescentaria nesta movimentação a compra de 100% do passe do João Moutinho.

Isso significa, seguramente, que a SAD espera fazer um encaixe com a sua venda no próximo Verão de forma definitiva e que tentará sacar o máximo proveito de uma venda que, recordo, também dará direito a uns trocos para Alvalade!

Felisberto Antonio Oliveira Costa disse...

A (re)compra da totalidade do passe de João Moutinho, só pode significar que já existe um comprardor garantido! Que saia campeão, que seja feliz e que como da praxe, o FC PORTO trate de arranjar um substituto igual para melhor!!!!

José Rodrigues disse...

"Sinais dos tempos"??

Para além da compra de um jogador para a px época por muitos milhões numa posição em q temos 4 bons jogadores (Reyes), temos a compra de % do passe do Moutinho por mais uns poucos milhões e agora, pelo q li, 9 milhões por 35% do James...

Logo se a SAD está mais apertada, nao parece nada. Nao me lembro de se gastar tanto dinheiro num Inverno...

Simplesmente nenhum desse dinheiro foi gasto reforços no plantel actual.

Agora... se apesar disso foi dinheiro bem ou mal gasto, isso já é outra conversa. Nao me venham é dizer q andamos a apertar o cinto.

Anónimo disse...

Sinceramente a cada dia que passa acho cada vez mais estranho e muito pouco transparente estas negociatas de venda e revenda, compra e recompra de percentagens do passe do mesmo jogador; foi o caso do Moutinho é agora o do James m que se vende 70% do James por 2,55M e depois volta a comprar os mesmos 70% por 8,75M e a cada operação toca a pagar mais comissões de compra e venda; custos de intermediação e muitas vezes inclui renegociações de contrato com os próprios jogadores. É sempre a somar e quem paga é sempre o mesmo, claro o FCP. Quando falo em falta de transparência a maior fatia vai para a falta de informação de quem é quem e que está por detrás destas empresas que na maior parte das vezes estão sediadas em paraisos fiscais e onde nunca se sabe que é o verdadeiro proprietário; logo quem anda a ganhar balúrdios com o Porto. Desculpem o desabafo, mas sinceramente estou farto destas negociatas. Mesmo que sejam do tipo Falcao que em conjunto com o R.Micael foi vendido por 47M e só 20M entraram no clube. Já sei que alguns vão dizer é pá são 20M de lucro e eu pergunto e então se eu posso lucrar 30 0u mais porque é que vou dar a ganhar a outros e se dou que todos os portistas saibam quem são os previlegiados destes chorudos negócios; pois é bom que não haja incompatibilidades entre vendedores e compradores. Para quando uma auditoria independente a todo o universo FCP e não só a uma parte como tem sido feito até aqui.

Miguel Lourenço Pereira disse...

É mais do que evidente que não estamos a apertar o cinto e estas compras de percentagens simplesmente querem dizer que a SAD prevê vender os dois jogadores em Verão.

Não faz sentido recomprar a percentagem do passe se não for para vender e obter um lucro a 100% dos valores sobre a mesa. A chegada do Reyes pode, eventualmente, significar que um terceiro jogador sairá, do eixo defensivo, em Junho, três transferências que darão o encaixe necessário para paliar contas.

Anónimo disse...

Bem, pelo menos o Iturbe já está a facturar no River Plate:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=OWul08Wn3Og