sábado, 16 de março de 2013

FC Porto empresa ou FC Porto clube?

A imagem do FC Porto na Europa é a de um caso de sucesso. Nos últimos anos jornais e revistas de referência, da France Football à Marca, da World Soccer à Gazzetta dello Sport, foram publicadas várias reportagens elogiosas à gestão do clube. É o reconhecimento internacional de que no estádio do Dragão as coisas se fazem bem e que muitos clubes europeus devem seguir o nosso exemplo.

A questão que essas reportagens levantam, os elogios que tecem ao FC Porto, estão no entanto pouco relacionadas com o futebol. Pode parecer irónico mas não o é. É raro ler em algum desses textos análises ao nosso modelo táctico, ao nosso sistema de jogo, ao talento do nosso staff técnico, à nossa política de formação ou à nossa hegemonia incontestada do futebol português nas últimas três décadas. São, sobretudo, artigos que se focam na forma como o FC Porto domina, na perfeição, o mercado de transferências, a política de import-export que temos praticado na última década. No fundo são artigos que falam mais da FC Porto empresa do que propriamente no FC Porto clube. E há uma diferença.

O trabalho da SAD na descoberta de talentos e na sua posterior revenda por valores milionários tem sido incrível. Descobrir jogadores como Deco, Lucho Gonzalez, Lisandro Lopez, Anderson, Pepe, Paulo Ferreira, Hulk, Falcao, Bosingwa, Raul Meireles, Bruno Alves e companhia, é algo que ultrapassa a gestão da esmagadora maioria dos clubes europeus. Muitos desses nomes não eram desconhecidos do grande público, mas o FC Porto apostou neles, recrutou-os antes de outros clubes e valorizou-os com a marca Porto. Pelo caminho realizou a maior soma de ingressos por transferências da última década no futebol europeu, muito por cima de outros gigantes. Tivemos os nossos erros, nos últimos anos temos alterado de forma significante essa política de descobrir barato e vender caro (leia-se Danilo, Alex Sandro, a própria compra do passe total de Hulk ou as revendas de percentagens), mas mesmo assim estabelecemos um comportamento padrão que só agora outros clubes começam a imitar. Essa gestão vem acompanhada de um imenso passivo - que a maioria das reportagens nunca menciona - e tem-se tornado mais consequência desses problemas de tesouraria do que desejo da própria directiva, mas os números não mentem. A política import-export empresarial do clube tem sido a base do trabalho da SAD nos últimos anos. Mas e o clube?

Neste mesmo período de tempo, uma década, o FC Porto clube venceu duas provas europeias.
Foi o corolário de duas grandes gerações - com o respectivo mérito da directiva em recrutar os jogadores e apostar em dois técnicos desconhecidos - mas durou o mesmo que uma estrela fugaz no céu. O primeiro ano depois de cada título europeu foi um desastre absoluto, um comportamento padrão com debandada generalizada, problemas de balneário e técnicos de perfil baixo para controlar um balneário de "vedetas". O clube saiu a perder e a imagem que deixou foi a de ter sido o sonho de uma noite de Maio e pouco mais. Desde então o FC Porto participou em nove temporadas de Champions League. Apenas por uma vez  falhou a grande prova internacional de clubes, um registo que nos permite estar logo atrás do Manchester United como o clube com mais edições do torneio às costas. Precisamente por isso conseguiu coleccionar pontos (o ranking da UEFA não premeia da mesma forma a presença na Champions e o respectivo apuramento aos Oitavos com os mesmos pontos da Europe League) para ser por três vezes cabeças-de-serie da fase de grupos. Mas salvo em 2008-09, a equipa nunca mais passou a barreira dos Oitavos.
Eliminados por Inter (04-05), Chelsea (06-07), Schalke 04 (07-08), Arsenal (09-10) e Málaga (12-13) na primeira fase a eliminar não chegando sequer a passar da fase regular em duas épocas (05-06 e 11-12), os registos são pobres, muito pobres para uma equipa capaz de descobrir tão bons jogadores, de os vender por tão bom preço e de marcar presença regular na prova rainha do futebol europeu.



Também por isso o FC Porto começou a tornar-se um desconhecido para o grande público europeu. Pura e simplesmente porque ouvem falar dos "Dragões" mas nunca os vêem. Não os vêem porque, naturalmente, não seguem a Liga Sagres e na fase de grupos da Champions encontram, seguramente, jogos mais importantes que seguir. Se a equipa é eliminada na primeira ronda da fase a eliminar, está claro que continuará longe dos focos mediáticos. E isso é um problema para o clube.
Não só para as suas arcas (menos exposição igual a menos uns trocos na venda de alguns jogadores, menos receita de bilheteira em alguns jogos a eliminar por época) mas para a imagem internacional da instituição. No defesa todos falam do FC Porto, na capacidade espantosa do clube vender bem e comprar melhor, mas durante os nove meses que dura a temporada o clube passa por um suspiro pela bocas dos adeptos neutrais, os adeptos na Ásia e na América Latina, já para não falar no resto da Europa. E sem essa popularidade, dificilmente o FC Porto se poderá afirmar como um grande da Europa. Não é a compra e venda de jogadores que permitirá ao clube dar esse passo. Mal chega para manter a cabeça por cima da tona de água. É vencer os jogos que realmente importam na temporada europeia que permitem ao clube trepar posições na tabela dos clubes mais importantes do futebol europeu.

Actualmente o FC Porto está em oitavo no ranking da UEFA e será cabeça de série na edição do próximo ano. Consequência de cinco temporadas em que a equipa somou muitos pontos no ano da vitória da Europa League e no da chegada aos Quartos da Champions que compensam a pontuação mediana das outras três temporadas. Daqui a dois anos, quando essas duas épocas deixarem de contar, se os resultados se mantiverem na média actual, é provável que o FC Porto caia uma dezena de postos na tabela (dependendo também dos seus imediatos perseguidores, logicamente). É um toque de atenção para a direcção.
O Borussia Dortmund, um clube que, literalmente, faliu à menos de uma década, venceu duas Bundesliga consecutivas e este ano declarou, publicamente, desde o início da época que o tricampeonato não era o objectivo. Era chegar às meias-finais da Champions League. Porque isso não só valia muito mais dinheiro como daria muito maior exposição ao clube, permitiria manter alguns dos seus jovens jogadores e atrair outros tantos. A equipa sobreviveu ao "grupo da morte" e está perto de cumprir o objectivo e apesar de seguir a quinze pontos do Bayern Munchen nenhum adepto do Westfallen põe em causa a política do clube. Entende que a importância do sucesso continental hoje em dia supera, em muito, o do triunfo nacional.


O FC Porto é o maior clube português e dificilmente o deixará de ser nos próximos anos. Está na hora da direcção do clube começar a pensar mais na consolidação do clube na Europa do que perpetuar apenas a hegemonia doméstica.
Isso significa, em primeiro lugar, garantir que tem uma equipa técnica à altura dos desafios porque não foi por acaso que as melhores épocas europeias do clube chegaram com os treinadores com mais talento e carácter (Artur Jorge, Robson, Mourinho, Villas-Boas).
Isso significa pensar num plantel que dê garantias muito para lá de 30 jogos de uma liga medíocre onde só há quatro ou cinco encontros de nível de exigência alta ao ano, com mais opções por posto, com mais jogadores da casa para terem minutos nos jogos de liga prévios a choques europeus e procurando conciliar a excelente política de contratações de Hulks, Falcaos e Jackson com a de Maicons, Bosingwas e Meireles.
Isso significa exigir, desde o principio - mesmo que de portas para dentro - que os Oitavos são o principio e não o fim da carreira europeia, principalmente enquanto o clube pode sacar partido da sua condição de cabeça de série na fase de grupos, como pode suceder este e no próximo ano ainda.
Isso significa deixar de pensar no clube apenas como uma empresa de compra e venda (e não vou falar aqui de comissões, revendas de passes porque não acho que seja o momento) e mais como um clube que precisa de um núcleo duro que resista 4 ou 5 anos para fazer a ponte geracional e manter uma presença forte no balneário.
Isso significa, no fundo, pensar mais no FC Porto como um clube importante a nível europeu e menos numa empresa de negócios e um clube com uma dimensão meramente nacional, áreas onde já demonstramos solvência suficiente nos últimos anos. Para que as próximas reportagens das publicações internacionais não se foquem apenas na forma como fazemos negócios mas na qualidade dos jogadores que temos, no estilo de jogo que a equipa pratica, no talento do nosso treinador principal e na sensação de importância que começamos a transmitir lá fora.

Podemos não passar dos Oitavos para o ano, nem sequer no seguinte, se nos cruzarmos com os Barcelonas, Bayerns e Real Madrid deste concerto europeu de futebol. Mas temos condições, base, adeptos, talentos na equipa directiva e mentalidade para ser uma pedra no sapato de muitos dos clubes europeus que nos olham agora como o Málaga, um clube hábil na mesa de negociações mas frouxo no relvado quando chega a hora da verdade.  

63 comentários:

D.Pedro disse...

Perdemos uma eliminatoria com um dos clubes que mais se destaca em Espanha e já somos um frouxo ?!

Vai passear MLP.

Frouxo, é quem fica com esse estado de espirito só porque perdeu uma eliminatoria em que na altura crucial jogamos com DEZ...

Esse não é o ESPIRITO DO DRAGÃO é mais de "andrade".

ajcmelo disse...

Esse espirito de "desculpar" a equipa porque estava a jogar com dez, porque o Malaga é afinal um monstro de Espanha , esse é que é o espirito "Andrade" , das vitorias "morais" etc ..não é concerteza a do espirito de Dragão

Bluesky disse...

É curioso que se forem fazer um inquérito, a esmagadora maioria dos portistas troca de bom grado o titulo europeu ou até mesmo a simples presença na final, por mais um titulo caseiro...
Eu digo e repito que nesse aspecto sou um "Borussia"! Que se foda o sindrome Benfica e façamos carreira lá fora... ou ainda não sentiram os novos ventos? Ainda não ouviram falar na... Drema League????

ajcmelo disse...

Espirito de Andrade é desculpar a equipa porque estava a jogar com dez (culpa própria), que afinal o Málaga é um monstro de Espanha,que chegamos onde nenhuma equipa portuguesa chegou e essas vitórias morais todas , isso é que é o espirito de Andrade . O espirito de Dragão é bem diferente , é o espirito da exigência máxima consciente de que nem sempre é possível vencer . Esconder que fomos mal eliminados e por culpa própria é regressar ao espirito Andrade ...

um pinto que deu à costa disse...

só uma coisinha.
onde é que o malaga é um monstro de espanha?
por amor de deus.
perguntem a qualquer espanhol, desde que não a um adepto do malaga, se consideram essa equipazeca um monstro e logo verão a resposta. o malaga é neste momento o nosso paços de ferreira.
e até podem ganhar a liga espanhola que nem assim vai na próxima época cheirar as competições europeias. exactamente porque é uma equipazeca com o dono do clube a ser uma espécie de lfv + vale e azevedo e que vai fazer com que dentro de um ano ou dois o clube desapareça.

e termino dizendo que partilho e subscrevo a opinião do autor do post, em absoluto.

Nightwish disse...

"Neste mesmo período de tempo, uma década, o FC Porto clube venceu duas provas europeias."

Duas, Miguel?

Com a crise económica que ainda mal começou, e com os negócios que a SAD tem vindo a fazer, parece-me uma péssima altura para andar a arriscar coisas dessas.

pafj disse...

Se compramos e vendemos caro é simples... são jovens.Quem gangha as competiçoes europeias ou vão longe são os grandes senhores (Mourinhos e que tais)com jogadores maduros.Nõa se pode ter tudo.Alguém sabe a media de idades da grande equipa de 87?Ou de 2004?vamos comparar com a desta epoca.E no Sec XXI quem mais ganhou que nós?Na Europa e á dentro???Este artigo gfoi um tiro no pé...

José Correia disse...

Artigo muito, muito interessante do Miguel, embora eu não concorde com algumas coisas que são ditas.

José Correia disse...

Neste mesmo período de tempo, uma década, o FC Porto clube venceu duas provas europeias

O FC Porto venceu três e não duas provas europeias:
- Taça UEFA (Sevilha, Maio 2003)
- Liga dos Campeões (Gelsenkirchen, Maio 2004)
- Liga Europa (Dublin, Maio 2011)

José Correia disse...

Precisamente por isso conseguiu coleccionar pontos (o ranking da UEFA não premeia da mesma forma a presença na Champions e o respectivo apuramento aos Oitavos com os mesmos pontos da Europe League)

Miguel, nas últimas cinco épocas (as que contam para o Ranking UEFA de clubes), a época em que o FC Porto somou mais pontos para este ranking, foi aquela em que disputou a Liga Europa.

José Correia disse...

Eliminados por Inter (04-05), Chelsea (06-07), Schalke 04 (07-08), Arsenal (09-10) e Málaga (12-13) na primeira fase a eliminar não chegando sequer a passar da fase regular em duas épocas (05-06 e 11-12), os registos são pobres

Miguel, compreendo perfeitamente a tua desilusão e todos nós (Portistas) gostaríamos que a equipa tivesse ido mais longe.

Mas, para uma equipa do campeonato português, cujo orçamento não entra sequer no top 30 dos clubes europeus, chegar regularmente aos oitavos final da Liga dos Campeões, não pode ser classificado como um registo pobre.

José Correia disse...

Está na hora da direcção do clube começar a pensar mais na consolidação do clube na Europa do que perpetuar apenas a hegemonia doméstica

Num país pequeno e bipolar como é Portugal, uma coisa não pode ser dissociada da outra.

Zé Luís disse...

Apesar de continuares a enfermar de vários vícios - prconceitos tidos como "progressismo" e "visão de futuro", tão aliada a uma "mania de grandezas" como a um desfasamento da realidade que supostamente queres ou achas que o clube pode acompanhar - prefiro sempre ver-te a raciocinar, expondo argumentos que podem ser debatidos mas têm sempre de ser respeitados, em vez de ver-te a disparar para todos os lados e aí inibo-me de comentar como no caso do jogo da Champions onde fugiste a uma avaliação criteriosa mas indispensável, para arrasares tudo - e, agora, vires com a ideia contrária à de 4ª feira e pensando que o mesmo FC Porto deve ser superior mas sem admitires que há outros argumentos superiores que amiúde nos remetem para a nossa verdadeira realidade que circunstancialmente somos capazes de superar, de resto como na História de Portugal.

Nem estou para dirimir argumentos contra quem qualifica de "andrades" ou "dragões" o apontar de uma realidade ou o congeminar de uma outra, idealista que, por si, vale o que vale.

Apontas bem o que diferencia mesmo o que nos faz falar lá fora, a venda de jogadores e os lucros inerentes, mas sabes que sendo essa a raison d'ètre do actual funcionamento da SAD - uma opção como outra e que em geral deu resultados, aqui e ali contestados mas incontestáveis - também o FC Porto não pode sempre superar os seus limites e esta equipa, na 4ª feira, pontualmente, atingiu o seu limite.

Em qualquer sector de actividade temos forçosamente de contar com as nossas forças mas saber avaliar a concorrência, o que falta muito nas apreciações futebolísticas.

Se quiseres enveredar, ainda, pelo import-export e detetor de talentos, pensa no fracasso do projecto 611, um fracasso total e absoluto que nasceu sem se ver e morrer sem deixar rasto mas com todos os intervenientes presentes ainda hoje para escondidos nos gabinetes como silencioso o mentor da ideia que foi um nado-morto.

Ou ires pelo peregrino projecto de Comunicação do clube com o famoso e nada formoso Torto Canal para perceberes, enfim, que mais do que a dicotomia SAD-clube ou negócio-associativismo tem mais variáveis do que meramente um fortuito exemplo de ganhos e perdas nas trocas de jogadores.

Admito que tentas lá chegar, mas não consegues e poucos, de resto, entendem. Mas sempre é preferível pensar por si, livremente, do que copiar outros e não dar o relevo a isso ou seguir a política da terra queimada como a dissecar, com mais fúria que razão, a derrota de 4ª feira que, como sabes e te contradiz o post, a muitos é um bálsamo desde que permita concentrar e ganhar o campeonato.

Até porque passas mal se não entendes que, de momento, o objectivo é mesmo a hegemonia interna, a par de uns floreados lá fora que animem mais a malta, e nada se mudará nem com esta "estrutura" que faz essa aposta clara e inequívoca defraudando as tuas convicções, nem enquanto o Porto não tiver mais títulos do que o Benfica no campeonato.

Entretanto, e bem na medida das suas possibilidades, o FC Porto vai tentando aparecer lá fora, precisamente para não se enredar inutilmente na mediocridade da concorrência interna e a idiosincrasia do tuga estúpido e boçal como o Manuel que lês aí em cima ou os anónimos intrusos de outros comentários a quem são permitidas tais facilidades de instilar veneno.

Como sabes, sou insuspeito de bajular, como tu, esta SAD e os processos e meios utilizados, pelo que me sinto à vontade para fazer observações deste tipo que vagueiam entre o que eu penso, como tu, livremente, e o que sei ser política assumida à qual não podemos fugir e, em geral, como a percebo (não que concorde em absoluto), tendo a aceitar, com limites que a criatividade e liberdade de expressão me impelem também a escrever.

Miguel Correia disse...

Realmente não percebo este Post. Desde quando não se pode conciliar uma boa Campanha interna com uma boa prestação na Europa? Já o fizémos no passado.Sempre que ganhámos na Europa conquistámos o Campeonato.
Agora, assumir o contrário é nivelarmos as ambições do Clube por baixo.
Como Portista quero ser sempre Campeão Nacional e chegar longe na Champions, ou pelo menos lutar com dignidade para tal.

Anónimo disse...

Estás no país errado, pá. E estás a pregar no deserto.
Aqui não compensa analisar o passado e projectar o futuro a longo prazo.
É sempre a árvore pela floresta. E navegação à vista, com miopia e tudo.
Excepcional artigo.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Nightwish,

Na última década 2004-2014, vencemos a Champions League e a Europe League. Duas provas europeias!

Miguel Lourenço Pereira disse...

Pafj,

Eu não falei em ganhar em Champions League, acho que ninguém pode exigir isso ao FC Porto ou a qualquer outro clube fora de Espanha, Inglaterra, Itália e Alemanha. Falei em olhar para cima, disputar mais eliminatórias e, se a ocasião aparecer, como em 1987 e 2004, marcar presença. Mas isso depende de várias variantes.

É perfeitamente possível ter uma equipa como a de 2004, uma equipa constituida por jogadores muito mais baratos que os Danilo, Alex Sandro, Jacksons, James e afins. Mais díficil é encontrar um treinador à altura, mas da mesma forma que Pinto da Costa teve o génio de apostar em Mourinho e AVB, seguramente poderá encontrar outro treinador do mesmo estilo.

A partir de aí, se pensarmos que o Benfica, o APOEL, o Galatasaray, o Schalke 04, Bordeaux, Lyon e o Málaga fizeram parte das equipas que nos últimos 4 anos foram aos Quartos da Champions (e o Schalke 04 e o O Lyon ás meias), nada me parece impossível!

Miguel Lourenço Pereira disse...

Estou a contar a partir da próxima época 2013-2014 mas não tenho nenhum problema em acrescentar a Taça UEFA ao leque Zé.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Zé,

Precisamente porque a venceu. Razão pela qual, por exemplo, em 11º lugar do ranking (três atrás de nós) está o Atlético de Madrid que venceu duas em três anos diferentes com um registo na Champions paupérrimo. Ganhar a prova implica um bónus significativo de pontos que compensa o facto dos pontos atribuidos nas vitórias das fases de grupos (e a ausência de pontos por passar os 16 avos de final) ser ligeiramente inferior que o da Champions.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Zé,

Depende da ambição que queiras para a equipa. Porque não imagino muitos clubes a gastar mais de 10 milhões em contratações de jogadores se o objectivo é vencer a Liga Sagres (coisa que fazemos habitualmente e sem grande esforço em muitos dos casos) e ficar em 2º de 4 equipas na fase de grupos para onde nos apuramos directamente.

O que estás a dizer é que o orçamento do FCP serve só para isso ou que não conseguem sacar mais rendimento? Porque acho um orçamento demasiado grande para o que se consegue realmente. E cuidado, eu não estou a falar em disputar a Champions, estou simplesmente a dizer que caímos contra equipas cujo o orçamento é pior que o nosso (Málaga-Schalke 04) ou equipas cujo orçamento sendo maior, a qualidade do onze não corresponde a essa diferença (passou com o Inter em 2005 e com o Arsenal em 2010).

Se o FCP passa aos Oitavos da Champions e todos os anos lhes tocar Barcelona, Bayern Munchen, Real Madrid ou Manchester United, eu sou o primeiro a não ter ilusões e dar a missão por cumprida. Mas não me venham dizer que podemos dizer o mesmo com os Málagas e Schalkes do futebol!

Miguel Lourenço Pereira disse...

Zé,

O país é aquilo que dele queremos fazer. Se a direcção e os adeptos acreditam em fantasmas e pensam que dois anos de aposta na Europa, com a eventual perda de títulos nacionais, colocam em risco toda a estrutura, então é porque temos um clube construido em pés de barro. E não acho que seja assim. Pelo Benfica ou pelo Sporting ganharem um ou dois titulos, nós não vamos deixar de ser quem somos. Passou entre 2000 e 2003 e voltamos muito mais fortes e dominadores.

Guiar a nossa filosofia pelo que diga a Bola, os paineleiros da TV e os presidentes dos clubes contrários é algo que não pode fazer parte da mentalidade deste clube. O Bayern perdeu 2 títulos na Alemanha para o Dortmund - um clube com 1/3 do seu orçamento - e alguém coloca em questão quem é o maior clube alemão? Nem pensar!

Zé Luís disse...

"insuspeito como tu de bajular a SAD" é o sentido da minha frase e não a errónea interpretação de tu bajulares a SAD, o que sei não ser verdade mas devo pontuar este significado para não haver confusões, pelas quais me penitencio.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Zé Luis,

Eu sei bem o que pensas e na esmagadora maioria das vezes acabamos por estar de acordo mesmo vindo de caminhos diferentes. Eu não sou inocente a ponto de pensar que tudo isto é obra do espirito santo. Eu sou o primeiro que sei que a SAD quer exactamente uma hegemonia asfixiante interna porque é aí que está o core do negócio (ou negócios), é aí onde os adeptos sentem esse vibrar do "portismo", com os ocasionais bailes de bola ao Benfica a taparem com a bananeira os falhanços lá fora. Eu sei que a SAD prima pelo domínio interno, as aventuras fugazes na Europa - queixando-se, como muitos, do país pequeno que somos, da falta do dinheiro, da falta de influência, blá, blá blá - de forma a poder gerir as coisas à sua maneira.

Porque, claro, imaginemos que um dia aparece o Nosso Grande Presidente a exigir os Quartos da Champions e a equipa faz figura de pena na fase de grupos, quem leva com a contestação popular é a SAD, e não vamos querer que isso aconteça pois não? Por isso em vez de treinadores a sério a tendência é a de recrutar "yes mans" minimanente competentes para vencer a liga e juntar uns trocos na fase de grupos que ajudem a pagar comissões no Verão. E que esses títulos tapem a boca aos criticos do projecto de formação, da política de comunicação, do dinheiro perdido em comissões e revendas de passe. Essa lição está bem aprendida.

O que eu digo, livremente é certo, é que está na altura de mudar a nossa perspectiva, mesmo sendo consciente que com este cúpula directiva isso é tão provável como deixarmos de perder milhões ao ano em comissões para amigos. Eu não estou a antecipar o que se vai fazer, estou simplesmente a defender o que deve ser feito, a meu ver, e não vejo onde entra a minha contradição porque sei que para isso ser conseguido, muitas coisas têm de mudar - especialmente as que critiquei no artigo depois do jogo de quarta e que levaram a essa mesma situação.

No fundo, tu que és um tipo bem informado, é pensar em algo parecido ao modelo do Arsenal. Todos sabemos que com Wenger a política do clube não vai mudar, independentemente dos resultados, mas todos também sabemos que há outras formas de fazer as coisas que, com outro treinador, seguramente serão feitas, especialmente a nível do mercado. Aqui, salvas as distâncias, passa o mesmo.

PS: Apontas bem o motivo de ter mais títulos que o Benfica. Um clube que leva 30 anos de hegemonia (algo que nem na Escócia, Noruega, Bélgica ou Ucrânia passa) e mesmo assim se preocupa só em superar o número de titulos conquistado no tempo da outra senhora por outro clube diz muito da mentalidade de alguns dirigentes, sufragada por alguns adeptos, e diz também muito do que esperar dos próximos anos. Eu sei que 2004 é a excepção, como foi 1987, mas também sei que sem ser a regra, podia ser algo muito mais habitual com outra abordagem. Mas a pequenês geográfica do país e da nossa história, lamentavelmente, começa nas cabeças de quem lá vive. E eu, como sabes, não sou um deles!

AmusedPT disse...

Prefiro que o Porto se mantenha concentrado dentro de portas.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Miguel,

Ninguém diz que isso é impossível. O que eu digo é que a forma como a temporada é preparada, o perfil de jogador e de treinador que se trazem, são pensados exclusivamente para o mercado interno e nunca para as provas europeias que são vistas como um bónus.

Está no livre direito de pensar o que quiser da mesma forma que eu, como Portista, prefiro estar um par de épocas sem ser campeão se isso me permitir estar no top da Europa, sem que isso seja exclusivo. Chama-se a isso ter ambições diferentes!

Miguel Lourenço Pereira disse...

Eu percebi!

Miguel Lourenço Pereira disse...

AmusedPT,

E tem todo o direito disso mesmo, cada um vive com a ambição que quer para a sua vida e, neste caso, para o seu clube. Para uns ganhar ao vizinho do lado é suficiente, para outros ganhar aos vizinhos do prédio é suficiente, há outros que gostariam de ganhar ao bairro completo.

Como é aquela frase..."um peixe grande num lago pequeno, é um peixe pequeno num lago grande"

José Correia disse...

acho um orçamento demasiado grande para o que se consegue realmente

Miguel, tal como o FC Porto, há dezenas de clubes que disputam as competições europeias todos os anos, ou quase todos os anos.

Dos chamados big five (Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e França), saliento: FC Barcelona, Real Madrid, Atletico Madrid, Valência, Manchester United, Chelsea, Arsenal, Liverpool, Manchester City, Tottenham, Inter, AC Milan, Juventus, Roma, Lazio, Bayern, Borussia Dortmund, Schalke 04, Bayer Leverkussen, Lyon, Marselha, PSG e Bordéus.

E, para além dos big five, tens os endinheirados clubes da Rússia (Zenit, CSKA Moscovo, Spartak Moscovo), Ucrania (Shaktar, Dinamo Kiev) e Turquia (Fenerbace, Galatasaray) que também estão lá todos os anos.

Destes 30 clubes, quantos têm um orçamento inferior ao FC Porto?

E tens, ainda, os principais clubes de países médios como Portugal (Ajax, PSV, Feyenord, Anderlecht, Celtic, Olympiakos, slb, etc.).

É com estes cerca de quatro dezenas de clubes, que o FC Porto disputa um lugar no Top 10 do ranking de clubes da UEFA.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Zé,

Pragmanticamente, e falando nas experiências recentes, o FCP foi eliminado por dois clubes com um orçamento menor (Schalke 04 e Málaga) e não passou uma fase de grupos com uma equipa com um orçamento muitissimo inferior (Apoel). Portanto, apesar do teu raciocinio teoricamente estar correcto, não é válido para a tendência que se tem vivido.

O FC Porto disputará seguramente lugar com muitas dessas equipas, mas dessas 4 dezenas, só metade está na Champions habitualmente e dessa metade, o FC Porto quase nunca se cruza com elas por ter sido, recentemente, cabeça-de-serie, o que faz com que, na realidade, o FC Porto não esteja de facto a disputar de forma directa, numa base de jogo a jogo, com muitas dessas equipas, um lugar nesse top 10!

Bluesky disse...

Eu desejo, quero e sonho com um FC PORTO que luta por titulos cá dentro, como é lógico, mas com ambição, caracter e fome de titulos internacionais.
Afinal de contas todos querem ser campeões para irem á... Champions. Se o objetivo é pensar pequeno e mostrar que estamos lá no sorteio inaugural, desculpem-me mas não me revejo nesse portismo. Como já disse estou-me cagando para a hegemonia interna do clube avermelhado, desde que lá fora toda a gente ao ouvir o nome de Portugal pense em... FC PORTO!!!!
Já agora orçamentos ajudam, mas não ganham jogos!

José Correia disse...

o FCP foi eliminado por dois clubes com um orçamento menor (Schalke 04 e Málaga)

Miguel, o orçamento do Schalke 04 é sensivelmente o dobro do orçamento da FCP SAD.

Podes ver aqui:
http://www.deloitte.com/view/en_GB/uk/industries/sportsbusinessgroup/sports/football/deloitte-football-money-league/0f6fa21252245310VgnVCM3000001c56f00aRCRD.htm

José Correia disse...

E quanto ao Málaga CF, segundo o Transfer markt, gastou esta época (2012/13) 29.436.000 £ em contratações.

Por outro lado, um clube que tem no plantel jogadores como Diego Lugano, Demichelis, Joaquín, Toulalan, Saviola, Júlio Baptista ou Roque Santa Cruz, não deve ter uma folha salarial baixa.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Zé,

O Málaga sofreu um investimento significativo nos últimos dois anos, mas como tu bem sabes, no último ano receberam a tempo duas ou três mensualidades, motivo pelo venderam o Monreal em Janeiro e o Cazorla no Verão!

Mário Faria disse...

Caro Miguel,
Fiquei surpreendido com este texto. Estamos em Portugal, vivemos uma crise sem precedentes, os clubes estão falidos, a factura não pára de crescer e as receitas (salvo as receitas extraordinárias com a venda de jogadores, por enquanto) estão a cair e vão cair em flecha, nos próximos anos. Desde que JJ tomou conta do SLB, o FCP tem partilhado a hegemonia com o clube da capital. O clube de todos os regimes tem um forte handicap sobre o FCP : tem mais receitas e sempre que for preciso não lhe faltarão colinhos para o embalar. E como eles influem. Essa realidade não deve escamotear que o SLB está em linha com o FCP na procura de títulos, quer interna quer externamente. Nas vendas, ultimamente tem-se saído bastante bem e, nesse domínio, também está muito mais perto de nós.
Por todos esses motivos, a principal tarefa do FCP é manter o nível interno e não se atrasar. O reforço tem de ser feito de forma parcimoniosa. A “conquista da Europa” tem de manter-se nos moldes habituais, só que vai ser mais difícil porque não podemos arriscar como no passado na contratação de jogadores. Podemos fazer todas as críticas, e algumas provavelmente serão acertadas, mas não me iludo : comprar, bom, bonito e barato não é tarefa fácil, e a formação está longe de corresponder ao investimento feito. No futebol ainda não há época de saldos e os bons jogadores (ainda que jovens) não se vendem ao preço da uva mijona.
E essa conversa de “ambição” é conversa da treta, desculpem lá. Não basta dar a ordem, não basta querer e ter ambição : é preciso dinheiro, muito dinheiro. E, mesmo assim, nem sempre acontece. O sonho da Europa é lindo, mas temos de evitar os Alcácer Quibir da nossa desgraça.
Resumindo : consolidar e reforçar a nossa posição no mercado interno é essencial e, só depois, aproveitar as janelas de oportunidade que as competições europeias abrirem. O objectivo será chegar aos oitavos, e tudo o que vier por acréscimo é bom. Já agora os que defendem tal teoria devem conhecer de caras o esforço financeiro que custaria o sonho europeu e quais os efeitos se não fossem cumpridos os objectivos mínimos. É que isso acontece no futebol e aos melhores.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Mário,

O mesmo dinheiro do APOEL, do Benfica, do Málaga, do Bordeaux, do Schalke, essas equipas que estiveram nos Quartos nos últimos três anos? O memso dinheiro que se gasta agora em 3 ou 4 jogadores, reduzindo o nível futuro de rentabilidade em vez de ser gasto em 6 ou 7 com maior rentabilidade para os cofres e para um plantel mais bem preparado? O dinheiro que foi gasto e perdido no projecto de formação ou na compra de um canal de TV? O dinheiro que se perde em negócios, comissões e afins?
Porque todos falam do dinheiro e ele anda por aí. Aparece é pouco no relvado!

Continuo a sentir esse pavor, esse medo ao Benfica como se fosse o bicho-papão, como se um ou dois títulos no Benfica, de repente, acabasse com 30...30 anos de hegemonia. Era o mesmo que diziam em 2002, quando o Sporting ganhou dois títulos e até o Boavista um, parecia o fim do mundo. E afinal não foi. Eu não tenho medo absolutamente nenhum nem do Benfica, nem do JJ, nem da sua "influência", nem sequer de que ganham o título este ano. Ainda estão muito longe de chegar à estabilidade em que estamos nós. E, curiosamente, nos últimos 3 anos não venceram uma prova europeia mas foram a uns Quartos da Champions e uma semi-final da Europe League e este ano podem repetir. Não são a minha bitola, não são o meu reflexo, mas é curioso esse detalhe não parece?

Miguel Magalhães disse...

Percebo o ponto de vista mas penso ser muito difícil de colocar em prática.

Vejamos:
. o modelo do Porto assenta em comprar muitos jogadores baratos e vender alguns caros, assumindo alguns barretes pelo meio
. mesmo assim, os custos operacionais de manter a equipa são superiores às receitas operacionais, motivo pelo qual se torna necessário vender pelo menos um bom jogador por ano ou vários médios jogadores (para padrões europeus)
. a acrescer a isto, o aumento do passivo tem vindo a aumentar os custos financeiros e a degradar os resultados o que torna ainda mais necessário a venda de jogadores

O modelo que defende o MLP implicaria suportar custos mais elevados com a equipa pois teriamos que manter uma base mais constante de bons jogadores que não poderiamos vender e aos quais teriamos que aumentar os salários regularmente sob penas de pressionarem para ir embora (como aconteceu com vários ao longo dos 10 anos que menciona).
Isto iria impactar substancialmente os custos operacionais, aumentar o passivo e degradar a situação economico-financeira da SAD ainda mais.
Assim, isso só seria sustentável se, a par do aumento dos custos com salários, conseguissemos também aumentar as receitas operacionais - bilheteira, vendas de produtos do clube e televisão são as mais relevantes. Apesar de considerar que algo mais poderia ser feito na vertente de bilheteira e vendas de produtos, não creio que o que se fizesse conseguisse ser suficiente.
E na Alemanha, o peso deste tipo de receitas é muito maior do que em Portugal. O caso que refere do Dortmund é elucidativo pois basta ver o estádio que tem uma taxa de ocupação de 100%.

Por fim, há dois pontos que também penso serem relevantes:
. nas épocas que menciona, com o Artur Jorge, Robson, Mourinho e Villas-Boas, começamos por perder os treinadores (excepto em 2003 graças ao calculismo do Mourinho e à capacidade de manter o Deco, um dos que sentia a camisola)
. os jogadores hoje não sentem a camisola como no passado e procuram dar o salto (entenda-se ganhar mais dinheiro) à primeira oportunidade, o que torna inviável manter bases de equipas como a que foi campeã da Europa em 87 ou a que ganhou o penta

Anónimo disse...

que pseudo-análise presunçosa... quando o Mourinho foi contratado pelo FCP, não era campeão europeu, nem tinha ganho nenhum título, nem era o "special one"! só por ele nunca se ter lembrado de agradecer ao nosso clube a oportunidade e às condições que çhe deu, não é preciso esquecermo-nos também. e quando o Villas-Boas foi apresentado, também não tinha ganho nada e houve por aí muitos portistas preocupadíssimos a dizer que o Jorge Jesus é que era um bom treinador (e claro que depois dos cincazero já ninguém nunca tinha dito nada do género). o que é que querem afinal? que vamos buscar treinadores já feitos, nomes de peso, que exigem certamente salários astronómicos pra ir a um campeonato com tão pouca visibilidade? o querem apostar em treinadores novos, só o Vitor Pereira não merece a sua oportunidade? querem o novo Mourinho cada vez que se apresenta um treinador sem grande currículo?!

caiam mas é na real!

Zé Luís disse...

Miguel, não compaginas o crescimento na Europa com a míngua de receitas e sabemos quais as receitas a que o FCP acede por mérito próprio.

O Málaga deu-se ao luxo de vender não só o Monreal mas também o Buonanotte. Porquê? Porque, quanto a mim, não servem e podem ser dispensados, indo buscar, por sinal, jogadores para outros lugares, vê o Antunes e o Lugano. Fez porque pode, essa da falta de dinheiro é um bocado esquisita pelo que se vê. E tem o plantel que tem.

Depois, não podes comparar clubes que ocasionalmente chegaram aos Quartos esquecendo que internamente não ganharam nada.

Depois, olha para clubes de países da dimensão do nosso, a começar pelo celebérrimo paradigma (perdido?) do Ajax, e vê como o FC Porto está no topo de uma linha de clubes que tem dificuldades em manter-se por lá, a começar pelo Benfica.

Se me dissesses que, noutras dimensões como falamos, o Porto continua pequenino e atrasado, parece-me justo. Querer dar o passo maior do que a perna ou calçar um chinelo que não lhe serve, neste tempo turbulento financeiramente, é um exagero. Mas tens um ideal e perseveras, tudo bem. É preciso é não chocar com a realidade, o meu alerta é nesse sentido.

Zé Luís disse...

Vou-te lembrar uma coisa a propósito de pensar em grande:
- depois de 2004 e com a incerteza havida pela razia no plantel e a saída de Mourinho, mais as dúvidas muito del Neri, sabes o que Pinto da Costa disse?

(Queremos renovar o título de campeão europeu)

Miguel Lourenço Pereira disse...

Miguel,

Entendo cada um dos pontos e tem a sua lógica, mas:

- Uma maior (e séria) aposta na formação reduz custos com salários, contratações e resolve o problema dos jogadores da casa.
- Contratar menos Danilo e Alex Sandro, contratações de risco, e 4 jogadores no lugar de dois não implica subir imediatamente a carga salarial e o risco do falhanço é inferior. Se o sucesso desportivo suceder, o dinheiro ganho tanto pela performance, como pelas receitas de tv e bilheteira podem paliar os gastos.
- Gestão mais rigorosa na compra, venda e renegociação de contratos com análise às respectivas comissões poderia permitir um maior desafogo.
- Melhor estudo do mercado para potenciar o merchandising e melhor política de bilhetes para garantir sempre casa cheia mesmo que a um custo ligeiramente inferior, particularmente nos jogos a sério.
- O modelo do FCP acentava em comprar barato e vender caro. Hoje vendemos caro mas também compramos mais caro pelo que mudamos o modelo e reduzimos as receitas.

Miguel Magalhães disse...

De acordo com todos os pontos dado que todos seriam melhores práticas de gestão.
Pessoalmente, não sou fã do modelo actual que leva a uma perda de referências e de identidade devido à elevada rotação do plantel, e dos bons jogadores em particular. Mas penso que a alteração desse modelo acarretaria também alguns riscos (desde logo, um necessário período de transição) e não estou certo de um maior ou melhor exito desportivo, especialmente a nível europeu.

Anónimo disse...

Nesta época, a aposta do FCP no Campeonato e na Champions, em detrimento da Taça de Portugal e da Taça da Liga, foi evidente. Basta ver quem jogou em Braga para o Campeonato (0-2) e quem jogou em Braga para a Taça (2-1), ou então quem fez os jogos da Champions e quem fez e vai fazer os jogos da Taça da Liga.

Apostar na Champions e no Campeonato parece-me mais sensato que apostar apenas na Champions. O Campeonato é o bolo e Champions é a cereja em cima do bolo! Ao apostar apenas na Champions corre-se o risco de acabar a época bem cedo, basta um mau sorteio ou uma má decisão de um árbitro ou jogador para frustrar uma época num ápice!

Para ganhar a Champions não basta qualidade, dinheiro e gestão/planeamento, também é preciso alguma sorte e a sorte é coisa que não se pode programar com antecedência ou guardar para usar numa determinada altura (por exemplo, os oitavos-de-final)! Veja-se há quanto tempo o Real Madrid persegue a 10ª Taça dos Campeões Europeus (e não lhes falta dinheiro, jogadores ou treinadores para a alcançar)!

Os clubes da Liga portuguesa não têm poder económico para segurar os grandes jogadores que por aqui passam, mas no FCP eles ficam por norma (ou sempre!) mais tempo que nos outros “grandes”. Compare, por exemplo, o tempo que ficou o Witsel no slb (1 ano) ao tempo que ficou o Moutinho no FCP (3 anos), ou o tempo que ficou o Di Maria ao tempo que ficou o Hulk, isto para nem falar do CR7 ou do Nani!

Por fim gostava de lhe fazer duas perguntas: 1) Qual é o grande clube europeu que não tem um passivo astronómico? E 2) Acha que o Alex Fergunson, o Wenger, o Simeone, o Ancelloti, o Vilanova, o Benitez ou o Mancini fariam melhor que VP à frente do FCP? E treinadores dispostos a ganhar o que o VP ganha (1M€/época), quais desses fariam melhor que o VP? Eu só vejo um, o Paulo Fonseca, do Paços de Ferreira, e ainda assim tenho algumas dúvidas (mas menos dúvidas que as dúvidas que tinha em relação ao AVB)!

LIMPADOR

Anónimo disse...

Meus Caros amigos, tenho lido com particular atenção esta discussão acerca do nosso grande clube.
Permitam-me também dizer o seguinte:

Creio que nesta fase do "campeonato" o grande passo para o nosso clube, seria enveredar por uma grande campanha/aposta na captação/angariação de sócios e adeptos, de forma a termos os lugares anuais no estádio cheios. ou seja estádio cheio em qualquer competição.Como tem e alguem disse acima, o Dortmund, como tem o Manchester United, o Barcelona, o Real Madrid, e esse seria realmente o grande passo, para gerarmmos mais receitas, bem como gerar um ambiente totalmente diferente nos jogos em casa, que por si geram adrenalina superior nos jogadores. Basta ver o que tem sido a nossa casa esta época nos jogos ditos normais e o que foi o ambiente com o Malaga, em que estavam quase 45 mil. Essa seria uma grande etapa de consolidação. Dirão assim, não é fácil, estamos em crise, é verdade mas se calhar se começarmos agora essa ideia, talvez daqui a 2 ou 3 anos o estádio tenha sempre 40 mil pessoas. e em 5 anos 50mil em todos os jogos. Até vendo o jogo na tv, dá muito mais gozo ver o estádio cheio do que a meio gás. Vender a marca FCPorto, cá dentro e lá fora. Vejam só o que o Barça faz, além do estadio cheio, agora jogam de manhã, para vender os direitos televisivos para a china, e isto já a liga inglesa, faz à anos. Ou seja o futebol empresa está em constante mutação e o FCPorto tem também que se adaptar a isso. O que nós temos visto agora é inclusive a diminuição das assistências, mostrando-se a SAD um pouco indiferente a isto. Creio que o caminho é a manter a hegemonia interna, mas tentar consolidar os mínimos de anualmente chegar aos Quartos de final. Embora o meu sonho seria de andarmos sempre nas meias finais. Quem chega 4 ou 5 vezes às meias finais em 10 anos, invariavelmente vai à final, e ganha, basta ver o exemplo do Chelsea.

Cumprimentos.

António Sá.

Luchugo disse...

1. Cada título nacional ganho ao Benfica conta por 2: um que nós ganhamos e um que eles perdem;

2. Apenas com supremacia interna podemos oferecer contratos interessantes a jovens promessas do futebol mundial que sem Champions iriam ganhar muito mais dinheiro para um QPR, Génova ou Lokomotiv de Moscovo;

3. Nisto do desporto existem tantos imponderáveis que é quase um milagre termos no nosso clube uma "máquina" com uma rotina de vitórias a todos os níveis no top 10 mundial nos últimos 25 anos.

José Correia disse...

o Benfica, o APOEL, o Galatasaray, o Schalke 04, Bordeaux, Lyon e o Málaga fizeram parte das equipas que nos últimos 4 anos foram aos Quartos da Champions

Miguel, achas que é mais importante e tem mais visibilidade ir episodicamente aos quartos final da Liga dos Campeões, ou chegar quase todos os anos aos oitavos de final?

Miguel Lourenço Pereira disse...

Zé Luis,

O Málaga contratou o Antunes por tuta e meia e o Lugano a custo zero. No Verão incorporou o Iturra por uns tostões da II divisão e pouco mais. O grosso do plantel foi forjado há ano e meio quando o dinheiro de Al Thani ainda chegava ao clube. Não é por acaso que estão suspensos pelo Platini, desejoso de dar o exemplo com um clube fraco de uma liga forte. Não recebem os jogadores à vários meses e todos sabem que Isco renovou o contrato aumentando a cláusula porque é para vender.

Eu não comparar com esses clubes, particularmente porque esses clubes não competem numa liga tão fácil e tão hegemonicamente dominada como é a nossa. O Ajax tem concorrência interna e real, e o seu modelo está tão perdido, como bem dizes, como o do hipócrita modelo do Sporting. Eu sei que é um passo arriscado, eu sei que não é fácil e pode gerar problemas, mas também sei que continuar assim é estagnar o crescimento do clube, ficar com as migalhas que para mim há muito que é a liga e a taça e esquecer-nos do miolo!

Miguel Lourenço Pereira disse...

Zé,

Lembro-me perfeitamente e é um comentário bastante idiota, da mesma forma que, depois de ganhar a Taça UEFA, lembro-me do Bosingwa no Verão, recém-chegado, dizer que agora era preciso ser campeões europeus. Passamos muito depressa do 8 para o 80. Eu não posso pedir ao FCP que ganhe Champions, mas posso pedir que esteja regularmente no top 8 e que num ano com a mistura certa (sorte no sorteio, rivais mais débeis, bom plante, grande treinador) possamos aspirar a um pouco mais, mas sem esse compromisso e exigência.

O que me parece deplorável é o efeito oposto. Bem vindos aos Oitavos, adeus aos Oitavos, somos os maiores de Portugal!

Miguel Lourenço Pereira disse...

Luchugo,

1. É essa mentalidade de estar totalmente obcecado com o Benfica que determina a nossa pequenês internacional. Passava o mesmo com o Barcelona contra o Real Madrid até que por ali começaram a pensar, com Cruyff, que deviam ser os outros a pensar ao contrário.

2. Se o FC Porto estivesse regularmente no top 8 da Champions League atrairiamos muito melhores jogadores do que ganhando apenas o título e ficando pela fase de grupos e oitavos porque esses jogadores (e agentes) querem exposição na Europa e ganhar a Liga Sagres ou ficar 2º para eles e para o seu negócio é irrelevante.

3. A nossa máquina de domínio interno não é nenhum milagre mas fruto de um grande trabalho que começou com Pedroto e que Pinto da Costa perpetuou com génio e talento, beneficiando-se ligeiramente do suicidio desportivo do Sporting e dos altos e baixos do Benfica (da mesma forma que eles fizeram nos anos 60 e 70 com os nossos problemas internos).

Miguel Lourenço Pereira disse...

Zé,

Depende. Se formos três anos seguidos aos Oitavos para ser eliminados pelos Málagas ou Schalkes e formos apenas um ás meias ou aos Quartos, a exposição mediática será superior nesse ano em concreto. Da mesma forma que ter ganho a Europe League nos permitiu somar pontos e espaço mediático dos quais estivemos a viver nos últimos dois anos e que nos permitiu vender o Hulk pelo que vendemos depois de um ano europeu miserável.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Limpador,

1) Todos, salvo os clubes alemães.
2) Seguramente que muitos desses treinadores fariam muito melhor porque são muito melhores do que o VP.
3) Esse é um problema da SAD que critico habitualmente, o de dar pouca relevância (financeiramente também) ao papel do treinador.

Anónimo disse...

Discussão interessante esta. Leio aqui muitas e variadas analises ao tema. Mas em todas elas parece que escapa sempre a todos a actual estado económico-financeiro da SAD e como este já está a condicionar negativamente e muito o presente e muito mais irá condicionar o futuro próximo. Parece que todos se estão a esquecer que o Porto vive o fim de um ciclo e que muito brevemente e forçosamente se vai iniciar outro. O problema é que esse que quem vier depois de Pinto da Costa, vai encontrar uma SAD em pré-falência; com grande parte das receitas futuras, já facturadas ou hipotecadas a dividas entretanto contraidas. Pois é tudo muito bonito de falar e querer; o problema é que quem vier a seguir, não terá muito mais espaço de manobra, do que não seja de começar a limpar a "sujeira" que alguém insistentemente e continuamente andou a esconder debaixo do tapete e começar por aí o arrumar da casa; que na minha humilde opinião; vai levar uns anitos.

Pedro Góis.

Luchugo disse...

Miguel,

1) Não se trata de obcessão, mas de constatação de factos. Lembra-te que não podemos arriscar a entrada automática na fase de gupos da CL. É que nas pré-eliminatórias às vezes apanham-se sustos valentes.

2) Para o Porto estar regularmente no top 8 tem que estar regularmente no top 16 (o que convenhamos, já acontece 8 em cada 10 participações). Para isso tem que marcar presença na fase de grupos e nada melhor do que ser campeão nacional para obter o "bilhete de entrada" na elite do futebol europeu.

Quanto aos jogadores, não lhes falta visibilidade. Ninguém acredita que o James ou o Jackson vieram para o Porto pela visibilidade. Eles já eram sobejamente conhecidos da maioria dos clubes europeus. O que o Porto lhes oferece é um patamar de adaptação à Europa que inclui títulos (quase garantidos) e uma presença assídua na CL.

Aqui a CL não funciona como montra, mas como "Testing Ground" onde craques medem forças com os melhores do mundo. Repito, Jackson Martinez poderia estar hoje no Liverpool a ganhar o triplo do que aufere no Porto, mas não teria hipóteses de ser campeão nem de jogar a CL. Isso, mais a presença de um grupo estabelecido de jogadores sul-americanos fez a diferença na prospecção de talentos.

Concordo contigo que devemos ter o top 8 como objectivo, mas a par de sermos campeões e não em vez de, porque acredito que o que nos distingue é a capacidade de lutar pela vitória em todas as provas. Competir para ganhar sempre.

3) A questão do "milagre" é obviamente devida ao trabalho e inteligente gestão desportiva, mas continua a não ter paralelo a nível mundial o sucesso desportivo do FC Porto nas últimas décadas. Isso é a todos os níveis, fenomenal. E assente numa simples premissa: Ganhar o campeonato todos os anos, acima de qualquer outra coisa.

José Correia disse...

O Málaga contratou o Antunes por tuta e meia e o Lugano a custo zero

Miguel, segundo o Transfer markt, o Málaga CF gastou esta época (2012/13) 29.436.000 £ em contratações (o triplo do FC Porto, que gastou 11 MEuros).

Os números apresentados pelo Transfer markt estão errados? São mentira?

Luchugo disse...

Se o passivo do clube é grande, ele está amplamente coberto pelos activos - equipa de futebol e estádio (ainda que este, se não estou em erro, pertença ao clube e não à SAD).

Mesmo que venhamos a ficar em segundo lugar na liga, entramos directamente na fase de grupos da CL 2013-14.

Mais a mais acabámos de comprar totalmente (?) o passe do J Moutinho o que indica que pelo menos ele já estará de malas aviadas (30 M?). Penso que ainda venderemos um dos centrais (15-20 M?) para abrir vaga ao Diego Reyes, e, se recebermos uma oferta irrecusável, o James também poderá sair, embora eu acredite que a SAD fará tudo para o segurar mais um ano.

Ora essa "morte anunciada" não está assim para tão breve quanto o Pedro Góis nos quer fazer crer.

Claro que temos que continuar a exercer mais e melhor critério nas aquisições, mas não duvido que Danilo, a quem muitos apontam como exemplo de desperdício, se venha a revelar uma pechincha, tal como o Alex Sandro ou o Jackson.

Gostava de ver Herrera no FCP tal como quero que o Iturbe ganhe mais maturidade no River Plate e volte ao Porto com outra atitude.

Acho que estamos ok para os próximos 5 anos pelo menos.

Luchugo disse...

1) ... e o Arsenal!

2) ... excepto que nenhum viria para o FC Porto logo o argumento é nulo.

3) ... definir "melhor do que VP" - chegar aos quartos de final da CL? Ou ganhar a dobradinha em Portugal? Ser Bi (ou tri) Campeão? Por a equipa a jogar "bem" desde o primeiro minuto?

Luchugo disse...

O Top 8 é o objectivo ainda que a nossa perna seja curta - serve apenas para o Top 16.

Daí que temos que saltar mais alto para chegar mais longe. E ao saltar deixamos de nos servir unicamente da nossa estatura competitiva e passamos a ter que contar com oposição mais forte que nós.

E antes que digam que o Málaga ou o Schalke 04 não são oposição mais forte eu respondo já que isso foi um sorteio amigo que também ditou que o Milan jogásse com o Barcelona, o Arsenal com o Bayern, o Dortmund com o Shaktar, ou o Real com o Man Utd.

Tivémos muita sorte no sorteio.

Luchugo disse...

Sem dúvida. Mas por outro lado podemos contratar um treinador que tenha provas dadas internamente e externamente, a aprovação do Presidente e que não seja apenas uma solução de recurso que teve de ser remediada por alturas do natal de 2011.

Falo claramente do Leonardo Jardim (e/ou possivelmente o Domingos Paciência).

Não porque ache que VP é mau treinador, mas porque pelo que vejo é mau motivador da equipa, por muita competência que tenha no treino e por melhor pessoa que seja.

Dar 45 minutos de avanço a todos os adversários é mais do que o que eu aguento!

Luchugo disse...

Os Oitavos é actualmente o nosso patamar. Daí que almejar os quartos seja um um alvo prioritário. Mas sempre considerado de uma forma realista, pois nem sempre o sorteio nos será tão favorável como foi este ano.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Luchugo,

A liga portuguesa tem e terá nos próximos 2 anos, 2 clubes com entrada directa na fase de grupos. Ponto.
O James e (Jackson ????) podiam estar nalgumas listas de observadores mas seguramente que não na lista de compras dos clubes do nosso perfil. Do Palermo, da Udinese, do Lyon, do Sevilla, tudo bem, mas de clubes do top 10 da Europa?

A minha teoria não é ou A ou B. É A + B sendo que B (Champions) deve ter mais importância que A (Liga). E essa correlação de factores é preciso ser bem analisada porque salvo uma péssima fase inaugural para ter uma fase de grupo de sucesso (como passou ao Dortmund ou ao R. Madrid este ano) o que coloca em risco vencer o título é a desconcentração em Março-Abril chegando aos Quartos, nada mais. O que eu digo é que os objectivos da SAD têm de ser os Quartos e por isso a equipa preparada de forma muito diferente à que é para ganhar a liga.

Miguel Lourenço Pereira disse...

1) o Arsenal ainda tem passivo, não gigantesco, mas tem-no. Sobretudo tem problemas numa empresa que o clube forjou para vender para construção os terrenos de Highbury Park que está associada ao clube, mas também tem um accionista maioritário que cobre os prejuizos.
2) Naturalmente, em particular porque saberiam que não podiam trabalhar em paz.
3) Melhor que o VP - melhor treinador de campo, melhor treinador no banco, melhor comunicador, melhor treinador em jogados de perfil alto!

Miguel Lourenço Pereira disse...

Luchugo,

Mais grave ainda a derrota, porque nem sequer fomos capazes de lidar com um sorteio altamente favorável (como passou no caso do Schalke). Acho que nenhum adepto ficará chateado em cair com o Bayern como o Arsenal caiu (como já aqui li como termo de comparação) ou de cair numa fase de grupos com R. Madrid/Dortmund/City ou Juventus/Shaktar/Chelsea. Mas cair com equipas do perfil do Schalke e do Malaga é demonstrar que somos grandes em terra pequena e pequenos em terra de grandes!

Miguel Lourenço Pereira disse...

Zé,

http://www.transfermarkt.es/es/primera-division/transferuebersicht/wettbewerb_ES1.html

Segundo o Transfermarket, nesta página, o Málaga gastou 0 milhões de euros em compras em jogadores como Antunes, Lugano, Saviola, Santa Cruz, Iturra, Onyewu e recebeu 40 milhões pelas vendas de Cazorla, Monreal, Rondon e Buonanotte!


Miguel Lourenço Pereira disse...

Luchugo,

Foi o que eu disse, se os Oitavos nos deparam com rivais impossíveis de ultrapassar, há que ser realista. Mas nos anos em que fomos eliminados isso não sucedeu. Nesses anos os Quartos tinham de ser o objectivo minimo!