sexta-feira, 26 de abril de 2013

Salazar, o regime e o benfica

A propósito do 25 de Abril, vale a pena lembrar alguns aspetos singulares do futebol português, do período anterior à revolução dos cravos de 1974.

«A partir dos anos 60, o Benfica aparece como grande figura da união nacional, alimentando um sentimento patriótico com a conquista das Taças dos Campeões Europeus em 1960/61 e 1961/62.»
in Record, 25-04-2013


Na realidade, o regime salazarista não perdeu tempo a associar-se e explorar as vitórias europeias do slb.
A televisão dava os primeiros passos em Portugal mas, em Maio de 1961, a presença do slb na final da Taça dos Campeões Europeus, mereceu honras televisivas e o jogo foi transmitido em direto (embora cheio de interferências).
E se a presença na final já tinha sido motivo para “anestesiar o povo”, após a vitória (3-2, frente ao FC Barcelona) a propaganda do regime não fez por menos: durante toda a semana, uma vez por dia, a RTP transmitia o jogo em diferido!

Mas a coisa não se ficou pelos habituais instrumentos da propaganda – jornais, rádio e televisão. A colagem e interesse do regime no sucesso benfiquista foi demonstrada ao mais alto nível.
Assim, após terem sido recebidos no Palácio de Belém, onde o Presidente da República, Américo Thomaz, lhes atribuiu a medalha de mérito desportivo, jogadores treinador e dirigentes do slb foram também recebidos pelo homem forte do regime, o Presidente do Conselho, António Oliveira Salazar, o qual manteve com os elementos da comitiva benfiquista uma conversa amistosa, em que manifestou o seu apreço pela vitória alcançada e pela expressão que a mesma teve como serviço prestado à pátria.

(Salazar e o Ministro da Educação com os jogadores, treinador e dirigentes do slb, 1961)

Oito dias antes da final de Berna, no dia 23 de Maio de 1961, estreava-se pelo slb (num jogo de reservas contra o Atlético) um jovem moçambicano proveniente do Sporting de Lourenço Marques (filial do SCP): Eusébio da Silva Ferreira.

Eusébio rapidamente se tornou a figura de proa do slb, sendo um elemento preponderante nos sucessos, a nível interno e europeu, dos encarnados durante a década de 60 do século XX.

Em 1964, quando a “Pantera Negra” já era uma estrela futebolística, conhecido em toda a Europa, a Juventus fez-lhe um tentador convite, oferecendo-lhe 25 mil contos. Quase na mesma altura, o Real Madrid, por influência de Di Stefano (seu ídolo da juventude), fez uma oferta igual.
Eusébio, que tinha apenas 22 anos, ficou eufórico ante a perspectiva de se transferir para Turim ou Madrid, mas “Salazar mandou-me chamar e disse-me que eu não podia sair do País, porque era património do Estado! Fui prejudicado nesse momento. Hoje teria uma grande fortuna”.

(Eusébio e Salazar, 1966)
Dois anos depois, após o Mundial de 1966, Eusébio e a sua mulher foram gozar férias para Itália, a convite do Inter de Milão, clube com o qual chegou a ter tudo acertado. O colosso italiano pagava-lhe 90 mil contos para assinar contrato, uma fortuna para a época (o equivalente a cerca de três milhões de dólares).
Disse Eusébio: “Naquele tempo dava-me para comprar os Restauradores”.
Mas, mais uma vez, surgiram obstáculos à sua saída. Para além da intransigência de Salazar, entretanto a Itália fechou as suas fronteiras a jogadores estrangeiros.

Outros convites se seguiriam, mas o clube encarnado, com o apoio do regime, foi irredutível e só permitiu a sua saída no final da carreira, em meados da década de setenta.

A propósito dos obstáculos que ele e outros jogadores do slb enfrentaram nos anos 60 e que os impediram de sair para clubes estrangeiros, Eusébio afirmou:
Queria ir para Itália, fui travado, houve muitos casos de outros colegas meus que não puderam sair, mas nunca houve ameaças.”
in Record, 25-04-2013


Podemos falar na maior ou menor proximidade de alguns dirigentes do slb ao regime, ou em desviar as atenções para aspectos meramente acessórios (como a letra do hino), mas factos são factos e a realidade é só uma: o regime primeiro cavalgou o sucesso internacional dos encarnados e depois, naquilo que verdadeiramente interessa, tratou de criar as condições necessárias para que esse sucesso se mantivesse, fazendo do slb e do seu principal jogador um dos símbolos do Portugal dos 3 F’s (Fátima, Fado e Futebol).

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

125 comentários:

Luis C. disse...

http://relvado.sapo.pt/25-abril-dia-liberdade-para-maioria-dia-mais-triste-vida-benfica-394896

Bogalho disse...

Caro José Correia,

Este post parece-me claramente exagerado. Por vários motivos.

Em primeiro lugar o anterior regime que acabou em 74 começou em 1926 (sendo a nova constituição aprovada em 33), ora, de 33 a 61 vão 28 anos. Um regime demorar 28 anos a escolher qual seria o seu clube não me parece muito verosímil. No caso de Espanha e de Itália, países onde houve grande interferência do poder no futebol, essa interferência registou-se logo nos anos 30, não nos anos 60, mas pronto, se calhar somos nós que demoramos sempre mais tempo.....é bastante possível.

Depois o seu post ignora completamente a historia do desporto português no sec.xx e foca-se única e exclusivamente no futebol, o que o torna bastante redutor, perde tempo com historias irrelevantes de recepções a equipas vitoriosas que ainda hoje em plena democracia acontecem (por exemplo em 2003 e 2004 com as grandes conquistas do europeias do Porto...).

Se olhar bem para a história do Estado Novo, verá que o futebol nunca foi o seu principal interesse desportivo, por uma razão muito simples, Portugal não tinha hipóteses de competir ao mais alto nível, basta olhar para os resultados da nossa selecção nos anos 30, 40, e 50, para se perceber isso. O Estado Novo caracterizou-se desportivamente pelos desportos individuais que relembrassem as glorias passadas dos descobrimentos, desportos como a esgrima, a equitação e a vela. As nossas únicas medalhas olímpicas até aos anos 70.

Para alem disso, o futebol em Portugal nasce de um movimento associativo ao qual o Estado Novo era alérgico, e tenho muitas duvidas que o antigo regime quisesse apoiar um clube que sempre se caracterizou por ter eleições livres e varias candidaturas à direcção, chegando mesmo a eleger um homem como Manuel da Conceição Afonso ( um dirigente sindical...)como presidente, isto nos anos 40, o auge do Estado Novo...é obra. É certo que o Benfica também teve pessoas mais próximas do regime, como as teve o Porto (Urgel Horta ou Augusto Pires de Lima por exemplo) e o Sporting (estes com bastante mais quantidade, é o que dá ser-se da Aristocracia).

Continuando para a propaganda, é certo que houve um aproveitamento politico das vitórias europeias do Benfica, devem ter dado muito jeito quando tínhamos o mundo todo contra nós por causa das colónias, ter uma equipa em que os melhores jogadores eram Africanos a ganhar às melhores equipas do mundo. Mas em relação a isso o Benfica pouco podia fazer...

Para além disto tudo há um facto que é indesmentível, o único clube que ficou pior depois do 25 Abril foi o Sporting que praticamente nunca mais ganhou, já que o Benfica até 94 (20 anos depois da revolução) continuou a ganhar campeonatos e a participar em finais europeias (3), e a sua crise nada teve haver com factores de regime, ter um presidente com Damásio ou Vale e Azevedo não me parece que tenha nada haver com a revolução...

No fundo, o que me parece é que antes do 25 de Abril o futebol era tratado pelo poder com um profundo desprezo, e que foi deixado entregue a si próprio durante muito anos, foi a democracia que começou a verdadeira aposta no futebol, como provam os resultados muito mais consistentes a nível de selecções e de clubes (mais troféus ganhos, mais finais, mais meias finais disputadas), não lhe parece?

José Correia disse...

Em primeiro lugar o anterior regime que acabou em 74 começou em 1926 (sendo a nova constituição aprovada em 33), ora, de 33 a 61 vão 28 anos. Um regime demorar 28 anos a escolher qual seria o seu clube não me parece muito verosímil.

Nem eu disse isso.
O que eu coloquei logo no início do artigo, citando um texto do jornal Record, foi o seguinte:

«A partir dos anos 60, o Benfica aparece como grande figura da união nacional, alimentando um sentimento patriótico…»

José Correia disse...

perde tempo com historias irrelevantes de recepções a equipas vitoriosas que ainda hoje em plena democracia acontecem (por exemplo em 2003 e 2004 com as grandes conquistas do europeias do Porto...)

Provavelmente estarei muito falho de memória, mas não me lembro de jogadores, treinador e dirigentes do FC Porto terem sido recebidos pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, a seguir à conquista da Liga dos Campeões em Gelsenkirchen.
E muito menos de terem sido condecorados.

José Correia disse...

Se olhar bem para a história do Estado Novo, verá que o futebol nunca foi o seu principal interesse desportivo

Não foi o Estado Novo que construiu em Oeiras o helénico estádio dito nacional?

Não foi o Estado Novo que apoiou (por diferentes meios) a construção de diversos estádios dos principais clubes na década de 50?

José Correia disse...

houve um aproveitamento politico das vitórias europeias do Benfica, devem ter dado muito jeito quando tínhamos o mundo todo contra nós por causa das colónias, ter uma equipa em que os melhores jogadores eram Africanos

Evidentemente.
E sendo o sucesso internacional do slb útil ao regime, era importante não permitir que a equipa encarnada fosse desfeita e, pelo contrário, garantir a manutenção dos jogadores-chave para esse sucesso.
O caso do Eusébio é paradigmático, mas é o próprio que diz não ter sido o único jogador que, na década de 60, foi impedido de sair do slb.

Arbitragem/Sistema à parte (isso é outra conversa), a manutenção por parte do slb dos seus melhores jogadores, foi crucial para um domínio interno que foi esmagador, entre o início dos anos 60 e meados dos anos 70.

Bogalho disse...

Não, poderá ter ajudado alguns. O Antigo Estadio da Luz foi construído pelo Benfica, pago pelos sócios do Benfica que inclusivamente ajudaram na sua construção...alias toda a história do Benfica até ao Estadio da Luz é de uma imensa dificuldade em arranjar um local definitivo para jogar, chegando o Presidente do Benfica na altura, o meu homónimo Bogalho dito o seguinte:

"O ritmo da construção será feito à medida das capacidades financeiras dos Benfiquistas e só há inauguração quando o estádio estiver completamente pago. Não deixo dívidas aos Benfiquistas" (realmente, outros tempos...)

O estadio de oeiras(linda terra...) faz parte de um complexo desportivo para vários desportos, futebol incluído, mas não só, tem campos de tenis, percusos para canoagem, pistas de manutenção, varios relvados para outras modalidades que não futebol, piscinas, estranho seria senão tivesse um campo de futebol. No site do estadio do jamor pode-se ler :
"Decorria o ano de 1944 quando se inaugurou o Estádio Nacional, que contou com a presença de 50.000 espectadores e 12.000 praticantes, das mais diversas modalidades desportivas. Um espetáculo que assumiu tal grandiosidade, que ficou para sempre marcado como o momento do Desporto em Portugal. "

Na inauguração o futebol nem foi o prato principal, mas sim exercicios de ginastica e afins, ao bom estilo fascista... é preciso dizer mais?

E continuo com uma duvida que se calhar pode-se esclarecer....porquê só na decada de 60 o Benfica aparece como grande figura da união nacional, alimentando um sentimento patriótico, porque não antes?
E até aos anos 60, não houve nenhum clube de regime?

quanto às recepções, permita-me que lhe avive a memória http://jorgenunopintodacosta.blogspot.pt/2005/09/o-capito-depois-de-ser-recebido-pelo.html

Para além disso, o Presidente é (que eu saiba) todos anos homenageado com um almoço na Assembleia da Republica (bem ou mal, não me interessa, mas a verdade é que é), não me parece que seja por ai que o Porto possa ter razões de queixa.

Bogalho disse...

Sim, por outro lado há um lado politico que nada tem haver com o futebol. nos anos 60, sair do pais era pura e simplesmente proibido. Não fazia sentido estar a empurrar as pessoas para redes clandestinas de emigração e depois deixar sair pela porta grande uma figura mediática com o Eusebio.
Para alem disso em 64 estavamos em plena guerra colonial, Salazar não podia arriscar a saida de Eusebio que sem duvida se iria tornar rapidamente numa figura dos movimentos de independência, visto que fora do pais teria liberdade para tal... Nada teve haver com o futebol ou com sucesso desportivo, alias, tenho até a opinião que dado os valores em causa (á epoca), os dirigentes do Benfica tinham todo o interesse em vende-lo, porque a verdade é que em Portugal as dificuldades financeiras dos clubes sempre foram regra.
Obviamente que não quero com isto dizer que o Benfica ficou com o Eusebio contrariado, mas fazendo uma analogia com o presente terá sido o mesmo que ser obrigado a recusar as propostas que Benfica e Porto aceitaram por Hulk ou Witsel.

JOSE LIMA disse...

Caro José Correia
Não vale a pena explicar-lhes porque não entendem. Melhor, não querem entender. Para mim a roubalheira começou uma década antes, nos anos 50. Basta recordar (para quem tiver a minha idade) a forma como ganharam vários campeonatos e taças de Portugal, culminando em 1958 com o caso Calabote. Como estive lá, sei do que falo. Valdivieso, do clube da treta, foi quem treinou na semana que antecedeu o jogo, a equipa do Torreense!
Actualmente, e depois de um intervalo de 30 anos, a música é a mesma. Basta ver o roubo de Capela e a nota que o senhor levou do observador Luís Ferreira a quem também auguro um largo futuro.
Quanto a continuarem como representantes do regime, acho normal. Tem que dizer a cara com a careta. Só mudaram mesmo as moscas.
Abraço

Bogalho disse...

Caro José Lima, durante a decada de 50 o Benfica ganhou 2 campeonatos, como o Porto, o Sporting ganhou os restantes....estes dados são publicos, não é necessário ter estado vivo nessa altura para ver que o que diz não tem nenhum aligação com a realidade.

Morraceira disse...

Caro Bogalho, escrevo só para fazer notar que, apesar da sua argumentação interessante:

1. Concordou de facto que o regime interferiu na história do futebol português, ao impedir o melhor jogador de seguir o seu caminho. Basta imaginar o que seria do Sporting se o Cristiano Ronaldo por lá se mantivesse...

2. A sua argumentação e perspectiva histórica naturalizam os factos e muito bem. Tudo tem o seu contexto. Mas todas as consequências permanecem e nesse aspecto, acabou por confirmá-las...

3. Se o Benfica se tivesse mantido como o tal clube dos sócios que pagaram o seu estádio e que antes nem tinham onde jogar, e não tivesse seguido o caminho da corrupção e falsidade histórica (razão única pela qual hoje tem a dimensão que tem), podia dar-se bem o caso de ter menos troféus mas manter a dignidade e até mesmo a admiração dos portistas...

4. É preciso não esquecer que sem este período de corrupção declarada (no caso Calabote nem houve esforço para esconder nada...) é o acto fundador da crispação no futebol português. Eu não sei se o Porto fez alguma coisa que os outros não fizeram, mas parece óbvio que alguma coisa tinha que ser feita para equilibrar a balança.

Anónimo disse...

Vale a pena lêr estes dois textos, especialmente o primeiro:

- http://relvado.sapo.pt/25-abril-dia-liberdade-para-maioria-dia-mais-triste-vida-benfica-394896

- http://serbenfiquista.com/forum/index.php?topic=39044.70;wap2?topic=39044.70;wap2

O José Lima, que poderá recordar-se do episódio relativo à iauguração da Ponte 25 de Abril, conseguirá esclarecer se Mário Coluna esteve mesmo presente na ocasião?

Bruno W.

Bluesky disse...

Não sou simpatizante do SL e B devido aos seus dirigentes após anos 90 (Jorge Brito, Damásio, Vale e Azevedo e este figurão Vieira) mas daí a concordar com este post vai uma grande distãncia!!!!
É certo que o Benfica é o clube do regime, mas não tem culpa disso, e depois, Salazar não inaugurou o estádio das Antas????
Rivalidade, sempre... ódios, jamais!!!!
E toda a gente sabe que as ditaduras aproveitam tudo e mais alguma coisa que faça sucesso...

JOSE LIMA disse...

Caro Bogalho
2 campeonatos e 4 Taças. Refiro-me "à forma" como ganhou. A forma de sempre. Levados ao colinho pela BOLHA que já existia Só quem viveu aqueles tempos é que sabe. O resto é conversa da treta, estatísticas, como agora. Ou acha que, por exemplo, o Algarvegate, e o Campeonato do Túnel foram campeonatos "normais"?

Daniel Gonçalves disse...

Caro Bogalho,

a sua opinião possui alguns elementos que correspondem à realidade dos factos, mas existem também certos mitos, contrários à verdade, que convêm desmascarar.

Sim, o Estasdo Novo, da década de 30 a meados da década de 50, desvalorizou o desporto federado (de que o futebol era o mais representado) por considerar que poderiam colidir com o corporativismo defendido pelo regime e, em consonância com o contexto desportivo - e político - europeu, valorizou a ginástica, até porque servia para incutir a disciplina e preparar o corpo/espírito da juventude para as marchas militares.

"um clube que sempre se caracterizou por ter eleições livres e varias candidaturas à direcção" Ao falar desta forma pode deturpar a realidade, nunca o Estado Novo permitiria que um opositor - declarado ou clandestino - do regime se candidata-se a um cargo com relevo público, correndo o risco de esse opositor, aproveitando o facto de ocupar um lugar que lhe permitisse acesso à população, vincular ou prestar opiniões contrárias ao regime instituído. Assim como a um funcionário do estado era exigido que assinasse a "Lei Cabral", também era perigoso permitir o acesso a um opositor a um cargo com relevância pública, como a presidência de um clube desportivo, quando se conhecesse a intenção de candidatura de tal personalidade a PIDE poderia entrar em acção, como o fez em diversas situações.

Eleições livres não são uma prerrogativa do seu clube, nem lhe cabe a ele originalidade de tal no panorama desportivo português, também no FC Porto, no Sporting ou noutros clubes também haveria eleições livres, com a condicionante de um opositor ver "cerceado" o acesso a cargos dirigentes (nos termos actuais), e no SLB também era a mesma situação, ou querem ver que o seu clube era um privilegiado, escapando às "regras" do regime permitindo a opositores alcançar a presidência?
Em vários clubes do Portugal de então havia "eleições livres", mas as mesmas eram perpetradas mais por desejo de protagonismo ou ambição desmedida, do que por um genuíno desacordo político ou pelo facto de os diversos candidatos possuírem concepções diferentes sobre a política ou sobre o Estado. Aliás foram estas eleições nos clubes desportivos, e as correspondentes discussões "acessas" para o acesso a cargos dirigentes, que levaram o Estado Novo a encarar o desporto federado como eticamente perigoso, vendo nele um antecessor das lutas partidárias da I Republica.

Daniel Gonçalves disse...

Bogalho disse "chegando mesmo a eleger um homem como Manuel da Conceição Afonso ( um dirigente sindical...)como presidente..."
Desconheço o percurso profissional da personalidade referida, nem é minha intenção denegrir ou desvalorizar a sua vida, mas convêm desmitificar, a bem da verdade, um facto: os Sindicatos legalmente existentes ou permitidos, a partir da Constituição de 1933, tinham de se submeter à unicidade sindical corporativa e ao modelo corporativo dos novos estatutos sindicais, portanto ser sindicalista, na altura, não significava ser opositor do regime. Manuel da Conceição Afonso poderia ter sido dirigente sindical na sua profissão, estabelecida dentro de um regime corporativista, mas não faz dele necessariamente um anti-facista ou um inimigo do Estado Novo.

Daniel Gonçalves disse...

Bogalho disse "Continuando para a propaganda, é certo que houve um aproveitamento politico das vitórias europeias do Benfica (...) mas em relação a isso o Benfica pouco podia fazer..."

O triunfo europeu do seu benfica foi apresentado pelo Estado Novo como um feito da "raça portuguesa", e as recepções aos jogadores e à equipa técnica constituíam actos de verdadeira propaganda nacionalista ou chauvinista, nada comparável às vitórias europeias do FC Porto, que nunca foram aproveitadas pelo poderes políticos para sustentar ou propagandear a sua visão de Portugal ou para se manterem no poder por mais algum tempo. A megalomania da maioria dos benfiquistas, actualmente ainda existente, nasceu dessa arrogância, dessa mania de grandeza vinculada pelo salazarismo, deixando uma marca bem profunda no seu clube, fazendo parte do seu ADN e do húmus de que o benfica se alimentou para alicerçar o seu poder no tempo posterior. Portanto Sr. Bogalho o seu clube beneficiou e aproveitou-se desse clima político, social e cultural e dos beneplácitos dos poderes instituídos no antigo regime para solidificar e perpetuar um poderio - realmente existente dentro de campo nos anos 60 -, mas quando tal poderio desse sinais de enfraquecer, ou de sofrer ameaças de séria concorrência, aí estavam os poderes instituídos – extra 4 linhas - para colocar obstáculos, nada conformes á livre concorrência ou a um Estado de Direito, às ameaças ao poderio benfiquista.
Que o benfica não se tenha aproveitado dessa manipulação do Estado Novo para exigir algo em retribuição, como o Sr. Bogalho alega, é que eu não acredito e tal visão é contrária à realidade dos factos posteriores e à mais elementar lógica. A Federação da altura, nada democrática ou representativa de todos os portugueses, visava manter o status quo do benfica, sobretudo, e do sporting. De muitas jogadas de bastidores se aproveitou o seu clube, de que as arbitragens dos jogos eram o sinal mais evidente.

Daniel Gonçalves disse...

Caro Bogalho
Pode afirmar e apregoar aos quatro ventos que o benfica tinha, internamente, práticas democráticas ou que nada pode fazer ou opor ao aproveitamento de que o Estado Novo fez das suas conquistas europeias, mas a verdade é que o seu clube se aproveitou - intencionalmente – de práticas nada democráticas e dos beneplácitos dos poderes instituídos para solidificar o seu poder. As tentativas actuais que muitos benfiquistas fazem para expurgar o passado do clube dessa aliança com o Estado Novo soam a hipócritas, demagógicas e contrárias à verdade, que tanto declaram possuir e exigir para o desporto nacional.

David Duarte disse...

"As tentativas actuais que muitos benfiquistas fazem para expurgar o passado do clube dessa aliança com o Estado Novo soam a hipócritas, demagógicas e contrárias à verdade, que tanto declaram possuir e exigir para o desporto nacional."

Os portistas expurgam as suas!!??!!

Anónimo disse...

sem espinhas, daniel!
1 abraço portista

Anónimo disse...

Há muitos outros exemplos que refutam claramente eventuais ligações do Benfica ao antigo Regime. Desde as bandeiras do Benfica que substituíram as da antiga União Soviética (proibidas) aquando das manifestações populares que se seguiram à vitória aliada na II Guerra Mundial (1945) à proibição dos jornais falarem nos “vermelhos” quando se referiam ao Benfica, passando a denominá-los “encarnados”. Desde o silenciamento progressivo do antigo hino do Clube, composto por Félix Bermudes em 1929,denominado “Avante pelo Benfica!” ao facto do Estádio da Luz apenas ter sido utilizado pela selecção nacional 17 anos depois da sua inauguração, em 1971, ao invés dos estádios do Sporting, FC Porto e Belenenses, que várias vezes viram neles jogar a selecção nacional. Isso nas décadas de 50 e 60, quando a maioria dos jogadores da selecção era do Benfica! Era esta a “forte influência” do Benfica durante o Estado Novo?

Anónimo disse...

Outro exemplo são as curiosas (e reveladoras!) datas simbólicas utilizadas pelos clubes. O Estádio das
Antas foi inaugurado a 28 de Maio (de 1952), dia comemorativo da revolução que deu origem ao Estado Novo. O antigo campo do Sporting que o Benfica viria a ocupar em 1941 ficava no topo do Campo Grande, então conhecido como Campo 28 de Maio. Não só o Benfica nunca assim o designou (era, simplesmente, o campo do Campo Grande) como o inaugurou a… 5 de Outubro, data comemorativa da implantação da República e bem pouco do agrado do regime que então dirigia o País.

Anónimo disse...

Quanto ao Jornal "Record" recordemos uma crónica publicada no jornal “Record”, em Maio de 2000, Alfredo Barroso, conhecido sportinguista e homem da oposição ao Antigo Regime, criticava os acontecimentos verificados em Assembela Geral recente do Benfica, no tempo da gerência de Vale e Azevedo, e, a dada altura, escrevia: “E, no entanto, nos tempos da outra senhora, o Sport Lisboa e Benfica chegou a ser considerado como uma referência
democrática, um oásis onde coexistiam vozes de todas as origens políticas e em que algumas figuras notórias da oposição ao Estado Novo chegaram a ser membros dos órgãos sociais do clube. Digo isto com tanto mais admiração e à vontade, quanto é certo que sempre fui adepto do Sporting Clube de Portugal, o qual, pelo contrário, era conhecido pelas suas notórias ligações ao Estado Novo e foi quase sempre dirigido por figuras mais ou menos proeminentes da extrema-direita do regime salazarista. Para grande desespero de alguns adeptos como eu que, por carolice ou amor à camisola, nunca viraram a casaca, apesar dos dichotes e bicadas (mais que justas) de muitos adeptos do Benfica.”


João disse...

Essa conversa de o Sporting ter sido o clube que mais perdeu a seguir à queda do regime só reforça que um clube se alicerçou mais e melhor durante o regime, logo suportou melhor a transição. Não sei porque repetem a cassete quando a única conclusão que se pode tirar é essa.

Também não há grande volta a dar, contrariados (pois sim..) ou não, o facto é que decisões, perdão, directivas como as da transferência do Eusébio provam que um clube foi sustentado muito para além do considerado minimamente normal num país em que as instituições mantêm alguma equidistância.

A cronologia também é relativamente irrelevante. Se não apoiaram antes, apoiaram depois. Porventura só na década de 60 é que o Benfica teve a projecção ou só na década de 60 é que alguém reparou que podia ser usado como agregador das massas. O facto é que foram o clube do regime daí em diante.

Salvaguardadas as devidas distâncias, mudou muito pouco desde aí.

Anónimo disse...

Ou uma outra entrevista no "Record"
Uma opinião insuspeita e clara, como a de Vasco Lourenço, um dos militares de Abril, presidente da Associação 25 de Abril, que, em entrevista ao jornal “Record”, publicada nesse preciso dia, de 2007, se afirmava sócio do Sporting há quase 40 anos, e com lugar cativo. A dada altura, respondendo a uma questão do jornalista relativamente a clubes que teriam sido beneficiados pelo (antigo) regime, Vasco Lourenço, embora considerando que nenhum era favorecido, reconhecia: “Os benfiquistas e os portistas ainda hoje recordam aquele episódio do Góis Mota que, durante um Atlético-Sporting, entrou no balneário do árbitro com uma pistola para o ameaçar. No tempo do Salazar, aí pelos anos 50, o Sporting era o preferido, porque muitas pessoas do regime eram adeptas do clube. Góis Mota, Casal Ribeiro, entre outros. Anos mais tarde, o Belenenses era o clube do regime por causa de Américo Tomás. Mas era injusto dizer-se isso, porque ele era sócio e tentava proteger o clube, mas o Belenenses não usufruía de nenhum benefício. Foi mais uma imagem que se criou. O Benfica sempre foi o clube do povo, e o Sporting mais de elites”, concluiu este adepto do Sporting.

Anónimo disse...

E já agora um pouco de história para quem não sabe.
No livro «Vítimas de Salazar», no capítulo referente à Censura (cap. 1, págs. 42 e 43), Irene Pimentel, uma das autoras, conta o que se passou em Portugal aquando da II Guerra Mundial e a forma como a população tentava manifestar o seu apoio aos Aliados.
Transcrevemos: “Locais privilegiados de difusão de propaganda foram também as salas de cinema, onde a projecção de documentários sobre a guerra provocava reacções entre os espectadores, que, perante a omnipresença da PVDE [antecessora da PIDE], arranjavam meios subtis de expressão. O refugiado político Karl Retzlaw, que chegou a Portugal no Verão de 1940, relatou uma ida ao cinema, contando que, à entrada e dentro da sala, estavam polícias, prontos a intervir, caso surgissem manifestações do público. Numa ocasião, quando Hitler surgiu no écran, o público começou a arrastar os pés, quando surgiu Mussolini, os espectadores tossiram, e quando apareceram os monarcas ingleses, gritaram em uníssono: «Viva o Benfica!», identificando o popular clube de futebol com a Inglaterra.”
Mais uma prova de que o Benfica nunca foi o clube do antigo regime, muito antes pelo contrário.

Anónimo disse...

Como resposta, basta publicar um quadro com as vitórias nos Campeonatos Nacionais e Taças de Portugal nos 20 anos subsequentes ao 25 de Abril (1974-1994): Benfica 10 CN e 7 TP / FC Porto 8 CN e 5 TP e Sporting 2 CN e 2 TP; Além disso, nesse período, o Benfica esteve em duas finais da Taça dos Campeões Europeus e numa final da Taça UEFA.
As dificuldades por que o Clube passou nos últimos anos (e das quais está a recuperar, como é bem visível) tiveram a ver essencialmente com outros aspectos internos; como por exemplo a chegada de Vale e Azevedo e outros externos.

Anónimo disse...

E o José Lima por acaso não quer comentar esta factualidade histórica da década de 40.

Em 1939/40, o Campeonato Nacional passou de oito para dez clubes, a título excepcional, pois o FC Porto fora apenas terceiro no Campeonato Regional e só os dois primeiros tinham acesso à competição, valendo então a votação das restantes associações regionais (nomeadamente a de Lisboa), que viabilizaram o alargamento, de forma a permitir a participação da equipa do FC Porto? Em 1941/42, o FC Porto voltou a ser terceiro e novamente foi alargada a competição. Até 1946/47, o acesso ao Campeonato da I Divisão dependia das classificações dos Campeonatos Regionais, só na época seguinte se tendo iniciado o modelo das subidas e descidas de divisão.

Anónimo disse...

Esta história do regime faz lembrar uma outra... mas depois os factos são o que são: Desde a inauguração do Estádio Nacional (1946), a final da Taça de
Portugal nunca se realizou na Luz, mas já teve um jogo em Alvalade e quatro nas Antas, três dos quais com a presença do FC Porto, que ganhou um e perdeu dois, com Leixões (1961) e Benfica (1983… em Agosto, no início da época seguinte!)com golo de Carlos Manuel, para quem não está lembrado.

Bluesky disse...

O futebol é demasiado popular que até se deixa levar por intrigas politicas, (a tal promiscuidade futebol vs politica). Toda a gente sabe que em regimes ditatoriais, é lógico que o governo se "apodere" dos sucessos duma instituição para a reclamar como sua. As vitórias europeias do Benfica nos anos 60 foram fator disso mesmo, como o Real Madrid em Espanha, o Steaua na Roménia, o Inter na Checoslóvaquia, o Dinamo na Russia ou o... Santos no Brasil! Salazar aproveitou-se escandalosamente dos triunfos como se tivesse sido ele a marcar os golos. E como a ditadura não durou 2 dias, a força foi crescendo até se tornar gigantesca...
Lentamente, a realidade está de regresso, e vê-se nos adeptos que o FC PORTO granjeia neste momento de Norte a Sul do País, mesmo em locais proibidos como Algarve e Alentejo!
É como na vida social... enquanto for viva a geração que foi educada por Salazar (da qual faço parte, infelizmente) e PREC, o país dificilmente progredirá, e vê-se mais flagrantemente na CS como nos manifestos propagandisticos do Record e da Bola, onde jornalistas a preto e branco ou ex-jogadores do clube em causa advogam a causa própria sem pudor nem vergonha!!!
E mesmo em democracia os regimes mantem-se, ou não fosse a democracia a ditadura das maiorias!
Por isso o Benfica era o clube de sucesso dos transistores e o FC PORTO é o clube de sucesso dos plasmas e Led's...
Ou como disse um catedrático; Salazar estagnou o país por 50 anos, a reconstrução demorará o dobro!
Mas isto é apenas e só a minha opinião.

Daniel Pereira disse...

http://www.publico.pt/desporto/noticia/o-futebol-e-mais-instrumentalizado-hoje-do-que-foi-durante-o-estado-novo-1592434

José Correia disse...

em 64 estávamos em plena guerra colonial, Salazar não podia arriscar a saida de Eusebio que sem duvida se iria tornar rapidamente numa figura dos movimentos de independência, visto que fora do pais teria liberdade para tal

Pois, é mais um pretexto para tentar justificar a posição do regime.
Também já ouvi a tese de que, precisamente nessa altura, o Eusébio teve de ir cumprir o serviço militar...

José Correia disse...

Escrevi um artigo que foca dois pontos essenciais:

1) A forma como, a partir do início dos anos 60, o regime salazarista utilizou e cavalgou os sucessos europeus de um clube português, no caso o slb, e transformou esse clube no símbolo desportivo de um país acossado internacionalmente (por causa das colónias) e fechado ao Mundo.

2) O interesse do regime em não deixar desmantelar a "máquina benfiquista", criando obstáculos e, quando necessário, impedindo, que os melhores jogadores do slb fossem transferidos para clubes estrangeiros.

A estes dois aspectos, que apresentei suportado em factos e em declarações do próprio Eusébio, qual foi a resposta dos benfiquistas que vieram comentar o artigo?

Basicamente, assobiar para o lado. Isto é, falar em dirigentes sindicalistas, nas bandeiras do slb, em “vermelhos” versus “encarnados”, no hino do Clube, em datas associadas aos estádios de outros clubes e até recorreram ao "argumento" dos locais onde se disputou a final da Taça de Portugal.

Sobre os dois pontos essenciais do artigo zero, ou praticamente zero.
É que não é fácil negar os factos quando, inclusivamente, os mesmos são suportados com exemplos concretos e declarações do próprio Eusébio.

J.P. Gonçalves disse...

O artigo que escreveu é completamente descabido. Felizmente houve quem o rebatesse com argumentos credíveis. Lembro-me aliás de ver uma foto com dirigentes do seu clube a fazerem a saudação fascista ao lado de elementos do antigo regime. Isso faz do FCP um clube do regime?
O tiro saiu ao lado. Para um Benfiquista como eu que gosta de vir aqui ler o vosso blog, que me merece consideração, este artigo soa-me bastante infeliz.
A prova de que este blog é um espaço com qualidade é a visita constante e com comentários geralmente educados de simpatizantes de Sporting e Benfica. Mas este tipo de artigos não acrescenta nada...

JOSE LIMA disse...

Não posso confirmar. Tinha apenas 2 anos de idade.

JOSE LIMA disse...

Caro Bluesky
Peço desculpa mas quem assistiu à inauguração do Estádio das Antas foi Craveiro Lopes. Dessa recordo-me eu bem.
Cumprimentos

Anónimo disse...

Inverteu as origens da sua antipatia, que terá começado no reinado de Pinto da Costa, não tanto por causa desses presidentes do Benfica que enumera mas mais por causa daquele.

Anónimo disse...

Caro José Correia,

O que aconteceu com o Eusébio, o mesmo aconteceu na minha família. Um com a justificação, que fazia parte da oposição ao regime e por isso seria muito perigoso deixa-lo de rédea solta no estrangeiro; outros dois porque tinham que ir defender as colónias do Ultramar e um outro só porque ia trabalhar para França.

Para quem não sabe, no Regime ditatorial de Salazar, não era permitido aos portugueses saírem do país para irem trabalhar e ganhar a vida, mesmo que passassem fome. Dai a história dos portugueses terem que “pularem a salto a fronteira” para França. Só anos mais tarde e depois de muitos “saltos” é que Salazar, teve que aceitar após grande pressão politica e económica por parte do governo Francês, a saída legal de portugueses para França.

Como o José Correia sabe, sou doente portista, mas a história e a realidade demonstram que ao contrário que muitos querem fazer querer; o Benfica nunca foi o clube do regime, e nem com a tentativa de colagem da parte do Regime ao SLB, estes foram realmente beneficiados, mas sim prejudicados.

E se faço esta defesa do clube que eu tanto detesto (mas só a nível desportivo); é porque um dos meus familiares foi uns do que lutaram activamente contra o regime de Salazar, também ele portista doente. Ele que fazia parte de um grupo activo aqui no Porto, constituído por 10 elementos, em que 8 eram benfiquistas e um outro Salgueirista. Nunca vi ninguém respeitar tanto o Benfica como instituição democrática, ele que era um portista doente, como já referi.

Quando eu era mais novo, também uma vez me sai com essa história que o Benfica era o clube do regime. Ele ouviu, e disse-me o seguinte, que nunca mais esqueci: “Pedro; fica sabendo, o mundo da política não tem nada haver com o do futebol; os políticos e os dirigentes no presente tal como no passado é que se querem aproveitar do futebol para os seus fins”, depois acrescentou: “Se hoje vives em liberdade, muito se fica a dever a homens e mulheres como eu que toda a vida lutaram contra o regime, e só deus sabe como e com que sacrifícios; mas se fizessem um censo entre esses mesmos homens e mulheres, para saber qual era o seu clube de coração; então podes afirmar o seguinte: “se vivemos hoje em liberdade, muito devemos ao Benfica; é que a maioria dos que lutaram activamente o antigo regime eram benfiquistas”

Em memória do meu querido avô; grande portista e oposicionista de Salazar.

Pedro Góis.

José Correia disse...

O artigo que escreveu é completamente descabido. Felizmente houve quem o rebatesse com argumentos credíveis

Diga lá quais são os "argumentos credíveis" que foram apresentados, para justificar o facto de o regime ter criado obstáculos à transferência do Eusébio e de outros jogadores do slb para o estrangeiro.

José Correia disse...

Lembro-me aliás de ver uma foto com dirigentes do seu clube a fazerem a saudação fascista ao lado de elementos do antigo regime

Ai sim?
Pois eu ainda ontem vi uma foto da equipa do slb a fazer a saudação nazi.
E o que é que isso tem a ver com os impedimentos que o regime criou para evitar a saída do Eusébio e de outros jogadores do slb?

Bluesky disse...

É como digo... os "regimes" apropriam-se dos sucessos dos outros.
E eu que sou um dos classificam o Benfica como "clube do regime", não por conta dos resultados, mas sim por conta de uma cultura inexoravelmente injetada no sangue português de sermos 8 ou 80...
P.S. Cavaco Silva, Durão Barroso não são Dragões de Ouro????

José Correia disse...

Como o José Correia sabe, sou doente portista...

LOL

José Correia disse...

nem com a tentativa de colagem da parte do Regime ao SLB, estes foram realmente beneficiados, mas sim prejudicados

Ai sim? Em quê?

José Correia disse...

os políticos e os dirigentes no presente tal como no passado é que se querem aproveitar do futebol para os seus fins

Foi exactamente isso que eu disse, quer no artigo, quer em comentários.
Ou seja, ao regime interessava que a equipa do slb não fosse desmantelada, nem amputada dos seus melhores jogadores, porque o sucesso europeu do slb era do interesse do regime, que se servia dele para os seus fins.

José Correia disse...

a maioria dos que lutaram activamente o antigo regime eram benfiquistas

Tal como a maioria dos adeptos.
Tal como a maioria dos árbitros.
Ai os árbitros não, esses eram todos do Atlético, Oriental e Carcavelinhos...

Anónimo disse...

No seu ponto um, parte das suas palavras fazem bem a defesa do Benfica como clube e esclarecem bem como os seus êxitos não foram obra, ou no mínimo alicerçados no antigo regime.

“A forma como, a partir do início dos anos 60, o regime salazarista utilizou e cavalgou os sucessos europeus de um clube português, no caso o slb, e transformou esse clube no símbolo desportivo de um país acossado internacionalmente (por causa das colónias) e fechado ao Mundo”

Ou seja, o Benfica chegou ao sucesso por mérito próprio, o regime só tentou cavalgar essa onda. Felizmente os portugueses nunca misturaram um com o outro, inclusive a maioria dos portugueses portistas. De tal forma que essa tentativa pífia de passar essa falsa realidade, só começou nos anos oitenta, por parte de uns poucos dirigentes do FC Porto. Os resultados são conhecidos, só mesmo os mais jovens e incultos é que comeram a falsa história. Todos os outros mais velhos, são muito poucos e só alinham por razões de fanatismo desportivo, mas que nada tem a ver com a realidade.

Já agora o JC sabe-me responder a seguinte questão. Quando Pinto da Costa como presidente do FCP, é recebido todos os anos com pompa e circunstancia pelos deputados na AR, faz do FCP o clube do actual regime?
É que se faz, não se esqueça, este sem dúvida que é um regime democrático, mas que há muito está podre e só tem servido para encher os bolsos a determinados tipos de interesse que não são os da generalidade dos Portugueses.

Anónimo disse...

este tópico é uma treta, peca por defeito. o Boifica SEMPRE foi o clube do regime, não a partir dos anos 60, como é dito aí, mas desde a implantação do regime. a grandeza do Boifica foi construída arduamente pelo Estado Novo, sempre a patrocinar tudo, a angariar adeptos e simpatizantes À FORÇA de Norte a Sul, sempre a propagandear, sempre a ajudar e contribuir financeiramente, sempre a oferecer estádios e campos de futebol, seja o Jamor (construído a pedido do clube), seja o Campo Grande a troco de um renda rídicula, enquanto se construía o pardieiro da Luz em Carnide, inaugurado a 1/12/54, esse sim, com a presença de Salazar.

para quem diz que foi pago pelos sócios do Boifica, é mentira. só em parte foi pago pelos sócios, porque 1/3 do valor do estádio foi pago pelo regime, os terrenos foram oferecidos pelo estado, via CML e muito mais. ver aqui --» http://oantilampiao.blogspot.pt/2010/09/salazar-ofereceu-estadio.html

se não fosse o Estado Novo, o Boifica teria sido um Estoril ou Casa Pia da vida, sem expressão alguma, e com meia-dúzia de adeptos.
não foi o Estado Novo que se "colou" a vitórias do Boifica. foi o Estado Novo que FEZ essas vitórias por decreto, raptando e desviando jogadores (Eusébio, José Augusto) treinadores (Guttmann) etc, etc
foi o Estado Novo que patrocinou a angariação de adeptos do Boifica e do Zbording pelo país fora, via ciclismo.
nos anos 40,50, só os jogos destes 2 clubes e às vezes o Belenenses, podiam ser transmitidos pela rádio!!
podem achar bizarro o que vo dizer, mas é verdade. além da PIDE obrigar muita gente a ser boifiquista à força nos anos 30,40, sobretudo das classes mais baixas e analfabetas, havia casos de pessoas que chegavam aos 18,20 anos sem saber quem eram o FCP, o Braga, o Guimarães, e outros clubes, porque NEM SEQUER ouviam falar neles. pessoas do interior e etc, que só ouviam rádio e SÓ conheciam Boifica e Zbording.
podem achar exagero, mas era a realidade!

Anónimo disse...

saudações fascistas e outras tretas que aí falam, é tudo treta para desviar atenções.
todos os clubes tinham que fazer, ninguém escapava.

porém, a única equipa que aparece a fazer a tal saudação num cartaz do Estado Novo, com o padrinho Salazar a prometer a construção de um Estádio Nacional, é mesmo o Boifica.

e o tal cartaz é de 1933, não dos "anos 60":

http://www.miragens.abola.pt/getImage.aspx?id=15012&width=400&color=000000

Anónimo disse...

depois, isso das bandeiras do Boifica em lugar das bandeiras soviéticas, além de não provar rigorosamente nada, ainda por cima é FALSO. MENTIRA.
o que aparecia em substituição das bandeiras soviéticas eram panos vermelhos e não bandeirs do Boifica.
isso foi uma lenda que alguém criou.

Anónimo disse...

"
Basicamente, assobiar para o lado. Isto é, falar em dirigentes sindicalistas, nas bandeiras do slb, em “vermelhos” versus “encarnados”, no hino do Clube, em datas associadas aos estádios de outros clubes e até recorreram ao "argumento" dos locais onde se disputou a final da Taça de Portugal."


essa dos locais de finais da Taça, então, é rídicula.
o Boifica no Jamor joga sempre em casa! o próprio estádio do Jamor foi construído para o Boifica e a pedido do Boifica, serviu de campo de treinos, de jogos (quando havia algum impedimento) de finais da Taça de Portugal, ou Taça latina.

o FCP jogou 3 finais nas Antas, sim senhor, essas finais foram marcadas para as Antas ANTES de se conhecerem os finalistas.
agora o Boifica joga todas as finais em casa, e não vejo ninguém a criticar isso.


datas de estádios, estão sempre com essa cassete, as datas de inauguração dos estádios do Boifica são iguais à inauguração das Antas. são feriados com exactamente o mesmo valor, 1 de Dezembro e 5 de Outubro (para quem não sabe, comemorava a independência de Portugal a 5/10/1143)
se tivessem inaugurado a 1 de Maio, uma data reprimida pelo Estado Novo, teriam razão.
mas como inauguraram nas datas supra-citadas, comemoradas pelo regime, e com a presença de Salazar, entre outros dirigentes, não têem qualquer razão.
28 de Maio era só mais um feriado, até o Braga inaugurou o seu estádio nessa data e baptizou-o com essa data, até ao 25 de Abril, altura em que mudou o nome de 28 de Maio para 1º de Maio.

Anónimo disse...

“O interesse do regime em não deixar desmantelar a "máquina benfiquista", criando obstáculos e, quando necessário, impedindo, que os melhores jogadores do slb fossem transferidos para clubes estrangeiros”

Pode ter contribuído de forma indirecta como no caso da possível saída de Eusébio, para não desmantelar a dita “máquina benfiquista”, mas na verdade nunca contribuiu para a sua montagem, ou crescimento.

O que JC não pode negar é que a saída de Eusébio do Benfica, iria também contribuir, para o enfraquecimento da própria Selecção Portuguesa, também ela constituída á base dos jogadores do SLB; Uma selecção que unia todos os portugueses fossem este Benfiquista, Sportinguistas ou Portistas e não porque eram a favor ou contra o regime. Não, só tinham orgulho em ser portugueses. O que levou o regime a colar-se e aproveitar-se dos exitos da selecção para seu beneficio.

Na verdade o JC, sabe responder-me, que jogador ou jogadores portugueses do FCP saíram para o estrangeiro na mesma altura? Se calhar vai perceber que a saída estava vedada a todos os jogadores portugueses internacionais e/ou que fossem símbolos para os adeptos dos clubes mais representativos e na população portuguesa da altura. Fossem estes do SLB, fcp, scp, belenenses ou mesmo do V. Setubal. Referencias da altura.

Na verdade, a partir de determinada altura havia 3 símbolos para todos os Portugueses, e que tinham igualmente grande visibilidade no estrangeiro; que levou a que o Antigo Regime se colasse a eles por objectivos óbvios; são eles:

FÁTIMA – EUSÉBIO – AMÁLIA RODRIGUES; a famosa trilogia de que antigamente Portugal era FUTEBOL, FADO e FÁTIMA.

E como os mais bem informados sabem o regime sempre foi contra o fenómeno de FÁTIMA e até lutou como pôde contra ele, quer através das autoridades policiais, quer mesmo através da autoridade religiosa Católica; só quando não havia nada a fazer; e vendo que FATIMA era um símbolo para todos os portugueses em geral e referência internacional; é que eles aceitaram o fenómeno, e é claro, colaram-se a ele como lapas. O mesmo aconteceu com Eusébio (que nunca foi fascista) e Amália.

Esta é a realidade, tentar extrapolar isto é o mesmo que começar a analisar a história de portugal a fio e a pavio e depois querer fazer associações desenquadradas da realidade de então e colar as mesmas no presente.

Mefistófeles disse...

Pois eu acho que o slb e muito mais clube do regime agora que antigamente e por uma razao simples: porque quem protege o slb tem uma base de apoio ( votos ) mais alargada. O slb e o clube do povao e por isso se percebem as trapalhadas, a impunidade desportiva e criminal ( para uns as escutas sao boas para incriminar mas para outros ja nao), perdoes fiscais, etc.
Se ha uma razao para que alguem queira a presidencia do slb e porque sabe que assim ninguem o investiga ou chateia.
E e assim porque Portugal passou, de uma ditadura, para uma "democracia" de Republica das Bananas.

Daniel Gonçalves disse...

Caro David Duarte,

O facto de não ter refutado um “acordo” entre o seu clube e o Estado Novo a partir dos anos 60, mas - apenas – ter tentado virar o meu argumento da expurgação contra os portistas e o meu clube, quer dizer que o Sr. David – indirectamente - aceitou que o benfica beneficiou, e tirou partido, de uma relação privilegiada no futebol português durante o período mencionado.

E não, o FC Porto não precisa de expurgar nenhuma aliança ou relação privilegiada, e contrária aos ditames de um Estado de Direito democrático, com o Estado Novo pelo simples facto de que nunca a teve – ao contrário do seu clube –, nem beneficiou de favores dos poderes políticos de então. Nem o simples facto de o FC Porto ter tido um Presidente – Urgel Horta - que posteriormente exerceria um cargo de político, mas que era uma personalidade abaixo de secundária na hierarquia, lhe traria qualquer benefício ou relação privilegiada durante o Estado Novo.
Não é pelo facto de um clube (FC Porto) ter tido como Presidente alguém concordante com a política do Estado Novo que esse clube beneficiaria de qualquer favor dos poderes políticos, nem um clube que tivesse nos seus órgãos sociais personalidades discordantes - como os benfiquistas alegam sobre o benfica - da política do Estado Novo significa que esse clube não fosse beneficiado ou não tivesse uma relação privilegiada com os poderes políticos. As coisas não são assim tão lineares, a filosofia de Salazar era muito simples: se alguém, ou alguma instituição, pudesse ser aproveitada ou usada para efeitos de defesa do regime então que fosse, e não era preciso que esse alguém fosse conivente com o regime, bastava que fosse “neutro”, daí a célebre frase de Salazar “os votos brancos são a nosso favor”. Agora não venham que essa inverosímil ideia de que o benfica se prestou a esse papel sem exigir nada em troca, não, a verdade é que exigiu um tratamento diferenciado e privilegiado, e favores quando fosse necessário. A ideia vinculada pelo Estado Novo de que a equipa do benfica representava uma “Nação Una do Minho a Timor” não é inocente, se os órgãos sociais do Benfica não concordavam com essa manipulação feita pelo regime poderiam ter reagido em contrário, mas não. O sporting pode ter ficado com a fama de ser o clube beneficiado durante o Estado Novo, mas quem teve o – maior – proveito foi o benfica.

A cidade do Porto - e consequentemente as suas instituições culturais, sociais, desportivas, entre elas o FC Porto – passaram a ser vistas, a partir dos anos 60, pelo salazarismo com muita suspeição e tratadas com desprezo. Afinal fora o Bispo do Porto que abalara muitos dos alicerces intelectuais do salazarismo e desafiara os poderes políticos do Estado Novo, algo que tantas figuras notórias discordantes do salazarismo que existiam nos órgãos sociais do Benfica – como os benfiquistas alegam ter existido – não tiveram a coragem de fazer.
A recepção ao General Humberto Delgado no Porto em 1958 – onde portistas de relevo foram vistos ao lado do General -, também contribui para o salazarismo ter procurado posteriormente desprezar e desfavorecer a cidade e as suas instituições.

HULK 11M disse...

Não é necessário recuar aos tempos do facismo.
O SLB foi e continua a ser "o clube do regime", por muito que custe aos nossos amigos benfiquistas engolir isto!
Mas tenham paciência. A nós, portistas, também nos custa muito engolir as injustiças que são feitas ao nosso FCP, "a bem da Nação benfiquista"!
Ainda no passado semana assistimos na "Catedral" a mais um "roubo de Igreja". E qual foi a reação da C.Social? Simplesmente a de branquear a situação! Mas se logo no Dragão, exsitir um, um apenas, lance duvidoso, que nos favorça, amanha teremos abertura de telejornais e manchetes de 1a. página!
E a Procuradoria da República que andou tão afoita no "apito dourado"? Assobia para o lado...
Muitos exemplos do dia a dia poderia eu estar para aqui a recordar e que provam de forma inquestionável que o SLB foi e continua a ser "o clube do regime"!

Daniel Gonçalves disse...

A verdade é que, embora os benfiquistas tenham sempre na ponta da língua as boas práticas democráticas do seu clube durante o Estado Novo, o benfica não tem razões de queixa dos poderes políticos de então - ao contrário do FC Porto – e beneficiou de um tratamento privilegiado, em nada conforme com um Estado de Direito que assenta na igualdade perante a Lei e o Poder de todas as instituições da sociedade civil. O que ficou registado no ADN do Benfica, após o 25 de Abril e o derrube do Estado Novo, foi o desejo de ser sempre o beneficiado, de ter um tratamento especial e favorecido pelos poderes públicos e pelo Governo, fosse este de que ideologia fosse. A verdade é que o benfica se comporta como um clube típico dos regimes políticos – ditaduras - de partido único, exigindo dos outros que o tratem como o único representante do melhor que existe nessas nações, alegando portanto um monopólio de poder dentro do desporto nacional.

Daniel Gonçalves disse...

Anónimo das 03:00 disse "quando apareceram os monarcas ingleses, gritaram em uníssono: «Viva o Benfica!», identificando o popular clube de futebol com a Inglaterra.”
Mais uma prova de que o Benfica nunca foi o clube do antigo regime, muito antes pelo contrário."

Se existem argumentos idiotas, este é um exemplo deles. Mas por alguém ter dado vivas a um clube aquando da imagem dos Reis de Inglaterra, significa que o clube da pessoa que gritou “viva o benfica” era contrário ao Estado Novo ou um defensor da Democracia? Isso prova alguma coisa? Se em vez de terem dado vivas a um clube dessem vivas a Estaline, tal significaria que esta personalidade era um genuíno democrata? Se tivessem dado vivas ao Imperador do Japão, dessa altura, tal acto significaria que este Monarca era contrário ao Estado Novo?

Alexandre Burmester disse...

Sinceramente, não acredito que Salazar algum dis de sua iniciativa tenha impedido a saída do Eusébio para o estrangeiro. Se tal aconteceu, terá porventura sido por influências do próprio Benfica junto da Presidência do Conselho. O futebol não tinha naquele tempo o poder propagandístico que tem hoje, essencialmente porque a comunicação social não tinha a actual expressão. E Salazar borrifava-se completamente no futebol e no fado - e se calhar também em Fátima.

Não se trata de defender aquele ditador, apenas uma questão de rigor histórico.

Anónimo disse...

Alexandre Burmester, estás enganado. o Salazar chegou a dizer que o Eusébio partir uma perna seria uma desgraça nacional, acho que veio no jornal "A Bolha", há uns tempos atrás.
foi o próprio Eusébio quem disse que o Salazar disse para ele não pensar em sair para o estrangeiro, porque era "património do estado".
se isso é "borrifar-se para o futebol"...

Daniel Gonçalves disse...

Anónimo das 03:00 disse "Há muitos outros exemplos que refutam claramente eventuais ligações do Benfica ao antigo Regime. Desde as bandeiras do Benfica que substituíram as da antiga União Soviética (proibidas) aquando das manifestações populares que se seguiram à vitória aliada na II Guerra Mundial (1945)."

Este acto também não prova nada. Proibir bandeiras soviéticas nessa manifestação estava conforme a lógica e a ideologia do Estado Novo, que não possuía qualquer afinidade com a União Soviética, mas esse manifestantes poderiam perfeitamente ter usado bandeiras da Grã-Bretanha, dos EUA, da França. O que o acto desses adeptos prova é um egocentrismo, um facciosismo e uma mentalidade saloia do Mundo (eu diria o mesmo se fossem portistas com bandeiras do FC Porto), afinal qual o contributo do benfica para derrubar o nazismo????? No geral significa que as autoridades salazaristas toleraram essas bandeiras clubistas porque as consideravam identificadas com o Portugal e com o regime da altura, e não como uma rejeição do Estado Novo, mas também considero que se fosse bandeiras do FC Porto a atitude das autoridades fosse a mesma. Portanto numa conclusão lógica: as bandeiras do benfica não significavam oposição ao Estado Novo.
Salazarismo que se aproximou da Grã-Bretanha no decurso da II Guerra Mundial e portanto permitiu essas manifestações populares de vitória dos Aliados.

Daniel Gonçalves disse...

Anónimo das 03:00 disse "Desde o silenciamento progressivo do antigo hino do Clube, composto por Félix Bermudes em 1929,denominado «Avante pelo Benfica!»"
A rejeição deste hino benfiquista também não prova que o benfica fosse desconsiderado pelo regime salazarista, mas foi uma atitude para dissociar o clube da política soviética e do PCP, que tinha como órgão oficial na imprensa “O Avante”.
A designação da cor dos jogadores benfiquistas seguiu a mesma linha de ideias: para que não fossem associados aos soviéticos ou aos comunistas, tal não prova necessariamente qualquer desprezo, das autoridades políticas de então, pelo Benfica.

Anónimo disse...

Caríssimo José Correia,

Tenho-o como um grandíssimo Portista; logo me merece todo o respeito, esteja ou não de acordo com muito do que escreve. A minha intenção com a minha participação neste assunto, não foi entrar em discussões estéreis e que muitas vezes não nos levam a lado nenhum; mas sim, fazer uma pequena homenagem á memória do meu Avô, grande Portista e anti-fascista. Tal como eu, o meu Avô era doente pelo FC Porto e tudo o que dizia respeito á história desportiva do clube. Sempre foi contra todos aqueles que de um modo mais directo, ou dissimulado, manipulam a paixão irracional das massas pelos seus clubes de coração; só com o intuito de atingir os seus objectivos e interesses pessoais ou colectivos, sem olhar a meios. No fundo o que os ditadores tanto gostam de praticar e fazer; sejam estas ditaduras formadas a partir de pensamentos de direita ou de esquerda em relação ao pensamento político de cada um.

Aprendi muitas coisas com o meu avô e a sua forma de pensar e de ver a vida, moldou em muito a minha forma de ver e estar na vida.

Quanto ás suas LOL sobre eu ser um doente portista; reconheço, que esta doença, pode ser mais ou menos grave consoante a perspectiva de cada um, se é mais ou menos doente. Mas uma coisa lhe afirmo desde já e que aprendi com o meu querido Avô: SER PORTISTA, não é sinónimo de ser Anti-Benfiquista; como alguns pelos vistos confundem.

Cumprimentos Portistas

Pedro Góis

Anónimo disse...

"Anónimo das 03:00 disse "Desde o silenciamento progressivo do antigo hino do Clube, composto por Félix Bermudes em 1929,denominado «Avante pelo Benfica!»"
A rejeição deste hino benfiquista também não prova que o benfica fosse desconsiderado pelo regime salazarista, mas foi uma atitude para dissociar o clube da política soviética e do PCP, que tinha como órgão oficial na imprensa “O Avante”."


obviamente!
o hino foi censurado precisamente por Salazar gostar do seu Boifica e não o querer ver associado ou conotado com comunistas e com o seu pasquim "Avante" de edição mensal a partir de 1941.
mesmo assim, o hino só foi censurado em 1942, apesar de já existir desde 1929.
não foi por ter a palavra "Avante", porque essa existia até na letra do hino da Legião Portu8guesa (1936).
foi mesmo pela apropriação que os comunas fizeram do mote "Avante!" quando o pasquim com esse nome começou a ter grande circulação e edição mensal, a partir de 1941.

a propósito, o tal Félix Bermudes chegou a ser condecorado por Salazar em pessoa.

Anónimo disse...

"Este acto também não prova nada. Proibir bandeiras soviéticas nessa manifestação estava conforme a lógica e a ideologia do Estado Novo, que não possuía qualquer afinidade com a União Soviética, mas esse manifestantes poderiam perfeitamente ter usado bandeiras da Grã-Bretanha, dos EUA, da França. O que o acto desses adeptos prova é um egocentrismo, um facciosismo e uma mentalidade saloia do Mundo (eu diria o mesmo se fossem portistas com bandeiras do FC Porto), afinal qual o contributo do benfica para derrubar o nazismo?????"


Daniel Gonçalves, não ligues. isso é mentira. não provaria nada nem que fosse verdade, mas é mentira.
não foram nada usadas bandeiras do Boifica e sim panos vermelhos.
aliás, há imagens disso e só se vê bandeiras da França, Inglaterra e EUA, nem uma bandeira do Boifica, que mesmo com imagens a preto-e-branco, seriam facéis de reconhecer, pela àguia/gayvota.

bruno cláudio disse...

desinteressante.
falemos do Futebol Clube do Porto!!

Alexandre Burmester disse...

O Eusébio também achava que o trçoço era um marisco.

Alexandre Burmester disse...

Correcção: tremoço

Anónimo disse...

Não, o Salazar não inaugurou o estádio das Antas, o Salazar inaugurou o estádio 28 de Maio, em Braga, estava lá eu, com os meus imberbes 10 anitos a sagrar-me campeão nacional dos 60 mts, nas provas de atletismo organizadas pela Mocidade Portuguesa.

Anónimo disse...

Bluesky, não será melhor fazer uma revisão de conhecimentos? Há, por aí, alguma confusão em datas e personalidades...

J.A.Ferreira disse...

Querem ver que eu que embarquei no dia dia 28 de Maio 1965 para Angola, para a guerra colonial, também estaria ligado ao regime?

Anónimo disse...

E o senhor por acaso sabe qual era o clube do General Humberto Delgado!!! Benfiquista.

José Correia disse...

Quando Pinto da Costa como presidente do FCP, é recebido todos os anos com pompa e circunstancia pelos deputados na AR, faz do FCP o clube do actual regime?

A AR tem 230 deputados, de diferentes partidos e com diferentes preferências clubísticas.
Como é óbvio, ser recebido e jantar com 30 ou 40 deputados, não representa o Parlamento e apenas representa as preferências clubísticas desses deputados (cerca de 20% do total).

José Correia disse...

a saída de Eusébio do Benfica, iria também contribuir, para o enfraquecimento da própria Selecção Portuguesa

Porquê?
O Eusébio ia deixar de jogar na Seleção Portuguesa?

Anónimo disse...

Para quem diz que o Benfica é o clube do anterior regime, por acaso sabe, que no consolado de João Tamagnini Barbosa (25/01/1947–29/01/1949) o clube chegou a correr o risco de ser encerrado pelo governo por alegadamente estar tomado por “conspiradores”; e que Júlio Ribeiro da Costa (31/06/1938-01/08/1939) teve mesmo de se demitir para que o clube não fosse mais penalizado pelo regime, dada a sua forte conotação política com a oposição.

E esta ehem.

José Correia disse...

O que aconteceu com o Eusébio, o mesmo aconteceu na minha família. Um com a justificação, que fazia parte da oposição ao regime e por isso seria muito perigoso deixa-lo de rédea solta no estrangeiro; outros dois porque tinham que ir defender as colónias do Ultramar e um outro só porque ia trabalhar para França.

O primeiro luso a jogar no campeonato italiano foi o avançado caboverdiano Jorge Humberto, que na temporada 1960/61, aos 23 anos, foi contratado pelo campeão italiano Inter de Milão.

Penso que este facto é suficiente para desmentir este tipo de conversa.

José Correia disse...

«Nascido em São Vicente, onde jogou na Académica do Mindelo, Jorge Humberto era estudante do quinto ano de medicina em Portugal e tinha sido o melhor marcador da Académica de Coimbra com dez golos, quando o técnico Helénio Herrera convidou-lhe para fazer um teste no clube.
No jogo teste, Humberto atuou 45 minutos e fez um hack-trick, frente ao Sparta de Belgrado, num torneio triangular de início de época. Passou no teste e foi contratado.
Ficou uma época no Inter numa altura em que só era permitido entrar em campo dois estrangeiros. O espanhol Luiz Suárez era titular indiscutível e Jorge Humberto disputava um lugar no onze titular com o inglês Hitchens.
Com a camisa rossoneri Humberto marcou cinco golos, três deles no Estádio San Siro, frente aos alemães do Colónia, no desempate dos 16 avos de final da Taça das Cidades com Feiras. Marcou outro na Taça de Itália, mas o seu melhor golo foi contra os escoceses do Hearts, na primeira mão dos oitavos-de-final da Taça das Feiras, em que o Inter venceu por 1 a 0.»

Fonte: Nha terra (http://www.nhaterra.com.cv)

José Correia disse...

«No dia 19 de Setembro de 1939 nasceu em Luanda Jorge Alberto de Mendonça Paulino, que viria a ser o primeiro português a ganhar uma Taça (a Taça das Taças de 1962) por um clube estrangeiro, o Atlético de Madrid.
Jorge Mendonça começou a sua carreira nos categorias jovens do Sporting e em 1956 foi para o Braga, onde fez duas épocas. Curiosamente alinhavam na mesma equipa os seus irmão Fernando e João. Uma experiência em Espanha, ao serviço do Deportivo da Corunha, suscitou o interesse do Atlético de Madrid, que o contratou.
Jogou em Madrid 9 épocas, sempre a bom nível, numa das melhores décadas do Atlético, sendo campeão de Espanha em 1966. Ainda recentemente um site de adeptos do Atlético elegeu Mendonça como o melhor estrangeiro de sempre, à frente de Futre. É celebre a foto em que é identificado como o único futebolista a sair em ombros de um campo de futebol.
Do Atlético de Madrid foi ainda para o Barcelona, onde jogou mais 2 épocas, acabando a carreira no Maiorca.»

Fonte: Colecção de Cromos da Bola
http://cromos-de-caramelos.blogspot.pt/2008/11/29-portuguses-l-fora-iii-mendona.html

Anónimo disse...

Uma coisa é ser sério, outra é querer passar por sério; ou então não sabe mesmo da história do estádio nacional, ou das finais marcadas para as Antas. E ainda por cima escreve uma coisa destas:

“o FCP jogou 3 finais nas Antas, sim senhor, essas finais foram marcadas para as Antas ANTES de se conhecerem os finalistas.” Como disse!!!

Deixo aqui só um dado para mostrar como não sabe o que escreve. Foi na época de 1982/83 que FCP e SLB chegaram a mais uma final da Taça de Portugal. Pinto da Costa tudo fez para que a final não se efectuasse no estádio nacional e assim conseguiu; as duas equipas foram para férias, sem saberem (pelo menos a do SLB), quando e a onde e se realmente se efectuaria a final da taça de Portugal da época de 1982/83.

Foi já na época seguinte, a de 1983/84 que se realizou a final da TP da época anterior. O jogo teve lugar no mês de Agosto de 1984, em pleno estádio das Antas. As equipas, já não eram as mesmas em termos de plantel, das que tinham chegado á final da época anterior. Resultado final: FCP 0 – 1 SLB; golo marcado por C. Manuel na casa do adversário, numa taça que deveria ter sido disputada em terreno neutro.

P.S: Agora o SLB não tem culpa é que a maioria dos estádios em Portugal em jogos nacionais, só batam recordes de bilheteira e em número de espectadores com o SLB e que em quase todos a maioria da assistência seja afecta ao SLB.

Anónimo disse...

Ainda bem que escreveu este post; assim poupa-me trabalho. Jorge Humberto não reunia as condições que o antigo regime achava necessárias para o obrigar a ficar em Portugal.

Não era jogador da selecção portuguesa e não era simbolo de um dos clubes de massas na altura em portugal. Benfica, Sporting, Porto, Belenenses e V. Setubal.

Anónimo disse...

Sim é verdade, mas não era internacional e nem era um dos jogadores de referência do SCP da época. Continua a não ter o tal perfil que impedia a saida de jogadores para o estrangeiro.

Anónimo disse...

"Então para quem não sabe foi no dia 13 de Março de 1928 que se assinala a estreia do aproveitamento institucional de um clube desportivo e da cobertura que lhe foi dada pelo aparelho político que iria desembocar no “Fascismo Português”.

O FC Porto foi elevado a Instituição de Utilidade Pública passando a usufruir de todos os benefícios daí inerentes."


quais "benefícios daí inerentes"?
além disso, essa elevação a Instituição de Utilidade Pública não teve nada a ver com o futebol, e sim com a Educação Física.
e o Estado Novo só foi implantado em 1933.

Anónimo disse...

"a saída de Eusébio do Benfica, iria também contribuir, para o enfraquecimento da própria Selecção Portuguesa

Porquê?
O Eusébio ia deixar de jogar na Seleção Portuguesa?"


hehehe estes boifiquistas são tão bêbados, que na ânsia de defenderem o indefensável, já trocam os pés pelas mãos.
mas alguma vez o Eusébio deixaria de ir à selecção, caso jogasse no Inter de Milão ou outro clube estrangeiro qualquer? hehe é só rir.

Anónimo disse...

"Para quem diz que o Benfica é o clube do anterior regime, por acaso sabe, que no consolado de João Tamagnini Barbosa (25/01/1947–29/01/1949) o clube chegou a correr o risco de ser encerrado pelo governo por alegadamente estar tomado por “conspiradores”; e que Júlio Ribeiro da Costa (31/06/1938-01/08/1939) teve mesmo de se demitir para que o clube não fosse mais penalizado pelo regime, dada a sua forte conotação política com a oposição."


trás algo da tua própria cabeça, em vez de te limitares a despejar copy-pastes mentirosos de blogues lampiões que mais não fazem do que mentir, como aquela das "bandeiras do Boifica" em vez das soviéticas, ou essa merda de que os dirigentes do Boifica eram todos comunas (esses "democratas", como bem sabemos!).

Anónimo disse...

"Quando Pinto da Costa como presidente do FCP, é recebido todos os anos com pompa e circunstancia pelos deputados na AR, faz do FCP o clube do actual regime?

A AR tem 230 deputados, de diferentes partidos e com diferentes preferências clubísticas.
Como é óbvio, ser recebido e jantar com 30 ou 40 deputados, não representa o Parlamento e apenas representa as preferências clubísticas desses deputados (cerca de 20% do total)."



nunca o FCP foi condecorado como o Boifica que se vê nas imagens.
no máximo foi recebido a muito custo pelo Santana Flopes, isto meses e meses depois da conquista da Liga dos Campeões (finais de 2004) mas nunca foi condecorado.
até se comentava na altura que o governo condecorava perdedores (selecção de Scolari vice-campeã da Europa) mas não condecorava vencedores (FCP de Mourinho e cia)

comparar isso com a condecoração de toda a equipa do Boifica, dias depois da vitória na antiga TCE, com a presença de Salazar e outros altos dirigentes do Estado Novo, em que até comendas foram dadas aos jogadores, bem é de loucos.

Anónimo disse...

"J.A.Ferreira27 de Abril de 2013 à0 18:07
Querem ver que eu que embarquei no dia dia 28 de Maio 1965 para Angola, para a guerra colonial, também estaria ligado ao regime?"


e o Braga que chamou 28 de Maio ao seu estádio, coisa que nem o FCP fez. se calhar, o Braga é que era o clube do regime. bem, é só ver que o Braga nesses tempos era muito mais forte do que agora. e com o FCP a mesma coisa, enfim...estes lampiões é só areia para os olhos.
enfiam-lhes a cassete pela goela abaixo e depois é só repetir "28 de Maio! 28 de Maio! 28 de Maio!", todos dizem a mesma merda, nem reflectem no que estão a vomitar. é por reflexo condicionado.
mas se calhar, não sabem nem querem saber o que significava o 5 de Outubro ou o 1 de Dezembro para o Estado Novo.

por falar em Estado Novo, 28 de Maio não é a data de implantação do Estado Novo (1933) é a data de um golpe militar que começou em Braga e no Norte (ano de 1926), que levou a uma ditadura militar, mas não é o início ainda do Estado Novo.

podem ainda ver outro significado para o 28 de Maio:
http://www.iscsp.utl.pt/~cepp/eleicoes_portuguesas/1911._ac.htm

Daniel Gonçalves disse...

Anónimo das 14:23 disse "esclarecem bem como os seus êxitos não foram obra, ou no mínimo alicerçados no antigo regime. (...) o Benfica chegou ao sucesso por mérito próprio, o regime só tentou cavalgar essa onda..."

Obviamente que as conquistas do Benfica não foram devidas unicamente ao apoio e favores que usufrui durante o Estado Novo, ninguém afirmou tal. O que foi dito é que a relação privilegiada – e os favores – dada ao Benfica pelo regime permitiu a este ter outros meios, e uma melhor posição, que não eram permitidos a outros clubes para alcançar conquistas. “Roubar” jogadores (Eusébio ao Sporting) e treinadores a outros clubes, e não ser punido por isso é reflexo desse tratamento privilegiado. Era esse tratamento privilegiado, que o Benfica usufruía, legítimo? É essa questão. Também foi salientado que eram colocados obstáculos, fruto de jogadas de bastidores, a outros clubes (FC Porto) que ameaçassem essa hegemonia benfiquista? Era esse desfavorecimento e tratamento desigual do FC Porto conforme a um Estado de Direito democrático?
Conclusão, as conquistas do benfica não foram fruto exclusivo ou unicamente devido ao mérito.

Sobre a recepção ao Presidente do FC Porto pelos deputados da Assembleia da República, convêm salientar que a mesma só é feita pelos deputados portistas e sem qualquer carácter oficial, ou seja, Pinto da Costa tem direito ao mesmo tratamento que teria ou tem um cidadão qualquer, não tem direito a honras de Estado. Aliás o Presidente do benfica também tem direito a ser recebido na Assembleia da República, mas prefere levar os deputados ao Estádio da Luz, o que, visto de uma forma isenta, é pior, pois dá a aparência de que é o futebol que manda na política, que é esta que se submete ao futebol, dando um sinal de promiscuidade. Ser recebido na Assembleia mantêm a ideia do primado da política em relação ao futebol.

Daniel Gonçalves disse...

Anónimo das 14:23 disse "vai perceber que a saída estava vedada a todos os jogadores portugueses internacionais..."
Falso, não estava vedada a saída a ninguém, nem aos cidadãos normais. O Estado Novo nunca proibiu a ninguém a saída do País, nem existia nenhuma lei a estabelecer tal. Para vedar a saída de alguém, referência desportiva ou cultural, só se as autoridades assim o entendessem e em situações excepcionais.

Daniel Gonçalves disse...

Anónimo das 19:00,
Todo o seu comentário é um rol de desonestidades intelectuais?
Qual aproveitamento institucional que o FC Porto usufruiu de ter sido declarado Utilidade Pública? Que benefícios? Monetários??????? Fiscais??????? Desportivos? Arbitrais????? Eram tais benefícios que menciona legais??????
Além do mais em 1928 ainda não existia em Portugal nenhum fascismo ou Estado Novo instituído, havia sim uma ditadura militar de excepção e de transição.
E quando o benfica se tornou Instituição de Utilidade Pública não recebeu aproveitamentos, benefícios, proveitos?

Daniel Gonçalves disse...

Anónimo das 18:15 disse "sabe qual era o clube do General Humberto Delgado!!! Benfiquista."

Desconheço qual foi a preferência clubista de Humberto Delgado.
Mas terá sido o General Humberto Delgado votado ao ostracismo, e perseguido, pelo facto de ser adepto do clube A, B, C ou D ou por se ter tornado (pois numa fase inicial foi apoiante tácito e formalmente leal) um opositor do Estado Novo e afirmar que demitiria Salazar se ganhasse as eleições?

Anónimo disse...

Deixa lá ver se entendi, era o clube do regime porque não deixaram (o tal regime) que se vendessem jogadores para o estrangeiro ?? Eu li mesmo isto ?

Anónimo disse...

"Obviamente que as conquistas do Benfica não foram devidas unicamente ao apoio e favores que usufrui durante o Estado Novo, ninguém afirmou tal."


enganas-te meu caro. eu afirmei e afirmo tal, com todas as letras.
TODAS as conquistas do Boifica, sem excepção, foram devidas unicamente ao apoio e favores de toda a espécie de que usufruiu durante o Estado Novo, sem o qual, não passaria, na melhor das hipóteses quanto muito de um clube mediano, talvez o 6º ou 7º clube do ranking português, na melhor das hipóteses.

José Correia disse...

Não era jogador da selecção portuguesa e não era simbolo de um dos clubes de massas na altura em portugal. Benfica, Sporting, Porto, Belenenses e V. Setubal

O que estes benfiquistas INVENTAM para tentar suportar as suas teses mirabolantes.

E, já agora, na década de 60 a Académica tinha muito mais adeptos em Portugal do que o Vitória Setúbal.

José Correia disse...

Continua a não ter o tal perfil que impedia a saida de jogadores para o estrangeiro

Desafio-o a apresentar uma fonte minimamente credível, que suporte esta tese mirabolante do "perfil que impedia a saida de jogadores para o estrangeiro".

Vou esperar sentado...

Anónimo disse...

O senhor Daniel Gonçalves, com todo o respeito pelas suas declarações, não sabe daquilo que fala, não viveu, com toda a certeza, esse tempo. Já ouviu falar, por exemplo, na emigração " a salto"?

Anónimo disse...

Ele não é recebido, com pompa e circunstância, pelos deputados da Assembleia da República, ele reune, anualmente, com os deputados afectos ao Futebol Club do Porto... o que é bem diferente do que ser recebido pelo presidente da república e que o clube tenha, alguma vez, sido condecorado pelo Estado, pelas mãos do primeiro ministro.

Anónimo disse...

Claro que estava, tal como eu, mas por razões bem diferentes. Lembra-se do Eusébio, ou do Simões, terem saído do Regimento de Artilharia Anti-Aérea, de Paço D'Arcos, e deixarem de comparecer aos treinos do "clube"? Descubra as razões... ambos têm a minha idade.

Anónimo disse...

Ao José Correia e a todos o que por aqui comentaram recomendo este livro: http://www.fnac.pt/O-Estado-Novo-e-o-Futebol-Ricardo-Serrado/a641339?PID=5&Mn=-1&Ra=-1&To=0&Nu=1&Fr=0

Daniel Gonçalves disse...

Caro Anónimo das 11:48
Não, eu não vivi no tempo do Estado Novo mas, quer por estudo quer através de pessoas, da aldeia da minha família que viveram nesse tempo, sei como foram essas tentativas de emigração.
O que eu quis dizer é que não existiu nenhuma Lei a proibir a saída de Portugal das pessoas, evidentemente que era mais fácil a pessoas com mais posses – com um nível de riqueza médio/alto – simplesmente fazer as malas e abandonar o país do que propriamente a pessoas mais pobres, que tinham mais “constrangimentos” para abandonar Portugal, mas não estavam impedidas por Lei nem oficialmente. Não tínhamos as fronteiras fechadas, nem muros ou vedações de arame farpado nas fronteiras, nem as pessoas corriam o risco de serem fuziladas nas costas ao passar para Espanha. Era comum nas populações fronteiriças a ida a Espanha para trocas. Obviamente que a partir dos anos 60, com a Guerra Colonial, existia o risco de pessoas em idade militar abandonarem o País, daí um maior controlo nas fronteiras, para impedir os desertores, mas não foi promulgada nenhuma Lei a proibir a saída de Portugal dos cidadãos. As pessoas que nesse tempo emigravam, faziam-no às “escondidas”, mas não porque o regime tivesse qualquer proibição oficial, mas porque não desejava perder mão-de-obra que pudesse vir a ser útil. Se fosse proibido por Lei, mal esses emigrantes chegassem a Espanha/França as autoridades desses países devolviam os portugueses à procedência por desrespeito da Lei portuguesa.
Mesmo com o regime democrático existiam entraves à saída do País de jovens em idade militar.
Analisando os nossos dias também podemos classificar como emigração “a salto” o abandono do País daqueles portugueses sem perspectiva de emprego que, de um dia para outro, “às escondidas” – e algumas vezes envergonhados – sem darem justificação às autoridades (sejam elas a Segurança Social, as Finanças, ou outros) abandonam Portugal para conseguirem emprego no estrangeiro, mas tal não significa que existia uma Lei a proibir a saída de Portugal.

Anónimo disse...

Caro Daniel Gonçalves, de facto não existia nenhuma lei. Era preciso? E não eram só os mancebos que queriam sair para fugir à guerra colonial nem à fome que trespassava nas aldeias, eram chefes de família, pais e avós. Tem a certeza que se lhes fosse fácil sair do país, eles corriam o risco de galgar de monte para monte? Eu só não saí porque não pude, mas fui impedido de modo bem diferente do Eusébio e do Simões, esses iam dormir a casa, iam treinar todos os dias e eram bafejados pela sorte salazarista. Eu levei um pontapé no "sim senhor" e fui parar às matas de Angola.

Anónimo disse...

Caro José Correia,

Gostaria, se possível, que interpretasse o facto de o Estádio das Antas ter sido construído num terreno expropriado ao seu legítimo dono por um despacho ministerial do então Ministro das Obras Públicas.

Parte 1: http://3.bp.blogspot.com/-mnj_tZDcjHA/T9l1wicoVPI/AAAAAAAAB90/YU3-klAGowM/s1600/Untitled-3.jpg

Parte 2: http://4.bp.blogspot.com/-X8OCJFsjxOE/T9l1x2UC-WI/AAAAAAAAB98/DLdhQNjEsWc/s1600/Untitled-5.jpg

Parte 3: http://1.bp.blogspot.com/-knO_MqJZUzM/T9l1zPmfbhI/AAAAAAAAB-A/vtPSPn2p2Nc/s1600/Untitled-7.jpg

Volume III da história dos 50 anos do FC Porto, de José Rodrigues Teles, editado em 1958. A expressão "os altos poderes da nação não regateiam o seu auxílio" deixa bem claro que houve um favorecimento ao FC Porto na questão do Estádio...

José Correia disse...

Já escrevi, mais do que uma vez, qual é o foco deste artigo, mas compreendo que os benfiquistas queiram continuar a assobiar para o lado e a tentar trazer para a discussão assuntos paralelos.

Muito bem. Recomendo-lhe, então, que leia:
http://oantilampiao.blogspot.pt/2010/09/salazar-ofereceu-estadio.html

Anónimo disse...

José,

Em relação à expropriação de terrenos para a construção do Estádio da Luz, é bom não esquecer que os terrenos do Benfica tinham sido expropriados em 1940, por 1/3 do custo real, para construir o Viaduto Duarte Pacheco, tendo o Benfica ficado "sem tecto" até construir o Estádio da Luz.

Quanto às expropriações terem sido feitas sem compensação, não me parece que um post scriptum de "e-mail de um leitor devidamente identificado" num blog chamado "o anti-lampião" faça grande prova...

Quanto ao assobiar para o lado, de facto desviei-me do tema. O Eusébio foi impedido de sair uma primeira vez por Salazar, mas por ter de cumprir o serviço militar, uma situação perfeitamente normal, e por duas razões:

1. Portugal estava em guerra.
2. Eusébio na tropa era propaganda. Mostrava que não havia ninguém acima da lei, e que até o grande Eusébio cumpria o seu dever militar. Lembre-se, por exemplo de Muhammad Ali, que foi chamado para a tropa dos EUA na altura da guerra do Vietname. Propaganda pura.

Da segunda vez, apesar de o José falar de "intransigência" de Salazar, a verdade é que Itália fechou as portas aos estrangeiros, não sei onde vê essa intransigência.

Aliás, há pouco saiu uma entrevista de um historiador que fala sobre o facto de não haver nenhum "clube do regime": http://www.publico.pt/desporto/noticia/o-futebol-e-mais-instrumentalizado-hoje-do-que-foi-durante-o-estado-novo-1592434

Quanto à RTP ter transmitido o jogo, por amor de Deus, qual é o escândalo? Algum jogo de futebol teria de ser o primeiro a ser transmitido, obviamente que uma final europeia era motivo para, por si só, justificar a transmissão. Quanto à transmissão durante uma semana em diferido, sabe perfeitamente o que era a televisão naqueles tempos, qualquer programa que de maior sucesso era repetido até à exaustão, com certeza não foi feito para arrastar o povo para o Benfica, mas porque foi um grande feito. Caso não saiba, nessa altura torcia-se a sério pelos sucessos portugueses lá fora...

Anónimo disse...

"Em relação à expropriação de terrenos para a construção do Estádio da Luz, é bom não esquecer que os terrenos do Benfica tinham sido expropriados em 1940, por 1/3 do custo real, para construir o Viaduto Duarte Pacheco, tendo o Benfica ficado "sem tecto" até construir o Estádio da Luz."



mentiroso. primeiro o Boifica foi compensado financeiramente por essa "expropriação", e em segundo foi-lhe oferecido o Campo Grande, ex-propriedade do Zbording, a troco de uma renda rídicula, enquanto se arranjavam os terrenos em Carnide (via CML) para a construção do estádio da Luz.

ou seja, o Boifica foi duplamente compensado por essa "expropriação", quer monetariamente quer patrimonialmente.
a "expropriação" foi feita para beneficiar o Boifica, para dotá-lo de melhores infrastruturas .

Anónimo disse...

"Quanto às expropriações terem sido feitas sem compensação, não me parece que um post scriptum de "e-mail de um leitor devidamente identificado" num blog chamado "o anti-lampião" faça grande prova..."


mas o e-mail desse leitor do blogue "o anti lampião", tinha fontes.
aqui tens:
http://www.slbenfica.pt/pt-pt/est%C3%A1dio/est%C3%A1diosanteriores/est%C3%A1diodosportlisboaebenficaluz.aspx

http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=1004295&especial=Benfica&seccao=DESPORTO


o "leitor" limitou-se a fazer copy-paste dessas fontes e fazer seguir para o referido blogue.

Anónimo disse...

"Quanto ao assobiar para o lado, de facto desviei-me do tema. O Eusébio foi impedido de sair uma primeira vez por Salazar, mas por ter de cumprir o serviço militar, uma situação perfeitamente normal, e por duas razões:

1. Portugal estava em guerra"


mentira, mentira e mentira.
Eusébio não cumpriu o serviço militar, ao contrário de outros jogadores, principalmente de rivais, que até em concentrações em Lisboa, tinham que se apresentar a meio da semana.

depois, Eusébio foi impedido de sair por ser, segundo Salazar "património do Estado", é ele próprio quem o diz.

Anónimo disse...

"Aliás, há pouco saiu uma entrevista de um historiador que fala sobre o facto de não haver nenhum "clube do regime": http://www.publico.pt/desporto/noticia/o-futebol-e-mais-instrumentalizado-hoje-do-que-foi-durante-o-estado-novo-1592434"


historiadores há muitos, e todos podem contar histórias e versões diferentes.

Anónimo disse...

"Quanto à RTP ter transmitido o jogo, por amor de Deus, qual é o escândalo? Algum jogo de futebol teria de ser o primeiro a ser transmitido, obviamente que uma final europeia era motivo para, por si só, justificar a transmissão."


a primeira transmissão em diferido foi essa.
mas a primeira transmissão em directo não foi uma final europeia, e sim uma meia-final com o Feyenoord.
transmissão que foi autorizada directamente por Salazar.

Anónimo disse...

Mentiroso? Mas eu neguei que o Benfica não tinha sido compensado? O que eu disse foi que o Benfica tinha recebido 1/3 do valor real do terreno.

Renda ridícula? Pudera, se o Benfica tinha saído a perder ao ser expropriado... Se tens uma casa que vale 100 e és obrigado a vender por 33, é bom que te ofereçam alguma compensação.

E mais, foi o Benfica que pagou as obras de melhoramento do Estádio do Campo Grande.

Anónimo disse...

Mas alguma vez eu neguei que tenha havido expropriação dos terrenos de Carnide em favor do Benfica? Volta lá a trás e lê melhor.

O que eu disse foi que não vi nada que demonstrasse que os proprietários não tinham sido compensados, e que um post scriptum de um "leitor devidamente identificado", num blog chamado o anti-lampião não prova isso.

Se arranjares uma fonte que mostre isso, sou todo ouvidos.

Anónimo disse...

Mentira? O Eusébio em 95 disse que não saiu porque teve de ir para a tropa. Ser "património do Estado" tem que ver com o dever de cumprir o serviço militar e dar o exemplo.

Eu não disse que o Eusébio tinha ido para a guerra, disse que cumpriu o serviço militar na reserva, tal como muitos jogadores da altura.

Anónimo disse...

Ai há? Se há assim tantos, podias mostrar algum que negue alguma coisa do que eu disse. Arranjas? Pois.

Anónimo disse...

Bem, se uma final europeia foi transmitida pela RTP sob autorização do Salazar, o Benfica deve ser mesmo o clube do regime... Poupa-me!

Na altura toda a gente queria ver o jogo, toda a gente festejou a vitória do Benfica, foi um orgulho para Portugal. Porque se pensares um bocadinho, descobres que nos anos 60 a rivalidade não era o que é hoje.

O meu pai contou-me que viu esse jogo com sportinguistas e que toda a gente - toda a gente, repito - festejou a vitória como se fosse do seu clube. E se pensares mais um bocadinho, descobres que na altura o Benfica - Sporting era a maior rivalidade de Portugal, e que mesmo assim isso não impedia que se festejassem os sucessos portugueses lá fora.

Depois das minhas respostas, das duas uma: ou continuas com as palas nos olhos, e a discussão tem de acabar aqui, porque eu não discuto com paredes, ou arranjas factos e provas que me mostrem que estou errado, e aí tenho todo o gosto em dar-te razão.

Anónimo disse...

Anónimo das 15,14. Já vi tudo, quem não concordar com essa teoria de que éramos todos irmãos no tempo em que o SLB andava pelas "europas", anda com palas nos olhos. Pois, eu nunca usei óculos (mesmo hoje, com 71 anos), nem palas e nunca vi tanta fraternidade assim. Talvez eu frequentasse lugares bem diferentes, daqueles onde não fosse considerada a "maior rivalidade de Portugal", o SLB - Sporting. Como pediu para lhe mostrarem se está errado, aqui fica o meu depoimento... e acredite se quiser, mas a verdade, aquela que eu vi e senti nesse tempo, ninguém me rouba. Recordo-me ainda, de um jogo Manchester/SLB, uma derrota humilhante para os "encarnados", ser festejado com palmas e... alguns copos. São verdades, meu caro.

J.P. Gonçalves disse...

Publicar comentários em que se troca o nome de Benfica por Boifica descredibiliza um pouco o blog mas cada um sabe de si.
Quanto ao essencial cada um vê as coisas com os óculos da cor que quer. Sempre assim foi e sempre assim será.
Sugiro a publicação de um artigo de fundo em que se aborde de maneira séria o Apito Dourado. Com óculos azuis, vermelhos e esverdeados...

José Correia disse...

O que não falta neste blogue são artigos sobre o 'Apito Dourado'.
Se quiser lê-los, clique na tag/etiqueta respectiva.

Anónimo disse...

bons são os comentários na blogosfera onde se troca FC Porto por FC Porco e outras alarvidades...

Anónimo disse...

e o teu clube caiu nas malhas do Apito Dourado e com escutas até mais comprometedoras do que o próprio FCP. refiro-me às conversas de Vieira e de Veiga, onde até o João Rodrigues da FPF que escolhia àrbitros para os jogos do 5lb, vem à baila.

ver lampiões a falar em Apito Dourado, quando estão metidos nele até ao tutano, é de rir...

Anónimo disse...

"Anónimo30 de Abril de 2013 à0 15:14
Bem, se uma final europeia foi transmitida pela RTP sob autorização do Salazar, o Benfica deve ser mesmo o clube do regime... Poupa-me!

Na altura toda a gente queria ver o jogo, toda a gente festejou a vitória do Benfica, foi um orgulho para Portugal. Porque se pensares um bocadinho, descobres que nos anos 60 a rivalidade não era o que é hoje."


eu referi-me à primeira transmissão em directo, pela Eurovisão, e não foi nenhuma final europeia, e sim uma meia-final com o Feyenoord, acho que em 63.

Anónimo disse...

http://futeboltuga.com/comunidade/liga-sagres/(info)-benfica-era-o-clube-do-regime-o-testemunho-e-de-mario-coluna-18520/10/?

http://www.sportingapoio.com/benfica-era-o-clube-do-regime%E2%80%A6-o-testemunho-e-de-mario-coluna-por-carlos-daniel/

Anónimo disse...

um comentário meu foi censurado, muito provavelmente por supostos "insultos", que para mim não são insultos, mas pronto.

então eu reformulo: o lampião sugeriu que não foi Salazar quem impediu Eusébio de sair para Itália, e sim a Itália que se fechou a estrangeiros.
ok, pode não ser mentira deliberada, pode ser só ignorância. mas isto é, de facto, uma mentira, quer o lampião tenha consciência disso ou não.

a Itália proibiu os estrangeiros em 1966. Eusébio foi impedido de sair para o estrangeiro em 1964, ou seja antes.
não tem nada uma coisa a ver com a outra, e essa conversa é só para apanhar interlocutores desprevenidos ou ignorantes dos factos.
ok, pode ser por ignorância dele, e não mentira consciente, mas não deixa de ser uma mentira.

Anónimo disse...

"“Roubar” jogadores (Eusébio ao Sporting) e treinadores a outros clubes,"!?

Eusebio nunca assinou pelo Sporting. Onde está o roubo?

Guttman deixou o Porto pelo Benfica porque este lhe pagou mais. Onde está o roubo?

Anónimo disse...

É fácil de perceber, caro José Correia...
esse perfil era: interessava ao Benfica?
Sim? Não pode sair....
Não? Pode ir à sua vida

Anónimo disse...

Achei bastante interessante toda esta lição de história, que só prova aquilo que já sabiamos: que toda a hegemonia do Benfica durante décadas foi patrocinada, facilitada, impulsionada (entendam como quiserem) pelo Antigo regime, pela classe política da época.

Estas ajudas não se resumem ao tema da moda dos nossos dias: os árbitros.

Estas ajudas traduziram-se em adeptos, em manutenção e contratação de jogadores com o apoio do regime politico, em construção de estádios mas também na manipulação de arbitragens (já anteriormente descritas, em posts anteriores).

A isto respondem os benfiquistas com: "Mas nós não temos culpa!"

E eu respondo: "Ah, ah",

Ok, até vamos imaginar por um momento que não têm culpa... Que nunca houve influência de ninguém ligado ao clube na manipulação destes resultados. Mas os resultados estão lá... falseados, mas estão... Os campeonatos ganhos com "ajuda exterior ao clube" estão lá...

O que vão os benfiquistas fazer quanto a isto de modo a restaurar a verdade desportiva? Abdicar dos campeonatos ganhos onde todos os caminhos iam dar a Lisboa? Onde todos os resultados, todas as ajudas, todos os bons jogadores (os tais que não podiam ir para fora) pendiam para o mesmo lado?

Até ouvir ou ler algum benfiquista dizer que está disposto a abdicar dos campeonatos ganhos nessa desigualdade de circunstâncias, não me venham com história de verdade desportiva... Os benfiquistas não, por favor...

fabio silva disse...

Félix bermudes foi condecorado em que data e o porquê da homenagem ? Tens algum link para eu ver isso ?



( sou do sporting )

Márcio disse...

É rídiculo este tipo de comentário da pessoa que escreve "Boifica". As palas são tão grandes que apenas vê aquilo que o seu presidente lhe diz. O Benfica construiu o seu sucesso dentro de campo.... ALém disso já ficou aqui provada que não sabe aquilo que diz, mas já li tanta barbaridade nos seus comentários que não poderia deixar passar esta. Comentários rídiculos mesmo....

O2T disse...

Se não está lembrado, eu conto-lhe a história que realmente interessa da final de 1983: marcada desde o início da época para as Antas, fpf (ao seu melhor nível) quis alterar o local da final qd viu q seria FCPxslb. PdC bateu o pé: nas Antas ou em lado nenhum. Vitória do FCP s/ fpf.