quarta-feira, 5 de junho de 2013

E o próximo treinador do FCP é...

...a grande pergunta do momento J.

Pessoalmente estou tão farto desta novela que estou «anestesiado». Por exemplo, ao contrário de muitos portistas não tenho qualquer ansiedade, nem a mínima motivação para entrar em especulações. Quando se souber, soube-se, pronto; depois falamos. Isto já parece o circo da 2a circular, sinceramente.

Mas essas conversas levam-me ao seguinte: nestas discussões um ponto que vem à baila é o chamado «toque de Midas» de Pinto da Costa: que «de qualquer um faz um treinador de grande sucesso», que acerta imenso na escolha de treinador.

O que acho: Pinto da Costa é de longe o melhor dirigente de um clube português em toda a sua história, e certamente está no top mundial de sempre; e se tivémos grande sucesso nos últimos 30 anos, certamente a escolha de treinadores teve a sua influência nisso. No entanto muita gente parece esquecer-se que se assim foi, foi porque quando acerta no treinador ele fica várias épocas; e quando falha fica pouco tempo; e não porque no momento da escolha acerte quase sempre.

Se formos a ver a coisa pelo prisma do número de vezes em que acertou e falhou na escolha do treinador, penso que fica bem menos claro que Pinto da Costa seja tão bom como isso (nesse ponto).

A seguinte contabilidade começa com Artur Jorge (campeão europeu) e é a título meramente pessoal e naturalmente muita gente vai discordar; mas duvido que haja muita gente que apesar de discordar num ou noutro pormenor, divirja drasticamente na sua avaliação. Tentei no entanto ser tão objectivo quanto possível, tendo principalmente em conta a performance no campeonato e na Europa.

ACERTO CLARO           (8): A. Jorge, Ivic (1a vez), CAS, B. Robson, A. Oliveira, Mourinho, Jesualdo, AVB
ASSIM-ASSIM               (4): A. Jorge (2a vez), F. Santos, Co Adriaanse, V Pereira
FALHANÇO CLARO       (6): Quinito, Ivic (2a vez), O. Machado, Del Neri, Fernandez, Couceiro

Logo para mim acertou claramente em menos de metade das vezes (44%), quase tantas como as em que claramente falhou. Diga-se no entanto de passagem que das vezes em que acertou, algumas delas foram mesmo em cheio, e quando ninguém o esperaria: nomeadamente com A. Jorge (1ª vez), Mourinho e AVB. Já outros em que acertou terão beneficiado acima de tudo da «máquina» por detrás e do plantel que herdaram.

Ou seja: para mim o PdC no momento de escolher treinador é uma espécie de mistura de roleta russa com Kinder Surpresa: quando carrega no gatilho tanto pode sair uma bala, como um enorme brinde...

O que vai sair desta vez? A ver vamos, mas espero que Pinto da Costa esteja consciente de que por muito bom que seja, não tem o toque de Midas – e que portanto não abuse de «hubris» (um exemplo claríssimo disso foi a contratação de Del Neri, com PdC a explicar mais tarde que o tinha contratado por recomendação de outrém, como quem diz: «não me dei ao trabalho de fazer trabalho de casa porque a escolha do treinador era secundária e eu podia fazer de qualquer um um grande sucesso»).

A única convição que tenho é que, seja quem fôr, será alguém que não se insurja que seja a Direção a ter a principal palavra nas contratações, o que à partida exclui treinadores consagrados e de forte personalidade.


PS – falando de treinadores, pelo que li Jorge Jesus continua com um salário de 4 milhões e prémio de 1 milhão se for campeão. Bem, nada mau para um tipo que esteve quase a ser despedido...

71 comentários:

Anónimo disse...

E o Zé do boné?

Miguel Lourenço Pereira disse...

Zé,

Quanto à tua lista, colocado o VP e o BR ao mesmo nível, o assim-assim, especialmente pelo desempenho europeu de ambos e porque o segundo título do Robson não esteve ao mesmo nível da primeira época e meia (sim, eu sei que ele foi operado e o Inácio dirigiu muitos jogos mas ao mesmo tempo o VP teve rivais mais exigentes)!
E claro, o AO também seria um técnico assim-assim. Um tipo que recebe no Verão a Jardel, Artur, Barroso e Zahovic, se não me engano, tem ali material mais do que suficiente para fazer o que fez (e o segundo ano também foi mais tremidito).

Quanto ao resto, de acordo. Ninguém é perfeito e quando se está no poder 30 anos, é normal que haja erros e acertos e o PdC teve o mérito que poucos presidentes têm de lançar 3 desconhecidos para a ribalta mundial: AJ, JM e AVB. Não é para qualquer um.

Mas esta escolha preocupa-me porque nem acho que se tenha sido justo com o VP nem que as opções no mercado demonstrem ser melhores opções a curto prazo.

Pelo menos não conseguiu trazer o JJ. Amén a isso!

José Rodrigues disse...

Tenho visto tamanha especulacao sobre o proximo treinador q so' digo isto: se por acaso o meu nome for ventilado como hipotese, avisem-me que e' para nao ser apanhado de surpresa. Obrigadinho.

PS - nao me cheira q seja o caso, mas ja' agora nao excluo totalmente q o proximo treinador seja o... VP.

Carlos Santos disse...

Não concordo muito com a conclusão. 44% de escolhas certas é pouco? Tendo em conta a quantidade enorme de treinadores fraquíssimos por aí andam, acho uma percentagem inigualável, principalmente tendo em conta o tempo que PdC já leva a Presidente e tendo igualmente em conta que treinadores que resultados espectaculares (AVB, Mourinho) não dá para segurá-los mais que 2 épocas.

Diga-me lá um dirigente que tem uma quota melhor.

Duarte disse...

"E claro, o AO também seria um técnico assim-assim. Um tipo que recebe no Verão a Jardel, Artur, Barroso e Zahovic, se não me engano, tem ali material mais do que suficiente para fazer o que fez"

Miguel, mas faltou-te dizer que AO andou dois anos sem um guarda-redes à altura do FCP. Por comparação com as equipas de VP, o Porto de AO em 96/97 estava perfeitamente ao nível do de VP em 2011/2012. Se com VP se exaltou a perda de Falcao sem que lhe fosse dado um substituto de qualidade, parece-me perfeitamente razoável que façamos o mesmo em relação a AO, que perdeu Baía e, em dois anos, não teve ninguém que o conseguisse substituir verdadeiramente.

José Rodrigues disse...

Eu nao disse q era pouco ou q era muito.

O q eu disse e' q com uma % dessas certamente nao se pode falar em "toque de Midas" ou "acertar sistematicamente"; e q por ai' se pode concluir q pode sair de tudo na "lotaria" do proximo treinador.

DC disse...

Questiono qual o critério para o CAS ser um grande acerto com 2 campeonatos e uma eliminação da Champions atrás do IFK Gotemburgo e uma da Taça das Taças pelo Tottenham e o VP com 2 campeonatos ser assim-assim.

Agora critérios à parte acho este artigo muito oportuno para demonstrar que aquela história que se ouve muitas vezes por aí de que qualquer um é campeão com esta estrutura é mentira.
É preciso competência, ainda mais quando se defronta o melhor 5LB dos últimos 15, 20 anos.
E portanto esta escolha será decisiva tanto no futuro do Porto como no do 5LB já que temos uma oportunidade clara de aproveitar as inseguranças à volta de JJ.

DC disse...

Da mesma forma, pergunto-me se Fernando Santos com aquela equipaça ter perdido 2 campeonatos chega para ser assim-assim...

Luchugo disse...

Eu mudaria ligeiramente a terminologia. Em vez de Acerto / Assim-Assim / Falhanço Claro, acho que faria mais sentido falar em Sucesso Extraordinário / Sucesso Rotineiro / Insucesso ou Fracasso.

Com este enquadramento de SE / SR / F, penso que Pinto da Costa acerta o dobro daquilo que falha (6 Fracassos contra 12 Sucessos, rotineiros e extraordinários).

SE - Artur Jorge (parte 1); José Mourinho; André Villas-Boas;

SR - Ivic (Parte 1); Artur Jorge (Parte 2); Carlos Alberto Silva; Bobby Robson; António Oliveira; Co Adriaanse; Jesualdo Ferreira; Vitor Pereira;

F - Ivic (Parte 2); Quinito; Otávio Machado; Del Neri+Fernandez+Couceiro*; e, IMHO Fernando Santos

Ou seja, 11 Sucessos vs. 5 Fracassos *(2004-05 a ser um ano de amalgama de treinadores que correu obviamente mal).

Para mim a aposta "certa" passa por alguém com sucesso no campeonato Português, com ambição e, mais importante do que conhecimento técnico (que também é importante claro) que tenha carisma para levar os jogadores a dar tudo em campo, dando-lhes motivação e liberdade suficiente para eles poderem expôr a sua qualidade individual ao serviço da equipa.

Para mim estes seriam os requisitos mínimos.

Nota: Acho interessante o entusiasmo dos que continuam a alvitrar a possibilidade de Marcelo Bielsa ser o próximo treinador. Não que seja algo completamente impossível, mas se há casamento com mais chances de dar errado é o de Bielsa com o FC Porto. Se não acreditam em mim, procurem na net informar-se sobre o técnico argentino, as suas motivações, a sua maneira de pensar o futebol, não só no campo mas em toda a sua envolvência.

Nuno de Campos disse...

Então e o José Maria Pedroto?

Parece-me aqui um pouco injusta a forma como se faz o cálculo. Em primeiro lugar porque del Neri, Fernandez e Couceiro apenas comprometeram uma época, e foi a época de todas as loucuras. Juntando Quinito, Octávio e a segunda volta do Ivic, contamos apenas 4 épocas em que a escolha do treinador comprometeu as ambições da equipa. Mesmo em 93/94, com Ivic e com Robson chegamos à meia final da Taça dos Campeões Europeus e com Ivic, jogamos um dos nossos melhores jogos fora numa prova europeia - vitória memorável por 5 em Bremen.

A retorno de Artur Jorge deu-se no ano em que a expressão "limpeza de balneário" nasceu do veneno do seu adjunto. Com a complicada tarefa de encostar os heróis de Viena e ganhando o campeonato, acho que cumpriu com distinção. Já Fernando Santos, com apenas um campeonato ganho em 3 anos e um plantel de lucho, não sei se merece o segundo pote, apesar da infame arbitragem de Campomaior. Deixa-lo ficar o terceiro ano, para mim conta como o quinto engano.

Quando as coisas correm mal, PdC tem sabido ir buscar o substituto adequado a dar a volta aos problemas: Artur Jorge depois da morte de Pedroto e da derrota em Basileia, Artur Jorge depois de Quinito, Robson depois de Ivic, Mourinho depois de Octávio, Adrianse depois Couceiro, Jesualdo depois da inesperada saída de Adrianse, AVB depois da saturação de Jesualdo, e VP depois da saída inesperada de AVB. Quando a situação o justifica, PdC sabe abrir mão de algum controlo e contratar personalidades mais fortes.

As escolhas de treinadores ao longo de 30 anos tem sido maioritariamente boas ou muito boas. A sábia gestão de relação treinador-plantel tem sido uma das melhores qualidades da PdC, e talvez por isso se justifique o sucesso de tantos treinadores.

Anónimo disse...

Vale o que vale...Estou em Lisboa (de passagem, claro!), e soube por uma via segura, que um dia conto (!)... que sem duvida alguma é :

Marco Silva (ex- Estoril)

Carlos Andrade (VNGaia)

Miguel Lourenço Pereira disse...

Bom ponto!

Eu pessoalmente criava uma categoria à parte com AJ, JM e AVB, são treinadores mundiais de outro nível, destoam numa comparação com Ivic, CAS, BR, AO e JF!

Miguel Lourenço Pereira disse...

Duarte,

Recordo-me que houve um ano em que o Hilário fez uma época fantástica, não sei quantos jogos sem sofrer golos. Pelo contrário, tinha muitas opções para a linha de ataque (Zahovic, Drulovic, Rui Barros, Jardel, Artur, Edmilson, Mielcarski, Quinzinho) coisa que VP não pode nem cheirar!

Miguel Lourenço Pereira disse...

Bielsa nunca viria para o Porto, é um tipo de principios muito próprios, não casa muito bem com especulações, fundos, etc.. e gosta de ter o controlo absoluto das suas equipas, coisa que no Dragão não seria possível.

Aliás, esse o argumento para Bielsa (um extremo) e 95% dos grandes treinadores do Mundo. Sabem que se chegam aqui o sucesso é da estrutura, o insucesso é deles e a margem de manobra reduzida!

Miguel Lourenço Pereira disse...

Nuno,

Creio que o Zé queria analisar precisamente o periodo pós-Pedroto, ou seja, o período de escolhas do PdC. No fundo é Pedroto quem leva PdC á presidência e não o contrário. Da mesma forma que não entra na equação o trabalho do Morais.

O jogo de Bremen foi tudo menos grandioso a não ser no resultado. Defendemos como podemos, já tinha passado em Roterdão com o Feyenoord (e o Ivic) e aproveitamos os erros defensivos dos alemães, muito proclives a isso com aquela equipa aliás. As meias-finais também são enganadoras. Depois de duas eliminatórias e uma fase de grupos assim assim, fomos a um jogo perder a Barcelona. O nível de dificuldade com o que hoje são os quartos é muito diferente.

Estou de acordo com Fernando Santos totalmente e acho também que não são muitos os que questionam a possibilidade do PdC emendar um erro. O problema agora é criar um erro, ao não renovar o VP e contratar alguém que o faça muito pior.

Mario disse...

Por mim podia vir outro Assim Assim como Vitor Pereira e ganhar 2 campeonatos em 2 anos. Um deles invicto com o melhor ataque, melhor defesa, com um plantel reconhecidamente curto e sempre com lesões, com tareias nos mouros que vão ficar para a história. Ou haverá alguém que se esquecerá deste e do campeonato anteriores ? A falta de respeito continua. O VP não caiu no colinho e não adianta o que fizesse seria sempre o "coitadinho". Esta maneira des(objetiva) de ver as coisas tolda o juizo a muita gente.

Anónimo disse...

Vale o que vale e vai continuar a valer até ao dia D.
Eu estou e vivo a menos de 3 minutos a pé do campo do Estoril do qual sou sócio e também eu ouvi e continuo a ouvir uns zuns zuns, não de uma, mas de várias fontes de informação bem seguras que o Marco Silva está quase certo no FC Porto... após a terceira tentativa falhada de Pinto da Costa de contratar o Jorge Jesus. Se é verdade não sei, mas os zuns vem de bem dentro da colmeia canarinha. Os outros zuns zuns que entretanto tinha ouvido foram por duas vezes confirmados; o que só prova que Vitor Pereira há muito que era uma carta de fora do baralho.

Duarte disse...

Miguel,

O Hilário teve uma boa estreia em Alvalade. Depois disso teve alguns jogos a bom plano e a partir daí baixou o rendimento vertiginosamente, a ponto de dar frangos uns atrás dos outros. Foi uma espécie de Janko das balizas, de tal forma que perdeu a titularidade para o Silvino. No ano seguinte veio o Rui Correia que também esteve longe de convencer.

VP teve, no primeiro ano, excelentes soluções como centrais, laterais, extremos, guarda-redes e centrocampistas. Faltou-lhe um goleador, tal como a AO lhe faltou um guarda-redes e é só isto.

Nuno Leal disse...

Acho que a lista mais JUSTA seria:

PALPITE EXTRAORDINARIAMENTE BEM SUCEDIDO:
Pedroto
Artur Jorge
Mourinho
Villas Boas

PALPITE MUITO BEM SUCEDIDO
Ivic (de 88)

PALPITE BEM SUCEDIDO
Vítor Pereira
Jesualdo Ferreira
António Oliveira
Bobby robson

PALPITE CONSEGUIDO
Co Adriaanse
Artur Jorge (89 a 90)
Carlos Alberto Silva

PALPITE BOM COM ALGUM AZAR
Fernandez

PALPITE MAU COM ALGUMA SORTE
Fernando Santos

PALPITE MAU, FALHADO
Octávio Machado
Quinito
Couceiro

INEXPLICÁVEL
Del Neri

Breve explicação: com Ivic de 88, só vacilámos perante o Real Madrid, de resto campeonato extraordinário, muitos golos, supertaça europeia, taça de portugal e a intercontinental, acho que foi uma época do cacete.

Vítor Pereira faz-me confusão estar no mesmo pote de Carlos Alberto Silva por exemplo, igualmente bicampeão mas com um futebol bem mais sofrível que o de VP e derrotas na taça contra o boavista e eliminações contra adversários nada de especial. Defensivo e a ganhar 1-0 mt vez. Lembro-me bem.

Esperemos alguém pelo menos dentro do PALPITE BEM CONSEGUIDO.
Paulo Fonseca, Marco Silva? Prefiro Paulo Fonseca mas não sei. Será alguém estrangeiro? mano menezes não me inspira confiança. não sei.

Anónimo disse...

O primo dele,que é meu amigo,também me disse que o mesmo.

ℕℯℓsση ℳαcℎα∂σ disse...

Para mim que estive atento ao campeonato feito pelas "equipas sensação" (Paços e Estoril), prefiro claramente o treinador dos "canarinhos" para substituir VP.
Tinham um futebol mais espectacular sem deixar de se notar o trabalho técnico. Não quero ferir susceptibilidades mas achei que o bom trabalho de Paulo Fonseca foi também acompanhado de muita sorte.

Aliás, espero que a compra de Licá e Carlos Eduardo queiram dizer que já sejam indicações de quem acha que eles farão falta na sua futura equipa.

Bluesky disse...

Sou um "pintista" quase incondicional, pelo que o quase me leva a fazer a seguinte critica: nos tempos que correm é absurdamente estupido estar-se a fazer suspense por um treinador!!!! Se ainda fosse o Pep Guardiola ou o Mourinho, vá que não vá...

Anónimo disse...

Eu lembro-me Miguel, foram 6 jogos, na altura a imbatibilidade foi quebrada pelo Davids, que à época jogava no Milan. Na altura isso teve mais relevãncia porque o Hilário era um estreante. Já não tenho tanta certeza se a época que ele fez foi fantástica, pois julgo que acabou por não ser titular a época inteira. TFA

José Rodrigues disse...

Dei o "assim assim" acima de tudo porque o VP fez uma LC miseravel na 1a epoca, e em menor medida pq ganhou 2 campeonatos sim mas 'a rasca e com bastante sorte no 2o (quero la' saber o nr de pontos, se houver quem fizer os mesmos ou mais). Finalmente, na 2a epoca cumpriu a obrigacao na fase de grupos e claudicou nos 1/8s.

Anónimo disse...

Só um aparte, em Bremen o treinador já era o Robson, o Ivic já tinha saído. TFA

João Simões disse...

Concordo, também prefiro Marco Silva que até ficou atrás de Rui Vitória ou Paulo Fonseca, mas parece estar mais apto .

Daniel Gonçalves disse...

Podem existir factores subjectivos numa avaliação deste tipo, e cada um teria uma opinião diferente.

Caro DC,
não concordo com a sua opinião do trabalho de Carlos Alberto Silva, e faço alguns reparos: não ficámos atrás do IFK Gotemburgo na Champions, mas sim em 2º lugar atrás do AC Milan, mas na altura, transição da Taça dos Campeões Europeus para a Champions (ainda numa fase experimental e no início), só os 1º classificados de cada grupo seguiam em frente. A eliminação frente ao Tottenham foi inglória e injusta - já sabemos que nem sempre a melhor equipa ganha -, foi o ano de regresso dos clubes ingleses às provas europeias e as equipas "continentais", entretanto desabituadas, foram surpreendidas pelo tipo de futebol inglês. Fomos superiores ao ingleses e nas Antas não tivemos uma grande penalidade evidente, após uma falta sobre o Kostadinov, não marcada e o Timofte enviou uma bola ao poste, que concretizada traria justiça ao jogo.
Convêm ainda salientar que CAS não tinha um plantel de luxo como outros técnicos posteriores e actuais tiveram, e apanhou um slb em grande força (Kulkov, Iuran, Scharwz, Isaías, Futre, Paulo Sousa), enquanto nós tinhamos "veteranos" de Viena em fase descendente da carreira ( João Pinto, André, Jaime Magalhães, Semedo ou Bandeirinha). CAS foi ainda responsável pelo lançamento de jogadores que se tornariam fulcrais nas equipas posteriores como Rui Jorge, Jorge Costa ou Paulinho Santos. Analisando bem o contexto e os meios que tinha ao dispôr CAS fez um excelente trabalho.

Daniel Gonçalves disse...

Nuno de Campos,
o técnico que orientou o FC Porto em Bremen na vitória por 5-0 face ao Werder era o Bobby Robson e não o Tomislav Ivic. No entanto o Ivic, nessa mesma temporada, também teve um jogo memorável em Roterdão face ao Feyenoord, onde demos uma lição de futebol aos holandeses, nas palavras do nosso técnico foi um "massacre de futebol defensivo" (com 4 defesas centrais, José Carlos, Aloísio, Fernando Couto e Jorge Costa) e ainda tivemos as 3 melhores oportunidades de golo no jogo, uma das quais falhada escandalosamente pelo Jorge Costa, um defesa.

Miguel Lourenço Pereira,
Hilário até teve boas exibições no campeonato português e deixou no ar a ideia de que Vitor Baía teria um digno substituto, mas depois num jogo europeu, contra o Manchester (derrota por 4-0), deitou por terra as ilusões sobre o seu valor, apesar do disparate do Aloísio em "oferecer" um golo ao Cantona, o Hilário teve responsabilidades em 2 golos sofridos.

Diogo Guimarães disse...

Na minha opinião, PDC não é infalivél, nem nos treinadores nem em nada, mas anda lá perto e sabe disto bem mais que nós, por isso, quem vier apoio e aguardo para julgar, mas gostaria de ver o Paulo Fonseca, porque gostei mais do futebol do Paços e PF tem mais experiência do que Marco Silva. Rui Vitória, está muito conotado com o SLB, prefiro que fique onde está.

José Correia disse...

SE - Artur Jorge (parte 1); José Mourinho; André Villas-Boas;

SR - Ivic (Parte 1); Artur Jorge (Parte 2); Carlos Alberto Silva; Bobby Robson; António Oliveira; Co Adriaanse; Jesualdo Ferreira; Vitor Pereira;

F - Ivic (Parte 2); Quinito; Otávio Machado; Del Neri+Fernandez+Couceiro*; e, IMHO Fernando Santos



Estou mais de acordo com esta classificação do que com a feita pelo José Rodrigues neste seu artigo.

Anónimo disse...

Zé,

Não vejo porque motivo não possas ser o próximo treinador do FC Porto. Experiência e currículo não são requisitos prioritários. Tu e qualquer um de nós corre sérios riscos de treinar o FC Porto na próxima temporada.

José Correia disse...

PALPITE EXTRAORDINARIAMENTE BEM SUCEDIDO:
Pedroto
Artur Jorge
Mourinho
Villas Boas

PALPITE MUITO BEM SUCEDIDO
Ivic (de 88)

PALPITE BEM SUCEDIDO
Vítor Pereira
Jesualdo Ferreira
António Oliveira
Bobby robson

PALPITE CONSEGUIDO
Co Adriaanse
Artur Jorge (89 a 90)
Carlos Alberto Silva

PALPITE BOM COM ALGUM AZAR
Fernandez

PALPITE MAU COM ALGUMA SORTE
Fernando Santos

PALPITE MAU, FALHADO
Octávio Machado
Quinito
Couceiro

INEXPLICÁVEL
Del Neri



Também subscrevo esta classificação.

José Lopes disse...

Jose Rodrigues,

Perante o numero de pontos que o Benfica fez este ano (principalmente), seria sempre impossivel ganhar o campeonato folgadamente, a nao ser que vencessemos os jogos todos.

José Lopes disse...

Tambem concordo muito mais com esta classificacao do Luchugo.

Pedro Ramos disse...

O que eu acho mais interessante nesta classificaçao é o mesmo treinador, poder ser considerado em categorias diferentes, boa aposta e má aposta. Isto dá que pensar, como o treinador, independentemente da sua valia, está sempre sujeito à época e ambiente que o rodeia, daí que por vezes tenha dificuldades em separar os bons dos maus.

DC disse...

desculpe meu caro, mas ficamos sim atrás do Gotemburgo

http://en.wikipedia.org/wiki/1992%E2%80%9393_UEFA_Champions_League

Daniel Gonçalves disse...

Nuno de Campos,
o técnico que orientou o FC Porto em Bremen na vitória por 5-0 face ao Werder era o Bobby Robson e não o Tomislav Ivic. No entanto o Ivic, nessa mesma temporada, também teve um jogo memorável em Roterdão face ao Feyenoord, onde demos uma lição de futebol aos holandeses, nas palavras do nosso técnico foi um "massacre de futebol defensivo" (com 4 defesas centrais, José Carlos, Aloísio, Fernando Couto e Jorge Costa) e ainda tivemos as 3 melhores oportunidades de golo no jogo, uma das quais falhada escandalosamente pelo Jorge Costa, um defesa.

Miguel Lourenço Pereira,
Hilário até teve boas exibições no campeonato português e deixou no ar a ideia de que Vitor Baía teria um digno substituto, mas depois num jogo europeu, contra o Manchester (derrota por 4-0), deitou por terra as ilusões sobre o seu valor, apesar do disparate do Aloísio em "oferecer" um golo ao Cantona, o Hilário teve responsabilidades em 2 golos sofridos.

Daniel Gonçalves disse...

Caro DC,

sendo assim engano meu, mas no confronto directo com os suecos e numa eliminatória tinhamos vantagem pois perdemos em Gotembrugo por 1-0, mas ganhamos nas Antas por 2-0, golos de José Carlos e Timofte. Mas, nessa altura, ficar em 2º ou 3º no grupo era a mesma coisa, pois só o 1º classificado passava à eliminatória seguinte.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Duarte, Anónimo,

A lembrança que eu tenho desses jogos, os da Antas vi-os todos ao vivo, foi de que o Hilário esteve bastante bem durante uns meses, cometeu dois ou três erros seguidos e o Oliveira entrou em pânico e colocou o Silvino (que até foi à selecção), que vinha do Salgueiros se não me engano. Mas não acredito que tenham sido muitos mais frangos dos que o Helton dá por temporada. Sinceramente acho que na altura se crucificou o tipo errado.

Quanto ao VP, no 1º ano teve plantel, menos á hora de marcar golos, mas também teve um balneário em revolta, que precisou de ser purgado em Janeiro, salários em atraso e problemas com que o AO nunca se deparou.

Miguel Lourenço Pereira disse...

TFA,

Exacto, o que eu referi foi que o Ivic era o de Roterdão, o Robson o de Bremen. Mas jogamos igual, a diferença é que o killer-instinct das equipas do Robson notou-se na Alemanha (isso e que o Bremen era uma equipa mais frágil na defesa)!

RBN disse...

A mesma frieza dos números sobre os 44% de acerto, me leva a outra frieza dos números:

20 campeonatos(2 de forma invicta), 2 mundiais, 2 champions(no formato TCE e no formato atual), 2 liga europa(também no formato taça uefa e no formato atual), 1 supertaça européia e um oceano de taças e supertaças de Portugal em 30 anos, dá uma média de quase 2 por época.É quase 200%!!!:-)

Junte-se aos internacionais 1 taça das taças e 3 supertaças européias perdidas, dá um total de 7 vitórias em 11 finais internacionais oficializadas pela FIFA e pela UEFA, que dá uma porcentagem de quase 70% de êxito.

Se só contarmos campeonatos e conquistas internacionais, são 27 títulos, o que dá a impressionante média que quase 1 título importante por época, perto dos 97%.

Pergunto aos matemáticos:o sir da treta Ferguson ou o lendário Santiago Bernabéu conseguiam em 30 anos fazer igual com um orçamento reduzido igual ao do FCP?

Miguel Lourenço Pereira disse...

Como se pode colocar José Maria Pedroto na categoria de palpite?

Ainda o PdC andava de calções (expressão literária) e já o JMP era o melhor treinador português!

O Oliveira, para mim, seria conseguido apenas. O Fernandez um palpite mau, claramente. Treinador com uma trajectória lamentável cujo o ponto alto é a final pastelenta de Tóquio.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Daniel,

O Hilário teve, dois ou três erros nessa época. Manchester foi um naufrágio colectivo, nunca culparia o Hilário pelo que se passou. No fundo, teve pouco mais erros do que tem o Helton por ano. Mas ninguém o foi subsistir a correr porque nessa altura a paranoia com a baliza (Woszniak, Eriksson, Hilário, Silvino, Rui Correia, Kralj) era palpável em todo o estádio das Antas, do banco ao camarote presidencial.

Noutro contexto, o Hilário tinha continuado a jogar, tenho a certeza.

bruno cláudio disse...

desde que nao seja brasuca, até pode ser o cajuda!

Miguel Lourenço Pereira disse...

RBN,

A última frase é uma falácia tremenda.
Contabliza no mesmo pacote ligas nacionais e internacionais quando na liga portuguesa, desde os anos 80 que o FC Porto tem o 1º ou o 2º maior orçamento, de longe, coisa que o United não teve, por exemplo, durante muitos anos (Liverpool, Blackburn, Newcastle, Arsenal, Chelsea e City são exemplos). Depois compara PdC com Bernabeu, um homem que ganhou 6 Champions e quase 20 ligas em Espanha, não em Portugal, com um clube que, quando ele chegou, estava em falência, tinha um estádio a cair de podre de tal forma que jogava em campo emprestado e tinha acabado a época anterior no 9º lugar.

Ninguém aqui questiona que o PdC é um dos mais brilhantes dirigentes da história, um génio sem paralelo na gestão desportiva em Portugal. Mas é escusado comparar o incomparável porque além de sair mal na fotografia, mistura alhos com bugalhos. Não é preciso exagerar, já todos sabemos que o PdC é muito grande, mas o tema aqui não são os titulos, como o Zé Rodrigues deixou claro!

Costa disse...

O que é que o Octávio está a fazer fora dos 'INEXPLICÁVEL' ?

Daniel Gonçalves disse...

Um pequeno aparte: Victor Fernandez teve o ponto alto ao conquistar, pelo FC Porto, a Intercontinental, mas convêm não esquecer que já tinha antecedentes vitoriosos nas provas europeias, pois conquistou uma Taça das Taças, enquanto treinador do Saragoça, frente ao Arsenal no parque dos Príncipes em Paris, se a memória não me engana.

Anónimo disse...

Parece-me obvio que VP nao continua e até acho que todi este tempo e especulaçao nao representa mais que uma jogada de Pinto da Costa para que fervor de algum portismo à volta de VP se desvaneça com o passar dos dias e que nao cause nenhum trauma despedir o treunador campeao. A mim mais que o futuro treinador o que me preocupa sao os jogadores e ando muito preocupado. TITULARES precisam-se para que a equipa jogye bem e ganhe e para q o Dragao recupere publico e alma. Nao sao jogadores para a equipa B que nos vao dar alegrias por muito que iludam alguns adeptos romanticos.
Pedro Moreira

Anónimo disse...

Desculpe lá mas é pura ignorancia a comparaçao. Santiago Berabeu dirigiu um clube poderosissimo, na epoca do franquismo que muito o apoiou.Tinha ao seu dispor a possibilidade de contratar quase quem quizesse e nao vendia jogadores para manter o clube viavel. Pinto da Costa remou contra todo o tipo de poderes, foi habil a contratar e mestre quando sistematicamente teve que vender. É realmente comparar algos com bogalhos...nao tenho duvidas que Pinto da Costa é o maior e só temo o futuro quando o perdermos.
Pedro Moreira.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Pedro,

Recomendo-lhe, sinceramente, estudar a história do Real Madrid, do Atlético Aviácion, etc... antes de vir para aqui com afirmações que destoam tanto da realidade que até magoam!

António C. disse...

Tal e qual o autor deste artigo eu também não sinto a mínima ansiedade em saber o nome do novo treinador do FCP! Quando for anunciado será, e tal como diz o mítico capitão "prognósticos só no fim".
Esta situação só me deixou perplexo (etc) pelo facto de na "blogosfera Azul-e-Branca" ter lido e relido...comentários de portistas que ainda "ontem" gabavam o nosso FCP de ser dirigido de dentro para fora, e hoje contradizem-se, pois só há palavras ocas e deselegantes...para com o J.N. Pinto da Costa.
Parece-me que o dirigismo exterior é muito contagiante...
Inefável!

Fazendo uma pequena analogia dos factos (pelo menos são aqueles que eu entendo...):

1 - Existe um General (JNPC)
2 - Existe um Exército (FCP)
3 - O General prepara longas e duras batalhas que se avizinham
4 - Sendo este General perspicaz e sábio, e querendo ele sempre a vitória e o bem-estar do seu Exército, como é lógico, planeia tudo no silêncio da contenção e prudência
5 - O dia e a hora de uma batalha é decidida pelo General e não pelo seu Exército
6 - O Bom General - pois as longas e grandes vitórias o confirmam - por vezes lança a confusão...mas, o seu Exército deve entender que a "confusão" é para enganar o inimigo e não a sua própria nação.
(...)

Alto_Minho

Anónimo disse...

Sim, aquela defesa não era um primor, o que não deixa de ser curioso quando nos lembramos que o treinador era o Rehaggel, que depois faria da Grécia uma "fortaleza" anos mais tarde! Quanto ao jogo em si, recordo-me de ter lido, penso que dito por um jogador de então, que o Robson chateou os jogadores ao intervalo para não deixarem de atacar, isto porque o Bremen quase que tinha virado o jogo nas Antas, e virou mesmo contra o Anderlecht (de 0-3 para 5-3)! Já agora, saudoso Rui Filipe que marcou o primeiro desse jogo. TFA

Anónimo disse...

Vivi varios anos em Espanha e conheço o suficiente da cultura e historia do futebol e do poder politico espanhol para insistir que a comparaçao q faz entre os dois dirigentes é injusta com o nosso. Para dar um exemplo facil pense no FCP de Pinto da Costa sem a necessidade de vender os melhores jogadores...faça a sua equipa e imagine o que teriamos ganho. Ja agora complete a equipa com os Di Stefano e Puskas do nosso tempo. Pense o que seria se Pinto da Costa dirigisse o clube com maior numero de adeptos, controlasse a federaçao e tivesse o apoio de um qualquer Salazar que o usasse para promover o seu regime. Ja agora de-lhe também o poder dos média que em espanha tanto apoiam o Madrid. Nao me parece dificil perceber o que teve Bernabeu e o que nao teve Pinto da Costa e foi criando com arte e engenho.Lamento a falta de rigor da sua comparaçao.
Pedro Moreira

Alexandre Burmester disse...

"Sir da Treta Ferguson"? Por onde tem andado, meu caro? O Manchester United tem 20 campeonatos ingleses, treze deles ganhos por aquele a quem você se refere por "Sir da Treta" (eu ponho com maiúsculas).

Admito que não goste do personagem, mas eu também n
ao gosto do Mourinho e, contudo, nunca lhe chamaria "da treta" (embora ele tenha muita treta, claro).

Miguel Lourenço Pereira disse...

Pedro,

Não sei quando viveu em Espanha, mas se não foi nos anos 40 a sua informação de ter vivido em Espanha é indiferente. Há pessoas que vivem em Portugal e não conhecem a sua história.

Santiago Bernabeu chegou a presidente do Real Madrid com um clube falido, sem títulos (era o 2º da cidade, atrás do Atlético Aviacion, hoje Madrid, o clube do franquismo militar e falangista), sem jogadores de nível, sem estádio (o Chamartin era um desastre, jogavam na casa emprestada do Metropolitano) e sem mais do que alguns títulos nos anos 20. Esse é o cenário. Não me parece que tenha aterrado numa multinacional milionária, cheia de estrelas e com um estádio de 120 mil adeptos pois não?

Durante quase 10 anos, Santiago Bernabeu ganhou zero títulos. Mudou duas vezes o plantel de cima baixo, pediu empréstimos para construir o novo estádio, hoje com o seu nome, e a cidade desportiva (os jogadores não tinham onde treinar) e viu o Barcelona, Bilbao e Atlético de Madrid reforçar a sua hegemonia. Foi com a manobra de Di Stefano, a aposta na formação e na compra de jovens promessas espanholas e na contratação durante 4 anos de grandes jogadores, que moldou a lenda merengue. A partir de 1960 deixou de contratar futebolistas estrangeiros e viveu quinze anos de quase hegemonia interna.

O Pedro está a fazer uma análise de frente para trás e deixa-se nublar pelo cenário que existe hoje, e que se começou a forjar durante o seu mandato, da mesma forma que o mandato brilhante de PdC mudou o rosto do FCP. O que eu lamento não é só a sua falta de rigor, a sua falta de informação e a incapacidade de distinguir alhos de bugalhos. É sobretudo tentar vender a ideia de que eram dois projectos radicalmente diferente na base quando não o eram, de todo. Um pouco de estudo não lhe faria mal!

Filipe Sousa disse...

"O que é que o Octávio está a fazer fora dos 'INEXPLICÁVEL'?" - excelente pergunta! Aliás, o Palmelão merecia uma categoria à parte só para ele.

Nuno de Campos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nuno de Campos disse...

De acordo. Há mas é que apresentar o animal, pó-lo a trabalhar e começar a vender bilhetes.

Nuno de Campos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

Mas essa manobra de Di Stefano só foi possível graças ao Franco, não foi?

Dá sempre jeito ter um ditador a apoiar ou a mandar fuzilar presidentes do Barcelona.

José Correia disse...

«O FC Porto tentou, por todos os meios, afastar Jorge Jesus do Benfica. Segundo soube o CM, os dragões terão chegado a oferecer uma verba na ordem dos 7 milhões de euros/ano ao técnico, numa altura e que as águias lideravam o campeonato com quatro pontos de vantagem sobre os rivais. Quando os encarnados perderam o título, os números baixaram para 5 milhões.
O treinador do Benfica, contudo, invocou razões éticas para dizer ao empresário Jorge Baidek, emissário do FC Porto, que só aceitaria conversar com os dragões no final da época. E no domingo, 26 de maio, afastou essa hipótese, comunicando ao FC Porto que já tinha um acordo com Luís Filipe Vieira.»


7 milhões de euros/ano?!!
Ao ponto a que chega a propaganda benfiquista.
Mas como há quem goste de levar com pazadas de areia nos olhos...

José Correia disse...

na liga portuguesa, desde os anos 80 que o FC Porto tem o 1º ou o 2º maior orçamento, de longe

Miguel, não é verdade que o FC Porto tivesse o 1º ou o 2º maior orçamento, de longe, entre os clubes portugueses nos anos 80, nem no final dos anos 90 e início do século XXI.

José Correia disse...

Bernabeu, um homem que ganhou 6 Champions e quase 20 ligas em Espanha, não em Portugal, com um clube que, quando ele chegou, estava em falência

Miguel, quando o Pinto da Costa assumiu a presidência em Abril de 1982, o FC Porto estava com as contas bancárias a zero, sem crédito, cheio de dívidas e sem dinheiro para pagar a fornecedores (hotéis, agências de viagens, etc.).

Como é sabido, o FC Porto sobreviveu (em termos financeiros), graças ao apoio do Comendador Gonçalves Gomes e de outros portistas endinheirados.

José Rodrigues disse...

Sim, esta-se mesmo a ver o JJ a recusar uma oferta de 7M/ano do FCP... LOOOOL

Quanto ao ponto de vista do FCP, so' digo isto: se PdC estivesse disposto a pagar isso a um treinador (q nao me acredito minimamente), certamente iria buscar um dos melhores do mundo (lista de q o JJ certamente nao faz parte)...

Anónimo disse...

Sim, que discussão mais interessante. Estão a fazer uma lista de treinadores com base na importancia dos titulos que conquistaram. Qual é a novidade nisso? todos os portistas sabem o que venceram ou não.
Acharia interessante se dessem grande destaque a Jesualdo por exemplo, que foi muito importante no Porto numa altura crítica. Fez crescer jogadores e construiu um modelo de jogo proprio e eficaz. mas como não ganhou nenhum titulo europeu...
acharia interessante que dessem mais valor ao VP que ganha dois campeonatos ao melhor benfica que me lembro nos ultimos 20 anos. além disso constroi um modelo de jogo muito elogiado e comparado ao barcelona. sem jogadores para rodar em algumas posições chave nos dois anos.
Acharia interessante não dar tanto valor ao villas boas que veio para o porto "mamar" um ano de ordenados. ganhou titulos importantes é verdade mas deixou a equipa a meio da pré-epoca com os jogadores com egos inchados dificeis de gerir.
Isto sim seria sério! seria honesto. Agora dizer que o PdC acertou nos treinadores que ganharam nos treinadores que ganharam titulos europeus. está bem. assim também eu. isso não acrescenta nada de novo.

Bruno Alves disse...

Estou preocupado com a nossa próxima época. Acho que vai ser um desastre e um fiasco total. Numa altura em que se nota bastante mais a competitividade do nosso rival benfas acho que o caso do treinador está a arrastar-se muito para além do que deveria, e se for mesmo o treinador do paços acho que vamos dar um tiro nos pés. Não é altura de andar com experimentalismos, o tipo não sabe o que é dirigir um balneário de um grande, o paços fez a época que fez muito devido aos resultados em casa, balanceados por uma grande motivação por parte dos jogadores e dos adeptos e também beneficiados pela época horrível que o braga fez. Quanto aos reforços, até que ponto acham que licá, josué, e os outros dois que vieram do guimarães possam aguentar a pressão e o peso da camisola do FCP? Não estou a dizer que sejam maus jogadores nem que não tenham qualidade, mas penso que é mais fácil um ou outro jogador destacarem-se e evidenciarem-se dos restantes jogadores de uma equipa que luta para o meio da tabela. Não se houve falar de alternativas a jackson a moutinho (Herrera?), james, fernando ( ou o defour vai andar outra vez a servir de pronto socorro?), varela (quem o subtituirá quando se lembrar de passar novamente mais de meia época desaparecido em termos exibicional?), falta-nos um desiquilibrador nato, alguém que carregue a equipa às costas quando a equipa não consegue mais, falta-nos um quaresma, um hulk. E lucho? Será que com a idade que tem aguenta uma época inteira de bom nível? São demasiados pontos de interrogação para uma época que já deveria estar a ser preparada e não vejo uma resposta de pronto. Fica bastante agradecido se um dos administradores deste blog perdesse um pouco de tempo a responder a este portista ( e quiçá a muitos mais com igual preocupação) que está basta bastante preocupado e algo receoso de uma nova época que se aproxima! Obrigado

Miguel Lourenço Pereira disse...

Zé,

No final dos anos 80 e principios dos anos 90 o Sporting teve sempre o maior orçamento na comparação com o FCP? De certeza?

Quanto ao PdC, eu não estou a dizer que ele não fez um trabalho brutal, todos sabemos que o fez. O que o amigo Pedro Moreira sugeriu foi que o trabalho do PdC é diferente do de Bernabeu e a história já o demonstrou que não é. Ambos encontraram dois clubes de rasto, com um passado histórico de titulos e muitos anos sem ganhar nada e ambos refundaram, se assim quisermos dizer, o clube, com o seu génio, talento e liderança. Para mim são os dois maiores presidentes da história do futebol.

Anónimo,

Não é meu hábito responder a anónimos, mas gosto de recomendar que se informem.O presidente do Real Madrid durante a guerra cívil era militante comunista. O próprio Bernabeu era monárquico e quando percebeu que os falangistas não iam restaurar a monarquia, afastou-se do regime e por várias vezes se encontrou com a então exilada família real. O único membro directivo do Real que era, abertamente, falangista, era Raimundo Saporta.

O caso de Di Stefano é fácil de explicar. O Barcelona tinha Kubala e Czibor e o regime achava que ter uma equipa com Di Stefano podia levar a um movimento sececionista, a partir do Camp Nou (o único lugar em Barcelona onde se podia falar catalão). Para evitá-lo criou uma lei que proibia a entrada de jogadores estrangeiros e Di Stefano teria de jogar 1 ano em cada clube (o Barcelona tinha ido ter com o River, o Real com o Millionarios) durante 4 anos alternativo e depois voltar à Argentina. O Barcelona aceitou. Di Stefano treinou uma semana, periodo durante o qual a directiva do Barça caiu em eleições porque os adeptos consideravam um insulto partilhar o jogador. A nova directiva rejeitou o acordo e vendeu-o ao Real Madrid (isso mesmo, vendeu-o). Ponto final.

Ora diga lá onde é que isso faz de Bernabeu num tipo falangista que só ganhou titulos porque tinha o apoio declarado do Estado?

Anónimo disse...

é como a história do Eusébio e da tropa. vamos todos acreditar que o Eusébio não foi transferido para ajudar o país e não o benfica

Miguel Lourenço Pereira disse...

Anónimo,

Não sou, graças a Deus, o Santo António para andar a pregar aos peixes. Cada um come o que quer. Eu gosto dos meus bifes mal passados!

Plavi disse...

"Prognósticos? Só no fim do jogo!"
O que, no meu caso, vem a ser a mesma coisa que "Preocupar-me com a próxima época? Só quando (e se) as coisas começarem a correr mal".

Não é a primeira vez que mudamos de treinador.
Nem sequer é a primeira vez que tal acontece após um bi-campeonato.
Também não há nada de novo no facto de perdermos jogadores importantes.
Ou de contratarmos jogadores sobre os quais não se sabe se aguentarão o peso da camisola (o Cissokho é um bom exemplo).

Acho que toda a gente sabe o que é que tem vindo a acontecer depois destas mudanças :)

Há que ter calma!

Antes de terminar, alguns comentários sobre o rival:
Alguém acha que eles, em particular o JJ, começam a nova época sem pressão?
O que acontecerá se as coisas não começarem a correr (rapidamente) bem?
E falando de contratações, qual será a qualidade e o encaixe na equipa da frota sérvia?

Tendo em conta o historial de títulos dos últimos anos, mesmo competindo com o "novo" Benfica e com o mestre da táctica... haverá realmente motivos para tanta preocupação? :)

Anónimo disse...

Assim pensava o comandante do Titanic.