segunda-feira, 3 de junho de 2013

O Marketing na FC Porto, SAD

Por Nuno de Campos

Num negócio em défice e em tempo de crise, não sei como se pode escolher clientes e olhar a cor do dinheiro. O que pode comprometer seriamente o futuro do clube são as contas - encham o estádio de vermelhos a assobiar, desde que paguem bilhete, bebam cerveja e deixem gorjeta. Com assobios podemos nós bem.


Associar o declínio das receitas do Dragão ao treinador é igual a culpar árbitros por derrotas. Tal como definir o plantel e a equipa técnica, a estratégia de marketing, a venda de lugares anuais e de bilhetes, os contratos de concessão do estádio devem ser tratados antes da época começar. O departamento de marketing tem que fazer o seu trabalho e ser responsabilizado pelos resultados.

Independentemente da qualidade do jogo, num estádio cheio, o espectáculo é melhor e o cliente sai mais satisfeito e decidido a voltar. Estádio cheio gera um melhor espectáculo televisivo, faz o telespectador invejar quem esteve no estádio. Um estádio vazio, mesmo pela televisão, mesmo com 2 mil fanáticos num canto a gritar, cria um sentimento negativo.

Nos EUA, onde moro quase há 20 anos, os estádios das equipas com a dimensão e a tradição de FC Porto estão sempre cheios. Por exemplo, na zona de Boston, semelhante ao grande Porto em dimensão, os Boston Red Sox esgotaram o seu estádio (38.000 lugares) de 2003 a 2013, num total de 820 jogos. Com um rendimento per-capita muito superior ao do grande Porto os preços dos bilhetes mais baratos (aproximadamente $20 USD) são bastante inferiores aos praticados no Dragão.


O estádio está sempre cheio, os espectáculos são sempre animados, quer a equipa jogue bem ou mal. Com um estádio sempre cheio aumentam as receitas com publicidade e concessionários. O calendário e horário dos jogos são estabelecidos muito antes de a época começar. Os jogos à semana começam sempre às 7:15, para que o público jante no estádio e possa regressar a casa a horas. Com mais clientes que pagaram menos pelos seus bilhetes, a oferta dos concessionários é muito melhor do que a miséria do Dragão, mesmo na MLS que tem audiências e orçamentos muito inferiores. A cerveja tem álcool e ninguém se insulta nem esmurra. Não se atiram objectos. Os espectadores são homens e mulheres de todas as cores e idades e ninguém receia levar para o estádio crianças pequenas. E os bilhetes estão todos vendidos muito antes de a época começar, em assinaturas anuais, pacotes com número fixo de jogos e um número reduzido de bilhetes individuais. Uma estratégia corrente é incluir um jogo grande num pacote com 5 jogos pequenos. Raramente se vendem bilhetes individuais para jogos grandes. Tudo isto contribui para uma melhor experiência do espectador, o cativar e fidelizar de novos espectadores, e a melhor saúde financeira dos clubes.

No nosso clube não vejo uma estratégia de marketing que tenha como prioridade encher o Dragão.

Nota: O Reflexão Portista agradece a Nuno de Campos a elaboração deste artigo.
 

52 comentários:

reine margot disse...

Acho muito bem que o valor dos bilhetes baixe, e é sem dúvida uma razão para o estádio não estar mais cheio;
mas a comparação com Boston?
Boston tem 617 594 hab, o Porto 237 584 hab (mais 4 menos 4), o income médio de Boston é € 3600,00/mês...
Há uma diferença !
E, essa diferença no bolso, também tem a ver com outra diferença , a da cultura... eles têm cultura de sair, nós não.

Claro, que perante esse cenário se pode ainda justificar baixar mais o valor dos bilhetes...

PS: e não se fale em grande porto: um verdadeiro leixonhense odeia o porto, o mesmo com os leceiros, os vilanovenses, etc e tal...

Anónimo disse...

Concordo no essencial. Ha' muito para fazer e a SAD/Clube tem de fazer a sua parte, tanto a educar os espectadores, tanto a tornar uma ida ao futebol uma festa divertida e descontraida.

Mas em relacao ao precos do bilhetes: se bem me recordo, os Red Sox jogam uns 160 jogos por ano, metade dos quais em casa. Ai torna-se possivel ter bilhetes mais baratos e fazer algum dinheiro com isso. E os ritmos de jogo sao muito diferentes.

(Se bem que por mim, no futebol bem podiam jogar duas vezes por semana no minimo, que nao se perdia nada, antes pelo contrario.)

Nicolau T disse...

Boas...

Eu acho que, na minha modéstia opinião, que se o FCP tivesse um estádio de 38000 lugares também estaria sempre cheio. Mas devido aos compromissos do Euro 2004 o FCP fez ( e talvez bem) um estádio com capacidade para 55000 pessoas.

A questão do preço dos bilhetes também me parece interessante e parece-me um ponto em que os clubes em geral não estão a olhar em condições, uma vez que as receitas oriundas dessa componente não é tão alta como deveria e poderia ser... A meu ver falta ao FCP obter mais receita de direitos televisivos para desse modo poder ajustar os preços dos bilhetes a preços inferiores.

HULK ONZE MILHAS disse...

Parabéns Nuno Campos pelo excelente artigo.
Espero que alguém da nossa SAD dê uma espreitadela e aproveite alguma coisa.

Basto disse...

Excelente post.

Por vezes não entendo esta excessiva bi-colagem do FC Porto à elite econômica ou à claque.

Sempre achei mal o FC Porto preferir não baixar preço dos bilhetes a ter o estádio cheio. Até porque sendo um desporto/arte ser difícil de fazer previsões das assistências com bilhetes baratos.

Existe muito milhares de portistas, que vivem e clube intensamente e não se inscrevem pelos 80 Euros de assinatura mais 10 Euros mensais exidos quer vá quer não vá.

Se for super ou colectivo das claques fica ao mesmo preço que os sócios.

O clube é de ricos, para ricos ou para claques. O portista classe média baixa fica em casa porque sabe fazer contas.

Custa muito colocar inscrição de sócio a 10 Euros?

Pedro Ramos disse...

Vamos entao por partes:

1- A influencia do treinador nas assistencias: no Porto isso tem de facto bastante influencia. Nao tenho dúvidas que logo à partida, se um treinador como Pellegrini fosse contratado havia um aumento de venda dos lugares anuais assim como penso que se VP ficar haverá uma diminuiçao (nao vale a pena vir-me atacar neste aspecto, nao esta aqui em causa a competencia de cada um, mas sim as espectactivas que cada um criaria), isto porque aqui a única campanha que vejo para chamar gente ao estádio é a qualidade do futebol da equipa, o resto é um imenso deserto.

2-Futebol como espectáculo de entretenimento: isso aqui nao existe. Pessoalmente estou profundamente convencido que a diferença entre uma média de 20/25 mil espectadores ou uma média 40 mil está no nº de frequentadores casuais e nao, como aqui vejo muitas vezes defendido, na falta de "verdadeiros adeptos" (seja lá o que isso for). Pela experiencia pessoal (muito limitada obviamente)noto cada vez mais a falta de caras desconhecidas no estádio, hoje em dia sao cada vez mais os mesmos que estao lá semana após semana.
Fala-se aqui que o Porto tem um mercado de quase 1 milhao de adeptos a cerca de 50km do estádio, mas continuo a pensar que para o clube o mercado está restringido aos 50/60 mil sócios pagantes.
Defendo, convictamente, que é necessário chamar aqueles adeptos que apenas vao periodicamente, seja por que razao for, e que para eles cada ida representa uma festa.
A organizaçao dos jogos (tirando alguns aspectos de segurança e um maior conforto que os novos estádio proporcionam) continuam a ser organizados como nos anos 80/90.

Anónimo disse...

Também eu já vivi nos EUA e sei que é assim. Só que nos EUA o desporto é acima de tudo um espetaculo desportivo e de convivencia e que ganhe o melhor. Só assim é que é possivel chamar cada vez mais pessoas (familias) aos estádios. Depois é só colocar em pratica as melhores acções de marketing e o negócio está feito e recomenda-se.

Infelizmente a realidade aqui em portugal é bem diferente, principalmente no futebol, que é utilizado como bandeiras de politicas regionalistas que nada tem a ver com espetaculo e desporto, até para dividir e ofender portugueses serve.

Infelizmente os adeptos em geral deixam-se manipular nestes jogos de poder que nada tem haver com um verdadeiro espectaculo desportivo e muito menos com o futebol. Assim é dificil chamar as familias aos estádios.

Ontem, por exemplo estive no Dragão caixa APOIAR (é o que se pede, nada mais) a nossa equipa; quando a determinado momento e ainda numa altura que o pavilhão estava repleto de portistas e em que os unicos benfiquistas eram os jogadores e a sua equipa tecnica, começei a ouvir em coro (que só me envergonhou como portista) SLB SLB... FdaP etc... Vai dai tive que sair no emediato eu e a minha mulher; pois estavamos acompanhados dos nossos filhos menores e penso que este não era o ambiente mais saudável para quem os quer ver em adultos, pessoas educadas e respeitadoras do seu semelhante.

Isto nos EUA era impensável. Aqui na nossa cultura de portuguesinho de m**da, tudo serve para enxovalhar os outros, quando o que deveria ser era tentarmos ser os melhores respeitando os outros.

Mas isto sou eu caro Nuno Campos, que nos meus quase 50 anos de vida, vivi mais de metade fora de portugal; em paises muito mais desenvolvidos que o nosso ao nivel civico, no minimo e não me deixo influenciar por discursos provicianos e bacocos, venham de onde venham.

Cumprimentos

John Adão

Anónimo disse...

O mal dos clubes portugueses é preferir ter 1000 espectadores a pagar 10 euros, do que ter 10.000 espectadores a pagar 1 euro. Esquecem-se é das receitas indirectas que os 10.000 espectadores dão. Além de que desde sempre me ensinaram que os preços de mercado devem ser baseados na lei da oferta-procura. Ora, se os estádios estão vazios...

José Rodrigues disse...

Se querem falar-me em diferenca de poder de compra entre o Porto e Boston, tudo bem (se bem q como foi dito, o Red Sox faz muitos mais jogos do q nós).

Nao me venham falar é em diferenças de populacao com a conversa dos 237mil hab do Porto, por favor... como qualquer português sabe, a fronteira administrativa não corresponde de todo ao aglomerado populacional: o grande Porto tem mais de 1,5 milhoes, e só uma minoria dos espectadores no estádio é q vivem na cidade do Porto.

A populacao das duas metropoles é perfeitamente comparável. Aliás, o q é definido como «a cidade de Boston» (com os seus 617mil habitantes) tem uma área mais ou menos equivalente aos concelhos do Porto, Gaia e Matosinhos juntos, que têm... uma população conjunta de mais de 700mil.

José Rodrigues disse...

«Fala-se aqui que o Porto tem um mercado de quase 1 milhao de adeptos a cerca de 50km do estádio, mas continuo a pensar que para o clube o mercado está restringido aos 50/60 mil sócios pagantes.»

Discordo veementemente. Conheço muitos portistas que não são sócios e vão ao estádio de vez em quando, e que iriam muito mais frequentemente se achassem que a experiência (que tem que ir bem para além do valor do espectáculo nas 4 linhas e nos 90mins) valia a pena.

Mais: o número de sócios não é sequer um valor imutável; no exemplo anterior, não tenho a menor dúvida de que muitos desses portistas que poderia convencer a ir ao estádio mais frequentemente se iriam fazer sócios nesse caso, por exemplo.

Eu estou farto de assinalar e repito: há poucos clubes na Europa que têm mais de 1 milhão de adeptos a uma distância de meia hora de carro do estadio (+- 50km).

Aposto mesmo que estamos no top10! Assim de repente, tanto ou mais do que isso só vejo RM, Barça, slb, Bayern Munique, Galatasaray e talvez - mas aí já tenho dúvidas - PSG, Marselha, Roma, Milan, Ajax e Spartak Moscovo.

E já nem falo nos adeptos que vivem mais longe, aí também há algum potencial mas muito mais baixo (mas penso ser perfeitamente possível arranjar uns 5mil/jogo que venham de mais longe que 50km - nao sempre os mesmos, claro, mas revezando-se e em media).

Sobre este ultimo ponto, tenho fortes suspeitas que uma boa metade dos detentores de lugar anual no Man Utd vivem a mais de 50km do estadio, curiosamente.

Joaquim Lima disse...

Veja-se o exemplo do Braga. o clube cresceu imenso, a cidade cresceu imenso em torno do clube.

Em 2009/2010 o Braga estava na luta pelo título e a maioria dos últimos jogos foi de borla para os adeptos! No ano passado, houve um jogo que foi de borla para estudantes universitários.

Pelo que consto na Universidade do Minho, são cada vez mais os alunos que se identificam com o clube e que se tornam sócios do clube. E tenho conhecimento de amigos que são adeptos do Porto e slb e sócios do Braga!

O Porto é capaz de ter 4 ou 5 x mais universitários que Braga. Não seria um bom mercado para investir?

Pedro Ramos disse...

Continuo a acreditar que para os gestores do Porto apenas existem 50/60 mil adeptos como mercado potencial ou pelo menos as suas poucas accoes para captar mais assistencias assim me fazem interpretar.
Nao estou a por em causa a sua existencia, apenas estou a dizer que o clube os ignora como potencial mercado.

miguel87 disse...

Continuo a achar que tão ou mais importante que o preço dos bilhetes é o horário dos jogos e não tenho dúvidas que se os jogos fossem durante a tarde, 16h ou mesmo 17h, o estádio estaria muito perto de encher muitas vezes.

Bluesky disse...

Excelente post onde não consigo discordar em nada...
E já agora realço a pobreza franciscana de querermos ser ricos!!!! Como alguem comentou aqui, os dirigentes preferem ter 1.000 espectadores a 10 euros o bilhete que 10.000 pessoas a desembolsarem 1 euro!!!!
E depois o paradoxo total: uma liga patrocinada por uma cervejeira que está proibida de vender a verdadeira cerveja!!!!!
Se não somos originais, andamos lá perto

Anónimo disse...

eu sou dragon seat, 500 euros. E se o VP continuar deixarei de ser, assim como muitos que já ouvi a dizerem o mesmo.
Vamos la para ver futebol bom e ganhar e não ver antijogo e sair de lá sempre com o coração nas mãos

Anónimo disse...

o problema é a SPORTTV... paga-lhes bem.... nao sei se os jogos de tarde compensam os milhões que a SPORTTV pagam

José Correia disse...

O preço dos bilhetes é um aspecto relevante, mas não é (longe disso) o único factor que condiciona maiores assistências no Estádio do Dragão (e, já agora, nos outros estádios em jogos do campeonato português).

Conforme podem (re)ver neste artigo
http://www.reflexaoportista.pt/2011/01/dragon-seat-ou-comprar-jogo-jogo.html

na época 2010/2011 era possível renovar um dragon seat abrangendo os 15 jogos do campeonato por 95 euros (bancada G), ou seja, 6.33 euros por jogo.
E havia preços ainda mais baratos para jovens, senhoras ou reformados.

Pedro Albuquerque disse...

Li o artigo do Nuno de Campos e como sou um adepto incondicional de Baseball e há algumas coisas que não se podem comparar entre o Baseball e o Futebol vou ter que escrever estas anotações.
Provavelmente o Nuno de Campos não poderá responder, mas aqui fica.

Desde já o Baseball é um desporto que NÃO É jogado com chuva ou neve. Por isso é jogado entre Abril e Outubro/Novembro. Sempre que chove, o jogo programado é adiado para o dia seguinte ou se tal não for possível, para um outro dia.
No futebol, há jogos mesmo com sol, chuva ou neve.
Como já aconteceu, muitos adeptos não se deslocaram ao Dragão (principalmente nos topos) para não apanhar chuva torrencial em cima e chegar a casa encharcado e doente!

1º - "Boston Red Sox esgotaram o seu estádio (38.000 lugares) de 2003 a 20013, num total de 820 jogos"

Isto é verdade. Mas e antes de 2003? Os Boston Red Sox estiveram mais de 80 anos sem ganhar um campeonato! Desde 2003 ganharam 2.

2º - "O estádio está sempre cheio, os espectáculos são sempre animados, quer a equipa jogue bem ou mal."

Aqui é o problema das comparações. Não podemos fazer e porque?
No Baseball para quem não conhece à pequenos intervalos entre os innings onde os adeptos podem ir comprar snacks ou ir à casa de banho. No futebol temos os 15 minutos entre as partes.

3º - "Os jogos à semana começam sempre às 7:15, para que o público jante no estádio e possa regressar a casa a horas."

Não inteiramente verdade.
A maior parte dos jogos é às 19:15, mas há jogos antes, por vezes até à 13h.
O melhor seria fazer referência aos jogos ao Domingo, onde à 3 horários, 13h, 17h:15 e 20:15 (nesta horário só o jogo da ESPN).

Mário Faria disse...

Portugal é uma merda, não há uma ponta de ideias para melhorar o negócio e a medida de imediato mais adequada para o apelo à presença dos sócios no Dragão passa por não renovar com o treinador. Bem visto !
Afinal, como é possível, com tantos defeitos, sermos mais competitivos na indústria do futebol que em qualquer outra, no panorama internacional. Como é possível o FCP ter sido campeão, com tanta incompetência ?
Sou pessimista e estou muito preocupado com a actual situação do país e, por arrasto, com o que se possa passar no FCP, mas aqui não se trata disso: é uma espécie de tiro alvo a ver quem bate mais no ceguinho, como se fosse de caras vencer todos os problemas com que os clubes se deparam, e são muitos.
Basta um clique, algumas ideias expressas em meia dúzia de linhas num blog e fica tudo resolvido. Mais nada. Basta seguir o guião, a América tão culturalmente evoluída que bebe sem atirar garrafas aos parceiros do lado ou a China que produz bem, bonito e barato.
Estamos bem situados no ranking e o FCP é um case study, com uma estrutura muito profissional, como haverá poucas e não me refiro apenas ao futebol. Por favor não nos façam piores do que somos.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Lamentavelmente continuam a existir adeptos a meter a cabeça debaixo da terra, a pensar que tudo está bem e se recomenda, a tapar o sol com a bananeira útil de títulos e vendas milionárias (do qual pouco dinheiro realmente entra e menos ainda abate os empréstimos pendentes), a pensar que isto é o País das Maravilhas.

Não é, como este excelente artigo demonstra.
O problema não é exclusivo de Portugal. Em Itália e muitos campos de Espanha passa o mesmo. O exemplo perfeito é a Alemanha, onde um Dortmund vs Bayern se pode ver por 10 euros. Onde a ocupação dos estádios supera qualquer realidade económica. Porquê? Porque a liga alemã e os clubes tiveram uma reunião séria e alinharam posturas. Porque os clubes respeitam a comunidade onde estão inseridos e respeitam os seus adeptos. Porque os horários e preços estão feitos para todos, não para meia-duzia de novos ricos e aqueles que pela paixão são capazes de deixar tudo. O estádio do Dragão é penoso em muitos dos jogos do ano. Penoso. As imagens televisivas mostram as primeiras dez filas invariavelmente vazias, buracos constantes nos topos e nas centrais. Buracos que podiam ser tapados com uma política coerente por parte dos directivos com o objectivo do clube de crescer com os seus, não sem os seus.

Bilhetes mais baratos? É uma solução, mas está longe de ser a única. É bem verdade o que aqui foi dito de 10 bilhetes a mil valerem mais que mil a dez, essa pequenez que alguns adeptos continuam a negar, veementemente, condena a expansão do clube. Não só porque podia ajudar, um pouco mais, as contas depauperadas como, sobretudo, dar outra vida aos jogos em casa, devolver o espirito de "inferno" ao Dragão quando os jogos não são os de Champions ou com o Benfica e reaproximar a comunidade de 1,5 milhões de pessoas, como bem aponta o Zé Rodrigues, com o seu clube do coração e o melhor representante que a sua região tem em todo o Mundo.

Pedro Albuquerque disse...

Na Alemanha o Bayern emprestou dinheiro ao Borussia.
Alguma vez o FC Porto iria emprestar dinheiro ao Benfica ou vice-versa?

Nicolau T disse...

Boas...

Dizer que na Alemanha se consegue ver jogos importantes por 10 euros parece-me um pouco simplista... Por acaso sabem-me dizer qual é o valor que Bayern e Dortmund recebem de direitos televisivos?

Cmpts

Nuno de Campos disse...

Mário, com o devido respeito, ninguém quer fazer o FC Porto pior, muito pelo contrário. Todos queremos um clube ainda melhor.

Nuno de Campos disse...

Os Red Sox jogam 81 jogos em casa na temporada regular que dura de Abril a Outubro, e mais alguns nos play-offs se a equipa lá chegar. É muito mais difícil esgotar 81 jogos do que 25. No orçamento dos BRS muitas vezes superior ao do FC Porto ($150 milhões este ano só para salários dos jogadores) o número de jogos tem um impacto nos preços pelo lado da relação oferta-procura, mais do que por objetivos de lucro. O valor comercial de ter o estádio cheio é muito superior a ganhar mais um ou dois dólares por bilhete.

Curioso é também notar que os gastos com jogadores atingiu os $200 milhões antes da crise de 2008, e em resposta foi rapidamente cortado em 25%. Isto poderia ser tópico para mais uma Reflexão.

Nuno de Campos disse...

Há alguns anos atrás isso seria próximo da verdade. Esta época a média de espectadores foi cerca de 30.000.

Nuno de Campos disse...

A mudança de treinador, que no FC Porto acontece em ciclos de 2 ou 3 anos é um fator importante, que pode ser utilizado atempadamente numa estratégia de marketing bem pensada. O mesmo se passa com a entrada de novos craques.
A estreias de jovens da casa vai sendo cada vez menos um fator de atração do adepto ao estádio, perdendo-se um dos pontos de forte ligação à comunidade.

Sem contar com aviões cheios de chineses, é verdade hoje em dia, sendo o Porto uma cidade com muito mais turismo do que há alguns anos, alguns espectadores poderão vir de mais longe.

Nuno de Campos disse...

Realmente John, é complicado levar crianças pequenas ao futebol, e ter que ouvir sempre a mesma cantilena de cada vez que o guarda-redes adversário marca um pontapé de baliza. Mas infelizmente esses vícios também existem aqui no "soccer" dos EUA. No fim de semana passado assisti aos NY Red Bulls em Newark, e em vez do tradicional "FDP" o grito é "You S*ck A*s". Muito edificante.

Nuno de Campos disse...

Pedro, permita-me discordar. O Baseball não se joga com chuva, apenas quando muito intensa. Os jogadores recolhem aos bancos e esperam que a chuva passe. Os adeptos, esperam à chuva. So em casos extremos é um jogo adiado sem se iniciar. Em Abril e em Outubro, não é raro jogar-se com temperaturas abaixo dos 10 graus, ou mesmo com neve. Agora serve-se comida quente no estádio, o que ajuda.

Os Red Sox estiveram 80 anos sem ganhar, muitos desses anos nem eram minimamente competitivos e ainda assim desde 88 a assistência média por jogo andou sempre por volta dos 30.000. O que realmente impulsionou a assistência dos BRS a partir de 2003 foi o clube ter mudado de gestão e ter feito melhoramentos significativos no estádio. Fenway Park é um monumento histórico, foi construído em 1912, e em 2003 estava uma ruína. Claro que ganhar o campeonato de 2004 ajudou. Mas já no ano anterior era praticamente impossível arranjar bilhetes. E no ano passado foram últimos na divisão, com um treinador odiado, e esgotaram todos os jogos. As consequências da péssima época só se fizeram sentir este ano.

O FC Porto tem ganho tudo nos últimos 30 anos, e tem um estádio fenomenal.

José Rodrigues disse...

Eu concordo em boa medida que a mentalidade dos nossos dirigentes evoluiu muito pouco desde os anos 80 e 90, no que a isto diz respeito. Nomeadamente, que a principal preocupacao neste assunto parece ser simplesmente maximizar o encaixe directo de bilheteira.

Ora o contexto evoluiu muito nos ultimos 20, 30 anos. Nomeadamente:

1) O impacto da bilheteira (i.e. excluindo camarotes/corporate hospitality, que nao entram nesta discussao) nas contas da SAD/(clube anteriormente) nunca foi tao baixo como hoje.

Alias, há 10 anos era mais de 10% dos proveitos (e aposto sem ter numeros que há 20 anos seria mais de 20%), hoje é menos de 5%.

2) ao mesmo tempo, um adepto no estadio tem hoje maior potencial para receitas indirectas do que antigamente (comes e bebes, merchandising, patrocinios, ...).

3) finalmente e como já assinalei anteriormente, se antigamente um adepto ia ao estádio acima de tudo para poder ver o jogo, hoje em dia vai muito mais pela experiencia propria de lá estar num ambito muito mais abrangente.

Por tudo isto eu concordo a 100% que a SAD devia ter como prioridade encher o estádio, utilizando todas as maneiras possiveis - mesmo que a curto prazo até fique a perder um ou dois milhoes por ano (uma ninharia na big picture). Nao nos deviamos satisfazer com uma taxa de ocupacao media inferior a 90%.

Até porque estadios cheios ou estadios meio vazios tornam-se num ciclo vicioso, pela positiva e negativa respectivamente.

José Rodrigues disse...

«A mudança de treinador, que no FC Porto acontece em ciclos de 2 ou 3 anos é um fator importante, que pode ser utilizado atempadamente numa estratégia de marketing bem pensada.»

Com todo o devido respeito, o principal negocio do FCP é ganhar títulos, tudo o resto é secundário.

Sendo assim era o que faltava subjugar a continuacao/troca de treinador ou a sua escolha a «estrategias de marketing».

José Rodrigues disse...

Eu já assisti a muitos jogos de basebol nos EUA (e em varias cidades), e nesse ponto aqui abordado nao há volta a dar, os americanos e os portugueses (e os nortenhos em particular) sao muito diferentes.

Os americanos sao muito pudicos e «soft» (e o Nuno de Campos e o John Adão que me desculpem, mas reparei que até eles próprios nem sequer tiveram «coragem» de escrever aqui «merda» ou «You suck ass» (uma expressao que nem sequer é particularmente forte, já agora).

No Porto (e em Portugal) dizem-se caralhadas e insulta-se o arbitro e o adversario (principalmente se for o slb). Se eu levar o meu filho (tem 7 anos) ao estadio, já sei que vai ser assim, mas nao é por aí que o vou deixar de levar. Nao vou dizer caralhadas se ele estiver ao meu lado e certamente nao vou deixar q ele as diga, mas nao tenho um problema por ai alem de q ele esteja exposto a isso, é irrealista tentar mante-lo numa «redoma» isolado do «mundo real» (já agora e só para dar um exemplo, assinalo que apesar de forte censura os ingleses até são das nacionalidades que mais caralhadas dizem).

O importante é que percebam o contexto: certas coisas são aceitáveis num determinado contexto, mas não noutro (por exemplo na escola).

E mais: nao tenho problema absolutamente nenhum q se grite «slb FDP» num jogo contra o slb, acho até muito bem. E isso nao tem nada a ver com discursos «provincianos» ou «bacocos», ou falta de exposicao a paises «mais desenvolvidos ao nivel civico» (vivo na Belgica há 17 anos, já agora, e provavelmente já viajei mais pelo mundo fora do que qualquer outro leitor aqui).

Ser directo e frontal faz parte do ADN de um portuense e nortenho, e as caralhadas fazem parte disso (para usar uma expressao tipica dos americanos, «it goes with the territory (literally, in this case)».

Acho muito q assim seja e também é visível em outros países desenvolvidos. Mais: prefiro de longe assim ao politicamente correcto e pudismo predominantes nos EUA.

Concluindo: se isso afastar algumas familias mais sensiveis do estadio ou pavilhao... tough luck. É um pequenissimo preço a pagar, alias nao devia haver nenhum preco a pagar porque sobra gente mais do que suficiente para os encher na mesma (se as medidas correctas forem tomadas).

Anónimo disse...

Eu voto no Miguel Lourenço nas próximas eleições! É tudo tão simples e fácil nas palavras dele!
Que homem genial!

José Correia disse...

Lamentavelmente continuam a existir adeptos a meter a cabeça debaixo da terra, a pensar que tudo está bem e se recomenda, a tapar o sol com a bananeira útil de títulos e vendas milionárias (do qual pouco dinheiro realmente entra e menos ainda abate os empréstimos pendentes), a pensar que isto é o País das Maravilhas.

Miguel, e há adeptos para quem, aparentemente, quase tudo está mal e tudo serve para fazer tiro ao alvo à SAD e à estrutura do FC Porto.
Nem 8 nem 80.

José Correia disse...

O exemplo perfeito é a Alemanha, onde um Dortmund vs Bayern se pode ver por 10 euros

E em Portugal, um FC Porto x slb pode ser visto por 6.33 euros.

Sim, é verdade, conforme referi num comentário anterior que, pelos vistos, foi ignorado, na época 2010/2011 era possível renovar um dragon seat abrangendo os 15 jogos do campeonato por 95 euros (bancada G), ou seja, 6.33 euros por jogo.
E havia preços ainda mais baratos para jovens, senhoras ou reformados.

Volto a dizer, o preço dos bilhetes é um aspecto relevante, mas não é (longe disso) o único factor que condiciona maiores assistências no Estádio do Dragão (e, já agora, nos outros estádios em jogos do campeonato português).

José Correia disse...

Eu concordo em boa medida que a mentalidade dos nossos dirigentes evoluiu muito pouco desde os anos 80 e 90, no que a isto diz respeito

Eu acho que há várias medidas que podiam ser adoptadas para haver maiores assistências no Estádio do Dragão (recomendo a leitura de vários artigos publicados no RP nos últimos anos - tags 'bilhetes', 'lugares anuais'), mas não concordo que desde os anos 80 até agora nada tenha sido feito.

Exemplos de medidas que foram adoptadas (dos anos 80 até agora) e contribuem para que mais gente vá aos estádios:

1) Colocação de cadeiras nas bancadas;
2) Retirada das redes de separação entre as bancadas e o relvado (davam aos estádios um aspeto de jaulas);
3) Cobertura dos estádios (grande parte dos jogos são disputados no Inverno);
4) Melhoria dos acessos, meios de transporte e parques de estacionamento perto dos estádios;
5) Bilhetes anuais (o FCP foi o 1º clube em Portugal);
6) Bilhetes para os jogos da 2ª volta (o FCP foi o 1º clube em Portugal);

Mas estou de acordo que há mais coisas que podiam/deviam ser feitas para termos o estádio cheio.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Zé,

Em 1º lugar falas de um abono de época de há dois anos, imagino que os preços tenham subido entretanto para dares esse exemplo. O preço de que falo é de este ano, um preço de bancada para público geral - não sócios - comprado por uma pessoa conhecida que nunca tinha estado num estádio alemão. E falamos dos dois finalistas da Champions League (o jogo, naturalmente, foi de liga). O preço dos bilhetes é um aspecto relevante mas tens toda a razão, está longe de ser o único.

Quanto ao comentário anterior, é tudo uma questão de perspectiva, como a educação familiar. Há pais que consentem tudo aos filhos, tudo está bem, tadinhos e tal. E há outros que, por se preocuparem, são mais exigentes, perfeccionistas e estão mais preparados para apontar as falhas e mais proclives a celebrar com orgulho silencioso o triunfo. Eu pessoalmente prefiro a segunda abordagem, sem nunca presumir de ser a melhor. É, simplesmente, a minha!

Miguel Lourenço Pereira disse...

Zé,

"nao tenho problema absolutamente nenhum q se grite «slb FDP» num jogo contra o slb, acho até muito bem."

Eu também, aliás, já fui um deles. Agora quando esse cântico se repete, ad nauseum, em todos os jogos do ano, de quase todas as modalidades, das duas uma: ou o reportório dos SD é muito pequeno para 90 minutos de futebol ou há ali um complexo dificil de superar!

José Correia disse...

Em 1º lugar falas de um abono de época de há dois anos, imagino que os preços tenham subido entretanto para dares esse exemplo

Miguel, dei este exemplo, porque este assunto já foi falado várias vezes aqui no RP e, conforme referi num comentário anterior, essa tabela é a que consta neste artigo:
http://www.reflexaoportista.pt/2011/01/dragon-seat-ou-comprar-jogo-jogo.html

Mas podes acreditar que, dois anos depois, os valores dos dragon seat são semelhantes.

José Correia disse...

E há outros que, por se preocuparem, são mais exigentes, perfeccionistas e estão mais preparados para apontar as falhas

Miguel, para começo de conversa, eu sei que tu és um grande portista.

Miguel, é bom que haja exigência, porque é isso que faz de nós melhores. Mas a exigência que temos connosco e com os outros, não nos deve levar ao extremo de só vermos as falhas e o que está mal, quando há muita coisa que está bem e outras em que até somos dos melhores do Mundo.
É que não há "filho" que aguente... ;-)

Como disse noutro comentário, nem 8 nem 80.

José Rodrigues disse...

Concordo a 100% q nos jogos contra os outros clubes nao faz sentido. E' mesmo dar-lhes (slb) importancia a mais.

José Rodrigues disse...

"mas não concordo que desde os anos 80 até agora nada tenha sido feito."

Quem e' que disse dos anos 80 ate' agora "nada foi feito"?

Eu nao fui de certeza (apesar do comentario parecer ser claramente uma resposta ao meu). E' so' ler outra vez o que escrevi.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Zé,

Entre os elementos que apontas, o 1º foi uma obrigatoriedade das federações internacionais pós-Heysel e Hillsborough. O terceiro e quarto uma consequência da construção do novo estádio e do Euro (ainda me lembro do karma para estacionar nas Antas). O segundo uma opção pessoal, mas cuja directiva da UEFA recomenda que se aplique. Nada de novo portanto.

Quanto aos últimos dois pontos, sim foi uma aplicação original em Portugal do FC Porto, inspirado no modelo britânico!

Miguel Lourenço Pereira disse...

Zé,

Quanto aos preços, não discuto, se assim é, assim é.
Quanto ao segundo ponto, eu sou assim por natureza comigo mesmo, é normal que o seja com uma das minhas grandes paixões. Não quer dizer que esteja certo, como dizia o grande Billy Wilder, "nobody´s perfect" e eu o que menos. A SAD fez muitas coisas brilhantes, não boas, brilhantes, nos últimos anos. Mas, pessoalmente, acho que ficou muito mais por fazer.

Faz-me lembrar aquele aluno genial que tirou nos exames 17s e 18s e é bom, um exemplo para todos os outros, mas que deixa sempre no ar a sensação de que, um pouco mais, e sacaria os 19s e 20s! Na minha apreciação pessoal, esses dois valores são as provas europeias, o marketing/merchandising e a relação com sócios/adeptos.

Quanto ao modus operandi de alguns elementos, não todos, da SAD em fazer negócios, já é uma questão moral, de principios. Eu tenho os meus, eles têm os deles. Nada mais!

Pedro Albuquerque disse...

Tudo o que disse é correcto. Mas não podemos a meu ver comparar as situações (algumas coisas podemos certamente).
A questão meteorológica é uma delas. Os jogos de baseball algumas vezes terminam no 6º inning. Seria como no futebol (para quem não percebe) acabar ao minuto 60 e não haver a continuação no dia a seguir.

A questão do Estádio é certamente uma verdade. Eu assisti às comemorações do 100º o ano passado pela TV. Estádio cheio, tempo lindo. No Dragão não se fazem esse tipo de iniciativas. Só na inauguração. No intervalo não há iniciativas, só no dia da mulher.

Pedro Albuquerque disse...

3) Cobertura dos estádios (grande parte dos jogos são disputados no Inverno);

Caro José

Nos topos, em dia de chuva e vento, sai-se de lá encharcado! Como me aconteceu já este ano!
A meu ver bastava colocar uma espécie de vidro para impedir esse vento de trazer a chuva.

Nuno de Campos disse...

Ó José, não foi isso que eu disse. As mudanças de treinador acontecem independentemente do marketing, e exclusivamente por motivos desportivos, espera-se. Sabendo-se que vão acontecer, mais vale publicitar essas novidades e usa-las para promover vendas, do que fazer um grande tabu, só porque sim.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Precisamente!

José Correia disse...

Entre os elementos que apontas...

Miguel, independentemente das motivações e razões subjacentes, as 6 medidas que referi foram feitas e/ou adoptadas pelo FC Porto e todas elas contribuem para poder haver mais gente no estádio.

Chegam? Não.
É preciso adoptar outras medidas? É.

O que não faz sentido é centrar esta discussão apenas nos preços dos bilhetes. É uma argumentação simplista e demasiado redutora.

Nuno de Campos disse...

Mais do que uma questão de preço, é uma questão de expectativa de valor. O espectador tem que comprar um bilhete (acessível ao seu poder de compra), na convicção de que vai usufruir de uma experiência muito mais satisfatória, memorável e única do que se assistisse ao jogo pela televisão. Dado que o espetáculo futebolístico é o mesmo na tv ou ao vivo (silenciado o comentário das abéculas vermelhas) essa mais valia tem que vir de fora das 4 linhas, e passa seguramente pela imersão no barulho, energia e emoção coletiva de um estádio cheio. Ovo ou galinha, não vale a pena discutir. Pode-se sim intervir nesse ciclo para mudar a tendência recente que leva infelizmente a um Dragão cada vez menos cheio.

Queria agradecer à Reflexão e ao Nuno Nunes em particular a generosidade de fazer de um mero comentário um artigo autónomo. Os meus agradecimentos também a todos os que contribuíram com os suas ideias para o aprofundamento deste tópico.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Zé,

Estou de acordo a 100%!

José Rodrigues disse...

Obviamente q e' demasiado redutora como varios de nos estamos fartos de dizer.

Mas dito isto, independentemente de um numero de medidas para atrair gente ao estadio, penso que a SAD devia ter como objectivo (quase) enche-lo.

Ou seja: se as medidas nao estiverem a resultar, deviam se for preciso baixar precos de bilhetes ou melhor ainda (como ja' disse) distribuir muitos bilhetes de borla (de forma inteligente).

E nao me venham dizer q se distribuissem muitos bilhetes de borla muita gente deixava de comprar.

Nao, nao deixavam, se nao fosse provavel q conseguissem deitar a mao aos bilhetes de borla.

Por exemplo: dando a alunos do secundario em sistema de lotaria, mas bilhetes q nao pudessem ser usados por adultos (e mesmo assim, com o nr de alunos no secundario q ha' no grande Porto se distribuissemos ate' mesmo 10mil bilhetes a probabilidade de um dado aluno conseguir um bilhete seria no maximo de uns 5%).

Eventualmente com a condicao de q cada 2 bilhetes de borla teriam q ser acompanhados por 1 bilhete pago, por exemplo.

E ha' tantas outras formas de fazer distribuicoes de bilhetes de borla de forma inteligente...

Pedro Albuquerque disse...

Só falamos aqui sobre as assistências, mas faltam uns pontos que para mim são importantes.

1) Onde estão as apresentações dos jogadores contratados?
2) O site nunca é actualizado em condições. Já vendemos o Moutinho e o James e o Liedson já não é nosso jogador e eles ainda estão no site como sendo nossos jogadores.
3) As apresentações das camisolas são apresentadas muito tardes e são muito caras. Equipas como o Liverpool já tem as suas novas camisolas à venda.