sábado, 14 de setembro de 2013

Duas partes distintas

Uma primeira parte globalmente positiva, com dois golos, algumas boas combinações atacantes, intensidade de jogo e concentração defensiva, o que fez com que o Gil Vicente não conseguisse criar uma única oportunidade de golo (nem me lembro dos galos de Barcelos terem feito remates à baliza de Helton).

Mas o intervalo fez mal aos dragões e os segundos 45 minutos foram muito fracos, sendo dificil encontrar alguma coisa positiva do lado do FC Porto.

É costume dizer-se que, contra equipas como o Gil Vicente, o mais dificil é marcar o primeiro. Pois bem, o FC Porto marcou o 1º golo aos 8 minutos e aos 27' já estava a ganhar por 2-0. A partir daí, instalados numa vantagem de 2 golos, quando se esperaria que os azuis-e-brancos aproveitassem um maior adiantamento dos gilistas para dar espectáculo e marcar mais golos (é assim que se conquistam adeptos e se enche o estádio), aconteceu precisamente o contrário. A equipa entrou em "gestão de esforço" e passou a "controlar o jogo", jogando de forma murrinhenta e, por vezes, até displicente. Os 36517 adeptos portistas que foram ao estádio, pagaram bilhete e mereciam 90 minutos de futebol, mas tiveram de se contentar com apenas 30-35 minutos...

O Gil Vicente chegou ao final do jogo com 30 ataques, 5 cantos (o FC Porto só teve 2!) e 10 remates (o FC Porto fez 17) e, na 2ª parte, podia perfeitamente ter marcado e em mais do que uma ocasião.

Lucho no banco foi uma surpresa, mas Quintero mostrou que ainda não tem estofo para jogar 90 minutos. Tem momentos de brilhantismo, mas ao seu jogo ainda falta intensidade e continuidade.

Houve muitos jogadores abaixo do que podem e sabem (as chamadas de 11 jogadores às respectivas Seleções é algo que complica sempre a preparação do jogo seguinte...), mas chamou-me à atenção a quantidade de erros e passes falhados de um jogador que ficou por cá: Fernando. O que se passa com o trinco brasileiro? Não saiu e também não renovou. Será isso?

De resto, parece que Paulo Fonseca ainda anda à procura dos melhores trios para o meio-campo (o único que parece ter o lugar assegurado é o Fernando) e para o ataque, onde Jackson continua a ser indiscutível e a disputar 90 minutos jogo após jogo (para que serve Ghilas?).

P.S. O que dizer do cartão amarelo mostrado a Silvestre Varela, por suposta simulação, num lance em que é abalroado dentro da área do Gil Vicente por um defesa da equipa de Barcelos? Ai se tivesse sido ao contrário...

62 comentários:

RBN disse...

Concordo.

1º tempo de qualidade, pressão e velocidade nas saídas pro ataque.
2º tempo a poupar para a champions, e quem poupa com 2 x 0 no placar, corre risco de deixar o adversário "começar a tomar gosto pelo jogo", ou mesmo "gostar do jogo" e foi isso que (quase) se sucedeu.
O Gil aos poucos foi pegando moral devido à sonolencia do jogo do FCP, começou a ficar "assanhado" e começou a fazer transições mais rápidas defesa-ataque, principalmente por Cesar Peixoto, que se errou algum passe não me lembro.Ao contrário do meio campo portista que errou passes de 2, 3 metros em excesso preocupante.

Tem que poupar quando estiver pelo menos 3 x 0, mas dou um desconto pelas seleções a meio da semana.

Mangala tem que ter mais cuidado nas entradas. Se hoje fosse um árbitro estrangeiro, tinha levado 2º amarelo.

E aquela velha mania de "querer sair jogando com classe" perto da nossa área ao invés de despachar a bola um dia vai custar caro, não é mesmo Alex e Otamendi?

Quintero não foi "brilhante", mas fez o cruzamento pro 1º golo e viu Varela livre, leve e solto na direita para o 2º.Quando estiver plenamente adaptado, é titular absoluto.

Varela fez mais um golo(mais uma vez teve a sorte de ali estar, né MST?), Defour fez bom jogo sem brilhar para platéia(um jogador com aquele penteado não pode jogar no FCP, né MST?) e Fernando será o "ceguinho" da vez pro MST bater na próxima 3ª feira:-)

12 pontos em 12 possíveis, encornados a 5 pontos de distancia, tá bom:-) Falta um empate em Olhão amanhã pra ficar nos "conformes":-)

João disse...

O "tacticamente importante" fez o primeiro passe que não foi muito para trás, muito para a frente ou completamente ao lado aos 77 ' minutos. Para se redimir aos 78' entregou a bola a um jogador do Gil à entrada da área. É impressionante como o Alex Sandro enterrou praticamente todas as jogadas que passaram por ele e mesmo assim o "tacticamente importante" conseguiu ser o pior em campo.

Depois entrou o "devia ser crime criticar". Resumo - remate dentro da área para a superior, passe ridículo, passe ridículo, contra ataque enterrado, passe ridículo para fora-de-jogo. Impecável.

Em relação ao jogo, pouco a dizer. Dominar até à vantagem confortável, gerir o resto com o jogo quase sempre mais que controlado. Mais uma exibição segura que vai servir para comparações ridículas com outros tempos em que o resultado até podia ser o mesmo, a forma similar mas o conteúdo era muito diferente. Grande começo de Paulo Fonseca, agora era começarmos a jogar com 11 (leia-se sentar o "tacticamente importante".. epá qualquer coisa, o Herrera, Carlos Eduardo, o Kadú!) e isto ganha-se bem.

DC disse...

Essa qualidade do 1º tempo não sei se a vi. Fizemos 2 remates e 2 golos e de resto não me lembro de nenhuma defesa do guarda-redes do Gil.
A 2ª parte, sem palavras...

Espero que tenha sido por estarem a poupar-se para a Champions. De qualquer forma, posso dizer que não me lembro duma exibição tão má no Dragão, nem no tempo do Jesualdo (e o resultado para esta apreciação não me interessa para nada).
Ridícula a táctica de ter o Fernando, completamente desapoiado a iniciar os ataques. Não me lembro de ver o Porto a falhar tantos e tantos passes. Duvido sequer que tenhamos tido uma eficácia no passe superior a 70%.

Espero sinceramente que as coisas melhorem porque dá a ideia que estão a piorar de jogo para jogo. Mas deve estar a ser, para já, uma época fabulosa para os iluminados que queriam o treinador anterior despedido por causa da qualidade de jogo. A esses os meus parabéns, devem estar a adorar a espectacularidade do nosso jogo.

P.S. Mais espectacular ainda tem sido o Ghilas, aquece com uma espectacularidade incrível. Impressionante como não se dá 1 único minuto ao homem, nem mesmo na equipa B.

DC disse...

E sublinho, o problema não é do Fernando. É de quem o coloca como responsável pela construção do jogo e manda o Defour avançar no terreno quando ele tem a bola. Foram inúmeras as situações em que o Fernando com a bola no meio-campo só tinha 3, 4 jogadores do Gil em volta e nem uma única opção de passe não arriscada, tal era o distanciamento dos jogadores do Porto por correrem todos para o ataque.
É muito bonito atacar com muitos, mas é mais bonito ter uma equipa equilibrada.

Joaquim da Fonte disse...

A exibição na segunda parte foi das piores coisas que eu vi o fc porto fazer nos últimos anos. Uma exibição que se tivesse acontecido sobre o comando de Vitor Pereira daria falatório para semana e meia. A equipa mostrou uma incapacidade para controlar o jogo e se o futebol fosse justiça teria, certamente, sofrido pelo menos um golo.

No que toca ao Fernando, espero que quem decidiu rejeitar a proposta de 10 milhões não esteja já arrependido.

Espero que a equipa melhore em consistência, sobretudo, para a liga dos campeões onde uma exibição como a que sucedeu hoje daria direito a sair de S. Petersburgo ou Madrid com um cabaz debaixo do braço.

Joaquim da Fonte disse...

Permita~me destacar uma frase sua:

"É muito bonito atacar com muitos, mas é mais bonito ter uma equipa equilibrada."

Lapidar!

José Correia disse...

2º tempo a poupar para a champions

Em Inglaterra não há destas poupanças...
O Atletico Madrid jogou hoje e marcou 4 golos.
E o Borussia Dortmund marcou 6!
Mas estes não devem jogar na Champions...

José Correia disse...

12 pontos em 12 possíveis, encornados a 5 pontos de distancia

Com o calendário (bastante acessível) que o FC Porto teve neste início de época, mau era se não tivesse ganho os 4 jogos.

Anónimo disse...

Os adeptos deviam receber metade do valor do bilhete, nestes casos em que só se joga meia parte. E se for daqueles jogos pastosos que terminam 0 a 0 deviam ter a devolução do dinheiro na totalidade. Tipo refeição que vem estragada, num restaurante.

Começava-se logo a jogar ao ataque.

Mas bom, são 3 pontos que é o que interessa e que a poupança sirva para ir buscar os 3 pontos a meio da semana.

Amphy

Anónimo disse...

cada jogo é um jogo e tem a sua propria historia.
sempre se soube que o paulo fonseca era resultadista.
sim, é um erro pôr o fernando a querer construir jogo e um crime a brincadeira com o ghilas, mas hoje acredito que ele entrasse nao fosse a lesao do maicon que obrigou a queimar uma substituiçao.

o ricardo aposto que entrou para esticar o jogo nas suas correrias porque o gil cheirava ja um golito, talvez tivesse sido essa a ideia do homem na opçao que fez em detrimento do franco/argelino, embora eu tambem quisesse ver este no lugar do cha cha cha depois da hora de jogo.

o lucho obrigatoriamente teria que entrar por uma questao de estatuto. o homem tem lugar cativo no jogo, ficou no banco porque na quarta vai ser titular e nem se discute a sua presença em campo, mesmo a jogar mal, é a superstiçao que assim o ordena!

geralmente nestes jogos guarda-se a ultima substituiçao para fazer gestao de mazelas ou cartoes nos ultimos 5/10 minutos.

mas o ghilas esta a maturar, e quando entrar a fome de bola vai ser tanta que aquilo ou estoura ou rebenta :p

meirelesportuense disse...

A equipa montada no 1º tempo mostrou que é mais dinâmica porque mais veloz, mas quanto a mim com um senão, Quintero ficou quase sózinho, com a incumbência de toda a organização do ataque...Foi muita responsabilidade para ele, com Josué ou Lucho ao lado, talvez essa dinâmica fosse superior.
Continuo a afirmar, Fernando, Lucho, Josué e Quintero.Quando sair um destes, entra então Defour.Se se quiser ser mais arriscado, jogará então outro avançado como Licá, Varela ou Ricardo.Um meio campo mais defensivo, Fernando, Lucho,Defour e Josué.
Mais à frente Jackson e Licá, Jackson e Ghillaz, ou Jackson e Varela...

meirelesportuense disse...

Fernando tem aquele defeito que todos já conhecemos, com a bola nos pés ou joga simples ou faz asneira.

Joao Goncalves disse...

Muito boa 1ª parte, vergonhosa 2ª parte!

Não vamos ser cínicos ao ponto de dizer que o Gil podia sequer ter discutido o jogo, já que eles efectivamente tiveram 2 ou 3 oportunidades para marcar, mas nós tivemos bem mais e 2 Penalties não assinalados (a aberração sobre o Varela e o derrube claro sobre o Danilo).

Contudo, a qualidade de jogo não pode decair assim tanto e uma equipa como o Gil não pode fazer o que fez na segunda parte.

Nós sabemos que a qualidade de contrução na 1ª fase e a ser assegurada por Fernando e Defour, é simplesmente horrivel! Defour falhou imensos passes e muitos deles fáceis e o Fernando... meu deus... deveria ter sido mesmo vendido que a ter de jogar assim só está a evidenciar cada vez mais as suas limitações de ordem técnica. Ambos são médios trabalhadores e de grande capacidade de recuperação, mas para construir... tá quieto!

Para mim ficou claro que quando a equipa não faz a pressão alta e não recupera a bola no meio-campo adversário e permite o adversário se organizar, temos um problema sério!

Uma ultima coisa que não percebo é o Ghilas... que raio se passa com o PF e ele? Não é convocado para a B, não entra na A mesmo o Jackson tendo andado a passear por meia América do Sul... afinal temos um Internacional titular da selecção do seu pais para aquecer o banco? E eu a pensar que era para poupar o Jackson e para este não andar a fazer as tristes figuras que tem andado nas fases finais dos ultimos jogos que tem participado...

Podia-se argumentar que para o Ghilas entrar o Ricardo ou o Lucho não o poderia ter feito, mas acho que era muito mais importante descansar o Jackson nos ultimos 15/20m de jogo do que lançar o Ricardo para fazer muito pouco como era previsivel que iria fazer... com o Jogo resolvido era fazer a gestão e não estou a gostar mesmo nada da atitude do PF para com o Ghilas... nada mesmo!

Nightwish disse...

Segundo jogo em casa, segundo atropelamento onde é marcada simulação e amarelo.
Siga...

Anónimo disse...

"quando se esperaria ... espectáculo e marcar mais golos (é assim que se conquistam adeptos e se enche o estádio), aconteceu precisamente o contrário ... Os 36517 adeptos portistas que foram ao estádio, pagaram bilhete e mereciam 90 minutos de futebol, mas tiveram de se contentar com apenas 30-35 minutos..."
Concordo em absoluto, os ingressos são suficientemente caros para que quem lá vai tenha direito a exigir um espectáculo de 90 minutos. Quem paga quer assistir àquele jogo e não fazer previsões para o seguinte. Se querem descansar a pensar no jogo seguinte, pelo menos que descansem com bola e façam meia dúzia de jogadas artísticas para nosso gáudio :)
Luís Pires
P.S. Já sei, quem não goste pode ir à ópera e até paga menos...

Silva Pereira disse...

Boa tarde,
Vou começar pela questão da pergunta sobre o Fernando que serve igualmente para o Jackson.
Como diz o VB os jogadores são uns egocêntricos e muitos deles (a maioria) acham-se sempre muito melhores do que o são (ex. recentes Rolando, AP) e alguns têm um deficit de inteligência o que vem reforçar o problema. Fernando porque entende que devia ser selecionado acha que para isso deve dar uma de Deco o que em vez do beneficiar só expõe as suas fragilidades e prejudica o FCP, as jogadas que perde em zonas perigosas só não dão em golo porque em Portugal os adversários jogam a 60 metros da baliza do FCP. Já Jackson sem ser tão gritante como o Fernando também se acha muito melhor do que o é, aliás isso também serve para Danilo, sempre que o vejo jogar penso sempre o mesmo este vai acabar a carreira no FCP ou então a sua transação vai contribuir para as imparidades no Balanço da SAD. Dito doutra maneira como foi possível dar 18 milhões?
Dito isto a minha análise a estas 4 jornadas têm ao contrário de muitos portistas vindo a reforçar as minhas preocupações. Vejamos:
1º Nos mesmos jogos do ano passado o FCO obteve os mesmos pontos com a diferença de score marcou 15 golos e nenhum sofrido. Ora par quem tanto criticava o modo do FCP de VP jogar não deixa de ser preocupante;
2º Continuo a ver alguns jogadores em baixo de forma e mais grave a jogarem com complicador ligado e muito individualistas (Alexandro, Fernando, Danilo, Jackson);
3º Consequência do ponto 2 a equipa define mal as jogadas;
4º ´Quem viu o Jackson nos 12 minutos do jogo da Colômbia por comparação com o que joga no FCP, parece que ele entende que é o dono do lugar, por isso no meu entender fazia-lhe bem uns minutos no banco, até para vermos Ghila;
5º A única coisa que está a correr bem é que por comparação os chifrudos perderam 5 pontos em comparação com os mesmos jogos do ano passado,
6º E por último sem jogar mal esperava mais de Quintero;
7º Já me esquecia contínuo a não perceber os passes longos de Otamendi e Maicon quase sempre entregues às defesas adversárias e aqui também se pode juntar o s passes de Helton quando tenta uma transição rápida. Será que não analisam essa estatística?
Nota: Kleber jogou pelos B e pela amostra continua o mesmo matraquilho com a agravante de estar gordo, não vale metade de Vion

Bluesky disse...

Tenho 53 anos e já vi inumeros jogos do FC PORTO antes das competições europeias, e em todos os jogos sempre vi este... FC PORTO, e de certeza que não será a última nem com este nem com qualquer outro treinador!!!
É a nossa cultura, é a nossa maneira de estar...

Luís Negroni disse...

Os indefectiveis do VP andam por aí descontentes com tudo e mais alguma coisa. Curiosamente, no tempo do VP, com pior futebol, maior sonolência, piores estatísticas e piores resultados (até ver), defendiam o homem com unhas e dentes e o que contava eram os resultados. Só falta virem criticar o discurso do Paulo Fonseca e dizerem que no tempo do VP é que era bom.

O Paulo Fonseca não caiu do céu aos trambolhões! Tem um passado como treinador. Comparem com os antecedentes profissionais do VP e vejam as diferenças, se quiserem.

João disse...

Saudades daquele tempo em que o José Correia dedicava posts a escalpelizar as oportunidades de golo criadas contra o significativamente mais débil Vitória de Setúbal da época passada, e não o preocupava o espectáculo "que conquista adeptos e enche o estádio".

A coerência do José seguiu para as Arábias com o outro.

Duarte disse...

"De qualquer forma, posso dizer que não me lembro duma exibição tão má no Dragão, nem no tempo do Jesualdo"

Pois não, não se lembra porque jogos do ano passado, no Dragão, com Estoril, Nacional, Moreirense, etc aconteceram com outro treinador e, portanto, serão sempre fatalmente melhores do que jogos desta época como o de ontem. Mas só por isso.

"Mas deve estar a ser, para já, uma época fabulosa para os iluminados que queriam o treinador anterior despedido por causa da qualidade de jogo. A esses os meus parabéns, devem estar a adorar a espectacularidade do nosso jogo."

Ao fim de 5 jogos (dois deles, pelo menos, com exibições muito agradáveis) começamos a fazer análises definitivas, portanto. Pela minha parte, jogos como o de ontem são sempre abomináveis, sempre. Pela parte do DC, a nota artística ganhou importância este ano. Nos últimos dois anos não se preocupou nada com exibições como as do último jogo e, quando elas aconteciam, tinha sempre uma desculpa pronta para dar. Está mais exigente agora. Faz bem.

Duarte disse...

"E sublinho, o problema não é do Fernando. É de quem o coloca como responsável pela construção do jogo"

Pois claro que não. O problema este ano nunca poderá ser de jogador nenhum. A ideia dos contrariados valeu e fez doutrina nas últimas duas temporadas. Antes disso esse fenómeno não acontecia, doravante passará a não acontecer outra vez. Eu até posso concordar (e em parte concordo mesmo) que o Fernando não se sente confortável neste esquema táctico e que temos, ou podemos ter, ali um problema. Mas se calhar, num passado recente, o facto de o jogador ter dito alto e bom som que queria sair, vendo ao mesmo tempo o seu contrato estar à beira de chegar ao fim e podendo a partir de Janeiro negociar com outros clubes, era motivo para trucidar o atleta e só o atleta, sem mais nenhuma condenação.

"É muito bonito atacar com muitos, mas é mais bonito ter uma equipa equilibrada."

Concordo totalmente. Em cinco jogos temos um golo sofrido. Não vejo grandes desequilíbrios até agora e ainda bem.

Duarte disse...

Jogos como aqueles que se viram ontem não têm desculpa. Primeiro são uma falta de respeito para com os adeptos (que não eram tão poucos quanto isso, diga-se). Depois ficamos todos com a certeza (não foi com a sensação, foi mesmo com a certeza) de que bastava ter apertado um bocadinho mais para termos tido uma vitória mais expressiva e um encontro mais bem disputado.

Também não entendo porque é que um jogo europeu tem tanta interferência na prestação de uma equipa numa competição doméstica. Mais uma vez, não há nada que justifique isto. Que os jogadores não andassem ali a correr como se não houvesse amanhã, qualquer um percebe; que tenhamos de jogar em ritmo de treino é que é absurdo.

Rui Anjos (Dragaopentacampeao) disse...

Num jogo em que o FC Porto chegou cedo à vantagem e com o jogo da CL no horizonte, era expectável uma natural gestão do resultado e do esforço.

Porém, a equipa escolheu muito mal a forma de o fazer. Alheou-se do jogo, desleixou-se e permitiu que a sua baliza ficasse uma série de vezes à mercê do seu frágil adversário. Por sorte a pontaria dos rematadores do Gil Vicente estava desafinada, senão não sei não.

Espero que Paulo Fonseca consiga despertar os jogadores em situações similares, porque senão vai ter grandes dissabores.

Por tudo isto, gostei de grande parte da primeira parte, período em que a equipa produziu jogadas bonitas, criou oportunidades e não deixou o adversário acercar-se com perigo à sua área. Depois foi o descalabro.

Um abraço

Anónimo disse...

Essas estatísticas que agora lhe dão jeito se calhar vão ter que deixar que ser referidas daqui a uns tempos.
É que o último campeonato foi ganho sem derrotas.

Quanto ao pior futebol, não deve andar muito bem da cabeça. No ano passado por esta altura já tinhamos espetado 5 ao Guimarães e ao Marítimo com exibições assombrosas.

Ainda vamos ver muita desculpa inventada por estes infelizes para o que aí virá.

José Correia disse...

Ó homem, você continua obcecado com o Vítor Pereira.
Só falta você dizer que foi culpa do Vítor Pereira a vergonhosa exibição do FC Porto na 2ª parte do jogo de ontem...

José Correia disse...

E quanto a coerência...
Com que coerência é que você se dá ao trabalho de contar os artigos publicados no RP onde há a mais leve referência ao Vítor Pereira, e depois é você que, nos seus comentários, não deixa de falar no ex-treinador do FCP?

Mas pronto, já que gosta tanto de falar no ex-treinador do FC Porto, eu um dia destes faço-lhe a vontade e volto a publicar um artigo com referências ao Vítor Pereira.

Duarte disse...

"No ano passado por esta altura já tinhamos espetado 5 ao Guimarães e ao Marítimo com exibições assombrosas."

Falta aí qualquer coisa, não? No ano passado, por esta altura, tínhamos espetado de facto uma goleada ao Guimarães (foram 4 e não 5, mas não interessa), mas ainda nem sequer tínhamos jogado com o Marítimo (esse jogo foi em Novembro, salvo erro). E isto da mesma maneira que, no ano passado por esta altura, tínhamos empatado um jogo e perdido a oportunidade de nos distanciarmos do clube do regime (que também havia empatado um dia antes), coisa que até agora ainda não aconteceu porque ganhamos sempre. Ah e se é para ir à minúcia, no ano passado por esta altura tínhamos ganho a Supertaça à Académica nos descontos. Este ano ganhamos facilmente por 3-0 ao Guimarães.

Pelos vistos, agora cada jogo e cada jogada vai ser analisada à lupa e far-se-ão imediatamente comparações com o ano passado. Independentemente destas análises serem feitas no sentido de depreciar o ex-treinador e elogiar o actual ou vice-versa, acho um péssimo princípio, mas eu falo apenas por mim. Que um treinador seja comparado com o seu antecessor é normalíssimo, que se entre numa quase esquizofrenia comparativa é que já não me parece saudável, mas como digo esta é só a minha opinião.

João disse...

É sempre engraçado ouvir isso de alguém que é responsável por, pelo menos, metade dos 10 - dez - 10 posts dedicados ao já treinador do Al Ahly neste espaço.

Mas o cerne é mesmo eu ser obcecado com Vítor Pereira, porque o facto de o José Correia mudar a sua avaliação a jogos idênticos consoante o treinador é perfeitamente secundário.

Leitura complementar: http://www.reflexaoportista.pt/2013/04/so-ha-uma-bola.html

João disse...

Leitura complementar ao excelente comentário do Duarte

http://www.reflexaoportista.pt/2013/05/o-declinio-do-dragao.html

Destaques

"O futebol não é um espectáculo, o futebol é um desporto. E um desporto tem um objectivo que é ganhar. Dar espectáculo é com os globetrotters."

"Você deve exigir vitórias, espectáculo, além de ser uma coisa completamente subjectiva (para mim o que é espectacular pode ser banal para si), não é um objectivo do futebol."

"Porque já se sabe que em Agosto vamos ter os jogos em casa sempre cheios com os emigrantes e o pessoal de férias, agora ao frio e à chuva os adeptos do "espectáculo" vão antes ao cinema."

"São adeptos de ocasião e felizmente a nossa ocasião é muito boa nos últimos 30 anos. Mas se a ocasião mudar, quero ver o que vai acontecer a esses adeptos do espectáculo"

Uma exibição pior? Fácil, há tantas.
http://www.reflexaoportista.pt/2013/03/dois-golos-e-pouco-mais.html

Lembro-me de ter levado uma pessoa ao estádio comigo neste jogo que, não sendo adepta do FC Porto nem estando particularmente atenta ao entusiasmante espectáculo que a nossa turma nos propôs nesse dia, não tinha sequer reparado que nós marcamos o 2 golos (o 2º até foi de penalty). É logo aquele carimbo de exibição de altíssimo calibre.

Resumo aqui http://desporto.sapo.pt/futebol/primeira_liga/videos/22-aj-fc-porto-estoril-12-13/?id=OghtmpSI9ZO65p43e28pv

é ver de quem são a 3ª, 4ª e 5ª oportunidade de jogo, depois dos nossos dois golos. Puro futebol espectáculo.

Miguel Dias disse...

Anónimo das 18:58 disse "No ano passado por esta altura já tinhamos espetado 5 ao Guimarães..."
Falso. Não ganhamos, na temporada passada, ao Vitória de Guimarães por 5 mas sim por 4, e isso vale o que vale, não estão em causa os números mas sim a qualidade de jogo. Este ano, na Supertaça, contra o Vitória de Guimães jogamos bem melhor do que ano passado e «só» ganhamos por 3.

Duarte disse...

"Ainda vamos ver muita desculpa inventada por estes infelizes para o que aí virá."

PS: Desculpas foi coisa que não faltou nas últimas duas temporadas. Se as repetirmos esta época não será nada de novo. O que aí virá é sempre uma incógnita, mas esse tom pessimista é um pouco exagerado para quem, afinal, ganhou os jogos todos até ao momento.

Miguel Dias disse...

A 2ª parte foi demasiado má, e existe muita coisa a corrigir e muito para melhorar. Embora existam condicionantes que explicam a 2ª parte: os jogadores seleccionados chegaram em cima da hora, alguns cansados, havendo pouco tempo de treino da equipa para preparar o jogo e depois do intervalo já começaram a pensar na estreia da Champions e a pouparem-se para tal.

DC disse...

A sua capacidade de compreensão dos meus comentários parece que está ao nível da sua compreensão do jogo.
E mais não preciso de dizer, porque não há mais nada que me mereça resposta.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Há algo de que tenho genuina saudade do Robson (e do espirito do Robson no 1º ano do Mourinho). Equipas que querem golear quando se sentem realmente superiores.

Lembro-me de "n" jogos a ganhar por dois e três golos e o Robson quase histérico quando alguém abrandava o ritmo, sempre a exigir que fossem para cima deles. Muitas goleadas, em casa e fora, conseguimos graças a essa atitude e não estou em crer que tenha sido por elas que nas provas europeias não estivemos tão bem em 1995 (em 94 tivemos uma performance relativamente boa, com azar e 93 foi o ano da meia-final em Barcelona).

Esse espirito teve-o também o Mourinho em 2003. E depois, puff, desapareceu.
Não voltei a ver essa atitude por parte de um treinador, nem mesmo o AVB em muitos jogos. E não entendo porquê. Como o Zé Correia disse, e muito bem, há muitas equipas que jogam terça e quarta-feira que golearam e jogaram de uma forma muito mais intensa com rivais muito mais exigentes que os nossos.

É desta auto-complacência de que falo quando há dias escrevi sobre o mal que é para nós jogar na Liga Sagres quando depois queremos mudar o chip para as provas europeias!

Joao Goncalves disse...

Concordo plenamente ctg Miguel.

Não sei se os jogadores começar a sentir as pernas "pesadas" ou o medo de entrar aos lances por se lesionarem ou a questão mental que se "correrem muito depois não aguentam na Quarta", mas que é um facto recorrente no Porto é e não depende dos treinadores... parece uma coisa que passe de balneário para balneário... algo esquisito...

Contudo e como joguei futebol muitos anos, e já passei por algumas coisas destas, sei que mentalmente a equipa se tem um adversário acessível e está a ser derrotado confortavelmente, parece que existe um natural abrandamento para evitar a fadiga e contacto, sem que nada justifique isso... na minha carreira e como era defesa, senti isso várias vezes e por vezes a ganhar por 2 ou 3 de vantagem a adversários fracos, a equipa adversária começar a pressionar mais a nossa defesa, obrigando os defesas a tarefa mais apertada e mais sprints, tudo porque o meio-campo desligava... e depois, à bom português, havia berros de meia-noite com os colegas do meio campo e da frente, coisa que no Porto não vejo... é tudo demasiado pacifico... seja isso bom ou mau é claro.

DC disse...

ahahaha parece que o argumento destes iluminados este ano vai ser "este ano o espectáculo está mau mas no ano passado estava ainda pior".

Há quem não tenha coluna vertebral mesmo.

José Correia disse...

João (não sei se este é o seu nome verdadeiro, mas isso também não interessa), muito obrigado por ter andado à procura de um jogo da época passada (em que o FC Porto era treinado pelo "tenebroso" Vítor Pereira...) e ter colocado no seu comentário o link para esse jogo.

Para começar, foi muito engraçado reler o que o João e outros anti-VP escreveram nos comentários desse artigo. É uma leitura que recomendo...

Depois, também é interessante comparar as estatísticas que O JOGO apresentou desse FC Porto x V. Setúbal e compará-las com as estatísticas deste FC Porto x Gil Vicente.

No tão criticado (pelo João e não só) FC Porto x Vitória Setúbal da época passada, o FC Porto fez 15 remates e conquistou 10 cantos, enquanto que neste FC Porto x Gil Vicente, o FC Porto fez 13 remates e conquistou 2 cantos!

Ou seja, comparando os dados estatísticos (posse de bola, remates, ocasiões de golo, cantos), o FC Porto, contra o Gil Vicente, esteve pior em todos os indicadores comparativamente com o desempenho no FC Porto x Vitória Setúbal da época passada.

Obrigado João, por ter ido buscar este artigo. Eu não teria feito melhor comparação...

DC disse...

Houve quem se fartasse de arranjar desculpas para 1 derrota em 60 jogos. Nisso tenho que me confessar.
Estranho é que ganhar os jogos todos este ano seja tão melhor do que não perder nenhum no ano passado.

Espero sinceramente ganhar tudo este ano, agora espanta-me a falta de coerência de alguns. Eu nunca pedi espectáculo, pedi sempre sim, uma grande equipa e uma equipa competente. Tínhamos isso no ano passado e espero que este ano também tenhamos. Agora a outros, pelos vistos, o que interessava era a forma como o homem que estava no banco aparava a barba.

E só enumero alguns pontos para já (que a mim não me incomodam mas no ano passado incomodavam muitos iluminados):
- Iturbe - a culpa era do VP e afinal já foi de vela
- Kelvin - a culpa era do VP e afinal nem é convocado
- Só usar um avançado - a culpa era do VP e afinal o Ghilas não calça
- Varela - a culpa era do VP e afinal é um indiscutível sempre que apto fisicamente
- Equipa a descansar com bola depois do jogo resolvido - a culpa era do VP e afinal o PF também o faz e muito (mas, e esperemos que seja só para já, fá-lo falhando muitos mais passes, com muito menos segurança na posse de bola e muito mais lances de perigo permitidos ao adversário).

Sublinho que espero que tudo corra bem ao PF, mas sublinho também a enorme lata destes iluminados que duma época para a outra mudam completamente o discurso. O VP devia dever-lhes dinheiro ou qualquer coisa do género.

Hulk disse...

Fogo, jogamos com o G. Vicente que na passada jornada viu 2 jogares expulsos. No próximo fim-de-semana vamos jogar com o Estoril que ontem também acabou com 9... Nada mau, dado que eles jogam 5ª-feira, temos de os apanhar desgastados e vencer facilmente na amoreira...

Anónimo disse...

Ainda não percebi porque é que os lampiões têm que se disfarçar para vir cá comentar. Eles no fundo gostam de se disfarçar de portistas, deve ser o mais perto que conseguem estar de se sentir tri-campeões.

João disse...

Conclusão

15 remates, 10 cantos (wow, cantos!), jogo resolvido aos 87 - oitenta e sete - 87 minutos.
«Jogamos tanto à bola!»

13 remates, 2 cantos, jogo resolvido aos 27 minutos.
«Assim não vamos lá!»

Não tente virar o bico ao prego e fazer isto sobre o Vítor Pereira, só porque a conversa não lhe convém. É sobre o José e, se tanto, sobre o ACTUAL treinador do Futebol Clube do Porto.

Duarte disse...

Em resposta aos seus comentários, começo por lhe dizer que, para mim, não há épocas fabulosas ou medíocres quando apenas estão disputados 5 jogos. Agora isto para o DC deveria estar tudo na paz dos anjos. Ganhamos os jogos todos e até há algumas coisas, como bem referiu, em que continuamos iguais ao que fomos recentemente. Tanto desconforto e apreensão para quê e por quê?

Houve, de facto, quem se fartasse de arranjar desculpas para a eliminação num grupo medíocre da Champions em 2011/2012, para uma vergonhosa noite em Málaga, que nos devia ter valido a passagem aos quartos de final, para uma desvalorização de activos galopante (já sei, na altura os jogadores estavam todos contrariados, agora é porque o sistema de jogo é desajustado às suas capacidades), etc. Mas algumas dessas pessoas que tinham um cardápio infindável de justificações para os desaires, parece que passaram a ver as coisas por outro prisma e então agora é tudo, ou quase tudo, ao contrário. Eu continuo igual, descanse, mas à minha pessoa já chegarei.

Depois, é extraordinário que o DC venha falar em coerência e em coluna vertebral, quando no passado não se preocupava nada com a qualidade exibicional e agora, pelos vistos, se preocupa. É, no mínimo, irónico também que diga que o jogo de sábado foi o pior desde os tempos de Jesualdo, quando na última época tivemos jogos como aqueles a que aludi num comentário acima, em que a nota artística foi zero. Mas mais uma vez, agora a qualidade do futebol é importantíssima.

E descanse, pela minha parte não mudei. Se quer saber o que penso, é só ter pachorra para ler o meu comentário de ontem às 16:02. Está tudo lá. Tudo aquilo que penso e que já pensava dantes e o que está lá escrito é, em traços gerais, rigorosamente o mesmo que havia dito a seguir ao jogo com o Estoril da passada temporada: jogo entediante, falta de respeito pelos adeptos e argumentos falaciosos para desculpar uma péssima noite de futebol. Mas eu poupo-lhe tempo e passo a citar-me: "jogos como o de ontem são sempre abomináveis, sempre".

Isto chega ou quer uma declaração de interesses? Pois bem, eu faço-a: se este ano não apresentarmos, grosso modo, um nível exibicional melhor do que há dois anos, para mim é uma desilusão. Em termos de objectivos resultadistas a atingir (que continuam a ser os mais importantes, seja qual for o treinador), também continua tudo na mesma: vitória no campeonato e oitavos de final da Champions(ou quartos, dependendo do adversário dos oitavos).

Ah e não precisa de repetir que quer que corra tudo bem ao Porto e ao Paulo Fonseca. Eu sei que quer e em momento algum duvidarei disso. Eu também quis, quero e quererei que ganhemos tudo e mais alguma coisa, independentemente do treinador.

Um abraço!

José Correia disse...

Pelos vistos o João já está arrependido de ter falado em estatísticas e, pior, de ter ido buscar o exemplo do FC Porto x Vitória Setúbal da época passada...

Pegando no seu exemplo, já disse mas repito: TODOS os dados estatísticos relevantes (posse de bola, remates, ocasiões de golo, cantos) da equipa do FC Porto contra o Gil Vicente são PIORES comparativamente com o desempenho do FC Porto do "incompetente" Vítor Pereira contra o Vitória Setúbal no jogo da época passada.

Mais. Relativamente aos indicadores da equipa adversária (remates, ocasiões de golo, cantos), também o Gil Vicente no jogo do último domingo esteve melhor que o Vitória Setúbal na época passada, o que, convenhamos, não abona nada em favor do desempenho defensivo do FC Porto.

Para a próxima que quiser falar em estatísticas, recomendo-lhe que escolha melhor os exemplos.

José Correia disse...

É sobre o José e, se tanto, sobre o ACTUAL treinador do Futebol Clube do Porto

Você anda muito confuso.
Conforme é fácil de ver, esta discussão foi iniciada por si, é sobre o João (que não faço ideia quem seja) e sobre a sua obsessão em continuar a trazer para a conversa o EX treinador do Futebol Clube do Porto, mesmo quando, como é o caso, o artigo publicado não faz a mínima referência ao Vítor Pereira.

DC disse...

É impressionante a sua dificuldade de compreensão.
Onde é que eu disse que me preocupava a qualidade exibicional?
Disse sim, que aos que no ano passado estavam preocupados, esta época devia estar a agradar muito. Ou seja, ironizei com os que andaram 2 épocas a pedir novo treinador e agora vão ter provavelmente que levar com a maioria das coisas que lhes serviam como arma de arremesso no passado. Acho irónico e engraçado ver, por exemplo, como vi este sábado no Dragão, já alguns dos assobiadores do ano passado a ensaiarem um assobios tímidos mas ainda receosos, não vá terem um dia que falar bem do VP.

É frustrante discutir com quem não lê ou não percebe os comentários.

A qualidade exibicional é uma treta! E é uma treta porque é completamente subjectiva. Porque eu gostei sempre da "qualidade exibicional" do Porto de VP ao contrário de outros. E gostei por uma simples razão: Era uma equipa equilibrada e competente.
E o que espero para este Porto é que também o seja. Agora, entendo que, pelo menos para já, não é. Há problemas tácticos evidentes a qualquer adepto com mais de 2 neurónios. Problemas de construção e problemas de transição defensiva evidentes. Isso sim, preocupa-me muito! Acho e espero que podem ser corrigidos com o decorrer da época mas não deixo de os assinalar enquanto os vir.

Qualidade exibicional é conversa de quem percebe muito pouco de futebol, de quem quer discutir coisas completamente abstractas porque vai para o estádio e não faz ideia do que se está a passar no campo.
A mim não me preocupa minimamente que o PF procure descansar com bola depois do 2-0. A mim o que me preocupa é a equipa não ter sabido descansar com bola. Ter tido uma dificuldade absurda em fazer 4, 5 passes seguidos, em manter uma posse de bola por vários minutos, como fazia no ano passado. Percebeu agora? Ou ainda não é desta?

Duarte disse...

Se quer entrar pelas ofensas perde o seu tempo porque não me vou rebaixar ao seu nível. Não me lembro de questionar o seu QI e a sua "cultura futebolística".

A qualidade exibicional não é uma treta, para mim não é uma treta. É possível jogar-se melhor do que naquela segunda parte e em tantas outras segundas partes de outras épocas. Não é preciso sempre um futebol avassalador, mas há várias formas de se jogar equilibradamente e criar mais oportunidades de golo sem termos de levar com uma seca do princípio ao fim. Bastava que a toada do primeiro tempo se mantivesse. Não foi deslumbrante, mas foi disputado a bom ritmo.

Outra coisa é tomar-se um jogo por aquilo que se acha que será a época toda. Se quer que lhe fale em jogos onde houve muitos desequilíbrios no último ano em igual período, também lhe posso arranjar (bastava recordar o Olhanense-Porto). Mas mais uma vez, repito: se a época toda for marcada por jogos como o último, para mim é uma desilusão.

E, claro, tudo o resto ficou sem resposta, como eu já esperava.

Duarte disse...

PS: Além de que, ainda a propósito do jogo de ontem, não estive a contar a quantidade de passes certos/errados que tivemos. Mas não me interessa grandemente que tenhamos falhado/acertado muitos passes para o lado. Preocupar-me-ia se o adversário conseguisse, por via disso, incomodar muito o Helton. Ora, em 90 minutos, assim de repente, conto apenas duas oportunidades de golo para o Gil.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Por um lado é entendível mas como vejo comportamentos diametralmente opostos noutras equipas (de outras realidades) e sei como eram os dias do primeiro Mourinho e do Robson, pergunto-me o que lhes passa realmente pela cabeça.

Nós não precisamos de vencer por 5-0 todas as semanas para provar que temos direito a nota artistica, mas também não merecemos que aos 2-0 desliguem do jogo e ponham o automático!

DC disse...

Ofensas? Eu fiz observações genéricas, se a carapuça lhe serviu o problema é seu.

Quanto ao que respondi, respondo ao pouco que acho que vale a pena. Se lhe fosse a responder a tudo, tendo em conta a forma completamente errada como interpreta a maior parte dos meus comentários e as generalizações aberrantes que faz, não faria outra coisa senão repetir-me e perder tempo.

DC disse...

O seu problema é mesmo esse. È que analisa um jogo pelas oportunidades do Gil, do poderoso Gil. Já eu imaginei aquelas perdas de bola do Fernando ou o espaço nas costas do Alex Sandro nos pés do Villa ou do Hulk e fiquei muito preocupado.
A culpa deve ser minha, lá está, por gostar duma equipa equilibrada, para dominar equipas bem maiores do que as do nosso campeonato. Mas isso não tem "qualidade exibicional", lindo é rematar e atacar muito e com os jogadores todos se possível.

Duarte disse...

"Quanto ao que respondi, respondo ao pouco que acho que vale a pena. "

Respondeu ao pouco em que tinha argumentos para responder. Se me fosse a responder a tudo enterrava-se cada vez mais e mais naquilo de que acusa os outros: incoerência (que no seu caso é tão gritante e despudorada que não aguentei e tive de replicar, se não nem perdia tempo).

"O seu problema é mesmo esse. È que analisa um jogo pelas oportunidades do Gil, do poderoso Gil."

Não, o problema é que o DC vive das imaginações porque lhe dá jeito. Porque, no ano passado, quando a poderosa Olhanense nos marcou dois golos e andamos até ao último suspiro de coração nas mãos, já não andou preocupado com o que seria o futuro. Nem quando o fabuloso Dinamo de Zagreb andou a rondar a nossa baliza, dispondo de ocasiões soberanas de golo que dariam a igualdade, ficou aterrado com a possibilidade de sermos eliminados da fase de grupos da Champions pelo segundo ano consecutivo. Aí estava tudo bem, aí não havia desequilíbrios. E isto contando apenas com o último ano porque, se fosse mais atrás, teria de falar do equilíbrio soberbo dos jogos com o Apoel, que devem ter batido aos pontos esta nossa partida com o Gil Vicente, já que o DC não se lembra "duma exibição tão má no Dragão, nem no tempo do Jesualdo (e o resultado para esta apreciação não me interessa para nada)".

Eu também gosto de equilíbrios, mas os meus equilíbrios traduzem-se por cinco vitórias em cinco jogos, por um golo sofrido em cinco jogos (menos dois do que na época transacta) e por mais dois pontos do que no ano passado. A isto quero uma qualidade exibicional que tenha mais a ver com o jogo da segunda jornada do que com o da última. Os equilíbrios de alguns fundamentalistas que por aí andam e que pouco percebem de futebol (não pense que isto é para si, por favor, são só observações genéricas) são pura má-fé, baseada na adoração pelo ex-treinador e que, por inerência, os faz desdenhar do presente técnico, que se chama Paulo Fonseca, mas que se podia chamar Vítor Baía. E, portanto, para si jogos como os de sábado passado serão sempre muito desequilibrados. Já encontros da última temporada como com a Olhanense (duas vezes), Estoril (duas vezes), Gil Vicente em Barcelos, ou Rio Ave em Vila do Conde (este então foi o paradigma do equilíbrio) serão sempre disputados de forma extremamente competente e equilibrada.

João disse...

E o José continua a tentar fazer de mim parvo. Mas que "incompetente"? Onde é que eu chamei alguma coisa ao Vítor Pereira? Disse que a sua coerência tinha seguido para as Arábias com ele. Só. Mas sobre isso o José não quer falar, não é?

Todos os indicadores mostram que atacamos mais num jogo que resolvemos aos 87' do que noutro que estava despachado aos 27'!?!?!??!? Não posso! E os 3 remates que fizemos a mais nesses 60 minutos!? Que fartura, ah!

Oh José, tenha dó.

João disse...

Eu valorizo quando se dão ao trabalho de escolher um nome que disfarce a coisa.

Se o ridículo matasse...

Oh incrível, podes estar tranquilo. As expulsões foram todas limpinhas, limpinhas.

José Correia disse...

Eu também gosto de equilíbrios, mas os meus equilíbrios traduzem-se por cinco vitórias em cinco jogos, por um golo sofrido em cinco jogos (menos dois do que na época transacta) e por mais dois pontos do que no ano passado.

Duarte, sem entrar na interessante discussão dos equilíbrios, como é que alguém que escreve uma coisa destas, não é capaz de valorizar convenientemente os seguintes factos:

- nas últimas duas épocas, o FC Porto ganhou dois campeonatos, tendo de superar o slb mais competente dos últimos 20 anos;

- em 60 jogos para o campeonato, o FC Porto sofreu apenas uma derrota (e toda a gente sabe, portistas e não só, em que circunstâncias);

- na época passada, apesar dos 5 penalties falhados, o FC Porto chegou ao final do campeonato com 70 golos marcados, o que dá uma média de 2,33 golos por jogo (esta época, nos 4 jogos já disputados, a média é de 2,25 golos por jogo).

DC disse...

O José apresenta factos, leva já com aquela da "qualidade exibicional". :)

DC disse...

"Respondeu ao pouco em que tinha argumentos para responder. Se me fosse a responder a tudo enterrava-se cada vez mais e mais naquilo de que acusa os outros: incoerência (que no seu caso é tão gritante e despudorada que não aguentei e tive de replicar, se não nem perdia tempo)."

Diz disparates destes e ainda quer que lhe responda, enfim... Quem não sabe discutir, reduz-se a isto.

"Nem quando o fabuloso Dinamo de Zagreb andou a rondar a nossa baliza, dispondo de ocasiões soberanas de golo que dariam a igualdade"

Agora temos casos de alucinação também...

""duma exibição tão má no Dragão, nem no tempo do Jesualdo (e o resultado para esta apreciação não me interessa para nada)""

Nao, não me lembro. E a exibição no Chipre foi má, sim. Agora o Dragão não fica no Chipre, sabia? Temos problemas ao nível da localização também?

"que pouco percebem de futebol (não pense que isto é para si, por favor, são só observações genéricas)"

Por favor Duarte, esteja à vontade. Acredite que vindo de si é dos maiores elogios que me pode fazer. Se algum dia começar a interpretar o jogo de uma forma que o Duarte ache competente, deixo de o comentar de vez.

"desdenhar do presente técnico, que se chama Paulo Fonseca, mas que se podia chamar Vítor Baía"

Vítor Baía não, que a alergia do ano passado podia ser só ao Vítor.

"E, portanto, para si jogos como os de sábado passado serão sempre muito desequilibrados. Já encontros da última temporada como com a Olhanense (duas vezes), Estoril (duas vezes), Gil Vicente em Barcelos, ou Rio Ave em Vila do Conde (este então foi o paradigma do equilíbrio) serão sempre disputados de forma extremamente competente e equilibrada."

E esta frase resume a sua capacidade de argumentação. Ir buscar os jogos em que o Porto falhou para o campeonato no ano passado (e foram tantos) e usá-los como amostra comparativa. O Duarte é um génio estatístico, um génio futebolístico e um génio da argumentação. Parabéns!



Duarte disse...

José Correia, a mim não me vê nem verá a desvalorizar nenhum título conquistado pelo FCP. Todos me encheram de alegria e qualquer treinador que para eles tenha contribuído merece todo o respeito. No caso dos últimos dois campeonatos ganhos, não retirarei nem um bocadinho do mérito que cabe a Vítor Pereira.

De resto, posso gostar mais de um estilo do que de outro e é (só) neste capítulo que estamos em desacordo. Não gostava do futebol com que, na maior parte das vezes, fomos brindados nas últimas duas temporadas. De facto, o feito de apenas ter tido uma derrota em dois campeonatos está lá e ninguém o poderá apagar, mas eu posso ser apreciador de outro tipo de jogo que produza resultados práticos similares.

Ao mesmo tempo, a eliminação na fase de grupos da Champions em 2011/2012 foi uma realidade e, no ano seguinte, a derrota frente a um Málaga que podíamos ter eliminado também. Eu não digo é que o bom (os dois campeonatos merecidamente conquistados) foram obra do treinador e o mau foi culpa do Antero e dos jogadores.

Mas o que VP fez de bom e de mau está feito, é passado. Onde eu quero entrar é que me parecem despropositados alguns comentários irados contra o Paulo Fonseca (não me parece, sem qualquer ponta de falsidade, que seja o seu caso e de outros adeptos de VP), apontando-lhe as mesmíssimas coisas que antes eram desculpabilizadas em VP. E exibições como as do último jogo, tivemo-las por diversas ocasiões com Vítor Pereira. Eu não gosto delas, independentemente do treinador se chamar Vítor, Paulo ou José Mourinho. É só isto.

Para rematar, como disse anteriormente, para mim não há grandes ou más épocas com cinco jogos. Contudo, se é para fazer já comparações com a última temporada, pois que se façam e aí, em igual período, temos os mesmos golos marcados, menos sofridos, mais dois pontos conquistados e a liderança isolada. Não me parece mau e, muito menos, justificativo de um discurso quase catastrofista da parte de alguns. Isto com a ressalva de que, pessoalmente, espero que jogos como o de sábado não façam tantas vezes parte do nosso repertório exibicional. Mais uma vez, fosse VP o treinador e diria exactamente o mesmo.

Duarte disse...

"Diz disparates destes e ainda quer que lhe responda, enfim... Quem não sabe discutir, reduz-se a isto."

Respondi quase no mesmo tom com que se dirigiu a mim. Não consegui responder da mesma moeda porque, mesmo que me esforçasse muito, acredite que não teria capacidade para descer ao seu nível. My fault.

"Agora temos casos de alucinação também..."

Temos um caso de alucinação? Então reveja o jogo, reveja a segunda parte e veja lá as oportunidades que o Zagreb teve à frente da baliza, num encontro que foi tranquilizado com o golo do Defour.

"Nao, não me lembro. E a exibição no Chipre foi má, sim. Agora o Dragão não fica no Chipre, sabia? Temos problemas ao nível da localização também?"

Ponto 1: Não se lembra porque, como já lhe disse, houve uma série de jogos no Dragão da época passada que só divergiram daquele que disputamos no domingo porque o treinador era outro. Algo que para as suas análises, como também já demonstrei à saciedade, faz toda a diferença.

Ponto 2: A exibição no Chipre com o Apoel foi péssima, a exibição no Dragão com o Apoel foi péssima também. Houve dois jogos, sabe? Peço desculpa pela imprecisão ao ter usado o plural, mas pelo menos houve um jogo no Dragão que, efectivamente, foi muito mau.

"Por favor Duarte, esteja à vontade. Acredite que vindo de si é dos maiores elogios que me pode fazer. Se algum dia começar a interpretar o jogo de uma forma que o Duarte ache competente, deixo de o comentar de vez."

Remeto-lhe para o meu primeiro parágrafo.

"Vítor Baía não, que a alergia do ano passado podia ser só ao Vítor."

Já a sua alergia é ao Paulo, mas podia ser ao José, ao Joaquim, ao Manuel ou ao Vítor (desde que não fosse o Pereira). É um caso de cura difícil o seu.

"E esta frase resume a sua capacidade de argumentação. Ir buscar os jogos em que o Porto falhou para o campeonato no ano passado (e foram tantos) e usá-los como amostra comparativa. O Duarte é um génio estatístico, um génio futebolístico e um génio da argumentação. Parabéns!"

Não consegui perceber bem este seu último parágrafo, mas pronto. De qualquer forma, usei como amostra comparativa os jogos que referi porque, para quem preza tanto o equilíbrio, pelos vistos ele nem sempre foi conseguido no passado. Eu já disse que não acho um bom princípio andarmos jornada a jornada a comparar os jogos deste ano com os do último, mas mesmo que o queiramos fazer posso aludir, de novo, ao jogo com a Olhanense e aí também podemos falar de equilíbrio, ou da falta dele. Confesso, é injusto ir buscar uma lista de jogos numa época completa para contrapor com os de outra que ainda agora começou, mas o senhor também fez o mesmo.

Duarte disse...

"Nós não precisamos de vencer por 5-0 todas as semanas para provar que temos direito a nota artistica, mas também não merecemos que aos 2-0 desliguem do jogo e ponham o automático!"

Exactamente. Foi isto mesmo que eu disse a seguir ao jogo com o Estoril da última época e que defendo agora. Sem tirar nem pôr.

José Correia disse...

Duarte, eu gosto do Paulo Fonseca. Aliás, se quiser dar-se ao trabalho de reler, verá que num cenário (que já se desenhava) de não continuidade de VP, eu apontei o Paulo Fonseca ou o Marco Silva como as minhas escolhas.

O que eu não gosto é de ver, como vi contra o Vitória Setúbal ou o Gil Vicente, fragilidades defensivas clamorosas, que permitiram a equipas deste nível criar várias situações de golo (se depois as concretizam ou não, isso é outra conversa e depende da competência desses jogadores).

Eu espero que o Paulo Fonseca consiga melhorar o desempenho atacante do FC Porto, mas sem por em causa a coesão defensiva.

DC disse...

"Não consegui perceber bem este seu último parágrafo, mas pronto"

Fosse só este último parágrafo...
Mas enfim, dou por encerrada a discussão porque não nos leva a lado nenhum.

Um abraço.

Duarte disse...

"Duarte, eu gosto do Paulo Fonseca. Aliás, se quiser dar-se ao trabalho de reler, verá que num cenário (que já se desenhava) de não continuidade de VP, eu apontei o Paulo Fonseca ou o Marco Silva como as minhas escolhas."

Eu sei disso, José. Aliás, também por isso é que o excluí do grupo de pessoas que tem um partis pris contra este treinador. Há pessoas, como o José Correia, que defenderam VP e que agora fizeram críticas justas e honestas ao último jogo. Não poderei dizer o mesmo de outros para os quais o que dantes era maravilhoso, agora é problemático, e que para o que dantes era desculpado por uma teoria da conspiração qualquer, agora não tem desculpa possível.