domingo, 3 de novembro de 2013

Aposta de casino



E eis o regresso ao 4-3-3. Na pior altura possível, naquele relvado miserável.
Convém dar uma vista de olhos antes da partida, Paulo...

Mas esta é apenas mais uma de um treinador muito lento na sua acção. Sem qualquer jogo de cintura e que se nega a queimar etapas. Prefere, ao invés, juntar erros aos erros.

Demorou até ao mês de Novembro para perceber que o melhor seria regressar ao 4-3-3. Uma eternidade em futebol.
Porém, dadas as péssimas condições oferecidas pelos corredores laterais do "areal" do Restelo, mais valia ter esperado uns 4 dias mais. Quem esperou desde Agosto, bem podia esperar mais um pouco.

Mas o primeiro grande erro desta actual temporada está precisamente aí: foi criminoso não contratar um extremo que servisse o potencial enorme de Jackson Martinez. Já haviam muitos no plantel?
Não, não havia. Falo de extremos a sério. Falo de Drulovics, falo de Quaresmas. Este nosso actual "Jardel" não tem sorte nenhuma nos jogadores que actuam a seu lado. Tanto desperdício de talento...

Depois há a velha questão daquele pobre meio-campo. Questão que se arrasta há anos, para falar verdade.
Lucho, que normalmente "dá o berro" a seguir ao Natal, pelos sinais mais recentes e pelo avançar natural da idade, é bem capaz de ficar sem pernas ainda mais cedo nesta época.
Herrera, sendo ligeiramente melhor que o inofensivo Defour, parece ser mais um médio com potencialidades insuficientes para aquilo que é exigido a um jogador do FCP. Ou então, ainda anda a adaptar-se e está a fazê-lo, por exemplo, em plena...Champions League.
Qualquer que seja a verdadeira razão, ambas são críticas para um clube como o nosso.

Josué e Licá, são jovens com potencial e tiveram o azar de chegar numa altura que andamos sem rumo.
Seriam jogadores para serem integrados passo-a-passo. Infelizmente, devido à nossa actual falta de qualidade, estão já com grande responsabilidade nos ombros.

Na defesa, temos o (mau) velho Otamendi de volta. O Otamendi de há duas temporadas atrás.
O central que pode deitar tudo a perder, a qualquer momento, nas partidas mais complicadas.
A este, junta-se agora um Mangala que parece pior do que há um ano atrás. O interesse dos "tubarões" e aquela "famosa" reportagem da televisão francesa, em nada terão ajudado.

E, assim, hei-nos chegados a este nosso triste ponto actual. Onde o Futebol, com maiúscula, partiu para parte incerta.

A ideia de terminar o ciclo-Vítor Pereira estava correcta.
A sua concretização, na prática, é que deu para o torto.
Fonseca não é melhor que VP em nenhum aspecto do jogo. Perde até, e de goleada, em certos factores onde o nosso anterior técnico estava longe de ser um "expert". As substituições são o exemplo mais clamoroso.
Chega mesmo a ser ridículo, o tempo e o modo que o nosso treinador encontra para as fazer.

Fonseca, com apenas um simples ano como técnico de primeira liga, foi uma aposta meramente de casino. Um tudo ou nada que não pode ser comparado a outras apostas recentes, também elas de risco, mas em que havia já uma "escola" como garantia mínima. Fosse ela a escola-Mourinho (no caso de Villas-Boas) ou a escola-FCP (no caso de V.Pereira). Ambas escolas merecedoras de crédito.
Ora, Paulo Fonseca não tem nem uma coisa, nem outra. Tem apenas um vago (e inconsequente?) terceiro lugar para mostrar.
E, quando se aposta num casino, já se sabe: é muito perigoso continuar a jogar quando se começa a perder...

27 comentários:

DC disse...

4-3-3? O Lucho continua lá bem longe dos outros 2 médios.
Se quiser fale-se dum eventual recuo do Fernando, agora o Lucho continua perto do Jackson e o nosso meio-campo inexistente.

E Herrera, neste momento está ao nível do nosso treinador.

José Correia disse...

o primeiro grande erro desta actual temporada está precisamente aí: foi criminoso não contratar um extremo que servisse o potencial enorme de Jackson Martinez. Já haviam muitos no plantel?
Não, não havia. Falo de extremos a sério.


Luís, até posso estar de acordo que a qualidade dos extremos/alas do plantel não é famosa, mas concordarás que na época passada havia ainda menos soluções (até o Defour teve de jogar nas alas!) e isso nunca serviu de desculpa para o treinador da altura.

Mais. Apesar da lacuna que tu apontas e que, repito, na época passada era ainda pior, isso não impediu o treinador da altura de tirar partido da qualidade de Jackson Martinez, ao ponto de ele ter sido o melhor marcador do campeonato, com 26 golos (e ainda falhou 3 ou 4 penaltis).

Dragão Anónimo disse...

4-3-3? O Lucho continua a jogar quase a par do Jackson...

José Correia disse...

Herrera, sendo ligeiramente melhor que o inofensivo Defour...

Luís, depois da infantil expulsão contra o Zenit; depois do festival de passes falhados contra o sporting; e depois do que vimos Herrera fazer ontem, ao ponto de os próprios adeptos portistas o terem assobiado e aplaudido a sua tardia substituição, penso que é um bocado arriscado tu dizeres que o Herrera é melhor que o Defour.

José Correia disse...

Na defesa, temos o (mau) velho Otamendi de volta. O Otamendi de há duas temporadas atrás. (...) A este, junta-se agora um Mangala que parece pior do que há um ano atrás.

Luís, na tua opinião, por que razão é que quer o Otamendi, quer o Mangala, estão a jogar muito pior que há um ano atrás?

Carlos Santos disse...

"A ideia de terminar o ciclo-Vítor Pereira estava correcta."

Provocou-me uma valente gargalhada, confesso.

Joaquim Lima disse...

Luís Carvalho, o "Paulo Fonseca não tem nem uma coisa, nem outra. Tem apenas um vago (e inconsequente?) terceiro lugar para mostrar".

Deixe-me acrescentar: além disto tem o Jorge Mendes como empresário. Acho que não é preciso dizer mais nada do porquê de estar no Porto.

rbn disse...

Ao longo da minha vida, li várias entrevistas com craques ou jogadores acima da média do passado, e entre as variadas diferenças de estilo que lhes fizeram verdadeiros artistas da bola, existe um lugar comum entre eles:quando num jogo sentiam que estavam desinspirados, onde as coisas não corriam nada bem, procuravam "cavar" faltas perto da área adversária ou fazerem "mini-assembléias" para combinarem qualquer coisa.
E usavam a "malandragem" e a técnica acima da média para "cavarem" livres perigosíssimos à entrada da área, ou mesmo penalties.

Desde Pelé até Messi ou CR7, o jogador acima da média que joga em clube grande tenta o tempo todo descobrir uma saída que safe a equipa quando o jogo corre mal.

No FCP, que tem jogadores acima da média regiamente pagos a peso de ouro e que não tem nenhumas preocupações na vida a não ser chegarem a tempo e horas aos treinos e aos jogos, existe uma desinspiração colectiva dificil de explicar.

Com excessão da emirates cup, do zenit e do ex-porting, o que vemos é uma equipa lenta, triste, cinzenta, sem vida, se arrastando em campo.

E não vemos o que víamos antigamente, que era 3, 4, 5 jogadores na tal "mini-assembléia" a combinarem entre eles antes da cobrança de um livre.

Outro dia vi o Zico no programa do Jô Soares a dizer exatamente isso.

Dizia Zico ao Jô que várias vezes os jogos corriam muito mal, e que dizia ao(s) avançado(s) que:
"-Quando eu receber a bola, voce corre para aquele determinado sítio que eu vou arranjar um meio de fazer o lançamento e te deixar na cara do gol, pois voce ganha na corrida daquele zagueiro.Fica atento que a qualquer momento a bola chega limpinha pra voce."

E era quase sempre dito e feito.Quando Zico pela primeira vez conseguia se livrar das fortes e maldosas marcações, ou deixava o centro-avante na cara do gol ou sofria falta na entrada da área.

E este caso pode-se aplicar de diferentes maneiras nos tempos de hoje a Messi, CR7, Ibra e mesmo Neymar, que fez uma assistencia de morte ao Alex Sanchis no último jogo, fazendo a bola passar entre as pernas de dois adversários.

O FCP tem Neymar, Messi, CR7 ou Zico?Não, mas tem jogadores com classe suficiente para tirar coelhos da cartola quando a coisa estiver feia. E mesmo que estejam desinspirados, o mínimo que tem de fazer é tentar descobrir a saída que safe a equipa de um mau jogo, não é possível estarem QUASE TODOS DESINSPIRADOS HÁ 3 MESES CONSECUTIVOS.

E já são muitos maus jogos...a mais.

Deco disse...

Herrera e Defour são jogadores diferentes, Defour mais médio defensivo, Herrara mais box-to-box. Percebe-se que Paulo Fonseca queira por Herrera em campo porque é o que a equipa precisa, apesar de ter começado a época a insistir num duplo pivot defensivo. Acontece que Herrera ainda não se adaptou ao futebol português e ao FC Porto, ainda não compreende o que tem de fazer, falha muito, comete erros infantis. Precisa de tempo. Posto isto, acho que Defour devia ser titular, apesar de não dar tanto ofensivamente, é um jogador mais seguro, não falha os passes que Herrera falha e a equipa precisa dessa segurança.

Quando fala na falta de um extremo em condições concordo em absoluto. Vitinho e Bernard que foram abordados eram excelentes soluções mas acabaram por preferir o dinheiro de leste. A direção tem de assumir a responsabilidade de não ter compensado a venda de James porque Licá e Ricardo estão longe da capacidade do colombiano, Quintero idem, tudo jogadores muito jovens, ainda "por fazer".

Deco disse...

Já se esqueceu de James Rodriguez? Não é um extremo puro mas era o jogador ofensivo com mais qualidade, que fazia mais assistências, marcava golos, criava jogadas e desequilibrava o jogo em nosso favor. É o que nos falta.

Abel Pereira disse...

Como disse António Oliveira, Paulo Fonseca tem de entender que no Paços jogava para não perder, no FCP tem de jogar para ganhar.
Os responsáveis pelo clube têm de fazer ver a PF que o FCP não pode sair do Restelo sem ser com uma vitória, pelo que o treinador do FCP não pode fazer o discurso que fez a seguir ao jogo. Não pode fazer as substituições exactamente do mesmo modo que fez no Paços de Ferreira (90% entre os 87' e os 92'). Como é que é possível que, estando o jogo empatado, o treinador, aos 87', ainda não tivesse tomado todas as medidas para alterar o rumo dos acontecimentos? Neste jogo o FCP falhou redondamente, falharam todos, jogadores e equipa técnica. E isto tem de ser dito ao treinador. Fui, mais na primeira época, muito crítico em relação a Vitor Pereira. Mas essa história de depreciar o trabalho de Vitor Pereira pelo futebol que era praticado e continuar a afirmar que o FCP foi campeão sem grande mérito não me parece aceitável: O FCP perdeu apenas 12 pontos, uma marca difícil de alcançar, e foi por isso que o FCP se sagrou campeão. Por mérito próprio e jamais pelas razões que os adversários apontam e alguns portistas, injustamente perfilham. Considero más as prestações dos dois últimos anos, na CL, mas atenção! O FCP disputou a passagem à fase seguinte até ao fim do último jogo em que participou.
Saudações portistas!

José Lopes disse...

Pois, isto nao e' 4-3-3 nenhum. Sera um 4-2-4, ou 4-2-1-3, ou, a bem do rigor, um 4-1-1-1-3. Uma originalidade com alguns jogadores mais que questionaveis e um treinador que esta a caminho de ficar queimado para o resta da carreira.

José Lopes disse...

As substituicoes sao um bom exemplo, mas ainda mais alarmante, e ai o Vitor Pereira dava os miticos 15-0 ao Paulo Fonseca, e' a diferenca na idealizacao e aplicacao de um modelo de jogo, que, goste-se ou nao, dava a equipa a coisa mais basica que uma equipa vencedora tem de ter - seguranca.

José Correia disse...

O James Rodriguez não é, nem nunca foi um extremo.
Jogava numa das alas, a maior parte das vezes do lado direito, mas flectia para o centro do terreno.
Para colmatar a saída do James a SAD contratou o Quintero e já ouvi/li muitos portistas a dizer que não ficamos a perder.

José Correia disse...

A direção tem de assumir a responsabilidade de não ter compensado a venda de James

Como?
A SAD contratou o Quintero e o Josué!

Agora, que o Paulo Fonseca não seja capaz de tirar partido do plantel que tem a sua disposição, isso já é outra conversa.

Bluesky disse...

O problema deste FC PORTO resume-se simplesmente 2 pormenores; um treinador inexperiente e um plantel demasiado sul-americano para ter caracter, raça e orgulho para enfrentar as vicissitudes europeias...

José Lopes disse...

Pois, Abel, este ano parece que vamos limitar a luta pela passagem aos oitavos a quarta jornada da fase de grupos...

Fernando B. disse...

Bem observado o tema " Aposta de Casino", efectivamente André V. e Vitor P. tinham Escola nossa bem conhecida!

Adorei aquela do " Tivemos bons momentos".. na mouche...

Já agora, sabe o que se segue nos casais nao sabe?

- Vamos dar um tempo à nossa relação, vai andando...!

Tiago Silva disse...

Peço perdão ao autor do post, mas não descortino como poderá ele ter visto o Porto a jogar em 4-3-3. Aquilo ontem a partir de determinada altura da segunda parte já não era um 4-2-3-1 ou um 4-2-4, era simplesmente uma anarquia com vários jogadores perdidos e a ocuparem posiçoes diferentes. Continuam a bater na tecla de que nos falta um extremo ou um médio ou os dois, quando, na verdade, o que nos falta é um treinador. O problema não está no jogador A ou B, se bem que há ali, pelo menos, um jogador que não estou a ver que fosse titular num Braga sequer (chama-se Herrera, dizem que é médio, o que duvido pois nunca vi um médio com uma qualidade de passe pior que a de um central), o problema está no modelo de jogo que o Porto simplesmente não tem, em principios de jogo que o Porto simplesmente revela não possuir e numa flagrante incapacidade táctica de uma equipa. Metessem o Messi nesta equipa e os unicos desequilibrios que o mesmo iria criar dever-se-iam à sua qualidade individual e não colectiva. Este Porto do Paulo Fonseca é uma equipa banal que só graças à qualidade individual dos seus jogadores não acabará a época atras de Benfica e Sporting. É tudo tão mau e tão fraco que não há mesmo nada por onde se lhe pegue. Equipa desligada, sectores totalmente desconectados, equipa sem dar apoios ao portador da bola, posse de bola sofrivel, ausência de qualquer pressão colectiva sobre o adversário, centrais sem linhas de passe obrigados a jogar em profundidade, médios perdidos no imenso espaço dado à sua volta, etc... Considero uma imbecilidade comparar Vitor Pereira com este mediocre pois são polos tão distintos que não vejo qualquer ponto de contacto entre eles. Um treinador que em 2 epocas perde um jogo, que ganha um campeonato sem derrotas e com apenas 12 pontos perdidos (sendo que 4 desses pontos resultam de 2 penalties falhados em momentos decisivos do jogo), que ti ha um modelo de jogo bem definido e que lhe permitia jogar com Ismaylovs, Defours e Kelvins a extremos sem perder qualidade de jogo, que teve toda a imprensa a destacar o Porto como um mini barcelona tal a qualidade de jogo, que esmagou um Malaga forte em casa, que disputou o segundo jogo dos oitavos de final da Champions com Moutinhos e Jamez a virem de prolongadas lesoes, que ainda assim consegue disputar o jogo com menos um até ao fim e que vence o campeonato ao Benfica mais forte dos ultimos 10 anos, dominando claramente todos os confrontos com eles disputados, um treinador com esta folha de serviço pode ser comparado com este rapaz que dizem treinar o Porto??? O tal que para criar desequilibrios no sistema tactico adversario faz substituicoes aos 90 minutos??? Brincalhoes...

José Lopes disse...

E' por essas e por outras que me deram vontade de rir os elogios a equipa depois do jogo contra o Sporting, e, sobretudo, fazer-se um paralelo entre a derrota com o Zenit e a atitude da equipa, com a derrota com o Milan em 2003 antes do 4-1 ao Sporting. A historia de ganhar-se uma equipa e tal. Isso so podia acontecer se tivessemos um treinador competente e, sim, uma ou duas solucoes melhores para algumas posicoes no campo. Fazer paralelismos entre qualquer coisa que tenha a ver com a competencia do Mourinho e a do Paulo Fonseca so pode ser para rir.

Mário Faria disse...

Foi um mau jogo. Para uma equipa com aspirações, foi mau de mais. O FCP não lutou, não jogou e mostrou-se incapaz de superar um adversário do calibre da 2ª liga. Foi tão medíocre o espectáculo que os superlativos para classificar o nosso desempenho dispensam uma melhor caracterização das causas, porque tudo correu mal, a não ser o golo que, até ele, teve de merecer uma ajudinha para acontecer.
Individualmente foi uma desgraça, salvo uma outra excepção, mais pelo esforço que pela qualidade. O treinador só fez asneiras, parecia perdido. Alguns jogadores actuaram com uma displicência estranha, parecia que estavam a fazer um favor à malta.
É normal nestas circunstâncias extremar a crítica e esquecer que no mundo da bola estas coisas acontecem aos melhores. Sei disso, mas tirando o estado do relvado (uma vergonha) não encontro mais atenuantes, nomeadamente no que concerne ao desempenho da equipa.
Não quereria bater no treinador (sempre o elo mais fraco), mas como entender a forma como mexeu na equipa ? A perda de pontos, nesta circunstância pode ajudar se houver capacidade para a análise e disponibilidade para o trabalho.
Percebo que o treinador não seja demasiado hostil para com os jogadores face à má exibição, até porque poderia ser compreendido como uma forma de sacudir o capote, mas não creio que seja com uma seca de uma hora de lavagem ao cérebro que vamos emendar o que está mal. Mais suor sff, Nas duas épocas passadas vivemos situações muito semelhantes. Talvez por isso, acho que há um excesso de dramatismo e considero que ainda é cedo para uma avaliação definitiva.

Pedro ramos disse...

Pessoalmente penso que a situaçao é bastante diferente das últimas 2 épocas. Mesmo os criticos mais ferozes de VP sempre reconheceram que existia uma ideia de jogo, podiam era nao concordar com ela. VP era criticado por uma excessiva pose de bola com pouca objectividade atacante ( em linguagem comum achavam o jogo aborrecido).

Hoje poucos serao aqueles que conseguem disser qual a filosofia de jogo da equipa, qual a organizaçao e principalmente nao vêm qual o é objectivo final para qual a equipa deveria caminhar.

JON disse...

Está tudo mau, são todos os péssimos, a Direcção é uma nódoa... Já com o VP era este o discurso. Ridículo este texto, pese embora a falta de qualidade do jogo de sábado. Enfim... O adepto é mesmo uma coisa complicada!

.:GM:. disse...

"Tudo jogadores muito jovens" Se não estou em erro o James veio para o Porto com 18 anos, o Quintero veio com 20. O James não tinha experiencia de Europa, o Quintero tinha. A época passada o James jogou a primeira parte da época a bom nível, na segunda desapareceu. Compensar o quê?

Deco disse...

O James é muito melhor que Quintero ou Josué. James chegou ao FC Porto com 19 anos mas já tinha sido uma época inteira titular na argentina, mesmo assim o primeiro ano foi de adaptação e não teve muito tempo de jogo, nem sequer era um dos titulares. Na época seguinte já foi diferente, era titular marcou mais de 10 golos e fez muitas assistências. Na época passada a mesma coisa, apesar de ter feito jogos menos bons, a verdade é que marcava golos e continuou a fazer muitas assistências, desbloqueando muitos jogos. É inegável que James é um jogador acima da média.

O FC Porto precisa de um grande extremo e Quintero e Josué não são extremos sequer. São nº10 puros, a extremo não rendem nem metade. Licá é bom para suplente, Ricardo ainda não tem o nível desejado. Varela só joga bem quando quer.

Pode-se sim questionar se o 4-3-3 é o melhor esquema tático face aos jogadores disponíveis e aí acho que Paulo Fonseca devia ter mais engenho para se adaptar aos jogadores que tem, algo que ele ainda não revelou, pelo contrário.

Deco disse...

Uma coisa é o James render mais no centro, e isso até é questionável, agora não pode dizer que ele não é um extremo. Já na argentina jogava a extremo e jogava muito bem, no FC Porto idem e agora no Mónaco onde joga? A extremo. Por fletir para o meio não deixa de ser extremo, até o Di Maria faz isso no Real Madrid. O Quintero é que não é mesmo um extremo.

Já agora, quem é que o FC Porto contratou para o lugar do Hulk?

Miguel Lourenço Pereira disse...

Há uma diferença muito grande entre James e Quintero.

James cresceu no meio de um bom plantel, cresceu debaixo da proteção de Falcao e Hulk. Era a eles que se lhes exigia tudo. Varela estava na sua melhor etapa, a sua presença no onze pode ser feita de forma integrada. Quintero chegou para responder logo, sem adaptação, porque as alternativas são um Licá e um Josué e um Varela decadente.