quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Bom jogo, resultado justo !


Excelente jogo, muito bem disputado e de domínio partilhado. Entrámos bem e com uma clara superioridade sobre o Zenit, com um bloco baixo e mais na expectativa, a ver no que o jogo dava. Posse, mobilidade e boa circulação de bola foram as nossas armas; faltou um pouco mais de capacidade de ruptura e o último passe sair mais trabalhado, e não tanto com o centro como arma de recurso à falta de um pouco mais de jeito para colocar a bola junto do companheiro melhor posicionado, como aconteceu no primeiro golo, muito bem conseguido pela equipa.

Uma espécie de fatalismo acompanha a equipa e sofremos o empate, cinco minuto depois, num lance em que houve demasiadas hesitações entre Helton e Alex, e Hulk não perdoou. Apesar do golpe, mantivemo-nos por cima, mas aos poucos o Zenit mostrava-se melhor posicionado e a prometer uma segunda parte mais dinâmica.

E foi o que aconteceu. Mais subido e pressionante, e ganhando mais segundas bolas, aproximou-se muito mais da nossa baliza, e quase sempre com perigo. Otamendi fez grande penalidade – embora sem qualquer intenção de jogar a bola com a mão – que Hulk não converteu. Durante toda a segunda parte, o Zenit foi superior, criou mais perigo e veio ao de cima de forma clara que o Zenit tem um plantel mais rico que o nosso e com melhores soluções no banco.

PF demorou a fazer as substituições, mas diga-se que não dispunha de gente que garantisse não tremer naquela altura crucial em que estávamos por baixo. Na minha perspectiva, deveria recorrer a Maicon, colocar Alex na ala e Mangala na lateral. Percebo, porém, que não sendo o empate um resultado positivo, PF optasse por Licá para tentar jogar mais pelas alas, mas o jovem ainda treme muito nestes jogos de grandes decisões.

Acabámos por empatar. Não foi mau, e o jogo foi muito interessante. Gostei do FCP, apesar de não ter tido pulmão para jogar os 90 minutos em alta intensidade. Quanto às substituições, com Fernando, Defour e Lucho desgastados, é minha opinião que precisávamos de mais pulmão e músculo. Não havia disso no banco.

Laterais em ritmo altíssimo, Josué, Varela, Lucho, Defour e Fernando muito bem. Martinez esforçado, mas sem grande brilho. Otamendi tem oscilado demais e Mangala esteve regular sem deslumbrar. Ficou um pouco a ideia que não fomos capazes de gerir o tempo e a bola, no segundo tempo, mas foi sobretudo pelo mérito da reacção do Zenit.

Este jogo, deixou-me menos “abatido” pelos sinais positivos que mostrou. Apesar dos reforços contratados, considero que para a CL temos um banco frágil. No domingo há mais!

37 comentários:

José Correia disse...

deveria recorrer a Maicon, colocar Alex na ala e Mangala na lateral

Também pensei nessa possibilidade: Otamendi e Maicon como centrais, Mangala a defesa esquerdo e Alex Sandro a médio/ala esquerdo.

Outra possibilidade, seria manter a dupla de centrais, colocar Maicon a defesa direito e adiantar Danilo (que voltou a ser dos poucos jogadores com capacidade para desequilibrar e furar a defesa adversaria) a médio/ala direito.

José Correia disse...

Licá para tentar jogar mais pelas alas, mas o jovem ainda treme muito nestes jogos de grandes decisões

Já no Restelo não percebi e não gostei da entrada de Licá. Ricardo foi muito melhor.

José Correia disse...

considero que para a CL temos um banco frágil

Em condições normais, Herrera (estava castigado), Izmaylov (anda em parte incerta) e Quintero (está lesionado) seriam, teoricamente, boas alternativas à disposição de Paulo Fonseca.

Tiago Silva disse...

Respeito mas discordo da opinião do autor do post. Não consigo qualificar uma exibição como boa com base apenas no que uma equipa faz durante metade do jogo. É verdade que a primeira parte do Porto não deslustra mas também não vejo nela algo que me deixe sobremaneira entusiasmado. O Porto entrou, de facto, determinado e, devido aos russos terem jogado com as linhas mais recuadas e mais na expectativa, conseguiu controlar e dominar o jogo. No entanto, a criação em termos de organização ofensiva foi pobre, como atesta a ausência de quaisquer oportunidades de golo (para além do golo). Na segunda parte com a alteração da dinâmica do Zenit, fruto da subida das suas linhas e de uma linha pressionante na zona de construcao de jogo do Porto, só não perdemos o jogo por mero acaso. Voltaram a evidenciar-se os enormes problemas em termos de transições defensivas, passou a ser muito mais evidente o esticar / partir da equipa do Porto graças ao enorme afastamento entre os seus sectores (entre Fernando, Defour e Lucho andavam por ai uns 25/30 metros da equipa), uma total incapacidade de penetrar no ultimo terço da equipa russa e uma completa ausencia de criaçao de jogo na vertente ofensiva. Os unicos lances que nos permitiam levar a bola a entrar na area russa derivaram de movimentos dos laterais pois os médios + Lucho, não foram capazes de criar um só lance ofensivo. A equipa não pressionou, os russos geriram a posse de bola a seu bel prazer, lançando os ataques como e quando queriam, sem serem minimamente incomodados pelos jogadores do Porto. Ocasiões flagrantes de golo dos russos (jogadores isolados perante o Helton) contei 3. Não houve mais porque o critério dos russos não é do mais apurado que por ai anda, senão... Tem sido um tormento para mim assistir a esta auto destruição do Porto. Tinhamos um ADN bem definido, um modelo táctico bem trabalhado e desenvolvido e jogadores preparados e experimentados nele. Neste momento temos: 0. Acho uma certa graça àqueles que criticam quem, como eu, se farta de dar conta do que nos vai suceder com este registo de PF. Dizem, para refutar os criticos, que vamos em 1. com 3 pontos de vantagem dos outros. Pois, não deixa de ser verdade, mas mais verdade é que essa vantagem irá esfumar-se num ápice. Tivéssemos nós ido já jogar a Marítimos e Sportings, e nem nisso se iriam poder agarrar.

Jorge disse...

Saúdo o regresso do José Correia aos comentários a textos sobre a Liga dos Campeões. ;)

Nelson Barbosa disse...

Com Hulk, Falcao, Moutinho e porque não, James, nesta equipa, seriamos favoriros para passar aos oitavos, assim... sejamos realistas, só por uma conjugação extraordinária de factores lá chegariamos. Acho que esta equipa pode e deve render mais, mas concentremos os nossos esforços no nas provas internas, liga e pelo menos uma taça, preferentemente a de Portugal, e assistamos pela TV aos Barcelonas, Reais, Bayerns, PSGs e outros potentados financeiros. Não é agradável, não. Mas é a realidade.

DC disse...

Só vi a 2a parte por isso não consigo mesmo perceber onde esteve o excelente jogo, mas enfim. 2a parte foi a miséria do costume onde só fizemos 2 remates perigosos de fora da área e de resto fizemos 2 penaltis (só 1 deles marcado) e uma série de asneiras na defesa. E a construir jogo, era um buraco no meio. Digo sinceramente que não reparei no Lucho a tocar na bola na 2a parte.

Pedro Raposo disse...

Não sei que jogo você viu, mas concerteza não foi o mesmo que eu vi. A equipa esteve esforçada contudo muito nervosa principalmente após o golo sofrido (mais uma vez uma oferta da defesa). Erros defensivos em catadupa e inofensiva no ataque, deu sempre a sensação que o 2º golo a chegar seria numa bola parada ou num lance fortuito. Este Zenit é uma equipa que vive de dos lançamentos para Hulk, fechada atrás e que não consegue criar jogo em ataque continuado. Aliás viu-se na 1ª mão as dificuldades que tiveram contra 10. Claramente uma equipa ao nosso alcance, principalmente tendo em conta que já defrontamos e vencemos equipas russas em melhor forma ( CSKA por 2 vezes aqui há uns anos).
Está claro que este é o pior meio-campo do FCPorto dos ultimos tempos: Defour mais uma vez mostrou não ter nível para o nosso clube( perdi conta ao nº de passes por ele falhados), apesar de ser um jogador muito disponível é também inconsequente com a bola nos pés. Lucho sempre lutador, lê bem o jogo, mas a idade não perdoa e a indisponibilidade fisica impede-o de dar o que a equipa precisa principalmente nas 2ªs partes. Já Fernando é claro que neste sistema de duplo-pivot defensivo não rende o mesmo, perde espaço de influência e parece amarrado tacticamente (é mais que óbvio que é jogando sozinho na sua posição que o Polvo mais sobressai, só PF parece não perceber).
A defesa! O que aconteceu a esta defesa? Se bem me lembro com VP era muito dificil ao adversário chegar perto da nossa área, quanto mais marcar-nos golos. Agora somos nós a oferecer os golos e as falhas sucedem-se jogo após jogo, quer por Otamendi, quer por Mangala e mesmo quem diria por Alex Sandro!? Ou seja houve um retrocesso claro no processo defensivo. A culpa? Eu diria em parte de PF e outra dos rumores de transferências...
Jackson: que pena me dá do nosso matador, não me lembro de um FCP que servisse tão mal o avançado centro da equipa como agora. Há uma clara falta de extremos (puros) que façam em água a cabeça dos defesas adversários e que saibam ir à linha e cruzar. Varela não é esse tipo de extremo, raramente vai à linha e cruza. E Josué muito menos, o que deixa a equipa manca nas alas. Licá também não encaixa no perfil e parece-me sem nível para o 11 inicial.
Onde andam os Hulks, Quaresmas, Drulovics, Capuchos?? Falta claramente magia e imprevisibilidade nas alas.
Penso ser urgente contratar no mercado de inverno pelo menos 1 extremo de caras para titular e um 8 para o lugar que Moutinho deixou vago ( Meireles poderia regressar?).
Quanto a Juan Quintero assim que recupere tem de jogar de inicio e a 10 de preferencia. É claramente o jogador mais desiquilibrante do plantel, para não falar que é um exímio marcador de bolas paradas.

Por último o Paulo Fonseca que perceba de uma vez por todas que o FCP não é o Paços, que deixe o duplo pivot defensivo de vez , e que ponha a equipa a jogar em 4-3-3 com 2 alas puros , 1 avançado e 3 médios como sempre foi a identidade do Porto.

Saudações portistas!

Duarte disse...

A verdade é que os erros crassos que temos cometido começam a ocorrer com demasiada frequência para serem vistos isoladamente ou para que o ónus das culpas possa ser imputado a um jogador em concreto. Não é admissível que voltemos a sofrer um golo de uma forma tão ridícula.

O jogo em si foi bem disputado, concordo com o Mário. Entramos por cima e - mesmo que se possa advogar que tal se deveu também ao consentimento dos russos - exibimos uma excelente dinâmica e intensidade de jogo. Na segunda parte, eles deram a volta ao texto, o que é natural em razão dos bons jogadores de que dispõem. O empate aceita-se, é o resultado justo, num desafio que devíamos ter ganho.

As substituições, para não variar, deram-se tarde e a más horas. Mais uma vez, não consigo compreender o que se espera que um jogador faça em 5 minutos... no máximo um fogacho, se houver oportunidade para isso. Estou a falar do Ghilas, claro. E sobretudo porque estamos a falar de um jogador da qualidade do argelino, com capacidade de choque e móvel, fico estupefacto com tamanha demora de Paulo Fonseca em agir.

Agora não dependemos só de nós e a qualificação dificultou-se bastante...

José Correia disse...

Os unicos lances que nos permitiam levar a bola a entrar na area russa derivaram de movimentos dos laterais pois os médios + Lucho, não foram capazes de criar um só lance ofensivo

Danilo e Alex Sandro têm sido dos poucos jogadores a conseguir ganhar duelos no um-para-um e em provocar desequilibrios nas defesas adversárias.
Daí que talvez valesse a pena que Paulo Fonseca perdesse uns minutos a pensar num onze em que Danilo e/ou Alex Sandro jogassem na posição de médio/ala.

José Correia disse...

Com Hulk, Falcao, Moutinho e porque não, James, nesta equipa...

Como os adeptos e treinadores sabem, o normal é o FC Porto vender 2 ou 3 dos seus melhores jogadores todos os anos e, para colmatar essas saídas, contratar jogadores novos e potenciar aqueles que já tem.

Foi isso que Mourinho fez: saiu Paredes, potenciou Costinha; saiu Jorge Andrade, fez regressar Jorge Costa; saiu Postiga, contratou McCarthy.

Foi isso que o Co Adriaanse e Jesualdo Ferreira fizeram no pós-Gelsenkirchen, potenciando jogadores como Quaresma, Lucho, Lisandro, Pepe, Bruno Alves, Bosingwa, Raul Meireles, etc.

Foi isso que André Villas Boas e Vítor Pereira fizeram, após as saídas de Bruno Alves, Meireles, Falcao, Guarín ou Hulk.

É isso que se espera que Paulo Fonseca faça. Será capaz?

José Correia disse...

Se bem me lembro com VP era muito dificil ao adversário chegar perto da nossa área, quanto mais marcar-nos golos. Agora somos nós a oferecer os golos e as falhas sucedem-se jogo após jogo, quer por Otamendi, quer por Mangala e mesmo quem diria por Alex Sandro!? Ou seja houve um retrocesso claro no processo defensivo.

Isto é algo que é evidente há muitas semanas.

José Correia disse...

A verdade é que os erros crassos que temos cometido começam a ocorrer com demasiada frequência para serem vistos isoladamente ou para que o ónus das culpas possa ser imputado a um jogador em concreto

Ora bem, o Duarte está a pôr o dedo na ferida.

Rui Anjos (Dragaopentacampeao) disse...

Os erros primários estão a marcar de forma muito negativa a participação do FC Porto nas competições em geral e na CL em particular, esta época.

Desta forma é impossível aspirar a alguma coisa de boa. São pormenores que definem quem tem estofo ou não.

Como não acredito em milagres, entendo que o destino está traçado.

Um abraço

DC disse...

José, o Danilo e o Alex estão muito bem na posição em que estão. Isso era como dizer que o Dani Alves ou o Roberto Carlos deviam ter sido extremos.
Se os outros não ganham duelos individuais é porque esses duelos nunca são individuais, estão sempre com 2, 3 jogadores adversários em cima devido à falta de apoios.
Um lateral tem espaço para subir, um extremo tem muito menos.

DC disse...

Eu diria que era evidente desde a pré-época.

littbarski disse...

Se bem mem lembro, contra este mesmo Zenit (mas com Hulk do nosso lado, e não a fazer estragos do lado contrário) o Porto de Vítor Pereira fez o mesmo pontinho em dois jogos.

Noé Rocha disse...

Eu não consigo perceber a parte do bom jogo. Eu continuei a ver de novo demasiados passes errados, erros infantis na defesa. Suponho que se vai seguir mais uma hora de palestra no próximo treino ...

littbarski disse...

E sofreu mais um golo...

LC disse...

Este post só pode ser brincadeira. Treinador demasiado incompetente e equipa á imagem do mesmo!! Enfim...

Nuno Fonseca disse...

Exactamente DC. é fácil perceber que um defesa lateral ganha mais facilmente espaço porque é uma "surpresa" no ataque. enquanto um médio/ala está sujeito á marcação e tem muitas de receber bolas de costas pra baliza, passar para trás etc etc etc...
mas sem dúvida que danilo poderia ocupar uma posição no meio campo(mesmo interior) porque tem nervo para essas funções e alex sandro desempenharia com qualidade a posição médio/ala se assim fosse preciso.

Nelson Barbosa disse...

Essa é a minha grande dúvida. Para já não tenho, e parece-me que honestamente ninguém terá ainda resposta, por mim vou esperar para ver. De uma coisa tenho a certeza, ninguem me ouvirá a assobiar no Dragão, ou noutro estádio onde às vezes vou. Também não vejo nenhuma tragédia, pelo facto de não passar aos oitavos de final neste grupo, aliás, analisando friamente, o terceiro lugar no grupo é normal e lógico, nesta altura o Atlético e o Zénit são mais fortes que nós. Nós temos um historial mais rico, mas a história não ganha jogos.

Carlos Santos disse...

Caro DC,

também eu só consegui ver a segunda parte e fiquei igualmente perplexo com a afirmação do autor que fizemos um "excelente" jogo. Mesmo que a primeira parte tivesse sido ao nível de um Barcelona, o que vi na segunda parte nunca me deixaria considerar "aquilo" um bom jogo.

Eu sinceramente além de não ter visto o Lucho, também não vi o Defour na segunda parte. A certa altura, ele lá tocou na bola aos 70 e tal minutos e o comentador sai-se com um "que grande exibição de Defour hoje!".
Está bem então...

Nuno Fonseca disse...

Não me desagrada a equipa arriscar mais no ataque de forma mais aberta e ter mais problemas na defesa. são estratégias. o problema é o que o nosso ataque não funciona e as transições ataque/defesa são péssimas

MiguelP disse...

Faltou dizer que o lance da grande penalidade resultou de mais um passe absurdo do Otamendi... tantos erros sem consequências? Como é possível...
E foi muito triste ver a equipa a cair e afundar-se na segunda parte e não vermos alguma tentativa do banco para alterar as coisas. Que treinador tão pobre...

Joao Goncalves disse...

Esta equipa tem falhas já descortinadas desde a pré temporada.

- Falta de alas de qualidade e desequilibradores
- Problemas na compreensão táctica do meio-campo, que leva a equipa a constantemente estar mal posicionada para ganhar/disputar as 2º bolas.
- Menos 1 médio a ajudar a defesa.
- E a equipa não pressiona à frente em conjunto mas sim apenas 1 ou 2 peças (normalmente Lucho + Jackson a correrem feitos parvos).

Tendo em conta estes problemas, depois do que vi no Dragão contra o Zenit, que foi provavelmente o melhor jogo que fizemos, e o plantel que temos, o Porto deveria mudar para um 4-1-3-2 ou um 4-4-2 losango.

A equipa no dragão, a jogar com 1 avançado mais fixo e outro mais móvel na frente e sem alas, causou muitos mais problemas ao Zenit, do que com 11 aos outros que encontramos esta época.

Parece-me claro que se tivermos um meio campo, com Fernando sozinho, Josué na meia direita, Herrera/Defour na meia-esquerda e o Lucho no meio/10, dando as alas completamente para os laterais, sendo protegidos pelos médios interiores e tendo um Varela/Ricardo/Licá/Ghilas como 2º avançado, seremos muita mais fortes e perigosos.

A equipa precisa de se unir e trabalhar e está visto que é preciso ganharmos o meio-campo e que o Jackson é tão Ilha lá na frente que está em perigo de extinção... Faz-me lembrar a selecção de Sub-21, que estava com o mesmo problema de falta de alas de qualidade e então, pimba! 4-4-2 losango e toca a arrasar tudo o que lhes passa à frente.

DC disse...

Obrigado littbarski por esse pormenor tão importante dum acontecimento com 2 anos. Acabamos de ganhar 3 pontos na Champions à custa dele. Siga para os oitavos!

P.S. E com Iturbe ontem, hein? 15-0 no mínimo, partíamos tudo!

P. Cardoso disse...

", PF optasse por Licá para tentar jogar mais pelas alas, mas o jovem ainda treme muito nestes jogos de grandes decisões."

licá .. jovem.. tem 25 anos... não tem idade para ser considerado jovem, muito menos numa profissão de futebolista...

Tiago Silva disse...

Completamente de acordo, DC.
Danilo e Alex noutras posições não renderiam o que rendem onde jogam, para além de que o Porto não tem quaisquer substitutos.
E esse facto que referiste (falta de apoios) é um dos graves problemas que o modelo de PF veio trazer a esta equipa. Não há apoios ao portador da bola, daí que a equipa perca muito mais vezes a bola do que sucedia e, com isso, se exponha muito mais ao adversário. O Porto, no passado, quando perdia a bola, por regra, estava sempre equilibrado no sentido de recuperar rapidamente a posse. Neste momento, acontece precisamente o contrário. Daí que a defesa esteja mais exposta, sofra muito mais e se evidenciem de forma mais notória os erros defensivos.
Como não há apoios nem se oferecem linhas de passe ao portador da bola, vemos muitas vezes os centrais a arriscarem a sair a jogar e, quando não o fazem porque o adversário não o permite, a jogar bolas longas em profundidade.
Acresce que o Porto não faz qualquer pressão organizada sobre a equipa adversária.
Lucho procura muitas vezes, isoladamente, sair ao central, ocupando-se Jackson do outro. Como os médios defensivos do Porto estão muito afastados, basta os centrais (ou laterais)meterem a bola no 6 adversário que a equipa fica a ver jogar e em inferioridade numérica.
Isso contra o Sporting foi por demais evidente, daí que William Carvalho tivesse sido considerado, justamente, como um dos melhores do Sporting. Ontem, tal voltou a suceder na segunda parte.
Vimos muitas vezes os russos a ultrapassar a primeira zona de pressão e, depois, a organizarem o seu jogo sem grande oposição.
Analisando friamente este modelo de PF, na minha modesta opinião, este futebol mais vertical que o Porto pratica actualmente é completamente equívoco por várias razões: 1. as equipas do campeonato português, por norma, jogam sempre com as linhas muito recuadas contra o Porto e quando atacam, fazem-no arriscando pouco e com poucos homens, pelo que raramente se deparam com situações em que estão em desequilíbrio, não permitindo, dessa forma, que o Porto pratique essa verticalidade no seu jogo.
2. Como o Porto joga sem apoios, quando perde a bola em momentos de criação ofensiva, a equipa está, por norma, desequilibrada pois os médios defensivos estão muito recuados face à linha ofensiva. Dessa forma, sucede o que refiro em cima.
3. Para esse futebol vertical e para este modelo de PF, o Porto tinha de ter extremos que, para além de rápidos, fossem muito fortes no 1x1. Tinha ainda de ter um 10 muito criativo e forte no jogo interior. Actualmente, não temos nem uma coisa nem outra.
4. Para este modelo de PF, o primeiro construtor de jogo tem de ter uma excelente capacidade de passe, seja a curta ou média distância e tem de procurar, incessantemente, pegar no jogo logo na fase de construção. Ora, como as equipas adversárias também nos estudam, procuram, por norma, posicionar-se para que seja Fernando a assumir esse papel, (também o podem fazer com Herrera, pois esse, para mim, consegue ter mais dificuldade técnicas ao nível do passe que um central mediano da primeira liga). E como Fernando / Herrera não tem essa capacidade, a equipa começa logo por cometer erros ao nível da construção, perdendo bolas e errando passes.
Por tudo isto, ou melhor, por parecer não ver isto, é que tenho qualificado PF como um treinador incompetente (as substituições com o jogo a findar apenas corroboram essa minha percepção).
Consta-se que ele irá alterar o modelo face ao seu evidente insucesso.
Só rogo para que ele volte a colocar tudo como estava.
No dia que o fizer, tenho a certeza que a mesma equipa e os mesmo jogadores, passarão a ser outros (melhores).

Hélder disse...

Tudo muito bem dito, só faltou a parte mais importante: Falta treinador, e os jogadores só se transcendem, do pouco que aprenderam com Villas Boas.

Nuno Queiroz disse...

Não gostei do jogo. Jogamos pouco mais do que o adversário deixou. Nunca fomos capazes de o condicionar. E este Zenit é uma equipa do nosso nível embora se o Porto tivesse investido 100M€ em 2 jogadores e outro tanto em vários outros todos os adeptos exigiriam a Champions. Mas o treinador deles é pouco melhor do que o nosso e jogou no "bola para o Hulk" e defender.

Gostava de saber se o Danilo tem a obrigatoriedade de só jogar a defesa direito quando Maicon e mesmo Otamendi ou V. Garcia (Fucile não conta porque pelos vistos quis fazer uns mimos ao treinador) podem dar outras alternativas.

Outra coisa que gostava de saber é porque é que não existe um plano alternativo para se poder transformar o 4-3-3 num 4-4-2 que me parece o mais indicado para este plantel.

DC disse...

Excelente análise Tiago, concordo contigo.
Só não acredito que seja possível voltar a colocar tudo como estava. Por exemplo a tal pressão que referes, li uma entrevista do VP para uma tese de mestrado dum aluno de desporto, quando o VP era ainda treinador do Espinho, e não tens noção do detalhe e pormenor que ele refere numa simples entrevista sobre essa pressão. Ele refere questões como o melhor pé do jogador, o pressionar não necessariamente para recuperar a bola mas sim para obrigar o jogador a passar a bola para o lado que ele quer, etc. Fiquei impressionadíssimo quando li aquilo.
E se o PF não souber o que quer, com esse nível de pormenor, com esse nível de planeamenteo, por muito que queira mudar o sistema nunca o tornará devidamente competente.

José Correia disse...

Danilo e Alex noutras posições não renderiam o que rendem onde jogam

Danilo no Brasil jogava a médio ("volante", como designam no Brasil) e Alex Sandro também jogava muitas vezes a médio/ala. Alias, foi nessa posição que foi chamado e jogou na Selecção brasileira.

José Correia disse...

Parece-me evidente que a frase "com VP era muito dificil ao adversário chegar perto da nossa área, quanto mais marcar-nos golos" do Pedro Raposo, se referia ao FCP da época passada, em que, claramente, o modelo definido pelo VP evoluiu relativamente a época anterior.

O ponto alto da aplicação deste modelo foi o jogo da 1ª mão dos oitavos de final da LC, em que o Málaga não conseguiu criar uma única oportunidade de golo.

Tiago Silva disse...

DC, imagino, imagino, pois li-a em 2012:) Tal como tu, também eu fiquei siderado com a minúcia. A "entrevista" consta deste link, para quem quiser ler: http://www.tacticzone.com/entrevista-com-vitor-pereira/
O VP, de facto, quando dizia que percebia de futebol, não estava a ser fanfarrão.
Aconselho todos a lerem para ficarem com uma outra perspectiva do que é estudar e planear (parte de) um sistema de jogo.
Quando digo que basta a PF fazer com que o Porto volte aos princípios de jogo que fazem parte do seu ADN, para que a equipa e os jogadores se tornem melhores, refiro-me a jogar em 4-4-2 losango (era assim que o Porto jogava maioritariamente, pois Jamez fazia mais a posição 10 do que a de extremo), em posse e em apoios. Isto só por si melhoraria substancialmente a qualidade de jogo do Porto, tornava a equipa mais compacta e menos exposta ao erro. A qualidade individual assente numa melhor qualidade colectiva, faria o resto (pelo menos em termos internos). E se PF quisesse jogar em pressão, com rápidas e agressivas reacções à perda de bola, bastaria perguntar aos jogadores como é que eles se sentiam mais habilitados para o fazerem, que eles, de certeza, iriam dar-lhe conta de como assentava o sistema do Porto o ano passado no que a esta fase do jogo diz respeito.

Tiago Silva disse...

José Correia, eu sei que jogavam, mas entendo que, nessas posições, não marcam tanto a diferença como o fazem jogando a laterais. Por outro lado, o Porto também não tem hoje um qualquer substituto para qualquer um deles (substituto, no sentido de fazerem e oferecerem à equipa a mesma coisa).

DC disse...

Tiago, a ideia que me fica observando de fora é a de que o PF é demasiado "arrogante" para aceitar que a equipa execute ainda alguns processos do treinador anterior em vez de assumir todos os que ele implementou. Infelizmente, isso trouxe-nos estas consequências.
Já falei algumas vezes no Tito e posso usar o Tata também para dar o exemplo. Dois treinadores pouco mais que banais que seguem com um recorde impressionante de vitórias no campeonato, única e exclusivamente à custa do que sobra do modelo anteriormente implementado pelo génio que lá esteve. Chegasse o PF a Camp Nou e o Barça hoje andava a jogar com 2 trincos e o Iniesta era suplente porque não é um extremo rápido.

Já agora, dá gosto ver que houve poucos, mas ainda alguns adeptos como tu a dar um pouco de atenção ao trabalho e conhecimento do grande treinador que tínhamos.

Um abraço!