sábado, 9 de novembro de 2013

Paulo Fonseca igual a Vítor Pereira?

O jornal O JOGO, talvez o jornal que mais "atacou" e criticou as opções de Vítor Pereira nos dois anos em que o espinhense foi o treinador principal do FC Porto, publicou hoje um artigo onde compara o actual FC Porto, de Paulo Fonseca, com o FC Porto de Vítor Pereira.

É absolutamente normal comparar a evolução de uma equipa entre duas épocas seguidas (quer o treinador se mantenha ou não), analisando os aspectos em que melhorou e aqueles em que piorou.
A equipa é mais ou menos ofensiva? Ataca mais pelas alas ou pelo meio? Defende melhor? Pressiona mais à frente? Joga com as linhas mais juntas? É mais eficaz nas bolas paradas? Utiliza o mesmo modelo de jogo? Marca mais golos? Sofre menos golos? etc.

Mas não foi isso que o jornal O JOGO fez.
Para o jornal O JOGO não interessa comparar a evolução, positiva ou negativa, que a equipa do FC Porto registou da época passada (2012/13) para esta (2013/14). E, como não lhes interessa, decidiram fazer outra comparação.
Qual?
Comparar os primeiros 15 jogos oficiais (abrangendo a supertaça, o campeonato, as competições europeias e a taça de Portugal) de Paulo Fonseca e de Vítor Pereira, como treinadores principais do FC Porto.

Paulo Fonseca versus Vítor Pereira (fonte: O JOGO, 09-11-2013)

Muito haveria para dizer da "validade" desta comparação. Por exemplo, um dos "pormenores" que O JOGO se esqueceu de referir são os jogadores, equipas-tipo e planteis de ambos os períodos.

De facto, enquanto que da época passada para esta permanecem 9 jogadores da equipa-tipo, o que reforça a pertinência das comparações, se a comparação for com o inicio da época 2011/12 apenas permanecem 3 jogadores da equipa-tipo (Helton, Otamendi e Fernando).

O JOGO "esqueceu-se" de o dizer, mas eu recordo que nos primeiros 15 jogos oficiais da época 2011/12, em vez dos actuais Danilo, Mangala, Alex Sandro, Defour, Lucho ou Jackson, havia Sapunaru, Rolando, Fucile, Alvaro Pereira, Souza, Guarin, Belluschi ou Kleber.
Ou seja, comparar os 15 primeiros jogos oficiais desta época com os 15 primeiros jogos da época 2011/12 é comparar realidades muito diferentes e só se compreende quando o objectivo pretendido é chegar a determinadas conclusões ("PAULO FONSECA IGUAL A VÍTOR PEREIRA").

Já agora, por que razão é que O JOGO não se deu ao trabalho de comparar os 15 primeiros jogos oficiais desta época, com os 15 primeiros jogos da época 2002/03 (José Mourinho), 2006/07 (Jesualdo Ferreira) ou 2010/11 (André Villas-Boas)?

E, para que não fiquem duvidas do que O JOGO pretende, o destaque no meio do artigo é o seguinte: «Pereira ganhou o quinto jogo da Liga dos Campeões e, a precisar de ganhar o sexto, falhou»

Pois, Vítor Pereira falhou (só não percebo por que razão a SAD fez uma "limpeza de balneário" umas semanas depois, em Janeiro de 2012, em vez de o despachar a ele...) mas, como as vitorias de Paulo Fonseca serão as vitorias de todos os portistas (no caso de Vítor Pereira parece que houve quem engolisse uns sapos...), espero que Paulo Fonseca faça melhor, ganhando o quinto e o sexto jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões e consiga o apuramento para os oitavos de final.

De resto, ficamos à espera de mais comparações de O JOGO, a próxima já em Dezembro mas, principalmente, em Maio do próximo ano.

43 comentários:

Deco disse...

O Vítor Pereira nunca foi um jogador que me enchesse as medidas mas considero que Paulo Fonseca está a fazer um trabalho pior. Acho que conseguiu estragar o que de melhor tinha o FC Porto de Vítor Pereira, a coesão defensiva e a capacidade de dominar o jogo. Este ano os erros defensivos têm surgido em catadupa e quando a equipa está em vantagem no marcador, não consegue controlar o jogo, até dá a iniciativa à equipa contrária, isto frente a adversários de grande valia mas também contra adversário claramente mais fracos.
A aposta tática de Paulo Fonseca (jogar com dois trincos lado-a-lado) já demonstrou ter sido um fiasco completo e as substituições que ele faz, quando e quem, agravam ainda mais a minha opinião sobre ele.

Mesmo assim continuo esperançado que Paulo Fonseca aprenda com os erros e mostre melhorias. Que o FC Porto continue a vencer como tem sido hábito. Na champions pressinto que se fizermos a nossa parte nestes 2 jogos temos tudo para passar.

meirelesportuense disse...

Não entendo esta obsessão pelo Vítor Pereira...Deixem-no lá a treinar nas Arábias.O Porto agradece-lhe o seu profissionalismo e se for entendido como necessário e ele e o FCPorto, estiverem disponíveis para um entendimento, poderá vir a treinar novamente a nossa equipa.
Para já Paulo Fonseca é o treinador.

Duarte disse...

"Por exemplo, um dos "pormenores" que O JOGO se esqueceu de referir, são os jogadores, equipas-tipo e planteis de ambos os períodos."

E outro pormenor de que O Jogo se lembrou, mas de que o José Correia - com todo o respeito que sabe que tenho por si - se esqueceu foi o seguinte: talvez (digo talvez porque é apenas uma perspectiva e não uma visão infalível) seja de elementar justiça comparar o tempo de trabalho de um treinador e de outro em igual período. Eu não me esqueço que uma das atenuantes apontadas a VP, no primeiro ano, foi alguma impreparação e inexperiência, já que afinal aquela era a sua primeira vez na equipa. Pois bem, esta é também a primeira vez de PF num clube grande, com tudo o que isso implica (uma maneira de estar e de actuar interna e externamente muito próprias).

Isto levar-nos-ia se calhar a outra questão: deve o Porto continuar a apostar em treinadores que até podem atingir níveis interessantes no futuro, mas que no imediato parecem ficar aquém do que se exige a um clube da nossa dimensão? Eu já sei que haverá quem, em resposta, me apresente o nome de AVB como contrafactual, mas para mim não vale: o AVB tinha um mundo que nem PF nem VP tinham.

Ainda relativamente à ideia de cima, eu assumo que fui dos que apoiei quer a escolha de VP para treinador no primeiro ano, quer a escolha de PF agora. No entanto, fico a pensar se tal não implica que queimemos algum tempo enquanto os treinadores se vão moldando à grandeza do FCP. Mas, como disse, isto são outros quinhentos.

"Ou seja, comparar os 15 primeiros jogos oficiais desta época com os 15 primeiros jogos da época 2011/12 é comparar realidades muito diferentes e só se compreende quando o objectivo pretendido é chegar a determinadas conclusões"

Realidades diferentes, sem dúvida: uma envolvia nomes como James, Hulk, Moutinho e até Guarín (todos titulares de caras no Porto actual), a outra não contempla nenhum deles. Isto, para mim, não tem a relevância que se lhe atribui muitas vezes, mas aqueles que estão sempre a falar na saída do Falcao como diferença central para a quebra de rendimento da equipa em 2011-2012 (da defesa ao ataque) podiam ao menos parar para pensar duas vezes.

"(no caso de Vítor Pereira parece que houve quem engolisse uns sapos...)"
" Ficamos a espera de mais comparações de O JOGO, a próxima em Dezembro mas, principalmente, em Maio do próximo ano."

Isto é já uma antecipação a um cenário de derrota, certo? Ok, pela minha parte se não formos campeões (e se não passarmos a fase de grupos da Champions, já agora) será uma desilusão tanto maior porque acreditei desde início neste projecto e designadamente neste treinador. Aliás, no presente momento, esperava muito mas muito mais. Que daqui se conclua ipso facto que deixar sair VP foi um mau acto da parte do presidente, parece-me errado. Uma coisa é a decisão de afastar VP (que é discutível, claro, mas eu fui e sou a favor dela), outra prende-se com o acerto no seu substituto, coia que infelizmente está por provar.

meirelesportuense disse...

O Vítor Pereira não era adjunto do Vilas Boas?...Parece-me que esquecem esse pormenor importante, ele não entrou de rompante no Clube já lá estava e conhecia bem os mecanismos de treino, a personalidade e as qualidades de muitos dos jogadores que passou a liderar...Como o Duarte diz James, Hulk, Moutinho e até Guarin entravam de caras na equipa...Álvaro Pereira está no Inter, Rolando também, até parece que o Internazionale é uma equipa de segunda Divisão.
-Para além disso estavam cá já o Otamendi, Maicon, Fernando, Varela, Defour, Helton, Fucile e entrou Jackson.Já vou em 14 jogadores.

meirelesportuense disse...

O Vítor Pereira tinha a enorme vantagem de vir da equipa técnica anterior, conhecia bem tudo o que se passava no interior da secção de futebol do FCdoPorto e se me agradou muito na primeira pré-época que realizou, depois foi criando a ideia de ser um treinador pouco ambicioso, sem imaginação embora muito organizado.Um pouco à imagem do Prof Jesualdo.
Paulo Fonseca não teve essa oportunidade de ouro, agarrou na equipa pela raíz e está a dar os seus passos, talvez hesitantes, porventura comentendo erros crassos, muito embora também prometesse bastante na pré-época.
Se ele tiver realmente qualidade e for inteligente vai acabar por conseguir alcançar os seus objectivos...O ano passado todos tínhamos por certo a derrota no Campeonato e um lance de mera inspiração ou sorte -aos 92 minutos- mudou completamente tudo.

ℙΣ₦₮∀ ➀➈➆➄℠ disse...


a "notícia" de André Morais, em OJOGO, data de 09 de Novembro; o post do "littbarski" "dez vezes pior", no "4-4-2", data das 14h20m de 07 de Novembro de 2013.
este facto também deveria ser destacado; trata-se de um abuso, de um plágio e de uma falta de decoro total por parte de um pretenso "jornalista".

abr@ço
Miguel | Tomo II

Bluesky disse...

Vivemos num mundo de comparações onde a personalidade de cada um tem de ser a de outro?
Vitor Pereira herdou uma equipa, mesmo queixando-se não ter banco. Paulo Fonseca nem isso tem (equipa)...

Mário Faria disse...

Um treinador novo que entra numa equipa campeã, repleta de jogadores de qualidade, se pensar que o terceiro lugar que traz no bolso é um certificado de qualidade e que chega para se impor ao grupo, ainda que tenha recebido a bênção da estrutura, está lixado.
Fazer o mal de uma vez e o bem aos poucos não será muito exequível num grupo de trabalho que ganha milhões e a quem não falta emprego. Porém, teria sido prudente que o líder não enveredasse por uma gestão de recursos humanos muito próxima, bacana e cheia de diálogo, porque poderá ter deixado , em muita mente, a ideia subliminar de fraqueza e incompetência. E quando as escolhas têm de ser feitas – e nem sempre são fáceis – há sempre quem se sinta injustiçado e se ache afastado porque não é um boy do treinador. Não faço ideia se tal aconteceu, mas não me agrada que um treinador seja demasiado popular junto do grupo que lidera ou tente resolver os problemas da equipa com uma conversa de uma hora, quando a coisa corre mal.
Não gostei da forma como afastou o Kelvin da lista para a CL em detrimento de Ismaylov, mas apesar das dúvidas que tenho continuo a considerar que ainda é muito cedo para um juízo definitivo, sendo certo que o treinador é falível e que muito do insucesso do seu trabalho não raramente passa pelos erros dos atletas ou pela falta de disponibilidade dos jogadores se comprometerem com as suas orientações, nomeadamente quando se está em desacordo com as ideias do mister.
3 pontos de vantagem é um respaldo que permite gerir os momentos menos bons sem que os portistas fiquem á beira de um ataque de nervos, até porque se há mérito que deve ser concedido ao nosso presidente é a capacidade de decidir em situações complicadas e de não ceder aos impulsos da bancada.
Paulo Ferreira tem uma tarefa complicada e a margem de manobra de um treinador é quase sempre curta. O mister é sempre o mau da fita.
Por outro lado, o treinador também aprende com os erros. Também aprendi a ser um pouco mais paciente, e admito que PF possa melhorar a performance da equipa.

José Correia disse...

Não entendo esta obsessão pelo Vítor Pereira... Deixem-no lá a treinar nas Arábias.

De acordo com esta sua opinião/apelo, como interpreta o timing e conteúdo do artigo "PAULO FONSECA IGUAL A VÍTOR PEREIRA" publicado no jornal O JOGO de ontem?

Luís Vieira disse...

Começa a ser ridícula a obsessão que este blog mantém com o Vítor Pereira, como se ele tivesse sido a quinta-essência, a oitava maravilha do mundo a passar pelo FCP. É um caso patológico.

José Correia disse...

uma das atenuantes apontadas a VP, no primeiro ano, foi alguma impreparação e inexperiência

Não me lembro que isso tenha sido apontado como atenuante.

O que me lembro e bem é de duas atenuantes fortíssimas, apontadas por Vítor Pereira e, inclusivamente, reconhecidas (implicitamente) pela própria Administração da SAD:

1) A inexistência no plantel de um ponta-de-lança com o mínimo de qualidade para suprir a venda de Radamel Falcao no final do mês de Agosto de 2011 (após os primeiros 2 ou 3 jogos oficiais da temporada 2011/12);

2) Um plantel cheio de gente com vontade de sair, com a cabeça noutro lado e que criaram muitas dificuldades ao treinador (não deve ter sido por acaso que a SAD promoveu uma "limpeza de balneário" em Janeiro de 2012).

José Correia disse...

O que é patológico é indivíduos como você nem sequer repararem que este post surge como resposta a um artigo publicado no jornal O JOGO de ontem.
Passe bem.

José Correia disse...

nomes como James, Hulk, Moutinho e até Guarín (todos titulares de caras no Porto actual), a outra não contempla nenhum deles

Da mesma maneira que, após o natural período de adaptação e integração, Danilo, Mangala, Alex Sandro ou Jackson (já nem falo no Lucho) seriam titulares de caras no FC Porto do período Agosto-Dezembro de 2011.

Por isso é que eu disse que comparar os 15 primeiros jogos oficiais desta época com os 15 primeiros jogos da época 2011/12 é comparar realidades muito diferentes.

José Correia disse...

Isto é já uma antecipação a um cenário de derrota, certo?

Não.
Acho que o FC Porto tem a obrigação de ganhar em casa ao Austria de Viena, não concorda?
Da mesma maneira que, num cenário em que o Atletico Madrid jogue o 6º jogo alinhando com uma equipa com segundas escolhas, o FC Porto também tem obrigação de ir a Madrid para ganhar.

DC disse...

"ojogo" a roçar o ridículo. Ainda há muita gente que parece querer continuar a ajustar contas com VP.

Disse isto noutro blog com um post semelhante e digo-o aqui: Tito e Tata fizeram melhores resultados do que Pep Guardiola nos 15 primeiros jogos. Só demonstra o quão idiotas são estas comparações.

Duarte disse...

"Não me lembro que isso tenha sido apontado como atenuante."

Não? Eu lembro-me bem. Lembro-me dessas e de outras atenuantes que dantes valiam e agora já não valem.

"A inexistência no plantel de um ponta-de-lança com o mínimo de qualidade para suprir a venda de Radamel Falcao "

E por isto explicou-se os males todos da equipa, desde a defesa ao ataque. Eu gostava de saber quem é agora o médio de transição que apresenta o mínimo de qualidade para substituir o Moutinho.

"Da mesma maneira que, após o natural período de adaptação e integração, Danilo, Mangala, Alex Sandro ou Jackson (já nem falo no Lucho) seriam titulares de caras no FC Porto do período Agosto-Dezembro de 2011."

Não é de todo a mesma coisa. O Mangala e o Alex Sandro já estavam na equipa no período de Agosto-Dezembro de 2011. Eram jovens, mas já tinham uma tarimba mais do que suficiente para se afirmarem (ainda hei-de perceber o porquê do Rolando ter sido titular indiscutível quase até final dessa época).

Além disto, basta aliar justamente os nomes de Mangala e Alex Sandro aos outros que referi (e podia juntar-lhes o de C. Rodriguez, já que hoje em dia não temos nenhum extremo melhor do que ele) para se concluir que aquele Porto era infinitamente superior a este.

"Acho que o FC Porto tem a obrigação de ganhar em casa ao Austria de Viena, não concorda?"

Acho que o Porto tem a obrigação de passar no grupo da Champions sempre, sem subterfúgios e sem desculpas esfarrapadas. Eu não mudo a minha bitola em função dos treinadores.

Abel Pereira disse...

"afastou o Kelvin da lista para a CL em benefício de Ismaylov"
detrimento
nome masculino
prejuízo; dano
em detrimento de
em desfavor de, com prejuízo de.

Bluesky disse...

O afastamento de Kelvin terá sido obra de Paulo Fonseca?
Creio que tal como com Iturbe, existe algo politicamente incorreto que nós sócios ou simpatizantes do FC PORTO não sabemos....

Luís Vieira disse...

Descanse, não me escapou. Reitero: artigo pronta e convenientemente aproveitado para defender pela enésima vez o pobre coitado do Vítor Pereira, que na sua 1ª época como treinador principal do FCP encontrou dificuldades espinhosas que tudo explicam e que tudo justificam, e, subrepticiamente, diminuir, mais uma vez, o indesculpável Paulo Fonseca, que dispõe de muito melhores condições de sucesso do que o primeiro. O que é de mais é erro.

José Correia disse...

Subrepticios são os seus comentários.
Mas eu compreendo que, para alguns, havendo dificuldades óbvias em comparar o FC Porto actual com o FC Porto da época passada, se procurem fazer outras comparações.

José Correia disse...

Eu gostava de saber quem é agora o médio de transição que apresenta o mínimo de qualidade para substituir o Moutinho

Para substituir o Falcao, que saiu do FC Porto em finais de Agosto já com o campeonato a decorrer, havia Kléber e... Walter!

Para substituir o Moutinho, que saiu do FC Porto em Junho, há o Defour (internacional belga, já perfeitamente adaptado ao FC Porto) e Herrera (internacional mexicano, no qual a SAD investiu 8 milhões por 80% do passe), tendo ambos feito a pré-temporada.

Se acha que é a mesma coisa, nem vale a pena discutir.

José Correia disse...

O Mangala e o Alex Sandro já estavam na equipa no período de Agosto-Dezembro de 2011. Eram jovens, mas já tinham uma tarimba mais do que suficiente para se afirmarem

Acha mesmo que, com menos dois anos e acabadinhos de chegar a uma cidade, país e clube novo, o Mangala e o Alex Sandro estavam ao mesmo nível top que, por exemplo, evidenciaram na epoca passada?

Se pensa isso (o que na minha opinião não faz qualquer sentido), então por que não pensar o mesmo em relação a Herrera e Quintero nesta época?

José Correia disse...

aquele Porto era infinitamente superior a este

Infinitamente superior? Não me faça rir.

Aquele FC Porto tinha Hulk, Moutinho e James, MAS...

... tinha também vários jogadores, que tinham sido cruciais na época anterior, a quererem sair e com a cabeça noutros lados - Rolando, Alvaro Pereira, Guarín, Belluschi;

... ficou sem o Falcao em finais de Agosto e as alternativas eram Kléber e Walter;

... tinha como laterais Sapunaru e... Fucile;

... tinha como extremo/ala um jogador - Cristian Rodriguez - em conflito com a SAD e a não aceitar renovar (para sair no final da época a custo zero);

Nuno Queiroz disse...

Primeiro quero dizer que fui dos que apoiaram tanto a entrada de VP a seguir à saída estranha de AVB como a entrada de PF depois de VP NÃO TER QUERIDO RENOVAR.
Eu não consigo compreender esta fixação com o VP.

O F.C.Portoprecisa cada vez mais de um treinador que seja capaz de empolgar os adeptos e chamar gente ao estádio. A verdade é que nem VP nem PF conseguiram esse objectivo. E não me interessam comparações porque manipular números é o que há de mais fácil. A mim, e ao comum dos adeptos, o que interessa são os resultados e as exibições. Se a nível de resultados internos temos conseguido ganhar, a nível internacional é e será sempre bem mais difícil.

Sou sócio há 40 anos e já vi muitos treinadores, jogadores e até dirigentes, alguns deles fantásticos, passarem pelo nosso clube e inclusivamente falecer e a verdade é que o Porto continua aí a dar cartas internamente e às vezes a fazer uma boa época nas provas europeias. VP e PF serão apenas mais 2 treinadores que daqui a uns anos farão serão lembrados como parte da história do clube e que ajudaram a conquistar títulos. Apenas isso pois nenhum deles tem o carisma para mais do que isso.

Nos últimos 40 anos, para mim, Pedroto, Artur Jorge, ROBSON e Mourinho e num plano ligeiramente inferior André Villas-Boas e António Oliveira (a quem faltou um grande título internacional) foram treinadores que marcaram a letras de ouro a história do F.C.Porto. Os restantes foram importantes (uns mais do que outros) mas daqui a uns anos estarão praticamente esquecidos.

Pessoalmente acho que o nosso Presidente devia contratar José Mourinho para a próxima época porque esse talvez fosse o mais concensual e mesmo assim apareceriam alguns a dizer mal. Se não for possível, e já que PF tem sido uma desilusão enorme, que tal pensar em alguém com um perfil mais arrojado e com uma formação mais caseira?
NÃO, NÃO QUERO VP!

DC disse...

Mourinho? LOL
Posso pedir o Guardiola?

Nuno Queiroz disse...

Claro que podes! Ah, não se consegue, pois não?

Pois, é por isso que contratar treinadores, como jogadores, é sempre muito complicado. Os que têm créditos firmados ou são muito caros ou não querem vir por isso temos de levar com menos experientes e nem sempre resulta. É que é muito diferente treinar o Paços, o Espinho ou Santa Clara ou o Porto.

Duarte disse...

"Para substituir o Moutinho, que saiu do FC Porto em Junho, há o Defour (internacional belga, já perfeitamente adaptado ao FC Porto) e Herrera (internacional mexicano, no qual a SAD investiu 8 milhões por 80% do passe), tendo ambos feito a pré-temporada."

O Defour está perfeitamente adaptado e também já demonstrou perfeitamente que não é um Moutinho, longe disso. Com o VP durante dois anos não o foi, com o PF não está a ser. O Herrera poderá vir a ser bom, para já é um jogador a quem reconheço virtudes e também bastante imaturidade. Mas como já referi, eu não pus a tónica do que de mau houve há dois anos na falta do Falcao (até porque contávamos com Hulk, o melhor marcador de 2010/2011) e também não ponho agora na saída do Moutinho. Perder bons jogadores é algo a que estamos habituados desde muito antes da chegada de VP e PF.

"Acha mesmo que, com menos dois anos e acabadinhos de chegar a uma cidade, país e clube novo, o Mangala e o Alex Sandro estavam ao mesmo nível top que, por exemplo, evidenciaram na epoca passada?"

Não foi isso que eu disse.

"Se pensa isso (o que na minha opinião não faz qualquer sentido), então por que não pensar o mesmo em relação a Herrera e Quintero nesta época?"

Como esclareci acima, não foi exactamente isso que eu disse. O Mangala veio do Standard de Liége, já tinha jogado na Champions e era internacional pelas camadas jovens de França. O Alex Sandro chegou vindo de ganhar uma Libertadores e durante o período de Agosto-Dezembro foi convocado para a selecção brasileira. Ou seja, ambos não estavam ao nível a que estão hoje, mas também não eram uns bebés de colo.

O Quintero corresponde ao padrão do Mangala e do Alex quando cá chegaram, concordo. É internacional colombiano (numa geração de ouro para a Colômbia) e veio de um ano de Série A. O Herrera, esse, tem zero de futebol europeu e de grandes competições internacionais disputadas ao mais alto nível.

"Infinitamente superior? Não me faça rir.

Aquele FC Porto tinha Hulk, Moutinho e James, MAS...
... tinha também vários jogadores, que tinham sido cruciais na época anterior, a quererem sair e com a cabeça noutros lados - Rolando, Alvaro Pereira, Guarín, Belluschi;"

Ok, o "infinitamente" naquela minha afirmação foi um exagero. De qualquer modo, é engraçado que agora não há quem queira sair e esteja amuado. O Mangala teve uma proposta do City, andou de crista levantada na pré-época e agora tem feito várias borradas; o Jackson disse alto e bom som que queria sair, iam renovar-lhe o contrato aumentando-o consideravelmente e até agora nada, com o jogador a arrastar-se nitidamente em campo; o Defour diz que ou joga ou em Janeiro quer sair. Isto tudo já não pode servir de desculpa a este treinador, mas com o anterior situações similares serviram para justificar tudo.

"... tinha como laterais Sapunaru e... Fucile;"

Descontando o caso do Fucile, que saiu e bem em Janeiro, o Sapunaru serviu para ganhar uma Liga Europa, um campeonato e uma Taça na época anterior. Não era um génio, mas cumpria.

"... tinha como extremo/ala um jogador - Cristian Rodriguez - em conflito com a SAD e a não aceitar renovar (para sair no final da época a custo zero);"

Contratualmente o caso do Cristian é igual ao do Fernando agora, pelo que não entendo quais são as implicações para o treinador. Futebolisticamente é óbvio que o Cebola é pior extremo do que o Polvo é trinco, mas se o tivéssemos nesta altura não deixava de ser titular indiscutível ou perto disso.

(Continua)

Duarte disse...

Aquela equipa poderá não ser muito superior a esta (exagero meu no outro comentário, repito), mas para mim é melhor (e mau era que não fosse, já que estamos a falar do esqueleto que ganhou tudo no ano anterior). Os resultados estão aí, comparando com justiça o trabalho de dois treinadores em igual período de tempo. E atenção, isto não é propriamente um elogio para o PF, que podia e devia estar já a fazer melhor.

O VP precisou de um ano para formar um grupo e uma identidade, sem que mesmo assim o futebol praticado fosse uma maravilha. Eu preferia, aliás, exigia que o PF não precisasse de tanto tempo, mas infelizmente está a ir pelo mesmo caminho. O José Correia tem uma opinião diferente e eu respeito-a, como é óbvio.

José Correia disse...

O Defour está perfeitamente adaptado e também já demonstrou perfeitamente que não é um Moutinho, longe disso. Com o VP durante dois anos não o foi, com o PF não está a ser. O Herrera poderá vir a ser bom

Eu não disse, nem digo, que o Defour ou o Herrera estão ao mesmo nível do Moutinho.
O que eu digo é que o Defour está muito mais perto do nível do Moutinho, do que o Kléber ou o Walter do nível do Falcao.

Ou se preferir, por outras palavras, é muitíssimo mais fácil colmatar a saída de Moutinho recorrendo a Defour ou Herrera, do que colmatar a saída de Falcao recorrendo a Kléber ou Walter.

José Correia disse...

O Herrera, esse, tem zero de futebol europeu e de grandes competições internacionais disputadas ao mais alto nível

O Herrera é internacional mexicano e, cerca de um ano antes de chegar ao FC Porto, fez parte da equipa que ganhou a final dos jogos olímpicos ao Brasil de Alex Sandro e... Hulk.

José Correia disse...

O Mangala teve uma proposta do City, andou de crista levantada na pré-época e agora tem feito várias borradas

Borradas têm feito todos os jogadores da defesa, Helton incluído e, nesse aspecto, o Mangala nem tem sido o pior.

Mas se acha que as "borradas" do Mangala estão relacionadas com a suposta proposta do Manchester City, como explica as "borradas" do Helton, do Alex Sandro e do Otamendi?

José Correia disse...

Jackson disse alto e bom som que queria sair, iam renovar-lhe o contrato aumentando-o consideravelmente e até agora nada, com o jogador a arrastar-se nitidamente em campo

Que o Jackson não está ao mesmo nível da maior parte da época passada, estou de acordo, mas dizer que se anda a arrastar em campo é um enorme exagero.

Além disso, o não estar ao mesmo nível da época passada é algo que, infelizmente, não acontece apenas ao Jackson. É um mal que se estende a quase todos os jogadores que transitaram da época passada (as excepções são o Danilo e o Fernando), o que significa que o problema tem outras origens.

José Correia disse...

Contratualmente o caso do Cristian é igual ao do Fernando agora, pelo que não entendo quais são as implicações para o treinador

Dizer que os casos do Cristian Rodriguez e do Fernando são semelhantes, em termos de implicações no grupo de trabalho, só de quem esteve distraído ou tem fraca memória.

Vou-lhe apenas recordar um episódio que foi público.
Após ter sido expulso num jogo, no momento em que abandonava o relvado e se encaminhava para o túnel, o cebola trocou algumas palavras com Antero Henrique, deu meia volta e cresceu para o diretor-geral do FC Porto.
Já alguma vez viu o Fernando ter um comportamento destes?

José Correia disse...

O VP precisou de um ano para formar um grupo e uma identidade, sem que mesmo assim o futebol praticado fosse uma maravilha

Há uma diferença MUITO grande nos processos que conduziram o VP e o PF a treinador principal do FC Porto.

No caso do VP, a substituição do treinador foi inevitável. O treinador anterior saiu e a Administração da SAD teve de escolher um novo treinador.

No caso do PF o processo foi diferente.
O FC Porto tinha um treinador que, nas palavras do próprio Duarte, tinha formado "um grupo e uma identidade", uma equipa que praticava um bom futebol (várias vezes elogiado por jogadores e treinadores adversários) e que tinha sido bi-campeão em dois anos (no 2º ano sem derrotas e com 70 golos marcados e apenas 14 sofridos).

José Correia disse...

O José Correia tem uma opinião diferente e eu respeito-a, como é óbvio

Eu espero, sinceramente, que o Paulo Fonseca consiga fazer melhor do que fez o Vítor Pereira, algo que seria óptimo para todos os portistas.

O que eu achei mal, foi que não se tivesse feito tudo para renovar com Vítor Pereira, trocando de treinador para um outro com o handicap de não ter experiência de FC Porto, não ter experiência de clubes grandes, não ter experiência de competições europeias e não ter experiência de gerir planteis com muitos internacionais (regularmente chamados às respetivas seleções).

Mas, obviamente, também respeito quem pensa como o Duarte, de que a Administração da SAD fez muito bem em não renovar com o VP e em ter contratado um treinador com o perfil do Paulo Fonseca.

Ricardo Rocha disse...

E' normal comparar a evolucao, e' normal comparar os primeiros tempos de um treinador num clube... comparacoes, como os chapeus, ha' muitas! E dai nao vem mal ao mundo.

O que nao e' normal e' a seca que este blog esta' a ficar. Nao da' para descontrair um bocadinho? Imaginem que o Porto nao ia em primeiro, tinha levado 3 do Guimaraes para a taca e humilhado na LC.

"Aposta de casino", "Um desastre à espera de acontecer", "Deixem jogar o Caballero!", "Vitórias morais...", "Jornalista da benfica TV derrotado em Tribunal", "Volta Ricardo Costa", "Paulo Fonseca igual a Vítor Pereira?
"...

O que e' isto??

Luís Vieira disse...

Parece-me natural e legítimo comparar as primeiras épocas de dois treinadores estreantes no comando do FCP. Não vejo enormidade nenhuma nesta situação. Aliás, até pode ser pedagógico.

Duarte disse...

"Ou se preferir, por outras palavras, é muitíssimo mais fácil colmatar a saída de Moutinho recorrendo a Defour ou Herrera, do que colmatar a saída de Falcao recorrendo a Kléber ou Walter."

Concordo. Seja como for o que é pacífico é que, independentemente de cada jogador ter as suas particularidades (não há dois jogadores iguais), nenhum garante o que o João Moutinho garantia.

"O Herrera é internacional mexicano e, cerca de um ano antes de chegar ao FC Porto, fez parte da equipa que ganhou a final dos jogos olímpicos ao Brasil de Alex Sandro e... Hulk."

Tem toda a razão e tinha-me esquecido do pormenor (neste caso é um “pormaior”) da selecção olímpica. Isto talvez pela tremenda imaturidade que o Herrera ainda revela.

"como explica as "borradas" do Helton, do Alex Sandro e do Otamendi?"

As do Helton são aquelas pontuais a que já estamos habituados. Não são de agora, vêm de há oito anos e é um excelente guarda-redes na mesma. As do Otamendi e do Alex Sandro não posso explicar (apesar de também não me lembrar de nenhuma proposta para o Belluschi sair, por exemplo). Podia alegar, se quisesse seguir o raciocínio de alguns nas últimas épocas, falta de afinco dos jogadores que cometem erros tremendamente infantis (que não têm nada a ver com questões tácticas). Há dois anos tal argumento serviria de desculpa, agora não serve mais uma vez.

"Além disso, o não estar ao mesmo nível da época passada é algo que, infelizmente, não acontece apenas ao Jackson. É um mal que se estende a quase todos os jogadores que transitaram da época passada (as excepções são o Danilo e o Fernando), o que significa que o problema tem outras origens."

O facto de se arrastar em campo não quer dizer que não vá marcando. Marca porque o golo lhe corre pelas veias, mas há momentos em que se arrasta (a razão fundamental é, para mim, a mesma que já se via no ano passado, mas adiante). Agora, se vamos pela falta de produtividade dos jogadores de um ano para o outro, lá está, podíamos alegar no presente as mesmas desculpas do passado. Os casos que lhe dei até podiam funcionar como déjà vus. Mas eu estou só a analisar argumentos num espaço temporal definido, não quer dizer que partilhe deles, ou pelo menos, que concorde com a maior parte deles. Isso é outra discussão.

"Dizer que os casos do Cristian Rodriguez e do Fernando são semelhantes, em termos de implicações no grupo de trabalho, só de quem esteve distraído ou tem fraca memória.”

Bem, nenhum de nós está lá dentro para saber sempre o que se passa e a forma como os jogadores treinam. Esse caso do Cristian que referiu ocorreu em 2010/2011, com o AVB, e não em 2011/2012. Suponho que, depois disso, o jogador tenha sido devidamente repreendido e tudo tenha ficado sanado, já que este voltou a ser opção e jogou nessa mesma época até se lesionar. Da mesma maneira que VP o utilizou no período de Agosto-Dezembro de 2011, tendo o cebola correspondido com bons jogos como frente ao Barcelona e com golos decisivos como com o Marítimo e Paços de Ferreira (este último para a Taça da Liga). Aliás, mesmo depois disso, durante o ano civil de 2012, o CR10 jogou.

“O FC Porto tinha um treinador que, nas palavras do próprio Duarte, tinha formado "um grupo uma identidade", uma equipa que praticava um bom futebol”

Um grupo e uma identidade sem dúvida, quanto ao “bom futebol” estou a léguas de concordar. Em dois anos, o Porto do VP jogou bem durante um mês, o resto foi paisagem e um aborrecimento similar a alguns jogos que já tivemos este ano.

(Continua)

Duarte disse...

“O que eu achei mal, foi que não se tivesse feito tudo para renovar com Vítor Pereira, trocando de treinador para um outro com o handicap de não ter experiência de FC Porto, não ter experiência de clubes grandes, não ter experiência de competições europeias e não ter experiência de gerir planteis com muitos internacionais”

Aqui entramos noutra discussão, quanto a mim. Como disse, uma coisa é a saída do VP, outra é a escolha do seu sucessor. Pode-se concordar ou discordar de ambas, mas também é possível que se concorde com a primeira e se discorde da segunda. Pela minha parte, fui a favor da saída do VP para a entrada do PF. O eventual insucesso do Paulo Fonseca será um erro que terá de ser assumido pela SAD e por aqueles que aplaudiram a escolha (eu incluído, com as devidas diferenças de responsabilidade claro).

Um abraço.

José Correia disse...

Parece-me natural e legítimo comparar as primeiras épocas de dois treinadores estreantes no comando do FCP

Muito bem. Nesse caso, e conforme eu escrevi no post, por que razão é que O JOGO não se deu ao trabalho de comparar os 15 primeiros jogos oficiais desta época, com os 15 primeiros jogos da época 2002/03 (José Mourinho), 2006/07 (Jesualdo Ferreira) ou 2010/11 (André Villas-Boas)?

DC disse...

Só preciso que me expliquem uma coisa. Quando um jornal, um blog ou um comentador faz um artigo a fazer comparações negativas com o VP, está tudo muito bem. Quando alguém refere o VP noutra ocasião, é fanático do VP.

Alguém entende isto? Incomoda assim tanto os anti-VP que se fale dele? Estranho...

Nuno Queiroz disse...

O Porto apresentou uma proposta a VP e este não aceitou e pelo que sei nem sequer se esforçou muito. Portanto, VP NÃO QUIS RENOVAR!

Luís Vieira disse...

Embora não conheça os critérios editoriais do jornal, parece-me plausível que uma possível explicação para isso será o facto de Vítor Pereira ser o treinador que antecedeu Paulo Fonseca e, por isso, temporalmente mais próximo para efeitos de uma mera comparação estatística. Ver mais do que isso é quixotesco e, por princípio, não alinho em cabalas e teorias da conspiração.