domingo, 24 de novembro de 2013

Quem não mata...


Não houve grandes surpresas na convocatória, sabido que eram as ausências de Mangala e Gillas. Voltaram Licá, Reyes e Quintero ao lote dos escolhidos e saiu Kelvin que demora a ganhar maturidade. Os treinadores são muito importantes para definir a identidade, desenhar no papel a sua tradução e testar no treino as vias para lá chegar com proveito e qualidade. Mas, senhores treinadores não embirrem com a criatividade e a iniciativa individual, porque há riscos que vale a pena correr. E quem não arrisca …

A presença de Herrera constituiu meia surpresa. A equipa infelizmente manteve a sua identidade: muita bola, muitos cantos, remates, poucos golos e alguma inadaptabilidade quando o adversário se atreve um pouco mais e passa a ser capaz de chegar mais perto da nossa baliza, em contra ataques rápidos e apoiados. Tem sucedido, desde o primeiro jogo do campeonato. Aconteceu, ontem, com um certo afrouxamento, a partir do momento que marcámos o primeiro golo e, claramente, desde que Lucho falhou uma boa oportunidade de matar o jogo. E, mais uma vez sofremos um golo, em que Otamendi ficou mal na fotografia. Mas não só ele errou. Mateus nunca mereceu cuidados especiais, dada a sua rapidez, capacidade, influência e experiência.

Entrámos bem no jogo, tivemos 30 minutos animados e, até ao fim do primeiro tempo, fomos perdendo discernimento e presença junto da grande área adversária.  O Nacional tinha ultrapassado a fase difícil e a sua defesa, diga-se, esteve quase sempre bem.

Na segunda parte, reentrámos bem e marcámos. O resto, insisto, foi mais do mesmo. Os assobios e aquele falso controlo do tempo e do jogo, foram sinais evidentes que o FCP estava maduro para estremecer. E foi o que aconteceu, mais uma vez. O treinador seguiu o guião das substituições: saiu Josué e entrou Quintero, depois Varela foi trocado por Licá e já no período do tudo ou nada, tirou  Herrera e colocou Ricardo para alargar mais o jogo.
Não calhou bem e Martinez falhou um golo no fecho do tempo de jogo. Causou-me alguma estranheza o funcionamento daquele duplo pivot, porque frequentemente era Herrera que jogava mais atrasado e sempre com muita parcimónia em assumir o jogo e usar uma maior verticalidade para desequilibrar o adversário. Não creio que o mexicano possa render mais que Defour sujeito a esse espartilho táctico que não condiz  com o seu perfil e retira Fernando da zona em que é claramente mais influente.

De resto, Varela esteve mal e PF não fez as melhores opções para um controlo mais capaz do jogo, dado o empertigamento do Nacional. Herrera e Varela deveriam ter saído na mesma altura e Defour não deveria ter ficado no banco.

PF não parece ser muito arguto no momento e na escolha das substituições a introduzir na equipa. Pior só os constantes e irritante assobios dos adeptos portistas. Para rematar o comentário, só me falta acrescentar que depois deste desaire só temos que levantar a cabeça, pois a CL seque dentro de momentos.

43 comentários:

João Fernandes Pinheiro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
João Fernandes Pinheiro disse...

A falta de extremos aliado a uma certa teimosia do PF dá nisto.. Depois vêm as palestras dos dias seguintes..

Pedro Albuquerque disse...

Gostavam que me explicassem duas coisas?

1º - Será que não há nenhum blogger afecto ao FC Porto que assobie a equipa? Pelos vistos não!

2º - Assobiar quando se deve é mau? Também aplaudimos quando perdem, por isso acho que devemos assobiar quando as coisas correm mal.

Bruno Alves disse...

Falar mal do herrera neste jogo é a mesma coisa que dizer a todo mundo em voz alta que não percebe puto de futebol...o herrera permite fluir muito mais o jogo do meio campo do fcp do que o defour...o herrera terminou com mais de 80% de passes certos....

Duarte disse...

Como resultado disto tudo parece que tivemos mais uma palestra. Eu estou farto de palestras, quero é bolas lá dentro. Pode parecer uma boca simplista, de adepto irracional, mas é isto que eu sinto.

Andamos sempre em cima do Nacional, criamos ocasiões mais do que suficientes para golearmos e tal não chega sequer para fazer três pontos? Se não chega é absurdo e é preciso fazer-se algo mais do que falar. Por exemplo, aproveitar (muito) melhor a quantidade de cantos e livres laterais de que dispomos; perceber que, a partir dos 60 minutos de jogo, o Lucho pode continuar a ter rasgos de genialidade, mas Quintero e Carlos Eduardo garantem maior frescura e preponderância e que substituir El Comandante não o desprestigia, nem é nenhum insulto ao seu inatacável profissionalismo; que Kelvin em jogos como o de ontem cai às mil maravilhas porque tem sangue na guelra, quer resolver e é imprevisível; que o Alex Sandro precisa de levar um valente raspanete para ir ao sítio porque anda a dormir na forma; idem para o Jackson, que ontem não se pôde queixar de ter sido mal servido ou de falta de volume ofensivo; etc.

Dir-me-ão que jogos como este podem acontecer a qualquer um. Pois podem e quase todos os anos uma equipa grande tem encontros em que domina o seu adversário por completo e depois não consegue ganhar. Mas convenhamos que há alturas mais propícias do que outras para os "azares" e, como tenho vindo a dizer, há azares que de tantas vezes repetidos deixam pura e simplesmente de o ser.

E é basicamente isto, no meio de coisas boas que também houve, mas que agora passam despercebidas por não conseguirmos matar o jogo através de mais golos. É injusto? Se calhar é, mas o futebol foi sempre assim e mal de quem não entenda isto.

Pedro Albuquerque disse...

Vou dizer mais uma coisa, que julgo ter ouvido do Manuel José no Grande Área da RTP Informação.

Se uma táctica não está a funcionar, para que servem as substituições sem quaisquer mudanças de sistema? Refrescar?

DC disse...

Enquanto o treinador não perceber que o problema não foram as bolas que não entraram na baliza do Nacional mas sim a que entrou na nossa (e a facilidade com que isso aconteceu), vamos andar nisto.

zzzzz disse...

Vaiar a equipa durante o jogo é modo preferido dos exigentes adeptos do FC Porto "incentivar" a sua própria equipa quando as coisas não correm bem. Quanto mais assobiam, mais confiante está o adversário.

O Mário Faria tem de compreender que no Dragão é a equipa que puxa pelos adeptos e não o contrário.

José Correia disse...

O treinador seguiu o guião das substituições: saiu Josué e entrou Quintero, depois Varela foi trocado por Licá e já no período do tudo ou nada, tirou Herrera e colocou Ricardo para alargar mais o jogo

E só não entrou o Ghilas aos 85 minutos porque, devido a estar lesionado, não estava no banco de suplentes.

José Correia disse...

Varela esteve mal e PF não fez as melhores opções para um controlo mais capaz do jogo

Varela esteve absolutamente horrível mas, mesmo assim, Paulo Fonseca devia estar a gostar, porque só o substituiu ao minuto 76!

O trabalho de Paulo Fonseca como treinador do FC Porto tem sido uma desilusão e um dos aspectos piores é a leitura que faz dos jogos e o timing e modo como mexe na equipa.

José Correia disse...

aproveitar (muito) melhor a quantidade de cantos e livres laterais de que dispomos

Haverá trabalho especifico para as bolas paradas?
Se há é de muito má qualidade.

Ontem houve 4 jogadores diferentes a bater os cantos: Josué, Danilo, Varela e Quintero.

Pedro Albuquerque disse...

Vamos bater palmas? Que imagem passa isso para dentro de campo? Que está tudo bem e para continuar o "bom trabalho"?

Pedro Albuquerque disse...

"A equipa infelizmente manteve a sua identidade: muita bola, muitos cantos, remates, poucos golos e alguma inadaptabilidade quando o adversário se atreve um pouco mais e passa a ser capaz de chegar mais perto da nossa baliza, em contra ataques rápidos e apoiados. "

Mas não era assim que o FC Porto de Vítor Pereira jogava? Afinal que querem?

José Correia disse...

o Alex Sandro precisa de levar um valente raspanete para ir ao sítio porque anda a dormir na forma

Se o Alex Sandro fosse o único jogador a estar pior esta época que o nível médio que evidenciou na época passada não era mau.
E o Otamendi? E o Mangala? E o Lucho? E o Jackson?

O problema desta equipa do FC Porto é colectivo, não é individual.

José Correia disse...

De facto, o FC Porto de Vítor Pereira marcava poucos golos e sofria imensos...
No ultimo campeonato, em 30 jogos, o FC Porto sofreu 14 golos (nem sequer dá meio golo por jogo), marcou 70 golos e ainda falhou 5 penaltis.
Coisa pouca...

DC disse...

Adversários a fazer contra-ataques contra o Porto de VP? Nem sequer perto do que acontece contra este Porto. Só quem andar muito distraído pode fazer sequer essa comparação.
Há uma diferença muito grande entre ter posse de bola e ter controlo do jogo. O Porto de VP tinha a posse mas sabia porque a tinha, sabia controlar o jogo, sabia usar a bola para impedir o adversário de causar desequilíbrios. Este Porto, por muita posse que tenha estamos sempre à espera do próximo contra-ataque perigoso. Pode ter 77% de posse, mas não se sente confortável com bola por muito estranho que isso pareça.

zzzzz disse...

Não se trata de passar imagens mas sim de incentivar a equipa a prestar melhor durante o jogo, em particular quando as coisas não estão a correr bem. É nesses momentos que a atitude dos adeptos pode ajudar - ou prejudicar - a equipa.

Guarde os seus assobios para o final do jogo.

Saci Pererê disse...

Totalmente de acordo consigo.

Joaquim Lima disse...

Eu acho que os aspectos são todos péssimos. Não vejo nenhuma melhoria em nenhum aspecto em relação à época passada, nenhum!

Saci Pererê disse...

Quase que me caem os colh... quando leio que o problema do Paulo Fonseca é não ter extremos. É completamente falso. O Paulo Fonseca iniciou a temporada com Varela, Licá, Ricardo, Iturbe, Kelvin. Dispensou o Iturbe e afastou o Kelvin. O Iturbe não dá jeito? É mau? Com o Kelvin este artolas já o desmoralizou, quando o que deveria fazer era aproveitar a moral do final da temporada passada para o fazer explodir, essa treta da falta de maturidade vale para os fracos, se todos pensassem dessa forma CR7, e Quaresma nunca tinham feito nada antes dos 23 ou 24 anos, felizmente o Sporting tinha Lazlo Boloni. Mas para mim o maior erro deste tipo que se senta no nosso banco foi o de mudar o sistema do meio-campo quando foi exactamente aí que o FC Porto levou o maior rombo no mercado de transferências com a saída do elemento mais influente, o João Moutinho. Se já seria normal a equipa ressentir-se com a saída do melhor médio a jogar em Portugal e um dos 5 melhores da europa, alterando o esquema táctico e perdendo os mecanismos de jogo no meio-campo este bimbo deixou a equipa completamente desorientada. E acredito que aqui é onde se perde pontos. Falta de coordenação, principalmente na transição ataque-defesa (uma segurança que já vinha desde o tempo de Jesualdo Ferreira), passes errados nos primeiros momentos de posse de bola, perda de confiança no jogo de equipa e no treinador, tudo aliado à normal pressão que a equipa já sente quando veste aquela camisola tão especial, resultam em erros graves e inimagináveis a este nível.
Como se não fosse suficiente o FC Porto marca melhor as bolas paradas (refiro-me à execução) mas o trabalho de concretização das mesmas é tão mau como o que se faz no momento defensivo, não marcamos quase e sofremos com maior frequência.
Podem atribuir culpas à SAD por faltar este ou aquele, mas eu vi o Vitor Pereira ficar sem Falcão e sem Hulk já a temporada ia alta e fazer melhor que este rapaz, então na época Kleber foi abismal a falta de recursos, não como esta época em que os há e houve ainda mais, mas este tipo do Barreiro não quis nem soube aproveitar e decidiu quem podia ou não ficar. Os resultados estão à vista.

Duarte disse...

"Haverá trabalho especifico para as bolas paradas?"

Tem de haver, mas que é ineficaz isso é indesmentível.

"Se o Alex Sandro fosse o único jogador a estar pior esta época que o nível médio que evidenciou na época passada não era mau.
E o Otamendi? E o Mangala? E o Lucho? E o Jackson?"

O Alex Sandro está acomodado a um lugar para o qual não tem concorrência real. Aí dou de barato porque não pode ir para o banco, mas no mínimo tem de ser chamado à atenção. O Lucho deste ano não me parece em nada inferior ao do ano passado. Joga bem, joga mal, mas é titular sempre e só por mero acaso não faz os 90 minutos. Um mal que já vem de trás e que não muda. O Otamendi ontem não fez um mau jogo (pelo contrário) e teve um erro individual a 30 metros da baliza que não é compensado pelo colectivo (isto sim, foi grave). O Jackson deste ano é o mesmo que acabou a época passada, mas se não rende o que deve porque anda a fazer birra, que seja substituído ou que vá para o banco e que entre o Ghilas (neste jogo até estava lesionado, mas quando está disponível só entra perto dos descontos, o que é ridículo).

littbarski disse...

No tempo de Vítor Pereira era tudo uma maravilha. Falhas defensivas? Nunca vimos, não existiam. Havia sempre apoios. Otamendi a meter água? Nunca (vejam lá se reconhecem o rapazinho que escorregou). Golos em contra-ataque, com uma facilidade estonteante? Nunca, Jamais. É que nem cheiravam a bola.

É um mistério como é que um futebol tão evoluído teve o campeonato perdido até ao minuto 91 da penúltima jornada (ainda por cima para aquele futebol de correrias tontas que o Benfica apresentava). O domínio e o controlo dos acontecimentos era total, absoluto.

Também é claro que as quebras de rendimento de Mangala e de Jackson não têm nada que ver com o interesse de outros clubes, no defeso. Gente amuada e com a cabeça noutro lado? Isso era no tempo de Vítor Pereira. Agora, o problema é sempre colectivo. E da responsabilidade exclusiva do treinador, claro.

DC disse...

"Nem sequer perto do que acontece contra este Porto"

O "nem sequer perto" é traduzido pelo sapiente littbarski por "Nunca vimos, não existiam."

O resto do comentário dele está ao mesmo nível dessa interpretação. O nível habitual aliás, daquele que continua a batalhar contra moínhos de vento até ao dia em que irá necessariamente ter que chegar à mesma conclusão que todas as outras pessoas. Bem mais tarde, mas ele chega lá um dia.

Franco Baresi disse...

Infelizmente, verifico que todas as equipas que visitam o Dragão têm treinadores melhores que o nosso.

Vincent Vega disse...

Neste jogo a diferença teve nos bancos... No banco do nacional havia um treinador, no nosso temos um meco com patilhas.

littbarski disse...

Mais vale tarde do que nunca. Apesar de todas as evidências (que, na cabeça de vento do DC, são moinhos de Cervantes), o DC nunca há-de perceber que Vítor Pereira é um treinador mediano e que não será o insucesso de Paulo Fonseca a fazer de Vítor Pereira um grande treinador.

E, por isso, o DC há-de continuar a sonhar com o regresso de D. Sebastião e do seu modelo de jogo salvador, e a apontar lanças a todos os treinadores que tomarem o seu predestinado lugar.

E a achar que todas as pessoas (excepto eu) pensam exactamente como ele e que aplaudem de pé tudo aquilo que ele pensa e escreve por todas elas.

Nuno Fonseca disse...

as estatísticas são verdadeiras, são transparentes. todas as outras análises são subjectivas. eu sou dos que mais critico PF, mas analisando friamente este jogo o que se passou para mim foi um jogo de enorme qualidade do FCPorto. Com perosnalidade, muita posse de bola, muitos cantos, muitos remates, oportunidades de golo claras. A finalização foi péssima e por um lado foi justo esse castigo daquele empate milagroso do nacional. milagroso. o nacional não fez nada do meio campo para a frente, zero. e mesmo na defesa teve o jogo todo a fazer cortes no limite do desespero. Percebo as críticas da maior parte das pessoas porque apesar de eu achar o porto realizou um bom jogo em termos de dinâmica do inicio ao fim, não se vislumbra um trabalho de um treinador. no entanto devo relembrar aos defensores de VP que na sua época de estreia por esta altura estavamos pior e valeu a pena dar o beneficio da duvida.

DC disse...

"e a apontar lanças a todos os treinadores que tomarem o seu predestinado lugar"

Sim, eu aponto lanças a TODOS os treinadores que tomarem o lugar de VP. Porque nós já tivemos 30 treinadores depois disso... Não tem nada a ver com o facto de termos um treinador fraco, é só por causa do VP. Eu nem esperei vários jogos até tirar conclusões definitivas, eu simplesmente mal entrou PF disse que queria era o VP.

Eu não sei o que os outros pensam, felizmente vejo que neste fórum já quase todos perceberam que temos um mau treinador e que pioramos com a troca. Mas há sempre "casos especiais" de gente que continua a fazer comentários disparatados, a interpretar os meus comentários como lhes dá mais jeito, só porque o VP lhes deve dinheiro ou qualquer coisa do género.

Quanto ao treinador mediano, foram pouquíssimos os treinadores mais do que medianos que passaram pelo Porto (um dos que era considerado Special Two levou 6 secos este fim-de-semana e arrisca-se a nunca mais ganhar um troféu na carreira a continuar assim). Se um treinador mediano chega para ser bicampeão que seja. Agora treinadores maus é que me incomodam mesmo.

Pedro ramos disse...

Eu ao contrário dos 99% dos adeptos portistas gostei deste jogo e penso que este modelo (o modelo deste jogo) tem pernas para andar desde que sejam capazes de corrigir alguns erros. Compreendo que neste momento o espaço de manobra de PF seja curto fruto das suas opçoes desde o inicio da época, mas nao consigo, por exemplo comparar este jogo com o do Restelo.

Nao sei se esta equipa será ou nao capaz de evoluir correctamente mas, ao contrário do que sentia até aqui, este jogo deu-me alguma esperança que o que está mal possa ser corrigido.

Mefistófeles disse...

"O trabalho de Paulo Fonseca como treinador do FC Porto tem sido uma desilusão e um dos aspectos piores é a leitura que faz dos jogos e o timing e modo como mexe na equipa."

Esta, José Correia, se me permites assino por baixo.
É de facto o pior aspecto.

Isso, e o porreirismo com que está aureolado. Treinador para o Porto tem que ser um líder, não um companheiro. Palestras para quê ? Menos conversa e mais acção é o que se pede.
Ponham os olhos no Jardim...e já agora no Marco Silva, não é brincadeira nenhuma o que tem feito com o Estoril.

D.Liberal disse...

Não podia estar mais de acordo. A equipa da defesa para a frente é uma bagunça, com o Jackson à mama e de quem se espera faça tudo, receba, passe, remate e marque golos.

O PF não tem categoria para o nosso Porto, aliás não passará desta época. As substituições que o mesmo faz são surreais de tão erradas que são... Enfim, com este não vamos lá e nota-se que a equipa anda perdida em campo.

Tiago Silva disse...

Littbarski, sinceramente gostava de saber a tua opinião técnica acerca do modelo e da qualidade de jogo deste Porto.
Eu pessoalmente acho um erro tremendo que chegue um qualquer treinador ao Porto e que desvirtue um modelo de jogo que estava absolutamente enraizado no clube.
Pior do que isso é que adopte esse modelo por ser o seu (enquanto técnico) e que não tenha em consideração que o perfil dos jogadores que tem à sua disposição não é compatível para esse efeito.
Do meu ponto de vista estes são os 2 erros de palmatória que cometeu Paulo Fonseca e que nos vão sair muito caros (já estão a sair, com a eliminação da Champions num grupo como este).
Depois podemos discutir as virtudes e os defeitos deste modelo, mas aquelas duas premissas são fundamentais em termos de análise ao que está a falhar esta época.
Quanto ao Porto de Vítor Pereira, parece-me inegável que, no decorrer do ano passado, assistimos a jogos absolutamente maravilhosos sob o ponto de vista técnico e táctico.
Do melhor que vi nos últimos anos.
E não foi um ou dois jogos, foram vários.
Enquanto tivemos o onze base sem quaisquer tipo de problemas físicos, o Porto foi avassalador.
A quebra que senti na equipa coincidiu com as lesões de Jamez e Moutinho.
Mas não poderei nunca olvidar aqueles princípios de jogo assentes num futebol de posse, de apoios, de pressão, aquele equilíbrio táctico praticamente perfeito e a gestão de jogo sólida.
Ainda assim poderíamos não ter sido campeões pois, para além de termos falhado duas grande penalidades que nos custaram 4 pontos, tivemos pela frente o melhor Benfica dos últimos 20 anos (dados estatísticos).
Olho para o Porto de PF e o que vejo?
Uma equipa perdida tacticamente em muitas fases do jogo, um futebol vertical e com pouca criação de jogo no último terço ofensivo (como é possível não perceber que Lucho não pode ser o "10" por não ter as características que um "10" exige?), sectores desligados entre si, uma primeira fase de construção medíocre e uma equipa que se expõe e se apresenta desequilibrada tacticamente amiudadas vezes.
A péssima gestão do jogo é apenas o reflexo do acima descrito.
Os resultados estão à vista.
Já o disse e repito (este é um mero juízo de prognose): tivesse tido o Porto o calendário do Benfica nestas primeiras 10 jornadas e vice-versa, e o Porto, mesmo com o Benfica desta época, já levava uns 5/6 pontos de atraso.

littbarski disse...

«Eu nem esperei vários jogos até tirar conclusões definitivas, eu simplesmente mal entrou PF disse que queria era o VP.»

Bem, justiça lhe seja feita, o DC esperou mais de um mês até começar a cascar no treinador actual e a chorar pelo anterior.

DC19 de Setembro de 2013 às 02:57

Não diga isso que vêm já aí uns iluminados dizer que está tudo bem, que só temos vitórias e que mais uma vez não sofremos golos.

Estamos a jogar muito, está tudo maravilhoso, a equipa está espectacular, defende como o Sacchi e ataca como o Guardiola. Está fantástico e de jogo para jogo ainda melhora.
Ninguém ouse criticar porque se o fizer é porque é fanático do VP e só diz asneiras.

Está tudo uma maravilha! Por falar nisso daqui a umas semanas vem aí o Villa, Villa, Mara-Villa. Será que ele falhava as 10 ocasiões de golo do Austria (essa potência do futebol mundial) hoje?


Estávamos em Setembro e o DC já falava assim. Agora imaginem o que o DC não diria, ao fim de pouco mais de um mês de trabalho de Vítor Pereira. Esperem, não precisamos de imaginar, podemos consultar:

DC19 de Setembro de 2011 às 17:34

bem, Sapunaru deixou de ser o lateral certinho, que não compromete e passou a ser o defesa que vira as costas ao adversário (faziam-lhe bem umas lições de como se deve abordar um lance com um adversário em progressão, veja lances do Ricardo Carvalho!);
Já o Fucile deixou de ser o defesa polivalente e passou a ser necessário garantir-lhe um lugar fixo,
a táctica sem trincos que em 2 jogos foi brilhante agora já não é,
a rotação no meio-campo agora é prejudicial,

e acima de tudo, o Walter que no ano passado foi muito bem castigado por estar gordo, agora está mal castigado porque... está gordo!

Enfim, estas alterações de humor repentinas são mesmo o que a equipa precisa.
6a feira já estou mesmo a adivinhar os assobios ao primeiro passe falhado, ou aos remates que eventualmente o Kléber falhe.

Precisamos é de nos unir e de nos motivar, 6a feira é para esmagar carago! Os lampiões têm que sentir as pernas a tremer, ter medo que lhes passem a bola, vamos criar um inferno, VAMOS APOIAR A EQUIPA!!!!


(Resta acrescentar que o Porto esmagou o Benfica com um contundente 2x2...)

Será que há mais do que um DC a comentar neste blogue? Se não há, parece.

Filipe Sousa disse...

Acho que na análise ao jogo, falta referir trabalho do Manuel Machado. O Nacional entrou em campo com o empate no horizonte, e na primeira parte limitou-se a limitou-se a impedir o Porto de marcar - i.e. a agradável exibição do Porto na primeira parte, deve-se em que parte ao seu mérito/demérito do adversário? Depois de sofrer o golo, o Manuel Machado mexeu na sua equipa, e o Porto eclipsou-se - em que parte pelo seu demérito/mérito do adversário? E se o Nacional tivesse jogado com o desenho da 2ª parte, desde o início do jogo ...?

littbarski disse...

Tiago Silva, mas qual modelo enraizado? O de Mourinho? O da primeira ou da segunda época? O de Adriaanse? O de Jesualdo? O de Villas-Boas? Todos foram campeões, implementando ideias próprias.

Vítor Pereira não teve também dificuldades em implementar as suas ideias, apesar de já fazer parte da equipa técnica de Villas-Boas? A descrição que fazes da qualidade de jogo do Porto, esta época, e com a qual eu concordo em grande parte, pode perfeitamente aplicar-se à primeira época de Vítor Pereira.

Na segunda, lamento, mas não vi esse Porto avassalador, essa maravilha de que falas. Pelo menos, por regra. Foi um Porto mais competente, sem dúvida, mas eu pessoalmente nunca senti que aquela equipa fosse capaz de algo extraordinário, como senti na época de Villas-Boas, por exemplo.

Quanto ao melhor Benfica dos últimos 20 anos, já o tinha sido 2 ou 3 anos antes. A seguir tivemos o melhor Porto. Duas épocas sem derrotas. Tivemos também o melhor Braga, quase campeão. Isto deve querer dizer qualquer coisa em relação ao desequilíbrio que há, actualmente, entre as duas/três primeiras equipas do campeonato e as restantes, não?

DC disse...

Tiago eu se fosse a si não perdia tempo.
Para alguns só há estatísticas, o futebol deve ser uma ciência exacta.

Por muito que eu tente explicar ao Littbarski que se eu apoiava o VP desde o início é porque via um modelo de jogo competente e se não apoio PF é porque vejo um caos em campo, ele não consegue ir mais longe do que falar em resultados.

Por muito que eu tenha dito 30 vezes que não eram os resultados que me levam a apoiar ou criticar VP ou PF, por muito que eu tenha criticado PF quando ainda só tínhamos vitórias, por muito que eu tenha pedido a renovação de VP quando ainda eramos 2º classificado no campeonato e estávamos arredados da Champions, há gente que não atinge mesmo.
Continua sempre a falar de resultados, a falar de estatísticas, a querer comparar o incomparável.


P.S. Andasse eu entretido a ir buscar comentários passados do Littbarski e tínhamos muito para nos rir. Felizmente o meu interesse neste blog é a "reflexão" sobre o Porto e não guerras ou vinganças pessoais.

Tiago Silva disse...

Littbarski, é inegável que o Porto joga, há pelo menos 8 anos seguidos, com 3 jogadores no meio campo, em que um desses jogadores desempenha as funções de médio defensivo, assumindo a equipa, em termos globais, uma disposição de 4-3-3.
Como qualquer modelo, há depois nuances que são introduzidas pelos treinadores para potenciar a sua ideia de jogo e o rendimento global da equipa (por exemplo, com Vítor Pereira, Jamez fazia em muitos momentos do jogo o papel de "10", assumindo a equipa um 4-4-2).
Como referi, se acho um erro PF estar a alterar a forma do triângulo do meio campo, acho mais grave e menos desculpável fazê-lo sem que tenha ao seu dispor jogadores com perfil e característica para materializar o seu (actual) modelo de jogo.
Quanto à apreciação que fazes do trabalho do Vitor Pereira, acho-o injusta e pouco avalizada.
Sabes perfeitamente que na primeira época de Vítor Pereira, registaram-se muitas vicissitudes que explicam o início de época terrível:
(i) Perde Falcao e fica sem ponta-de-lança; (ii) pega numa equipa que tinha ganho tudo o ano anterior, sucedendo a um técnico carismático; (iii) assume um plantel onde alguns jogadores importantes pretendiam sair, e não o tendo feito, ficaram desmotivados por permanecer no clube; (iv) passa de adjunto para treinador principal o que só por si dificulta a afirmação, etc.
Littbarski, na segunda época de Vítor Pereira o Porto faz, na Champions, uma fase de grupos excelente, só tendo perdido no Parque dos Príncipes perante o multimilionário PSG, mas tendo discutido o jogo a palmo e até ao fim (vid. exemplo do Benfica este ano), tem um campeonato excelente até o celebre jogo de Guimarães onde faz uma exibição portentosa (isto em Fevereiro de 2012; em 17 jornadas registou 3 empates, sendo um deles na Luz, onde dominou praticamente o jogo todo e reduziu o Benfica a pouco mais do que chutão para a frente), faz um fantástico jogo contra o málaga nos oitavos da Champions, tendo caído um pouco a partir de então, fruto também das lesões que afectaram jogadores nucleares e chaves da equipa.
Se te recordares dos jogos do Porto no ano passado, e ainda que não concordes com eles, tens que reconhecer que a equipa tinha um ADN bem definido e princípios de jogo facilmente identificáveis (posse, apoios, pressão imediata após perda, equilíbrios, domínio de jogo).
Este ano consegues extrair alguma coisa deste modelo do jogo do Porto, para além da dificuldade em reagir à perda (de bola), as deficientes transições defensivas, o desequilíbrio que a equipa ostenta em muitos momentos pós perda, a enorme distância que medeia os 2 MD de Lucho, a gritante dificuldade em termos de criação de jogo ofensivo e o sucessivo recuar das linhas após obtenção de vantagem?
Correndo o risco de parecer arrogante, não tenho dúvidas que, independentemente do tempo que possas querer dar a PF para avaliar o seu trabalho, o Porto nunca chegará a lado algum com este modelo e princípios de jogo. Nunca.
Porquê? Porque pura e simplesmente não tem jogadores com perfil e características para o materializar e potenciar.
A conclusão que tiras no final (quanto ao desequilíbrio do campeonato) é correcta. Mas dela deves extrair outra conclusão que se impõe. O desequilíbrio mantém-se este ano mas o Porto revela uma maior dificuldade em superiorizar-se de forma evidente aos adversários.

littbarski disse...

Ao segundo mês de trabalho de Vítor Pereira, já conseguias ver um modelo de jogo competente? Vias isso enquanto o Porto levava tareias sucessivas na Europa e na Taça de Portugal, sem jogar a ponta de um charuto? És um visionário.

Por muitas voltas que dês, aquilo que tu não consegues esconder é que tens dois pesos e duas medidas na avaliação que fazes de Paulo Fonseca e de Vítor Pereira. Isso é que fica perfeitamente claro.

Fazes bem em não alimentar guerras nem vinganças pessoais e em não perderes tempo a ir buscar os meus comentários. É pena que não tenhas começado antes de os ires colar no 442, enquanto insultavas toda a gente que tinha uma opinião diferente da tua.

Pedro Albuquerque disse...

Caro José

O que coloquei é uma citação do autor do post. E eu pergunto se não era a posse de bola, muitas vezes a roçar os 80%, a imagem de marca do Vitor Pereira que muito foi defendido aqui no Reflexão?

Então porque razão no post do autor é dito que "infelizmente a equipa teve muita posse de bola"?

Pedro Albuquerque disse...

Na minha opinião se tivesse jogado tão aberto e a arriscar mais corria o risco de perder e por 2 ou 3 golos.
Da mesma maneira como nós perdemos em Manchester frente ao City. Sofremos quase todos os golos em contra-ataque porque tavamos em cima deles.

littbarski disse...

Tiago Silva, o 4x3x3, em termos globais, foi (também) 4x4x2, com Mourinho e 3x4x3, com Adriaanse. O próprio Jesualdo não jogou sempre em 4x3x3. Mas tens razão numa coisa: Paulo Fonseca inverteu o triângulo do meio-campo. Não sei é se isso terá a importância que lhe querem dar. Um dos argumentos contra esta inversão (o sub-rendimento de Fernando) caiu por terra nos últimos jogos, em que Fernando foi dos melhores em campo. Quanto ao vazio que existe entre os dois médios defensivos e Lucho, concordo. Acho que é um problema que tem colocado dificuldades ao Porto.

Mas eu não vejo só aspectos negativos. Por exemplo, eu já vi o Porto esta época jogar bom futebol. A primeira parte contra o Nacional foi boa. O problema é não haver consistência de forma a manter o mesmo nível, durante 90 minutos, nem a perspicácia no banco para mudar (nem que seja temporariamente, nesta fase de transição), de forma a controlar o jogo e impedir estragos.

Os argumentos que usas, na defesa de Vítor Pereira, são válidos. O problema é que são transversais, não são exclusivos de um treinador em particular. Repara nisto que tu disseste: «a quebra que senti na equipa coincidiu com as lesões de James e Moutinho». Sabes onde estão os dois, neste momento, não sabes? Portanto, Paulo Fonseca lida com os mesmos problemas. Podemos discutir quem era mais importante ou difícil de substituir. Eu acho que é uma discussão pouco produtiva. Todos os treinadores, nos últimos anos, têm sido obrigados a lidar com este problema de perderem os melhores jogadores e lhes ser pedido que produzam outros com igual valia.

Na segunda época de Vítor Pereira, o Porto perdeu apenas um jogo na fase de grupos da Champions. O problema é que isso foi suficiente para lhe retirar o primeiro lugar do grupo. A seguir também perdeu apenas um dos dois jogos com o Málaga. O problema é que isso foi o suficiente para fazer o Porto ser eliminado. Sinceramente, não vi nada que justifique este saudosismo por Vítor Pereira. Absolutamente nada. Para mim, Vítor Pereira foi apenas mais um dos treinadores que obtiveram um sucesso relativo à frente do Porto. Obrigado, boa viagem e siga a carruagem.

Mas cada qual é livre de pensar aquilo que quiser e de ter as suas preferências. Eu não não tenho problema nenhum com isso e tento respeitar as opiniões dos outros, desde que respeitem as minhas.

DC disse...

"É pena que não tenhas começado antes de os ires colar no 442, enquanto insultavas toda a gente que tinha uma opinião diferente da tua."

Escusas é de mentir porque quem foi buscar comentários de posts antigos aqui do RP não fui eu. Limitei-me a responder depois de um comentador colocar lá um comentário meu de um post antigo e obviamente usei outros comentários desse post para enquadrar o meu comentário e me defender de acusações falsas.

Quanto a insultos, nem te vou responder. Expliquei bem os meus pontos de vista nesse post. Aliás só mostra o nível da tua argumentação o teres que ir buscar conversas noutros blogs, desenquadradas, para te servirem de argumento. Continuas muito pobre...

Tiago Silva disse...

Littbarski, respeito a tua opinião, como não podia deixar de ser, mas discordo dela.
Pessoalmente, considero que, em termos de futebol jogado, o melhor Porto da fase do Vítor Pereira foi um regalo para os olhos (os jogos que o Porto faz contra o PSG em casa, contra o Guimarães em casa e fora, contra o Málaga em casa, contra o Benfica na Luz (incluir aqui o jogo no 1.º ano de Vítor Pereira), contra o Beira Mar, Gil Vicente e Marítimo em casa).
Agradava-me imenso ver o Porto de Vítor Pereira a jogar, sobretudo quando tinha o onze base disponível.
Controlo absoluto do jogo e do adversário, rapidíssima reacção à perda, pressão asfixiante, posse de bola enleante, equipa disposta tacticamente de forma (quase) perfeita, equilíbrios constantes. Não fosse o Porto o ano passado não ter jogadores suplentes à altura (bastaria, até, não ter perdido Hulk já com o comboio em andamento), e outro galo cantaria na Champions. Ainda assim fomos afastados por um Málaga que só não eliminou de seguida o Borússia (equipa que chegou à final, tendo-se superiorizado de forma evidente ao Real Madrid) por uma decisão errada da equipa de arbitragem no último segundo do jogo.
Se Vítor Pereira cometeu erros? Claro que sim (por exemplo, a forma como geriu o plantel no jogo contra o Braga para a Taça). Se revela carências ao nível motivacional do grupo? Também.
Mas sob o ponto de vista de entender o jogo e dominar tacticamente todas as vertentes do mesmo, estou em crer que Vítor Pereira perde para poucos.
"Mas eu não vejo só aspectos negativos. Por exemplo, eu já vi o Porto esta época jogar bom futebol. A primeira parte contra o Nacional foi boa. O problema é não haver consistência de forma a manter o mesmo nível, durante 90 minutos, nem a perspicácia no banco para mudar (nem que seja temporariamente, nesta fase de transição), de forma a controlar o jogo e impedir estragos." - eu, por exemplo, achei a primeira parte contra o Nacional irregular. Tivemos, de facto, alguns bons movimentos durante a primeira parte, é certo, mas em muitos momentos voltei a ver (no Dragão) a "equipa partida" e pouco equilibrada.
E na segunda parte, então, os desequilíbrios foram tão manifestos que, já antes do golo, sempre que o Nacional recuperava a bola, via-se, não raras vezes, o Porto em igualdade numérica com jogadores do Nacional, isto já para não falarmos do lance do Nacional logo após o seu golo, em que há um seu jogador quase na linha do meio campo com posse em 1x0!!!
É certo que PF perdeu Moutinho e Jamez. Mas se para Moutinho há Defour (que, ainda que não seja da mesma valia, pode perfeitamente fazer o seu papel dado que tem muita qualidade), para Jamez há Quintero e/ou Josué. Para efeitos internos e para um Zenit como este dava e sobrava.
Eu, sinceramente, não vejo evolução nenhuma no futebol do Porto. Continuo a ver, ao invés, os mesmos erros e as mesmas deficiências (um exemplo está aqui no jogo contra o Nacional - http://www.youtube.com/watch?v=mUKe44TPgXs - vê, ao minuto 2,24, a cratera que existe entre Fernando e Herrera (que nem aparecem na imagem) e Lucho). E se contra um Nacional (que é uma equipa fraca) em casa, tais lacunas não deixam se ser notórias, ainda que com um grau de frequência menor, o que sucederá quando defrontarmos uma equipa de maior valia (nem me refiro a um PSG, Arsenal, Barcelona, Borussia ou Bayern, pois aí então...), tipo o Atlético?
Já sabemos, não já? Pois, um banho táctico, como o que aconteceu no Dragão, e uma inevitável derrota.
Littbarski, tomara que venha a fazer um acto de contrição, mas mais depressa PF regressa à casa da partida do que o contrário...