sábado, 21 de dezembro de 2013

Outro caso Iturbe? Não, obrigado!

Eu sou dos que acha que o Quintero tem o potencial para ser um grande jogador. O Iturbe também o tem. Aliás, demonstrou-o na pré-temporada (fui um dos melhores) e tem-no demonstrado numa Serie A que não costuma dar muitos espaços e facilidades a jogadores habilidosos como o argentino. Foi lá que vi o Quintero no ano passado, com o Pescara, e como sucedeu com o Alexis Sanchez, por exemplo, chamou-me a atenção a forma como encarava sem medo os defesas. Parecia um jogador com uma mentalidade muito diferente daqueles que chegam directamente da América do Sul. Como James. Ou como Iturbe.

E no entanto a fórmula repete-se.
Durante este ano o colombiano teve algumas oportunidades - algumas, não muitas é certo - e salvo momentos de destelhos de pura classe, esteve uns furos abaixo do que eu pensava que podia fazer. Pagou inevitavelmente o preço de um meio-campo descosido. De um treinador sem ideias, medroso e incapaz de por as peças no seu respectivo lugar. Faltou-lhe, sobretudo, uma voz tranquila a dizer-lhe ao ouvido que estivesse tranquilo. Um lider!
Também lhe faltou em campo um Carlos Eduardo com quem associar-se e, sobretudo, pesou-lhe o facto de muitos olharem para ele como o salvador da pátria demasiado cedo. O James só se tornou realmente importante no onze do FC Porto ao ano e meio de ter chegado. A Quintero pedia-se logo que fosse o jogador que ainda não pode ser. E com a instabilidade na equipa, as ideias trocadas do treinador - esse meio-campo desastroso - o promissor Quintero passou a ser o suplente Quintero. E de suplente passou a pedir para jogar pela equipa B para não perder a forma. Porque vestir a camisola principal, nem a feijões.


Não estranha portanto que a sua situação se comece a parecer, assustadoramente, à de Iturbe.
Hoje (ontem?) o colombiano declarou que o clube precisa de encontrar uma solução em Janeiro porque há Mundial, a Colombia tem muita esperança na sua selecção e ele tem sido convocado regularmente mas não é a única, nem a principal, opção de Pekerman. Quintero quer ir ao Brasil mais do que qualquer coisa e sabe que para isso precisa de jogar e mostrar o que vale. É lógico. Uma ambição natural a qualquer futebolista. Provavelmente alguém lhe prometeu isso mesmo em Julho, quando assinou, depois de um enorme Mundial sub-20 onde foi, com Pogba e Bruma, o melhor jogador do torneio. Os outros dois devem ter o seu lugar no Mundial cativo. Ele está a sofrer com o descontrolo emocional e táctico do seu treinador.

Tal como Iturbe, outro peso-pluma talentoso, a falta de minutos deixa Quintero nervoso. São jogadores que chegam ao FC Porto com a promessa de futebol de Champions, de minutos, de um nível de exigência inferior ao de outras equipas e de tempo e espaço para brilhar, crescer e dar o salto. Nós sabemos isso, os dirigentes sabem isso e os jogadores também. São as regras do jogo.
Mas sem jogar - ou jogando o que eu começo a chamar de "minutos Fonseca", os minutos que não contam para ninguém - e ainda para mais vendo que dele esperam o que ninguém lhes pediu ao chegar, estes jogadores assustam-se. Querem ir para outro lado onde as promessas sejam reais. Onde joguem sem pressão. Mas joguem. Iturbe demonstrou-o quando voltou ao River Plate e tem-no demonstrado agora em Verona. Enquanto isso nós resgatamos um Quaresma que há três anos que acabou para o futebol de topo. E agora podemos correr o mesmo risco com Quintero. Deixa-lo sair para que o colombiano jogue é abrir-lhe a primeira porta de saída. Imediatamente depois de ter chegado.


Não faz qualquer sentido.
Quintero tem de começar a ter o seu espaço na equipa. Tem classe e talento suficiente para jogar onde o faz Licá ou Varela, como sucedeu com James quando chegou ao Dragão. Com um Carlos Eduardo a patrulhar o meio-campo no lugar que Fonseca imaginou (mal) que era o de Quintero, e com um conjunto mais organizado e estruturado, estão postas todas as condições para que o jogador mostre todo o seu valor. E nós precisamos de jogadores como ele. Não só para manter em activo o nosso modelo de negócio mas para ganhar em campo, com classe e gerando ilusão nos adeptos.

Iturbe pode, por motivos extra-desportivos, não ser recuperável para o FC Porto. É uma pena. Kelvin corre o risco de ser tratado como foi Atsu, extremos com potencial mas que não são devidamente valorizados e que acabam por ser ostracizados sem que as pessoas que dirigem o clube (staff técnico) se lembrem que são miúdos que estão a começar as respectivas carreiras e têm (e devem) cometer erros para crescer. Quintero não pode engrossar esta lista. Não pode ser outro caso Iturbe. Espero que em Janeiro esteja no Dragão, de corpo e alma, e com a confiança necessária que necessita para ser o jogador influente que todos esperamos numa segunda metade de época que promete ser equilibrada até ao último segundo!

49 comentários:

Bluesky disse...

E vocês acham que o Iturbe do Verona vai ao Mundial?????
E se o James precisou de ano e meio então o Paulo Fonseca é que é medroso em não meter de inicio o Quintero????
Haj sensibilidade e bom senso...

Miguel Lourenço Pereira disse...

Bluesky,

Em que parte do artigo sugiro sequer que o Iturbe vá ao Mundial?
O James precisou de ano e meio mas jogava e ninguém lhe exigia ser a estrela da equipa. Se tinha jogos melhores e piores tinha treinadores a sério - AVB e VP - que o punham no sitio, lhe davam confiança e tempo. Com o tempo fez-se um grande jogador.

O Quintero chegou aqui, alguém o atirou aos leões e depois de 2 jogos menos conseguidos - como todos - foi posto de parte sem explicação aparente e passou de ser a estrela a ser o descartado.

É muito diferente!

MM disse...

Miguel , cada vez mais se vê que o seu ódio pelo PF está a aumentar. Ao James ninguem exigia que fosse a estrela porque existia o Hulk que assumia a responsabilidade dando tempo e espaço para ele poder ir aparecendo . E mesmo assim no primeiro ano , o James pediu para sair no Natal . Se não te lembras vai procurar. Esta época não existia , e parece só agora começar a aparecer a estrela da equipa que desse o corpo e resolvesse jogos. Fica-lhe mal chamar "treinadores sérios" a AVB e VP quase como tirando todo valor a PF que está onde está por mérito próprio. Quintero tem que ter tempo , verdade , concordo completamente , agora não impute a culpa a PF , que está a proteger o jogador. Quem não percebe isso , nada percebe de futebol.

Um abraço sempre Portista!

Miguel Lourenço Pereira disse...

MM,

Eu não odeio ninguém, muito menos o treinador do meu clube. Como muito posso achar que é incompetente e inepto para o posto em que está. São coisas bem diferentes.

Tenho pena de não perceber nada de futebol e, como tal, não poder acrescentar nada construtivo a este debate!

Ricardo Rocha disse...

Isto deve ser o que chamam de "futebol moderno"... os clubes ao servico dos jogadores, e nao o contrario. Eu acho que o Porto deveria comecar a dar os premios de jogo aos que nao jogam, em vez de premiar os que nos dao vitorias - como compensacao por maus tratos.

Porque como toda a gente sabe (principalmente o pai, o tio e o melhor amigo de quem fica no banco ou na bancada), se o minino nao joga e' porque o treinador e' fraco, a equipa descosida e sem ideias, o director da sad nao gosta dele (esta e' a minha preferida)... e nao foi para isso que ele fez o favor de assinar por este clube - que por acaso pagou milhoes por ele e lhe paga a peso de ouro, mas isso sao detalhes que nao contam.

Pode ate' nao ser o caso do Quintero, espero que volte e corra e jogue mais que os outros para ganhar um lugar no clube e na seleccao - se realmente for tao bom como se pinta a ele proprio. Mas este artigo mostra que ate' os adeptos mudaram... ha' uns anos era bancada com ele, e havia orgulho de ser socio de um clube onde os realmente bons vingam, mas onde ha' disciplina e onde a equipa esta' sempre em primeiro lugar.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Ricardo,

Gosto particularmente do último parágrafo.
Onde é que se especula que a equipa não está em primeiro lugar?
Ou acha que o Licá e o Josué são melhores jogadores do que o Quintero. Porque, pelo o que eu vi - e que todos puderam ver - não me parece ser o caso. Portanto, o problema pode estar nos treinos. Poder pode, mas é curioso que era o mesmo que se sugeria do Carlos Eduardo há uns meses, que tinha de adaptar-se e treinar mais e etc e agora todos a reclamar o Carlos há mais tempo.

O que eu gosto é de adeptos que acreditam na infalibilidade alheia. Que o Paulo Fonseca me parece um treinador fraco não tem nada a ver com a SAD, os pais e os tios. Eu não sei o que é que foi prometido ao Quintero - nem eu, nem o Ricardo, nem o "tribunal". Saberá ele e quem assinou o contrato com ele. E talvez essa promessa explique as suas declarações. O que eu sei é que um jogador como o Quintero, seja no FCP seja em qualquer outro clube do Mundo, pela idade que tem, tem de ter forçosamente um periodo de adaptação. E o Quintero não teve. Primeiro atiraram-no às feras e depois ao primeiro sinal de baixa de forma (algo que outros jogadores, como o Lucho, que parece ter outro estatuto para o treinador, tem tido durante toda a época) foi relegado para o ostracismo. Se o Ricardo acha que é assim que se gere um plantel, força.

Ricardo Rocha disse...

Nao se especula... "Vim para o Porto a pensar no mundial. A minha situação neste momento não é boa mas tenho esperança de ir ao Mundial. Há que encontrar uma solução em janeiro, porque quero jogar".

Pedro ramos disse...

Enquanto nao estabilizarmos um 11 e um modelo de jogo, jogadores como eles (Quintero, Iturbe, kelvin ou Atsu) têm sempre menos hipoteses de jogar porque obviamente os treinadores recorrem sempre aqueles que pensam ter mais experiencia. Obviamente o treinador tem responsabilidades por demorar tanto tempo a tentar encontrar os melhores interpretes para as suas ideias, mas para já, parece-me precipitado estar já a acusa-lo de desperdiçar Quintero.
No futebol as coisas mudam muito rapidamente, basta ver o caso de CE. O que é necessário é que PF seja capaz de motivar nao só Quintero mas todos os que nao sao titulares de forma regular em prol da equipa.

Por outro lado nao penso que no caso Quintero, PF tenha pensado de forma errada, que o seu lugar era a 10 (isto pensando no actual sistema que PF implementou no clube), o problema é que ele ainda nao tem capacidade de, neste momento, ser o 10 duma equipa como o Porto, daí haver a necessidade de tentar (depois de estabilizar um 11 e um modelo) encontrar qual poderá ser o seu espaço mas numa posiçao e que nao necessite de ser tao influente e possa cometer os erros necessários aos seu crescimento. Mas estou convencido que num futuro, se ele conseguir afirma-se no futebol mundial será como médio ofensivo.

PS. Li várias vezes o artigo para que a 1º impressao, pudesse ser apenas isso, mas a forma como mistura Kelvin, Iturbe e Atsu e o aparente falhanço do clube em promove-los com o actual caso Quintero, se eu nao soubesse, diria que PF era o culpado de tudo isso.

zzzzz disse...

Não acho que Quintero tivesse sido atirado às feras. Fez uma pré-época promissora, foi titular em alguns jogos, mas o seu desempenho global ficou aquém das expectativas, tendo em conta o enorme potencial que possui. As indefinições a nível táctico e na configuração do meio-campo também não o ajudaram, bem como aos restantes jogadores.

Quintero é um centro-campista puro, um distribuidor do jogo ofensivo com capacidade para finalizar. Nas alas já demonstrou que não rende. Tal como Josué nessa posição, não consegue "esticar" o jogo e a equipa perde opções. Para jogar, tem de ser pelo centro do terreno.

Para o tridente do meio-campo o FC Porto tem Fernando, Defour, Lucho, Josué, Herrera, Carlos Eduardo e Quintero. Como, Fernando e Lucho são titulares indiscutíveis, Quintero tem de competir com os restantes quatro jogadores e provar que é a melhor opção, não se esquecendo, como Iturbe, que também tem de defender.

António Teixeira disse...

Basicamente é o que disse nesse parágrafo. Salve-se a parte do Lucho, que me parece algo gravíssimo! Agora o Quintero também pode ter culpa? Pode, e de certeza que tem. Isso não inviabiliza que tenha sido feita uma má gestão.

Cumprimentos e Votos de um Feliz Natal.

Luís Vieira disse...

Embore concorde com alguma da argumentação aduzida no texto, parece-me importante realçar um aspecto: a capacidade psicológica/emocional do jogador. Ponto prévio: reconheço grande, talvez enorme, potencial ao Quintero, mas precisa de ser trabalhado, principalmente do ponto de vista táctico. Vi o jogo da equipa B e confirmou os defeitos e virtudes: é exímio com a bola no pé, tem pormenores deliciosos, mas falha claramente sem bola (a defender). É usual vê-lo quase parado, não pressionando o adversário, alheado do jogo e da equipa. Quando a bola lhe chega aos pés, o chip da genialidade reacende-se e dá gosto vê-lo jogar. Mas para isto, um dos ex-treinadores dele já tinha alertado ("Quintero é menos um a defender"), por isso não surpreende. Tem de melhorar a esse nível e aumentar os índices de agressividade e intensidade, para conseguir ser regular, uma vez que não há médio que vingue no futebol europeu sem estas características. Entendo o Paulo Fonseca, que nesta fase está a proteger o jogador, um pouco à semelhança do que o AVB fez com o James, assim como aconteceu, no passado, com o Anderson. É neste ponto que reside a pedra de toque: tanto o James como o Anderson andaram a penar no banco, na equipa B, a jogarem a espaços, etc; custaram sensivelmente o mesmo, tinham grande cartaz, queriam afirmar-se no clube e na selecção, enfim, um filme já visto; contudo, foram muito fortes psicologicamente, aguentaram essa fase e vingaram, no momento certo, com grande sucesso. Espero que o Quintero alinhe pelo mesmo diapasão e que não seja afectado pelo "vírus Iturbe". Este último, à falta de melhor explicação, pelos vistos foi incapaz de convencer 2 treinadores e teve de procurar clubes com menor grau de exigência para conseguir jogar, mimoseando o FCP nos entretantos, directamente ou por vias travessas (pai e empresário). Jogadores deste calibre emocional dispensam-se, por muito bons que sejam (por provar, porque o desperdício só seria notório se o "mini-Messi" jogasse numa equipa de igual valia, o que manifestamente não se verifica). Retomando o Quintero, as últimas declarações, embora compreensíveis, com algum custo, não auguram nada de bom. Gosto pouco de ameaças veladas e recomendo ao colombiano humildade e sensatez. Que reflicta no exemplo do Carlos Eduardo, que foi "ostracizado" durante 4 meses, e agora é o maestro da equipa.

Carlos Santos disse...

Eu não gosto do PF, acho-o um treinador psicologicamente fraco.
Agora atirar as culpas para ele no caso Quintero parece-me francamente injusto.

O "minino" quer jogar? Então que fale menos e treine mais!
Aliás, se o PF fosse um treinador a sério, após estas desclarações, ele terá ficado ainda mais longe de ser titular. Essa de ter que por os jogadores a jogar só porque foram mais caros não tem pés nem cabeça.
Joga quem treina melhor e quem está em melhor forma, mais nada.

Rui André Silva disse...

O senhor realmente é Anti estrutura do Futebol Clube do Porto.
o Quaresma acabado? Não fale do que não sabe. Quanto ao Quintero, é simples... Os jogadores estão a servir o clube, não o contrário!

Bom Natal para todos

Miguel Lourenço Pereira disse...

Ricardo,

Pensei que estava a sugerir que era eu quem especulava com colocar o jogador, seja ele qual for, à frente do clube. Quanto ao jogador, acho normal. É também consequência da política de clube onde o grau de identificação é minima. Não devia surpreender a estas alturas!

Miguel Lourenço Pereira disse...

Zzzzz,

"uintero é um centro-campista puro, um distribuidor do jogo ofensivo com capacidade para finalizar. Nas alas já demonstrou que não rende. Tal como Josué nessa posição, não consegue "esticar" o jogo e a equipa perde opções. Para jogar, tem de ser pelo centro do terreno."

O James, quando jogava pelo Banfield, fazia-o desde uma posição central. Muitas vezes actua na mesma posição na selecção da Colombia. E no entanto, no FCP, foi brilhante no papel de falso extremo. Porquê? Porque tinha condições, porque a táctica era organizada e coerente e a equipa sabia que podia esticar pelo lado oposto e aproveitar as suas diagonais e porque a James lhe deram tempo de introduzir-se no esquema colectivo.

O Quintero pode, perfeitamente, cumprir o mesmo papel. Mas o que não se pode é pedir a Quintero que o faça já à perfeição, sem cometer erros. E muito menos que o faça num esquema onde ninguém sabe onde está. E quando jogou a 10 - e foram poucas as vezes - o Quintero atropelava-se constantemente com outros jogadores que não sofreram o mesmo desterro que ele sofreu e que cometeram os mesmos erros tácticos.

O FC Porto tem um modelo de negócio que já critiquei demasiadas vezes para voltar a isso. Mas se quer que esse modelo seja bem sucedido, tem de fazer de tudo para o conseguir. E se vai ao mercado pescar jogadores por 8, 10 milhões de euros como os Herrera, Quintero e Iturbe tem de o fazer com a consciência de que lhe serão dadas as condições para singrar, crescer, triunfar e sair com o maior rendimento possível. O que não se pode é investir forte e feio e depois deixar que dois jogos mais frouxos sirvam para riscar um jogador. E para isso é preciso ter no banco um homem que saiba de duas coisas fundamentais: táctica e gestão de recuross humanos.

O que temos actualmente não possui nenhum desses recursos!

Miguel Lourenço Pereira disse...

Pedro,

"Enquanto nao estabilizarmos um 11 e um modelo de jogo, jogadores como eles (Quintero, Iturbe, kelvin ou Atsu) têm sempre menos hipoteses de jogar."

Parece-me lógico o que, obviamente, me faz perguntar porquê apostar num treinador com ideias radicalmente diferentes quando se tem o plantel mais jovem e inexperiente da história recente. Sendo que o caso do Atsu - claramente - e do Iturbe - potencialmente - os problemas foram também com os dirigentes e os respectivos empresários. Em campo renderam!

"No futebol as coisas mudam muito rapidamente, basta ver o caso de CE."

Precisamente. Todos os adeptos - portistas e neutrais - que viram o Carlos Eduardo no Estoril, na pré-época e no primeiro mês e meio da equipa B souberam entender qual o lugar do médio. Paulo Fonseca demorou meses até lá chegar. Quem não me diz que demorará outro tanto até encontrar o sitio do Quintero. Diferença? O Carlos Eduardo custou meia dúzia de tostões, não vai seguramente ao Mundial e não deve ter assinado com promessas de uma época em cheio como o colombiano.

"ncontrar qual poderá ser o seu espaço mas numa posiçao e que nao necessite de ser tao influente e possa cometer os erros necessários aos seu crescimento."

Totalmente de acordo. O mesmo passou com o James. Hoje pode jogar em qualquer posição do meio-campo mas o seu crescimento táctico com VP na ala foi tremendo!

"Li várias vezes o artigo para que a 1º impressao, pudesse ser apenas isso, mas a forma como mistura Kelvin, Iturbe e Atsu e o aparente falhanço do clube em promove-los com o actual caso Quintero, se eu nao soubesse, diria que PF era o culpado de tudo isso"

Longe disso. Até porque o Paulo Fonseca não coincidiu com o Atsu. Mas ainda não encontrei uma explicação futebolistica - falo meramente em questões de jogo - para que Iturbe não esteja no plante, para que o Kelvin não tenha mais minutos e para que o Quintero tenha sido posto de parte nos últimos dois meses pelo treinador. Nenhuma. Se no caso do Iturbe posso pensar em problemas extra-desportivos entre agentes e dirigentes, no de Quintero (aposta prioritária este ano) e Kelvin, não faz sentido nenhum, particularmente tendo em conta as opções que sim jogam.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Luis,

Qualquer jogador da sua idade tem de cometer muitos erros para crescer. Por isso é que os Quinteros, os James e afins não vão directamente para os Barças ou Real Madrid e passam anos em FC Portos e afins. Para errar e crescer. Foi o modelo de negócio que quisemos. O problema é que agora até nós negamos essa realidade, a necessidade do erro da jovem promessa para crescer. Quintero vai ter de trabalhar muito, muito, para ser um jogador top. Mas tem condições. Claro que precisa de um treinador que saiba de táctica para o ensinar. Precisa de um treinador que o saiba motivar nos treinos. E precisa de não sentir a pressão de que, ao minimo erro, sai fora.

Eu não tenho problemas que o Quintero cresça a partir do banco. Mas quando vejo que os titulares fazem pior, pergunto-me qual é a razão do treinador em preferir o Licá ao colombiano. Ou Josué numa posição onde rende zero. O Quintero terá de ter banco mas também terá de ter a liberdade de jogar, de errar e de saber que o clube o vai ajudar a crescer para sair beneficiado disso - seja em qualidade de jogo seja numa venda futura. Não somos uma ONG.

Quanto a comparar o Quintero e o Carlos, refiro-me ao que disse em cima. Os adeptos raramente sabem dos argumentos que os clubes esgrimem para contratar um jogador. Muitas vezes prometem-lhe coisas que não cumprem (outras é o jogador que diz que está bem numa determinada situação e depois muda o discurso). O FCP sabia que ao contratar o Quintero teria um jogador que ia fazer de tudo para ir ao Mundial (talvez nunca mais tenha a oportunidade), especialmente depois do torneio dos sub20. Era uma realidade que dirigentes e staff técnico conheciam. Não vejo qual é o problema do jogador defender os seus interesses, especialmente se - e repito, se - as promessas que lhe fizeram não coincidem com a realidade. Porque não estou a ver o Quintero ou um jogador do seu perfil assinar por um clube que não lhe tivesse prometido muitos minutos de jogo!

Miguel Lourenço Pereira disse...

Carlos,

Sabe quem é que treina melhor ou pior? Quem está em melhor ou pior forma? Ou simplesmente diz isso porque acredita a pés juntos que o treinador põe os melhores, os que melhor treinam e os que em mais em forma estão? É que se assim for, vou acreditar que o Carlos pensava que o Carlos Eduardo até há três semanas não tinha condições para jogar!

Miguel Lourenço Pereira disse...

Não sei onde leu no artigo algo contra a estrutura do FC Porto. Felicito-o por descobrir mensagens subliminares.

Quanto a Quaresma, estamos a falar de um jogador que à 3 anos que não joga futebol de topo. Não digo que não tenha a qualidade técnica que sempre teve. Mas a condição física e ambição psicológica, claramente não estão ao mesmo nível.

PS: Também não acharia que o Liedson estava acabado em Janeiro do ano passado pois não? Pois!

Nuno de Campos disse...

Quando havia um núcleo duro de jogadores da casa, balneário forte, uma filosofa de jogo coerente, treinada nas camadas jovens e passada de época para época, e um treinador competente, integrar um ou dois miúdos talentosos por época nunca foi um problema. E ai de quem desse uma entrevista destas.

A estabilidade e continuidade que marcavam a diferença no nosso clube para clubes como a Atlético de Madrid (eliminado por nós duas vezes da CL há bem pouco tempo), que facilitavam a integração de jogadores jovens, e o sucesso a treinadores baratos já não passa de um mito.
Quando todos os anos se vendem os jogadores mais influentes do plantel, se empresta o único jogador formado na casa, se muda de treinador, filosofia e tática, não se podem esperar milagres.

A SAD deixou de se dedicar à produção de espetáculos de futebol para se tornar numa loja de artigos de luxo. Com 7 jogadores novos, e perdendo o jogador mais influente, vejam o que aconteceu ao génio AVB em Londres.

Rui André Silva disse...

Senhor Miguel, não foi por este artigo que li" as mensagens subliminares contra a estrutura do FUTEBOL CLUBE DO PORTO"... acompanho este fantástico blog há anos, e sempre deu para entender o sentido da sua opinião !Tal como respeitamos a sua, não é necessário agressividade para demonstrar a sua razão !Fica-lhe muito mal .acredite... Quanto ao Ricardo Quaresma,compará-lo com o aleijado do Liedson,só pormuitamávontade. Abraço a todos!

Luís Vieira disse...

Não acho que o Porto desproteja as jovens promessas, negando-lhes tempo e espaço de afirmação. Pelo contrário, os sul-americanos até têm sido muito privilegiados, encontrando um clube ímpar no futebol mundial para crescerem e se desenvolverem, beneficiando desportiva e financeiramente. Reafirmo que, para mim, a questão essencial reside na força psicológica, porque talento puro, à partida, todos têm. O erro é uma componente destas contratações e tem sido calculado e tolerado, num processo gradual de evolução. O chip mental faz, via de regra, a diferença. No que respeita ao Quintero, entendo que devia ser estabilizado numa posição (a 10 ou como falso extremo direito), quer jogue de início, quer parta do banco. A indefinição é prejudicial ao seu desenvolvimento e, neste particular, estamos de acordo. Quanto à questão motivacional, parece-me que o jogador tem sido bastante acarinhado por todos, treinador incluído, e que jogou muitos minutos desde o início da época (se comparado, novamente, com o James e o Anderson), pelo que não servirá de desculpa. Não obstante as promessas que os dirigentes façam aos jogadores nas suas contratações (plano especulativo), estes sabem que não têm lugar garantido na equipa e que não são titulares absolutos e indiscutíveis (se pensarem de outra forma, estão profundamente errados e o seu futuro não será radioso). Resta ao Quintero trabalhar e conquistar o seu espaço no 11 inicial, é isso que fará a diferença entre o sucesso e o fracasso. Se preferir ir para um qualquer River Plate ou Hellas Verona, força, não queremos pseudo-vedetas contrariadas e desestabilizadoras, mas seria preferível ver o pano de fundo (jogar numa equipa de top) e não pensar apenas no imediato (ser o maior da aldeia num clube menor), porque mundiais há muitos para um jovem de 20 anos.

Pedro ramos disse...

A razao desportiva para que Kelvin e Quintero nao jogam mais foi a desorganizaçao do modelo de jogo que exibimos até agora. Podemos questionar a competencia do treinador, a sua escolha, as suas opçoes tácticas, a sua capacidade de gestao do grupo, etc... mas nao podemos querer fazer evoluir e fazer crescer jogadores quando andamos 90% do tempo a tentar estabilizar uma equipa.
O caso, para mim, nao termina apenas nestes 2 jogadores, temos Reyes (na equipa b) Ghilas (joga 2 min de cada vez) o próprio Carlos Eduardo que estava remetido para a equipa b, tudo jogadores que nao estavam a ter oportunidades porque PF anda perdido em tentar estabilizar o seu modelo de jogo, já para nao falar de todos os jogadores da equipa b continuam sem qualquer possibilidade de jogar na equipa principal, basta ver que no último jogo contra a potencia Olhanense preferiu jogar com um central adaptado do que dar oportunidade a um lateral da equipa secundária.

Dito isto, eu nao tenha a certeza se o processo que se passou com James pode ser adaptado com Quintero. Criou-se esta ideia inicial que Quintero viria substituir James e poderia ser utilizado na mesma posiçao com os mesmos beneficios e eu tenho sempre dúvidas nas cópias.

O caso de Kelvin parece-me, uma consequencia quase em absoluto das nossas exibiçoes, ou seja se estivessemos a jogar bem ninguém se lembrava dele, mas como jogamos mal levanta-se a teoria de que os que nao jogam é que sao bons e é que vao resolver todos os nossos problemas.
Na época passada com um 11 já definido e um modelo de jogo estabilizado, kelvin tinha 46 min de jogo na 1º liga nesta altura, esta época tem 54 min ( sim eu lembro-me que existia tambem Atsu para ser lançado e tinha já bastantes mais minutos, mas tinha atrás de si uma época inteira na 1º liga). O argumento que tem mais experiencia, para mim é apenas um argumento emocional, em toda a época passada ele fez 161 min na 1º liga durante todo o campeonato, ora isso nao chega sequer a 2 jogos completos.

Bluesky disse...

Miguel você é dos que vai contramão na autoestrada e diz que vão todos mal...
Qual a razão de Quaresma apesar de não jogar (com regularidade) há 3 anos, faz dele um falhado fisico ou psicológico?
E ainda sobre Quintero, quando se tem 19, 20 ou 21 anos, joga-se em qualquer lado e em qualquer lugar... agora dizer que um puto assinou porque lhe prometeram a titularidade de mão beijada!!!!
E depois Miguel você contradiz-se quando afirma que James e Quinteros não vão diretamente para Barças e afins, mas sim para o FC PORTO, porque não pegam de estaca! No FC PORTO clube enorme que tambem é, tambem não pegam de estaca, como se vê a não ser 3 jogadores e eram até portugueses; Vitor Baía, João Pinto e Fernando Gomes...

Pedro Albuquerque disse...

Mais um golo do Iturbe na Seria A. Já leva 4.

Das duas uma, ou o Antero Henrique não pensa no clube e só pensa nos seus negócios com os seus amigos empresários ou o Vitor Pereira e Paulo Fonseca não percebem nada de futebol.

Abel Pereira disse...

Numa entrevista, José Saramago contestou uma leitura que a entrevistadora pretendia fazer do livro "Intermitências da Morte", afirmando que não era possível outra leitura além da que ele próprio fazia.
Fiquei perplexo, uma vez que não pode deixar de ser pobre um texto que só tenha uma leitura.
Por aqui acontece um pouco a mesma coisa: os autores dos artigos publicados, em vez de aceitarem a leitura que cada um faz daquilo lê, contestam e esforçam-se por impor aquilo que julgam que o texto diz.
Num dos meus blogues, escrevo umas rimas, às quais nem me atrevo a chamar poemas. A maior parte dos comentários são favoráveis, mas, há dias, apareceu um do seguinte teor: " que verso mais idiota, orr". É claro que tenho de aceitar, não me vou pôr a contestar, a dar explicações etc.

Pedro Albuquerque disse...

Só espero que o Quaresma quando partir tudo vir ler aqui um mea culpa.

Ricardo disse...

Vejam bem as estatísticas do Iturbe em Itália antes de vir dizer que é um génio...

Sempre que marca um golo, dá um certo gozo vir extrapolar isso para atestar a incomptencia do FCP... O josué , o Quintero e o Licá devem andar com outros tantos... não se deixem levar por estes hypes porque no FCPn unca mostrou ser um jogador nem mental nem taticamente capaz de jogar... principalmente a nivel mental...

Estas declarações do Quintero são uma miséria... vir defender um jogador - que ainda não mostrou nada para ter este paleio - para atacar um treinador ou pior ainda uma estrutura oleadissima e ganhadora é de ódios e de uma falta de lucidez atroz...

Talvez a estrutura esteja de facto a exagerar na contratação de jogadores demasiado jovens... já ali aqui um artigo magnifico aqui sobe isso... e isso sim pode-se discttir... têm muito mais dificuldade e demoram muito mais...e isso éum ponto a rever..

Mas falaram em James... a mim pessoalmente, nunca me conseguiu tirar a água da boca dos 3 anos que ca teve... nunca se afirmou verdadeiramente com o potencial que todos lhe viam... e o que anda a fazer no Mónaco não deixa duvidas...

Ressalvo o que alguèm disse aí sobre o ódio implicito à estrutura do Porto e eu atrevo-me a dizer a Antero Henriques (escusa de dizer que não disse nada disso... eu sei,mas pressente-se...)

Em 10 anos desde que assumiu a estrutura do futebol perdemos 3 campeonatos... e mesmo assim para muitos sócios é o mau da fita quando algo corre mal... subiu a vice nas ultimas eleições num claro sinal de PC sobre aquilo que deve ser o futuro do clube, que segundo o mesmo PC, não é nenhuma monarquia...

Por isso espero que elogiem todos a repentina intromissão de Alexandre Pinto da Costa, o "grande negociador" de jogadores com o Inter, Napoles e Veronas e espantem-se por estes hypes de Iturbes e afins...

Este ódio semeado a Antero Henriques poderá ser um erro historico para o futuro do nosso clube.. na minha opinião, claro...

Abraços

Miguel Lourenço Pereira disse...

Bluesky,

Felizmente nunca tive uma multa de condução. Talvez seja sorte.

O Quaresma optou deixar de ser um jogador de futebol de alta competição quando rumou ao campeonato turco. Era jovem, tinha muito ainda pela frente e fez a sua opção, respeitável como qualquer outra. Quando essa época terminou, teve a opção de voltar ao FC Porto (teve-a, garanto-lhe) e preferiu as Arábias. Estava no seu direito. Mas essas opções tomam-nas dois tipos de jogadores: os que têm a carreira acabada (de forma consciente) e os que não encontram clube em mais lado nenhum (que não era o seu caso).
Aos factos me remito. Há três temporadas completas que Quaresma não tem alta competição nas pernas. Fisicamente perdeu totalmente a conexão com o que é o futebol de máxima exigência e psicologicamente nunca foi, nem nos seus melhores anos, um jogador muito forte. Portanto é legitimo, como minimo, que me gere muitas dúvidas.

Quanto ao Quintero, eu não sei se lhe foi prometido o que quer que seja. O que sei é que esse tipo de jogadores quando prefere o FCP a outros clubes é por dinheiro e porque sabe que pode esperar por minutos de jogo e crescimento dentro do exigente panorama europeu. Passou com o Anderson, com o Lisandro, o Lucho, o Falcao, o James e imagino que passe o mesmo com o Quintero. Portanto não digo que lhe tenha sido prometido a titularidade, mas seguramente que outro papel na equipa.

PS: Comparar o FCP aos clubes que citei é puro clubismo. Nada mais que isso!

Miguel Lourenço Pereira disse...

Não podia estar mais de acordo Nuno.

Se houvesse no balneário mais Heltons e Luchos e menos Josués, Licás, Herreras e Reyes (para por exemplos de caras novas de meios diferentes) seguramente que a introdução dos mais novos seria diferente e o grau de exigência também.

Acho que o modelo de negócio do FCP faz sentido mas corremos o risco de ter planteis onde todas as caras mudam de 3 em 3 anos . Não só as futuras estrelas mas também os working class players, os que antes ficavam durante sete ou oito anos no clube a transmitir a mistica. E não faz falta que sejam portugueses ou portuenses.

Recuperar esse espirito é importante se queremos manter o modelo a funcionar!

Miguel Lourenço Pereira disse...

Rui.
Se já me tem topado de outros artigos é uma coisa. O seu comentário deixa, claramente, a antever que critiquei a estrutura do clube neste post. E isso é falso.

Quanto ao resto, a sua opinião é-me totalmente indiferente. Se não consegue distinguir entre o valor emocional de dois jogadores e o facto de ambos estarem fora da alta roda durante três temporadas (com a consequente degradação física e mental), não é problema meu!

Miguel Lourenço Pereira disse...

Luis,

No fundo creio que estamos de acordo. O Quintero teve mais minutos no principio da época porque faltava a referência que lhe iria permitir entregar gradualmente que tiveram Anderson e James, jogadores de maior estatuto e anos no plantel na sua posição. A venda de James e a ausência de um substituto para Hulk no ano anterior levaram a essa situação. Precisamente a antitese do modelo a que estamos habituados a seguir.

Em nenhum momento acredito que um jogador deste perfil pense ou lhe seja dito que vai ser titular. Mas sim que tenha um papel mais ou menos protagonista, dentro de um ou outro esquema e com uma margem de manobra maior ou menor. Eu não sei se o Quintero treina bem ou mal mas parece-me curioso que de vários jogadores que estiveram francamente mal em muitos jogos, o único que tenha sofrido com um "desterro" no banco durante largos jogos tenha sido um dos que fez a diferença em momentos pontuais.

Quanto ao Mundial, acho legitimo que os jogadores o encarem como o ponto máximo das suas carreiras, particularmente quando jogam em países que vão poucas vezes (a Colombia não vai a um desde 98 e ninguém sabe se voltará tão cedo) ou se a concorrência no seu país é tal que custa ir. E não acredito que isso seja um desrespeito ao clube de nenhuma forma. Lembro-me que o Jorge Costa também foi emprestado ao Charlton para poder estar apto para o Mundial e há poucos jogadores tão portistas quanto ele!

Miguel Lourenço Pereira disse...

Pedro,
"A razao desportiva para que Kelvin e Quintero nao jogam mais foi a desorganizaçao do modelo de jogo que exibimos até agora. Podemos questionar a competencia do treinador, a sua escolha, as suas opçoes tácticas, a sua capacidade de gestao do grupo, etc... mas nao podemos querer fazer evoluir e fazer crescer jogadores quando andamos 90% do tempo a tentar estabilizar uma equipa."

Totalmente de acordo. Por isso repito o que digo. Que sentido faz ter um treinador com mudanças tão radicais e com tantos problemas no campo táctico num ano onde, precisamente, mais era necessário um modelo estável para uma integração tranquila de tanta gente nova?

Quanto ao Kelvin, ele era a quarta alternativa para os extremos, atrás de James, Varela e Atsu. A chegada de Ismailov relegou-o a quinta e só os problemas extra-desportivos com Atsu lhe abriram a porta. O que era normal sendo que era um jogador por pulir (ainda é) e com apenas um ano de futebol de primeira divisão. Mas nas duas vezes que foi chamado a jogar, decidiu os respectivos jogos (mais importante, porque foram dois, porque foi um jogo mais interventivo, que o minuto 92 foi a reviravolta com o Braga) e isso diz algo de um jogador. Que vai fazer isso sempre? Claro que não. Mas que o pode fazer fica evidente. Naturalmente falta-lhe muito por aprender, mas está nessa etapa. O nosso problema é, precisamente, esse. Parece que já não temos tempo, queremos tudo agora e não há paciência para integrar jogadores. O Deco demorou dois anos e pico a tomar o pulso à equipa. O Diego foi ostracizado porque "não pegou de estaca". O James demorou ano e meio. O próprio Hulk e Falcao das primeiras épocas não foram o mesmo que depois se tornaram. Porque é que estes deviam ser diferentes?

Hoje os adeptos cobram sucesso instantâneo aos jogadores novos porque não há mais ninguém a quem reclamar. A ausência de uma espinha dorsal é, para eles, um peso suplementar. Falta-lhes esse muro emocional de suporte. E é uma pena!

Nuno de Campos disse...

Na minha opinião aquilo a que chama "ódio" em relação a Antero Henriques não é mais do que uma séria preocupação com o rumo desportivo e financeiro, que a SAD tomou desde 2004. Gasta-se muito mais, o passivo cresce e não se ganha mais do que antes.

A preocupação seria a mesma se ao leme da SAD estivesse outro qualquer. A questão não é de todo pessoal.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Ricardo,

Tem alguma problema grave de compreensão, algum problema estrutural de análise de textos para escrever algo deste estilo:

"Estas declarações do Quintero são uma miséria... vir defender um jogador - que ainda não mostrou nada para ter este paleio - para atacar um treinador ou pior ainda uma estrutura oleadissima e ganhadora é de ódios e de uma falta de lucidez atroz..."?

Gostaria de saber onde encontra, com a sua grande capacidade analitica, ataques à estrutura neste artigo. Por certo, já viu algum jogo do Hellas? Quantos? Sabe do que fala ou comenta por comentar?

Gosto particularmente das suas capacidades de vidente, desse ódio anti-Antero e fico satisfeito por afinal descobrir que o interlocutor deste texto não acha o James um jogador nada do outro mundo. A sanidade mental fica restabelecida.

PS: Não se esqueça de dizer quanto é que o tal Antero lhe deu para vir aqui tecer elogios ao futuro presidente. Porque se o fez sem esse interesse paralelo, prevejo para si um grande futuro (irony mode on)!

Luís Vieira disse...

De acordo, mas isso será mais um defeito de planeamento (a falta de um, digamos, tutor para a passagem de testemunho) do que propriamente défice de paciência em relação ao jogador. Aliás, depois de uma má exibição frente à Académica, em resultado do naufrágio colectivo e por jogar fora de posição (extremo-esquerdo), parece-me que o Quintero foi resguardado e não desterrado, com o objectivo de não queimar etapas, e será apenas aqui que reside a nossa diferença de opinião. Ironicamente, a sua saída da equipa coincidiu com o melhoramento exibicional do FCP, não havendo, como é óbvio, relação de causa-efeito. Acrescente-se que o Kelvin regressou às convocatórias nessa fase. Como são jogadores relativamente parecidos, do ponto de vista técnico/posicional/táctico, talvez também se explique por aí o seu afastamento, numa lógica de concorrência. Por último, no que se refere ao mundial, acho legítimo e natural pôr as hipóteses em cima da mesa, por se tratar de uma situação especial na carreira dos jogadores, apenas não concordo com o tom, nem com o momento das declarações. Este tipo de questões resolvem-se interna e frontalmente e não através de ameaças mais ou menos explícitas através da comunicação social. É uma estratégia corriqueira dos jogadores para condicionar os clubes e isto sim já considero desleal e ilegítimo.

Ricardo disse...

Em relação à resposta do sr.Nuno Campos, entendo a preocupação financeira... contudo o passivo é o menos mau dos 3 grandes e não penso que com outras pessoas ao leme as coisas seriam diferentes... desde a minha modesta compreensão empírica e nada rigorosa - apenas uma opinião - acho que a questão financeira seria a mesma ou pior com outra estrutura... somos o clube que mais vende na europa mas admito e concordo que o retorno não tem o peso que deveria...

No entanto, desportivamente não concordo com a sua observação... a ultima decada foi a mais vitoriosa de sempre - comprovado por numeros - sendo que na era mourinho, "a pessoa que me pagou pa comentar" não estava ao leme... e como adepto, preocupa-me essencialmente a questão desportiva... que é impar na europa...

Isto para dizer que me parece que a questão central é que pode haver um pequeno desvio de rumo em termos estruturais e de scouting - com quinteros, iturbes e kelvins... . que como já referi, foi muito bem explicado por um artigo aqui do site - que não este - e isso sim pode estar a dificultar a vida aos técnicos, e até a aos proprios jogadores, que se percebe pelo discurso, que em alguns casos, parecem-me, repito, parecem-me, um pouco mal aconselhados... vêm-se mais do que realmente são e exageram na perspectiva de que o clube é apenas um trampolim...

Mas prometo que para a próxima, em vez de comentar e opinar, vou tentar escrever um artigo científico...

Miguel Lourenço Pereira disse...

Luis,

O timing, nestas questões, nunca é o certo. Há sempre inconvenientes. E acredito que o que o Quintero soltou, cá para fora, já deve ter dito várias vezes, para dentro. Além do mais, não considero nenhuma ameaça de um jogador que acaba de chegar. Simplesmente está a equacionar o que quer o clube dele, definir a sua situação para valorizar um eventual empréstimo a curto prazo para poder ter minutos para o Mundial. Parece-me lógico.

Quanto à sua utilização, há um pouco de tudo. Falta de planeamento evidente - com os seus responsáveis - falta de paciência do treinador e de alguns adeptos e uma desorganização atroz para o que somos habitualmente. Creio que o Quintero pagou a fava de um mau mês e que isso coincidiu com uma mudança forçada de modelo que abriu as portas a um esquema que, curiosamente, potenciará ainda mais o seu jogo, com a presença do jogador que este tipo de futebolista precisa para associar-se, como é Carlos Eduardo.

Miguel Ângelo Ribeiro disse...

A minha opinião:

Iturbe: Fez 2 maus jogos, foi colocado fora. Se todos, os que jogam mal, fossem colocados de fora, já não tínhamos equipa... Portanto, acho injusto esse "castigo".

Quaresma: Está mais velho e mais lento, nem quero acreditar que vá jogar numa das alas... Acho mesmo que é proibido colocá-lo numa delas.

P. Fonseca: parece ser uma excelente pessoa. Como treinador é teimoso e casmurro. Não estou a gostar nada do seu trabalho, para já. Mas, acredito que ele mude e que entre nos eixos. Gostei do último jogo - desde o minuto 30 da 1ª parte, até ao final. Gostava de ver a equipa a jogar com C. Eduardo, Quintero e Herrera. Também não percebo as substituições que costuma fazer aos 85m/87m de jogo (coitado do Ghilas).

Licá: Tem raça, e acho que nas linhas não se safa. Pois ele não consegue fintar ninguém. É mais um jogador para estar perto da área, atrás do Ponta de lança.

Alas: Precisam-se, e urgentemente! Iturbe emprestado?! E não acho que o Kelvin seja solução, pois não corre mais dos que os defesas contrários, aliás, nesse capítulo está empatado com os seus outros colegas. Precisamos de um jogador veloz, com boa técnica e que finalize também - um Di Maria, Iturbe (pelo que vi),Sálvio, Gaitan, etc...

Esta é a minha opinião, sem querer entrar em zangas. Acho que estamos todos a torcer pelo mesmo.

Abraços portistas.

Nuno de Campos disse...

Os resultados na CL são uma presença nos quartos nos últimos 10 anos com o novo modelo de gestão compra/vende; e duas presenças nos quartos, uma nas meias e uma vitória de 1994 a 2004 com um modelo alicerçado na formação. Na Liga Europa temos duas vitórias que se anulam. No campeonato, temos 7 antes e 7 depois, e o penta de 92 a 97. Os resultados desportivos não são melhores neste novo modelo de gestão. Dos resultados financeiros tem este Blog falado eloquentemente.

O que poderia ter acontecido com outra gestão não sei, nem me interessa especular.

Mal estaria se as duas organizações da segunda circular alguma vez servissem de exemplo para o nosso clube.

Luis C. disse...

Um rapaz que não era titular no colosso Pescara, que quer ser titular no FC Porto e que ainda por cima diz que tem de jogar a 10!!

Ele se for ao Mundial não vai para ser titular nem sequer para jogar minutos relevantes... irá como "mascote" da nova geração colombiana e para se ir ambientando à seleção e aos ambientes extremos de competição...
O caso do Quintero não é igual ao do Herrera ou do Reyes que são reais alternativas na seleção do México...

O Quintero não é o James...isso foi dito pelos mesmos, pelos treinadores anteriores, pelos analistas e até se pôde comprovar nas vezes em que o Quintero jogou nas laterais e passou 90% do tempo no meio....
O Quintero é hoje uma alternativa ao Carlos Eduardo ( intocável e maior figura da equipa actual e dos próximos anos ) e jogará no "garbage time" dos jogos já resolvidos e caso o C.E. não possa jogar.
Estando finalmente encontrado o modelo de jogo, as dinâmicas e processos de toda a equipa serão melhores e melhor será a estrutura em campo para receber o colombiano.... Ele proprio terá de evoluir muito o seu jogo, correr mais, procurar mais o espaço, recuperar bolas etc etc... hoje não há nºs 10 como nos anos oitenta.

João Moreira disse...

Está tudo dito sobre ti quando dizes que Quintero pode actuar como extremo assim como James.

Relembro-te um pouco o que o seleccionador s-20 da Colômbia disse sobre o miúdo:

Carlos Restrepo, selecionador dos Sub-20 da Colômbia, traça o perfil de Juan Quintero, considerando-o diferente de James Rodríguez.

«São jogadores muito diferentes. O James pode jogar como extremo, o Quintero não», avisa o técnico, em declarações ao jornal O Jogo, deixando a ressalva para que os adeptos não esperem que saia dos pés de Quintero o que saía dos de James.

«O Quintero perde muito se jogar numa linha, enquanto o James se adapta bem a essa posição. É no centro que o Quintero se sente melhor e rende mais, até porque é um jogador que gosta de controlar o jogo da equipa e de ter a bola», comparou, deixando mais um elogio ao reforço do FC Porto, que chegou ao Dragão proveniente do Pescara, de Itália.

«Além disso, e como toda a gente sabe, ele tem uma enorme capacidade para passar a bola a partir da zona central, mas também um remate frontal muito forte», enalteceu.


Cumprimentos

Abel Pereira disse...

Aquando questionado sobre a razão da não utilização dos novos reforços Jesualdo Ferreira explicou que o facto de serem reforços não significa que entrem imediatamente no onze titular; os jogadores que cá estão são campeões e bicampeões, são jogadores com qualidade; os que chegam têm de demonstrar que são melhores que eles... Afinal, a explicação é simples. Também um outro treinador do FCP disse um dia que do jogador André podia contar sempre com um determinado nível de desempenho, ao passo que o desempenho dos mais talentosos era incerto: tanto podiam fazer um grande jogo como não jogar.
Saudações portistas e boas festas!

Miguel Lourenço Pereira disse...

João,

Estimo muito a opinião do Carlos Restrepo. Curiosamente o mesmo já colocou o Quintero na posição de falso extremo. Será um homem congruente. No Pescara, na época passada, não sei se tiveste a oportunidade de o ver jogar..."n" vezes a falso extremo. Se calhar foi por isso que desceram de divisão!

Em nenhum momento sugiro que seja a posição natural do Quintero. Também nunca foi a de James. Mas jogadores do seu perfil são os que dão sentido a uma posição de falso extremo, com as suas habituais diagonais, disparos frontais e jogo associativo.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Abel,

São dois excelentes apontamentos. Mas este ano já houve vários reforços com muitos minutos de jogo e um aproveitamento bastante deficiente. A mesma filosofia, para que um treinador ser coerente, deve ser aplicada a todos. Não me parece que tenha sido o caso!

Miguel Lourenço Pereira disse...

Luis,

O Quintero não era titular do Pescara?
Desculpe, mas os dados contradizem essa afirmação. Salvo 3 meses em que esteve fora por lesão, jogou quase sempre. Dezassete jogos, quase todos até Janeiro (quando se lesionou).

Seguramente que não é titular, mas é o melhor jogador da nova geração e a primeira opção para a posição de enganche ofensivo. Actualmente tem tantas possibilidades de jogar como Herrera e Reyes que perderam o comboio numa selecção que está em profunda remodelação com o novo staff técnico, que parece dar preferência aos que actuam no campeonato doméstico.

O Quintero é um 10, não como o do anos 80. Como os que foram forçados a jogar nas alas, do estilo de Ronaldinho, Ozil, jogadores que jogam em velocidade, com condução de jogo. Não funcionam em 4-3-3 em que têm de acturar no meio-campo, onde há uma maior exigência física e táctica. Num 4-2-3-1 seria o elo de ligação (o lugar do Lucho), num 4-3-3 se não jogar numa ala, pura e simplesmente não jogará!

Luís Vieira disse...

Não sei se o Quintero reproduziu as palavras dirigidas à comunicação social junto da SAD, mas até duvido, porque dá a sensação que os jogadores fazem isto porque não têm coragem de dizê-lo frontalmente aos destinatários indicados. Reitero: acho uma falta de respeito o que o Quintero fez, é absolutamente injustificável, por mais que o Miguel queira desculpar. Aliás, penso mesmo que o Porto devia castigar pesadamente os jogadores que o fazem, designadamente através de multas avultadas. É um comportamento cada vez mais recorrente, que envergonha o clube. O Porto destacava-se pela disciplina que impunha aos seus atletas e declarações deste tipo eram raríssimas, se não inexistentes. Actualmente, verifica-se o inverso: cada vez que um jogador vai de férias manda um bitaite deste género (só nos ultimos dias foram 3 - Quintero, Defour e Jackson). Não pode e não deve acontecer.

Miguel Lourenço Pereira disse...

Luis,

Do que conheço, pessoalmente, do meio (e não falo exclusivamente do FCP) habitualmente o discurso não apanha de surpresa as direcções. Pelo contrário. Chega através do empresário, de um familiar em conversas informais, mas chega. É muito estranho um clube ser apanhado de surpresa. Agora, eu não estou para nada de acordo com este tipo de comportamento. Que fique claro.

O que eu digo é o seguinte:
Estamos a analisar a situação a partir da perspectiva de adeptos. Alguns mais puristas que outros, mas adeptos. O problema é que a SAD apostou num modelo de negócio. E esse modelo deu uma importância emocional desmesurada a um tipo de jogadores: os que fazem parte do core do negócio.
São jogadores que sabem o que valem, não no presente mas na carteira de investimento do clube. Sabem que quem gastou neles 8, 10, 12, 14 milhões fê-lo porque pensa sacar o dobro ou o triplo. E eles porque querem ganhar mais no futuro e jogar noutras ligas. É uma relação estritamente comercial.

Como esses jogadores - e pais, e empresários - sabem perfeitamente qual é a situação e sabem que se os jogadores não forem bem sucedidos o clube perde tanto como eles, sentem-se mais poderosos para fazer isto. Porque os clubes não se atrevem a punir um investimento tão importante da mesma forma que faria, por exemplo, com um Licá, um Fucile, um Maicon, jogadores de outro perfil, de outro custo e de outra ambição.

Sendo assim não me surpreende nada este tipo de declarações. Considero que faz parte desse jogo de interesses do clube o clube quis ser parte ao aumentar progressivamente o gasto em futuras promessas e tornam-se excessivamente dependente das vendas para manter os números longe do perigo (mais do que já estamos).

Portanto, como adepto apaixonado, odeio este tipo de paleio dos jogadores. Como adepto que conhece a realidade em que se move o clube não me surpreendo. E digo mais, o clube colocou-se em posição de dependência e convém ao FCP "tratar bem" os Quinteros, Reyes, Herreras e Sandros porque estes jogadores, todos juntos, custaram mais de 50 milhões de euros, que é dinheiro que não temos, com o objectivo de render, no futuro, pelo menos 100 entre eles. E se não jogam, ou se entram numa espiral negativa, o clube acabará por sair prejudicada. E os seus adeptos também, claro!

Luís Vieira disse...

Sou conhecedor da realidade economicista que subjaz a estas situações, mas ainda assim não me conformo, entendo que se um jogador ultrapassar das marcas deve ser penalizado severamente, porque o clube não está de maneira nenhuma em incumprimento com ele (paga-lhe o salário principesco, dá-lhe excelentes condições de trabalho, propicia-lhe a oportunidade de jogar num clube de top mundial, etc.). Nada justifica um comportamento deste tipo, apenas porque não se joga o tempo que se considera necessário, numa perspectiva individualista, egoísta, marimbando-se para os colegas, para a equipa e para o clube. A ambição demonstra-se dentro de campo ou nos bastidores, e não em público, perigando a imagem do FCP. Mais a mais, o Quintero não fez nada de extraordinário para justificar esta soberba. Por outro lado, não se vê o Pinto da Costa ou o Antero Henrique a queixarem-se à comunicação social do rendimento de A, B ou C por não estarem a render o esperado, face ao dinheiro investido, denegrindo-os. Apenas se exige o mesmo respeito que o clube tem com eles. Se não joga, paciência, trabalhe mais e faça por merecer. Até prova em contrário, o contrato não inclui nenhuma cláusula que garanta minutos de jogo para ir ao Mundial. Como bem refere, o clube também contribuiu para esta situação de dependência e, por vezes, parece refém destes jogadores. Dou um exemplo: atribuiu a camisola 10, de caras, a um "chavalo" de 20 anos com muito a provar. Massajou-lhe o ego e agora recebe em troca este tipo de mimos. Não pode ser. Por isso, defendo, enquanto adepto passional e racional: a SAD vai muito a tempo de arrepiar caminho e conciliar um modelo de negócio baseado em potenciais e caros craques com uma disciplina que impeça cenas tristes como estas. Por último, elogio a postura do Reyes, que em situação muito mais precária que o Quintero, à partida para o México disse o seguinte: "Tenho muito mais experiência. 2013 foi muito bom para mim. Não esperava não estar a jogar, mas estou a aprender muito, inclusivamente nos jogos da equipa B. Sinto-me melhor jogador, mais preparado. Não estou a pensar sair. Tenho seis meses até ao Mundial. Preciso trabalhar no duro. Não posso estar totalmente feliz porque isso seria conformismo, mas estou feliz pelo que estou a viver. Ganhei peso, sinto-me mais rápido e mais forte. Falaram comigo, dizem-me que tenho de atravessar um período de adaptação e que me faz bem jogar na equipa B. O clube tem três excelentes centrais, Mangala, Maicon e Otamendi, com quem estou a aprender muitíssimo." Relembro que custou 9M, é internacional mexicano e foi craque do América. Aplaudo de pé. Do ponto de vista do carácter, antes um Reyes do que 10 Quinteros, sendo certo que são filhos do mesmo modelo de negócio.