sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

As alas são um problema?

O JOGO, 06-01-2014

7 portistas que podem jogar na ala: Quaresma, Varela, Licá, Kelvin, Josué, Ricardo e Quintero.
O JOGO, 06-01-2014

«(…) Varela está em grande. E Kelvin finalmente conta. Licá é o extremo portista que melhor defende (…) Meia época depois, os extremos já não são um problema do FC Porto. (…)
André Morais, O JOGO, 06-01-2014


Para além dos sete jogadores referidos por O JOGO que, esta época, já jogaram nas alas (nos casos de Josué e Quintero, num posicionamento e movimentação parecidos com o de James na época passada), há ainda Ghilas, o qual, conforme se viu no último jogo (FC Porto x Penafiel, para a Taça da Liga), também poderá ser uma alternativa, numa lógica semelhante à de Derlei em 2002/03 ou de Lisandro em 2005/06.

Olhando para estas oito opções, o mais provável é que Paulo Fonseca opte por Varela e Quaresma que, juntamente com Jackson, deverão formar o trio de ataque que irá ser mais utilizado na 2ª volta do campeonato.

A confirmar-se este cenário e atendendo às características deste lote de jogadores, Kelvin poderá ser uma alternativa a Quaresma (o extremo titular mais tecnicista) e Ghilas uma alternativa a Varela (o extremo titular mais possante).

E Licá?
Licá brilhou na época passada ao serviço do Estoril, mas parece-me ser um jogador que muito dificilmente encaixa no 4-3-3 tradicional do FC Porto. Isto porque, não sendo um jogador tecnicista (tem muitas dificuldades nos duelos um-contra-um) e não sendo um jogador possante, Licá é um jogador que necessita de espaço para potenciar o seu futebol.
Ora, não havendo espaço no relvado para as “cavalgadas” de Licá, penso que o ex-estorilista também irá perder espaço nas convocatórias de Paulo Fonseca.

Quanto às restantes duas opções – Josué e Quintero – o seu lugar natural é no meio e não nas alas, possivelmente como alternativas ao Carlos Eduardo (ou vice-versa).

Seja como for, não me parece que as alas sejam um problema.

Precisamos, isso sim, que Paulo Fonseca estabilize um onze com todos os jogadores nas suas posições naturais e que saibam interpretar o modelo de jogo idealizado pelo treinador. Matéria-prima não falta.

4 comentários:

Joao Goncalves disse...

Neste momento o excesso é um problema e não só nas alas.

Penso que deveria sair 1 Central (Otamendi?), 1 Médio Centro (Defour?) e 1 ala (Licá?), para suavizar este excesso de jogadores e opções que neste momento estão a tirar a moral e minutos de jogo a outros mais competentes.

mesmos saindo esses 3 fricariamos com 3 centrais, 6 médios centro e 4 alas + todos os que andam na equipa B e precisam de minutos na A, como é o caso do Tozé

Pedro ramos disse...

Respondendo directamente à questao, as alas continuam e continuarao a ser um problema, até porque quantidade nao é necessariamente qualidade.
Mas é sobretudo um problema porque PF quer fazer das alas o ponto forte da equipa em termos ofensivos, o que implicaria ter alas de muita categoria, capazes de levar a equipa as costas.
Nao há, nem existia no inicio da época, falta de alternativas (lembrem-se que no inicio ainda existia Izmaylov e Iturbe), mas na minha opiniao, nenhum deles tem capacidade para serem os desiquilibradores necessários ao suposto modelo que PF quer implementar.
Tem existido, para mim, falta de inteligencia por parte de PF para perceber que o modelo ofensivo da equipa nao pode depender em exclusivo dos extremos, e até hoje continua sem apresentar um modelo alternativo. Basta lembrar que a posiçao 10, que eu no inicio da época pensava que iria servir para colmatar alguma falta de criatividade por parte dos extremos, foi maioritariamente ocupada por Lucho e só muito recentemente é que introduziu CE.

Luís Vieira disse...

Com o Quaresma, eventualmente, deixaram de ser, mas não enjeitaria a contratação de um titular de caras "à la" Bernard. Como bem refere, a dupla titular nas alas deverá ser formada por Quaresma e Varela, ficando o banco reservado para quem estiver em melhor forma e der melhor resposta nos treinos. Em todo o caso, Josué e Quintero relegados para a ala estarão sempre em sub-rendimento, Licá está visto que tem muitas dificuldades para desequilibrar sem espaço, restando Kelvin e Ricardo como extremos puros. Deposito muita fé no 1º (e parece que tem subido na hierarquia), o 2º, nesta altura, constitui uma alternativa ao Danilo. Quanto a saídas, penso que só há margem de manobra no meio-campo, por se tratar do único sector com excesso de opções. Aliás, Pinto da Costa deixou a porta aberta, na mais recente entrevista, para a saída de algum jogador por empréstimo que o treinador não considere imprescindível.

Nuno Fonseca disse...

Quase que me apetece dizer que o problema é o treinador. porque nem tem arte e o engenho de escolher os melhores para cada jogo (com poucas excepções) nem tem capacidade de obter o melhor de cada jogador.
Realmente Ghillas na ala poderia ser uma grande surpresa do género de Derlei ou Lisandro. Dá que pensar quando faz míseros minutos nessa posição e dá logo um resultado tremendo. Porque até se percebe a introdução de Licá. A ideia é ser um extremo diferente e mais trabalhador. Já se viu que nãoresulta e por isso talvez não fosse má ideia apostar no argelino. Se essa fosse a solução escolhida iríamos buscar um PL à equipa B.

Para terminar gostaria de sugerir que fizessem um post sobre a entrevista de Pinto da Costa ao Porto Canal, na qual diz qualquer coisa do género:"Se fosse o fim da época renovaria com Paulo Fonseca". Isto surge depois dum momento delicado e quando em toda a blogosfera Paulo Fonseca é a ovelha negra do Porto.