quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Impotência!


A equipa B do FCP demonstrou, mais uma vez, a incapacidade de ultrapassar equipas que jogam fechadas e que põem músculo na disputa de cada lance. Com adversários que jogam no erro, na espera, com o tempo, sem a obrigatoriedade de ganhar e com a mira apontada ao contragolpe, pouco mais fazemos que circular a bola para os lados e para atrás, sem velocidade e rapidez na execução, longe da baliza, sem poder de fogo e imaginação. O golo é um acidente, quase sempre, nestes tipo de confrontos.
Ainda não percebi se o mal é do modelo ou dos intérpretes, provavelmente das duas coisas, o que é uma pena. Este tipo de jogos até pode ter alguma utilidade no processo de formação dos mais jovens, mas é doloroso para todos, especialmente para os espectadores. Como é possível que jogos como o FCP – Desportivo das Aves possam atrair o público? Pagar e suportar a incomodidade das intempéries, a troco de quê? Se vi na TV e fiquei enfastiado, a única mensagem a tirar, mesmo de alguém que gosta de ver o futebol ao vivo, é que este tipo de espectáculos é um bocejo que incomoda.

O jogo de hoje, seguiu o guião. O comentador reclamava por criatividade e rapidez, o que tem repetido em quase todos os jogos que tive a oportunidade de seguir. O treinador no fim, comentou o jogo e apresentou um conjunto de considerações que não explicam coisa nenhuma. Neste entrelaçado de linhas em que a equipa fica aprisionada, falta intensidade, velocidade, saber e tornamo-nos uma presa fácil de domar. E essa impotência deixa-me insatisfeito, por não vencemos e porque saímos derrotados pelo não futebol, ainda que executado por empenhados trabalhadores.

O nosso Porto, desde a formação, segue um modelo que privilegia a posse e o controlo da bola. Hoje tivemos 68% de posse de bola. E quantas oportunidades? Pouco mais que zero e não mais que uma. Ao adversário bastou juntar as linhas e num charuto chegar ao golo. Se o adversário esteve sempre confortado na gestão do jogo, com a vantagem, foi só descer um pouco mais e desistir do contra ataque. Ainda assim, foi quando apostámos tudo atrás do prejuízo que houve alguma emoção, pelo fervor que pusemos na luta. Muita vontade, pouca qualidade, mas ainda assim, só nestes momentos se mostrou ganas de ganhar e empenho para lá chegar. Antes, foram só cócegas.

Com dois reforços da equipa "A" no sector defensivo, não houve nenhum jogador que estivesse em bom plano; Fabiano foi surpreendido pelo forte e colocado  remate do meio da rua: estava demasiado subido na baliza. Foi assim que aconteceu. O crime, no futebol, compensa demasiadas vezes, mas tivemos alguma culpa no cartório.

3 comentários:

Pedro ramos disse...

Como penso que a equipa b nao deve ser analisada por um jogo em particular gostava de deixar algumas questoes sobre o seu funcionamento global.

- Qual é o principal objectivo da equipa: dar minutos ao jogadores menos utilizados da equipa principal ou lançar e promover potenciais novos talentos que no futuro possam servir a equipa principal?
- Qual o critério das contrataçoes para esta equipa? Jogadores como Caballero, Pavlovski ou Keyembe sao para ser apostas ou para fazer nº, tendo em conta a sua utilizaçao? Só o último tem tido mais alguma utilizaçao recentemente, Caballero está desde a época passada e continua sem ser opçao (continuo sem saber o que vale), Pavlovski idem aspas.
-Como se pode fazer evoluir um qualquer central quando aqui, se joga com 3 médios defensivos sempre que um adversário mais forte surge?
- A classificaçao tem algum interesse para continuarmos com um futebol e um treinador resultadista que é um retrocesso enorme realativamente à época passada?
- A filosofia de 2 equipas um plantel apenas funciona de cima para baixo e nao existe possiblidades de um qualquer jogador da b ser convocado para um qualquer joga da taça da liga?
-Ou a equipa b é apenas o reflexo actual da nossa inexistente politica de formaçao?

bruno cláudio disse...

existe modelo na formação do FCP?
quem é este treinador?
quanto custa a formação ao fcp por ano? para depois os ver a jogar no chipre ou turquia, e contratar sul americanos mediocres por 20 milhões, ou mexicanos inuteis por valores aproximados. que motivação terão os b se nem a um treino do plantel principal vão, e sabendo que quando chegar a idade de senior lhes tocará rodar entre leixões e bulgária..
o PF assiste aos jogos da equipa b?
vamos mal!

meirelesportuense disse...

Por favor deixem o FCP em paz, já viram a classificação das equipas B dos outros Clubes, Braga, Sporting ou Benfica?...
Também me faz sofrer ver perder estes jogos, mas o que se pode alcançar não é palpável assim, o PortoB pode ficar em primeiro lugar que nada ganha e isso sente-se até na forma como as arbitragens actuam...Se houvesse justiça o Porto estaria no primeiro posto. Ainda no jogo com o Penafiel o árbitro Carlos Xistra ignorou uma falta claríssima sobre Mikel na área do Penafiel...Para evitar o Penaltie marcou off-side.