quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Quaresma e a dupla Jackson-Ghilas


«Vitória diluviana, quatro golos e duas notícias para o FC Porto. Uma má, outra boa. A primeira esclarece que Ricardo Quaresma, apesar do excelente golo marcado, está ainda a meio gás; a segunda sugere que o mesmo Quaresma, a meio gás, é já o melhor extremo dos dragões.»
Pedro Jorge da Cunha, in Maisfutebol


Quaresma a caminho da titularidade, provavelmente já no próximo jogo a sério (digo eu).
E, perante as sucessivas lesões de Nani, a lesão (grave) de Bruma e o nível que tem vindo a ser evidenciado pelos restantes extremos portugueses, se Quaresma tiver cabecinha é bem capaz de "obrigar" Paulo Bento a levâ-lo ao Brasil em Junho.

Jackson e Ghilas a jogarem simultaneamente (algo muito raro esta época), num relvado que foi ficando cada vez mais pesado (em algumas zonas quase impraticável), estiveram envolvidos em jogadas interessantes (delicioso o cruzamento de letra de Ghilas para o 1º golo do ponta-de-lança colombiano).
Não seria de explorar mais vezes (e durante mais minutos) a possibilidade dos dois avançados do FC Porto jogarem juntos?

P.S. A jogar nesta competição com tantos craques, o FC Porto arrisca-se a ficar à frente dos calimeros e a ganhar o grupo, o que significa continuar em prova e jogar com o SLB nas meias-finais da Taça da Liga (e ainda não se sabe onde será a final...)

P.S.2 Fiquei surpreendido com a titularidade de Alex Sandro. Então na semana passada não esteve dois dias sem treinar devido a mialgias?

P.S.3 Fiquei surpreendido com a não titularidade de Diego Reyes. Se num jogo para a Taça da Liga, em casa, contra uma equipa de um escalão inferior não joga, quando é que é suposto o defesa-central mexicano jogar?

18 comentários:

NFM monteiro disse...

quaresma em bom plano...

ghillas a descair para a alas e a mostrar bons pormenores...

ricardo a mostrar novamente que a lateral podera ter um futuro brilhante,,,

nao percebo com quintero e reyes nao foram titulares mas enfim

Pedro ramos disse...

Foi necessário a artilharia toda para podermos vencer este Penafiel e aparentemente, para o PF, foi necessário entrar Jackson, Varela e CE para vencermos e convencermos.
Mais uma vez, nem um só jogador da equipa b foi chamado nem que fosse para o banco.
Fiquei abismado, aquando do 3º golo (se a memória nao me falha) ver PF a dar indicaçoes aos jogadores para se apressarem a recomeçar o jogo pois era necessário marcar mais golos. Afinal, parece que este ano estamos muito preocupados com esta tacinha e será mais um fracasso se nao a vencermos.

Luís Vieira disse...

Mais um jogo com duas partes distintas (é um cliché, mas aplica-se): antes da paragem forçada pela chuva e após essa paragem. Antes da paragem, o jogo foi lento, cinzento, isto é, condizente com o clima; só era abanado pela magia do Quaresma e aqui e ali por pormenores do Josué e do Kelvin. O Ghilas encontrava-se, de novo, perdido entre os centrais, sem grande preponderância na manobra ofensiva, salvo um ou outro apontamento (designadamente na jogada do 1º golo). Excelente regresso ao Dragão do Harry Potter, presenteando os adeptos com um grande golo e vários toques de classe, como só ele sabe fazer. Como é evidente, não se pode embandeirar em arco porque se tratava do Penafiel e de um jogo para a Taça da Liga, pelo que é melhor deixar as avaliações definitivas para jogos mais a sério. Em todo o caso, está visto que não desaprendeu de jogar e que mantém uns pés incríveis, sendo já o extremo mais desequilibrador que o Porto tem, o que diz muito da concorrência, como bem refere o jornalista do Maisfutebol. Após a paragem e a dupla substituição, com mudança do sistema táctico, o jogo tornou-se mais empolgante, para gáudio dos 12 mil briosos adeptos que se deslocaram ao Dragão. O Ghilas começou a render verdadeiramente, naquela que será a sua melhor posição, como 2º avançado, em 4x4x2. Prova disso é a primorosa assistência que fez para o 1º golo do Jackson, numa incursão pela esquerda, finalizada com uma "rabona" de levantar o estádio, à Quaresma, ironicamente. O Cha Cha Cha entrou com vontade e fez 2 golos plenos de oportunismo, como lhe é característico. Destaque para as duas assistências para golo de Josué, a jogar, pela 1ª vez esta época, na sua posição de raiz - "hélas"! Nota ainda para o golo do Varela que nos permite encarar a última jornada com tranquilidade, uma vez que nos deixou à frente do Sporting na classificação. Na próxima jornada recebemos o Marítimo, ao passo que os leões vão a Penafiel. Porta escancarada para as meias-finais, portanto. Por último, refira-se que deve ter sido a única vez esta época que o plano B funcionou. Espero que se continue a trabalhar o 4x4x2, para rentabilizar o Ghilas e ter uma alternativa ao (fraco) plano principal. Moral da história para o treinador: os jogadores nas suas posições naturais rendem muito mais que adaptados a funções que lhes são estranhas.

José Correia disse...

Com o relvado naquele estado, percebo perfeitamente que Quintero não tenha jogado.

José Correia disse...

Mais uma vez, nem um só jogador da equipa b foi chamado nem que fosse para o banco

De facto, se nem nestes jogos é dado um "rebuçado" a jogadores da equipa B, para que serve a equipa B?

José Correia disse...

parece que este ano estamos muito preocupados com esta tacinha

Sem dúvida, deve ser por faltar no novo museu...

José Correia disse...

Espero que se continue a trabalhar o 4x4x2, para rentabilizar o Ghilas e ter uma alternativa ao (fraco) plano principal

Não me parece que, depois da entrada de Jackson e Varela, o FC Porto tenha passado a jogar em 4-4-2.
O FC Porto continuou a jogar em 4-3-3, com o trio de ataque (mais avançado) a ser constituído por Varela, Jackson e Ghilas.
O que aconteceu foi que o Ghilas passou a jogar descaído numa das alas, num estilo semelhante ao do Derlei e Lisandro (na fase inicial), algo que eu já tinha referido como possibilidade há algumas semanas atrás.

José Rodrigues disse...

Como ja' foi dito, nao se pode tirar muitas conclusoes de um jogo destes. No entanto houve algumas boas indicacoes.

Parece q Quaresma ganhando ritmo e forma podera' ser um caso serio mais cedo do q seria de esperar, o q seria bem vindo. Se PF comecar a corrigir equivocos seus no meio-campo e na sua dinamica, poderemos ter ainda uma palavra seria a dizer na corrida pelo titulo (mesmo continuando a viver com outros handicaps de PF).

A confianca e' bastante limitada, mas a esperanca nunca morre...

Sansoni7 disse...

Olá
A História do FCPorto, obriga a que tenha que entrar em todas as competições para vencer; a taça da Liga não deverá ser excepção ! Esta é a minha opinião.

Relativamente ao resultado e á exibição, oxalá não tenha sido um fugacho, tal como a história recente desta equipa mostra....

Cumprs
Augusto

Nuno Fonseca disse...

Paulo Fonseca olhou por si próprio ao colocar muitos titulares. Depois da derrota na luz ele precisa de tentar mostrar aos portistas e a si próprio que sabe colocar a equipa a jogar bem e ganhar. Por isso olhou muito para este jogo e não tanto para o longo prazo.
E, na verdade, desta vez esteve bem na análise durante o jogo. Como chovia muito e o relvado estava muito pesado, decidiu manter ghillas, um jogador possante e colocar jackson para os golos. Para além disso colocou Varela que também se dá melhor neste tipo de relvados que os restantes extremos. O Sporting ganhou 3-0 e era preciso marcar golos.
Gosto desta atitude. Não sou daqueles que despreza a taça da liga. claro que é a competição menos importante, mas convém de vez em quando ganha-la, até porque agora temos um museu e é a única taça que nos falta:)
Pra finalizar fico satisfeito de Quaresma mostrar porque veio. Pra espalhar magia, ainda a meio gás é certo mas já deu um cheirinho daquilo que vai fazer. espero que essa magia se traduza em vitórias.

Rui Teixeira disse...

Boas,

Antes de mais quero dizer que sou um leitor assiduo do vosso blog e regra geral gosto do que aqui leio. Hoje gostaria de deixar a minha opinião.
Parece-me evidente que o Quaresma é o único extremo digno desse nome que o nosso Porto tem. O Varela é um trapalhão de primeira e o Licá é limitadissimo. O Kelvin tem potencial para ser um bom extremo, mas o PF não aposta nele como devia, infelizmente. De resto, e tal como foi dito aqui já várias vezes, penso que PF deveria explorar muitooooo mais o Ghilas numa das alas (à lá Derlei/Lisandro). Agora queria só deixar aqui uma questão relacionada com o Quaresma: no post de 2 de Janeiro, foi dito neste blog isto sobre o mesmo - "Sendo assim penso que poderá ser um jogador útil (como «abre-latas» vindo do banco) mas dificilmente irá ganhar a titularidade nos próximos tempos (i.e. 2-3 meses), pelo menos com o rendimento que se pede a um titular do FCP;".
Isto foi a sério? É que quando se soube que o Quaresma ia regressar, os mais cépticos começaram logo a questionar o valor que poderia trazer à equipa, ao que eu respondia: "Não há risco nenhum. Os nossos extremos são tão fracos que mesmo que ele volte a meio gás, será de longe o melhor extremo do Porto", curiosamente uma afirmação muito parecida com a que inicia este post. É claro que não é num jogo contra o Penafiel que se tiram conclusões, mas bolas, já contra o Benfica se notou qualquer coisa. Não tem sido o Soares Dias e a sua arbitragem habilidosa e hoje poderiamos estar aqui a relacionar Quaresma com 2 golos do Porto na Luz (penalty + jogada da lei da vantagem com o Cha Cha Cha). Em jeito de conclusão, espero que PF comece a atinar e se deixe de invenções parvas. Que meta os melhores a jogar e de uma vez por todas tenha os tomates para tirar Lucho da equipa pois há muito tempo que não tem lugar no 11 do Porto. Ele sim, creio que pode ser um jogador importante a vir do banco. Pode fazer meia horinha/40 minutos de qualidade, um pouco como Jesus fazia e bem com Aimar na sua última época no Benfica.

Abraço a todos

DC disse...

Sei que estes jogos, teoricamente, dão poucas indicações. Ora eu, tirei algumas: O Penafiel teve 2 ou 3 situações claríssimas de golo que só falhou porque tem jogadores de 2a liga. Portanto, podemos continuar a reforçar os extremos, a melhorar o ataque, que a vergonha lá atrás continua exactamente a mesma...

Luís Vieira disse...

Salvo melhor opinião, no estádio fiquei com a nítida sensação que o Jackson entrou para se perfilar ao lado do Ghilas, sendo que este tinha maior liberdade para deambular pela frente de ataque, caindo algumas vezes nos flancos. Vi várias vezes os 2 avançados em cunha, com o Varela a fechar à direita e o Josué à esquerda, ficando as despesas do meio-campo para o Fernando e o Carlos Eduardo. O próprio Paulo Fonseca confirmou na conferência de imprensa esta visão: "Mexi na equipa devido às situações do terreno. Era impossível trocar a bola e apostámos por um futebol direto. Foi importante a força do Varela, a presença do Jackson ao lado do Ghilas e a capacidade do Carlos Eduardo nas segundas bolas". Estas declarações, mais uma vez, desiludiram-me porque pensava que as alterações tinham resultado de um trabalho específico para este jogo (como laboratório para desafios futuros), mas tratou-se apenas de uma mudança forçada pelas circunstâncias atípicas. Por acaso, funcionou bem; espero, contudo, que se desenvolva, a sério, um plano B com Jackson e Ghilas para jogos "encravados". Um pouco à semelhança do AVB que, em diversas alturas, ensaiava um 4x4x2, quando as coisas não lhe corriam de feição, lançando o Guarín do banco e abdicando do 4x3x3.

José Rodrigues disse...

@Rui Teixeira

Sim, claro q foi a sério. Sublinho a parte em que digo «[...]pelo menos com o rendimento que se pede de um titular do FCP».

Como disse tambem, tendo em conta q 1) Quaresma foi uma aposta de PF e q ) a concorrencia nao e' muito forte, nao me admirava q o PF a curto prazo lhe desse mais oportunidades do q se calhar merece (e sejamos claros, dar-lhe a titularidade num jogo da taca da Liga foi perfeitamente normal).

No entanto tendo em conta q ja' nao joga em alta competicao ha' muito tempo, tinha e tenho duvidas de q seja capaz a curto prazo (i.e. proximas semanas) de ter um rendimento minimamente constante ao nivel do q se pede num titular do nosso clube. Nunca duvidei de q a tecnica continua la' (as trivelas, ...), isso nao se esquece; mas mesmo q va' ganhando forma fisica, ha' a questao do ritmo competitivo a alto nivel, e isso demora mais tempo.

O q nao invalida como disse q vejamos ja' a curto prazo alguns fogachos isolados da sua magia.

Mário Faria disse...

Entrámos bem no jogo, com boa circulação de bola e um futebol vistoso. Tivemos bola e olhos na baliza. Criaram-se várias oportunidades, mas foi Quaresma num improvável golpe de cabeça que inaugurou o marcador. O sete do FCP esteve empenhado e menos individualista. A equipa durante os primeiros vinte minutos continuou solta e a procurar o golo, com discernimento, mas sem apertar o suficiente para encostar o Penafiel às cordas e aumentar o score. Ao contrário, foi o adversário, ainda que não originando grandes sobressaltos, que passou a pressionar e a controlar as nossas saídas para o ataque e a obrigar ao recurso habitual da equipa nestas condições : jogar para os lados e para trás; sempre que conseguíamos ultrapassar essa zona de pressão, o Penafiel encolhia rapidamente e poucas vezes incomodámos a defesa adversária. De pressionantes, passámos a pressionados. O futebol passou a ser mais lento e aborrecido.
Na segunda parte e no meio do diluvio ainda sofremos dois sérios avisos. Depois, foi a interrupção para se voltar ao jogo trinta e cinco minutos depois. O relvado encharcado ia exigir, menos posse e um futebol directo que não faz parte do desenho preferencial da equipa. O PF mexeu na equipa: tirou Quaresma e Kelvin e meteu Varela e Martinez e correu bem. Mais músculo, mais intensidade e saber na zona de fogo, permitiu-nos marcar e aumentar a vantagem. Gostei de ver a forma abnegada como lutámos e disputámos as bolas sem tibiezas, como era exigido naquelas condições.
O resultado de quatro a zero parece-me justo. Naquele final da primeira parte, a repetição do modesto futebol praticado em jogos anteriores, empalideceu o que de agradável tínhamos conseguido na primeira vintena de minutos. No segundo tempo, a equipa jogou com brio e deu o litro e, quando assim é, só há que enaltecer o desempenho da equipa e dos jogadores.
Individualmente os jogadores exibiram-se de forma intermitente, por mérito do adversário e vícios próprios. O trio, Varela, Martinez e Ghillas foram determinantes na obtenção deste resultado positivo. O árbitro tem a mania que é bom e mostrou o amarelo em excesso.
Nota-se por parte da comunicação social um especial gozo e acinte quando trata da avaliação do FCP. Como os podemos julgar se dentro de portas lemos e ouvimos coisas bem piores. Não pugno pela autocensura, mas entendo que o adepto do FCP, ainda que sem abandonar a sua legítima apreciação, deve ser inteligentemente crítico. O que o Manuel Serrão se permitiu fazer na TVI é absolutamente lamentável.

José Rodrigues disse...

"por isso olhou muito para este jogo e não tanto para o longo prazo."

Nao se pode dizer q o FCP ande sobrecarregado de jogos... ainda por cima o proximo jogo e' em casa e (em teoria) sem ser de elevado grau de dificuldade.

Sendo assim nao me parece q o PF tenha corrido riscos ou comprometido o q quer q seja em outras competicoes ao usar uns quantos titulares habituais neste jogo.

Alias, como ja' aqui disse no RP por diversas vezes, penso q o ideal para a rotacao e' sempre misturando alguns titulares com caras menos frequentes.

E' assim q as 2as e 3as escolhas mais podem evoluir e ganhar rotinas, e nao jogando uns com os outros numa manta de retalhos.

João Moreira disse...

Essa questão do relvado, apenas pode ser uma piada. Na primeira parte, não estava uma "piscina".

meirelesportuense disse...

Ricardo não me parece ser boa aposta na defesa, não é que não seja voluntarioso e lutador mas falta-lhe experiência e dureza suficiente para encarar e desfeitear extremos a sério...Jogar assim num jogo destes vá lá, mas num mais a sério é dar um corredor de vantagem.