quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

“Será que estamos a ser Porto?”


Não há muito a dizer do FC Porto x Estoril de ontem à noite, para os quartos-de-final da Taça de Portugal.
Globalmente, a exibição dos “andrades” foi na linha do que se tem visto nas últimas semanas/meses e isso já diz quase tudo.

Deste jogo tirei alguns apontamentos curtos.

Quaresma é craque, tem lances geniais, mas está sem intensidade de jogo e continua a perder N bolas por displicência.

Pelo contrário, a Herrera não falta intensidade e amplitude de jogo. Estou convencido que um dia/semana/mês/ano destes, quando o FC Porto voltar a ter uma Equipa organizada, o médio mexicano vai brilhar no meio-campo portista (para desgosto de comentadores como Carlos Daniel).

O outro internacional mexicano, Diego Reyes, tem pinta, mas fartou-se de meter água, principalmente na 1ª parte. Fez-me lembrar um outro defesa central, um tal de Ricardo Carvalho, quando (em 1998/99) fez a sua estreia com a camisola azul e branca, no Estádio das Antas, num jogo contra o Salgueiros.

Ghilas voltou a mostrar que pode ser muito útil e ajudar a resolver um problema crónico que o onze portista evidencia esta época: o isolamento de Jackson na frente de ataque e na área adversária. O problema é que Paulo Fonseca parece não arranjar maneira de encaixar Ghilas no trio de ataque, a não ser nos últimos minutos de alguns jogos e, normalmente, em desespero de causa.

Mas, na minha opinião, a grande novidade deste jogo foi a enorme tarja que os Super Dragões ergueram no topo sul, após o golo do Estoril.

A contestação nas redes sociais é perfeitamente inócua.
Assobios vindos das bancadas (ontem foram poucos, até porque as cadeiras vazias não sabem assobiar…) são esporádicos e, por vezes, alternam com algumas palmas.
Agora, a principal claque do FC Porto, que acompanha a equipa de futebol para todo o lado, que apoiam quando os outros estão calados, ter preparado uma tarja antes do jogo, com uma mensagem destas, isso já me parece que pode fazer tocar algumas campaínhas.

14 comentários:

HULK 11M disse...

Segundo a convicção do nosso Presidente esses que levantaram a faixa e os que assobiam são apenas sócios e não adeptos. E o que interessa é a opinião dos adeptos. Os sócios que cumpram a sua obrigação de pagar quotas, lugares anuais, bilhetes para jogos etc e que estejam caladinhos!!!

Pedro disse...

Com ou sem campainhas, a tarja e a sua mensagem são para toda a estrutura do Porto. Jogadores (serão os mais culpados?), treinador e administração.

A única coisa que sei com certeza é que uma eliminação com o Benfica na Taça será o último prego no caixão de PF.

Mário Faria disse...

Uma primeira parte para esquecer, como vem sendo habitual. OS adversários parecem conhecer bem os pontos fracos do FCP, tomam a iniciativa e dominam o jogo. Como equipa maior, compete-nos assumir e comandar o jogo, o que não temos feito e que foi visível ontem, na semana passada e com demasiada frequência. O meio campo não funcionou e a equipa foi abafada pela pressão alta do Estoril, que subia muito bem as linhas e não permitiu que chegássemos à sua baliza. Sem soluções, não conseguimos, nem por terra, nem pelo ar, causar qualquer embaraço e pusemo-nos a jeito; fomos surpreendidos em dois contra-ataques, por erros individuais e uma defesa demasiada subida. A equipa andou completamente à deriva e só reagiu depois do golo sofrido, com vontade e pouco critério. Chegámos ao golo, depois de uma iniciativa de Herrera que tem o bom hábito de verticalizar o jogo e queimar linhas e fugir ao triste embalo do passe para o lado e para atrás e que à menor falha produz golos na nossa baliza, o que tem sido recorrente.
No segundo tempo, com o coração, mais uma vez demos à volta ao texto. Os primeiros quinze minutos, foram ainda bocejantes, mas com a perda de frescura física do Estoril, e com uma maior agressividade, o jogo passou a ter sentido único. Não criámos muitas oportunidades, mas fomos mais ameaçadores. O adversário limitou-se a queimar tempo para quebrar o ritmo, prática que os nossos árbitros sancionam de uma forma permissiva. Já não basta aturarmos o mau futebol e ainda temos de conviver com as quebras permanentes para ganhar tempo e enervar o antagonista. Estas práticas devem ser combatidas e os árbitros podem e devem sancionar os maus hábitos com as regras que têm ao seu dispor. Chegámos ao golo e à vitória. Ainda bem.
Em teoria não posso admitir que o Estoril ou o Marítimo tenham melhores jogadores que o FCP e assim, resta-me concluir que nestas equipas o seu valor é maior que a soma das partes e no FCP o seu inverso. E, sendo assim.....

Fernando B. disse...

José Correia,
Lembra-se a seguir às entradas de Robson e Mourinho, logo nos primeiros jogos, os nossos lamentos na Bancada?
- Ai se tens vindo primeiro !!!

Joao Goncalves disse...

Jogo Porto- Estoril... Estádio do Dragão... minuto 26 (ou perto disso)... 1º pseudo-remate da nossa equipa à baliza... penso que diz tudo sobre a qualidade de jogo que esta pseudo-equipa está a praticar.

Se a culpa não é do treinador certamente que é minha...

Bem estiveram os super com a faixa e bem melhor teriam estado se ao intervalo tivessem deixado lá a faixa e se tivessem ido todos embora, deixando aquela bancada nua, para ver se os dirigentes acordam de uma vez por todas (já que parece que com 10.000 adeptos no Dragão, estão todos contentes).

Mefistófeles disse...

"Agora, a principal claque do FC Porto, que acompanha a equipa de futebol para todo o lado, que apoiam quando os outros estão calados, ter preparado uma tarja antes do jogo, com uma mensagem destas, isso já me parece que pode fazer tocar algumas campaínhas."

Concordo e oxalá que assim seja. Já todos perdemos a paciência. Este treinador é um panhonha e esta é uma equipa á sua imagem. Nem garra, nem mística, nada. Andamos a ganhar jogos aos trambolhões e quando os perdemos, perdemos bem.
Chega ! Isto não é o nosso Porto.

José Correia disse...

uma eliminação com o Benfica na Taça será o último prego no caixão de PF

Já estamos em Fevereiro. Não me parece que, nesta altura (ou daqui a uma semana ou duas), faça sentido mudar de treinador.

Agora, os 4 jogos contra o slb que o FC Porto irá disputar até ao final da época (1 para a Taça da Liga, 2 para a Taça de Portugal e 1 para o Campeonato), serão momentos cruciais de avaliação, até porque 3 desses jogos serão no Estádio do Dragão.

José Correia disse...

No caso do Robson não podia ter vindo antes. Ele só veio a meio da época porque o Sousa Cintra o despediu.

DC disse...

Acho que mais do que isto, o tal "silêncio das bancadas" é que deve estar a incomodar mais.
Ontem foram 10000. Deve ter sido um recorde.

Luís Vieira disse...

Mais um jogo na linha de outros, com a vitória a cair do céu aos trambolhões. Quando o treinador diz que "fomos Porto durante todo o jogo", em resposta à tarja dos Super, está tudo dito quanto à repercussão do escrito. Em todo o caso, é bom que os SD tenham feito algo e não se limitassem a ser paus-mandados da SAD. Concordo com o José Correia: a contestação tem mais impacto quando vinda dali. De positivo, destacar a presença nas meias-finais da Taça de Portugal, o que já não acontecia desde os tempos do AVB, precisamente contra o mesmo Benfica (com o Vitinho fomos eliminados pela Académica na 4ª eliminatória e pelo Braga nos oitavos). Quanto à assistência, embora medíocre e correlacionada com o momento da equipa, em tempo de "vacas gordas" não seria muito melhor, atendendo ao conjunto das circunstâncias: horário absolutamente miserável à semana, mau tempo e transmissão televisiva.

DC disse...

já tinhamos batido o mínimo na champions e agora batemos o mínimo da história do estádio. o tempo e a crise não explicam tudo. aliás acho que explicam muito pouco...

cincoAzero disse...

estranho que isto esteja a passar ao lado
http://www.oantilampiao.blogspot.pt/2014/02/mais-uma-capelada.html

meirelesportuense disse...

Reyes tem ainda que amadurecer e ganhar "corpo" mais mas tem inegável qualidade.
No último jogo no Dragão, teve uma falha tremenda quando deixou que a bola cruzada e rasteira lhe passasse muito perto sem lhe tocar, o que levou à desmarcação de Sebá em zona frontal à baliza.
Mas também é verdade que no lance do golo do Estoril é empurrado pelo atacante adversário impedindo-o de disputar o lance com lisura.
O árbitro deixou seguir e o RuiBrilhantina nada se abespinhou com isso, tudo natural e limpinho...

Ricardo Lopes da Silva disse...

Off tópic, espero que alguém tenha a inteligência de aproveitar as declarações do idiota do Jorge Jesus para espicaçar os jogadores. Aquelas declarações em que diz que vão jogar as duas melhores equipas do campeonato... Coloquem essa frase e imagem no balneário para vermos se cresce o amor próprio e a vontade de calar esse bronco da Amadora como fizemos ha 12 anos com o Manuel Vivavinho....