segunda-feira, 28 de abril de 2014

De recorde em recorde…

Nas suas deslocações ao Porto, o SLB é uma equipa que, normalmente, faz com que os adeptos do FC Porto esgotem a lotação do Estádio do Dragão.

Assistências nos clássicos FC Porto x SL Benfica (fonte: O JOGO, 24-04-2014)

Conforme o gráfico anterior mostra, nos 10 clássicos realizados antes desta época no Estádio do Dragão, a pior lotação tinha sido em 2009/2010 – 44902 espectadores – num jogo que foi disputado na penúltima jornada do campeonato, com o FC Porto já afastado do título.

Mas esta época, que foi, globalmente, a pior dos 32 anos de presidência de Pinto da Costa, foram batidos diversos recordes negativos, dentro e fora dos relvados, e nem as recepções ao grande rival de Lisboa (os calimeros estão noutro patamar) serviram para evitar o “espetáculo” das cadeiras vazias.

Num comentário ao artigo ‘Divórcio com os adeptos’, escrevi o seguinte:
«Felizmente, os últimos dois jogos em casa são contra o SLB, o que, previsivelmente, irá garantir assistências acima dos 30 mil.»

Contudo, a realidade (números oficiais divulgados pelo FC Porto) foi ainda pior do que as minhas previsões, já de si contidas, e neste clássico estiveram apenas 26109 pessoas!!

Importa salientar que o recorde negativo de assistências em clássicos contra o SLB, já tinha sido batido esta época, no jogo para a Taça de Portugal (apenas 34499 espectadores), mas nem sequer chegar aos 30 mil é revelador do divórcio profundo que, durante esta época, foi sendo cavado entre o clube/equipa e os adeptos portistas.

Daqui a duas semanas vai realizar-se outro FC Porto x SL Benfica, o qual irá encerrar um campeonato e uma época de triste memória para os portistas (mas que deve ser lembrada por muitos anos, para evitar que se cometam os mesmos erros).
Para que no último clássico da época as bancadas se apresentassem compostas, talvez fosse boa ideia a FC Porto SAD colocar os bilhetes a preços convidativos…

19 comentários:

Pedro disse...

Cada um tem as suas mentalidades, e quanto a isso nada a dizer. Respeito que muita gente este ano não tenha também disponibilidade financeira, a vida não está fácil.

Eu como detentor de lugar anual não percebo o divórcio. Nasci após 74, só vi o Porto ganhar e mesmo assim nas horas más não deixo de ir sempre ver os jogos do campeonato. A contestação e insatisfação não podem impedir-me de ir fazer aquilo que acho ser o meu dever para com a minha segunda familia, estar sempre presente. Se nos tornarmos um clube com massa associativa que só aparece nas horas boas.. o nosso caminho será idêntico ao Sporting.

Entendo a insatisfação, entendo que os sócios e adeptos tenham o direito de questionar jogadores e sobretudo estrutura. Não entendo que não estejam, quando podem, presentes nos jogos.

Antonio Jesus disse...

Pedro,
Boa noite.
Eu também tenho lugar anual, dois contando com o da minha esposa.
Tenho ido ao Dragão? A resposta é não.
Qual o motivo de não ir? O jogo que a equipa apresenta não tem qualidade suficiente, os resultados têm sido desastrosos.
Quando um dos motivos atrás referidos for contrariado, aí voltamos ao nosso lugar.

meirelesportuense disse...

Eu sou sócio e tenho as cotas em dia mas não vejo normalmente os jogos no Estádio, porquê?...Fácil, cada jogo custa no mínimo o mesmo que a cota mensal que pago...Antes e falo de há 30 anos atrás, o sócio tinha acesso a todos os jogos, excepto os que fossem considerados Dia do Clube -uma série curta de jogos, claro que os mais importantes- e os da Taça de Portugal.Depois foi incluído um bilhete suplementar para cada jogo que tinha um preço de valor quase simbólico.Hoje cada presença no Estádio obriga ao pagamento de um bilhete de valor variável dependendo da Competição e do lugar escolhido para ver o jogo...Antes havia sócios para lugares diferenciados, hoje as cotas são exactamente iguais para todos, mas os ingressos são-nos?...É insuportável para a minha bolsa.Fico em casa e vejo na Televisão.
Posso inclusivé dar-me ao luxo de ver os jogos depois deles se realizarem e com isso passar um pouco ao lado do stress provocado pelo próprio desafio.
Imaginem estar em casa a ver o desafio do Benfica-Porto, com um Benfiquista a morar por cima ou a morar por baixo e aguentar toda aquela pressão sem gritar um insulto num momento mais tenso do jogo...Eles gritam e se gritam de alegria aborrecem-me, se pelo contrário fôr eu o alegre contemplado grito eu e eles ficam podres de raiva.
-Má vizinhança, maus ou terríveis momentos futuros...
Mas em casa frente à TV eu tenho a possibilidade de rever todos os lances, tirar dúvidas e repetir até à exaustão os lances mais apetecidos, no Estádio não, sente-se o ambiente e o calor das grandes multidões, o cheiro da relva e dos lenimentos, mas muitas vezes nem os golos vemos, em contrapartida ouvimos os gritos de tantos em jogadas que até são manifestamente insípidas e em remates que passam a "quilómetros" das balizas...Se os preços dos ingressos fossem apenas quase simbólicos tínhamos casa cheia e a possibilidade de posteriormente rever os jogos em casa...

Nuno Fonseca disse...

António Jesus não tenho lugar anual. Mas estou disponível para apoiar a equipa nas horas más utilizando o seu cartão de sócio, uma vez que você não aparece lá nessas horas. A si não lhe faz diferença. Depois entro em contacto. Obrigado

Bruno Cardoso disse...

Bom dia. Nasci pós 25 de abril de 74. Por isso só me lembro de ver o Porto vencer. Sou adepto portista desde sempre por influência do meu pai, o qual foi sócio durante duas décadas até a saúde não lhe permitir ver jogos ao vivo. Creio que o divórcio, que se verifica esta época, entre equipa e sócios/adeptos tem claramente dois motivos, não necessariamente por esta ordem: o primeiro é o elevado custo associado ao espetáculo (a crise que vivemos tem reflexo na carteira de todos nós) e o segundo é a qualidade (quase miserável) do futebol apresentado pela equipa esta época. O futebol é do povo e para o povo. É um desporto de massas. O nosso campeonato não tem qualidade competitiva nem exibe qualidade futebolística suficiente para exigir ao sócio e adepto preços semelhantes aos praticados noutros campeonatos. Acresce que, os sucessivos erros cometidos pelos administradores da SAD do FCP pós Andre Vilas Boas estão a matar, se não mataram já, a "galinha dos ovos de ouro", cavaram e sepultaram toda uma cultura futebolística, uma mentalidade ganhadora, de querer sem limites, que diferenciava o FCP dos restantes clubes portugueses. Ou se faz, neste defeso, uma correção de caminho e ou FCP arrisca-se mesmo a voltar ao deserto da década de 60 do século passado.

Bruno Cardoso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
DC disse...

Eu sou sócio com lugar cativo. Deixei de ir ao estádio em Outubro, quando percebi para onde caminhava definitivamente este Porto.
Moralismos à parte, o futebol para mim tem que ser sinónimo de sensações positivas, tem que servir para descarregar o stress e sair do estádio mais feliz do que entrei. Nos dois anos anteriores, saía normalmente muito feliz do estádio em todos os jogos. Este ano, pela primeira vez desde que fui ao Dragão, logo no jogo da apresentação, saí por volta dos 65min. Disse para mim que não estava com disposição para ver o Porto a levar baile do Celta de Vigo.
Depois, voltei a sair mais cedo contra o Gil Vicente, onde novamente estávamos a ser dominados por uma equipa miserável.

Não peço que o Porto ganhe sempre, mas passar do 80 para o 8 esta época, incomodou-me muito. Fez com que estar sentado no meu lugar no estádio a ver o jogo passasse duma das minhas experiências favoritas, para uma situação deprimente e que se tornou insuportável.
Respeito muito quem lá está sempre a apoiar mas, para mim, o Porto tem que ter um rumo, tem que fazer sentido. E nesta época, tudo o que foi acontecendo deixou de fazer sentido. Foi demasiado absurdo para a minha percepção do que era o Porto. Não vou referir as causas porque já todos as conhecem, vou apenas dizer que eu sou portista, gosto muito do Porto, mas este ano não vi o Porto, vi o portinho, salvo raríssimas excepções.

Pedro Matias disse...

sou sócio com lugar anual e vou lá de vez em quando.
moro a uma distância razoável do estádio e, apesar de ter pago bem pela cadeira, todos os jogos implicam custos extra com transporte e alimentação (para não falar em temos de tempo perdido em viagens).
em anos anteriores, mesmo em jogos com horários inconvenientes, sempre fiz um esforço por alterar os outros compromissos para poder estar presente.

Este ano não. Principalmente porque não vejo na equipa (e na estrutura) vontade para mudar o rumo das coisas. Que o plantel não seja o melhor de sempre, aceito. Que os treinadores sejam fracos também aceito. O que não aceito é a mentalidade perdedora com que temos encarado a grande maioria dos jogos. Ser Porto é querer ganhar mais do que o adversário e neste momento é raro isso acontecer.

e sim, espero que quem manda perceba que a minha não ida ao estádio é também uma forma de critica.

Ricardo Rodrigues disse...

LOL Nuno Fonseca :D

Nuno Fonseca disse...

Confesso que não percebo. Em primeiro lugar porque para mim é sempre melhor ver o jogo no estádio do que na televisão. De certeza que o DC não teve sensações positivas no sofá a ver o Porto.
Mas sobretudo, eu como portista sou "cego" pelo Porto. O porto pode estar a perder 4-0 a 10 minutos do fim e eu ainda acredito que se marcarmos um golo, se calhar ainda empatamos isto. Poça, afinal de contas foi no ultimo fôlego que vencemos no ano passado. E nunca se sabe quando a equipa vai dar volta por cima, mesmo quando não se vê rumo. Pode ser já no próximo jogo. Ir ver o Porto só quando está na mó de cima é triste e esclarecedor do tipo de adeptos que somos. Ir ver o Porto só quando está na mó de cima e já se tem o bilhete pago é simplesmente incompreensível.

PAULA CARNEIRO disse...

1º os bi estavam mt caros 2º era a taça da liga e não o campeonato 3º a falta do poder de compra esta mais instalado a norte do que a sul

DC disse...

Em casa, esta época, muitas vezes, simplesmente desliguei a TV ou concentrei-me noutra coisa.
Eu no ano passado, mesmo quando andamos em 2º lugar, estive lá sempre. Porque acreditava e porque, mesmo que não acreditasse, achava que a equipa merecia. Ganhando ou ficando em 2º era um grande Porto.
Este ano aconteceu-me o contrário. Eu deixei de ir ao estádio quando ainda estávamos em 1º lugar, salvo erro com 3 pontos de avanço. Perdi toda a confiança na equipa em poucos meses. Porque não via nada, nada que me fizesse acreditar.

Não é uma questão de estar na mó de cima, já que como lhe disse, nas últimas 2 épocas, em 1º ou 2º lugar estive lá. É uma questão de ter algo em que acredite. Eu não acreditava em PF e não acreditava que ninguém no plantel pudesse fazer a diferença, mesmo contra PF.

O que eu quero é que a direcção tome medidas que me façam acreditar para o ano. A coisa que eu mais quero é gastar 150€ para o ano para renovar o anual. Mas, digamos, não está nas minhas mãos. Está nas mãos de quem manda no Porto.
Para apoiar o Porto não me basta o azul e branco. Se não há treinador tem que haver equipa, se não há equipa tem que haver alguma coisa, nem que seja um puto com talento a despontar e a ser bem aproveitado.
Agora, PF a treinador, equipa onde qualquer jogador que chegue perto de se tornar um ídolo ou referência no Porto é vendido em duas épocas no máximo, camiões de jogadores sem qualidade a jogar em vez de Josué, Tozé, Tiago, Gonçalo. A coisa mais parecida com uma promessa no plantel, Quintero, já é falado para sair para o Real Madrid, o jogador que nos deu a maior alegria no ano passado, Kelvin, não joga nem nos B... Se continuar assim resta o quê para apoiar?
Está nas mãos da direcção!

PAULA CARNEIRO disse...

em 1º os bilhetes estavam mt caros em 2º não era para o campeonato mas para a taça da liga, e 3º a falta do poder de compra dos portugueses nota-se mis na região norte do que no sul

PAULA CARNEIRO disse...

mas apesr de serem caros os bilhetes eu fui ver e não deixo de apoiar a equipa, pois acho triste irem ao estádo só quendo o clube ganha , pois prefiro comprar menos umas clças ou um batom e ir apoiar a nossa equipa quer nos bons e maus momentos

Antonio Jesus disse...

A minha ausência é a forma que tenho para criticar o jogo que a equipa tem apresentado e os resultados conseguidos. Prefiro fazer isso do que assobiar a equipa mal começa o jogo.

Nuno Fonseca disse...

pois, é como aquelas pessoas que não vão votar. descubro que a culpa do record de assistência não é culpa da equipa, nem do treinador nem do presidente nem dos preços. a culpa é dos adeptos.

Alberto Silva disse...

Quintero falado para o Real? ouvi a falar no Iturbe...agora esse não..

DC disse...

http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=473144

Alberto Silva disse...

Quando os avançados estivessem a chegar á baliza ele ainda vinha no meio campo...a sério...ele ainda não mostrou no Porto, que lhe possa valer uma transferência dessas..