terça-feira, 7 de outubro de 2014

Impressões provisórias sobre o «Lopes»

Aquando do anúncio da contratação de Lopetegui partilhei aqui as minhas reservas, devido à sua enorme inexperência a nível de clubes. 

Passados 3 meses de trabalho é tempo de fazer um primeiro balanço, ainda que muito provisório: como disse também aqui, penso que serão precisos bastantes meses para ter uma  opinião verdadeiramente formada.

Começo pelo estilo, que longe de ser o mais importante também tem o seu interesse.

Agrada-me a sua postura, nomeadamente um homem que parece ser carismático, frontal e directo (não se escudando em declarações para «encher chouriços», tão típicas em Portugal); a forma energética como segue os jogos do banco; e a forma decisiva como parece ter encarado a Direção (aquando da formação do plantel) e os jogadores (como por ex quando «castigou» Quaresma após uma atitude pouco abonatória ao ser substituído). Isso nem sempre é bom (ás vezes pode roçar a casmurrice ou precipitação, como poderá ter sido eventualmente o caso com Hélton e a história dos GRs), mas em geral parece-me positivo - e comparado com o predecessor, é mesmo uma lufada de ar fresco.

Passando ao mais importante, que é o seu trabalho como treinador.

Começando pelo trabalho na formação do plantel, parece-me que Lopetegui quis arriscar muito pouco, calculando que 1. após um 3o lugar num clube que está habituado a ganhar, não iria haver muita margem de manobra para maus resultados na sua 1a época no FCP, e 2. estava a embarcar pela primeira vez num clube de alto nível e para mais num ambiente estrangeiro com que não estava familiarizado. A sua atitude peremptória - junto com os maus resultados da época anterior - terão levado a que a Direção lhe tenha feito muitas (que não todas) das vontades.

Resultado: uma autêntica revolução no plantel, recorrendo acima de tudo ao mercado espanhol que conhecia melhor e apostando muito pouco na formação da casa (Ruben Neves sendo a notória excepcão). Algumas contratações muito bem vistas, outras que me pareceram exageradas (como a de Andrez Fernandez), e outras ainda que não percebi mas que não terão sido por insistência de Lopetegui (como Adrian Lopez). De qualquer forma parece-me que se formou um plantel de valor, e equilibrado (e se isso eventualmente trouxer problemas financeiros, a responsabilidade não é do treinador, não é ele quem gere as contas da SAD e se deve preocupar com essas coisas).

As expectativas iniciais geradas entre alguns adeptos de que se iria apostar mais na formação (sendo esse o background de Lopetegui) ficaram portanto goradas. Penso no entanto que é inevitável que se tenha que fazer isso mais no futuro, e quero acreditar que - após uma eventual 1a época vitoriosa no FCP, que se deseja - Lopetegui se sinta mais seguro para começar a trabalhar e explorar a sério essa vertente (a aposta em Ruben Neves, ainda que um bocado caída do céu, parece-me demonstrar que não tem preconceitos nesse aspecto); e o background dele deve de facto ajudar a que isso possa ser feito de forma eficaz, muito mais do que com outros treinadores.

Quanto ao trabalho táctico e na preparação dos jogos, parece-me que Lopetegui ainda está em fase de aprendizagem, os meus sentimentos são muito mistos... Pela positiva, parece-me que já demonstrou alguma inteligência (e capacidade de aprender com os seus erros) - como se denota por ex nas substituições, em geral bem feitas - e deu sinais de flexibilidade; e o tipo de futebol apoiado que quer para a equipa parece-me, em geral, ter tudo para poder ser eficaz (além de ser mais atraente para os adeptos). 

Por outro lado parece-me que ainda não percebeu que em 80% dos jogos do campeonato português não faz sentido apresentar um figurino inicial tão cauteloso como o tem feito quase sempre; dá para ver nas movimentações da equipa que tanto vários jogadores como ele próprio estão ainda na tal fase de aprendizagem; não me agrada que demore tanto tempo em encontrar uma equipa-tipo, o que é fundamental para acelerar essa tal fase de aprendizagem (haverá imensas oportunidades mais para a frente de fazer uma rotatividade adequada do plantel); e finalmente, em certas alturas ainda não demonstrou a flexibilidade necessária em função do contexto (penso em particular na insistência no futebol apoiado quando por exemplo contra um Boavista as circumstâncias eram propícias à utilização de 2 PDLs com um futebol muito mais directo na última meia hora de jogo).

Finalmente, um ponto de interrogação inicial dizia respeito à sua capacidade para lidar com jogadores experientes e com os egos num contexto de clube (onde, ao contrário das seleções, um jogador pode fazer birra para ir para outro lado). Pois bem, os sinais iniciais são positivos, mas não tenho ilusões de que este é um ponto que só será verdadeiramente testado mais para a frente, e nomeadamente à medida q as semanas e meses passam e alguns jogadores vêem as suas expectativas iniciais defraudadas. É que, seja qual fôr o treinador, é normal que nos primeiros tempos os jogadores evitem fazer ondas e mantenham esperanças que só mais tarde serão desfeitas.

Resumindo e concluindo: a nota inicial é positiva mas para já não estou nem entusiasmado nem defraudado com o trabalho de Lopetegui. A ter de lhe dar uma nota de 0 a 20, iria por um 13 ou perto disso. Mas sendo ainda relativamente cedo para concluir o que quer seja, o que é certo é que tenho muito mais confiança que os pontos a melhorar e/ou corrigir sejam trabalhados adequadamente do que tinha com o seu predecessor há um ano atrás. A ver vamos... Esperemos que tudo lhe corra bem, e seria óptimo que tivéssemos aqui treinador para uns 4 anos.

11 comentários:

Bruno Pinto disse...

No rescaldo do empate a duas bolas com o Shakhtar, há um facto que é evidente: ninguém fica indiferente ao treinador portista Julen Lopetegui. Para o bem e para o mal, o homem veio agitar a nação azul e branca, depois de um ano de pesadelo (e outros dois de sono leve, acrescento eu). Já se percebeu que o basco é diferente do que estamos habituados em Portugal e isso implica sempre um variado leque de considerações, umas positivas, outras negativas. É normal. Analisando os números da temporada até agora, o que é que temos? No campeonato, 6 jogos, 3 vitórias e 3 empates, 8-2 em golos, 12 pontos, menos 4 que o líder Benfica. Não está famoso. Na Champions, 2 jogos, 1 vitória e 1 empate, 8-2 em golos, 4 pontos e liderança isolada do grupo. Bem encaminhado.

Na minha opinião, o que gera opiniões tão diversas é a forma de jogar da equipa. Sejamos realistas: um modelo assente numa posse de bola constante como pretende Lopetegui não é para qualquer equipa, implica riscos e demora o seu tempo a consolidar. A dúvida reside em saber se a tendência é de evolução positiva daqui por diante ou se a equipa tende a estagnar, continuando a revelar as mesmas lacunas e a cometer os mesmos erros.

As virtudes deste FC Porto são visíveis. Assume o jogo com naturalidade, seja qual for o adversário e independentemente do local. Quer ter sempre a bola, tem jogadores tecnicamente capazes de o fazer, coloca a equipa contrária numa posição submissa, joga como equipa grande. Isto merece ser aplaudido. Lembro-me de ver jogos do FC Porto, sobretudo fora de casa na Champions, em que a equipa tinha 40 % de posse de bola, maioritariamente remetida ao seu meio-campo, com uma atitude passiva, temerosa, sem capacidade de engatar mais do que 5 passes seguidos. Isso sempre me irritou profundamente. Portanto, ver uma mentalidade oposta neste momento só me pode deixar feliz. Vê-se, todavia, que a equipa ainda não é consistente. É capaz de intercalar jogos excelentes com outros sofríveis, revelando ainda algumas dúvidas nas suas capacidades. Mas sabe o caminho que quer percorrer…

Bruno Pinto disse...

Os problemas são facilmente detectáveis e é urgente que Lopetegui os entenda para a equipa poder tornar-se mais fiável, apesar da média de idades baixíssima. Desde logo, estabilizar a posição 6 parece-me fundamental. A um pivot-defensivo pede-se inteligência e equilíbrio posicional e capacidade de iniciar a fase de construção com critério. Um 6 não pode fugir muito do seu raio de acção, não pode andar junto das linhas laterais, não pode querer subir até à área contrária, não pode falhar passes, nem perder a bola, porque resolveu arriscar um drible… Um 6 deve dar equilíbrio à equipa quando esta não tem a bola, garantir que não se abrem auto-estradas no corredor central para a outra equipa explorar. Pelo que já vi, continuo a dizer que Rúben Neves é o jogador mais valioso do plantel para ocupar a posição (não conheço Campaña). Se o jovem de 17 anos tem vindo a baixar a sua produção é porque tem actuado em posições mais adiantadas, para as quais ainda não está preparado, nem sequer tem as características ideais. Casemiro já mostrou que não é um 6 competente. Marcano esteve bem em Lviv do ponto de vista defensivo, mas ofensivamente foi menos um, porque nunca assumiu a primeira fase de construção, obrigando Herrera e Óliver a baixarem para zonas demasiado recuadas. Ordens do treinador? Se sim, acho mal, porque os médios interiores devem pegar no jogo mais à frente. Enquanto Rúben não actuar a 6, a equipa nunca vai render o que devia, tenho essa convicção. Ou então Casemiro vai ter de crescer muito, para termos ali um digno sucessor de Fernando.

Outra das deficiências da equipa é a lentidão da transição defensiva. Quando a equipa está a atacar e perde a bola, é preocupante o espaço que se abre, normalmente no corredor central para a equipa adversária progredir sem oposição. Insisto neste ponto: um 6 posicionado correctamente resolveria muitos dos problemas da equipa. Por outro lado, algo que já vi muita gente dizer e concordo, é a ausência de jogo interior no ataque, em detrimento do jogo lateral. Vê-se os laterias e extremos a conduzir os ataques pelos flancos, mas raramente se vêem os médios a tentar penetrar e a criar jogo à entrada da área (um desperdício enorme para quem tem um avançado felino nas movimentações como Jackson). Estes dois aspectos estão interligados e explicam-se pelo facto de normalmente o corredor central do FC Porto estar pouco povoado.

Sou a favor da rotatividade preconizada por Lopetegui, mas acho-a, por vezes, excessiva. Mudar 2 ou, no máximo, 3 jogadores de jogo para jogo é o ideal. Mais do que isso, afectará sempre o entrosamento colectivo, mais a mais quando se muda permanentemente o meio-campo. Herrera tem jogado sempre e até agora fez parte da ‘minha’ equipa-tipo, porque é um jogador que carrega a equipa, de enorme rotação, importante na recuperação e condução de bola. Mas é demasiado fraco na tomada de decisão e no passe, comprometendo várias vezes jogadas de ataque. Porque não Casemiro como interior, acompanhado por Óliver/Brahimi? Ruben-Casemiro-Óliver/Brahimi no meio campo; Brahimi/Óliver-Tello-Jackson no ataque; parece-me uma óptima solução, quiçá a melhor nesta altura. Já agora, Tello precisa de aprender a definir as jogadas correctamente. Inúmeras vezes ultrapassa o adversário em velocidade e a seguir toma a decisão errada.

Resulta claro que a equipa tem um potencial enorme, contando com o melhor plantel em Portugal. Mas é urgente que se comecem a resolver os problemas que ainda existem e que custaram já bastantes pontos, para que a equipa continue num trilho ascendente. Estou certo que Lopetegui entende perfeitamente o que é preciso melhorar e vai tomar as medidas adequadas. Mas o caminho está escolhido. É apenas uma visão crítica e construtiva de uma equipa em que acredito sem reservas. No final da temporada, todos os portistas vão estar orgulhosos pelo que foi alcançado.

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João disse...

"Implica riscos" e implica desgaste. Imediato. Não é daquele que se começa a notar em Abril e Maio, é daquele que vai acumulando desde já. Daí a rotatividade da equipa. No meio campo, em particular, talvez isto não se deva ao desgaste, mas de forma muito natural ao facto de faltar um #6 em jogos mais exigentes e à inconsistência das peças (Rúben revoluciona a equipa contra Moreirense, fez um péssimo jogo em Alvalade, volta a jogar bem contra o Braga - talvez só saiba jogar no Dragão - o Casemiro faz um bom jogo em Paços, e 2 ou 3 miseráveis logo a seguir, o Herrera dispensa apresentações neste aspecto, e a alternativa era o Juan Fernando "de luas" Quintero enquanto o Óliver - único elemento relativamente constante - recuperava.

Depois vejo muita gente com dúvidas de que, com este ou aquele estilo de jogo, com esta ou aquela rotatividade, com esta ou aquela leitura táctica do adversário, com esta ou aquela prestação na 1ª parte, se não fossem os Baptistas e Ferreiras desta vida (para não falar nos Capelas, Miguéis e Olegários) estávamos com tantos ou mais pontos que o Benfica a esta parte.

No meio disto tudo, há coisas que são criticáveis, a equipa completamente partida na 2ª parte contra o Braga, a inépcia para construir um lance de ataque em Alvalade na 1ª parte, os erros individuais no 1º terço do terreno que já deviam ser evitados, os passes para o Fabiano mesmo a pedir enterro mais cedo ou mais tarde.. Agora para isso também serve o perceber que estamos a falar de um treinador novo, equipa quase completamente nova e em processo de crescimento. Não sei se vai conseguir corrigir os erros mais para a frente, mas por enquanto e como o post diz, é muito cedo para lhe fazer já a folha. Se se concentrassem os focos em quem verdadeiramente bloqueou 4 a 6 pontos nas primeiras jornadas e de forma evidente, se calhar ajudava.

José Rodrigues disse...

Como disse no texto e posso agora expandir, uma critica q tenho e' um figurino inicial demasiado cauteloso para os jogos de campeonato (o jogo em Lviv por ex nao faz portanto parte desta discussao).

Parece-me q Lopetegui ainda nao percebeu q jogar com 2 centrais, um trinco "puro" (i.e. q so' destroi) e um carregador de piano sem vocacao ofensiva (Herrera) e' demasiadas cautelas e um desperdicio do plantel q tem contra os autocarros q invariavelmente apanhamos pela frente no campeonato.

Nesses jogos, penso q nao ficariamos nada a perder em comecar com um medio defensivo q saiba tratar a bola por "tu", como Ruben Neves, e jogar com 2 medios de clara vocacao ofensiva (como por ex Oliver e Quintero), com um dos centrais (Maicon?) a jogar subido no terreno ajudando o medio defensivo com as dobras.

O q nunca, nunca se deve fazer contra os Boavistas deste mundo e' ter um trinco puro mais 2 medios q nao tem vocacao ofensiva (Ruben Neves e Herrera).

Mas seja qual for o figurino para o meio-campo, ha' ali muita rotina para adquirir (e nao so' entre os meio-campistas, mas tambem entre eles e o resto da equipa) - e nao e' mudando o meio-campo todos os fds q a vamos adquirir...

AZUL DRAGÃO disse...

Pois é ...
É o treinador que temos ... é o nosso treinador !

Abraço

Joao Goncalves disse...

Completamente de acordo José com a avaliação que fizes-te.

Já por várias vezes critiquei a abordagem inicial dos jogos e é nesse ponto em que Lopetegui mais falha.

Também na sobrevalorização dos adversários, como o fez contra o Guimarães e Sporting por exemplo, Lopetegui tem de subir uns patamares.

Compreendo que tenha algumas cautelas mas tem que se habituar rápidamente que neste campeonato de caca, ainda mais com 18 clubes, somente o Benfica deve inspirar alguns cuidados.

O 4-4-2 ou o 4-2-3-1 (equipa que jogou de inicio contra o BATE) a jogar com Adrian ou Aboubakar na frente ao lado de Jackson (Ou mesmo Quintero), deveria ser uma normalidade e não uma exceção.

Uma coisa em que Lopetegui é mesmo excelente é na leitura do jogo e na sua correcção táctica. Nesse ponto temos um treinador extremamente competente.

13/20 parece-me uma nota adequada

Paulo Costa disse...

O Casemiro, por aquilo que mostrou aaté agora, serve para encher chouriços. Por mim jogava o Ruben, o Evandro e o Quintero. Se for preciso alguém para fazer o que é suposto o Herrera fazer, prefiro o Brahimi ou até mesmo o Oliver e mete-se o Adrian ou o Quaresma num flanco (o outro é do Tello). Não defendem pior, até porque o Herrera farta-se de correr mas é em câmara lenta e para filmar o que está a acontecer e, como tal, pior do que isto é difícil e os dois atacam muito melhor, o Oliver recorrendo sobretudo à qualidade de passe e o Brahimi come metros com bola com muito mais facilidade do que o Herrera, só é preciso alguém que lhe lembre que não pode tentar sempre o lance individual.

O meu 11 seria este:

Fabiano

Danilo
Maicon
Indi
Alex Sandro

Ruben
Evandro
Quintero

Brahimi
Jackson
Tello


Depois dá para rodar o Quintero com o Oliver, o Evandro com o Brahimi, abrindo como eu disse lugar para o Adrian ou para o Quaresma num dos flancos. Ou então jogar em 4-4-2, sem Tello, com o Adrian/Aboubakar mais o Jackson na frente e com Ruben, Evandro, Brahimi e Quintero no meio campo. Não faltam soluções. Mas, por favor, Ruben com Casemiro ainda por cima com as posições trocadas e com o Herrera a filmar, outra vez, não!

Desta vez temos plantel (foi pena o Clasie , mas pode ser que o Campaña ainda seja útil), precisamos de um treinador que saiba tirar partido do que tem à disposição dele.

miguel.ca disse...

É fundamental deixar de inventar e de se insistir em rotatividades inuteis nesta fase da epoca. Lopetegui tem de criar um 11 base e formatar o meio campo de uma vez por todas onde me parece que o Casemiro e o Herrera são peso morto e onde há que incluir explosão, criatividade e qualidade de passe. Marcano ou Campaña, Ruben, Oliver, Evandro, Quintero e Brahimi serão os unicos a ter em conta.
Deve-se reduzir drásticamente a sonolenta e inócua posse de bola e trabalhar processos de ataque muito mais rápidos. A nossa saída para o contra ataque parece que simpaticamente espera que o adversário se recomponha e volte a colocar os 11 à entrada da pequena area como aconteceu demasiadas vezes contra o Boavista, por exemplo.
Note-se que estatisticamente, neste momento à sétima jornada, os numeros de Lopetegui são francamente inferiores aos de Paulo Fonseca que terá sido por ventura o treinador mais fraquinho que passou pelo FCP.
Espero que tudo melhore bastante porque para já não estou a gostar nadinha, nadinha deste Porto 2014/2015.

Nuno Fonseca disse...

Concordo com tudo o que foi dito no post. Também era fácil, porque apenas foi dito aquilo que pode ser concluído até ao momento numa análise simples e directa. Não houve críticas exageradas nem elogios desmedidos como tenho visto em algumas intervenções por aqui.
Surge agora uma onda de desilusão com o trabalho do Lopes, porque foram criadas muitas ilusões. É preciso baixar um pouco as expectativas, porque depois das contratações que fizemos e do treinador (que passa a imagem de muito competente), chegou-se a falar em chegar à final da champions. A juntar a isso, foi feito o funeral ao Benfica antecipadamente só porque perdeu alguns jogadores. E de uma maneira ou de outra, tem ganho os seus jogos.
Penso que o importante é, tal como referido, eventualmente termos um treinador com qualidade e carácter para permanecer uns 4 anos na frente do clube. Tem que se dar um desconto, por este ser o seu primeiro ano num grande clube.

José Rodrigues disse...

Dar "um desconto" sim, mas só até certo ponto. O PF tb só estava na 1a época...

E eu até muito raramente peço a cabeça de um treinador a meio da época... Logo a tolerância tem limite, e estou certo q o Lopetegui sabe muito bem disso, há exigências mínimas a atingir (e nem falo necessariamente dos resultados crus e nus).

DragaoMinho disse...

Eu também sou da mesma opinião, parece que a equipa entra nos jogos a defender e esta ali a passar tempo enquanto o adversário ta fechadinho atrás á espera de um erro a ver se entregamos o ouro!
È começar a jogar ao contrario, normalmente um treinador quer marcar cedo e joga ao ataque em cima do adversário, para depois defender e sair em contra ataque e resolver o jogo sem dar hipótese!
Lopetegui começa a defender muito seguro a manter a posse de bola e quando se apercebe que o tempo é pouco ou que o adversário aproveitou um erro nosso para fazer golo manda tudo para a frente!