segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Rodar até cair


Já muito foi dito e escrito sobre o excesso de rotatividade de Lopetegui.
Aliás, para ver o erro em que o treinador basco teima em cair, basta comparar com aquilo que fazem as melhores equipas do país em que ele nasceu. Apesar de possuírem ainda melhores e maiores opções, nem Real Madrid nem Barcelona optam por fazer descansar atletas que supostamente venham fatigados das suas selecções. No caso dos catalães, nem contra um modesto Eibar tal acontece.
Se a arte de bem rodar fosse assim tão fácil como Lopetegui pensa (mudar uns 3 ou 4 de jogo para jogo), já há muito os melhores treinadores do Mundo o teriam feito.
E é exactamente aqui que está a origem de todos os defeitos do nosso técnico: a sua falta de experiência no futebol de clubes. Deste ponto de partida até ao experimentalismo a rodos, foi um pequeno passo.
Idealmente, e como nos mostram as grandes equipas europeias, apenas 1 ou no máximo 2 atletas devem ser trocados de jogo para jogo. Quando se vai para além disso, a confusão passa a ser tamanha que até bons jogadores correm o risco de se perderem pelo caminho. Uma coisa é entrar numa equipa com rotinas, outra totalmente diferente é jogar num "11" em que poucos se conhecem.
Basta ver o pouco que José Ángel jogou contra o scp em comparação com a boa impressão que tinha deixado quando incluído numa equipa sem tantas alterações.
Aliás, depois de tantas modificações, creio que nem o próprio Lopetegui saberá qual o nosso "11" base. Ao fim de 3 meses, afinal jogamos com 2 médios defensivos ou só com um? Óliver é extremo ou um "10"? Idem aspas para Brahimi e Quintero (a este último, Lopetegui tanto lhe dá o papel principal como o encosta para canto). Herrera é um "6" ou um "8"?

Existe contudo uma outra parte da história que começa, aos poucos, a se tornar cada vez mais evidente. Afinal, das tantas promessas contratadas para a presente época, quantas o terão justificado até ao momento? Os excessos de Lopetegui justificam tudo ou será que não existe assim tanta qualidade, como os nomes, e principalmente os clubes de origem das nossas aquisições, fariam prever?

Será que, para além da boa surpresa que tivemos em Indi e da qualidade indiscutível de Brahimi, os outros estarão num nível que um clube como o nosso exige?
Depois de tanta insistência de Lopetegui e a exagerada importância que lhe atribui, quantas assistências ou golos tem afinal um Óliver? E Tello? Justifica este o número de minutos que são "roubados" a Quaresma?
Já para não falar de Adrian, um caso que parece irremediavelmente perdido.
Em boa verdade, também nisto Lopetegui corre o risco de ficar mal na fotografia.

Aguardemos os próximos capítulos, a começar já contra o Bilbao.

53 comentários:

Pedro ramos disse...

Discordo completamente quando afirma que o origem de todos os males de Lopetegui está no excesso de rotatividade. A origem de todos os males está sim no modelo de jogo por ele proposto. Por exemplo, como conseguiremos alguma vez ter qualidade na posse de bola com as suas ideias na 1º fase de construçao ou em vez de tentar juntar sectores afasta-os, fazendo com que os jogadores tenham menos soluçoes de passe? Ou o desprezo que atribui ao jogo interior que para mim é um fenómeno do entroncamento.

Claro que para mim, as trocas que vai fazendo, ainda por cima sem critério parecendo faze-lo apenas para distribuir minutos entre jogadores, nao ajudam a criar rotinas e aumentar a confiança, bem pelo contrário vao criando dúvidas entre os jogadores.

Quanto à qualidade dos jogadores, a continuar assim, falta pouco para os adeptos pedirem a cabeça de Jackson porque nao resolve todos os problemas da equipa, mas enfim quando Herrera é o jogador mais indispensável deste modelo.

PS. O jogo contra o Bilbao nao vai provar nada, o seu mau momento apenas nos pode afundar ainda mais ou enganar.

Vitor Soares disse...

Lopetegui é mau, se calhar é melhor trazer o Van Gaal, ou o Klopp...
Perdemos o primeiro jogo, já queremos a cabeça de todos... Desde há uns anos que sempre que se perde, tudo é posto em causa. Empatamos e os jogadores são assobiados, por vezes até na primeira parte já existem assobios...
No sábado fomos abafados em nossa casa por meia duzia de gatos pingados...
Para quando uma reação assim no nosso clube?
http://www.youtube.com/watch?v=2AGJZHWnz7A

PS: num mundo cada vez mais economista e dominado por empresários, o maior problema é não termos alguém no balneário que saiba o que é sentir a camisola que veste...Faz falta um Jorge Costa ou um Paulinho Santos para colocar toda a gente em sentido e a comer a relva numa unidade de equipa.

Mefistófeles disse...

Interessante:
http://www.maisfutebol.iol.pt/classico-fc-porto-sporting-lusofona-universidade-lusofona/5444048d0cf2efa205a80ff8.html

miguel.ca disse...

Pedro, concordo com a tese de que o modelo de jogo é péssimo mas, não achas que se houvesse um 11 rotinado e entrosado talvez o modelo não fosse assim tão péssimo?
E o que dizer do descaramento de atirar as culpas da derrota exclusivamente para cima dos jogadores?
Vocês perdoem-me mas este gajo é um idiota chapado.

José Rodrigues disse...

«Será que, para além da boa surpresa que tivemos em Indi e da qualidade indiscutível de Brahimi, os outros estarão num nível que um clube como o nosso exige?»

Bem, caiu o Carmo e a Trindade quando eu escrevi aqui no RP (e muito cedo) que achava q tínhamos melhor plantel do que no ano passado, mas que havia algum exagero na valia que os adeptos lhe atribuiam e - acima de tudo - que nao era nada liquido para mim q a equipa-tipo fosse melhor este ano.

Mesmo dando o desconto de nem sequer sabermos ao certo qual é a equipa-tipo este ano, penso que comeca a ficar claro que afinal de contas os jogadores nao sao assim tao fenomenais como isso (mesmo que nao estejam tambem a ser aproveitados da melhor forma a potencializar o seu valor).

Alias, acho q devo estar mesmo a ficar velho, porque comeco a ver todos os anos o mesmo padrao na opiniao dos adeptos: na pre-epoca a maioria acha q as contratacoes sao fantasticas, q o plantel claramente melhorou, e quando se chega ao fim da epoca afinal a maioria já acha que é só buracos no plantel e q as contratacoes foram (em geral) uma merda (principalmente quando nao somos campeoes).

A isso eu chamo a «benfiquizacao» da massa adepta portista... o 8 ou 80.

De qualquer forma e voltando a 20 de Out de 2014: continuo a achar que

1) sim senhor, temos melhor plantel que no ano passado, mas que
2) (ainda) nao consegui perceber se a equipa-tipo é melhor ou não.

NB: isto falando apenas do valor da materia-prima, nao da EQUIPA em si, o q é outra discussão.

Mefistófeles disse...

Concordo a 100%, José Rodrigues.

rbn disse...

Pois eu continuo a dizer que, apesar de jogarmos mal e porcamente, tivemos chances suficientes para empatar e até virar o resultado a nosso favor...o nosso goleiro fez uma única defesa o jogo todo e levou 3 gols...franguicio salvou o ex-porting em 3 situações claras de gol, penalty incluído, e só levou 1 gol...

Tivemos pelo menos 1 penalty sobre Herrera por marcar aos 24' e um offside mal assinalado aos 27', onde Adrian ficou isolado na cara do franguício, e curiosamente nenhum tribunal de arbitragem em nenhum jornal menciona isso...se fosse ao contrário, estavam todos a chorar até agora, a começar pelo porco de carvalho...

Mas como dizia o profeta: "merdas cagadas não voltam ao cu", portanto amanhã tem o quase defunto Bilbao, e espero que não seja amanhã que vá ressuscitar graças a abébias dos nossos jogadores, já chega...

Meu time pra amanhã é Fabiano(embora prefira mil vezes Helton), Danilo, Maicon, Indi e Alex;Ruben, Herrera e Oliver; Quaresma, Jackson e Brahimi.

Suplentes com Andrés, Marcano, Aboubakar, Tello, Adrian, Casemiro e Evandro.

Por que será que Opare, que fez um mundial excelente pelo Gana, nunca é convocado, estando Danilo em todos os jogos?
Por que Herrera não joga metade no clube do que joga na seleção?

Luís Vieira disse...

Não conseguiu o José Rodrigues e não conseguiu nenhum observador atento, porque não há equipa-tipo. Há uma amálgama de jogadores que vão jogando aleatoriamente, segundo o estado de espírito "rotativo" do nosso treinador. Em todo o caso, os jogadores à disposição do basco permitem fazer muito mais do que se viu até agora. Não são melões de qualidade duvidosa, são bons. A única abébia que lhe dou é na posição de médio defensivo porque falhou o Clasie (se bem que entre Casemiro, Campaña e Rúben Neves se conseguirá fazer um 6).

Mefistófeles disse...

Quando é que ele disse, sem margem para dúvidas, que a culpa da derrota foi exclusivamente dos jogadores ?

José Correia disse...

"...nem sequer sabermos ao certo qual é a equipa-tipo este ano..."

Após as primeiras semanas, vendo qual era o modelo de jogo e as escolhas de Lopetegui, eu supus que a equipa-tipo seria:

Fabiano
Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro
Casemiro, Herrera, Óliver
Tello, Jackson, Brahimi

Olhando para o plantel e para o tipo de futebol que Lopetegui pretende impor, pensei que a equipa ia convergir e estabilizar no onze-tipo anterior, mas afinal...

Pedro ramos disse...

Já disse que sou contra esta rotaçao. Nao compreendo que no inicio da criaçao dum modelo de jogo, bom ou mau, nao se tente ganhar referencias e rotinas entre jogadores. A constante mudança de jogadores e das suas respectivas posiçoes, vem expor ainda mais as limitaçoes que este modelo tem e dificultar ainda mais a sua implementaçao.

pancas disse...

Tem toda a razao, Pedro.
Ja chega esta conversa sobre a rotatividade...

Que os defensores de q a rotatividade e q e a causa do problema expliquem o seguinte - Como e que a rotatividade provoca:

- Que os centrais nao consigam ter a bola nos pes mais de dez segundos sem se ver livre dela como se ela queimasse?
- Que os laterais estejam na mesma linha dos centrais na primeira fase de construcao provocando facilidades a qualquer equipa que nos queira pressionar?
- Que o Herrera nao consiga fazer uma recepcao ou um passe em condicoes? E no entanto jogue sempre?
- Que nunca haja jogadores no corredor central, mas que tenhamos 2 e 3 jogadores juntos a cada linha lateral (como se fosse das linhas laterais que se fosse criar perigo?)
- Que sempre que ganhamos superioridade numerica numa zona do terreno e temos hipotese de criar perigo a jogar curto e em tabelas, a ideia e mudar o flanco para tentar um cruzamento?
- Que o Jackson seja o nosso melhor medio centro, ja que nao temos mais ninguem a jogar nessa zona (esta tudo encostado as alas)???

E ja agora, que grande teoria e esta de que o Indi foi uma boa surpresa? a unica surpresa e que se pagaram quase 8 milhoes por um cepo alto que faz lembrar o Jardel das galinhas... Nao faz um passe q nao seja para o lado, comete faltas em areas perigosas e nao tem nocao nenhuma de posicionamento - Vejam bem o golo que sofremos contra o Braga em que todos crucificaram o Brahimi, e reparem onde estava o Indi... a cobrir o fiscal de linha!!! em vez de estar na sua posicao devida, entre a bola e a baliza. Se estivesse bem posicionado nunca teria sido golo.

pancas disse...

E ja agora, Real Madrid e Barcelona, ao contrario do que se diz por aqui fazem rotacao e da grande. Alias o Barcelona de Luis Enrique, que vai em primeiro, sem golos sofridos apos 8 jogos tem feito mais rotacao que Lopetegui. Num caso mudou 9 jogadores entre o jogo contra o Bilbau e o jogo para a Champions!!!

JON disse...

Alguns querem tempo, outros querem perceber o que "coño" vai na cabeça do Lopetegui para na saída de bola mandar colocar os 4 defesas em linha, os quais passam a ser facilmente anulados com 2 adversários. Como se não bastasse, os centrais estão proíbidos de sair com a bola controlada em PROGRESSÃO até fixar um adversário e soltar eventualmente num médio.

Isto é tão mau, tão evidente, tão notório e tão repetido jogo após jogo que não percebo como 1) o Lopetegui não muda isto; 2) se ele não muda isto é porque é burro e não entende o próprio erro. Ora se é burro, está na altura de alguém perceber que fez asneira a contratá-lo...

É que grande parte do nosso problema (temos vários outros, no entanto) passa pela primeira fase de construção. Como somos facilmente anulados, como os jogadores não encontram soluções, começam a tremer e a dar casas.

As pessoas continuam erradamente a achar que os erros individuais nascem porque os jogadores têm lapsos...
METAM NA CABEÇA QUE O MODELO TEM DE DAR SOLUÇÕES COLECTIVAS AOS JOGADORES E ELES TÊM DE RESPONDER DENTRO DESSE MODELO, NÃO O CONTRÁRIO!

Mário Faria disse...

O que é diferente das ideias feitas incomoda. A época passada era o duplo pivô, este ano é a rotatividade e o plano B (4x4x2) enquanto VP e PF foram flagelados por não o implementarem. Não há pachorra. Revivo neste frenesim, os tempos complicados de Adriannse. Ainda não se chegou à violência, mas julgamentos na praça públicos não têm faltado como os que ocorreram naquela época com o Bruno Alves quando perdemos por 2-0 com o SLB. Não se sabe perder nem esperar e logo a seguir exige-se sangue para salvar a honra (a derrota com o SCP). Dei por mim a acompanhar uma crítica que acho fundamentada e que li neste blogue: o FCP há muitas temporadas que parece uma equipa pouco ágil nos processos de jogo. De facto, tem sido recorrente o “cansaço” dos nossos jogadores em contraste com os nossos adversários que respiram saúde por todos os poros. Por outro lado, preocupa-me este modelo de posse que teima em ser lento e ultimamente pouco lesto a reagir à perda da bola. Mas, isso não deveria desestimular os adeptos a apoiar a equipa para além de todas dúvidas. Aliás muitas destas dúvidas estavam escritas desde a sua escolha. Esperava um pouco mais da equipa nesta altura, mas o que mais temo é que o FCP se torne um cemitério de treinadores e se despeje o menino com a água do banho. Finalmente, não sou um apreciador de blindagens, mas a fuga de informação relativamente reservada e que tem dado à estampa pela mão do Jogo é muito suspeita.

JON disse...

Mário, essa "fuga de informação", parece-me óbvia. O Quaresma já deu o mote quando disse "temos equipa para mostrar muito mais" e era óbvio que caso os resultados não aparecessem o balneário ia/vai implodir...

Quanto ao resto, o FCPorto não é nenhum cemitério de treinadores. Jesualdo foi contestado e ficou vários anos. Vítor Pereira foi hiper contestado e ficou 2 anos.

Paulo Fonseca foi um horror e ficou tempo a mais.
Parece-me óbvio que Lopetegui é um horror, mas "há que der tempo" dizem uns... Talvez o ideal seja até Fevereiro como o ano passado!...

Desde o início que digo: Lopetegui não é um horror pela rotatividade, nem por ser espanhol, nem por não meter o Quaresma. É um horror porque tem más ideias para o jogo e as que tem não as consegue operacionalizar.

Mefistófeles disse...

"o FCP há muitas temporadas que parece uma equipa pouco ágil nos processos de jogo. De facto, tem sido recorrente o “cansaço” dos nossos jogadores em contraste com os nossos adversários que respiram saúde por todos os poros".
Essa crítica também li e subscrevo. Não é só o aspecto físico, é a agressividade e o querer com que se disputam os lances ( acho que o Sporting fez para aí o dobro de faltas, e algumas por marcar ). O que se calhar tem a ver com a deficiente preparação física. Ou será também ou principalmente psicológica ? A verdade é que não é apenas desta época, já vem de trás.
Acho que há défice de "Cojones". Se calhar falta mesmo uma voz de comando dentro do campo. À antiga.

José Correia disse...

Há algo que importa clarificar.
A contestação a Lopetegui (às suas escolhas, opções, modelo de jogo, ...) não surgiu de repente, "apenas" por causa de uma derrota.

A contestação já existia, tinha vindo a crescer nas últimas semanas e, naturalmente, atingiu um pico após a derrota em casa frente ao Sporting.

Eu repito o que já disse (escrevi) noutros artigos/comentários: já vi este FC Porto de Lopetegui jogar melhor (muito melhor) do que aquilo que a equipa mostrou nos últimos jogos.

Por que razão a equipa regrediu?

JON disse...

José, até nisso há semelhança com a época passada, recorda-se?

A mim parece-me simples: um treinador novo tenta implementar um modelo. Os jogadores ou acreditam ou nãor no mesmo. Numa fase inicial, os jogadores "compram" o modelo, mas a crença e respectiva exequibilidade do mesmo só dura enquanto os jogadores se convencerem que aquele modelo faz sentido!...
Daí que a equipa tenha vindo a cair. Os jogadores não são parvos e quando os mandam fazer acções que eles vêm que não fazem sentido, eles deixam de acreditar.

Por outro lado, as equipas perceberam como joga a equipa. Sobretudo no que toca a pressionar a 1ª fase de construção.

José Correia disse...

JON, admito que parte da explicação para a equipa ter regredido, esteja no que escreveu.

Contudo, eu gostaria de “tirar a prova dos 9”. Isto é, conforme referi num comentário anterior, eu supus que Lopetegui, após avaliar os resultados de algumas experiências, iria estabilizar no seguinte onze-tipo:

Fabiano
Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro
Casemiro, Herrera, Óliver
Tello, Jackson, Brahimi

Por aquilo que vi, este onze parece-me a melhor solução para Lopetegui implementar o modelo de jogo que pretende.

Com Óliver no meio (e não encostado a uma das alas) e com Brahimi partindo da esquerda, mas flectindo para o meio, há condições para a equipa melhorar o jogo interior, bem como, para estar melhor posicionada na perda de bola.

Em termos ofensivos, a equipa beneficiaria da velocidade de Tello (que “estica” o jogo) e dos desequilíbrios provocados por Brahimi, nos duelos um-para-um.

Eu acredito (eu quero acreditar) que, com este onze, a equipa será capaz de voltar às vitórias e boas exibições.

E, depois de estabilizar, então sim, fará sentido reintroduzir alguma rotatividade.

miguel.ca disse...

De acordo

miguel.ca disse...

Assino por baixo

miguel.ca disse...

Sem mais.

Mefistófeles disse...

Também esse 11 me satisfaria. Mas gostaria um dia de ver o Campana no lugar do Casemiro, que ainda não me convenceu. Experiência por experiência...why not ?

Luís Vieira disse...

Há aqui um problema de percepção/interpretação. A rotatividade não é a única causa do problema, obviamente. As mentes retardadas que aqui comentam (modo irónico on) não são tão obtusas ao ponto de reduzirem a fonte dos problemas a um único factor. Como tem sido debatido por muita gente, a proposta de jogo do Lopetegui apresenta diversas dificuldades (algumas das quais enunciadas pelo pancas). No entanto, a rotatividade tem sido um dos principais problemas que assolam a equipa, de mão dada com os demais. Negar a influência da rotatividade (em sentido amplo, de jogadores e de tácticas) no rendimento da equipa é que me parece redutor, simplista e dogmático. A rotatividade é tabu e o modelo é a salvação? No dia em que as mudanças bruscas pararem, faremos essa análise com acuidade. Por último, comparar o Porto ao Real Madrid (treinador repetente, vencedor da Champions) e Barcelona (equipa que joga de olhos fechados há largos anos) é confundir a velocidade com o toucinho ou, imitando a postura virulenta, o "cú com as calças".

Tiago Silva disse...

José Correia, o menor dos problemas do Porto é a rotatividade. Aliás, até acho esta desejável para manter todo o plantel com altos níveis de competitividade e motivação.
O problema do Porto, reside, isso sim, no modelo desajustado de Lopetegui e na incapacidade do mesmo em dotar a equipa de níveis de organização e equilíbrio que a aproxime do sucesso, senão vejamos:
A primeira fase de construção do Porto é confrangedora. Os centrais encontram-se bem abertos e, quando com bola, encontram imenso espaço para progredir. Sucede que, ao invés de saírem a jogar, fixarem um adversário e jogarem num colega que procure oferecer linha de passe, optam invariavelmente por jogar no lateral. Ora, como as equipas adversárias também estudam o opositor, vemos o lateral a ser de imediato pressionado quando se prepara para receber. Este, quando recebe a bola, e porque está pouco adiantado face aos centrais, tem muitas vezes a linha de passe no extremo bloqueada, daí que opte por jogar no central novamente. E isto é assim porque, para além do exposto, o médio que bascula para oferecer a linha de passe ao lateral também conta com um adversário a pressioná-lo para impedir que este receba a bola. Daí que, quando o lateral recebe a bola, ou joga em profundidade e aí volta-se a perder a posse de bola, ou opta por jogar novamente no central (que é o que sucede quase sempre), basculando este a bola para o outro central que a volta a lateralizar e voltamos ao mesmo. Quando, porventura, o lateral tem linha de passe no extremo e joga neste, verifica-se que o extremo tem um adversário na marcação e outro a fazer contenção. Ora, o extremo, nestas circunstâncias, para além de pressionado, tem um apoio interior quase sempre mal colocado e, ainda assim, afastado. Daí assistir-se a algumas perdas de bola do extremos nestas situações. Quando não a perde, não tem outra alternativa que não seja a de devolver ao lateral. Este ao receber, como o médio que oferece apoio está tapado, joga no central e voltamos a assistir ao movimento inicial. Se porventura o lateral encontra o médio em condições de receber e joga nele, assistimos a uma imediata mudança de flanco, isto independentemente do médio poder virar, enquadrar e prosseguir com bola. E isto é assim porque Lopetegui quer. O Porto não tem qualquer jogo interior porque não tem qualquer instrução para o fazer. Aliás, por ser assim é que é raríssimo assistirmos à presença de algum jogador nesse espaço entre linhas do adversário. Voltando à mecânica do modelo: o extremo ao receber tem muitas vezes um adversário na marcação e outro a fazer cobertura. Se este segundo não estiver, o extremo procura fazer 1x1 e é quando o Porto consegue criar algum desequilíbrio fruto da valia individual dos extremos. Se estiver, que é o que sucede a maior partes das vezes que defrontamos equipas organizadas, o extremo não procura o 1x1 por ser pouco provável que consiga ultrapassar dois homens (marcação e cobertura). Ora, como os extremos nestes casos não têm apoio interior próximo, voltam a jogar no lateral e o resto já é conhecido.
Isto é o Porto de Lopetegui.

Tiago Silva disse...

Depois, em organização e transição defensiva, assistimos a muitos desequilíbrios na equipa decorrentes de maus posicionamentos e de erros individuais correntes, uns fruto do próprio modelo de jogo instituído, outros em virtude de termos autênticos cepos no onze.
Herrera aqui assume o papel de protagonista principal: quer por se apresentar frequentemente perdido atrás da linha da bola, deixando o meio campo do Porto em inferioridade e à mercê do adversário, quer por erros de execução constantes que colocam a equipa em dificuldades face ao desequilíbrio em que a mesma se encontra no momento da perda.
No sábado, para além de Herrera perdido em campo, tínhamos ainda Quintero, que tem poucas noções de posicionamento em momentos de organização e transição defensiva. Daí a cratera que se evidenciou no meio campo do Porto na segunda parte de sábado. O meio campo do Sporting na segunda parte jogou quase sempre com espaço para receber a bola e enquadrar.
A esta equipa do Porto, já não bastava este modelo sofrível, como ainda por cima tem que levar com Herrera como homem do meio campo com mais liberdade ofensiva. Juntar as duas coisas dá uma mistura quase explosiva. Isto porque Herrera, para além do pouco critério que tem com bola, tem imensas lacunas técnicas ao nível do passe e noção 0 acerca de posicionamentos.
Isto toda a gente já percebeu. Todos, menos um.
Também todos já percebemos que Oliver amarrado à linha não acrescenta muito, tanto mais que, face ao modelo de Lopetegui, é contra natura ter um extremo como Oliver. Todos, menos um.
Já todos perceberam igualmente que Ruben é 6 e que não tem perfil de jogador da posição 8. Todos, menos um.
No sábado, ao minuto 10, já todos haviam percebido que Casemiro não estava com ritmo para um jogo daquela natureza. Todos, menos um.
No sábado, todos perceberam igualmente que se havia alguém a sair ao intervalo era Herrera e não Oliver. Todos, menos um.
No sábado, todos perceberam também que entregar o meio campo do Porto a Quintero e Herrera era o mesmo que fomentar o abandono do sector intermédio a favor da equipa adversária. Todos, menos um.
Mais havia a dizer e a esmiuçar, mas isto tudo para dizer que o problema do Porto não está na rotatividade mas sim no fiasco que é Lopetegui.
PS: e não esquecer que a pressão alta que muitos apregoavam ser imagem de marca deste Porto de Lopetegui é apenas uma fantasia (salvo se considerarem que a mesma sendo feita com os olhos também vale).

JON disse...

Tiago, é isso tudo e mais...

Eu ainda agora fui reler o que escreveu o Tactical Porto a seguir ao jogo com o Boavista e dói-me o coração. É claro como a água que o problema está nas ideias do Lopetegui....

E depois ouvir a constante bazófia dos sportinguistas e o gozo dos benfiquistas... E o pior de tudo: é que têm razões para isso!

Luís Vieira disse...

JON, não há modelos milagrosos que oferecem soluções para todos os problemas dos jogadores. "Há erros individuais que nascem porque os jogadores têm lapsos", seja o Guardiola a treinar, seja o Lopetegui. É óbvio que o modelo e a qualidade dos jogadores do treinador do Bayern diminuem em muito a percentagem de erros individuais, mas eles existirão sempre. No caso concreto do Clássico, o Marcano abordou mal o lance, errou e fez um auto-golo; o Casemiro mandou um inexplicável charuto para onde estava virado, errou e deu o golo ao Nani.

pancas disse...

Perfeita analise, Tiago.
Se a rotatividade pode ser um problema, nao sera mais de 10% da causa, a escolha dos jogadores 15% e o modelo de jogo uns claros 75%...

Luís Vieira disse...

Subscrevo, José Coreia. Com Quaresma, Evandro, Quintero e Rúben Neves a espreitarem a titularidade, dependendo do momento físico e psicológico (em tese, também incluiria aqui o Adrián, mas o seu rendimento tem sido pobre). Feita a "prova dos nove", poder-se-ia ser tão peremptório quanto o JON e demais partidários (embora horror seja um termo muito forte, pelo menos nesta fase).

pancas disse...

Luis, nao fui eu que trouxe Real Madrid e Barcelona para a conversa, mas sim o autor do post a tentar demonstrar que essas equipas nao fazem uso de rotacao. Eu simplesmente demonstrei que isso nao e verdade.
Alem disso, achar que o Barcelona e uma equipa que joga de olhos fechados ha varios anos nao e estar a par da realidade - o Barcelona teve 4 treinadores nos ultimos 4 anos e na equipa desta epoca tem pelo menos 4 jogadores novos que tem jogado praticamente a titulares (Bravo, Mathieu, Rakitic, Munir) - nao e propriamente como a descreve...

Luís Vieira disse...

Estando a par da realidade: Montoya, Piqué, Mascherano, Bartra, Alba, Adriano, Daniel Alves, Busquets, Xavi, Iniesta, Sergi, Pedro, Messi e Neymar. 14 jogadores que transitaram da época transacta. Grande parte deles constitui a espinha dorsal deste Barcelona. Jogam certamente de olhos fechados, depois de muito tempo a jogarem juntos (melhor com uns treinadores - Guardiola e Tito -, do que com outros - Martino). É possível comparar a rotatividade que se pode fazer numa equipa assim com o Porto deste ano? Não.

MiguelP disse...

Muita gente tem dito que temos um grande plantel, o que para mim é uma grande mentira... quando na verdade é que temos são muitas e boas opções ofensivas. E o meio campo? Vejam a época sofrível que fizemos o ano passado e ainda assim tínhamos um meio campo superior ao atual. Casimiro, Ruben Neves, Herrera e Oliver (os mais utilizados) constituem o pior meio campo que há memória... Se alguém me apresentar, nos últimos 30 anos, um meio campo inferior a este eu prometo que me atiro da torre dos clérigos abaixo!

Luís Vieira disse...

Análise lúcida, embora me mereça alguns reparos, que já fiz em comentários anteriores, pelo que não adianta estar a repetir-me. Em tudo o que disse, o que mais destaco, do ponto de vista táctico, é a ausência de jogo interior e de pressão alta sobre o portador da bola, dois princípios básicos, estruturantes e característicos do "tiki-taka". Supostamente, Lopetegui é seguidor deste ideário. Porque não o aplica? Falta de vontade? Incapacidade? Dores de crescimento (prolongadas)? É um mistério que gostava de ver esclarecido.

Daniel Gonçalves disse...

JON às 16:02 disse "As pessoas continuam erradamente a achar que os erros individuais nascem porque os jogadores têm lapsos..."

Já li comentários inteligentes do JON, mas este deve ser o mais "fundamentalista" e irreal que li nos últimos tempos. Mas os jogadores são máquinas infalíveis e incapazes de cometer erros? Ou são humanos que, independentemente da excelência do modelo, são susceptíveis de errar ou ter lapsos inerentes à condição humana? Portanto na linha de raciocínio do JON os jogadores são meras "marionetas" de um plano elaborado por uma mente superior, eliminando-se o livre arbítrio, a força mental, e a vontade humana na sua conduta. Se o futebol fosse assim tão simples como um modelo matemático, infalível, capaz de nos levar às vitórias tudo se tornava tão monótono e previsível. Bastaria pegar numa dúzia de jogadores banais e com um modelo infalível estava encontrado o rumo das vitórias e triunfos. Obviamente que o modelo tem como objectivo fornecer soluções de jogo aos artistas, mas como estes não são máquinas é natural que o talento individual, ou a falta dele, desempenhem um papel fulcral no desenvolvimento do mesmo jogo. Ironicamente já li por aqui argumentos semelhantes, de outros comentadores, que mentalizam o futebol como jogado não por humanos mas por máquinas e que um modelo genial levará fatalmente ao sucesso.

Classificar o Julen Lopetegui como um “horror”, também me parece exagerado, como qualquer treinador tem o seu lado negativo e menos competente, mas horror sugere repulsa e nojo.

Daniel Gonçalves disse...

Também concordo que a rotatividade excessiva, quando ainda não estão criadas rotinas e hábitos de jogo na equipa, e o modelo aplicado – que não está a ser o ideal - são parte da explicação para os jogos menos conseguidos nos últimos tempos e para o decepcionante futebol exibido. Aqui cabe ao treinador mostrar que é capaz de apreender com o que está incorrecto e rectificar porque, concordo com o José Correia, a equipa está a regredir e a verdade é que não sendo perfeita ou excelente esta mesma equipa deu bons sinais nos primeiros jogos da temporada que entretanto se perderam. Portanto o problema pode estar “numas ideias” de Lopetegui, mas acreditando que ele humano – e não uma máquina - e portanto capaz de redenção e possuindo capacidade para elaborar outras ideias capazes de colocarem a equipa do FC Porto no rumo do sucesso e das vitórias vamos esperar pelos próximos desenvolvimentos, exigir já “a cabeça” dele é sinal de imaturidade, de intolerância e de quem pensa que sabe tudo e que portanto Lopetegui já não tem mais nada para nos mostrar.

vitordiogo disse...

É um meio campo com Carlos Eduardo e Josué que é melhor que este?

Pedro ramos disse...

Nao me parece fundamentalista, apenas parece querer marcar uma posiçao clara, mas nem tudo pode ser lido de forma literal.

O Tiago Silva deu-se ao trabalho de descrever parte do modelo de Lope. A critica tem como base as soluçoes que o modelo do treinador dá aos jogadores, contribuindo em muito para que o erro individual seja potenciado, e muito dos erros recentes devem-se mais ao modelo que ao jogador.

Obviamente os erros individuais acontecem em todos os modelos, mas existem formas de os tentar minimizar, e nao se tem visto essa tentativa por parte de Lope.

rbn disse...

Pra que temos comentadores na televisão, se eles não defendem o nosso clube como deveriam???

Por que ter lá o banana do Aguiar se o corno gomes da silva há uma década inteira todas as segundas feira insiste, e repete, e repete ,e repete no tal apito dourado e o que faz o banana do Aguiar???Fica com aquele sorrisinho amarelo de puta arrependida, sem dar troco à altura!!!

Pra que ter um manuel serrão que nunca está informado de nada, só fala merda e só dá tiros nos pés???Ainda agora disse que "não houve nada" no penalty sobre Herrera!!!

Foda-se!!!Se aquele penalty fosse em cima dum jogador do ex-porting ou do boifica, o bêbado barroso ou o corno gomes da silva estavam zurrando até agora, botavam a boca no trombone dizendo que aquilo foi "penalty escandaloso", "como é que o árbitro não viu???", "fomos roubados", um escarcéu que ainda durava pelo menos mais 2 meses!!!

Quando o Porto vence, com ou sem lances polemicos, o que fazem os comentadeiros rivais???Metem a boca no trombone!!!

Que falta faz Poncio Monteiro...

meirelesportuense disse...

"Rodar até cair"
Já me aconteceu isso na juventude nos bailaricos mais animados...Rodava, rodava e ficava no meio de todo aquele entusiasmo, um tudo nada oirado. Depois, se não me punha a toques, podia mesmo cair.
Aliás não acontecia só comigo, até faziamos brincadeiras desse tipo:
-Pegavamos numa miúda ou num amigo -com consentimento- e faziamo-la(o) rodar durante uns bons segundos e subitamente largavamo-la(o)...Invariavelmente caía.
Acho que o Lopetegui sabe disso.

JON disse...

Daniel, expressei-me mal.
O que queria dizer é simples: os erros constantes que temos tido e deram golos do adversário (2 Ucrânia, 1 Braga, 1 Sporting) não são casuais, antes resultam de um modelo que não cria soluções colectivas. O modelo deve dar solução para que o erro individual seja menos provável.

Claro que são os jogadores que jogam e eles é que erram ou criam golos que resolvem jogos. Mas cabe ao modelo mitigar a possibilidade desses erros, esconder as debilidades dos jogadores e potenciar as suas mais-valias.

Veja-se o que dizia por exemplo o Vítor Pereira sobre a forma como muitas equipas condicionavam a saída de bola do seu Porto pelo Mangala, que era claramente o que tinha menor capacidade para o fazer, e de como a equipa tinha soluções colectivas dentro do modelo para resolver isso...

Nuno Fonseca disse...

Se o tactical porto diz, é melhor despedir Lopetegui. Se ele o diz. Só tenho pena que quem escreve nesse blog não seja treinador do porto. Afinal é tão fácil! É só fazer o que lá diz.
O VP (treinador que gosto) tinha ideias parecidas e foi humilhado em Coimbra por 3-0 no ínicio da sua carreira no Porto. Gostava de pensar o que pensava o JON nessa altura sabendo eu que também simpatiza com VP. Será pedia já a sua cabeça como pede a de Lopetegui? Para si não há cá esperar para ver. Você e o tactical Porto já sabem que não vai dar.

JON disse...

Nuno, a menos que se prove que o Lopetegui tem todo um balneário contra ele; a menos que se prove que há muitos jogadores que não estão com a cabeça no clube e que o Jackson Martinez afinal foi vendido no final de Agosto, contra todas as expectativas; a menos que o Lopetegui tenha sido o adjunto no ano anterior e que por isso toda a gente, jogadores incluídos, o vejam como tal; então a situação não é comparável.
Por outro lado, gostava de saber quando é que o Vítor Pereira, mesmo nos seus piores momentos, mostrou esta insegurança constante.

Unknown disse...

Só dizem tretas para justificar os assobios ridículos no estádio. Informem-se antes de dizerem asneiras:
http://www.maisfutebol.iol.pt/fc-porto-lopetegui/544556520cf260a305ea50d1.html?utm_campaign=editorial-mfutebol&utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_content=-post

Nightwish disse...

É verdade, isso é que é preocupante. Excelente análise.
Há que dar tempo ao treinador... mas já estamos em finais de Outubro, já não é nada pouco tempo para se avaliar as dinâmicas e ver no que dá a equipa. Ou começa rapidamente a alterar essas questões e a ter um rendimento muito superior, ou já só nos resta esperar que este ano se resolvam as coisas mais rápido e melhor do que na época passada.

Nightwish disse...

Continuo a concordar, excepto que acho que o Rúben vai dar muito melhor oito do que seis, mas isso só se podia ver num meio campo consistente...

Nightwish disse...

Os jogadores são cheios de qualidade, mas quando a bola não passa por lá, ou quando os mandam para as alas não há jogador que resista.

Nightwish disse...

Já vamos em finais de Outubro... Quando é o próprio treinador a dizer que não vê os problemas no modelo de jogo que facilmente se vêm numa em simples análises (ver acima a análise do Tiago Silva e o artigo no maisfutebol acima indicado), devemos esperar outra vez por Fevereiro ou arranjar uma solução enquanto há alguma margem para não se perder a época?

Nuno Fonseca disse...

Mto bem! aqui está exposta a treta do argumento da rotatividade. E não vejo ninguém a fazer citações com este artigo do mais futebol. O ano passado não se calavam com o triângulo invertido. E quando o triângulo voltou ao normal ainda perdemos mais jogos. Este ano não se calam como uma coisa que nem sequer é verdade.

José Correia disse...

Caro Nuno Fonseca, concordará que não é a mesma coisa a "rotatividade" contra o Sporting de Lisboa ou contra o Sporting da Covilhã.

José Correia disse...

E penso que o Nuno Fonseca também concordará, que uma coisa é alternar entre jogadores que já conhecem o treinador e o seu modelo de jogo e outra coisa é alternar entre jogadores que acabam de chegar a um clube, cujo plantel tem 16 jogadores novos e cujo treinador também é novo.

Luís Vieira disse...

O Luís Sobral do Maisfutebol faz artigos a pensar que os leitores são mentecaptos, mas engana-se. Ensaio sobre a rotatividade:

Equipa titular do 1º jogo oficial da época – Fabiano, Danilo, Maicon, Indi, Alex Sandro, Rúben Neves, Herrera, Óliver, Quaresma, Brahimi e Jackson;
2º jogo – 1 alteração no 11 titular;
3º jogo – 4 alterações;
4º jogo – 4 alterações;
5º jogo – 3 alterações;
6º jogo – 3 alterações;
7º jogo – 3 alterações;
8º jogo – 6 alterações;
9º jogo – 5 alterações;
10º jogo – 4 alterações;
11º jogo – 1 alteração;
12º jogo – 5 alterações.

Se isto não é R-O-T-A-T-I-V-I-D-A-D-E, eu vou ali e venho já. Não comamos toda a palha que nos dão a comer.