sábado, 1 de novembro de 2014

“Magia” a mais, Agressividade a menos


É possível o FC Porto jogar, de início, com Óliver, Quintero, Brahimi, Quaresma e mais dois laterais de vocação ofensiva (Danilo e Alex Sandro)?
É.

É possível o meio-campo portista ser formado por Casemiro (um “Nº 8” que está em fase de adaptação à posição 6) e dois “levezinhos” – Óliver e Quintero – de aproximadamente 1,70m de altura?
É.

Mas, conforme se viu na 1ª parte e também na 2ª parte, até Herrera ter substituído Quintero, correm-se riscos, riscos desnecessários, que poderiam ter culminado em dois ou três golos do Nacional.

O problema é (foi) o Quintero?
Não. Aliás, colocar as palavras “Quintero” e “problema” na mesma frase até soa mal.
O problema são os desequilíbrios e falta de agressividade (quantas bolas divididas foram ganhas?) que a equipa, como um todo, evidenciou, principalmente durante a 1ª parte.

Ao intervalo, em vez de 1-0, o resultado poderia ser 3-2 ou 4-3 e isso, já o disse aquando do FC Porto x SC Braga, é algo que não me agrada.

Podemos analisar vários aspectos da exibição do FC Porto mas, por exemplo, por que razão, hoje, Quintero esteve longe da influência e nível exibicional dos últimos jogos?
Na minha opinião, porque faltou no meio-campo portista um jogador como Herrera que, conforme já foi dito noutras alturas, quando é preciso pressionar ou recuperar, corre por ele e por Quintero.

Há quem pense e até há quem diga, que quando se ganha está tudo bem.
Pois… Eu sou capaz de apostar que, depois do que se viu neste jogo, Lopetegui não irá repetir, de início, este trio do meio-campo muitas vezes.
E, quando chegar o “general Inverno”, veremos se Lopetegui não irá recuperar o seu meio-campo de combate, formado por Casemiro, Rúben Neves e Herrera.



Termino com o melhor deste jogo, citando o jornalista Germano Almeida do Maisfutebol:

«Mesmo quando as partidas não correm particularmente bem, Brahimi não engana: joga muito. Muito, mesmo. Uma boa parte dos melhores lances criados pelo FC Porto nesta partida passaram pelos pés deste argelino virtuoso, que alia uma técnica de topo a uma capacidade física impressionante. Velocidade com bola, capacidade de passe e cruzamento, em constantes desequilíbrios que colocam os defesas contrários de cabeça a andar à roda. Quando estava prestes a sair (Lopetegui já dava indicações a Tello...), o argelino assina uma obra de arte, em lance em que finta, posiciona o remate e dispara tiro certeiro. Magia e eficácia. Tanto Brahimi


P.S. A jogar como o fez contra o Nacional e como tem feito na maior parte dos jogos desta época, Danilo, depois de já ter regressado à seleção canarinha, no final da época irá, seguramente, saltar para um dos “tubarões” europeus.

43 comentários:

Marco Morais disse...

O problema não foi tanto sem bola, mas sim com ela. Com a equipa tão larga e a fazer jogo só pelas alas como se pode recuperar a bola com eficácia? Quintero e Óliver sim, mas não somente como placas giratórias. Para isso qualquer Herrera desta vida serve.

Joao Goncalves disse...

Cada vez mais Herrera está a mostrar aos que o riduculamente o criticam a sua mais valia para a equipa.

Ontem Óliver terminou com 12,2Km percorridos, mas a pergunta é onde?

Na 1ª parte os médios do Nacional tinham espaço para pensar e fazer os lançamentos em profundidade que queriam sem qualquer zona de pressão o que na 2ª parte acabou lançando Herrera.

Não que isso tenha estancado de imediato o Nacional, já que a nossa ineficácia e em particular um Jackson altamente perdulário, foram dando "vidas" à equipa Madeirense, mas que a equipa ficou mais junto e deixou de dar tanto espaço aos médios interiores, isso deixou sem dúvida.

Muita Magia e pouco equilibrio posicional, é um resumo fácil da 1ª parte do jogo de ontem.

rbn disse...

Começando pelo fim, como é que esse time do Nacional jogando super organizado na defesa, lutador no meio campo, rapidíssimo no ataque, quase sem erros de passe, com processos bem definidos de contrataque( havia sempre um gajo livre - às vezes dois - no setor de Danilo e a bola ia sempre lá) pode estar em 12º lugar na tabela???

Das duas uma: ou tem tido muito azar ou fez o melhor jogo da época no Dragão, e como se sabe, contra nós os adversários fazem sempre o jogo da vida deles e às vezes basta um tiro para marcarem, tiros que tiram pontos preciosos...

Mas tendo no meio campo apenas Casemiro como médio defensivo e dois pesos-leves como Oliver e Quintero, podemos tirar conclusões que foi também por aí que o nacional deitou e rolou...tanto que quando entrou Herrera, a pegada foi outra e a equipe se equilibrou mais um pouquinho...

Ontem não houveram abébias, mas é preocupante ver avançados de times como o Nacional, que não é nenhum bicho-papão, muitas vezes cara-a-cara com o nosso goleiro...

Brahimi, sem comentários, Jackson e Quaresma bastante lutadores e solidários(deu gosto de ver), Alex não consegue voltar à boa forma (cada bola é uma susto) e Maicon pelos vistos vai pro banco de reservas...

Ontem tinha muita inspiração no meio campo, mas era preciso mais transpiração....e em outros jogos, havia muita transpiração quando era necessário inspiração...

Talvez resida nestes dois fatores as dúvidas de Lopetegui para cada jogo e por isso, a insistencia em rodar o plantel em busca de uma solução "eficaz", ao mesmo tempo lutadora e talentosa a meio campo (só vi isso no Barça de Guardiola)...a ver vamos...

Voltando ao Nacional, se não tiver "azar" e se jogar tudo o que jogou ontem (tal como já havia feito o Braga) no Dragão na próxima jornada, vai ser um ai jesus:-)

José Correia disse...

"Com a equipa tão larga e a fazer jogo só pelas alas como se pode recuperar a bola com eficácia?"

Se, com Óliver e Quintero (e, por vezes, também Brahimi) a jogarem no meio e a tentarem explorar o espaço entre linhas, a equipa só jogou pelas alas, é porque alguma coisa não correu bem.
Na opinião do Marco Morais, o que terá falhado?

José Correia disse...

"Lancei o Héctor [Herrera], que nos veio dar o que precisávamos: mais solidez e mais bola. Ele entrou muito bem"
Julen Lopetegui, 01-11-2014

José Correia disse...

"...é preocupante ver avançados de times como o Nacional, que não é nenhum bicho-papão, muitas vezes cara-a-cara com o nosso goleiro..."

O Nacional só não marcou 2 ou 3 golos na 1ª parte, porque não calhou.

José Correia disse...

"Ontem tinha muita inspiração no meio campo, mas era preciso mais transpiração....e em outros jogos, havia muita transpiração quando era necessário inspiração..."

O que é preciso, em todos os jogos, é haver equilíbrio entre "inspiração" e "transpiração" (entre "magia" e agressividade).

Uma equipa organizada e equilibrada, está sempre mais longe de sofrer dissabores e mais perto de ganhar jogos (e campeonatos).

pancas disse...

Mais uma vez se ve os argumentos ridiculamente distorcidos dos que tentam defender o Herrera...

Declaracoes de Manuel Machado apos o jogo: "Estava a perder 1-0 e acabei por ter um dilema: para tentar não perder o jogo, tive que arriscar. Meti o miúdo, o Willyan, que é um médio-ofensivo. Com dois trincos se calhar o 2-0 não acontecia…"

Se calhar foi por ai que nos recuperamos o meio campo, nao? O facto que ja nao havia uma parede la atras?

Revejam la o jogo (eu ja o vi 3 vezes) - a maior parte dos ataques do Nacional sao bolas bombeadas por cima do nosso meio campo para as costas dos nossos laterais, principalmente para as costas do Danilo (ou do Quaresma que nao recua). Estou para perceber como e que o Oliver e o Quintero poderiam fazer algo contra isso (saltar 5 metros para o ar???)

Essa de perguntar onde andava o Oliver deve ser mesmo para rir!!! Nos primeiros 4 minutos de jogo o Oliver faz 10 recepcoes e passes, em 3 areas de terreno diferente (terco defensivo direito, terco medio direito e terco medio esquerdo) dos quais falhou um quando tentou uma variacao de flanco longa para isolar o Brahimi. No mesmo espaco de tempo, o Quaresma conseguiu atirar 3 vezes a bola pela linha de fundo!!!

Alem disso, o Oliver durante todo o jogo recuou para junto aos nossos centrais, ora para comecar a construcao, ora para defender (ATRAS da linha da bola) quando o Nacional atacava. Um bom exemplo foi ao minuto 33 qd ele corta uma jogada perigosa dentro da nossa grande area. Por outro lado houve varias vezes que ele entrou na area contraria em combinacoes com Brahimi ou Quintero (ele esta na area contraria nos 2 golos!!!). Isso e que se chama um box-to-box e nao o Herrera que raramente se distancia do circulo central...

Quaresma conseguiu rematar 4 vezes e nunca acertar na baliza. Jackson obrigou o guarda redes a grandes defesas, mas ele e que e o perdulario!!! Grande Analise!!!

Quaresma nunca criou perigo nas bolas paradas... a unica bola parada com perigo (cabecada de Casemiro e defesa do guarda redes) foi quando ele deu curto para... Oliver e ele centrou!!!

Mas entao analisemos o que Herrera fez que nos proporcionou tanta solidez!!! Eu presumo que ele deve ter corrido muito... nem discuto isso... Alias nos primeiros minutos eu vi-o a perseguir uns defesas do Nacional com uma grande corrida. Claro que o defesa simplesmente lhe passou a bola por cima e de repente o Nacional estava junto a nossa area!!! Mas o que importa e que ele corre muito!!! De resto... recuperacoes de bola? recuperacao de posicao quando se perde a bola? ajuda aos atacantes? Fraquinho...

Ah, e ja agora, nao ha comentarios a casa que o Indi deu? que so nao deu golo porque o Rondon escorregou e que foi salvo pelo Maicon? Para variar o Maicon e que acaba com a reputacao de fraco e o Indi de grande jogador... de grande so tem o tamanho... talvez se aprendesse a fazer menos faltas...

Eu ate concordo com algumas ideias do post, correr menos riscos, controlar o jogo (nao fosse eu admirador do VP). Mas acho que para isso o importante e nao ter um jogador na equipa que so sabe fazer uma jogada - (finta e cruzamento) e por isso perde a bola 80-90% das vezes em que a recebe (Quaresma).

Paulo Costa disse...

Ai o Jackson obrigou o guarda-redes a grandes defesas? Sim senhor. E que quem é que lhe pôs a bola na cabeça e nos pés? Se calhar foi aquele malandro que só pensa nele e que em 10 bolas que recebe perde 9. Comentário ridículo e preconceituoso.

a pessoa disse...

José, é óbvio que o que falhou foram as ordens do treinador, que ordena aos jogadores que quando recebam, coloquem de imediato nas alas... Tanto mais que os extremos estão sempre abertos no início das jogadas porque essa é a estratégia. Mais: mal a bola entra num extremo, o Jackson e o Oliver (ou o Herrera) atacam a baliza porque sabem que a ordem é vir cruzamento. Desta forma, não só se "robotiza" demasiado o jogo, como se tem sempre os jogadores muito afastados no momento da perda de bola...

JON

a pessoa disse...

Pancas, eu já nem discuto mais nomes, neste e noutros blogs, porque não vale a pena...

Mas ver elogios à exibição do Quaresma ontem, juro que me dá a volta ao estômago!

JON

pancas disse...

Paulo Costa,
Que eu saiba, eu nao chamei malandro ao Quaresma, nem disse em nenhum lado que ele so pensava em si proprio como voce insinuou. Eu nao tenho nada contra a pessoa Quaresma, apenas acho que ele e nao e bom suficiente para o FCP...

Agora quanto ao "em 10 bolas que recebe perde 9". Eu disse 80-90%, ligeiramente diferente... mas aqui vao os factos...

Quaresma cruzou 9 vezes (apenas 2 centros encontraram um colega), rematou 4 vezes (todos para fora) e 5 vezes perdeu a bola em fintas. Portanto em 18 tentativas, perdeu a bola 16 vezes o que da 89%...

Portanto explique-me la o que e que o meu comentario tinha de ridiculo e preconceituoso? Dizer a verdade? Usar factos?

Ja agora, ele nao "pos" a bola na cabeca e nos pes do Jackson... Ele centrou para uma zona onde estava o Jackson e mais um ou dois defesas. Gracas a deus o Jackson e um excelente ponta de lanca e antecipou-se aos defesas... O que ele fez, como sempre. foi bombear a bola para a area e rezar para que alguem la va...

Pedro ramos disse...

É uma dor de alma ver uma equipa entrar em campo com Oliver, Quintero e Brahimi e ter como única ideia de jogo colocar o mais rápidamente possível a bola nos extremos para que estes arranjem maneira de cruzar para quem aparece na área, e logo depois de alguns raios de sol que surgiram no último jogo.

Paulo Costa disse...

É ridículo dizer que o Quaresma bombeia a bola para a área e depois reza para que ela encontre alguém. É ridículo dizer que os cruzamentos que não encontram colegas são bolas perdidas. É ridículo dizer que aquele remate de primeira do Quaresma é uma bola perdida só porque passou uns centímetros acima da barra. Seguindo essa linha de raciocínio ridícula, o Jackson perdeu duas vezes a bola porque não fez o suficiente para impedir a defesa do guarda-redes. No limite, qualquer jogada que não resulte em golo é uma bola perdida, o que é ridículo. E é preconceituoso porque bate sempre nos mesmos. Joguem bem ou mal, estão condenados pelos "factos" e pela sabedoria do pancas.

Marco Morais disse...

O que falha, José, é que a baliza é no meio e não nas alas. Podes tirar 20 cruzamentos que não vais fazer tantas vezes golo, ou criar perigo, como se fores à linha e vieres outra vez para o meio. Já para não falar que com a equipa tão larga, não consegues recuperar a bola com rapidez porque se perde o momento de pressão.

O momento de viragem não surge totalmente porque o Herrera entrou, porque o Machado também abdicou, ao mesmo tempo, dos dois trincos para ver se conseguia algo mais.

Se quiser ler mais sobre o que acho: www.facebook.com/agambeta

Está lá, entre outras, a crónica a este jogo.

José Correia disse...

O FC Porto poderá ganhar alguns jogos, principalmente em casa, apresentando o mesmo onze inicial que Lopetegui escolheu para defrontar o Nacional.
Contudo, no futebol actual, não há grandes equipas com índices de agressividade (no bom sentido) tão baixos, como aqueles que a equipa do FC Porto teve na 1ª parte.

Não é por acaso que, ao lado de "mágicos" como Futre, Madjer, Deco ou Alenitchev, havia jogadores "intensos"como João Pinto, André, Sousa, Jaime Magalhães, Jorge Costa, Costinha, Maniche ou Derlei.

As grandes equipas precisam de ser equilibradas, não só em termos tácticos, mas também em termos físicos e de agressividade.

Luís Vieira disse...

Exibição q.b., competente, que assegurou o mais importante: vitória, 3 pontos e continuação da perseguição aos "beneficiados crónicos". Pena não termos conseguido prolongar por mais tempo a boa entrada em jogo. Alguns períodos foram um bocejo, principalmente na segunda parte, só sacodida pelo fantástico golo do Brahimi (começam a faltar palavras para descrevê-lo). No geral a equipa esteve razoável, mas pode e deve fazer mais e melhor. Agora é manter a dinâmica de vitória e confirmar o apuramento para os oitavos da Champions.

Luís Vieira disse...

Paulo Costa, não perca tempo. Quem diz isto: "Ja agora, ele nao "pos" a bola na cabeca e nos pes do Jackson... Ele centrou para uma zona onde estava o Jackson e mais um ou dois defesas. Gracas a deus o Jackson e um excelente ponta de lanca e antecipou-se aos defesas... O que ele fez, como sempre. foi bombear a bola para a area e rezar para que alguem la va..." não merece crédito e está de má-fé. Quando se trata de sanhas persecutórias, até se pode ver o jogo 40 vezes, que a percepção será sempre a mesma. Há vários termos que descrevem a patologia: radicalismo, fanatismo, facciosismo, sectarismo, entre outros "ismos" de igual significado.

DC disse...

Quem diria que um meio-campo com Kroos, Modric, James e Isco iria ganhar por 3 ao Barça, não é? Todos muito "intensos", muito agressivos e com uma capacidade física estrondosa.

José Correia disse...

Eu não tenho qualquer dúvida, que Kroos, Isco, Modrić e James Rodríguez, além de muito mais "intensos", têm também uma agressividade táctica muito superior a Óliver, Quintero, Brahimi e Quaresma.

Se o DC não vê isso, não posso fazer nada.

DC disse...

Pois são capazes de ter. E eu diria que Busquets, Xavi, Iniesta, Rakitic também são melhores que o Nacional da Madeira.
Mas o problema é a agressividade, está claro.

JON disse...

O futebol não é atletismo nem tão pouco luta livre. Anda tudo muito influenciado desde que o Mourinho meteu no meio-campo Pepe, Khedira, Xabi Alonso para tentar ganhar ao Barça e mesmo assim perdeu quase sempre...

E veja-se, o Ancelloti, que nem é nenhum mago, o ano passado goleou o Bayern do Guardiola com base num meio campo de Di Maria, Xabi Alonso e Modric...

As pessoas ainda não perceberam que o futebol deixou de ser um jogo entre grandes e fortes para um jogo que prima pela organização...

Os índices baixos de agressividade não são culpa do Oliver e do Quintero... São culpa de um modelo que não tem definidas zonas de pressão e onde os jogadores estão sempre afastados uns dos outros, impedindo que se seja agressivo na recuperação da bola...

Você pode meter o Fernando ali no meio que ele ia andar na mesma aos papéis...

DC disse...

"Os índices baixos de agressividade não são culpa do Oliver e do Quintero... São culpa de um modelo que não tem definidas zonas de pressão e onde os jogadores estão sempre afastados uns dos outros, impedindo que se seja agressivo na recuperação da bola..."

Algo tão fácil de perceber mas continuam a falar na agressividade e na intensidade. Não entendem que não é preciso correr muito se se estiver bem posicionado e compacto.
Pensava que a época passada tinha explicado isso mas não. Pensava que o facto do Porto de VP ser a equipa em Portugal com menos kms percorridos também dava para perceber isso mas não. Vamos continuar a levar com a conversa da intensidade e dos kms do Herrera...

Nuno Fonseca disse...

ahahaha. O DC e o JON fazem de tudo para não elogiarem a entrada do Herrera! NÃO!!! Tudo menos sequer chegar perto de um elogio ao Orelhudo. Quem viu o jogo sabe que foi determinante a sua entrada, não por ser ele, por ser um médio com mais intensidade. Estávamos claramente a perder o meio campo. Ou não é verdade?

DC disse...

Eu vi o jogo e digo que não é verdade. E gostava aliás que me explicasse o que é intensidade. È correr como um maluco sem saber para onde? Se for isso o Herrera é intenso, sim.

JON disse...

Nuno, eu não tenho nada contra o Herrera, nem contra o Quaresma, nem contra nenhum jogador do Porto. Posso achar que têm qualidade ou não, apenas. Não pessoalizo.

O Herrera entrou na altura que o Nacional tirou um dos trincos e apostou no ataque e perdeu pendor na primeira fase de construção. O Herrera recuperou duas ou três bolas bem recuperadas e a seguir, quase sempre, como de costume, entregou-as mal. São factos.

Mas eu não quero discutir jogadores... Vocês é que continuem nessa senda que não leva a lado nenhum. Rebatam é o facto de não termos zonas de pressão definidas e de os nossos jogadores estarem sempre demasiado afastados para poderem pressionar...

Isso é que eu queria ver e ninguém o faz... Esqueçam o Quaresma e o Herrera. Por mim, se formos campeões com eles em campo sempre, óptimo. Quero é ganhar, bem, com qualidade... A tal qualidade que o Lopetegui não demonstra ainda!

José Correia disse...

"Mas eu não quero discutir jogadores... Vocês é que continuem nessa senda que não leva a lado nenhum. Rebatam é o facto de não termos zonas de pressão definidas e de os nossos jogadores estarem sempre demasiado afastados para poderem pressionar..."

JON, até sou capaz de estar de acordo com esta sua afirmação.

Contudo, mesmo mudando o modelo de jogo, mesmo definindo ou melhorando as zonas de pressão, eu não acredito que seja possível ter uma equipa competitiva, se o onze inicial incluir, simultaneamente, Óliver, Quintero, Brahimi e Quaresma.

É que destes quatro, apenas Óliver tem índices de agressividade aceitáveis e sabe posicionar-se na perda de bola.

Nuno Fonseca disse...

"Eu vi o jogo e digo que não é verdade." Na sua opinião DC,que parte não é verdade? não devia ter entrado ninguém para o meio campo? não passamos a jogar melhor? Só pra saber. que isto de só discordar e ser do contra é muito fácil. Sinónimos de intensidade no dicionário: intenção, força, veemência. espero assim ter esclarecido essa parte.

"Mas eu não quero discutir jogadores... Vocês é que continuem nessa senda que não leva a lado nenhum. "

Esta afirmação deve ser pra rir, só pode. Vocês é que estão sempre nessa senda de falar de Herrera e Quaresma de uma forma sempre arrogante e altiva. O interessante é que eu concordo em algumas coisas que vocês dizem, nomeadamente sobre o Quaresma. Mas o ódio desmedido leva a que vocês o critiquem a ele e ao Herrera todos os jogos critério, quer joguem, quer marquem, quer joguem mal quer joguem bem. Chegam ao limite de quando as coisas correm bem, justificar o sucesso com base na sorte. ou então dizem que foi uma má decisão. Isso sem ninguém lhes perguntar nada. Por isso não venha dizer que não quer discutir jogadores.

Há 3 ódios de estimação. o Herrera, o Quaresma e o Lopetegui. E vocês acham que têm que levar esses ódios até ao fim, custe o que custar. Não têm! podem mudar de opinião. Ou abster-se! ou fazer um intervalo de uma semana, até voltarem a ter razão.

JON disse...

Caro Nuno, eu deixei de comentar aqui há um par de semanas, precisamente por isso… É uma discussão inútil estar a justificar coisas básicas como o porquê de o golo do Quaresma ao Athletic ter sido resultado de uma péssima decisão dele para a equipa. É inútil. Não o vou convencer do contrário, nem eu a si, portanto adiante.

Quanto ao Lopetegui, já repeti mil vezes… Sou forçado a adorar o homem, mesmo quando persiste no erro, sob pena de ser considerado um infiel. Qualquer dia chamam-me lampião, já faltou mais…

Eu não tenho nada contra o senhor treinador, acho que até ao momento, e pelo que se conhece, a gestão do caso Quaresma por parte dele foi óptima! Excelente mesmo. Isto serve apenas para provar que não tenho nada contra ele.

No jogo do Arouca vi coisas melhores, melhor aproveitamento do espaço interior, por exemplo, e algumas melhorias na saída de bola. Neste jogo, algumas dessas melhorias mantiveram-se, outras não. Custa-me muito ver desaproveitado o potencial de Oliver, Quintero e Evandro (que nem convocado é), porque se jogam só servem para mandar balões a “virar o jogo”.

Acham mesmo que a jogar exclusivamente desta forma (aposta exclusiva nos cruzamentos) vamos conseguir atingir os nossos objectivos?

PS: escusa de usar o "vocês" porque nem eu preciso de defender o DC, nem ele a mim... cada um pensa pela sua cabeça.

DC disse...

Eu tenho mais ódios de estimação então. Porque não tenho gostado do Indi, do Maicon, do Casemiro ou até do Tello. É só ódio e mais ódio. Não tem nada, nada a ver com o desempenho deles. É porque eu olho para a cara deles e não gosto.

Já agora, intenção, força e veemência. Isso tem a ver com futebol em quê? Não é mais para o halterofilismo isso?

Luís Vieira disse...

DC, concordo que o James e o Isco não são portentos do ponto de vista defensivo, mas não se pode negar a “intensidade” do Modric e do Kroos. São jogadores completos que atacam e defendem com mestria. O Óliver pode vir a ser um jogador com estas características, mas ainda não está nesse ponto. O Quintero, como se sabe, nem para lá caminha (embora seja soberbo do ponto de vista técnico, no plano puramente ofensivo). O Vítor Pereira, exemplo recorrente, jogava com Fernando, Moutinho e Lucho e raramente aproveitou o James em zonas interiores (como 10), onde ele, decididamente, é mais forte (quiçá, pela falta de “intensidade”). Na falta de algum daqueles, a escolha recaía no Defour, médio de equilíbrios. O Mourinho (outro nome que veio à baila), jogava com Costinha e Maniche, carregadores de piano. O Guardiola não abdica do Schweinsteiger e do Lahm (e por lá passam, por vezes, Alaba e Javi Martinez). Isto para dizer que, esteticamente, um meio-campo com Óliver e Quintero é um luxo e funcionará com, talvez, 80% das equipas nacionais, no entanto, na Europa, é muito pouco provável que tenha grande sucesso (não obstante o modelo de jogo). Xavi e Iniesta “só há uns”.

JON, se quiser discutir as ideias do Lopetegui para o jogo, como afirmou, cá estarei. Mas o que tenho observado é que, para além do modelo, o JON tem insistido na crítica fácil ao Herrera e ao Quaresma. Sem prejuízo das diferenças de opinião, reconheço-lhe equilíbrio na análise (já o pancas só quer “rachar” nos ditos cujos), mas não podemos bater vezes sem conta na mesma tecla e depois vir dizer que apenas estamos preocupados com a táctica, independentemente de A, B ou C. Posto isto, vamos à bola: é verdade que estamos limitados no momento de organização ofensiva. A preocupação, como bem refere, passa por criar desequilíbrios permanentes nas alas, provocando situações de 1x1 com os extremos e, por vezes, 2x1 com o envolvimento dos laterais. Quando as coisas correm bem, é um regalo porque temos jogadores fortíssimos nesses sectores. Quando o adversário consegue manietar essas manobras, quer através de uma organização defensiva impecável, quer em resultado da menor inspiração de Brahimi, Tello, Quaresma & Cia, as dificuldades ficam expostas porque é muito raro vermos jogadas frontais, em apoios, como forma de variação de jogo. Em Arouca, estas jogadas aconteceram e assistimos a boas dinâmicas com o Herrera e o Quintero. Pensava ver evolução nesse sentido, mas com o Nacional voltámos à ideia tradicional. A rever nos próximos jogos. Relativamente à transição defensiva, é um facto que temos controlado mal a profundidade (vide contra-ataques venenosos do Nacional), um problema que já vem da pré-época (lembra-se do jogo de apresentação?). No entanto, o registo defensivo tem sido bastante bom, basta olhar aos números. Não podemos atribuir isso à sorte. Há ali trabalho, que tem dado frutos (repare-se que na época passada foi o sector mais falível, diria até o “mais miserável”; e, neste caso, o input de qualidade não é tão óbvio, provavelmente até decresceu: saíram Helton, Otamendi e Mangala e entraram Fabiano, Maicon e Indi). Por outro lado, o JON parece ser partidário de que só uma equipa compacta, próxima, junta consegue uma transição/recuperação defensiva eficaz e que os jogadores afastados dificilmente o conseguirão. Parece haver uma ditadura do “campo pequeno” que se revela a única forma de defender com eficácia. Não é bem assim, há equipas “largas” que o conseguem fazer, mas têm de estar muito bem trabalhadas tacticamente e disponíveis do ponto de vista físico. O exemplo mais evidente é o Manchester United dos últimos anos (exceptuando hecatombe Moyes/Van Gaal, naturalmente). Não há uma única forma de ver/pensar o jogo e se o Lopetegui mantiver o bom registo defensivo com a equipa dispersa, tanto melhor, mesmo que não seja o que mais aprecio (que até podia nem dar resultado).

DC disse...

Luís, até há uns anos atrás, nomeadamente no Leverkusen, Kroos era um 10, médio ofensivo, "pouco intenso".
Até há uns anos atrás Modric jogava a fazer o papel de Brahimi no Tottenham, como falso ala, por ser "pouco intenso".

Recuaram, aprenderam o que deviam fazer naquela posição e hoje são craques. Até há uns anos atrás, o Real jogava com Pepe, Khedira e Xabi no trio de meio-campo contra o Barça. Agora joga sem monstros físicos, joga com monstros na técnica e na inteligência.

Resumindo, a organização e a inteligência e que trazem essa tal "intensidade". A equipa parece intensa (seja lá o que isso for) quando sabe o que fazer em campo, quando é compacta, quando os jogadores não precisam de correr muito para receber ou recuperar a bola. Isso é organização. Quintero pode muito bem tornar-se num Kroos ou Modric. Mas para isso precisa de treinador.

Nuno Fonseca disse...

"No jogo do Arouca vi coisas melhores, melhor aproveitamento do espaço interior, por exemplo, e algumas melhorias na saída de bola. Neste jogo, algumas dessas melhorias mantiveram-se, outras não."

Parece-me que Quintero e o jogo interior foram tão eficazes em Arouca que alertou os madeirenses que conseguiram de alguma maneira anular esse jogo. Mas a todos os níveis foi um jogo pachorrento do Porto que adormeceu depois do golo.

"Já agora, intenção, força e veemência. Isso tem a ver com futebol em quê? Não é mais para o halterofilismo isso?"

Muito engraçado DC. Um fartote de rir. Rir a bom rir. Ainda gostava de saber quais são as características físicas que um bom médio deve ter. Se correr é porque devia ir para o atletismo, se tem intensidade, força é porque devia ir para o halterofilismo. Começo mesmo a acreditar nesta sua frase:
"É porque eu olho para a cara deles e não gosto."

DC disse...

Mas há algum jogador de futebol profissional de clube de topo que não corra, não tenha resistência ou não tenha preparação física acima da média?
O Modric, Lahm, Kroos, James, Isco, Busquets, Iniesta, Xavi, Moutinho têm características físicas acima da média?

Um bom médio tem que ter técnica e inteligência. O resto, subentendo que estando a falar de profissionais de futebol não falamos de Walters ou Rochembacks.

E veemência é uma característica física?

Nuno Fonseca disse...

Portanto, na sua lógica o Mangala podia ter menos 30 kg que seria o mesmo jogador.o Fernando podia ter 1,60m que seria o mesmo jogador. O Tello podia ser tão rápido como o Pedro Barbosa que seria o mesmo jogador. Logo que a inteligência e a técnica estivesse lá. Podíamos jogar com 11 Quinteros, desde que fossem educados para tal.

Bruno Pinto disse...

O meio-campo mais forte do FC Porto é composto por Rúben Neves (Casemiro é um péssimo 6), Óliver e Quintero. Concordo que com Quintero a equipa pode ficar ligeiramente mais exposta, pois ele é pouco agressivo no momento da perda. Mas os problemas no momento da perda, em que se abrem grandes avenidas pelo meio, derivam sobretudo no posicionamento lateral da equipa, a mando do treinador. Lembro que mesmo quando jogou com Casemiro-Rúben-Herrera, a equipa denotou os mesmos problemas na transição defensiva. Não é um problema de nomes, sim da própria organização da equipa. Gosto de algumas ideias de Lopetegui e da personalidade séria e destemida, mas com os jogadores que temos do meio para a frente, é um desperdício de talento não se apostar mais pelo jogo interior, e um risco grande quando se perde a bola. Gosto também da mentalidade de Herrera, mas, por muito que me custe, tenho de dizer que ele é muito mau com a bola nos pés, na decisão e também na execução.
Sobre o Quaresma, não há dúvida, é fraco na decisão, perde bolas e às vezes não entende o jogo colectivo, mas tem um talento que nunca mais acaba, pode ser muito útil para desbloquear certos jogos. No futebol há lugar para maus decisores, mas fortes noutros dimensões, como Quaresma, Hulk, etc. Digo sempre que há mais vida para lá das boas decisões. Há muitos atributos igualmente importantes para se aferir da qualidade de um jogador.

Em suma, Lopetegui tem o meu apoio, desde o início. Mas a equipa tem de melhorar ainda alguns aspectos. O homem é inteligente e vai aprender com o avançar da época e corrigir as limitações do seu modelo. Relembro que, mesmo assim, somos a melhor defesa do campeonato e só não vamos em primeiro tranquilamente isolados, porque o Benfica é beneficiado vergonhosamente semana após semana.

Nota final: O Brahimi é top mundial, urge readquirir a parte do passe que se alienou.

Bruno Pinto disse...

Só uma achega: quem diz que o objectivo depois de a bola chegar aos extremos é cruzar anda desatento. O Lopetegui o que pretende é fazer a bola chegar aos extremos, em condições em que estes possam utilizar a sua capacidade indivudual para desequilibrarem. O Brahimi quando recebe na lateral nunca faz - e bem- um cruzamento, pelo menos junto à linha lateral. O Tello idem. O Quaresma sim, fruto das suas características, porque no um-para-um não é tão forte quanto os outros dois. Daí eu achar que os melhores para o onze são Brahimi e Tello. Mas, repito, Quaresma pode ser útil também, oferece coisas diferentes. E quem não gosta de um cruzamento teleguiado, tipo na Dinamarca para Ronaldo, ou tipo para Jackson na pré-época contra o Everton, é aquela malta que só gosta de um tipo de futebol (sempre apoiado).

pancas disse...

Luis,
Que nao goste ou nao concorde com as minhas opinioes, tudo bem. Mas nao distorca o meu historial de comentarios. Eu nao venho aqui so "rachar" em certos jogadores.

Eu ate comecei a comentar aqui muito contente com a contratacao de Lopetegui porque achei que o timing da sua contratacao, o seu discurso na altura sobre o jogo e os seus jogadores alvo eram optimos.

Infelizmente sinto-me agora muito defraudado pelo seu modelo de jogo. E tambem pelas suas escolhas para cada jogo.

E acho que ha jogadores que nao tem qualidade para serem escolhas normais no nosso clube. Mas nao tenho odios de estimacao!!! Se tivesse, em vez de estar sempre a falar deles, so aqui vinha falar deles quando eles cometessem um erro para que eu pudesse dizer "I told you so"... Nao... Mas tambem nao acho que um jogador ganhe qualidade de uma semana para a outra so porque marcou um golo, da mesma maneira que nao a perde porque comete um erro.

Notou por exemplo que quando o Herrera teve o passe falhado contra o Bilbao que causou o golo deles eu nao disse nada? E que contra o Arouca eu ate disse que o Herrera tinha jogado muito melhor do que o normal?

Uma coisa que me tem preocupado ultimamente e que, ja que o Lopetegui nao parece querer mudar o modelo, entao que pelo menos os jogadores tenham inteligencia suficiente para nao se amarrarem a 100% ao que o treinador pede mas sim ao que o contexto do jogo requer. E parece-me que ha jogadores como o Quaresma, como o Indi, como o Herrera que seguem as instrucoes do treinador a 100%, seja essa a melhor forma de jogar naquele preciso momento ou nao.

Por ultimo, e aqui aceito que de vez em quando perco as estribeiras e atiro com factos a "rachar" em tais jogadores, mas isso normalmente acontece quando eu faco um comentario relativamente normal e em vez de ter respostas com argumentos futebolisticos, so recebo insultos e parvoices como dizerem que atirar a bola para fora nao equivale a perder a bola ou que um remate que o guarda redes tem de defender vale o mesmo que um remate para fora.

pancas disse...

E em termos tacticos, para pegar no que o Jon tinha dito, foi facil de ver... Quando tinhamos a bola no meio campo adversario junto a linha lateral esquerda estavamos dispostos do seguinte modo:
- 2 centrais + medio defensivo atras da linha de meio campo
- lateral + extremo + medio interior esq junto a lateral esquerda
- lateral + extremo direito junto a lateral direita !!!!!!!
- ponta de lanca na meia lua
Ou seja, o centro do meio campo adversario so tinha o medio interior direito (primeiro o Quintero, depois o Herrera).

A grande diferenca a partir da entrada do Herrera foi que em vez de o Manuel Machado ter 2 trincos nessa mesma area do terreno e estar em constante superioridade, passou a so ter 1, ja que o medio ofensivo que entrou passou a estar mais junto aos nossos centrais e medio defensivo. Essa troca fez o Nacional perder a superioridade naquela zona, nao a intensidade do Herrera!

Paulo Costa disse...

A inteligência e a técnica são qualidades muito importantes nos médios de características ofensivas, mas o fator físico não pode ser menosprezado ao ponto de achar que basta terem todos uma resistência física acima da média.

O Yaya Toure pega na bola e leva-a em progressão de uma área à outra, o Quintero não e não é por falta de técnica ou de inteligência, que os dois têm, é porque não tem pujança física para tal. O Herrera tem esta pujança física, mas falta-lhe a técnica e a inteligência do Toure. O Fernando não se destaca pelas suas qualidades técnicas, mas compensa isto com a inteligência tática necessária para defender bem e com uma resistência física superior à grande maioria dos jogadores, o que faz dele um bom médio defensivo.

O Porto não tem neste momento nenhum jogador com estas características. Com as características que se disse que o Lopetegui pretendia, só vejo dois: Ruben Neves e Campana. Portanto, eu acho que o Porto tem um problema no meio-campo que um jogador como o Evandro podia ajudar a resolver.

DC disse...

Pois, é só nos de características ofensivas. O Pirlo, o Busquets, o Modric, o Gundogan, o Xabi Alonso, o Lahm têm todos como principais atributos o físico...

O Ruben melhorando a nível do posicionamento (mais uma vez tem que ter treinador) tem tudo para ser o melhor 6 do Porto. Porque é melhor tecnicamente que o Casemiro.
E sim, para mim Evandro podia e devia jogar sempre ou quase sempre. E seria no lugar do Herrera sem a menor dúvida.

Luís Vieira disse...

DC, como reconheceu, o Kroos e o Modric evoluíram o seu jogo e, neste momento, são jogadores diferentes desses projectos de jogador de há uns anos atrás. São agora médios completos que defendem, atacam e equilibram a equipa. São-no devido a um conjunto de factores: inteligência, posicionamento, agressividade com e sem bola, etc. Se se quiser resumir tudo isso no termo "intensidade", por mim tudo bem; se se quiser chamar outra coisa completamente diferente, por mim também está bem. O que é certo é que o Kroos e o Modric, como certamente concordará, estão a anos-luz do James e do Isco do ponto de vista da "intensidade". Estes ainda têm de evoluir para serem jogadores de top (veja-se a transformação do Di María, que traça bem a diferença entre um bom e um super-jogador). Retomando a comparação com o FCP: acha que o Ancelotti, em jogos muito competitivos, arriscaria jogar com um meio-campo a 3 composto por Kroos, James e Isco (paralelo com Casemiro, Óliver e Quintero)? Eu digo já que não. Conclusão: se algum treinador conseguir compatibilizar com sucesso Quintero e Óliver no 11 titular em jogos de grande exigência tiro-lhe o chapéu (chame-se Lopetegui, Vítor Pereira ou Mourinho).

Pancas, uma coisa é criticar com factos, outra coisa é destilar ódio e/ou ridicularizar jogadores do nosso clube, como já fez com o Herrera e com o Quaresma. Se se limitasse a apontar-lhes os defeitos com critério, não lhe sublinharia este pecadilho, mas o pancas não resiste a achincalhar os jogadores de que não gosta. Quanto à entrada do Herrera: acho que foi importante para trazer algum ânimo a uma equipa adormecida, mas não acho que tenha estado particularmente brilhante. Fez um jogo razoável (em Arouca sim, esteve muito bem). Sublinho só que é estranho ver tantas certezas no facto de a alteração táctica do Manuel Machado ter sido decisiva para o controlo do meio-campo (como factor único) e não se conseguir atribuir alguma responsabilidade à entrada do Herrera (por ínfima que seja). Este tipo de raciocínio está eivado de preconceito, assim como aquele que afirma que os 2 cruzamentos teleguiados do Quaresma para o Jackson (foram feitos à minha frente no estádio) foram bolas bombeadas por um crente, salvas pelo colombiano. No mínimo, injusto.

Luís Vieira disse...

Bem notado, mas não se pode negar o cruzamento como um dos objectivos do jogo pelas alas do Lopetegui. Pode-se dizer que muitas vezes sai passe atrasado ou força-se a entrada na área (principalmente pelo Brahimi), mas também se tenta o cruzamento. Já com o Paulo Fonseca a ideia era cruzar, cruzar, cruzar.