terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Partilha de risco

O futebol é uma atividade de (elevado) risco, em que o sucesso de um futebolista num clube de topo, como é o caso do FC Porto, depende de variadíssimos factores.
Um desses factores, que é crítico, são as lesões.

Esta época, tivemos três exemplos de jogadores jovens que, à partida, pareciam ter tudo para darem o grande salto nas suas carreiras e, afinal, têm passado o tempo quase todo lesionados ou a recuperar de lesões.

Gonçalo Paciência (fonte: O JOGO, 09-09-2014)

Mikel (fonte: O JOGO, 05-01-2015)

Otávio (fonte: O JOGO, 06-01-2015)

Sou dos que penso que o recurso aos Fundos foi (é) fundamental para a competitividade das equipas portuguesas a nível europeu (o caso do SC Braga é o exemplo mais flagrante).

E uma das razões que me levam a ser favorável ao recurso aos Fundos (mediante regras claras) é precisamente a partilha do risco.

Porque investir, à cabeça, 8, 10 ou 15 milhões de euros no passe de um jogador, além de ser um investimento muito grande para uma SAD de um clube português, tem de ter retorno e não pode ficar demasiado sujeito a fatores imponderáveis, como é o caso das lesões.

15 comentários:

José Rodrigues disse...

Em TEORIA, a partilha de passes com fundos devia traduzir-se tanto numa partilha de risco como de oportunidade (i.e. lucro).

Na PRATICA, o q se ve^ no FCP nos ultimos 10 anos e' q tem sido sistematicamente uma partilha de oportunidades, e quase nunca de risco. O lucro acumulado q os fundos tem feito nestas partilhas neste periodo anda na escala de DEZENAS de milhoes, enquanto praticamente nunca fizeram prejuizo (e nas rarisssimas vezes q isso aconteceu, foi inferior a 1M).

Ora com tantos casos de partilhas de passe com fundos nos ultimos 10 anos, nao me parece q isso seja mera coincidencia. Longe disso.

Sendo assim, apesar de em teoria ate' ser a favor dessa partilha (mas de forma muitissimo mais selectiva do q tem sido feito), cada vez o sou menos. Os dados, q nao sao poucos, falam mais alto do q as teorias.

Joao Goncalves disse...

E ainda te esqueces-te do Ruben...

Bruno Guedes disse...

Boa tarde Sr. José Correia.
Sou a favor dos fundos, pois permite ter jogadores de qualidade a um custo reduzido o caso do Braihimi é o mais gritante, provavelmente sem fundos, esse jogador não vinha para o FCPORTO, preocupa-me sim é o porquê de ainda não termos recuperado o passe. Preocupa-me o porquê de se querer comprar já o Tello quando isso pode esperar.
O meu problema com os fundos é quando filhos ou dirigentes do clube têm interesses nesses mesmos fundos.
Não vou enunciar aqui as comissões de transferência verificadas com Mangala, com o Danilo, não vou falar como foi tratado o dossiê Rolando, não vou incluir o Alvaro Pereira nem o Fucille.
Mas eu de futebol e de transferências percebo zero.

Um bom ano para todos os intervenientes deste blogue e que este ano seja um ano de muitas alegrias quer pessoais quer desportivas.

Bruno Miguel Guedes - 28061

José Correia disse...

A lesão do Rúben Neves obrigou-o a uma paragem de "apenas" 1 mês.

Os três casos que eu citei no artigo são de lesões mais graves (tempos de paragem prolongados) ou de lesões recorrentes (como é o caso do Otávio).

José Rodrigues disse...

Uma coisa nao percebi.

O Ze' escreveu no artigo q a partilha e' importante quando o investimento e' avultado (e compreendo), e nomeadamente dizia ele "8, 10 ou 15 milhoes"; ora nenhum dos jogadores lesionados aqui falados custou nada disso...

Bem, o q eu sei e' q nos ultimos 10 anos nao houve um unico jogador q tenha custado pelo menos uns 2M (ja' nem digo mais!) em q tenhamos perdido o investimento por causa de lesao grave, por isso o risco parece-me muito baixo, mesmo q certamente exista. Ate' mesmo o Anderson, q partiu a perna, passado pouco tempo foi vendido por valores recordes para o FCP...

E para alem disso, pergunto: entao nao existem seguros q possam cobrir essa eventualidade? Confesso o meu desconhecimento sobre a materia, mas custa-me acreditar q por ex quando o RM gastou o q gastou no Bale (ou anteriormente no CR), nao tivesse um seguro a cobrir essa eventualidade...

José Rodrigues disse...

Se o FCP nao comprou o Brahimi a 100% (alias no papel ate' comprou, nomeadamente por 6,5M, para vender a maior parte logo de seguida)...

... certamente nao foi por falta de dinheiro.

Digo isto pq o FCP, e sem ir mais longe, ao mesmo tempo gastava 11M num Adrian Lopez e 5M num Evandro + Marcano (a q ha' q acrescentar comissoes), contratacoes q muito dificilmente seriam vistas como mais prioritarias do q a de Brahimi.

De qualquer forma parece-me claro q a maior parte dos casos em q partilhamos passes com fundos a razao principal nao e' sequer uma partilha de risco, mas sim outras consideracoes, nomeadamente:

- necessidades pontuais de liquidez;
- favores a amigos; e
- impossibilidade de contratar o jogador a 100% (por insistencia do dono do passe).

José Correia disse...

«...dizia ele "8, 10 ou 15 milhoes"; ora nenhum dos jogadores lesionados aqui falados custou nada disso...»

Nem eu disse que tinham custado isso (aliás, dois deles são provenientes da Formação).

Eu peguei nestes três jogadores como exemplo.
Exemplo de três situações em que havia expectativas, as quais, até agora, foram goradas devido ao facto de terem estado quase sempre lesionados.

José Correia disse...

«...custa-me acreditar q por ex quando o RM gastou o q gastou no Bale (ou anteriormente no CR), nao tivesse um seguro a cobrir essa eventualidade...»

Segundo sei, os seguros só cobrem (parcialmente) os ordenados dos jogadores.

Fernando De Carvalho disse...

Post um pouco sem sentido. A partilha de risco existe mas os exemplos dados contam uma historia que bem conhecemos... Dos 3 atletas apenas um é partilhado com fundos e parou umas míseras 3 semanas.

A verdade é que em caso de lesão não é o fundo que paga o salario e as lesões que condicionam a carreira ou valor de mercado de um atleta a medio prazo são raríssimas. Num worst case scenario passa uma época parado...

Não vejo esta "protecção" como factor significativo na defesa do uso de fundos.

DC disse...

José, a Doyen já disse ao Sporting qual era o preço para comprar o Brahimi sem eles: 20M. Há dúvidas que o Porto vai acabar por pagar uma verba desse género?

Joao Goncalves disse...

Mas José... o previsão da lesão do Otávio ainda é para menos tempo que a do Rúben...

José Correia disse...

"...previsão da lesão do Otávio ainda é para menos tempo que a do Rúben..."

Pois, mas o problema é que esta última lesão (contraída ao serviço da Seleção brasileira de Sub-20) é a 3ª ou 4ª lesão do Otávio, desde que chegou ao FC Porto.

José Correia disse...

No caso do Brahimi, a FCP SAD pode fazer com a Doyen um negócio parecido ao que fez com o Mangala.

Por exemplo, a FCP SAD pode comprar mais 30 a 50% do passe e, na altura da venda a terceiros, FC Porto e Doyen negoceiam isoladamente as suas percentagens do passe (direitos económicos) do Brahimi.

Hugo disse...

Agora ate se usa a palavra do Bruto de Carvalho como se ela fosse garamtia de verdade

Zefansa disse...

O post traduz apenas a propaganda que é vendida... nunca há partilha de risco nenhum os fundos tem sempre opção para vender a parte que detém sem perder dinheiro.. depois também não ha partilha porque o clube é que assume sempre o pagamento de comissões quer na compra quer na venda.

A utilização de fundos é a principal razão para a degradação dos capitais próprios do FCP... a proibição dos fundos seria a melhor coisa que podia acontecer ao FCP (caso claro não desse para contornar a lei)..