segunda-feira, 25 de maio de 2015

(nem) Sempre Presentes

O Ballspiel-Verein Borussia 1909 e.V. Dortmund, mais conhecido por Borussia Dortmund, ou pelo acrónimo BVB, foi fundado em 1909 e é um dos grandes clubes da Alemanha.

Juntamente com o Bayern Munique, o Borussia Dortmund é o único clube alemão que já conquistou a UEFA Champions League (em 1996/97), tendo também sido finalista desta mesma competição em 2012/2013. E, para além da presença em várias finais de provas internacionais, o BVB conta ainda com uma Taça das Taças (em 1965/66) e uma Taça Intercontinental (em 1996/97).

A nível interno, o Borussia Dortmund tem no seu palmarés 8 campeonatos, 3 taças da Alemanha e 5 supertaças.

Sendo certo que, em termos financeiros, o Borussia Dortmund não está ao nível do colosso da Baviera (quantos clubes europeus estão ao nível do Bayern Munique?), também não se pode dizer que seja um clube remediado, bem pelo contrário.
Ocupa a 11ª posição da última edição da Deloitte Football Money League, correspondente à época 2013/2014, época em que o Borussia Dortmund teve receitas (sem contar com transferências) de 261,5 milhões de euros! (é o 2º clube alemão com mais receitas, a seguir ao Bayern)

Nas últimas quatro épocas, o BVB foi duas vezes campeão da Alemanha (2010/2011 e 2011/2012) e duas vezes vice-campeão (2012/2013 e 2013/2014), mas esta época foi uma quase calamidade. Depois de andar várias jornadas pelos últimos lugares do campeonato alemão, o Borussia ganhou o derradeiro jogo em casa e terminou a Bundesliga no… 7º lugar!!
Em consequência das 13 vitórias, 7 empates e 14 derrotas (!!!), o Borussia Dortmund ficou a 33 pontos do Bayern (e que facilmente teriam sido mais de 40, se a equipa de Munique não tivesse entrado em modo férias, após se ter sagrado campeã a cinco jornadas do fim).

E na Liga dos Campeões a coisa também não foi brilhante. Nos Oitavos-de-final, o Borussia foi a Turim perder por 1-2 e, na 2ª mão, quando lhe bastava ganhar por 1-0 para seguir em frente, foi goleado em casa pela Juventus por 0-3. Duas derrotas e 1-5 em golos!

Pois bem, apesar da época ter sido muito má, os adeptos nunca abandonaram a equipa e, nos jogos em casa, nunca deixaram as bancadas do imponente Westfalenstadion (mais de 80 mil lugares) vazias ou semi-vazias, bem pelo contrário.

No último jogo, foi assim que os ADEPTOS do Borussia Dortmund se despediram dos jogadores e, particularmente, se despediram do treinador Jürgen Klopp.

Adeptos do Borussia Dortmund no último jogo da Bundesliga 2014/2015

E foi assim (ver vídeo), que os ADEPTOS do emblemático “muro amarelo” do Westfalenstadion resolveram homenagear o treinador Jürgen Klopp, antes do início do encontro com o Werder Bremen.

Em contraponto, na última jornada do campeonato português, ao intervalo do FC Porto x Penafiel, foi anunciado que estavam 16009 espectadores no Estádio do Dragão. Uma assistência digna de um jogo da… Taça da Liga!

E, protestos à parte dos adeptos durante o jogo, cuja legitimidade eu não contesto (embora não concorde com o tom e conteúdo de algumas das mensagens), foram muito poucos aqueles que fizeram questão de ficar até ao final do derradeiro jogo em casa dos dragões para, pelo menos, se despedirem de jogadores como Danilo e (provavelmente) Jackson.

Despedida triste de Danilo e, provavelmente, também de Jackson

São dois jogadores de top internacional, dois campeões, dois atletas que honraram a camisola do FC Porto e, penso, mereciam uma despedida diferente por parte dos adeptos portistas, que não terão outra oportunidade para se despedirem deles.

É, também, nestes momentos e nestes “pormenores”, que se vê a grandeza de um clube e a força dos seus adeptos.

36 comentários:

Jorge Vassalo disse...

Subscrevo inteiramente. Não pude estar no meu habitual lugar por motivos familiares, mas se pudesse estaria! Na vitória e na derrota, sempre Porto!

Não contesto as razões do protesto, mas o número de faixas é exagerado e concentrado apenas em um aspecto, e sair antes de hora devia retirar-lhes o direito de dizer "contigo até ao fim, tu és o nosso amor".

Danilo despediu-se de um estádio vazio. Ficamos a 3, não a 30. E mesmo assim roubadíssimos!

Abraço Azul e Branco,

Jorge Vassalo | Porto Universal

Luís Pires disse...

Muito bem, boa malha!

RS disse...

O que estas duas ultimas temporadas revelaram é que não somos muito diferentes dos nossos adversários, os mesmos que aprendemos a criticar e gozar anos a fio pelas suas atitudes patéticas. O FCP está a virar um circo e por muito que tente não acho que o Lopetegui seja o palhaço.

Pés-Juntos disse...

Portugal conseguiu obter a organização do Euro 2004 baseado na ideia "We Love Football" que foi mesmo o slogan da campanha portuguesa.

Maior falsidade não poderia ter sido apregoada. Em portugal não se gosta de desporto. Gosta-se sim de vitórias e de sentir que, por associação, essas vitórias são nossas, ainda que não tenhamos feito quase nada para as conseguir.

Infelizmente só pode ganhar um e todos os que perdem - o segundo é afinal o primeiro dos últimos - ainda que por associação, vem a público exigir a cabeça dos que semana após semana lutaram para lhes poder oferecer essa efémera glória que se esfuma ao primeiro sinal de fraqueza.

Gostar de desporto (será o futebol profissional ainda um "desporto"?) é gostar, no caso do futebol de ver as jogadas, os passes, as fintas, os desarmes, os cortes, as defesas, os pontapés livres, os golos, os movimentos da equipa, os movimentos dos jogadores individuais, dos nossos e dos outros.

Isso é gostar de desporto.

Ainda admito que existam muitos adeptos portistas e doutros clubes que gostem do desporto futebol ao mesmo tempo que querem ardentemente que o seu clube favorito vença sempre. Isto é natural. Como o demonstram os adeptos do BVB.

Insuportável é a ideia de apenas gostar das vitórias. É de uma pobreza e de um narcisismo oportunista de bradar aos céus.

Pelo amor do vosso deus sejam adeptos do FC Porto e do futebol enquanto desporto. Não sejam apenas adeptos dos dias bons, das vitórias folgadas. Dessen não precisa o Porto.

Tiago disse...

A que horas foi o jogo de Dortmund, a que dia? O nosso foi a um sexta feira a noite. Quando foi marcado o jogo de Dortmund? Quando foi o nosso? Eu respondo o jogo final do Dortmund foi marcado dia 10 de Junho de 2014, o nosso dia 18 de maio de 2015.

Os sócios do Dortmund quanto pagam pelos seus lugares anuais? Quanto pagamos nos? Quanto pagam por camisolas? Quanto pagamos nós?

Os jogadores do Dortmund fogem quando perdem? Quando empatam? Que fazem eles? No fim dos jogos que fazem eles?

Que tem feito os nossos?

Fora dos dias de jogo, os jogadores do BvB são acessíveis ou fogem? Fogem como ratos, precisam de protecção policial? Não. Nunca precisaram. E no entanto, ninguém lhes bateu.

Quando os seguidores do Dortmund precisam de resolver uma questão com o clube, são remetidos para o departamento de atendimento ao cliente? O e-mail fornecido é do atendimento ao cliente?

No princípio deste ano, fui mudado pelo meu clube da minha bancada de 25 anos, para uma bancada que nunca gostei, sem nada me perguntar. Para ficar na minha bancada, passei uma hora de uma vez, meia hora noutra chamada, resolvendo presencialmente a questão no nosso estádio, a segunda tentativa, pois tentaram que aceitasse a mudança e que ficasse espera da segunda fase, sujeito a perder lugar. Algum dia isto aconteceu no BvB?

Algum dia aconteceu marcarem uma Assembleia geral do clube com 5 dias úteis de antecedência, para aprovação dos estatutos do clube, tentando mudar a camisola principal do clube?

Um clube é uma associação voluntária e livre, uma assembleia de sócios que apoiam umas cores, equipas que os representam, e a uma comunidade com uma identidade vincada e com uma cultura própria.

Isto tudo ou tem uma certa continuidade, uma certa coerência, ou se esvai no meio de um mundo relativista, genérico, indiferente, de marcas, de negócios, de marketing.

Eu nunca fui accionista, serei sócio até mais não poder. Sou tripeiro, sou filho de minhota e transmontano, vivo no sul, vivi fora de Portugal, não sou parolo, não sou provinciano, não sou ingênuo, não sou p maior, mas também não sou o pior cidadão ou sócio. Sou um mais um, no meio de tantos.

Uma coisa é certa, sei quem sou, sei quem apoio, quem sigo, de onde venho e para onde vou.

Sei ver quando as minhas equipas se esforçam ou não, sei ver quando me estão a querer comer por lorpa, quando se muda um jogo para uma sexta feira é para que? Para ter lá muita gente?

O que se passou na luz e até ao fim do campeonato foi estranho. Desistiram. Desistiram? Antes do fim? Mas que é isto? Está tudo doido? Com 0-0 em guimarães, jogar a passo com 1-0 em Belém??? Esperar o golo?? Um director que não festeja quase o nosso golo e assiste ao mister partir o banco de suplentes com raiva por aquele falhanço, impassível, sereno, sem mexer uma palha?

Foram de férias antes do tempo, dos fracos não reza a história, não mexeram uma palha para defender o clube, andaram calados em silêncio enquanto o treinador deu a cara, deu o peito e pôs um conjunto de estranhos a jogar futebol.

Por mim os sócios do Porto que vem os jogos em casa, merecem Que os grupos se calem no próximo ano, para vermos o que realmente valem, o que realmente vale este estádio e está massa associativa, quando não há um escudo ou um alvo fácil para apontar o dedo, no nosso estádio.

José Correia, termino o longo comentário (peço desculpa saiu ao correr da pena) chamando a atenção que os factores que referiu para o Dortmund se repetem para todo e qualquer clube alemão, já que os factores que eu expus são semelhantes em todos os outros clubes, bem como na organização das competições.

Abraço e um grande bem haja,

Sócio qualquer com 30 anos de associado

Pedro disse...

Inteiramente de acordo.

Reforço essa ideia com o passado. Pai portista, Avô portista, contadores de histórias e seguidores da equipa. Cresci a ouvir as histórias de como os adeptos do Porto enchiam qualquer estádio por onde o Porto passava, mesmo nos piores anos.

Pergunto-me como hoje seria. A cultura de exigência não deve nunca impedir que os adeptos percebam que o seu papel é sempre fundamental. O nosso apoio ao clube não deve nunca depender apenas do sucesso. Sou portista em todos os minutos do dia, e não só quando ganhamos um campeonato.

Quanto aos protestos, concordo com eles na substância, mas não no modo em que foram feitos. Abandonar o estádio e voltar as costas à equipa... vindo de um grupo que graças à SAD conseguiu expulsar milhares de sócios da bancada sul, alguns deles com mais de 40 anos de sócio. E que nunca abandonaram a equipa.

O Porto é dos adeptos, e não de um grupo de adeptos.

Pedro ramos disse...

Assino por baixo.
Os adeptos portistas sao cada vez mais cópia dos rivais que tanto gostam de gozar, e depois gostam de dizer que sao diferentes porque sao mais exigentes...

Eu nao podia deixar de me despedir desses 2 fantásticos jogadores que honraram o nosso clube durante o tempo que cá estiveram (Oliver provavelmente foi outro) e desejar-lhes o melhor para o resto da sua carreira.

O meu muito obrigado,

PS. Já agora uma reflexão. Danilo só na 4º época conseguiu finalmente juntar qualidade e consistencia, mas continuamos a fazer juízos de valor ao 1º deslize que alguém comete.

José Correia disse...

"...o número de faixas é exagerado e concentrado apenas em um aspecto..."

Eu também acho que os "culpados" (se é que queremos arranjar bodes expiatórios) não são apenas os jogadores, mas isso é assunto para outras reflexões.

Abraço

José Correia disse...

"...sejam adeptos do FC Porto e do futebol enquanto desporto. Não sejam apenas adeptos dos dias bons, das vitórias folgadas"

Isso é pedir muito. Não apenas aos adeptos do FC Porto, mas à maioria dos "adeptos" dos clubes portugueses, particularmente dos três grandes.

16009 espectadores num jogo para o campeonato?!!

Em véspera de fim-de-semana, numa noite com temperatura muito agradável, quantos adeptos portistas, detentores de lugar anual, optaram por ficar em casa?

José Correia disse...

"A cultura de exigência não deve nunca impedir que os adeptos percebam que o seu papel é sempre fundamental"

Correcto... para alguns.

Há muitas pessoas (e cada vez mais) que vão ao futebol, não como adeptos do seu clube, mas como espectadores, assistir a um espectáculo (como poderiam ir à ópera ou ao cinema).

E, como espectadores, que pagaram bilhete, têm direito a exigir.
Exigir empenho, exigir jogadas espectaculares, exigir "nota artística", exigir vitórias, exigir goleadas, exigir, exigir...

E, como espectadores, não como adeptos, são os jogadores da sua equipa... perdão, são os artistas do espectáculo, principescamente pagos (convém lembrar!), que têm obrigação de animar e puxar pelos adeptos e não ao contrário.

E, por isso, há quem assobie ao primeiro ou segundo falhanço, em vez de esperar pelo final do jogo para, se assim o entender, mostrar o seu desagrado.

Eu não gosto deste tipo de "adeptos", mas reconheço que estão no seu direito.

José Correia disse...

"Danilo só na 4º época conseguiu finalmente juntar qualidade e consistencia"

O Danilo chegou a meio da época 2011/2012 (em Janeiro de 2012) e, se bem me lembro, sofreu pouco tempo depois uma lesão.

Na época seguinte - 2012/2013 -, ainda em fase de adaptação à posição de lateral-direito (ele não queria, mas o Vítor Pereira insistiu), já mostrou algum do seu (muito) valor.

A época 2013/2014 foi um desastre, não para o Danilo, mas para todos. Não conta.

meirelesportuense disse...

Pois é verdade assim se vê como reagem os adeptos dos Clubes num País civilizado. Aqui e não é só no Porto, quando ganham estão todos lá, se perdem, poucos são os que estão presentes.

José Correia disse...

"A que horas foi o jogo de Dortmund, a que dia? O nosso foi a uma sexta feira a noite"

Sexta-feira, às 20:30, não me parece uma má altura para um jogo de futebol.
E ainda bem que o jogo foi antecipado para sexta-feira à noite, de modo a não coincidir com o 5º jogo da Final do play-off de Andebol.

José Correia disse...

"fui mudado pelo meu clube da minha bancada de 25 anos, para uma bancada que nunca gostei, sem nada me perguntar"

"...marcarem uma Assembleia geral do clube com 5 dias úteis de antecedência, para aprovação dos estatutos do clube..."

Tiago, estes e outros aspectos referidos no longo comentário (para a próxima é melhor partir em vários) tocam em pontos pertinentes, mas são outras questões.

Abraço

Luís Vieira disse...

Bem, vou divergir um bocado. As claques apoiam o clube incondicionalmente, durante todo o ano, faça chuva ou faça sol. Estão nos bons e nos maus momentos e não fora elas não teríamos praticamente apoio nenhum nos jogos fora de casa, para não falar que, em casa, se não se manifestassem, os jogos assemelhar-se-iam a velórios pontuados por assobios. Posto isto, sucedeu que o Porto entregou de bandeja o campeonato ao Benfica, podendo não o fazer, numa exibição confrangedora, sem nervo, atitude, raça. Uma exibição impensável para o Porto que conhecíamos. Podíamos empatar aquele jogo, mas não daquela forma abúlica, apática, inerme, ainda por cima ajudando à festa do nosso maior rival. De seguida, a claque demonstrou o seu descontentamento antes de um treino, de forma simbólica, sem violentar ninguém. A crítica não foi só para os jogadores, mas para todo o clube, de fio a pavio. Estupidamente, o clube reagiu a destempo, sob a forma de comunicado irónico, criticando a claque. O clube só aceita aplauso? Não aceita crítica, principalmente quando é justificada, merecida, inatacável? A claque responde na mesma linha e alarga o protesto ao último jogo do campeonato, a meu ver, muitíssimo bem. Tarjas acertadas, silêncios bem medidos, assobios a quem apoiasse (irónico, porque normalmente é ao contrário), cantar do hino a plenos pulmões e viragem de costas como cúmulo da pedrada no charco. Tiro-lhes o chapéu e espero que o clube (dirigentes, treinadores, jogadores e afins) tenha percebido a mensagem: para o ano não há espaço para silêncios coniventes, facilitismos com rotatividades ou jogadores macios. A matar desde o primeiro minuto. Como as claques.

JON disse...

O Tiago tocou num ponto muito pertinente... Ninguém me tira da ideia que houve uma certa falta de firmeza muito pouco habitual de Pinto da Costa e seus acólitos na luta por este campeonato. Não se comentou, não se vociferou, houve calma e nenhuma guerra.

A idade não explica tudo, embora houvesse muito por explicar... Mas os croquetes da tribuna da Luz devem ser muito bons, mesmo...

Sérgio Mayor de Andrade disse...

Só um reparo, o Hamburgo também foi campeão europeu em 1982/83

Pedro Reis disse...

Sem dúvida que o exemplo alemão não tem qualquer paralelo em Portugal, como é dito e bem, nós gostamos é de ganhar!
De qualquer forma, o que me faz confusão, é a quantidade de barbaridades que ouvi sobre o treinador e jogadores, quando já tivemos épocas muito piores! E com exibições muito piores...
Claro que todos queremos ganhar sempre mas temos que ser mais realistas: temos 2 adversários em Portugal que também querem e trabalham para o mesmo. E que estão muito mais tempo sem ganhar do que nós e não "morrem"... O anormal é nós ganharmos 3,4,5 anos seguidos e eles nada. Enfim...

Por último, como adepto do FCP e de futebol, quero agradecer ao treinador e a todos os jogadores porque acho que se aplicaram e deram o melhor que foram capazes em cada momento. Foram muito bons muitas vezes e falharam algumas (poucas) vezes mas não me pareceu que deixassem de ser profissionais em nenhum momento. Tanto os que jogaram mais como os que jogaram menos, ou quase nada!

PortoMaravilha disse...

Viva,

Talvez exista uma visão falseada pela imprensa Europeia, em geral, do futebol Alemão que tem a maior média do mundo de espectadores por jogo: 45 000; ja' a Liga Espanhola com inu'meras vedetas tem uma média de 28 000 por jogo. Estes dados são relativos a 2013. Acrescente-se que a Alemanha apresenta va'rias outras modalidades que concurrenciam o futebol, Não parece ser o caso em Portugal. Acrescente-se que a reserva financeira do Dortmund é de -40 milhões enquanto a dos dois maiores clubes ibéricos deve ser de -500 a - 6OO milhões de euros. Ha', igualmente, pensar que a austeridade existe na Alemanha onde so' muito recentemente o sala'rio mi'nimo foi instaurado e onde existe uma grande precaridade. Ha' uma cultura do futebol que parece não existir em Portugal.

Mas também é verdade que Portugal é um pai's menos populoso e mais idoso que a Alemanha.

Posso entender que um espectador saia antes do fim dum jogo, ja' não o entendo quando se trata duma claque cujo objectivo deve ser o de apoiar nos bons e maus momentos.

Considero que o Porto fez uma excelente época em relação ao seu ponto de partida. Havia que recuperar a imagem perdida frente ao Apoel (1-1 e 2-1) a eliminação sem glo'ria perante o Ma'laga... e com um plantel onde havia Hulk, Falcão, Moutinho...

O FC Porto não existe so' desde 1986, é muito mais antigo: 1993. Talvez haja um trabalho de pedagogia a fazer, não sei.

Pelas imagens que vi penso que os jogadores foram bons profissionais mesmo se nem sempre a sua integridade fi'sica não foi protegida.

Como marco histo'rico, para esta época, ficam os dados objectivos: 1° Hat Trick da histo'ria do futebol dum jogador Africano numa competição Europeia. Nunca uma equipa tão jovem tinha atingido os 1/4 de final...

Nada a ver ou talvez sim: o jornal "La tribune" de ontem indica que são os jogadores do psg que recebem o melhor sala'rio médio mensal do mundo.

E Viva o Porto









santosanonymus disse...

Penso que faria mais sentido comparar com um clube português, visto que a cultura desportiva na Alemanha é totalmente diferente.

O Sporting ficou em 3º, estava afastado do título no final da 1ª volta e meteu, no seu horroroso estádio, 36.912 pessoas na última jornada.

A diferença, mais de 20 mil pessoas, é bem superior ao total de assistência contra o Penafiel...

Tão simples quanto isto.

Rui Pedro disse...

Boa tarde.
Não posso estar em mais desacordo com o conteúdo do post.
Em primeiro lugar, apesar dos resultados do BVB terem sido despontantes, a equipa sempre mostrou garra e vontade de vencer e ultrapassar as dificuldades, coisa que nunca vi este ano no meu FCP.
Ponto 2: O BVB não tem uma boa equipa. Tem dois jogadores bons que não podem sobressair com a mediana qualidade do resto dos colegas. O meu FCP tem o melhor plantel (de longe) em Portugal.
Ponto 3: O BVB tem um grande treinador que soube dar a volta a um péssimo inicio de campeonato e que ficou em primeiro lugar do grupo da Champions com adversários como o Arsenal ou o Galatasaray. O meu FCP esteve orfão de treinador durante todo o ano.
Ponto 4: O BVB não criou um diário digital para atacar tudo e todos e SOBRETUDO, não entrou em guerras com os próprios adeptos quando estes quiseram justificações para os maus resultados e falta de atitude da equipa de futebol.
Não querendo entrar em polémicas, não podia deixar de dar a minha opinião.
Cumprimentos cordiais.

José Correia disse...

"As claques apoiam o clube incondicionalmente, durante todo o ano, faça chuva ou faça sol. Estão nos bons e nos maus momentos e não fora elas não teríamos praticamente apoio nenhum nos jogos fora de casa..."

Luís, este artigo não é sobre as claques.
Este artigo é sobre os adeptos em geral, sejam ou não membros de claques.

José Correia disse...

O Hamburgo ganhou a Taça dos Campeões Europeus, não ganhou a UEFA Champions League que, no formato actual, é muito mais difícil de ganhar do que era a antiga TCE.

José Correia disse...

"O Sporting ficou em 3º, estava afastado do título no final da 1ª volta e meteu, no seu horroroso estádio, 36.912 pessoas na última jornada"

Não foi na última jornada, mas sim no último jogo em casa (na 33ª jornada).
Mas, sim, é uma comparação elucidativa (mesmo admitindo que os números do Sporting possam estar algo inflacionados).

Luís Vieira disse...

Certo José, mas indirectamente faz-lhes referência e foi aproveitado para comentários com bicadas às mesmas. Seria bom ver os adeptos extra-claques a apoiarem no Dragão como os congéneres alemães. Pagava para ver.

José Correia disse...

Luís, eu não tenho qualquer posição de princípio contra as claques.
Aliás, se quisermos ser rigorosos, o "problema" (se lhe quisermos chamar assim) principal do jogo da passada sexta-feira, começou antes do apito inicial, com o quase completo abandono da equipa por parte da generalidade dos adeptos portistas.

José Correia disse...

"Seria bom ver os adeptos extra-claques a apoiarem no Dragão como os congéneres alemães"

Luís, seria excepcional, ver o Estádio do Dragão sempre cheio, com todos os adeptos portistas, membros de claques ou não, a apoiarem a sua equipa com o mesmo fervor dos adeptos do Borussia Dortmund.
Mais do que excepcional, seria arrepiante.

Luís Vieira disse...

José, como sabe, sou um indefectível, mas acho que o problema esteve a montante: começou em Belém e acabou no Dragões Diário. Os adeptos responderam à altura: se o clube não aceita crítica que viva sem ela (e respectivos adeptos). Quanto à 2a parte do seu comentário, subscrevo por completo.

meirelesportuense disse...

Repararam na romagem hoje à Câmara Municipal de Lisboa?...De Autocarro!...E o mais interessante é que esta demonstração não é considerada pelos puristas como sendo uma clara prova de promiscuidade entre Desporto e Política!...Se fosse noutros momentos nos Paços do Concelho Portuense aí sim...

AB disse...

Engana-se!! Eu que nunca votei à direita do PS sempre defendi o Rui Rio pela separação que fez entre a política e o futebol. Em 2010 prometi que nunca votaria em nada no António Costa pelo facto de ter preparado uma recepçao ao Benfica na Câmara, e o mesmo digo deste novo presidente. Política e futebol separados a todo o custo é o que defendo, seja em azul, vermelho ou verde.
P.S.- sou benfiquista.

Paulo Monteiro disse...

Comparar o comportamento dos adeptos Portugueses com os Alemães é um exercício que nem vale a pena fazer porque é comparar duas culturas completamente diferentes. Nós somos latinos e comporta-mo-nos como tal. Eu estive na Alemanha três vezes e sei bem como é a mentalidade deles. Vê-se a diferença nas pequenas coisas. Eles relativizam as coisas e nós não, para nós tudo é uma tragédia e o fim do mundo. Eles sabem fazer festas e nós não. Basta sair a uma discoteca lá para perceber isso. São raras as situações de violência porque as pessoas não vivem tensas e reprimidas como cá.

meirelesportuense disse...

Mas por acaso eu estava a falar de um qualquer "AB"?...
-Mas mesmo assim você só disse alguma coisa depois de eu o dizer, senão estava caladinho...Que nem um benfiquista!

reine margot disse...

100% de acordo!
depois vem com as larachas que somos diferentes e exigentes! ...
a pergunta é óbvia: diferentes em quê?


reine margot disse...

Culpar uma imbecilidade (a não despedida de Danilo, foi isso mesmo) porque somos latinos,também tem a sua graça. - É... uma latinidade!...
Todos nós temos inteligência e sensibilidade para pensarmos pelas nossas cabeças e não emprenhar pelos ouvidos ... então só nos compete a nós encontrar forma de sermos justos e equilibrados quando somos adeptos e o sangue sobe...
e, se vivemos reprimidos e tensos a culpa é tão só nossa!

reine margot disse...

è muito engraçado... ainda bem que há sempre forma de termos razão e os outros serem umas bestas: quando não havia diário digital, o porto não falava, só se calava; depois houve o diário - e , merda de fdp continuaram a manter a opinião e disseram que achavam que certas coisas já não se usavam! Tragédia!
Talvez você não tenha entendido mas essa é a mensagem do post: - reciclagem precisa-se !
depois toda a gente fica admirada do futebol que as seleções alemãs apresentam ! ... - é, eles aprendem! e corrigem!
nós atiramos a culpa para os outros!

Paulo Monteiro disse...

Creio que você não interpretou correctamente o meu comentário e só assim justifica que apelide o que escrevi de "latinidade" - seja lá o que isso for.

No meu comentário não está escrito que concordo com o que os adeptos fizeram (ou não fizeram) nem que me identifico com eles ou que existe justificação para aquilo. Quando falei de nós, latinos, até me inclui no lote para não soar arrogante e presunçoso, mas na verdade não me identifico nada com esta maneira de estar no futebol. Só acho que por causa da mentalidade latina e um pouco de outra coisa que nem quero dizer agora, achar que um dia nós (lá estou eu a incluir-me no lote) vamos ser como eles, é utopia.

Devo dizer que até achei o protesto do silencio nas bancadas uma excelente bofetada de luva branca na estrutura da SAD, no Dragões Diário e na equipa técnica e jogadores. Só acho que se devia ter separado o trigo do joio. O silencio deveria ter sido interrompido para homenagear aqueles que mereciam e deixar ainda mais a nu aqueles que não mereciam. Assim como quando se vence não são todos heróis, também quando se perde não são todos vilões. O Porto não ficou a seco este ano por causa do Danilo nem do Jackson nem do Oliver, só para citar alguns. O Danilo não merecia uma despedida apenas porque se ia embora, merecia porque de facto foi um campeão toda a época mesmo depois de já estar transferido, e a prova disso é que é ele que fecha a época com um golo seu mesmo ao cair do pano quando não precisava de correr daquela maneira e podia perfeitamente estar já a pensar no Real que ninguém dava por isso. De facto, o PdC tem razão: dois dragões de ouro para o homem já! Mas infelizmente os adeptos do Porto na sua maioria não sabem ter estas subtilezas, ou é oito ou oitenta: ou se venera todos ou é para correr com todos e já ninguém presta. Creio que acima de tudo falta estrutura a sério e organização às claques do Porto. Uma liderança mais racional e menos emocional. O adepto comum da bancada central prestou a sua homenagem a esses jogadores mas certamente passou despercebido porque é cada um por si. Para a coisa ser em condições tinha de ser feita pelas claques e não foi. Foi o jogo do protesto apenas e não deveria ter sido porque não é o Danilo que escreve no Dragões Diário nem o Jackson que treina a equipa e contrata jogadores.