domingo, 30 de outubro de 2016

NES não é um treinador à Porto

Nuno Espírito Santo a "explicar" o que é um jogador à Porto


«Se o pecado de João Pinheiro [árbitro do Vitória Setúbal x FC Porto] tivesse sido a grande penalidade não assinalada ainda se podia achar que tinha sido um caso sem exemplo, mas quem viu o jogo sabe bem a tendência do sr. árbitro, tanto a marcar faltas a todo o contacto dos jogadores do FC Porto e a aplicar um "critério largo" quando era o contacto era provocado pelo adversário. E depois temos os descontos, um assunto que por si só merecia um estudo, que neste jogo ficaram muito longe do tempo efetivamente perdido, tanto na primeira como na segunda parte
Francisco J. Marques, newsletter ‘Dragões Diário’, 30-10-2016


“quem viu o jogo sabe bem a tendência do sr. árbitro”

Sabe? Será que toda a gente que viu o jogo sabe?

No final do Vitória Setúbal x FC Porto, em declarações na flash interview, quando questionado sobre se o FC Porto tinha queixas da arbitragem, Nuno Espírito Santo (NES) afirmou o seguinte:

De onde estou não consigo analisar totalmente os lances, mas neste momento não vou olhar para isso

Não viu bem os lances, não percebeu a tendência da arbitragem (sempre contra o FC Porto), nem tem nada a dizer sobre o desconto (e que desconto!) de tempo dado pelo internacional proveta. Mas que gajo manso! Que cobardolas!

Ao contrário do treinador “ceguinho”, os jogadores FC Porto, quer os que estiveram sentados no banco de suplentes, quer os que andaram a correr lá dentro, viram bem e sentiram na pele a injustiça de mais uma roubalheira. Por isso, mal o jogo acabou, enquanto o seu treinador se escapulia rapidamente para o balneário, os jogadores foram manifestar a sua justa indignação junto do trio de arbitragem.

Jogadores do FC Porto a protestar com o árbitro João Pinheiro (fonte: O JOGO)

Jogadores do FC Porto a protestar com o árbitro João Pinheiro (fonte: Record)

Em vez de encher a boca com o slogan “Somos Porto”, ou pretender dar aulas, inspiradas em manuais de auto-ajuda, sobre o conceito “jogador à Porto”, alguém devia explicar a Nuno Espírito Santo o que é ser treinador à Porto.

Ser treinador à Porto, algo que Nuno Espírito Santo está muito longe de ser, é isto…


… ou isto…


Percebido?

Espero não voltar a ver, nunca mais, os jogadores do FC Porto a serem abandonados pelo seu treinador e a enfrentarem, sozinhos, juntamente com os adeptos nas bancadas, este Sistema vergonhoso que, sempre que pode, nos prejudica.

33 comentários:

Luís Vieira disse...

Mais do que o suposto penálti (o defesa do Setúbal toca no Otávio, mas não sei se é suficiente para derrubá-lo - pagou por ser amigo da simulação, como acontecia com o James), a arbitragem prejudicou-nos na permissividade com os jogadores do Setúbal e no excesso de zelo com os nossos jogadores (veja-se o último lance do jogo, em que o Rúben Neves é autenticamente ceifado à entrada da área e nada sucedeu, devendo ter existido aí um livre muito perigoso). Sobre isto - diferença de critérios, principalmente na 2ª parte -, o Nuno devia, no mínimo, ter falado.

Pedro M. disse...

Lembrar quem tanto desdenhou o VP, até dá vontade de chorar...

Joaquim Lima disse...

José, temos um treinador à imagem da Direção. Agora veio a moda de criticar os lances no facebook e no Dragões Diários. Quando é preciso criticar em direto na flash interview ou na conferência de imprensa é só falinhas mansas!

O treinador está coerente com a direção, se a direção não mudar ele também não vai mudar e vamos continuar a ser comidos de cebolada sem que nada se passe!

jbp disse...

o NES é um cobarde ao nível de quem manda no clube e na SAD.

Buck Naked disse...

Na verdade so se percebe atė que ponto um treinador ė mau quando chega um ainda ainda pior. Ė triste vermos toda a gente: jogadores, treinador, adeptos e ate o Presidente - "...somos e seremos sempre somos porto..."???!- a repetir um slogan que aparte gramaticamente ser uma desgraça ė desprovido de qualquer conteudo.É um facto que NES conseguiu limpar da cabeça dos jogadores um conceito de futebol inocuo e deu lhe maior agressividade e rapidez. Mas agora ele proprio tem que assumir um novo nivel e impor-se perante os jogadores e estrutura do futebol nacional. O nosso treinador tem que ser temido e nao apenas respeitado como bom moço ( que ė..). Neste momento fazem o que querdm ao nosso clube e nao sao as cronicazitas de um rapazito qualquer do DD que vai impor posiçoes. Pelo contrario...somos e seremos ridicularizados

José Correia disse...

Luís Vieira disse:
"Sobre isto - diferença de critérios, principalmente na 2ª parte -, o Nuno devia, no mínimo, ter falado"

E devia ter falado sobre os cartões amarelos para os jogadores do Setúbal, que só começaram a ser mostrados nos últimos minutos;
E devia ter falado sobre os períodos de desconto, quer na 1ª parte, quer na 2ª parte;
E devia ter falado sobre as faltas inventadas contra o FC Porto (numa delas o Setúbal até marcou, embora o jogador estivesse adiantado);
E devia ter falado sobre as faltas a favor do FC Porto que ficaram por assinalar (a do Rúben Neves foi apenas a mais escandalosa);
E devia ter falado em cantos a favor do FC Porto que foram transformados em pontapés de baliza;
E sim, devia ter falado sobre o penalty sobre o Otávio, que existiu mesmo (hoje em dia, com as comunicações em direto, uns segundo depois no banco de suplentes já se sabe tudo).

José Correia disse...

Caros Joaquim Lima e jbp, sobre o silêncio da administração da SAD e, particularmente, do presidente do clube e da SAD, já não tenho mais nada a acrescentar.
Comecei a falar nisso mal este blogue foi criado, em 2008, e desde aí critiquei esse silêncio em dezenas de posts.
Exemplo:
http://www.reflexaoportista.pt/2008/05/roubos-de-igreja.html

DA disse...

Bem apanhado José.
Os seus posts fazem falta.

Tiago Stuve Figueiredo disse...

O NES está completamente alinhado com os ladroes que dirigem o nosso Clube.

Então se temos um tipo a presidente que se recusa a falar de vouchers e colinhos e íamos ter um treinador a denunciar roubalheiras? Era o que mais faltava!

Se o NES se lembrasse de diZer as verdades sobre o árbitro e sobre o jogo de Setúbal o orelhas dos pneus irritava se. E toda q gente sabe que o nosso antigo grande presidente não quer isso

God79 disse...

Na Mouche , meus caros.

Jesus Rodrigues.

Rui Sousa disse...

Escrevi ontem sobre o Nuno http://fcportointeractivo.blogspot.pt/2016/10/compromisso-cooperacao-e-comunicacao.html) e no final do jogo sobre a arbitragem (http://fcportointeractivo.blogspot.pt/2016/10/vergonhoso.html). Ando a tentar perceber desde Novembro de 2013 o que se passa com o FC Porto e ainda não cheguei a qualquer conclusão...

Miguel Magalhães disse...

Se os mesmos 4 mil adeptos que foram a Setúbal fossem à Assembleia Geral na próxima 5a feira dizer à Direcção do clube que eles são os únicos que não são Porto nem são coisa nenhuma, podia ser que algo mudasse. Até lá SOMOS PORTO! (seja lá o que este slogan ridículo possa significar)

Radagast disse...

Eu não vi o jogo, mas parece que a arbitragem não esteve bem. Contudo, as críticas que oiço ao jogo poderia aplicá-las quase sem tirar nem pôr ao jogo do Vitória contra o Benfica (sou benfiquista). Jogo duro, muito duro, a passar incólume, perdas de tempo indescritíveis, G-R sempre no chão, tempo de compensação inacreditável (1m+4m), golo do Vitória marcado na sequência de uma falta inexistente, etc. Eu sei que as equipas mais pequenas têm de jogar com o que têm, porém, faltas agressivas sem a devida penalização e a cobardia dos descontos chapa 4 têm de acabar. É possível as equipas jogarem de outra forma (Arouca no ano passado, o Guimarães este ano, mesmo o Paços - o benfica ganhou mas na primeira parte poderia perfeitamente estar a perder). Caraças, nós gostamos muito dos nossos clubes, mas eu quero gostar de ver bola em Portugal!

bruno disse...

as queixinhas sobre a arbitragem cansam.

jogamos uma merda com jogadores macios e decisões estratégicas duvidosas por parte do treinador.

o árbitro influenciou, sim, mas não queiramos justificar tudo com a arbitragem.

tivesse treinador e jogadores a cabeça no lugar, e estávamos a cantar vitória.
tivéssemos jogadores com garra, e espírito de luta, um treinador que soubesse ler e antever o jogo, tínhamos ganho.

José Lopes disse...

É incrível como há gente que ainda não percebeu o campeonato em que o Porto joga ou então ainda adere à ideia idiota que temos de ganhar mesmo roubados, acabando esse por ser o primeiro passo para legitimar arbitragens viciadas. Com arbitragem isenta, teríamos sido campeões no primeiro ano do Lopetegui, duvido do portismo de quem não percebe isto. E com uma arbitragem isenta, poderíamos ter vencido no sábado. E aí ninguém andava a malhar nos jogadores, que mais uma vez lutaram e deram o que tinham. Estão limitados pelo treinador e pelas arbitragens, como eles próprios perceberam. Andam lá dentro a malhar o ferro enquanto quem tem o dever de os defender sai para a flash-interview ou guarda declarações para um pós-vitoria qualquer. Lembram-se do Presidente falar na "opção" se manter os jogadores este ano (uma das maiores pazadas de areia que os meus olhos levaram) e usar a vitória em Brugge como prova que tinha sido a decisão certa? O desespero já é tão grande que usam-se vitorias em Brugge como se fossem em Madrid e fala-se de euforia quando ganhamos a Arouca, Nacional ou Gafanha... Estamos desorientados, mal geridos, sem poder e amordaçados. Isto fora não termos política desportiva há vários anos. Mas claro, a culpa é do Herrera ou dos jogadores que não comem a relva. Poupem-me.

Hugo disse...

O último treinador à Porto que tivemos foi o Vitor Pereira.

"À Porto" para mim é todo aquele que sem ser brilhante é lutador.

Foi com jogadores "à Porto" e treinadores "à Porto" que fomos (sim, FOMOS) o que fomos.

Agora que somos (sim, SOMOS) burgueses está aí o resultado.

Até o Villas Boas em Janeiro de 2011 era contestado e assobiado pelos adeptos dizia que "não podia ser sempre ópera".

Um bando de descamisados e pés de chinelo de repente queriam ser como o Barcelona e o Real Madrid.

Parabéns.

Até o Peseiro consegue os mesmos pontos que o NES com muito menos orçamento.



E mais não digo.

reine margot disse...

Isto cansa um bocado, mas vamos lá caro José Correia:
1. Como vê com este tipo de posts atrai muitos "comentadores" que só querem sangue, e o nosso sangue. E que vão colocando pausinhos na engrenagem, enchendo a cabeça de muitos.
Não sei se com o campeonato ainda no adro, mas antes de dois jogos importantíssimos seja muito oportuno!
2. Quando o VP era o nosso treinador, o Reflexão chamava-lhe de tudo: parolo, medricas e que não era treinador para o Porto. - Aliás como antes tinha chamado ao Jesualdo .
3. Depois de o Luis Gonçalves ter sido expulso, talvez alguém tenha dito ao NES para não falar... - talvez;
é uma suposição que não custa ter.
4. Conhecendo como conhecemos a pressão que se exerce sobre os treinadores, especialmente os do Porto, provavelmente não havia ninguém com a cabeça mais f**ida que o NES.

5. não, não acho o NES nada de especial, mas ... porra! deixem-no em paz. É preso por ter cão por não ter, por ter ideia de ter um, por nem ter tido ideia de ter um!...

6. Mais sozinho que os jogadores ficou o Otávio, a quem os restantes colegas não apoiaram!...

José Correia disse...

Ó reine margot, outra vez a ladaínha do "quando o VP era o nosso treinador, o Reflexão chamava-lhe de tudo"?
O que é isso de "o Reflexão"?
Quantas vezes vai ser preciso explicar-lhe que o 'Reflexão Portista' tem vários co-autores (nesta altura são 10) e que cada um pensa pela sua cabeça e escreve o que entende?
Quantas mais vezes vai ser preciso repetir, que uma coisa foram os primeiros 6 meses turbulentos do VP como treinador principal e outra coisa, bem diferente, foi o período de Fevereiro de 2012 a Maio de 2013, após a limpeza de balneário que foi feita em Janeiro de 2012?

José Correia disse...

"Depois de o Luis Gonçalves ter sido expulso, talvez alguém tenha dito ao NES para não falar..."

O reine margot sabe quando é que o Luís Gonçalves foi expulso?
Dê uma vista de olhos às fotos deste artigo, que vai ver o Luís Gonçalves no centro do relvado, juntamente com os jogadores do FC Porto, numa altura em que o NES já estava a caminho da zona de entrevistas rápidas.

Tiago Stuve Figueiredo disse...

Gente a comparar a arbitragem do Porto e Benfica com o Setúbal. "Foram parecidas" dizem. Claro que foram parecidas. Em ambas houve um erro grave dentro de uma das áreas. A diferença é que um foi a favor de uma equipa favorita e outro foi contra. Vale um chocolate a quem adivinhar o prejudicado e o beneficiado

Luís Vieira disse...

Sem dúvida, José. A "diferença de critérios" engloba tudo isso. Quanto ao penálti, não consigo ser tão peremptório. Em todo o caso, sobre isso o Nuno falou.

Gaspar Santos disse...

FOMOS PORTO, carago!

André disse...

Que saudades de treinadores de murro na mesa, de atitude firme e não só de clichés vagos.
Não tenho por habito comentar nestes espaços mas este vídeo do Vítor Pereira deixou-me saudosista. Três anos passaram e não consegui digerir a sua saída, aliás, cada vez me custa mais. O homem é promovido a treinador principal num contexto de euforia pós Dublin em que todos os portistas acreditavam numa repetição de 2003/2004 mas por outro lado em depressão pela facada do senhor 'Cadeira de Sonho'. Apanha um balneário que até podia ter algo em comum com 2003/2004 mas que foi desfeito a partir do momento em que o líder é o primeiro a abandonar o barco e é seguido da maior estrela da companhia, já fora de horas e depois de promessas e propostas negadas a todos os outros. Herda portanto um balneário onde abunda a qualidade mas que está claramente contrariado e onde ainda tem que enfrentar o estigma do adjunto que nunca será tão bom como o anterior (principalmente na opinião pública). Mostra-se firme, humilde, coerente. Nos primeiros meses, a mensagem não passa e as exibições são sofríveis mas perspectiveis, a espaços, que havia uma ideia a tentar ser aplicada. Segue-se uma limpeza de balneário em janeiro em forma de adição por subtracção e vincada com o regresso de Lucho. O Porto melhora e embala para o título tendo a época ficado manchada pela fraca primeira parte da época onde Liga dos Campeões e Taça de Portugal foram comprometidas. Na ressaca de Dublin, soube a pouco. Para quem fez toda a temporada com Kleber e Marc Janko na frente de ataque, diria que já soube a muito. Prepara-se nova temporada com a base da equipa intacta e com uma adição de peso, Jackson Martinez que chegou claramente com um ano de atraso e que veio colmatar um vazio inacreditável da época anterior. Quando tudo fazia crer que o Porto voltava a ter uma equipa pojante, esfomeada e com vontade e muita qualidade para triunfar tanto cá dentro como lá fora eis que Hulk é vendido já em setembro sem possibilidade de substituto. Nem por isso a qualidade de futebol foi afectada. O Porto era aquilo que uma equipa grande deve ser. Autoritário, com bola comanda todos os jogos e asfixia adversários. Seguro nas transições, exímio sem bola. Não se amedronta nem altera a sua maneira de ser e de estar por jogar em casa com o Arouca ou no Estádio da Luz. Muitos portistas não admiravam este tipo de jogo que a mim me dava uma confiança e uma segurança extremas. Vive-se o estigma JJ, do futebol vertigem, do futebol que perdeu sempre contra VP. Já à data o Porto era um clube mal gerido (no jogo do vídeo, o Porto vai à Luz com Sebá e Tozé no banco), com graves falhas na constituição do plantel onde não haviam soluções para além de 13/14 jogadores e onde a criatividade começava e acabava em James Rodriguez que esteve dois meses de baixa na fase crucial da época. E como clube mal gerido, o Porto acaba por mostrar que é controlado de fora para dentro, cede à pressão envolvente e acaba por não renovar o contrato a um treinador bi campeão, que maquilhou todos os problemas que hoje são visíveis a todos, que apresentava qualidade de jogo e competência para liderar uma grande equipa, um homem honesto que transpirava PORTO no ser e no estar antes do parecer e do falar.
Há três anos classifiquei como um erro histórico a sua saída e infelizmente o tempo têm-me dado toda a razão. Tínhamos na nossa casa um treinador para a 'vida' assim o soubéssemos estimar e valorizar como ele merecia. Optamos pela moda, pela vertigem e pelo risco. E o resto é história...

Abel Lopes disse...

Boas Noite apenas uma pergunta sem querer ofender ninguém,de tanta gente a botar faladura quantos são treinadores?

Costa disse...

SEMOS MANSOS !

A-C-O-R-D-A P-O-R-T-O !

Costa disse...

@André,
Subscrevo por inteiro cada letra desse comentário sobre o VP.

@Abel Lopes,
Querem ver que o futebol é uma ciência oculta, apenas ao alcance dos predestinados ?!
As asneiras em catadupa que veem repetindo no FCP, certamente terão uma explicação/justificação lógica por parte de quem percebe da coisa.

JON disse...

Há muito que não comento, porque francamente ando tão mal-disposto que nem tenho vontade.

De resto, completamente de acordo com o José Correia neste artigo e completamente de acordo com o comentário do André sobre o VP...

Infelizmente, o que o André retrata relativamente ao sucedido com VP é um mal do qual sofre o FCP e com o qual vivo muito mal.

Tenho 31 anos e cresci a ver o Porto ganhar, mas havia algo que sempre detestei nos benfiquistas, que era a soberba retratada na expressão "glorioso"... Cresci a ver a grande maioria dos benfiquistas arrogar-se o direito de ganhar, só porque eram o "glorioso", enquanto nós éramos melhores, mais competentes, mais astutos. Sempre nos diminuíram os méritos, sobretudo através da comunicação social.
O problema é que os adeptos, mas sobretudo os dirigentes, aburguesaram-se de tal forma que nos tornámos no "glorioso", apenas com outro nome... O "somos Porto" é o "somos o glorioso" dos benfiquistas de há 10 ou 20 anos atrás. Estamos iguais e achamos que temos o direito de ganhar só porque "somos Porto"... O caso mais paradigmático disto mesmo é o de VP, tal como bem explicou o André. De que outra forma se explica que tenhamos deixado cair um treinador como ele?

Aceito que muita gente discorde da ideia de jogo de VP, aceito críticas ao mesmo. Não se pode aceitar, sobretudo à luz de tudo o que aconteceu desde da sua saída, é que não se admita o erro enorme que foi deixar sair um treinador como ele, que durante pelo menos duas épocas segurou um barco completamente à deriva.

Que saudades me deu ver o video acima... Mas pronto, os vouchers não são da nossa conta. Da nossa conta é fazermos galas tristes e patéticas e continuar a bater no peito dizendo "somos Porto".

José Lopes disse...

So agora revi a conferencia de imprensa do Vitor Pereira. Nesse jogo fomos roubados forte e feio e nem assim ganharam. Tinhamos uma equipa de outro nivel, com alguns jogadores de nivel superior e melhor em todas as fases do jogo. A partir desse ano foi sempre aos solavancos ate ao ponto actual. Pessimas escolhas de treinador, ausencia de comunicacao, demissao da defesa do clube, ausencia de politica desportiva, etc. O que nos valia naquela altura era a qualidade do treinador e de alguns jogadores, apesar da ridicula falta de profundidade do plantel. A melhor escolha que fizemos depois do Vitor Pereira parece ter sido o Lopetegui, que so nao foi campeao na primeira epoca por culpa exclusiva da direccao e silencio perante o manto protector. Tinha, pelo menos, uma matriz de jogo definida, com defeitos significativos, mas havia uma ideia.

A postura do Nuno no fim do jogo e'insultuosa vinda de quem garantiria um suposto regresso da mistica e do conhecimento do clube. Aquilo nao e' ser Porto nem coisa nenhuma. So mostra que nem ele proprio sabe bem o que quis dizer quando lancou o Somos Porto. Foi uma coisa gira que lhe saiu num momento de exaltacao, pegou, mas nao ha qualquer substancia.

José Correia disse...

André disse:
"Já à data o Porto era um clube mal gerido (no jogo do vídeo, o Porto vai à Luz com Sebá e Tozé no banco), com graves falhas na constituição do plantel onde não haviam soluções para além de 13/14 jogadores"

Nesse jogo, que terminou 2-2, James (lesionado) e Atsu (na CAN) não estavam disponíveis. Nos seus lugares, foram titulares o Varela e o... Defour!

E quanto ao banco de suplentes, era constituído por: Fabiano, Abdoulaye Ba, André Castro, Izmaylov, Tozé, Sebá, Kelvin.

E apesar de todas estas limitações, o FC Porto só não voltou a ganhar na Luz (como nos dois anos anteriores), porque foi bem roubadinho por um trio de arbitragem liderado pelo senhor João Ferreira (as situações referidas pelo VP, no vídeo deste artigo, são indiscutíveis).

José Correia disse...

JON disse:
"Aceito que muita gente discorde da ideia de jogo de VP, aceito críticas ao mesmo. Não se pode aceitar, sobretudo à luz de tudo o que aconteceu desde da sua saída, é que não se admita o erro enorme que foi deixar sair um treinador como ele, que durante pelo menos duas épocas segurou um barco completamente à deriva."

Exatamente, sem tirar nem por.

Desportivamente, o "barco" começou a "meter água" logo após a saída de AVB.

Em circunstâncias dificeis, e com meios (plantel) bastante inferiores ao do adversário (slb), VP superou o "mestre da tática" em todos os confrontos diretos e, em dois anos, levou a nau portista a bom porto.

Isto já para não falar na valorização que inúmeros ativos tiveram sob o seu comando - Danilo, Alex Sandro, Mangala, Otamendi, Moutinho, James, Jackson Martínez - e que viriam a proporcionar muitos milhões de euros à SAD.

José Correia disse...

José Lopes disse:
"O que nos valia naquela altura era a qualidade do treinador e de alguns jogadores, apesar da ridicula falta de profundidade do plantel"

É verdade mas, na altura, a maior parte dos adeptos do FC Porto não levou isso em consideração e não perdou ao VP a derrota em Málaga.
Num jogo (Málaga x FC Porto) em que, para além das limitações habituais do plantel (os tais 13/14 jogadores de que fala o André no seu comentário), James ainda estava sem ritmo de jogo (após 2 meses de paragem), Moutinho só aguentou até ao intervalo (estava lesionado) e o FC Porto teve de jogar 41 minutos com menos um, porque o Defour se auto-expulsou aos 49'.

ANDRÉ disse...

Apenas mencionei Tozé e Sebá por fazerem parte da equipa B à data mas esse banco de suplentes era paupérrimo. E se tivermos como comparação o que JJ tinha disponível então chega a ser ridículo.

Mas para mim esse é o mérito máximo de VP. Não se duvidava da qualidade dos jogadores como acontece hoje em dia porque o colectivo era forte. Apesar de ter vários jogadores de qualidade superior para a realidade do nosso campeonato, na verdade ainda hoje os temos mas o seu verdadeiro valor ainda não veio ao de cima porque não estão inseridos num colectivo que os potencie.

Como disse no meu primeiro comentário, muito fez o VP com esse reduzido núcleo porque cada vez que teve que recorrer à profundidade do plantel correu mal como são exemplos o jogo em Malaga, em Braga para a Taça ou a final da taça da liga também contra o Braga dada a gritante falta de qualidade dos suplentes.

É um exercício especulativo mas acredito que tivesse o homem tido os planteis que Lopetegui teve e mesmo com tudo aquilo 'não é da nossa conta' como diz o presidente, a esta hora não estávamos nesta posição.

DC disse...

Já disseram tudo sobre VP. Folgo pelo menos em ver que finalmente a maioria dos adeptos lhe dá valor, ao contrário do que acontecia nas épocas em que era nosso e era assobiado na nossa casa.

Não tenho vontade de comentar mais nada. Isto ainda não é o fim, ainda vamos escavar mais, muito mais. Basta olhar para o orçamento deste ano para perceber que vai ser até não sobrar pedra sobre pedra.
O Porto acabou, pelo menos enquanto estiverem estes na direcção. Eu já me mentalizei disso.