domingo, 30 de abril de 2017

O adversário, afinal, também pode falhar


Uma primeira parte do costume: com poucas ou nenhumas verdadeiras oportunidades de golos.
Se não fossem dois remates de longe de Rúben Neves, o nosso rendimento teria andado mesmo pelo zero absoluto.
O que mudou então na segunda parte para que, finalmente, conseguíssemos uma vitória com alguma tranquilidade?
Aconteceu que, desta vez, e ao contrário do que sucedeu contra Setúbal e Feirense, por exemplo, o adversário falhou. Oh, coisa rara! O guarda-redes do Chaves, que tanto tinha brilhado no jogo da Taça, não segurou um remate de André André e, na recarga, um completamente isolado Soares, desta vez sem escorregar, atirou a contar.

Foi essa a diferença em relação aos empates anteriores.


André André fez, depois, o segundo golo que acabou com as dúvidas e permitiu um final de jogo sossegado, como há muito não se via. A exibição finalmente conseguida deste jogador é, aliás, a prova-provada que esta equipa pode dar mais do que aquilo que muitas vezes deixa transparecer.
Parece que foi preciso ser "picado" para que, finalmente, o filho de António André deixasse de ter medo de se desmarcar na área, de rematar e de ser feliz.
Pode ser, agora, que o mesmo aconteça a Óliver, ele que fez uma época muito aquém daquilo que deveria. Perdeu, e bem, o lugar para um Otávio com a mesma energia e acutilância do início da temporada.
Como tudo poderia ter sido diferente, neste campeonato, se o brasileiro tivesse jogado muitas mais vezes com Brahimi, lado a lado...

Mas como o FCP teima em dar tiros nos pés, mesmo sem razão alguma para tal, o jogo não terminaria sem um disparate completo de Maxi. Completamente a despropósito, dado o resultado, o tempo de jogo e o local da falta.

A parte boa é que iremos ter Layún de volta.

5 comentários:

Jorge Vassalo disse...

Engraçado é que, com o Óliver em campo, se circulou e segurou muito melhor a bola, se recuperou muito mais facilmente e se equilibrou e pautou o tempo do jogo também.

Mas hey, futebol de passe em profundidade é o que a malta curte.

Yay!

Paulo Marques disse...

O que mudou foi ter um adversário que jogava na bola invés de nas pernas. Com Xistra também a obrigar a isso, quem diria que seria um dos melhores árbitros portugueses.

scape disse...

em relaçao ao maxi penso que aquele lugar a muito que devia ser do layun,em relaçao a tudo o resto a diferenca foi que houve duas que entraram.cumps helder oliveira

Gaspar Santos disse...

"A parte boa é que iremos ter Layún de volta."

Só pode ser ironia, o Layún a defender é zero.

miguel.ca disse...

O que mudou foi o benfica não ter perdido pontos, como tal não ter criado aquela pressão extra com que os pobres jogadores do Porto não conseguem lidar.