quarta-feira, 26 de julho de 2017

Vícios de raciocínio?


Sérgio Conceição teve uma boa ideia e está a aplicá-la com algum sucesso. Aboubakar e Soares parecem ser mesmo a melhor solução para o novo FCP em versão "e agora sem dinheiro".
O camaronês está a provar que nunca deveria ter saído na época passada e muito menos à custa da entrada de Depoitre. Aliás, poucos se recordarão mas até Adrian Lopez foi escolhido à frente de Aboubakar em 2016/17.
Já Soares voltou, também ele, aos golos nesta pré-temporada e a níveis exibicionais próximos daqueles de quando chegou ao nosso clube.
Destes "2" do novo "4-4-2", pouco há, portanto, a acrescentar.

O busílis da questão reside, de momento, nos "4" do meio.
De repente, e pelo menos a julgar pelos "11" iniciais contra Chivas e Guimarães, parece que Brahimi voltou, pela enésima vez, a não fazer parte dos planos de um treinador do FCP.
E aqui é que poderemos correr o risco habitual nesta altura de pré-época: a de tomar cada jogo amigável como algo de definitivo e esquecer tudo aquilo que ficou para trás no que ao histórico de cada jogador diz respeito.

E no passado de Brahimi, no FCP, lê-se o seguinte: 117 jogos, 29 golos e 24 assistências.
Nenhum médio/extremo, no actual plantel, se aproxima de tais números.
Brahimi consegue uma média de 0.25 golos e 0.2 assistências por jogo.

Corona é quem mais se aproxima, levando em conta ambos os registos: 0.18 por partida tanto em golos como assistências.
Otávio tem um registo significativamente menor em termos do número total de jogos com a camisola do FCP, por isso, juntando a este exercício os números do tempo que actuou pelo Vitória, chegamos a uns 0.14 e 0.25. Ou seja, até assiste ligeiramente mais que o argelino mas perde claramente em termos de golos.

Com funções em campo não tão semelhantes, temos ainda Óliver (0.13 e 0.11), André André (0.1 e 0.14) e Herrera (0.14 e 0.12).
Números bem abaixo de Brahimi, portanto, mas com a efectiva desculpa de não actuarem tão próximo da área adversária.

Obviamente que ainda estamos no início, logo nem todas as escolhas são ainda definitivas.
Apenas se alerta para que, independentemente da opinião conjuntural de cada um em relação a um dado jogador, os números são ainda o meio mais eficaz de tirar dúvidas.

Se a ideia é, como parecia há umas semanas, que o jogador fique mais uma época, então que se aposte a sério nele.
Pelo menos seria bom que, em Maio de 2018, não se volte a escrever o que muitos disseram em Maio passado: "Se Brahimi tivesse jogado nas primeiras partidas, talvez a Liga tivesse tido um desfecho diferente..."

2 comentários:

Ricardo disse...

Bem observado. Tmabém me passou o mesmo pela cabeça quando não o vi a titular. Mas alguém tem dúvidas da sua qualidade superior em relação a Oliver e Otávio?

bono cop disse...

tem que ser despachados layun, maxi, brahimi, teixeira, corona senao melhorar a serio, hernani, e contratados 2 ou 3 mesmo bons e o campeonato e ganho sem problemas.