domingo, 24 de setembro de 2017

Quo Vadis, Dr. Fernando Gomes?

Autor: Mário Faria

Conheço Fernando Gomes desde muito jovem, quando jogava basquetebol pelo FCP.

Campeões nacionais de basquetebol 1971/72 (fonte: blogue 'Lôngara')

Andou pelo clube durante muitos anos e, como dirigente, com ele troquei opiniões, aplausos e divergências. Deste convívio meramente institucional, dele tirei ideias contraditórias: divide-me frequentemente entre a competência que lhe reconhecia e os sinais exteriores de vaidade que assumia como administrador e nada tinham a ver com a alegria e a simplicidade enquanto atleta e capitão da equipa de basquetebol.

Fernando Gomes na apresentação do empréstimo obrigacionista 2009-2012

Saído do FCP, atravessou diversos cargos e desaguou em Lisboa na condição de presidente da federação. Não há almoços de borla e a conquista desse lugar teria que ter contrapartidas. Nunca pensei que chegasse a um ponto de rendição total. Esperava, há muito tempo, que desse um murro na mesa, mas nunca imaginei que fosse tão favorável aos que capturaram o futebol, são os donos disto tudo e que produzem os piores efeitos na indústria do futebol, como gostam de dizer os bons rapazes.

Joaquim Evangelista (Sind. Jogadores), Fernando Gomes e Luís Filipe Vieira

O presidente da Federação deve arbitrar as divergências e combater o que é flagrantemente desigual, mas optou por tomar o partido dos mais fortes, porque dos fracos não reza a histórias. Basta ver o coro que se lhe juntou para perceber ao que veio.

Capa de A BOLA de 22-09-2017

O futebol tem muito de irracional e a violência deve ser combatida sem tréguas. Mas fazer justiça não é tratar de forma igual quando há uma disparidade brutal na forma como os diversos poderes se posicionam para privilegiar e hegemonizar uma actividade que requer e está dependente do exercício da livre (mas regulada) concorrência.

É isso que acontece no nosso país? Todos se ajoelham ao poder do SLB. As desigualdades de tratamento são preocupantes. E como sentimos isso na cidade do Porto e no FCP.

Esqueceu-se? Oh Dr. Fernando Gomes, que grande decepção!

4 comentários:

Tiago disse...

Decepção?

Um Homem tão avisado como o Mário Faria? Não nos decepcione a nós, Mário, que precisamos de si, lúcido, crítico e alerta, enquanto sócio histórico deste nosso clube, para os tempos que aí vêm.

O Dr Gomes, já todos sabíamos quem era. Não era preciso esperar por (mais) uma entrevista (pré-formatada pelos autores-sombra do regime).

Lucidez, urgentemente, precisamos. Do nosso lado. O lado do FC Porto.

Acabar com a ingenuidade. Urge! Não é tempo para chamberlains, mas sim para churchills.

Isto não é business as usual, isto é ditadura a sério desde a capital, um polvo entranhado, vasto, fundo, poderoso, prepotente, maléfico e cujos objectivos primários incluem destruir o FC Porto.

Não há margem para ingenuidades. Não há folga para vaidades. Não há lag para discussões filosóficas.

Estamos em guerra. Batalha a batalha. Dia após dia.

Ou estamos juntos e unidos, ou isto tem destino certo. É que não restam dúvidas.

Acorde Mário!

Porto. Sempre!

Abraço,

Tiago

Vidente Mor disse...

sabem o que falta em portugal? uma catalunha, com uma catalunha lisboa e os compadres acabavam.

JOSE LIMA disse...

Perfeitamente de acordo com o amigo Mário Faria.
Só me falta saber se quando roubaram o computador ao Dr. Fernando Gomes encontraram alguma coisa com que estejam a fazer chantagem agora.
Aquela cambada da capital é capaz de tudo!
Abraço

Fernando Portugal disse...

Meus caros. Este senhor é um escalador, puro e duro. O FCP deu-lhe tudo, trabalho - economista no antigo Banco Pinto Magalhães -, direcção desportiva, administrador da SAD, depois saltou para a Liga com os apoios do costume, foi para a FPF e levou a arbitragem consigo com queriam os do costume, e agora a UEFA e quem sabe a FIFA. Aqui há um ano, no programa da SIC "Alta Definição", definiu bem o carácter vendido do homem, em tantas perguntas da sua vida, nunca mencionou a palavra proibida "Futebol Clube do Porto" para não se comprometer com os amigos da capital. Enfim, mais um vendido ao regime - EL -. Por mim, se houver um moção na próxima assembleia de sócios do FCP que o proponha a sua expulsão eu assino p/ baixo. Com "portistas" deste calibre, podemos bem com muitos benfiquistas.