terça-feira, 28 de março de 2017

O clube “beato” com uma claque sem nome

Na semana em que responsáveis do SLB vieram a público, falar em claques lideradas por "pessoas que são reconhecidas por insultos a adversários e ameaças a árbitros", vale a pena lembrar umas coisinhas...

Um very-light lançado por Hugo Inácio matou um adepto na final da Taça de Portugal de 1996

«O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, vai ser chamado para ser ouvido como testemunha no âmbito do processo que levou hoje à detenção de 30 elementos dos 'No Name Boys'. O Ministério Público quer esclarecer como é que uma claque que não estava legal tinha direito a uma sede no estádio do clube, avançou ao Expresso fonte policial. O espaço é conhecido como “A Casinha”.

A 'Casinha' dos No Name Boys que existia no estádio da Luz

A operação da PSP teve início na madrugada de hoje e visou membros dos 'No Name Boys' que têm vindo a agredir adeptos de claques rivais e também elementos das forças policiais. Além das instalações da claque benfiquista, foram ainda realizadas buscas em 43 residências da Grande Lisboa. Trinta elementos do grupo foram detidos, incluindo os dois supostos líderes: Miguel Claro e José Pité. Os detidos estão indiciados por ofensas corporais, associação criminosa, tráfico de droga e danos e incêndio a um autocarro que transportava adeptos do FC Porto para um jogo de hóquei em patins, em Junho deste ano.
A operação, efectuada no âmbito de uma investigação a cargo do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, resultou ainda na apreensão de haxixe, cocaína, heroína, ecstasy. Foram também confiscados bastões, soqueiras e tochas incendiárias
in EXPRESSO, 16-11-2008

Material apreendido aos No Name Boys

«Cerca de quatro dezenas de elementos da claque do Benfica No Name Boys foram acusados de vários crimes e o presidente do clube, Luís Filipe Vieira, foi alvo de uma participação à Comissão Disciplinar da Liga de clubes por apoiar aquele grupo de adeptos. A certidão foi também remetida para o Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto, entidade junto de quem a claque se deveria ter legalizado, identificando todos os seus membros.
O mais conhecido grupo de apoiantes do Benfica foi alvo de uma aparatosa acção policial há cerca de meio ano, através da operação Fair Play, desencadeada pela Unidade Especial de Combate ao Crime Especialmente Violento (UECCEV) do DIAP de Lisboa com a colaboração da Polícia de Segurança Pública. Das mais de três dezenas de detidos, três ficaram presos preventivamente, quatro em prisão domiciliária e pelo menos dois proibidos de frequentar recintos desportivos.
A acção policial saldou-se ainda na apreensão de armas proibidas, material pirotécnico e mais de dez quilos de haxixe e 115 gramas de cocaína. O libelo sustenta que a claque era financiada através da venda de ingressos para os desafios e de substâncias estupefacientes, nomeadamente haxixe e cocaína
in PUBLICO, 16-05-2009

No Name Boys: bilhetes, droga, tacos, bastões, machados, armas, munições, etc.


«Luís Filipe Vieira garantiu ao Ministério Público nem sequer reconhecer os No Name Boys, acusando a polícia e a segurança privada por mau controlo de armas e material incendiário nos estádios – mas a PSP, num relatório a que o CM teve acesso, arrasa o presidente do Benfica. Pode ler-se que Vieira reúne com a claque para lhes dar todo o apoio, deixando entrar as tochas nas bancadas da Luz; despede o chefe de segurança do clube por ajudar a PSP a identificar os criminosos e almoça com o comandante da polícia para lhe pedir que “facilite” na presença policial junto dos No Name Boys. Muitos deles entretanto presos por droga, armas, roubos, incêndios e espancamentos a adeptos rivais. (…)

Luís Filipe Vieira e os No Name Boys

Diz a PSP que os No Name Boys nunca se quiseram legalizar como associação para não serem identificados. Mas a direcção do Benfica 'não cumpre a lei e cede bilhetes a preço reduzido e instalações' a um grupo que, nas últimas épocas, intensificou 'a violência sobre a polícia e adeptos rivais'. (…)
Vieira almoçou com Diamantino Gaspar, comandante da PSP de Benfica e, segundo este, pediu-lhe para 'aliviar' a presença junto da claque. O objectivo seria fechar os olhos 'a artefactos pirotécnicos', proibidos por lei, 'para as pessoas verem o que é o inferno da Luz'. Estas informações estão na Comissão Disciplinar da Liga e, na pior das hipóteses, o Benfica arrisca suspensão da actividade desportiva. (…)
‘Zé Gago’ deu a conhecer à PSP a proximidade que a claque mantinha com Luís Filipe Vieira através de uma conversa ao telemóvel com o amigo Hugo Caturna, elemento 'extremamente violento' dos No Name Boys que nessa altura estava a ser alvo de escuta telefónica. Caturna é considerado um dos cabecilhas da claque ilegal, o mesmo que disse, em escuta, que 'os No Name Boys são o braço armado do Benfica'. Esteve no incêndio ao autocarro dos adeptos do FC Porto, em Junho passado, e no espancamento de um militar da GNR apenas porque usava um cachecol do clube do Norte. Depois incendiaram-lhe o carro com uma tocha. (…)»
in Correio da Manhã, 18-05-2009


Chega?

O SLB tem duas claques ilegais, uma delas com um historial negro, único em Portugal, e mesmo assim têm a distinta lata de vir falar em claques?

A desfaçatez destes tipos (SLB) não pára de me surpreender.


Para avivar a memória, principalmente dos benfiquistas mais "esquecidos", alguns links sobre este assunto:






O relatório da PSP (07-09-2009)


(in)Justiça sem nome (21-01-2012)

Hugo Inácio detido na Luz (Record, 08-11-2012)



domingo, 26 de março de 2017

Pressão despudorada

Domingos Almeida Lima (foto: Record)

«Domingos Almeida Lima [vice-presidente do SLB] disse que o Benfica já pediu reuniões aos presidentes da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, e da Liga de clubes (LPFP), Pedro Proença, para expor as "fortes preocupações" do clube sobre a atual situação do futebol português, tendo feito notar que, se a justiça desportiva não for salvaguardada, o Benfica não deixará de "apelar à intervenção do Governo".»
in record.pt, 25-03-2017


Eles (SLB) pressionam membros do Conselho de Arbitragem nos camarotes do estádio da Luz.


Eles (SLB), sempre que perdem ou empatam, no final do jogos vão direitinhos aos árbitros, provavelmente para lhes “desejar boa viagem de regresso a casa”...

Rui Vitória e os árbitros

Eles (SLB) anunciam reuniões de emergência com o Conselho de Arbitragem.

Eles (SLB) divulgam publicamente datas e “conclusões” das reuniões que solicitam ao Conselho de Arbitragem.

Eles (SLB) promovem entrevistas televisivas em momentos cruciais, com temas escolhidos a dedo.

Entrevista de Luís Filipe Vieira à CMTV (02-03-2017)


Eles (SLB) emitem comunicados oficiais a anunciar que não estarão representados em jogos da Seleção, disputados no… estádio da Luz.

Eles, um clube que domina totalmente os meandros do futebol português, pelo menos desde os tempos em que Vieira colocou Cunha Leal na Liga, não têm qualquer pudor em exercer uma enorme pressão, para lá de todos os limites, sobre os principais agentes do futebol português.

A esta pressão descarada, o Sporting, através do diretor de comunicação (Nuno Saraiva) e, principalmente, do presidente Bruno de Carvalho, já lhes respondeu à letra (“esse senhor [Luís Filipe Vieira] nem na vida pessoal pode ter a cabeça tranquila quanto mais no futebol”).

E nós?
A Administração do FC Porto está de férias?

O FC Porto (Administração/Direção) não pode ficar calado e, a menos de uma semana do SLB x FC Porto, fazer de conta que toda esta pressão despudorada nada tem a ver connosco e com esse jogo decisivo.

É preciso que nos próximos dias (antes que seja tarde demais, antes do SLB x FC Porto!), alguém da estrutura do FC Porto venha a público e reaja, de forma muito dura, a esta campanha do SLB.

O FC Porto não pode continuar tolhido. Temos de reagir à Porto, carago!

P.S. Nunca nos renderemos! (publicado no início desta época)

sexta-feira, 24 de março de 2017

“Ter todas as imagens possíveis”

Na sequência do artigo “Sei como é que isso se faz”…

O jornal O JOGO de hoje, traz uma entrevista com David Elleray, ex-árbitro inglês e atual diretor técnico do International Football Association Board (IFAB) em que, entre outras afirmações importantes, refere que a FIFA pretende ter o Video Assistance Referee (VAR) a funcionar no Mundial’2018.

David Elleray e as imagens televisivas (fonte: O JOGO)

E acerca do papel do VAR, David Elleray afirma:
Queremos um antigo árbitro como VAR, porque senão os realizadores de televisão vão ser muito importantes. No râguebi chegaram a ouvir-se queixas de que os árbitros não tinham acesso a todas as imagens, quando elas prejudicavam a equipa da casa. Não queremos isso, claro.


Após a confissão pública do diretor de conteúdos da BTV e depois de ler as preocupações do diretor técnico do IFAB sobre o mesmo assunto (esconder lances que prejudicam a equipa da casa), fiquei a perceber melhor o alcance da seguinte afirmação de Luís Filipe Vieira:

Estamos 10 anos à frente da concorrência

Luís Filipe Vieira, 10 anos à frente da concorrência

10 anos?!
Eu até diria mais…
Já agora, os realizadores dos jogos transmitidos pela BTV também têm direito a vouchers?...

quinta-feira, 23 de março de 2017

“Sei como é que isto se faz”

No programa ‘Universo Porto da Bancada’ da passada terça-feira, foi dado destaque a declarações de um comentador benfiquista, proferidas na véspera, no programa ‘Prolongamento’ da tvi24, acerca da transmissão televisiva do Paços Ferreira x Benfica (feita pela SportTV).

Pedro Guerra, imagens do programa 'Prolongamento' (tvi24) do dia 20-03-2017

[Pedro Guerra]: O que eu desafio, não sei quem é que foi o responsável pela realização, é que mostre as imagens do minuto 52:09 [do jogo Paços Ferreira x Benfica]

[Sousa Martins]: Às vezes podem não estar disponíveis…

[Pedro Guerra]: Mas porquê? É que não estão sistematicamente. Ó Sousa Martins, sabe, eu também percebo disto. Eu trabalho nisto e sei como é que isto se faz, sei como é que se escondem lances.


Para quem não sabe, Pedro Guerra foi a pessoa que, quando era jornalista no semanário O Independente, tornou público o crime de roubo pelo qual Luís Filipe Vieira foi condenado a 20 meses de prisão.

Entretanto o mundo deu muitas voltas e, após ter feito as pazes com o cadastrado que preside ao SLB, atualmente Pedro Guerra é assalariado de uma das empresas do grupo SLB e um dos principais “pontas-de-lança” dos encarnados de Lisboa na comunicação social.

Pedro Guerra, entrevista ao jornal i (07-11-2015)

Ora, se em qualquer circunstância seria grave alguém dizer que sabe como é que se escondem lances e, desse modo, se manipulam as transmissões televisivas, mais grave se torna quando essa afirmação é feita pelo diretor de conteúdos da Benfica TV (rebatizada BTV), canal que transmite os jogos em casa do SLB.

Há muitos anos que, no ‘Reflexão Portista’, escrevo sobre este assunto, o qual me parece ser da maior importância.







O futebol é, cada vez mais, um jogo televisivo (com inúmeros "foras de jogo milimétricos" e "penalties de televisão"), em que aquilo que não aparece nas imagens transmitidas pelos operadores televisivos é como se não existisse.

Testes do vídeo-árbitro na "Cidade do Futebol", Novembro de 2016 (fonte: FPF)

Ora, se ao serviço de uma televisão supostamente independente e neutra (como a SportTV), um realizador já tem o poder de destacar uns lances e ignorar outros, é óbvio qual é a tendência quando está a trabalhar para a televisão de um clube.

Aliás, não é por acaso que, nas dezenas de jogos em casa que já foram transmitidos pela Benfica TV (BTV), é muito difícil chegar-se ao final de um jogo com a ideia de que o SLB foi beneficiado por erros de arbitragem. É que, quem controla as imagens, controla a “verdade” oficial…

Por isso, estas revelações de Pedro Guerra são muito importantes (mais do que uma confissão, eu quase diria que servem de elemento de prova) e deveriam ser utilizadas pelo FC Porto para, junto da Liga/FPF, UEFA, ERC, Governo, contestar os regulamentos que permitem que o canal de um clube transmita os próprios jogos.

Pedro Guerra na BTV

A guerra ao “polvo” encarnado será longa e envolve muitas batalhas. Uma das batalhas que é necessário travar é a das transmissões televisivas dos jogos da I Liga, as quais têm de obedecer a regras muito apertadas porque, como confessou publicamente o diretor de conteúdos da BTV, “sei como é que isto se faz, sei como é que se escondem lances”.

terça-feira, 21 de março de 2017

Antijogo, Penalties e NESpia

I. Um antijogo obsceno (o crime compensa – parte I)

«O pedido de assistência médica por parte de jogadores do V. Setúbal levou o Dragão à loucura. Bruno Varela, guardião dos sadinos, esteve no epicentro da contestação repartindo com Vasco Fernandes a maior necessidade de auxílio. Pinto da Costa juntou-se ao coro de protestos ao intervalo.
Além dos assobios com que o Estádio do Dragão brindou algumas cobranças de faltas ou pontapés de baliza mais demorados, os protestos elevaram-se sempre que o corpo clínico adversário foi chamado à partida, ao todo em nove ocasiões. Segundo relatos recolhidos pelo Record, Pinto da Costa esteve na zona do túnel de acesso ao relvado ao intervalo, tendo dado a conhecer a sua insatisfação pelo que se tinha passado tanto à equipa de arbitragem como a elementos do V. Setúbal, o que foi presenciado por um elemento da Liga.
Diga-se que o facto de os dois primeiros substituídos sadinos, Bonilha e Vasco Fernandes, terem saído em maca e acabarem por se levantar após ultrapassarem as quatro linhas não ajudou ao serenar dos ânimos. A demora provocada por este tipo de situações levou o árbitro Manuel Oliveira a dar 5 minutos de descontos na primeira parte e mais 7 na segunda.»
in record.pt, 19-03-2017

O antijogo de Bruno Varela (foto: Maisfutebol)

«A primeira parte resume-se numa frase: FC Porto a atacar, Vitória de Setúbal a defender, usando e abusando do antijogo, nomeadamente Bruno Varela. Aliás, algo de estranho se deve passar com um guarda-redes que se lesiona pelo mero impacto com o relvado e que é assistido por três vezes em meia hora
Crónica publicada no site oficial do FC Porto, após o final do jogo


«(…) num jogo que ficará na história deste campeonato como o pior exemplo de antijogo desde o primeiro minuto. O árbitro Manuel Oliveira concedeu 12 minutos de descontos (final de primeira parte e final de jogo), mas isso não compensa as constantes quebras de ritmo provocadas pelo Setúbal, com inúmeras entradas da equipa médica em campo, mas nenhuma quando o resultado lhes era desfavorável - no total, a equipa médica do Setúbal entrou em campo sete vezes, três com o resultado em branco, quatro com o resultado empatado a um golo, num total de 9m26s de tempo perdido só nestas sete paragens. Mas o antijogo do Setúbal não se cingiu às assistências médicas, começou com o apito inicial do árbitro - aos cinco minutos já o árbitro avisava Bruno Varela para não perder tempo - e chegou a ser obsceno. Infelizmente, o crime continua a compensar e assim será enquanto não houver coragem de expulsar os jogadores infratores.»
Francisco J. Marques, Dragões Diário, 20-03-2017


Mais de 16 minutos de paragens (infografia Record)

O antijogo obsceno que foi praticado pelos jogadores do Vitória de Setúbal, cortou permanentemente o ritmo de jogo, reduziu drasticamente o tempo de jogo e quase levou ao desespero os mais de 49 mil portistas que encheram o Estádio do Dragão e pagaram bilhete para assistir a um jogo de futebol (e não a uma palhaçada).

Perante a pouca vergonha que se viu, houve vários tipos de reações, quer no estádio, quer nas redes sociais.
O treinador da equipa principal do FC Porto reagiu assim:

O antijogo é algo que tem sido recorrente ao longo do campeonato. Esse critério do árbitro em dar aqueles minutos de compensação é o que deve ser seguido sempre, penalizando as equipas que fazem antijogo. Mas não quero comentar esse tipo de estratégia, cada equipa adota a que considera melhor, nós só temos que estar concentrados no jogo e procurar que o tempo de jogo seja o mais útil possível.
Nuno Espírito Santo, na conferência de imprensa


II. Mais três penalties por assinalar (o crime compensa – parte II)

Poucos minutos após o final do jogo, alguém do FC Porto (presumo que do Departamento de Comunicação), partilhou um vídeo nas redes sociais, com três lances de possíveis penalties a favor do FC Porto que ficaram por assinalar (dois agarrões a André Silva e uma carga do guarda-redes sadino sobre Brahimi).

3 penáltis por marcar

O 'Tribunal de O JOGO' também não teve dúvidas e, por unanimidade, considerou que ficaram mesmo três penalties por assinalar a favor do FC Porto (aos 20', 49' e 61').

Três penalties por assinalar no FC Porto x Vitória Setúbal (Tribunal de O JOGO)

Admito que no estádio e da posição onde estava, Nuno Espírito Santo (NES) tivesse dificuldade em ver (eu também tive), mas estou certo que alguém da estrutura do FC Porto o informou, senão durante o jogo, logo após o final do mesmo.

Assim sendo, após um empate dramático em casa, em que ficaram por assinalar 3 (três!) penalties a favor do FC Porto, o que disse NES sobre o assunto, quer na flash interview, quer na conferência de imprensa?

Népia. Absolutamente nada.

De que adianta, então, os adeptos protestarem, quer seja no estádio ou nas redes sociais?

De que adianta o Departamento de Comunicação do FC Porto fazer (e bem) o seu trabalho, denunciando (com factos, imagens e vídeos) estas e outras situações relacionadas com as arbitragens deste campeonato?

De que adianta lutarmos contra o "polvo" fora das quatro linhas, se o atual treinador do FC Porto e principal rosto da equipa é incapaz de se indignar, é incapaz de se revoltar, é incapaz de dar um murro na mesa e dizer BASTA!

Por aquilo que tem sido o seu comportamento ao longo da época, NES parece decidido em passar pelo FC Porto sem criar inimizades e cultivando uma imagem de bom rapaz (não sei se é feitio ou se já estará a pensar no seu futuro).

Eu tenho pena que assim seja e duvido que, com esta postura, NES venha a ter sucesso no FC Porto mas, naturalmente, espero estar enganado.

domingo, 19 de março de 2017

Ainda não foi desta

Nós portistas falamos muitas vezes da "maldição" do Béla Guttmann em relação ao nosso rival mas, pelo menos nestes últimos quase 4 anos, parece que também existe alguém que nos quer mal.


Desta vez é que seria mesmo: o mundo voltaria ao seu normal, ou seja, o FCP iria finalmente regressar, após longa travessia no deserto, ao seu habitat natural, o primeiro lugar.

O nosso maior adversário tinha, finalmente, esgotado toda a sua sorte, e depois de uma série de vitórias sem saber ler nem escrever, ao empatar ontem em Paços de Ferreira, tinha finalmente aberto uma avenida para o FCP disparar, de vez, rumo ao título.

O nosso estádio estava cheio e o clima geral era de (muita) confiança.
E eis que os primeiros minutos mostram um FCP a acusar a responsabilidade de estar diante de uma oportunidade única de virar a página da história recente do futebol português. Um Setúbal que defendia "alto" e ao nosso clube faltava um pensador (que poderia ser Otávio).
O "11" inicial até nem fora mal escolhido, mas André Silva está mesmo a atravessar um período mau e talvez Diogo Jota fosse melhor opção. E também Corona, apesar daquele seu golão, não está ainda com condições mínimas e assim passou ao lado da partida à excepção de um único momento mágico.
Mas havia mais do que isso.
Todo aquele azar que nos perseguiu ao longo de demasiadas jornadas e que pensávamos estar morto e enterrado, reapareceu hoje em força no estádio do Dragão.
E eis-nos regressados, inesperadamente, àquela "troika" maldita de há poucos meses: futebol insuficiente+azar+erros arbitrais.
Sim, voltaram a existir erros graves dos homens do apito contra nós, mas, por outro lado, os descontos foram desta vez justos, face a tanta teatralidade dos setubalenses durante toda a partida. 5 minutos na primeira parte e 7 na segunda, é coisa nunca antes vista a nosso favor. Já não é mau e valha-nos ao menos isto de positivo.

Tivemos também a confirmação que Soares, após os golos escandalosos falhados em Arouca e Turim, está mesmo de regresso à terra. Sim, o homem é bom jogador, mas, como é evidente, não pode ser tudo aquilo que pareceu nos seus primeiros 4 ou 5 jogos com a nossa camisola vestida. Se o fosse, já teria dado nas vistas muito antes de o termos adquirido. Porém, se ele continuar a produzir metade daquilo que fez até ao jogo de Arouca, já nos podemos dar por satisfeitos. Que se trata objectivamente de uma boa compra, disso ninguém duvidará.

E pronto, um empate que nos destroça, por completo, a todos e agora seguir-se-ão duas penosas semanas até ao clássico de todas as decisões. Parecia (ontem) que o empate nos iria ser suficiente mas, agora, pelo sim pelo não, e como não podemos confiar muito neste scp, o melhor mesmo será a vitória, para que não restem dúvidas. Já uma eventual derrota na Luz será praticamente o fim da (nossa) história nesta enervante liga portuguesa 2016/17.
Não havendo ninguém em especial que seja mais responsável do que os outros por este mau resultado de hoje, mesmo assim espera-se que os nossos jogadores nos recompensem, dia 1 Abril, deste grande amargo de boca com que agora ficamos.

sexta-feira, 17 de março de 2017

A "onda" Azul e Branca

Durante anos tivemos de levar com a triste evidência de que o Benfica era capaz de viajar por algumas zonas do país e encher estádios de clubes modestos com os seus adeptos locais, um triste reflexo da falta de apego ao clube local que grassa em Portugal e também da teia de relações entre clubes que preferiam agradar aos dirigentes lá de baixo do que fazer do seu estádio uma panela de pressão para sacar pontos importantes. Nesse periodo também vimos, demasiadas vezes, como na serie de quase uma dezena de jogos fora disputados num raio de 100 kms de casa, poucas vezes conseguiamos reproduzir a mesma cena com adeptos portistas mobilizados para jogar "em casa" nas deslocações fora da equipa. Uma tendência que tem vindo a mudar. 2016 está a ser, também, o ano da onda azul e branca.

Os adeptos do FC Porto sentiram algo especial este ano e parecem reconectar-se com a equipa.
Apesar dos assumidos erros de gestão da SAD - o último e mais sério foi, sem dúvida, o "caso Depoitre" e a consequente saída de Antero - e de que o plantel no início do ano não parecia perspectivar um grande futuro, a dinâmica positiva tem sabido reconectar os adeptos e sócios com a equipa. O mérito desse trabalho deve ser distribuido entre Nuno - apesar das polémicas conferências de imprensa tem sabido manter um discurso sério, positivo e que gera empatia, ao contrário do que passou sempre com os seus antecessores - os jogadores, que deixam cada vez mais evidente que deixam tudo em campo (e é impressionante ver como jogadores como Danilo, Marcano, Felipe ou Iker assumem em cada gesto esse ADN á Porto que também vemos em André André, André Silva, Ruben Neves ou, sim, Herrera) e claro, uma mudança de postura da SAD. Este ano voltou-se - ainda que pouco para o que merecem - a criticar-se as arbitragens sem medos, seja através do DD seja em pontuais declarações presidenciais. O Director Desportivo, Luis Gonçalves - agora um homem do futebol e não um carreirista interno da SAD que chegou a auto-proclamar que era solicitado por meia Europa como futurivel CEO - trabalha em silêncio e não há ruido interno. Todos têm remado sempre na mesma direcção. Não há milagres (basta ver o Relatorio de Contas, entender que a sombra Alexandre segue aí, ...) mas sim houve um ligeiro despertar que aos adeptos soube a mel.



E claro, no meio de tudo isto, está a dinâmica da equipa. Depois do sufocante golo de Rui Pedro contra o Braga e o soltar de adrenalina que gerou, a dinâmica colectiva tem sido tremenda. Nove vitórias seguidas, jogos com goleadas que há muito não se viam, uma mudança táctica do 4-3-3 para o 4-4-2 que potenciou o jogo ofensivo ao tempo que não peliscou a brutal eficácia defensiva que NES montou desde o Verão e a sensação de que o Benfica nunca foi tão frágil (o Sporting colocou-se cedo fora de corrida) tem criado uma nova empatia e muitos dos jogos fora do Dragão (porque o forte que NES pedia tem sido visivel a cada quinzena) têm contado com uma excelente mobilização dos adeptos. Sinal mais para os SD que não têm faltado á chamada e cujo o apoio tem sido muito mais sentido e importante que nos últimos dois anos mas também para muitos portistas anónimos que têm sentido a crença de que este ano pode invertir um ciclo negativo histórico.

A "onda azul e branca" - que também se fez sentir na recepção da comitiva no regresso de Turim, para manter o cordão de união depois de uma esperada derrota europeia que não deve desenfocar do objectivo principal - sobretudo visível nesses jogos fora de casa é uma forma mais de transmitir todas as sensações positivas que se têm gerado á volta desta equipa, perfeitamente representada por jogadores como Marcano, Danilo ou Soares.
A raça, a luta, a omnipresença e a humildade como requisitos históricos do que sempre foi "jogar á Porto", com raça, atitude e deixando tudo sobre o campo. Há, futebolisticamente, sempre muito por trabalhar (o jogo das alas tem sido um problema sobretudo a nível defensivo e falta um acompanhante á altura de Oliver em muitas ocasiões) mas a nivel animico e emocional este FC Porto, partindo de uma base pior, parece ser uma equipa muito mais compacta, sólida e ambiciosa do que os projectos anteriores. Muitos dos jogadores principais, quando tiveram uma baixa de forma, foram sempre bem substituidos em rendimentos por colegas. De um excelente arranque de Otávio tivemos o renascimento de Brahimi. Do trabalho de Herrera sucedeu-se o dinamismo de André André. Quando André Silva, com total naturalidade, baixou o seu ratio de golos surgiu do nada - graças a Deco e a Pinto da Costa - Soares para manter o pulmão activo.



Inspirados pelo mais do que merecido triunfo em casa contra o Sporting, a "onda azul" começou a fazer-se sentir e também graças ao apoio brindado pela direcção do clube que está positivamente determinada em não deixar este apoio morrer.
Em Arouca (4 mil adeptos), no Bessa (10 mil adeptos, um terço do estádio, com quase nove mil a serem adquiridos pelo clube a preço de público geral e depois revendidos a portistas a valor mais baixo num gesto excelente por parte da SAD) e em Guimarães (cerca de 5 mil adeptos), três complicadas deslocações fora nos últimos meses, a mobilização dos adeptos foi vísivel e fez-se ver e ouvir constantemente. Em nenhum momento, apesar de serem dois estádios onde cronicamente o FC Porto é recebido com hostilidade e num campo modesto como a vizinha Arouca onde muita gente ficou de fora até bem entrada a primeira parte, se sentiu a sensação de jogar fora salvo pelas habituais arbitragens caseiras anti-Porto a que estamos já todos mais do que habituados.
Ao adepto portista, a cada fim-de-semana,  a equipa nunca deu motivos para duvidar verdadeiramente e agora que partimos para o sprint final essa conexão equipa-adeptos parece mais forte do que nunca. Esse é o primeiro titulo conquistado este ano.

Na tensão e nervos das jornadas pós-Luz, onde é fundamental sair, como minimo, a um punto, essa ajuda mútua pode revelar-se absolutamente fundamental. Se o FC Porto se sagra campeão em Maio, contra o prognóstico de muitos em Agosto, será mérito de muitos. E nesta ocasião dos adeptos que têm feito parte desta onda também! Um verdadeiro título á Porto!


quinta-feira, 16 de março de 2017

O Nome da Rosa

No romance de Umberto Eco que dá nome a este artigo, a trama acontece num mosteiro beneditino (ou será numa “Catedral”?) na renascença italiana do século XIV (ou será na “revolução encarnada” do século XXI?). Há um assassino que representa uma ameaça para os monges e é o frade Guilherme de Baskerville que é enviado pelo Papa para investigar a misteriosa morte. À medida que avança a investigação sucedem-se mortes de outros religiosos. Guilherme de Baskerville é descrito como um homem esforçado que faz uso da capacidade de questionar e de duvidar, algo muito raro numa época em que era proibitivo e quase fatal questionar os dogmas e as doutrinas vigentes.

Queira o caro leitor atrever-se a desempenhar por breves instantes o papel de Guilherme de Baskerville, atendendo à mentalidade vigente em pleno século XIV, naturalmente, e analisar criticamente os seguintes factos:

Antecedentes relevantes:

A vitória do Benfica na 25ª Jornada, em jogo realizado na "Catedral" da Luz, começou a ser construída com um erro defensivo de Miguel Rosa, defesa do Belenenses mas formado no SLB (de 2001-02 a 2007-08 e como sénior em 2012-13):



A doutrina vigente na comunicação social fez com que a globalidade dos jornalistas se apressasse a considerar este como um "lance infeliz".

Os "episódios" entre o Benfica e o Miguel Rosa não são de agora, como se pode constatar nos artigos acima referenciados. Assim como os erros "involuntários" cometidos por jogadores do Belenenses em jogos contra o Benfica.

Em Março de 2014 o jogador Miguel Rosa, já desvinculado do clube que o formou, não foi convocado para o jogo Belenenses-Benfica. O mistério adensou-se quando o próprio treinador do Belenenses, Marco Paulo, assegurou publicamente que a razão para a ausência não era técnica e que a questão deveria ser endereçada à SAD. Alguma comunicação social estranhou, questionou os clubes e foi rever os regulamentos. Não havia qualquer razão objectiva que impedisse a utilização do jogador. Ver aqui.

A situação repetiu-se em Dezembro de 2014, na época seguinte. Aqueles que estavam a ser os jogadores mais influentes na equipa do Belenenses, Miguel Rosa e Deyverson, foram impedidos de jogar contra o Benfica.
«Apesar de integrarem a lista de convocados para o jogo com o Benfica, este sábado, Deyverson e Miguel Rosa não vão a jogo, no Estádio da Luz, por indicações expressas da SAD. Segundo noticia A BOLA, o treinador dos azuis, Lito Vidigal, foi informado por um elemento da SAD, antes do final do treino desta sexta-feira, que ambos os jogadores, que já passaram pelas águias, não iriam estar disponíveis para serem utilizados, mas que ainda assim deveriam ser convocados. No meio da surpresa por, a poucas horas do jogo, ter sido informado da indisponibilidade de duas pedras nucleares, o técnico rejeitou incluir Miguel Rosa e Deyverson no seu lote de eleitos, sendo que, por indicação do treinador, nem seguiram para estágio.»

Faixa dirigida a Rui Pedro Soares (Presidente da Belenenses SAD)

Em Abril de 2015, jogo no Restelo e nova vitória para o Benfica, também com um erro de um defesa do Belenenses:



«O minuto seis do Belenenses-Benfica foi muito ingrato para Pelé, jogador que estará já comprometido com os encarnados para a próxima época, segundo pode ler em A BOLA.
O médio foi o autor de um mau passe que quase isolou Lima e obrigou à saída do guarda-redes Ventura de entre os postes, sobrando a bola para Jonas, que acabou por rematar para o fundo das redes. Estava inaugurado o marcador e lançado o Benfica para a vitória (2-0), que acabou por ser confirmada também pelo avançado brasileiro.
O jogo começou mal para Pelé e para o Belenenses. E logo começaram as especulações. Que foram ganhando dimensão, particularmente nas redes sociais, nos dias seguintes. Também devido à proximidade entre as Administrações de Belenenses e Benfica.»
in abola.pt, 22-04-2015

Relativamente à arbitragem do jogo Benfica x Belenenses desta 25ª Jornada, diz a comunicação social doutrinada que Bruno Esteves terá estado bem. Há 2 lances na área "encarnada", contudo, que falam por si:




Poderá, afinal, a dúvida sobrepor-se ao dogma?
   

terça-feira, 14 de março de 2017

Pedia-se uma saída "limpa"...

...e pouco mais se poderia, verdadeiramente, aspirar contra esta Juventus que é, de facto, não na estatística mas em termos de poderio, a melhor defesa da Europa. Durinha, é certo, mas é mesmo assim que tem que ser, como bem sabemos. Os nossos Jorge Costa e o Fernando Couto que o digam...


Mais uma expulsão a marcar decisivamente o desenrolar do encontro.
Desta vez foi Maxi, em desespero de causa. Já antes, permitira um cabeceamento perigoso ao homem que estava a marcar. É aqui, ao mais alto nível, que as limitações deste uruguaio lutador, mas já na fase descendente da sua carreira, ficam bem patentes.

Mas quem esteve, efectivamente, bem? Ninguém, claro está. Não dava para muito mais e ficou sempre a ideia que a Juventus, bem à moda italiana, e felizmente, não é equipa para goleadas. Marcam os golos estritamente necessários e nem um a mais. Julgarão que é um gasto de energia desnecessário. É mesmo uma espécie de tradição transalpina.

Soares, tal como em Arouca, voltou a falhar um golo cantado mas quem esteve muito pior foi André Silva, que passou ao lado de mais uma partida. A pensar já num futuro muito próximo, talvez fosse melhor Otávio ou Jota preencherem o lado direito do nosso ataque no lugar do jovem ponta-de-lança. São fases menos boas que acontecem a todos.

NES não esteve mal nas substituições mas optou por trocar a posição de 3 dos 4 defesas, após a saída de Maxi. Não correu muito mal mas pareceu algo exagerado tamanho risco.

Enfim, saída sem história, nem glória, da edição deste ano da Liga dos Campeões.
Fica apenas o jogo de Roma para mais tarde recordar. Só que, desta vez, e num estádio para 41 mil pessoas que parece ainda maior que o Dragão, a Roma fomos nós.

segunda-feira, 13 de março de 2017

O 12º jogador

Milhares de portistas em Arouca (Fotos da Curva)

«O FC Porto levou quatro mil adeptos a Arouca, mas aí metade só conseguiu entrar já estava 2-0, porque a revista aos espectadores atrasou... Boa parte deles não volta a um jogo em Arouca, seguramente.»
Manuel Queiroz, O JOGO, 12-03-2017


«Ainda sobre o jogo de Arouca, mais uma nota, agora por maus motivos. Muitos adeptos do FC Porto só entraram no estádio depois dos golos de Danilo (15 minutos) e Soares (25), um facto que foi visível mesmo pela transmissão televisiva, já que no início se viam muitas clareiras. Já se sabia que a bancada visitante, com capacidade para mais de 3.000 pessoas, estaria lotada, pelo que se exigia uma melhor preparação da logística, nomeadamente no encaminhamento dos espetadores visitantes pelas duas portas existentes. É verdade que a chegada tardia terá sido potenciada por se tratar de uma sexta-feira, dia de trabalho, mas é de lamentar que tantos portistas não tenham assistido à partida na sua totalidade.»
Dragões Diário, 12-03-2017


Já se percebeu que a organização deste Arouca x FC Porto não estava devidamente preparada para receber e “processar”, em tempo útil, cerca de 4000 adeptos.

A questão é: o mesmo se passou noutros jogos, nomeadamente nas recepções ao SLB ou Sporting?
Se sim, por que razão a Liga/FPF nada fez?
Se não, podemos estar perante algo mais grave.

No caso dos adeptos portistas terem sido tratados de forma distinta (mais exigente) do que foram os adeptos de outros clubes é preciso perceber porquê e, se for caso disso, identificar os responsáveis (Liga/FPF? Organização do jogo? GNR?) e exigir explicações.

Após anos de algum adormecimento o dragão despertou, o que deixa muito boa gente assustada.
E uma das coisas que mais os assusta é a força deste 12º jogador.

Os dirigentes do FC Porto têm de estar muito atentos, porque o “polvo” não dorme.


P.S. A preocupação com o 12º jogador portista, já foi publicamente expressa por vários agentes do “polvo”. Foi, por exemplo, o caso do CM (no dia 26.02.2017), aquando do último Boavista x FC Porto:
«A venda de 10 mil bilhetes por parte dos Super Dragões para o dérbi de hoje com o Boavista está a gerar polémica e desconfianças, apurou o Correio da Manhã. Os dragões, que tinham apenas direito a 1500 bilhetes (12 euros cada), vão ter o apoio de mais 10 mil adeptos, com esses bilhetes a serem vendidos apenas a 15 euros. Valores muito abaixo dos praticados nos jogos com os outros grandes. Ao todo, os adeptos portistas deixaram nos cofres do Bessa cerca de 168 mil euros. Com os 10 mil bilhetes a serem vendidos no Estádio do Dragão e pelos Super Dragões na sua sede e no restaurante Nando, como Fernando Madureira publicou no Facebook, levantam-se as suspeitas sobre o negócio, nomeadamente quem pagou os 150 mil euros. Segundo o CM apurou, os bilhetes podem ter sido financiados por uma empresa externa ao FC Porto, mas com o objetivo de garantir o apoio à equipa.»

sábado, 11 de março de 2017

Brahimi e Soares, para uma noite tranquila


A TV anuncia o "Valdispert" como ansiolítico natural para alívio da ansiedade e da tensão. Ora, para os portistas nada disso é necessário quando Brahimi e Soares se apresentam numa forma assim. Para uma noite sem sobressaltos, estes dois são mesmo o melhor remédio.

E como sabem bem estes jogos "sem história". Já chega de emoções escusadas.

Com um estádio, tal como em Guimarães e no Bessa, cheio de nossos adeptos, o FCP entrou bem na partida e aquelas primeiras partes apáticas parecem agora ter passado à história.

Um Brahimi completamente endiabrado, com uma facilidade incrível de passar por dois, às vezes três, adversários e ainda a assistir na perfeição, cedo resolveu a partida. E também um Óliver, muito mais desinibido, ajudou bastante neste aspecto.
E depois, já se sabe, desde Janeiro que está em curso a revolução-Soares no nosso clube. Ontem marcou 2 e não sabe muito bem porque não marcou 4...
O avançado brasileiro, trouxe consigo muito daquilo que nos faltava e, como fenómeno colateral, arrastou André Silva, ontem desastrado, para um papel secundário, no que à decisão das partidas diz respeito.

A confiança subiu, aliás, para patamares tais que NES parece não ter problemas em fazer descansar Maxi e André André na partida contra o Setúbal, no próximo fim-de-semana.

Cuidado com os excessos. Concentração sempre máxima é o que se pede até ao fim do campeonato.

quinta-feira, 9 de março de 2017

O tetra da fanfarronice

Rui Gomes da Silva, Pedro Guerra, André Ventura, Hugo Gil, A BOLA, Record

Após uma 1ª mão ilusória (cheia de falhanços escandalosos dos avançados do Borussia Dortmund e defesas "milagrosas" do GR benfiquista), desta vez,…
… sem o colinho a que estão habituados em Portugal e…
… sem a sorte monumental que tiveram no jogo da 1ª mão,…
… até o atual 3º classificado da Bundesliga (a 13 pontos do líder Bayern Munique!), mesmo desfalcado de Raphaël Guerreiro e dos internacionais alemães Mario Götze e Marco Reus, foi suficiente para lhes espetar 4 secos!

Pois é, um banho de realidade não faz mal a ninguém, principalmente aos "humildes" benfiquistas…

Nota: Eu ouço e leio as queixas dos benfiquistas em relação à arbitragem do inglês Martin Atkinson, sorrio e imagino o jeito que daria ao SLB ter um Nuno Almeida (árbitro do SLB x GD Chaves), Jorge Ferreira (árbitro do Estoril x SLB) ou Bruno Esteves (árbitro nomeado para o próximo SLB x CF Belenenses) a arbitrar estes jogos europeus.

segunda-feira, 6 de março de 2017

7 golos e recordações de Mário Jardel

«O FC Porto não vencia por 7-0 na Liga desde janeiro de 1999, na época que terminou com a conquista do Penta campeonato. Nesse dia, no final de janeiro de 1999, os dragões golearam o Beira Mar no Estádio das Antas. Curiosamente, a figura desse encontro foi Mário Jardel, ele que assistiu à receção ao Nacional nas bancadas do Dragão.»




Uma goleada das antigas e a presença de Mário Jardel no Estádio do Dragão fez-me recordar um outro jogo, um célebre FC Porto x Juventude de Évora, disputado no Estádio das Antas, em dezembro de 1997, para a 5ª eliminatória da Taça de Portugal de 1997/98 (nessa época o FC Porto haveria de fazer a dobradinha).
O FC Porto derrotou a equipa alentejana por 9-1, mas ao intervalo estava a ganhar pela margem mínima (1-0). Assim sendo, para evitar surpresas, o treinador do FC Porto (António Oliveira) foi ao banco de suplentes buscar o Super Mário e este não foi de modas: em apenas 45 minutos marcou 7 golos!
Vale a pena recordar, principalmente um memorável golo de letra.




São muitas as recordações que tenho de Mário Jardel, de golos (muitos golos) e também de alguns episódios que se terão passado fora das quatro linhas.

Um desses episódios foi relatado pelo próprio Mário Jardel, numa entrevista que concedeu à CMTV em janeiro de 2016, na qual o antigo ponta-de-lança de FC Porto e Sporting recordou uma proposta desonesta:

Fizeram-me uma proposta… Não vou dizer nomes, mas posso dizer que foi para um Benfica-FC Porto. Deram-me dinheiro para não jogar, mas os nomes revelo depois, quando publicar o livro. Mas já deixo uma pista...

Já passou mais de um ano desde que Mário Jardel fez estas declarações “bombásticas”, as quais relatam uma situação grave que, a ser verdade, ocorreu entre 1996 e 2000 (período em que Mário Jardel esteve ao serviço do FC Porto).

Naturalmente, nenhum jornal ou TV “generalista” (RTP, SIC, TVI, CMTV, SportTV, BolaTV) teve qualquer interesse em explorar a pista deixada por Mário Jardel. Ainda se fosse para investigar acusações ao FC Porto, como as que foram feitas pelo confesso dependente de drogas Walter Casagrande

Mário Jardel no último FC Porto x Nacional

Resta-nos o Porto Canal, o qual poderia (deveria) aproveitar este regresso de Mário Jardel ao Porto, para o entrevistar, “puxar o fio à meada” e fazer-lhe as perguntas que, há um ano atrás, a CMTV entendeu não fazer...

domingo, 5 de março de 2017

Como nos bons velhos tempos


E eis, finalmente, um jogo em que o FCP transpôs para o terreno de jogo toda a sua superioridade abissal para equipas como este Nacional. Nos anos 80 e 90, jogos como estes aconteciam a uma boa cadência. Hoje em dia, resultados assim, só de uns 5 em 5 anos. Os clubes mais pequenos estão mais fortes? Sim, mas isso não explica tudo.

Foi um FCP com um "11" quase na máxima força e isso ajuda muito. Ainda para mais, um elo em teoria mais fraco,  como por exemplo André André, ontem esteve uns furos acima de tempos mais recentes, principalmente na vertente do passe.
Também ajuda, e muito, poder contar com toda a inteligência de Layún no terreno de jogo. Maxi, repetimos, é um jogador que dá tudo o que tem, mas o tudo que ele actualmente tem, muitas vezes já não é o suficiente para uma equipa com as ambições da nossa. Trata-se de um jogador útil ao longo de uma época, quanto mais não seja pela sua vasta experiência, mas a titularidade nas alas da nossa defesa só pode ser mesmo de Telles e Layún.

Com um Brahimi ontem particularmente inspirado, pareceu sempre uma questão de tempo até as coisas se resolverem. Tivemos também a felicidade de ver dois remates deflectidos garantirem um tranquilo 2-0 ao intervalo. Depois, já na segunda parte, a expulsão, justa, de Tobias Figueiredo abriu largas avenidas para a goleada. Foi tudo tão fácil e evidente que até deu para Bruno Paixão fazer-se passar por um árbitro como qualquer outro....

Mas quantos de nós não trocaríamos um destes golos todos por apenas um por parte do Feirense?...

Com esta nova abordagem ao jogo em que a posse de bola deixou de ser uma doentia obsessão e, sem dúvida, com a excelente aquisição de Soares, o FCP não deixa agora qualquer dúvida de ser a equipa que melhor futebol pratica em Portugal. Porém, o nosso adversário directo continua, inacreditavelmente, sem perder qualquer ponto, o que torna tudo muito complexo em termos de previsões a curto prazo. Quem perder os próximos pontos ficará em maus lençóis, no que ao título diz respeito.

Ninguém quer trazer o Kelvin, nem que seja para passar um simples fim-de-semana por Portugal?...

sexta-feira, 3 de março de 2017

A taberna do pai Ferreira


Quando olhei para as pinturas na taberna do pai do árbitro Jorge Ferreira, houve várias coisas que me chamaram à atenção.

Em primeiro lugar a mensagem: “Aqui venera-se Calabote

Venera-se?
Habitualmente, o termo “venerar” é usado no contexto da religião (por exemplo, venerar um santo) ou no contexto de uma ideologia e personalidade marcante (por exemplo, Hitler e o Nazismo).


Depois, reparei que o “S” da palavra “venera-se” foi desenhado de forma diferente do “S” da sigla “SD”. Que estranho…

E olhando ainda mais de perto, reparei que a sigla “SD” tinha sido desenhada de uma forma como eu nunca tinha visto (em tarjas, cachecóis ou camisolas dos Super Dragões) e que o “S” era igual à forma como eram desenhados os “S” da sigla “ϟϟ” (a Schutzstaffel, em português "Tropa de Proteção", abreviada como SS, ϟϟ, foi uma organização paramilitar ligada a Adolf Hitler e baseada na ideologia Nazi).



Venera-se…
ϟϟ…
Ora, ao contrário de outras claques, nunca houve notícias dos Super Dragões terem sido infiltrados por elementos neonazis.
E também nunca houve qualquer semelhança entre os símbolos dos Super Dragões e símbolos ou siglas nazis, ao contrário de outras claques…


Dito isto, cada um que tire as suas conclusões. Eu já tirei as minhas, até porque, como referem os Super Dragões no Comunicado que emitiram, “a tinta azul compra-se com a mesma facilidade que a tinta vermelha”.