quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

À espera do Pai Natal - ainda

Falta um tempo considerável para o fecho da janela de transferências de Janeiro, mas tal como aconteceu na anterior, a perspectiva de o plantel ser reforçado com novos jogadores, afigura-se improvável. Por um lado, há uma expectável inflação nos passes de jogadores em geral, com clubes de menor dimensão a entrar (e porque não?) no jogo das grandes transferências - como é o caso do Braga, Rio Ave...; o caso mais notório é o de Nakajima, que vem sendo associado ao Porto com alguma insistência, mas cujo clube, o Portimonense, não aceita negociar o passe do jogador por menos de €10M! O outro entrave ao tal reforço do plantel, quiçá o maior, é a actual situação financeira do Porto - um quadro tão negro, que se fosse um filme, seria o "Branca de Neve" do João César Monteiro.

Branca de Neve, da ficção para a realidade
Depois de terem tentado todas as outras "receitas" no livro, com treinadores jovens, treinadores menos jovens, treinadores com pouca experiência, treinadores sem experiência nenhuma, e todo o tipo de jogadores "debaixo do Sol" - caros, baratos, pechinchas e "murros na própria cara" - os senhores da SAD, decidiram - ou alguém decidiu por eles, o que diz muito da sua capacidade de decisão - que faltava tentar "sem contratações". Não se pode dizer que os resultados sejam maus; pelo contrário, são incomensuravelmente melhores do que alguma vez sonharam, só que pode não chegar. Ora, o estado a que chegaram as finanças do Porto é da sua exclusiva responsabilidade - não há desculpas nem atenuantes. Assim sendo, e neste momento de aperto, só lhes ficava bem juntarem entre si "uns trocos" - um membro da SAD não enriquece só com o salário que recebe, é certo - e fazerem um pequeno sacrifício por quem já lhes deu tanto, pagando do seu próprio bolso a contratação de um (unzinho chega) reforço (com a condição de que não seja mais um guarda-redes). O Clube agradecia e certamente saberia encarar com mais simpatia erros passados que tanto dano têm causado.
No poupar é que está o reforço
Este bonito gesto, para além do seu simbolismo, teria também o condão de mitigar algumas dúvidas no coração dos adeptos, no caso de esta época acabar como as últimas. Já se trocou várias vezes de treinador (e nem que tenha sido por pura sorte, parecem ter feito por fim a aposta certa); a estes jogadores, não se lhes pode pedir mais. Quem é então que falta mudar? Quem é que segundo os mais variados critérios, "não manda uma para a caixa"? Quem é vai arcar com as culpas, se as coisas correrem mal?

Espero que tenham um bom pé-de-meia.

4 comentários:

Rui André Silva disse...

Chegou o Pai Natal:Paulinho
Nada mau,digo eu

Filipe disse...

E o avançado Rui Costa para a equipa B!

franciscomafnso 18 disse...

Eu queria era uma direccao do FCP como antigamente, a deixar bem claro, de forma determinada, publicamente, que nao haveria segunda parte do Estoril x FCP, nem nas 30 horas seguintes, nem nos 30 dias seguintes, nem nos 30 meses seguintes, nem nos 30 anos seguintes. O responsavel pela organizacao do jogo que decorreu parcialmente nas instalacoes desportivas em causa e so um - O Grupo Desportivo Estoril Praia ou a sua SAD, o que vai dar ao mesmo - e consequentemente e ele o unico responsavel por esse jogo se ter iniciado e ter decorrido ate certa altura, num estadio com falhas estruturais gravissimas, que podiam ter levado a morte de centenas de pessoas ( se calhar bastava ter havido um golo do FCP e os seus adeptos terem festejado efusivamente levantando-se e saltando), e por nao ter sido efectuada a 2a parte do mesmo por motivos de seguranca dos adeptos. A regulamentacao desportiva e clara e diz que se um jogo tiver que ser interrompido por falhas de seguranca imputaveis ao clube organizador, esse clube perde o jogo e os 3 pontos vao para a equipa adversaria.
Portanto, o que eu queria, era um FCP que deixasse bem claro, que nao ia nem vai efectuar, nem metade do jogo, nem o jogo completo contra o Estoril, e que caso nao lhe sejam atribuidos administrativamente os 3 pontos como impoem os regulamentos desportivos, ira ate as ultimas consequencias nos tribunais desportivos (TAS) para que tal aconteca. E que para alem disso vai agir criminalmente contra os dirigentes do Estoril por serem responsaveis por uma situacao que pos a vida de centenas/milhares de adeptos portistas em risco.
Caso isto nao aconteca, fica evidente de uma vez por todas, que o unico grande problema do FCP e a sua direccao.

João Martins disse...

E um mini ninja la pa frente