domingo, 19 de agosto de 2018

Como ele hesitou...


Curioso seria perceber se Carlos Xistra marcaria aquele penalty caso não tivesse apitado aquele outro a favor do Belenenses. Trata-se, contudo, de uma pergunta retórica. Todos os portistas saberão a resposta...

E lá foi ele ver o monitor, ao minuto 92. Viu uma, duas, três, quatro, dez, quinze vezes e, muito a custo, lá apitou para a marca dos 11 metros.
Alex Telles - quem mais, para um momento como aquele? - com toda a sua categoria e sangue frio, recolocou justiça no marcador.

E tudo parecia fácil quando, poucos segundos na segunda parte, Otavio fez o 2-0, num lance em que, com um misto de inteligência e rapidez, aproveitou da melhor maneira um arriscado atraso do um jogador contrário.
Na altura, dois golos de vantagem pareciam almofada mais que suficiente para conquistar a segunda vitória em outras tantas partidas, mesmo após um primeiro tempo sem grande brilhantismo da nossa parte, onde apenas duas acções dos nossos mais jovens jogadores em campo, causaram mossa na defensiva lisboeta: um bom cabeceamento de André Pereira com a bola a embater na trave e outro, ainda melhor, de Diogo Leite, a facturar após canto de...nem é preciso dizer quem.

Só que, em Portugal, existe sempre o factor-A. O factor-arbitragem.
Do nada, apareceu um penalty a favor dos de Belém (ou melhor, dos do Jamor). Parece que por "posição natural dos braços", os árbitros entendem "braços junto ao tronco". Só mesmo de quem nunca jogou futebol. Ou melhor, só de quem, no fundo, não gosta assim tanto de futebol e não o entende.
A nossa equipa tremeu, claro. O que já não estava fácil, pior ficou e não mais passaríamos do nosso meio-campo (sim, a relva prendia e estava muito calor, mas não só...).
Ninguém ficou, pois, muito surpreendido quando surgiu aquele 2-2, que parecia final para as nossas aspirações.

Só que, ironia do destino, o que o "dream-team" Xistra/Capela não contaria era com aquele penalty nos descontos e, por uma vez, não dava mesmo para não marcar. Não o fazer, após aquele outro oferecido ao Belenenses, até no país dos "padres", toupeiras e "vouchers" seria por demais.

7 comentários:

Paulo Marques disse...

Eu continuo sem saber quando é mão ou não. Sempre? Não, o lance na área do Belenenses só deixa mouros e avençados a fazer figurinhas tristes, porque nem está perto de onde devia estar, nem houve esforço para o retirar.
Já o jogo... bem, esperemos que se feche o plantel em breve e haja tranquilidade, porque houve demasiados erros de todos, o que vale é que o coração ganha jogos.

Ricardo disse...

Fez dos pensamentos de todos os Portistas as suas sábias palavras.

Acho que todo o país sentiu como custou marcar aquele penalty, o que é inexplicável mas que demonstra o estado de espírito que se vive contra o nosso Clube.
Não vi o jogo por breves momentos, na altura do penalty do Belenenses. Só depois vi e mais revoltado fiquei, pois já sem saber como tinha sido esse penalty não compreendi tamanha hesitação.

Vidente Mor disse...

ta bem, mas nao jogamos nada, o belem ja o ano passado nos tinha dado baile e este ano idem, SC tem de refletir no futebol e nas taticas aplçicadas porque levou um banho de Silas. Como uma equipa como o porto nao consegue segurar um dois a zero? Precisamos claramente de mais dois medios a seriop, fortes, rapidos, intensos sem o que sera dificil fazer muito mais com o tip+o de futebol de SC. Nao se pode jogar so na emoçao e preciso mais, SC continua a insistir nos seus jogadores queridos tipo hernani ( um zero a esquerda ) fabiano ( tadito ), andre pereira e o nosso melhor avançado e joga fora de posiçao, abou continua igual a si proprio, o porto nao tem ninguem que consiga arrefecer e controlar o jogo, ou andam todos a correr ou nao conseguem, depois o nosso lado esquerdo e muito permeavel ou continua a ser, brahimi tem um dia muito bom e 4 muito assim assim, FALTA NOS CLASSE NA EQUIPA, tenho fe em militao mas precisamos de gastar 10 M ou mais num medio a serio, temos e ser mais duros a jogar, um problema que ja vem da formaçao onde as nossas equipas sao macias e fisicamente frageis, estamos com os mesmos problemas do ano passado , este jogo contra uma boa equipa mostrou isso mesmo.

Filipe Sousa disse...

Para mim, ambos os lances sao penalty - principalmente, porque depois de se marcar o primeiro, também se marcou o segundo. Aquilo que talvez os torne difíceis de aceitar, é a forma como sao "oferecidos" - aquilo é pedir chatices; os jogadores ainda nao perceberam que, mais do que nunca, todas as suas accoes sao altamente escrutinadas? Por fim, permitir o empate depois de estar a ganhar 2-0, é apenas e só azelhice, com o treinador 'a cabeca. O golo do empate era mais que previsível, e o SC foi completamente inoperante.

Francisco Paulos disse...

É preciso reforçar a equipa. É fundamental um bom médio e um avançado matador. O Aboubacar é uma nulidade absoluta e irrita ve-lo jogar. Não segura uma bola pois não a sabe dominar não consegue fazer um passe certo e para marcar 1 golo falha 5. É uma vergonha uma equipa que quer ser campeã ter um jogador destes. A sad do alto da sua incompetência assobia para o lado e espera por outro milagre. Ontem quem olhava para o nosso banco de suplentes podia ver a falta de soluções nele existente. Os outros reforçam-se e nós gastanos 15M em cepos que nem um jogo fazem.Neste FCPinto da Costa a impunidade de uma gestão danosa não é questionada e lá continuam alegremente a dar xabo do clube.

Antonio Pinto Cardoso disse...

Esta história dos penaltis está a ultrapassar os limites do bom senso. A ganhar por 2-0 a coisa estava bem encaminhada para com mais ou menos tempo, o resultado aumentasse até porque o Belenenses não ficou cómodo com a situação. Surge então aquela "oferta arbitral"para como alguns dizem, trazer o Belenenses de novo ao jogo. Ora o factor (A)-Carlos Xistra, foi tão importante que passou até por ter feito uma boa exibição.
Mas aquilo não é penalti que se apresente. Por este andar os jogadores ou estão concentrados no jogo, ou preocupados em meter as mão nos bolsos dos calções (se não tem deviam passar a ter), para ajudar a ter os braços colados ao corpo.
Ainda ontem no jogo da Champions, apareceu outro tipo de penalti que se tivesse sido ao contrário ia ser o bom e o bonito, e ia haver conversa até ao Natal...

3asifa disse...

Boas.
Prefiro sempre critérios objetivos a subjetivos/interpretação. Se a bola toca na mão, penalty, não se discute. Até que inventem uma regra melhor, que consiga medir a intenção. Já se esqueceram do penalty cometido por Abel Xavier, que Zidane marcou? Foi um estilhaço, inconscientemente o Abel meteu a mão. Por isso, medir a intenção é lixado, depende sempre da cabeça de quem interpreta. A falta de melhor, prefiro critérios objetivos.

Abraço.